domingo, 29 de maio de 2016

Presidenta Dilma, boa tarde! Estou neste domingo, dia 29 de maio de 2016, lendo sua entrevista ao jornal Folha de São Paulo. Com todo o respeito pessoal que tenho pela senhora e pelo respeito que devo por ser a presidenta eleita do nosso País, venho lhe dizer que a senhora precisa fazer mais, a senhora precisa sair do Palácio da Alvorada e ouvir a nossa voz, precisa urgentemente de uma Banca de advogados renomados, notáveis em foro na Corte de Haia. Presidenta nós pedimos muito que a senhora desse entrevistas, mas tem que ser uma coletiva para toda a imprensa com perguntas e respostas e sem tempo para terminar. Presidenta o 'time' é outro e agora é hora de suor e luta quase corporal. Presidenta eles estão tramando nos bastidores - especialidade de traidores e golpistas - para lhe dar um xeque-mate e entrevista para uma repórter no Palácio da Alvorada não adianta de nada e nem repercute no Senado Federal. Presidenta nós estamos aqui na frente da batalha colocando nossas cabeças no cutelo ao escrever em blogs, sendo processados por danos morais sem saber como vamos pagar se perdermos, estamos na frente da batalha comparecendo fisicamente nas manifestações a seu favor e, por isso, pedimos com todo respeito que se mostre como fez Moisés para os israelitas onde todos puderam vê-lo de braços erguidos clamando a Deus pela vitória e, assim, nos lidere nessa guerra contra o Golpe de Estado.

Parada gay em SP tem gritos de “Fora, Temer” e “Volta, Dilma”. No Brasil 247.

Brasil 247- Com gritos e cartazes, ativistas da causa LGBT protestam contra o governo interino de Michel Temer (PMDB) neste domingo (29), na 20ª Parada do Orgulho LGBT de São Paulo. Eles gritam "Fora, Temer" e "Volta Dilma".
Erguendo um cartaz de "Fora Temer", a ativista Phamela Godoy diz que, em duas semanas de governo interino, houve recuo nas conquistas LGBT. "Nós não podemos nos furtar de discutir a agenda política do país. Quando os grupos conservadores avançam, os direitos LGBT são os primeiros a serem atacados", disse.
Phamela cita o fim do Ministério das Mulheres, da Igualdade Racial e dos Direitos Humanos, além da Coordenação de Política LGBT e a redução no orçamento de políticas de prevenção da Aids. "Em um País que não respeita a democracia, não é possível discutir direitos para minorias", afirmou.

Temer e Gilmar se unem para tentar salvar o golpe. O governo usurpador de Michel Temer tem o cheiro podre de Eduardo Cunha e de Gilmar Mendes. O golpe usurpador começou a ruir, por isso a reunião de última hora entre os dois conspiradores, desesperados em tentar salvá-lo. Por Jeferson Miola. No Brasil 247.

PM usa spray de pimenta em protesto contra estupro em Brasília. No Brasil 247.

Brasília 247 - Manifestantes contra o estupro picharam o Supremo Tribunal Federal (STF) e fizeram um varal de calcinha no prédio da Corte. O momento mais tenso foi quando os manifestantes - que no auge da mobilização somavam 1500 pessoas nas estimativas da Polícia Militar (PM) - derrubaram as grades que cercam o STF e depositaram flores na estátua da Justiça. Um policial usou gás de pimenta para conter os participantes do protesto, mas sem sucesso. Dez seguranças do próprio STF cercaram a estátua. A PM mandou reforços para proteger o tribunal.
Ao chegarem às grades que protegem o Supremo por volta das 11h30, os manifestantes jogaram flores em direção à estátua e conseguiram superar a barreira para depositar flores e cartazes. Apesar das pichações, não houve tentativa de invasão.
Um dos cartazes dizia: "Não ensinem as meninas a terem medo. Ensinem os meninos sobre o respeito". Outro fazia referência ao estupro coletivo de uma adolescente no Rio, que teve imagens compartilhadas pelas redes sociais e chamou a atenção de todo o País para o assunto. "Imagine você: sendo violentado por 30; compartilhado por 300; julgado por 3.000.000", dizia o cartaz, que foi colocado junto à estátua da Justiça.
Os manifestantes também fizeram pichações em referência ao processo de impeachment da presidente afastada Dilma Rousseff, ao presidente interino Michel Temer e ao ministro do STF Gilmar Mendes, crítico do PT. A deputada Érika Kokay (PT-DF) também participou do protesto. Havia cartazes como "É golpe", "Volta, querida", "Contra o estupro da democracia", "Fora Temer machista" e "Fora Gilmar".

O prêmio. Por Janio de Freitas. No jornal Folha de São Paulo.


janio de freitas
Colunista e membro do Conselho Editorial da Folha, é um dos mais importantes jornalistas brasileiros. Analisa as questões políticas e econômicas. Escreve aos domingos e quintas-feiras.

O prêmio


Nas gravações feitas por Sérgio Machado e em sua divulgação há um componente que reflete bem o estágio em que estamos, sendo incerto que apenas o atravessamos. Prefiro não definir nem qualificar o componente, também por desnecessidade. É suficiente sintetizá-lo na prática.
Um homem procura colegas que o têm por confiável, incluído aquele a quem deve o emprego magnífico usufruído por dez anos. Mesmo sem ser explícito, faz entender que busca ajuda solidária para o risco angustiante de ser entregue, por atos de sua plena responsabilidade, a um juiz que valoriza a cadeia como passo preliminar. O homem conduz as conversas, em sutis induções e insistências. Grava-as, sem disso ser suspeitado. Não se sabe quantas foram, nem quantos os gravados.
O homem divulga várias gravações. Gravado que não se comprometeu com propostas condenáveis, passa, no mínimo, pelos dissabores do escândalo. Os que se mostraram mais solícitos com as angústias do colega, porém, fosse por solidariedade ou por combiná-la com sua própria situação, foram –como outros vão ser– por ele entregues às feras, com suas situações agravadas. Por tal atitude, o homem será premiado pela Justiça.
É reconfortante, ao menos, imaginar que não podem ser muitos os capazes de agir da mesma maneira desse homem cujas angústias lhe parecem justificativas para tudo. A imaginação é temerária, no entanto. A naturalidade com que esse enredo é tratado na imprensa e na TV, é lido e ouvido, é citado e comentado até como um momento de comicidade, não pode ser sem significação profunda. Até pela extensão, como se unânime. Se houve algum repúdio, alguma consideração crítica, uma reprovação qualquer, não a encontrei.
O cinismo pode ser uma epidemia? Ou, quem sabe, é uma insensibilidade endêmica e progressiva, um Alzheimer que devora a memória dos valores pessoais. Seja o que for, é o mal de um país que está doente. Muito doente.
MACHADO A JATO
Os gravados e o próprio Sérgio Machado estão acusados pela imprensa de "tentar obstruir" o prosseguimento da Lava Jato. Há dois motivos para outra interpretação: primeiro, porque nenhum deles tentou coisa alguma, a não ser nos títulos de jornais; depois, porque suas palavras vão em sentido oposto à obstrução.
"Aécio é a bola da vez", "ninguém escapa", "no Congresso só escapam uns cinco", "no PSDB não sobra ninguém", e por aí segue a contabilidade dos que têm conhecimento intestino do Congresso. Mas esse desnudamento põe a Lava Jato contra a parede: em vez de obstrução, indica quanto os seus integrantes deveriam trabalhar ainda. Ou já tê-lo feito.
Gravados e gravador vão mais longe, como dizem por aí, na imposta "saia justa" (uma das maiores invenções da humanidade, ultrapassada só pela minissaia): com as referências a Aécio, ao PSDB sem salváveis, só cinco inocentes, Sérgio Machado e seus gravados querem que a Lava Jato deixe de transitar em mão única e entre nas vias que até agora bloqueou.
Aí já querem demais. E não entenderam a contribuição da Lava Jato, com a ida coercitiva de Lula para o aeroporto, a divulgação dos seus telefonemas com Dilma, e o veto à sua posse ministerial por Gilmar Mendes, criando o clima coincidentemente adequado para a decisão de Eduardo Cunha pró-impeachment.
A propósito, a divulgação das gravações de Sérgio Machado e a queda de Romero Jucá, do PMDB, não atestam a indiferença da Lava Jato entre partidos, como pretendem alguns comentaristas. Tudo nas gravações é obra só de Machado, mais da alma do que do corpo. E por elas Jucá se foi, apesar de Michel Temer, e não por ação da Lava Jato.

Grampos dificultam futuro de gestão Temer no Senado. Por Mariana Haubert e Leandro Colon. No jornal Folha de São Paulo.

Grampos dificultam futuro de gestão Temer no Senado


As gravações que expuseram aliados do presidente interino, Michel Temer, incluindo dois senadores do PMDB, aprofundaram um ambiente de incerteza e preocupação no novo governo diante de uma margem apertada pró-impeachment de Dilma Rousseff no Senado.
Não se trata tanto de risco político para o atual governo interino de volta da petista, mas mais de condições de governabilidade na Casa que irá julgar a manutenção ou não do cenário do impeachment.
Soma-se a isso um cenário de crises menores, como a extinção e recriação do Ministério da Cultura e a falta de mulheres no primeiro escalão, que desgastaram Temer desde sua posse.
Defensores de Dilma, hoje afastada por até 180 dias, avaliam que sua situação é "complicadíssima" e que é ainda cedo para prognósticos em um processo que deve terminar entre agosto e setembro.
No entanto, a reação de alguns senadores do grupo que ainda não declarou voto no mérito do seu caso tem sinalizado alerta para Temer. O resultado final do impeachment tende a ser influenciado pelo sucesso ou não do governo interino e dos rumos da Lava Jato sobre o PMDB.
"Achei o começo do Temer muito ruim e a votação, assim como ocorreu com Dilma, também vai levar em conta o conjunto da obra do governo. Não contem que essa votação [do impeachment] já está certa", disse Cristovam Buarque (PPS-DF), um dos 14 senadores que votaram a favor do afastamento de Dilma, mas não anunciaram posição sobre a condenação.
Editoria de Arte/Folhapress
Para o senador, é preciso que se investigue a fundo as suspeitas contidas nas conversas, reveladas pela Folha, entre o ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado e o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), o senador Romero Jucá (PMDB-RR), que deixou o cargo de ministro do Planejamento de Temer após a sua divulgação, e o ex-presidente José Sarney.
A conta hoje no Senado indica que a votação final do impeachment deve ser apertada. A tendência é que os 22 senadores que votaram com Dilma no dia 12 de maio, quando ela foi afastada, não mudem de posição porque integram a base fiel à petista.
Ao todo, 55 votaram pela abertura do processo, um voto a mais que o mínimo necessário para que seja condenada e deixe o cargo em definitivo.
Três senadores não estiveram na sessão que afastou Dilma temporariamente. Deles, Pedro Chaves (PSC-MS), empossado no lugar do cassado Delcídio do Amaral ex-PT-MS), tende a se somar à bancada pró-impeachment.
Jader Barbalho (PMDB-PA), em tratamento médico, é ligado às gestões petistas, mas seu filho é ministro da Integração Nacional de Temer. O senador não declara posição.
Eduardo Braga (PMDB-AM) se opõe à saída de Dilma, mas sua presença é dúvida, pois está de licença médica. O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), não deve votar.
Nesse cenário de possíveis 56 votos favoráveis à cassação, bastaria que três senadores votassem contra para que o patamar mínimo de 54 não seja alcançado. Se isso ocorrer, Dilma volta ao Planalto.
Em meio a isso, petistas tentam articular a formação de um grupo suprapartidário de cerca de 30 congressistas que poderiam votar contra o impeachment mediante um acordo com Dilma para que, uma vez de volta, ela viabilizasse um caminho para convocar novas eleições.
"O governo tem que agir rápido. Tem que convencer investidores nacionais e internacionais de que política econômica é para conter inflação e gerar empregos. O Senado se move pelo pensamento da sociedade", disse Antonio Carlos Valadares (PSB-SE).
Para o senador, Temer só continuará no cargo até 2018 se a comissão especial do impeachment der um parecer favorável com fundamentação jurídica consistente e se, na área política, o presidente interino mostrar que "está fazendo seu dever de casa".
Dilma deverá apresentar defesa prévia à Comissão Especial do Impeachment até quarta (1º). A petista é acusada de editar decretos de créditos suplementares sem aval do Congresso e de usar verba de bancos federais em programas do Tesouro, as "pedaladas fiscais". Sua defesa não vê elementos para condenação.
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OS INDEFINIDOS

Os 14 senadores que votaram para afastar Dilma, mas não se posicionam sobre o julgamento final
  • Benedito de Lira (PP-AL)
  • Edison Lobão (PMDB-MA)
  • José Antonio Reguffe (s/ part.DF)
  • Fernando Collor (PTC-AL)
  • Hélio José (PMDB-DF)
  • José Maranhão (PMDB-PB)
  • Marcelo Crivella (PRB-RJ)
  • Roberto Rocha (PSB-MA)
  • Wellington Fagundes (PR-MT)
  • Acir Gurgacz (PDT-RO)
  • Cristovam Buarque (PPS-DF)
  • Omar Aziz (PSD-AM)
  • Raimundo Lira (PMDB-PB)
  • Antonio Carlos Valadares (PSB-SE)

Temer se encontra com Gilmar e revolta PT. Mídia covarde e domesticada acha normal encontro de juiz com investigado sábado à noite em Brasília. Uma única pergunta revela a hipocrisia sem limites. E se fosse o Lula ou a Dilma, como teria sido a cobertura da imprensa?? Gilmar Mendes faz questão de mostrar quem está no comando. Sua coragem e autoridade só afina quando surgem os nomes de Eduardo Cunha ou Aécio Neves. No Brasil 247.

Brasília 247 – O presidente interino Michel Temer recebeu, na noite de ontem, no Palácio do Jaburu, em Brasília, uma visita inesperada do ministro do Supremo Tribunal Federal e presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Gilmar Mendes.
Além de relator no TSE processo que analisa as contas da campanha da chapa Dilma-Temer, Gilmar assumirá, no dia 31, a presidência da Segunda Turma do STF, que é responsável pelo julgamento da maioria dos inquéritos que investigam a participação de políticos no esquema investigado pela Operação Lava Jato.
Será ele, por exemplo, o responsável por definir a pauta da turma, selecionando quais políticos terão seus casos julgados. Gilmar tomou decisões polêmicas recentemente, ao decidir que nada sobre o senador Aécio Neves (PSDB-MG) deveria ser investigado, a despeito dos pedidos do procurador-geral da República, Rodrigo Janot.
Segundo a assessoria de Temer, o encontro do presidente interino com o ministro, ocorrido num sábado à noite, visava tratar do orçamento para as eleições municipais.
Para integrantes do PT, como o deputado Paulo Pimenta (PT-RS), a explicação não fica de pé. Eis o que ele postou no Facebook:
Mídia covarde e domesticada acha normal encontro de juiz com investigado sábado à noite em Brasília
O interino Golpista Michel Temer é citado por delatores da Lava Jato. O interino ilegítimo responde junto com Dilma a uma ação no TSE que questiona as contas da campanha de 2014. Gilmar Mendes preside o TSE e terça feira, assumirá a turma do STF que julgará os acusados da Lava Jato.
Temer estava em SP e retornou as pressas à Brasília. Os dois se encontraram sábado à noite no Jaburu. A mídia covarde acha normal.
Uma única pergunta revela a hipocrisia sem limites. E se fosse o Lula ou a Dilma, como teria sido a cobertura da imprensa?? Gilmar Mendes faz questão de mostrar quem está no comando. Sua coragem e autoridade só afina quando surgem os nomes de Eduardo Cunha ou Aécio Neves.

Temer e Gilmar trucidaram o conceito de decência ao se encontrarem furtivamente no Jaburu. Por Paulo Nogueira. No DCM.

Temer e Gilmar trucidaram o conceito de decência ao se encontrarem furtivamente no Jaburu. Por Paulo Nogueira4



Postado em 29 May 2016
A prova do crime: Gilmar a caminho de Temer
A prova do crime: Gilmar a caminho de Temer
O pior pecado depois do pecado é a publicação do pecado.
Você sabe quanto gosto desta grande frase de Machado. O Machado certo, o de Assis, e não o Machado errado, o delator.
É exatamente isso que aconteceu quando Gilmar Mendes se esgueirou até Temer no Jaburu, na noite de sábado, para tratar sabemos bem o quê.
Citei Machado, o certo, e acrescento George Orwell, o gigantesco jornalista inglês de meados do século passado.
Orwell escreveu que os jornais são propriedade de homens ricos interessados em tratar de forma desonesta assuntos delicados.
Alguma relação com Marinhos, Frias, Civitas? Nenhuma, naturalmente.
Orwell defendia um conceito que ele definia como “common decency”. Numa tradução livre, decência básica.
A reunião furtiva de Temer e Gilmar infringe, melhor, trucida a “common decency” orwelliana.
Num momento em que pairam sob os eminentes magistrados do STF suspeitas pesadas de participação no golpe, é um acinte, uma bofetada, uma cusparada na sociedade que tal encontro tenha ocorrido.
É a demonstração de que Marcelo Rubens Paiva estava inteiramente certo quando disse em resposta a uma bravata de Toffoli, o pupilo de Gilmar, que nossas instituições são “uma merda”.
Sei que minha mãe reprovaria que eu use uma palavra tão vulgar, ela que era um exemplo de elegância ao falar, mas infelizmente não existe outra que defina tão bem as instituições brasileiras, algo comprovado pela ida de Gilmar ao Jaburu.
Espero sentado por um único editorial dos grandes meios que reprove a conduta de Gilmar e Temer. E serei obrigado a me deitar à espera de que os comentaristas da Globo, Folha etc notem o crime de lesa democracia representado pelo encontro.
Nem que Gilmar tivesse ido ao Jaburu para jogar tranca ou tomar chá isso teria sido decente.
Isto se chama golpe.
Sem surpresa, li num site da Globo a notícia. Estava escondida no pé de uma nota. O título destacava outra coisa.
Este é o estado de entorpecimento moral de outra peça das instituições putrefatas brasileiras, a imprensa plutocrata.
Gilmar — indicado por FHC, aquele que acoelhado fugiu de uma palestra em Nova York porque seria desmascarado pela plateia como golpista — simboliza o STF pavoroso do qual somos todos vítimas.
Faz muito tempo que ele, certo da proteção da mídia e da omissão de seus pares, age como um militante político raivoso e ensandecido e não como um juiz.
Ele escarnece todos os dias e todas as horas da sociedade, com suas palavras desonestas e seu horroroso sorriso debochado.
Gilmar já foi pilhado publicamente conversando com Bonner numa reunião de pauta do Jornal Nacional. Num mundo menos imperfeito, ele teria sofrido impeachment por aquela barbaridade.
Não é apenas a política que exige uma reforma radical, que se inicie pelo fim do financiamento privado das campanhas, a forma pela qual a plutocracia toma de assalto a democracia.
Tão importante quanto limpar a política do poder do dinheiro sujo e corrupto é fazer uma faxina na Justiça, especificamente no STF de Gilmar.
As futuras gerações nos chamarão de frouxos, covardes, pusilânimes se assistirmos de de bunda no sofá — desculpe, mãe — às manobras imundas do STF que está aí.
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Paulo Nogueira
Sobre o Autor
O jornalista Paulo Nogueira é fundador e diretor editorial do site de notícias e análises Diário do Centro do Mundo.

Gilmar diz que discutiu com Temer recomposição do orçamento do TSE. No jornal Folha de São Paulo.

Gilmar diz que discutiu com Temer recomposição do orçamento do TSE





Presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), ministro Gilmar Mendes, afirmou que se reuniu com o presidente interino Michel Temer na noite deste sábado (28) para tratar da recomposição orçamentária do tribunal para as eleições municipais deste ano.
Segundo dado do próprio tribunal, é necessário um aporte de pelo menos R$ 150 milhões dos R$ 250 milhões que foram cortados da Justiça Eleitoral.
A situação mais urgente seria a falta de recursos para a fabricação de 90 mil novas urnas para serem distribuídas em todos os estados.
"Em quatro meses, o Brasil vai realizar eleições com mais de 140 milhões de eleitores que votam em mais de 530 mil urnas, mobilizando perto de 2 milhões de mesários e 580 mil candidatos. A Justiça Eleitoral precisa mandar fabricar 90 mil novas urnas para serem distribuídas em todos os estados", afirmou Mendes, por meio de sua assessoria.
De acordo com o TSE, há indicações do governo de que o problema orçamentário será resolvido nos próximos dias para que o tribunal acelere o processo de organização das eleições municipais.
Segundo Mendes, o aumento no fundo partidário tirou recursos das eleições municipais, sendo necessária uma recomposição orçamentaria de R$ 250 milhões. Ao todo, o custo do pleito é estimado em R$ 750 milhões.
O Orçamento de 2016 prevê repasse de R$ 819 milhões para o fundo partidário, recurso que abastece as legendas. Inicialmente, na proposta que o governo enviou ao Congresso, o repasse para o fundo estava previsto em R$ 311 milhões.
CRISE
O encontro na noite de sábado ocorreu no Palácio do Jaburu, residência de Temer, porque o presidente interino retornou antes a Brasília.
Na sexta, Mendes havia procurado o ministro Eliseu Padilha (Casa Civil) para discutir o caso, uma vez que as tratativas vinham ocorrendo com o então ministro Romero Jucá, que deixou o cargo e voltou ao Senado depois que a Folha revelou áudios indicando uma movimentação do parlamentar para atrapalhar os desdobramentos da Lava Jato. Jucá nega.
A reunião aconteceu em meio a primeira grave crise do governo Temer, com as gravações feitas pelo ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado, com líderes do PMDB. Há receio na base de Temer que os diálogos tratando da Lava Jato ofereçam risco para que o Senado confirme o impeachment da presidente afastada Dilma Rousseff.
Presidente do TSE e Integrante do Supremo Tribunal Federal, Mendes é um dos principais críticos dos governos do PT e é relator das contas de campanha de Dilma, que foram aprovadas com ressalvas de 2014, mas têm sido alvo de pedidos do ministro para serem investigadas suspeitas de irregularidades em empresas prestadoras de serviço.

Do Blog Contexto Livre. Marcela Temer: Serenatas e Le Monde. Por Altamiro Borges.

Na segunda-feira (23), cerca de 50 moradores do bairro do Alto de Pinheiros, na zona oeste de São Paulo, fizeram um protesto em frente à mansão do Judas Michel Temer. O evento, convocado pelo Facebook, foi batizado de “Serenata dos vizinhos contra o golpe”. A ideia, segundo os organizadores, foi “mostrar que no bairro também tem gente contra Temer e contra o golpe”. Segundo o noticiário, a irreverente e bucólica manifestação deixou indignado o “presidente interino”, que estava em Brasília. O protesto também irritou a mãe da primeira-dama Marcela Temer, dona Norma Tedeschi. Da sacada da residência, a sogra do Judas criticou os manifestantes e exigiu silêncio. De acordo com a Folha, "ela disse que o neto, Michelzinho, 7 anos, está doente, com febre, e que, por causa do protesto, ela não poderia sair de casa para comprar remédio”. Ainda segundo a reportagem, “o grupo, em silêncio, ouviu o que ela tinha a dizer... [Na sequência] um dos manifestantes respondeu dizendo que na periferia tinha um monte de criança doente. Norma fechou a janela e o protesto continuou. O grupo carregava cartazes com os dizeres ‘O golpe mora ao lado’, ‘Michel é Cunha’ e ‘Todo apoio ao Povo Sem Medo’. Ele gritava ‘O povo não é pato, o Michel Temer também está na Lava Jato’. Com violão, sax e pandeiro, o grupo fez uma versão de ‘Carinhoso’ para protestar contra Temer: ‘Meu coração/ Não sei por que/ Tem um infarto quando te vê’... O ato também foi chamado para mostrar ‘total apoio aos movimentos sociais que foram expulsos de forma violenta’ pela PM. Na madrugada desta segunda, após pouco mais de quatro horas, cerca de 150 pessoas que se mantinham acampadas em uma praça próxima à residência do presidente interino foram tiradas do local pela Polícia Militar”. Talvez pouca acostumada aos protestos de rua, a sogra do Judas vai precisar de paciência nestas horas difíceis — decorrentes do “golpe dos corruptos” liderado por seu genro velhaco. Os protestos tendem a crescer nos próximos dias e o ouvido da dona Norma Tedeschi, acostumada às festanças da elite, vai virar penico. Imagine a sua revolta quando ela ler a matéria postada nesta sexta-feira (27) pelo jornal francês Le Monde, um dos mais renomados do planeta, sobre sua filha “recatada e do lar”. Vale conferir: * * * Brasil: Marcela, a mulher do presidente Michel Temer, causa barulho Por Claire Gatinois, correspondente em São Paulo O Daily Mail, tabloide britânico de grande circulação, vê nela a "Maria Antonieta do Brasil", uma esposa frívola e gastadora que se diverte com uma taça de champanhe na mão enquanto o povo passa fome. Os brasileiros a consideram tanto como a encarnação da mulher ideal, tanto como a representação dos ideais rançosos de uma burguesia conservadora. Marcela Temer, a jovem esposa do novo presidente interino, Michel Temer, fala pouco e jamais à imprensa. Essa discrição não impediu que a primeira dama, com sua plástica irrepreensível, fosse tema de um barulho quase ininterrupto nas redes sociais desde que seu marido tomou o poder, em 12 de maio. A cólera da blogosfera começou após um perfil atordoante publicado pela revista Veja, catalogada politicamente à direita. Intitulado "Bela, recatada e do lar", o texto revela a vida movimentada da jovem mãe de 33 anos, formada em direito, mas que tem no seu currículo apenas um breve emprego de recepcionista e duas participações em concursos de Miss São Paulo: levar seu filho Michelzinho à escola, cuidar da casa ‘e também dela mesma’, precisa a revista, que ainda menciona duas visitas ao dermatologista. De vez em quando, também janta em grandes restaurantes com seu marido de 75 anos, que ela ama perdidamente (o nome dele está tatuado em sua nuca). Opor o poder e a beleza. A gente vai aprendendo… Altamiro Borges

Protesto contra violência a mulheres tem tumulto e gritos de 'Fora, Temer'. "Não somos muitas, somos incontáveis". Por Natália Cancin e Dimmi Amora. No jornal Folha de São Paulo.

Protesto contra violência a mulheres tem tumulto e gritos de 'Fora, Temer'


Alan Marques/Folhapress
PM lança spray de pimenta para conter manifestantes em Brasília
PM lança spray de pimenta para conter manifestantes em Brasília


Uma manifestação pelo fim da violência contra a mulher na manhã deste domingo (29), em Brasília, registrou tumulto e protestos contra o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), Gilmar Mendes, e o presidente interino, Michel Temer (PMDB).
O tumulto começou quando manifestantes, que carregavam flores para levar à estátua da Justiça, na praça dos Três Poderes, foram impedidos por seguranças do STF e policiais de se aproximarem do local, bloqueado por uma cerca.
Uma mulher rompeu a passagem e começou a levar as flores do grupo, mas seguranças formaram um cordão de isolamento. Ao verem que a passagem seria impedida, outros manifestantes tentaram passar pela cerca e foram atingidos por spray de pimenta.
A Polícia Militar chegou a dar voz de prisão a um manifestante. Após gritos de "solta, solta", o rapaz foi liberado. Segundo a PM, não houve feridos. Algumas pessoas, no entanto, relatam que passaram mal durante o tumulto e tiveram que ser socorridas.
"Só queríamos levar as flores na estátua da Justiça", protestou a artista plástica Daniela Cureau, 35. "Havia crianças por perto", afirma. Manifestantes reagiram com gritos de "Facista, como que é, protege estátua mas não protege a mulher".
"É um direito nosso, o monumento é público", disse a professora de artes visuais Mana Gi Lemos, 50, que tentava se aproximar do local. Após o tumulto, ela subiu na rampa do STF com o cartaz de "A culpa nunca é da vítima" –policiais, porém, pediram que ela se retirasse. "Queremos manter a ordem", tentou justificar um segurança.
"FORA, TEMER"
Ao todo, cerca de 1.500 pessoas participam da manifestação, segundo estimativa da PM. O ato, chamado de Marcha das Flores, foi organizado por 35 coletivos feministas do Distrito Federal após os casos recentes de estupro coletivo de mulheres do Rio de Janeiro e do Piauí.
Aos gritos de "30 contra todas", em referência ao número de homens investigado no estupro de uma adolescente de 16 anos no Rio de Janeiro, a manifestação começou por volta das 10h, quando o grupo saiu em caminhada da região do Museu da República em direção à estátua da Justiça, na Praça dos Três Poderes.
No STF, manifestantes estenderam um varal de calcinhas manchadas de tinta vermelha como forma de lembrar os casos recentes de estupro. Mulheres também pintaram a palma das mãos na cor vermelha e entoaram gritos de "basta". Um dos pilares do STF também foi pintado de vermelho com a marca das palmas das mãos.
O grupo também segurava faixas com as mensagens "Nada justifica o estupro" e "A cada 11 minutos, uma mulher é estuprada". Ao fim do protesto, houve gritos de "Fora, Temer", e "Fora, Gilmar, defensor de estuprador" –em alusão a um habeas corpus concedido pelo ministro do STF Gilmar Mendes ao médico Roger Abdelmassih, acusado de estupro de pacientes em sua clínica de fertilização in vitro.
Na sexta-feira (27), Gilmar Mendes divulgou nota de repúdio sobre o caso de estupro coletivo da adolescente no Rio em que disse que estava "extremamente indignado diante de tamanha violência" e que "os culpados serão punidos pela Justiça".
O deputado Jair Bolsonaro (PSC-RJ) e Marco Feliciano (PSC-SP) também foram alvos de gritos de protestos. "Existe apenas uma causa para o estupro: o estuprador", afirma Maria Paula de Andrade, do coletivo de Mulheres Negras do DF e uma das organizadoras da manifestação.
"Queremos mostrar que o número de mulheres que repudiam [os casos de estupro e outras agressões à mulher] é infinitamente maior do que qualquer violentador", diz a produtora Eli Moura, que veio à marcha para representar o coletivo Fênyx. "Não somos muitas, somos incontáveis", completa.