terça-feira, 3 de maio de 2016

MEUS AGRADECIMENTOS AO EXMO.SR.PRESIDENTE LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA. Para vocês golpistas que não moveram uma palha para que as Olimpíadas 2016 fossem no Rio de Janeiro. Este é o Lula aquele que lutou para que tudo isso se tornasse realidade. Mas agora é achincalhado por gente menor que nada fez pelo engrandecimento do País. A História do Brasil vai jogar a todos na lata de lixo onde é o lugar dos traidores da Pátria.



 MEUS AGRADECIMENTOS AO EXMO.SR.PRESIDENTE LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA.

Dilma: “Não renunciarei. A injustiça continuará visível”. No Brasil 247.

Brasil 247 - A presidente Dilma Rousseff afirmou, nesta terça-feira (3), durante lançamento do Plano Safra da Agricultura Familiar, no Palácio do Planalto, que não renunciará. Ela disse que é "vítima de uma fraude" e que a democracia brasileira "sofre um assalto" com o processo de impeachment que tramita contra seu mandato.
Segundo Dilma, renunciar à Presidência da República seria uma forma de a "vítima desaparecer" e "esconder" a "injustiça" pela qual a petista acredita estar passando.
"Muitas vezes eles pediram que eu renunciasse porque, se eu renunciar, se esconde para debaixo do tapete esse impeachment sem base legal. É extremamente confortável para os golpistas que a vítima desapareça, que a injustiça não seja visível. A injustiça vai continuar visível", afirmou a presidente. "Estamos fazendo história porque a democracia é, sem sombra de dúvidas, o lado certo da história", completou.
Em seu discurso, a a presidente falou detalhadamente sobre alguns dos seis decretos que aumentaram as despesas do Executivo sem autorização do Congresso, em 2015, e que estão na base do pedido de impeachment.
"Esses decretos foram feitos por uma demanda minha? Não. Não fui eu que pedi. Um deles, por exemplo, é do Tribunal Superior Eleitoral", afirmou.
Segundo Dilma o TSE contava com uma receita de inscrições em concurso público superior à estimada inicialmente. Por isso, pediu ao Executivo que o dinheiro fosse destinado a cobrir outras despesas do Tribunal, entre elas, outro concurso.
A presidente afirmou ainda que outro decreto visava destinar dinheiro de doações para hospitais universitários federais ligados ao Ministério da Educação.
"Nós cometemos crime porque, segundo eles, não podíamos ter posto isso nos hospitais. A gente tinha de cumprir a meta. Já tínhamos feito o maior corte orçamentário que esse país viveu e ainda por cima tinha de fazer isso, botar na meta?", afirmou.
Dilma classificou como "mentira" a afirmação de que foi o Banco do Brasil que custeou o Plano Safra do ano passado, devido ao atraso no repasse de recursos do Tesouro Nacional para a instituição financeira emprestá-los.
"No caso do Plano Safra, é pior. Não participei fisicamente do processo do qual me acusam, porque a lei prevê que não é o presidente que repassa os recursos para o Banco do Brasil. Sou acusada de algo que não é que eu não fiz, seques estive presente em qualquer um dos atos."
Dilma comparou ainda o número de decretos do ano passado com os editados pelos seu dois antecessores em seus mandatos de oito anos, citando os 101 decretos do ex-presidente FHC.
Abaixo matéria do Blog do Planalto. Em seguida, matéria da Agência Brasil.
“A injustiça vai continuar sendo visível”, afirma Dilma sobre impeachment
Blog do Planalto
Em discurso no fim da tarde desta terça-feira (3), a presidenta Dilma Rousseff reafirmou que não irá renunciar ao seu mandato para deixar claro a injustiça que sofre por conta do processo de impeachment no Congresso. Dilma fez a afirmação no lançamento do Plano Safra para Agricultura Familiar, que oferecerá linha de crédito de R$ 30 bilhões aos pequenos agricultores.

“Muitas vezes eles pediram que eu renunciasse, porque (…) se esconde pra debaixo do tapete este impeachment sem base legal, este golpe. É extremamente confortável que a vitima desapareça, que a injustiça não seja visível. Pois eu quero dizer uma coisa, a injustiça vai continuar visível, bem visível”, afirmou.

Segundo Dilma, as forças políticas que tentam tirá-la do poder “em uma eleição indireta” vão reduzir os programas sociais como o Minha Casa Minha Vida e o Bolsa Família.

A presidenta explicou dois dos seis decretos em que está sendo acusada de pedaladas fiscais, para mostrar a incoerência do processo. O primeiro foi a suplementação do Tribunal Superior Eleitoral, que teve uma sobra de caixa por conta do alto número de inscritos e pediu a verba de volta para fazer outro concurso. O segundo foi para os hospitais federais do Ministério da Educação, que estavam em crise e precisavam do recurso.

“Por isso eles (os deputados) votaram por tudo, menos pelos decretos. Não podem afirmar que estão votando contra o dinheirinho para os hospitais”, criticou.

A presidenta disse que a democracia no Brasil está sendo assaltada e que sua eleição foi para construir políticas públicas com projetos sociais, em contraste com o programa que tentam emplacar com a sua retirada do poder.

“Fui eleita para construir o resto da Minha Casa Casa Minha Vida, que recebemos do presidente Lula. Foram 5 milhões e 750 mil casas. Se multiplicar por 4,5 pessoas [média de uma família] dá 25 milhões de pessoas. Em cada oito brasileiros, um recebe uma casa do Minha Casa Minha Vida. É assim que num pais deste tamanho se combate a desigualdade.”
A matéria da Agência Brasil:
Dilma diz que "está do lado certo da história" e que não vai renunciar
Paulo Victor Chagas - Repórter da Agência Brasil
A presidenta Dilma Rousseff disse hoje (3) que recebeu pedidos para que renunciasse, mas que a “injustiça” que sofre com o processo de impeachment vai continuar visível. Ela voltou a dizer que está em curso um “golpe” no país, que é vítima de uma fraude e que não vai renunciar a seu mandato. Mais uma vez, a presidenta declarou estar “do lado certo da história”, que é a democracia.
“Muitas vezes, não foi uma nem duas, pediram que eu renunciasse, porque assim se esconde para debaixo do tapete esse impeachment sem base legal, portanto esse golpe. É extremamente confortável para os golpistas que a vítima desapareça, que a injustiça não seja visível. Eu quero dizer uma coisa para vocês: a injustiça vai continuar visível. Bem visível”, disse.
Dilma voltou a dizer que não há causa para o impeachment e que a “democracia brasileira sofre um assalto porque querem encurtar o caminho”. “Se eu for comparar com todos os presidentes que me antecederam, pelo menos os dois últimos, a situação é extremamente estranha. Eu fiz seis decretos. Quem mais fez foi FHC [Fernando Henrique Cardozo] que fez 101 decretos. Falaram que eu não estava cumprindo a meta fiscal. Foram feitos por demanda minha? Não, não fui eu que pedi”, disse, em referência a solicitações de edição dos decretos de crédito suplementar feitas por diferentes órgãos, como o Tribunal Superior Eleitoral.
A presidenta fez as declarações ao participar do lançamento do Plano Safra de Agricultura Familiar 2016/2017, que vai fornecer R$ 30 bilhões em créditos para financiamento da produção orgânica e agroecológica de alimentos.
Movimento das elites
Antes de Dilma, outras pessoas que discursaram também condenaram o que chamaram de golpe. Para o ministro do Desenvolvimento Agrário, Patrus Ananias, há um movimento das elites e oligarquias contra a presidenta Dilma e a Constituição Federal, mas também contra políticas públicas que promovem a “inserção social produtiva de milhões de famílias”.
Anunciando demonstrar “indignação cívica” com o momento atual, o ministro petista classificou o processo como “tentativa explícita de romper a ordem constitucional do Brasil, quebrando o mandato legítimo de uma presidenta legitimamente eleita nas urnas”.
“Nesse momento, além da tentativa da quebra do mandato através do golpe, há uma tentativa de golpe contra as políticas públicas sociais que nós implantamos no Brasil nos últimos anos. Está na hora de afirmarmos aqui lealdade ao mandato da presidenta, o compromisso com a democracia brasileira e com os mais pobres do Brasil, que têm fome e sede de justiça, que utilizam a função social da terra. Não podemos deixar que eles vençam mais uma vez. Em tono da presidenta Dilma, nós venceremos”, disse Patrus.
Movimentos sociais
Repetindo o discurso que Dilma vem fazendo, Anderson Amaro, do Movimento dos Pequenos Agricultores, disse que impeachment sem crime é golpe. “E golpe nós não aceitamos. Golpistas, nós não vos deixaremos governar um só dia. Lutaremos com ousadia, sem trégua, até estabelecermos a normalidade democrática. Nossa luta é contra o golpe e em defesa da democracia. Nossa luta é pela reforma agrária popular integral e contra o latifúndio. Temer e Cunha, a batata de vocês está assando”, disse.
Segundo o presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag), Alberto Broch, é preciso haver uma “trincheira de luta” para que as políticas públicas não sejam diminuídas “um centímetro”. “Somos a favor da democracia que custou muito suor, muito sangue, muita luta do povo brasileiro. Nós sabemos para quem é que sobra quando acontece isso. É para nós, para o povo, os trabalhadores, os acampados, os assentados, para o agricultor familiar. Nós vamos resistir. Não aceitaremos retrocesso”, disse.
Elisangela Araújo, da Federação Nacional dos Trabalhadores e Trabalhadoras na Agricultura Familiar, também mandou um recado para a oposição. “Aqueles e aquelas que estão dizendo que vão dar um golpe na democracia brasileira, eles que esperem, porque o movimento social e popular e sindical não vai dar trégua, porque nós não vamos permitir o retrocesso das conquistas”, disse.
Além dos créditos, o Plano Safra de Agricultura Familiar 2016/2017 vai fornecer uma nova linha de juros mais baixa. Durante o evento, a presidenta assinou decreto que regulamenta lei sobre os créditos concedidos aos assentados da reforma agrária. De acordo com Patrus Ananias, também será lançado o 2º Plano Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica 2016/2019.
Sobre a legislação que trada da seleção das famílias beneficiárias, o ministro disse que os acampados serão reconhecidos “como sujeitos de direitos, estabelecendo condições para famílias do programa e aperfeiçoamento”.

Ao STF Janot diz que Cunha é líder de célula criminosa que atuou em Furnas. Por Márcio Falcão e Aguirre Talento. No jornal Folha de São Paulo.

Ao STF Janot diz que Cunha é líder de célula criminosa que atuou em Furnas

 



O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, afirmou ao STF (Supremo Tribunal Federal) que o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), é um dos líderes de uma das células que integra uma grande organização criminosa que teria atuado em Furnas.
A declaração consta no pedido de abertura de um novo inquérito feito pela Procuradoria para abrir uma nova frente de investigação de Cunha na Lava Jato. A apuração sobre o caso de Furnas também atinge o presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves (MG).
Segundo Janot, há elementos probatórios que reforçam a delação do senador Delcídio do Amaral (ex-PT-MS), que embasaram a solicitação de novo inquérito.
"Pode-se afirmar que a investigação cuja instauração ora se requer tem como objetivo preponderante obter provas relacionadas a uma das células que integra uma grande organização criminosa - especificamente no que toca a possíveis ilícitos praticados no âmbito da empresa Furnas. Essa célula tem como um dos seus líderes o presidente da Câmara dos Deputado Eduardo Cunha", diz Janot.
"Sabemos que essa organização criminosa é complexa e que, tudo indica, operou durante muitos anos e por meio de variados esquemas estabelecidos dentro da Petrobras e da própria Câmara dos Deputados, entre outros órgãos públicos. Embora estes "esquemas" tenham alguma variação entre si, é certo que eles coexistem e funcionam dentro de um concerto maior", completou.
Janot pede que Cunha preste depoimento em até 90 dias sobre esse inquérito, caso a investigação seja autorizada pelo ministro do STF Teori Zavascki, relator da Lava Jato. A suspeita é de crime de corrupção passiva e lavagem de dinheiro.
Em seus depoimentos, Delcídio afirmou sobre a ligação da diretoria de Furnas a Cunha e a relação do deputado com o operador financeiro Lúcio Funaro.
O pedido de abertura de inquérito aponta que Cunha foi o responsável por alterar a legislação do setor energético, em 2007 e 2008, para beneficiar seus interesses e de Funaro, com a relatoria de medidas provisórias (396/2007 e 450/2008) que favoreceram a empresa Serra da Carioca II, na época em que um indicado de Cunha, Luiz Paulo Conde, ocupava a presidência da subsidiária.
A atuação de Cunha, segundo a petição, permitiu que Furnas comprasse, em 2008, as ações da Serra da Carioca II, que era sócia da estatal, em um consórcio para construção da Usina Hidrelétrica Serra do Facão, em Goiás.
HOTEL
Janot citou a proximidade de Cunha e Funaro. A relação entre Eduardo Cunha e Lúcio Bolonha Funaro "é, também, bastante conhecida, conforme diversos elementos já apurados. Embora ambos neguem, tal relação já surgiu quando se verificou que Funaro pagava o hotel do parlamentar. Recentemente, em denúncia ofertada em face do parlamentar, apurou-se que Funaro utilizou de avião cedido por Eduardo Cunha como contraprestação pelo pagamento de propina", diz a Procuradoria.
Cunha já é alvo de outros cinco processos no STF por causa da Lava Jato. O deputado já foi transformado em réu pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro, foi denunciado em inquérito que apura contas secretas na Suíça, e é alvo de outros três inquéritos.
AÉCIO
A PGR (Procuradoria-Geral da República) também enviou ao STF pedido de abertura de inquérito contra Aécio Neves com base na delação do senador Delcídio do Amaral.
Caso Teori determine a abertura, Aécio passará a ser oficialmente investigado em desdobramento da Operação Lava Jato. São duas linhas de apuração contra o senador: uma, a suspeita do recebimento de propina de Furnas, e outra, a acusação de que maquiou dados do Banco Rural para esconder o mensalão do PSDB.
OUTRO LADO
Cunha nega envolvimento com irregularidades e acusa o PGR de ser seletivo.
"O PGR continua despudoradamente seletivo com relação ao Presidente da Câmara. Se o critério fosse, de fato, a citação na delação do senador Delcídio, ele deveria, em primeiro lugar, ter aberto inquérito para investigar a presidente Dilma, citada pelo senador por práticas de obstrução à Justiça", informou Cunha por meio de nota.

Janot pede para incluir Lula, ministros e ex-ministros em inquérito. Por Márcio Falcão e Aguirre Talento. No jornal Folha de São Paulo.

Janot pede para incluir Lula, ministros e ex-ministros em inquérito


Pedro Ladeira - 26.jan.2016/Folhapress
O procurador geral da República, Rodrigo Janot
O procurador geral da República, Rodrigo Janot


O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, afirmou ao STF (Supremo Tribunal Federal) que as investigações da Lava Jato apontam que uma a organização criminosa que atuou na Petrobras "jamais poderia ter funcionado por tantos anos e de uma forma tão ampla e agressiva no âmbito do governo federal sem que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva dela participasse".
A declaração consta no parecer em que Janot enviou ao STF pedindo que Lula e outras 29 pessoas sejam formalmente investigadas no principal inquérito da Lava Jato no tribunal, que apura se um grupo criminoso, formado por políticos, empresários e funcionários da Petrobras agiu para desviar recursos da estatal.
Entre os novos alvos da Procuradoria estão ainda integrantes da cúpula do PT e pessoas próximas a presidente Dilma Rousseff, como os ministros Jaques Wagner (Chefe de gabinete da Presidência), Ricardo Berzoini (Secretaria de Governo), Edinho Silva (Comunicação Social), do Giles Azevedo, assessor especial da presidente Dilma Rousseff, os ex-ministros Antonio Palocci e Erenice Guerra, do presidente do Instituto Lula Paulo Okamotto, e do ex-presidente da Petrobras José Sérgio Gabrielli, além do pecuarista José Carlos Bumlai.
Atualmente, esse inquérito já conta com 39 pessoas investigadas, principalmente nomes do PMDB do Senado, como o presidente da Casa, Renan Calheiros (PMDB-AL), e o senador Romero Jucá (PMDB-RR), além de deputados e senadores do PP.
Agora, além dos petistas, Janot também quer investigar mais nomes do PMDB do Senado, como Jader Barbalho (PA), e da Câmara, como o presidente da Casa, Eduardo Cunha (RJ), que já figura em outros seis inquéritos no STF da Lava Jato, e deputados e aliados de sua tropa de choque.
No documento, a Procuradoria narra que o aprofundamento das investigações mostrou que a organização criminosa tem dois eixos centrais: o primeiro ligado a membros do PT e o segundo ao PMDB.
"No âmbito dos membros do PT, os novos elementos probatórios indicam uma atuação da organização criminosa de forma verticalizada, com um alcance bem mais amplo do que se imagina no início e com uma enorme concentração de poder nos chefes da organização: Edinho Silva, Ricardo Berzoini, Jacques Wagner, Delcídio do Amaral".
Janot aponta ainda que, mesmo longe do governo, Lula influência o Planalto e agia para tumultuar as investigações da Lava Jato, indícios que teriam surgido a partir das interceptações telefônicas.
"Os diálogos interceptados com autorização judicial não deixam dúvidas de que, embora afastado formalmente do governo, o ex-presidente Lula, mantém o controle das decisões mais relevantes, inclusive no que concerne as articulações espúrias para influenciar o andamento da Operação Lava Jato", diz.
"A sua nomeação ao primeiro escalão, a articulação do PT com o PMDB, o que perpassa o próprio relacionamento mantido entre os membros destes partidos no concerta do funcionamento da organização criminosa ora investigada", completou.
De acordo com a Procuradoria, delatores e provas reforçam os elementos contra Lula.
Em relação ao PMDB, Janot disse que há uma divisão no partido.
"No caso deste, as provas colhidas indicam para uma subdivisão interna de poder entre o PMDB da Câmara dos Deputados e o PMDB do Senado Federal. Estes dois grupos, embora vinculados ao mesmo partido, ao que parece, atuam de forma autônoma, tanto em relação às indicações políticas para compor cargos relevantes no governo quanto na destinação de propina arrecadada a partir dos negócios escusos firmados no âmbito daquelas indicações", diz Janot.
Para a Procuradoria, a há mais elementos que reforçam a investigação de que um cartel de empreiteiras que atuou em desvios na Petrobras, repassando propina para políticos e partidos para conseguir expandir seus negócios, inclusive por meio de doações eleitorais.
Segunda a Procuradoria-Geral da República, pelo três núcleos agiam na Lava Jato: um econômico, formado por empresários, um administrativo, integrado por servidores da Petrobras e um financeiro, composto pelo doleiro Alberto Youssef e assessores.
Eles buscavam a atuação do núcleo político especialmente para proteção, evitando convocações em CPIs (Comissões Parlamentares de Inquérito), comissões de fiscalização do Congresso e ainda tentativa de blindagem junto ao TCU (Tribunal de Contas da União).
Janot pede ao STF que as investigações sobre a organização sejam estendidas por mais 150 dias. O ministro Teori Zavascki, relator da Lava Jato no STF, é quem vai decidir sobre a inclusão dos novos suspeitos no inquérito e o prazo para a apuração.

Processo de cassação de Delcídio tem ritmo mais acelerado que o de Cunha. Por Fabiana Maranhão Do UOL, em Brasília.


Processo de cassação de Delcídio tem ritmo mais acelerado que o de Cunha

Fabiana Maranhão
Do UOL, em Brasília

  • Pedro Ladeira/Folhapress
    O pedido de cassação do senador Delcídio Amaral (sem partido-MS) deve ser julgado nesta terça-feira (3) no Conselho de Ética do Senado
    O pedido de cassação do senador Delcídio Amaral (sem partido-MS) deve ser julgado nesta terça-feira (3) no Conselho de Ética do Senado
Em outubro do ano passado, o Conselho de Ética da Câmara recebeu uma representação por quebra de decoro parlamentar contra o presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Em dezembro, o órgão equivalente no Senado acolheu um requerimento semelhante, desta vez contra o senador Delcídio do Amaral (sem partido-MS).
Mesmo tendo iniciado primeiramente, o processo de Cunha está num ritmo mais lento que o do senador. Enquanto o caso de Delcídio está na última fase do conselho, o caso de Cunha ainda está na fase inicial, com apenas duas testemunhas ouvidas.
Tanto Cunha como Delcídio são investigados por quebra de decoro parlamentar, que pode resultar em cassação do mandato.
O presidente da Câmara é acusado de mentir à extinta CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da Petrobras ao negar ter contas no exterior. A defesa do deputado nega que haja provas contra Cunha.
O ex-líder do governo no Senado foi preso em novembro do ano passado, durante a Operação Lava Jato, suspeito de tentar interferir nas investigações. Delcídio foi libertado em fevereiro depois de firmar um acordo de delação premiada, na qual citou os nomes de dezenas de parlamentares do governo e da oposição supostamente envolvidos em irregularidades. Segundo a defesa, não há provas contra o senador.

Delcídio do Amaral

O processo contra Delcídio já passou no Conselho de Ética. Nesta terça-feira (3), o relator Telmário Mota (PDT-RR) leu pareceu em que pediu a condenação do senador, com perda de mandato. Treze parlamentares apoiaram seu relatório. O presidente do colegiado, João Alberto Souza (PMDB-MA), se absteve de votar. Houve um ausente: Romero Jucá (PMDB-RR), atual presidente do PMDB. Seus suplentes também não compareceram.
Delcídio chegou a ser convocado quatro vezes para prestar esclarecimentos e fazer sua defesa pessoalmente no conselho, mas nunca compareceu.
Diante disso, o relator decidiu encerrar na semana passada a fase probatória do processo, na qual são ouvidas testemunhas de acusação e defesa e é feita a coleta de documentos.
O parecer do relator vai agora para a CCJ (Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania), onde será analisado e votado em um prazo de cinco sessões ordinárias. Se aprovado, será encaminhado ao plenário do Senado, que vai decidir se cassa ou não o mandato do senador.

Eduardo Cunha


Antonio Cruz/Agência Brasil
O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ)
No Conselho de Ética da Câmara, o processo contra Cunha ainda está na fase probatória. Os trabalhos foram atrasados por causa de inúmeras manobras dos aliados do presidente da Casa, segundo seus adversários e a Procuradoria Geral da República. Em dezembro do ano passado, o relator chegou a ser trocado por determinação do vice-presidente da Câmara, Waldir Maranhão (PP-MA), aliado de Cunha. O deputado e seus advogados negam qualquer manobra.
Até o momento, foram ouvidas duas testemunhas de acusação: os doleiros Leonardo Meirelles e Fernando Baiano, ambos delatores da Operação Lava Jato. As testemunhas de defesa indicadas por Cunha foram convidadas pelo conselho há cerca de três semanas, mas nenhuma deu resposta ainda.
Nesta quarta-feira (4), está marcada mais uma reunião do comitê. Será para o depoimento das testemunhas, caso elas confirmem presença, ou para discutir questões administrativas.
A etapa atual tem até 19 de maio para ser concluída. Depois disso, o relator terá até dez dias úteis para elaborar e apresentar o seu parecer, que deverá ser votado pelos membros da comissão. Caso aprovado, será encaminhado para a CCJ da Casa e só depois para a Mesa Diretora para ser apreciado pelo plenário.

Fenapef diz que nota que cita revolta contra o PT foi 'equívoco insanável'. Por Gabriel Mascarenhas. No jornal Folha de São Paulo.

Fenapef diz que nota que cita revolta contra o PT foi 'equívoco insanável'



Presidente da Fenapef (Federação Nacional dos Policiais Federais), Luís Antônio Boudens afirma ter havido um erro no comunicado em que a entidade sustenta que a resistência do governo em conceder reajuste à categoria poderia influenciar nas investigações de corrupção a líderes do PT.
Conforme a Folha revelou nesta segunda (2), a nota oficial divulgada pela federação relacionava o sucesso da campanha salarial dos policiais com a atuação da corporação na Olimpíada do Rio de Janeiro e com apurações envolvendo quadros da legenda da presidente Dilma Rousseff.
Nesta terça-feira, Boudens entrou em contato com a reportagem para argumentar que o texto divulgado no dia anterior era apenas uma versão do comunicado oficial, enviado à imprensa sem revisão de parte dos dirigentes da entidade.
"Faltou conversa entre nós para aquilo ter saído. Quando a reportagem me procurou, fui surpreendido por um texto que eu desconhecia. Não temos escolha partidária. Foi um equívoco insanável", reconhece o presidente da Fenapef.
Um dos trechos do documento veiculado na segunda dizia que, se a decisão do Executivo federal descontentar os policiais, "analistas da PF" preveem "uma onda de revolta da categoria em relação ao PT, o que poderá repercutir até nas investigações de corrupção envolvendo lideranças do partido".
Alertava também para eventuais impactos na segurança da Olimpíada, em agosto. "Um resultado desfavorável (à Fenapef) poderá levar os policiais a manifestações nacionais, com pedido de apoio à população, bem como estabelecerá um ambiente de descontentamento tão grande que poderá comprometer a segurança dos Jogos Olímpicos".

Frente convoca trabalhadores para grande paralisação no dia 10. Fonte: Frente Brasil Popular. No Portal Vermelho.

3 de maio de 2016 - 10h51

Frente convoca trabalhadores para grande paralisação no dia 10

A Frente Brasil Popular, organização que reúne lideranças políticas, entidades do movimento social e a sociedade civil organizada, emitiu a carta neste domingo (1º) intitulada “Aos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil”.


Laís Gouveia
   
O texto reafirma os interesses das forças que tramam o impedimento da presidenta Dilma Rousseff e querem também “arrochar salários, anular direitos trabalhistas, desidratar programas sociais, reduzir investimentos públicos, entregar o pré-sal para corporações estrangeiras, retomar a política de privatizações e defender o monopólio da terra”.

Além da carta, a Frente Brasil Popular organizará com o movimento de moradia e sindical uma paralisação geral no próximo dia 10 de maio para denunciar o golpe. A agenda conta com atividades nas capitais.

Confira a íntegra da carta 


Aos Trabalhadores e Trabalhadoras

A Frente Brasil Popular, que reúne as principais organizações sociais, partidárias e de classe do povo brasileiro, que no último período estiveram na linha de frente do combate ao golpe da direita e o ajuste fiscal, saúda todos os trabalhadores e trabalhadoras neste decisivo primeiro de maio.

Estamos nas ruas e praças de todo o país para defender a democracia, repudiar o golpe parlamentar e resistir contra a ofensiva que ameaça seus direitos.

Os senhores da riqueza, da mídia e da corrupção, mais uma vez em nossa história atropelam a Constituição. Tramam o impedimento da presidenta Dilma Rousseff, violando a vontade das urnas, porque esse é o atalho que escolheram para impor sua agenda antipopular, antidemocrática e antinacional.

Seus interesses estão às claras: arrochar salários, anular direitos trabalhistas, desidratar programas sociais, reduzir investimentos públicos, entregar o pré-sal para corporações estrangeiras, retomar a política de privatizações e defender o monopólio da terra. Além disso, esta agenda levará necessariamente ao aprofundamento do racismo, do machismo e da LGBTfobia.

Não hesitarão na perseguição de seus objetivos, em criminalizar os movimentos populares, os partidos de esquerda e as lideranças progressistas, buscando interditar qualquer alternativa que se oponha ao bloco golpista.

O impeachment, sem qualquer delito de responsabilidade, é apenas o primeiro passo, se vitorioso, para esmagar conquistas de nossa gente e empurrar o país para o retrocesso.

Esta escalada restauradora rompe com a legalidade democrática. As oligarquias, incapazes de retornar à direção do Estado pelo voto popular, recorrem à fraude institucional.

Nossa resposta ao golpismo somente pode ser a continuidade, a ampliação e o aprofundamento da resistência cidadã, até que seja batida a conspiração para depor a presidenta legítima dos brasileiros e brasileiras.

A superação da crise política somente será favorável à classe trabalhadora se for construída nas ruas, para assegurarmos a soberania dos eleitores. Isso abrirá caminho para aprofundarmos as reformas estruturais em nosso país, historicamente demandadas pelo povo brasileiro.

As próximas batalhas no Senado serão decisivas para o futuro do país, no embate entre a Constituição e o golpismo, entre a legalidade e a usurpação.

Nesse dia histórico de todos os trabalhadores e trabalhadoras, a Frente Brasil Popular reafirma seu compromisso unitário de luta, chama o povo brasileiro, nesse momento dramático da nação, a cerrar fileiras em defesa de seus direitos e da democracia.

A Frente Brasil Popular denunciará como usurpador e arbitrário qualquer governo, que porventura venha a assumir, forjado na ruptura da ordem constitucional diante do qual conclamarão todas as forças democráticas ao combate sem trégua.


Fonte: Frente Brasil Popular

Vacilante, PSDB pede milagres a Temer. Por Tereza Cruvinel. No Brasil 247.