terça-feira, 2 de setembro de 2014

Bancos preocupados com o bem-estar do povo brasileiro apoiam a candidata Marina. Vem aí! Será!

Esqueçam tudo que eu disse. Dilma presidenta e vocês não vão ouvir isso e ficar com cara de bobo.

Dilma presidenta é a continuação do protagonismo do povo brasileiro o resto é interesse da classe dominante que nos trouxe na escravidão oficial às portas do século XX. Na República Brasileira existe três poderes o Executivo, o Legislativo e o Judiciário. Constituição do Brasil Art. 2º São Poderes da União, independentes e harmônicos entre si, o Legislativo, o Executivo e o Judiciário. A presidenta Dilma é a Chefe do Executivo e ela e nem ninguém é eleito Ditador Perpétuo do Brasil que vai fazer o que quiser e está acima da Lei.



E tu Marina o que vais fazer?

Voto Dilma Rousseff para que continue tudo isso que tá aí.

SÃO PAULO (Reuters) - A produção de petróleo no Brasil em julho atingiu um recorde de 2,267 milhões de barris por dia. Produção do pré-sal sobe 62% e Brasil bate recorde. No Brasil 247



Produção do pré-sal sobe 62% e Brasil bate recorde

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Agência Nacional de Petróleo informa que extração em todo o País cresceu 14,9% entre julho do ano passado e julho deste ano; apenas na área do pré-sal, produção aumentou 62%; novo recorde nacional foi batido, agora em 2,267 milhões de barris/dia; presidente Dilma Rousseff criticou adversária Marina Silva por dedicar “em 242 páginas de programa, apenas uma linha ao pré-sal”; PSDB de Aécio Neves atacou Petrobras em seminário, mas empresa vai somando recursos com petróleo novo para bancar todo o seu plano de investimentos até 2017; pré-sal no centro da campanha.
Brasil 247 - Instalada no centro da campanha eleitoral, a produção brasileira de petróleo e, especialmente, a extração que ocorre no pré-sal bateram recordes entre os meses de julho do ano passado e deste ano. A extração em todo o País cresceu 14,8% no período, enquanto a obtenção de óleo no pré-sal subiu 62%. Os dados devem dar mais combustível para o discurso da presidente Dilma Rousseff, que tem criticado a posição da adversária Marina Silva, do PSB, que "em 242 páginas de programa de governo, dedicou apenas uma ao pré-sal". Para Dilma, a adversária tem "desprezo" pela riqueza representada na maior jazida de óleo do mundo.
Abaixo, notícia da Agência Reuters a respeito:
SÃO PAULO (Reuters) - A produção de petróleo no Brasil em julho atingiu um recorde de 2,267 milhões de barris por dia, superando em 14,8 por cento o volume registrado um ano antes, com o aumento da extração da Petrobras (PETR4.SA: Cotações) e de outras companhias estrangeiras, informou a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) nesta terça-feira.
A produção cresceu ainda 1 por cento ante junho, quando o país produziu 2,246 milhões de barris/dia, segundo a ANP.
A extração de petróleo e gás do Brasil em julho atingiu também recorde de 2,82 milhões de barris de óleo equivalente (boe), contra 2,79 milhões de barris de junho, e um aumento de 14,2 por cento sobre o mesmo período do ano passado.
Segundo a ANP, cerca de 90,7 por cento da produção de óleo e gás foram extraídos de campos operados pela Petrobras, que respondeu pelo maior aumento da extração na comparação anual.
Dos 352 mil barris/dia de óleo equivalente de crescimento na produção do Brasil entre julho de 2014 e julho de 2013, a Petrobras respondeu por 193 mil boe/dia.
Por concessionário, a produção da Petrobras somou 2,40 milhões de boe/dia, alta de 8,6 por cento frente a julho de 2013, principalmente com novas unidades no pré-sal.
A BG Brasil (BG.L: Cotações), segunda produtora do Brasil (por concessionário), também registrou crescimento expressivo, para 79,6 mil boe, ante 44,1 mil boe no mesmo período do ano passado --a BG é importante parceira da Petrobras no pré-sal.
A produção da Shell (RDSa.L: Cotações), terceira produtora no país em julho, também saltou para 58,3 mil boe, ante 18,2 mil boe no mesmo mês de 2013, com aumento na extração no Parque das Conchas, principal ativo da petroleira no país, e em Bijupirá & Salema.
PRÉ-SAL
Já a produção média no pré-sal aumentou 62,4 por cento na comparação com julho do ano passado, para 582,8 mil barris de boe/dia, sendo 480,8 mil barris diários de petróleo e 16,2 milhões de metros cúbicos de gás natural por dia.
Na comparação com junho, houve leve queda de 0,1 por cento. A agência não apontou motivos para o pré-sal ter apresentado produção ligeiramente menor ante a junho.
O campo de Roncador, na Bacia de Campos, foi o de maior produção de petróleo, com média de 273,1 mil barris por dia.
O maior produtor de gás natural foi o campo de Mexilhão, na Bacia de Santos, com média diária de 6,8 milhões de metros cúbicos.
(Por Roberto Samora e Marta Nogueira)
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No Brasil 247. Marina Lima se diz 'decepcionada' com candidata do PSB. "O Brasil ficará refém agora, oficialmente, da religião? Q desserviço ao Brasil", protestou ainda Marina Lima.

No Brasil 247. Cid Gomes catapulta risco-Marina: “Será deposta”

Cid Gomes catapulta risco-Marina: “Será deposta”

: Governador do Ceará cruza a linha da sombra institucional em projeção sobre eventual governo Marina Silva; "Eu não dou dois anos de governo para ela. Será deposta", disse Cid Gomes, do Pros; ele disparou vitupérios contra a candidata: "reacionária", "conservadora", "canoa furada"; político, que deixou o PSB no ano passado para apoiar a reeleição da presidente Dilma Rousseff (PT), se mostrou preocupado com o crescimento da presidenciável nas pesquisas; "Se as pessoas não se tocarem, vão eleger Marina Silva presidente da República. Meu Deus!", disse; debate em alto nível?

Brasil 247 – O governador do Ceará, Cid Gomes (Pros), disparou sua metralhadora contra a candidata do PSB, Marina Silva, partido do qual fazia parte. Ele se disse bastante preocupado com o crescimento da presidenciável nas pesquisas e definiu a ex-senadora, entre outros termos, de "conservadora e reacionária" e "canoa furada". Para Cid Gomes, Marina não fica mais de dois anos no governo, caso seja eleita.
"Se as pessoas não se tocarem, vão eleger Marina Silva presidente da República. Meu Deus! A gente não pode com um gesto de protesto, induzido pela grande mídia, dar o poder para banqueiros e meia dúzia de poderosos", ressaltou o governador, que se desfiliou da legenda no ano passado por não concordar com a candidatura de Eduardo Campos às Presidência. O político apoiava a reeleição de Dilma Rousseff (PT).
Para Cid Gomes, Marina tenta passar imagem de progressista, mas é "religiosamente o que há de mais conservadora e reacionária". As declarações foram feitas durante a inauguração de uma escola em Fortaleza nesta segunda-feira 1º e publicadas em reportagem da Folha de S. Paulo.
"Eu não dou dois anos de governo para Marina. Ela será deposta, pode escrever o que estou dizendo. Me impressiona a proposta de autonomia do Banco Central. Sabe o que significa? Entregar aos bancos o poder de arbitrar os juros. Dizer quanto o capital financeiro quer ganhar", criticou ainda o governador.

Leonardo Boff ao Brasil 247: "Dilma é a melhor opção"

Em dia de ofensivas contra Marina, líder do PT diz que ela 'se une a raposas'. Por Gabriela Guerreiro no jornal Folha de São Paulo.

Em dia de ofensivas contra Marina, líder do PT diz que ela 'se une a raposas'


Numa ação orquestrada pela campanha à reeleição da presidente Dilma Rousseff, o líder do PT no Senado, Humberto Costa (PE), subiu nesta terça-feira à tribuna do Senado para atacar a candidata do PSB à Presidência, Marina Silva. Costa acusou Marina de fazer a "velha política", se unir a "raposas", adotar o "obscurantismo" em suas propostas e ser o "FHC de saias" –em referência ao ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.
"Essa é Marina. Uma candidata que ora diz uma coisa, ora diz outra. Que não se compromete com nenhuma posição, que promete governar por meio de plebiscito. Que não dá resposta concreta a nenhuma pergunta. Uma candidata que não tem lado. Um presidente precisa assumir posições, ter pulso para enfrentar desafios. Não pode ficar em cima do muro", atacou Costa.
O petista disse que Marina, se for eleita, vai "baixar a cabeça" ao mercado financeiro e retomar a política neoliberal do governo FHC. "Será uma FHC de saias. A proposta de Marina é deixar que a mão do mercado regule tudo. É dar autonomia total ao Banco Central, coisa que nem o Fernando Henrique deu."
Costa disse que a dupla Marina-Aécio Neves, candidato do PSDB à Presidência, vão trazer de volta políticas que "Lula e Dilma acabaram". "O desafio é ver esse novo que se apresenta, essa velha política que se propõe progressista, mas que esconde por baixo do xale o que mais conservador existe."
O PT deflagrou uma ofensiva contra Marina depois que as pesquisas de intenções de votos apontaram o empate da candidata do PSB com Dilma. A ordem no comando da campanha de Dilma é mobilizar seus aliados no Congresso e nos Estados para direcionar os ataques à candidata do PSB –sem que a própria presidente tenha que atacá-la.
Mais cedo, no horário eleitoral gratuito na TV, a campanha petista chegou a comparar Marina a Jânio Quadros e Fernando Collor
Os aliados de Dilma começaram a campanha mirando os ataques em Aécio, mas agora avaliam que Marina é adversária a ser combatida por ter chances reais de chegar ao segundo turno. O último levantamento do Datafolha revelou que Dilma e Marina estão empatadas, com 34% das intenções de votos, cada uma. Aécio aparece em terceiro com 15% dos votos.
No discurso, que durou meia hora, Costa desconstruiu diversos pontos do programa de governo apresentado por Marina. O petista disse que a candidata fez "alianças de conveniência" e se uniu a nomes que representam a "velha política", como Paulo Bornhausen (PSD-SC), candidato ao Senado, filho do ex-senador Jorge Bornhausen, "aquele que queria acabar com a raça do PT".
O líder também acusou Marina de não ter "controle" sobre o PSB, além de estar disposta a deixar a sigla para criar a Rede de Sustentabilidade, partido idealizado pela candidata. "Que controle teria ela sobre um eventual governo? Até vereador de Goiás construiu partido nacional, e a senhora Marina Silva não conseguiu criar o seu. Ela já tem até data para saída desse partido, assim que conseguir montar legenda para chamar de sua."
Líder do PSB, partido de Marina, o senador Rodrigo Rollemberg (DF) rebateu Costa horas depois no plenário ao afirmar que o mesmo discurso do "medo" foi adotado contra o PT antes do ex-presidente Lula ser eleito. "O presidente Lula foi vítima desse tipo de ameaça. A esperança vai vencer o medo. O que a ex-ministra representa para a população é um desejo de mudança, de transformação. Querer tratar candidaturas como ameaça, não cola", afirmou.

PRÉ-SAL
Costa disse que Marina não terá apoio no Congresso para governar, caso eleita, e vai adotar medidas para prejudicar a economia do país, como não priorizar o pré-sal. O petista disse que, como Marina não incluiu o tema em seu programa de governo, seu objetivo é "deixar de lado" a riqueza natural —insinuando que seu real objetivo seria repassar a exploração a empresas internacionais.
Segundo o líder, Marina não vai viabilizar sua proposta de direcionar 10% das receitas brutas do país para a saúde sem os recursos do pré-sal. O petista afirmou que, nos próximos 30 anos, o pré-sal vai representar mais de R$ 1,3 trilhão para serem investidos em saúde e educação.
A coluna Painel revelou nesta terça que o PT quer usar o pré-sal como arma para minar o crescimento de Marina Silva, vendendo a ideia de que a candidata do PSB põe riquezas do país em risco ao deixar a exploração do petróleo em segundo plano.
"Quantos empregos serão jogados na lata do lixo por esse obscurantismo ambiental que se propõe a ser progressista? Não há outra razão que leve alguém que ser presidente da República a ignorar o pré-sal. Ou é cegueira política, ou é interesse escuso."
Costa ainda mencionou o fato de Marina ter retirado de seu programa de governo propostas direcionadas à comunidade LGBT (lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transgêneros e transexuais). "Eu sou defensor desses direitos, mas respeito quem pensa diferentemente. Aqui, há muitos senadores que pensam diferentemente. O que não podemos aceitar é que alguém não tenha posição sobre o assunto."
Na mesma linha, Costa disse que Marina vai propor plebiscito popular para temas como o aborto e a legalização de drogas leves, o que demonstra que a candidata do PSB tem "volatilidade" em suas posições. "É um discurso para cada plateia. Uma tentativa de equilibrar aquilo que não se pode equilibrar em todas as áreas. A candidata assinou seu programa de governo sem ler, o que demonstra um comportamento extremamente perigoso. Muda de ideia todo tempo de acordo com as conveniências do momento."

Quem não conseguiu uma rede quer nos governar. Será que vai levar o mesmo tempo? Pode ser que todo o mandato não seja suficiente.

Governo reage a Marina com apoio a igrejas. Por Natuza Nery e Ranier Bragon do jornal Folha de São Paulo

Governo reage a Marina com apoio a igrejas


O governo Dilma Rousseff (PT) elabora um conjunto de ações para tentar conter o avanço de Marina Silva (PSB) com medidas que incluem o atendimento a uma das principais bandeiras evangélicas no Congresso: o apoio à Lei Geral das Religiões.
Segundo a Folha apurou, uma das iniciativas do Palácio do Planalto será desengavetar o projeto, proposto em 2009 e há mais de um ano parado em uma comissão do Senado, para conceder diversos benefícios a instituições religiosas, entre eles tributários.
Como primeiro ato do "pacote anti-Marina", o Planalto determinará nesta semana o status de urgência à proposta, o que permitirá ao projeto pular etapas de tramitação e ganhar prioridade de votação.
O texto estende a igrejas evangélicas e outras denominações religiosas benefícios concedidos pelo governo brasileiro à Igreja Católica, a partir de um acordo feito com a Santa Sé em 2008.
Trata-se de tentativa de furar a adesão das igrejas pentecostais à campanha de Marina Silva, que é evangélica.
O projeto da Lei Geral das Religiões já foi aprovado pela Câmara e está na Comissão de Assuntos Sociais do Senado.
Entre outros pontos, ele concede às associações das igrejas que tiverem reconhecida ação social os mesmos benefícios tributários concedidos às filantrópicas.
Também prevê que fiéis que ajudam no dia a dia das igrejas não terão vínculo empregatício para evitar ações trabalhistas e dá uma proteção especial contra a desapropriação e a penhora dos bens das igrejas.
Pelo projeto, a imunidade tributária é garantida "às pessoas jurídicas e eclesiásticas e religiosas, assim como ao patrimônio, renda e serviços relacionados com as suas finalidades essenciais".
EMPRESÁRIOS
A ofensiva petista para neutralizar Marina também contará com uma força-tarefa para afirmar a empresários que o programa da rival travará o gasto público em infraestrutura e provocará desemprego.
O plano petista prevê ainda a facilitação de crédito ao setor privado. A Folha apurou que o ex-presidente Lula cobrou do presidente do BNDES, Luciano Coutinho, medidas para facilitar o financiamento de empresas para tentar animar a economia.
Além de Lula, o PT quer escalar o ex-ministro Antonio Palocci e o ministro Paulo Bernardo (Comunicações) para atrair o setor produtivo.
Em outra frente, devem ser anunciadas ações incluídas no programa de Marina. Uma das ideias é turbinar a escola em tempo integral, um dos eixos do plano da candidata do PSB para o setor de educação.
Neste mês, Dilma detalhará seu programa de governo e pretende inserir antídotos contra o avanço de Marina, com atenção para medidas que contemplem jovens e eleitores de grandes centros urbanos, faixas onde ela concentra muito vigor eleitoral.
A rápida ascensão de sua ex-ministra do Meio Ambiente deixou Lula preocupado com o fato de até hoje o governo não ter tomado uma medida mais clara para se reaproximar de empresários.
Com a força-tarefa, o objetivo é instar parte do setor produtivo contemplado por benefícios federais a defender o projeto de Dilma.
Um dos argumentos do comitê eleitoral é o de que a proposta de Marina de independência absoluta do Banco Central acarretará uma fuga de gastos públicos para estimular a economia e aumentará o risco de desemprego.



No Brasil 247. Fernando Rodrigues: Aécio saiu pelos fundos

Fernando Rodrigues: Aécio saiu pelos fundos

: Segundo o colunista, após o debate do SBT, os repórteres dos principais veículos de comunicação correram para o palco para falar com os candidatos mais importantes: a presidente Dilma Rousseff e a ex-senadora Marina Silva; ‘Aécio Neves foi saindo por trás dos púlpitos e ainda teve de ouvir uma piada da presidente: “Ô, Aécio, vai querer sentar na minha cadeira?”’
Brasil 247 – Para o colunista Fernando Rodrigues, se debate entre os candidatos a presidente da República promovido por SBT-Folha-UOL-Jovem Pan não teve um vencedor claro, ficou evidente que há duas protagonistas neste momento da corrida pelo Palácio do Planalto –Dilma Rousseff (PT) e Marina Silva (PSB).
Segundo ele, Aécio Neves (PSDB), que até outro dia era dado como presença certa no segundo turno, vive situação dificílima.
O jornalista dá o tom do fim do debate: os repórteres dos principais veículos de comunicação correram para o palco para falar com os candidatos mais importantes: a presidente Dilma Rousseff e a ex-senadora Marina Silva. Aécio Neves foi saindo por trás dos púlpitos e ainda teve de ouvir uma piada da presidente: “Ô, Aécio, vai querer sentar na minha cadeira?”


A difícil situação de Aécio Neves

Fernando Rodrigues

Tucano fica sozinho ao final do debate e ainda ouviu piada de Dilma

O debate entre os candidatos a presidente da República promovido por SBT-Folha-UOL-Jovem Pan não teve um vencedor claro, mas ficou evidente que há duas protagonistas neste momento da corrida pelo Palácio do Planalto –Dilma Rousseff (PT) e Marina Silva (PSB).
E Aécio Neves (PSDB), que até outro dia era dado como presença certa no segundo turno? O tucano vive situação dificílima.
O Blog relata a seguir o que se passou logo depois do debate realizado nesta segunda-feira, dia 1º.set.2014.
Quando esses debates terminam, os repórteres dos principais veículos de comunicação correm para o palco para falar com os candidatos mais importantes.
Nesta segunda-feira, foram procuradas, majoritariamente, apenas as candidatas Dilma Rousseff (PT) e Marina Silva (PSB). Os outros candidatos ficaram ali, parados, torcendo para serem abordados por algum repórter.
Aécio Neves ficou nesse segundo time, esperando que alguém se dirigisse a ele. Finalmente, chegou uma repórter do SBT que o entrevistou, por dever de ofício –o SBT era promotor do evento e mandou repórteres entrevistar todos os candidatos.
Aécio foi saindo por trás dos púlpitos onde ficaram os candidatos e deu uma pequena parada no local que havia sido ocupado por Dilma, que ainda estava por perto. Como Aécio fez menção de se sentar no banquinho usado pela petista, ainda teve de ouvir uma piada da presidente. “Ô, Aécio, vai querer sentar na minha cadeira?”, brincou Dilma. Todos sorriram amarelo.
O que quer dizer esse episódio prosaico? É um retrato da situação de uma espécie de ocaso vivido pelo candidato do PSDB a presidente. Pelo menos, é essa a sua situação neste momento.
É possível que Aécio se recupere? Possível, tudo é. Esta tem sido uma campanha de muitas surpresas. Mas parece muito improvável que a sorte volte para o tucano no atual ciclo eleitoral.
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No Brasil 247. Em entrevista ao Jornal da Globo, a candidata à presidência pelo PSB Marina Silva procurou amenizar polêmica sobre a mudança de rumo no apoio à causa gay; disse que é a candidata que mais defende os direitos civis da comunidade LGBT, mas não o casamento entre pessoas do mesmo sexo; recuo provocou a saída de Luciano Freitas da campanha, secretário nacional do comitê LGBT do então candidato Eduardo Campos; ex-senadora também reconheceu falha em plano que sinalizava que ampliaria a participação da energia nuclear na matriz energética do Brasil; e reafirmou que Bíblia é sua fonte de inspiração.

Marina reconhece 'falhas', mas perde apoio gay

: Em entrevista ao Jornal da Globo, a candidata à presidência pelo PSB Marina Silva procurou amenizar polêmica sobre a mudança de rumo no apoio à causa gay; disse que é a candidata que mais defende os direitos civis da comunidade LGBT, mas não o casamento entre pessoas do mesmo sexo; recuo provocou a saída de Luciano Freitas da campanha, secretário nacional do comitê LGBT do então candidato Eduardo Campos; ex-senadora também reconheceu falha em plano que sinalizava que ampliaria a participação da energia nuclear na matriz energética do Brasil; e reafirmou que Bíblia é sua fonte de inspiração.

SÃO PAULO - A segunda-feira terminou mais tarde para a presidenciável do PSB, Marina Silva. Após o debate realizado pelo SBT, pelo jornal Folha de S. Paulo, pela rádio Jovem Pan e pelo portal Uol, a candidata concedeu entrevista ao Jornal da Globo.
Logo no início da entrevista, a pessebista foi questionada sobre as alterações no seu programa de governo menos de 24 horas após o lançamento, entre elas um recuo em relação a algumas reivindicações do movimento LGBT, e se esse comportamento correspondia a uma concessão à religião num estado laico.
Marina explicou que houve um erro de processo e que a equipe do programa de governo foi responsável pela correção. "Eu nem interferi nesse processo. Aconteceram duas falhas", explicou a candidata do PSB, citando o trecho do plano que sinalizava que o governo de Marina ampliaria a participação da energia nuclear na matriz energética do Brasil.
A outra falha apontada pela presidenciável foi que "o documento que foi encaminhado como contribuição pelo movimento LGBT, não foi considerado documento da mediação do debate, foi um documento tal qual eles enviaram", reforçando que foi feita uma correção, porque houve uma mediação no debate. "Os direitos civis da comunidade LGBT, o respeito à sua liberdade individual, o combate ao preconceito, isso está muito bem escrito no nosso programa, melhor do que dos outros candidatos", completou.
Pressionada sobre sua posição em relação ao casamento gay, Marina voltou a dizer que respeita a liberdade das pessoas, independente da condição social, de raça ou de orientação sexual. Ela acrescentou que o seu programa de governo defende a união civil entre pessoas do mesmo sexo, mas não o casamento.
Bíblia: fonte de inspiração
Indagada sobre as especulações de que recorreria à Bíblia em momentos cruciais e se isso poderia intervir em suas decisões como governante, Marina explicou que todos agem com a avaliação realista dos fatos, mas defendeu que todos têm uma subjetividade.
"Uma pessoa que crê, obviamente que tem na Bíblia uma referência, assim como tem na referência a arte, a literatura", disse a ex-senadora, acrescentando que as pessoas estão tentando atribuir à ela uma imagem de fundamentalista.
"A Bíblia é uma fonte de inspiração pra qualquer pessoa que é cristã ou que é um judeu, mas existem outras fontes de inspiração, às quais eu já me referi. As decisões são tomadas com base racional pra todas as pessoas", afirmou a candidata do PSB.
Crise política
Questionada sobre a crise da democracia representativa citada em seu programa de governo, a presidenciável sinalizou que tem criticado a crise política e que as pessoas não deveriam fazer vistas grossas para o que está acontecendo. "A gente precisa aprofundar a nossa democracia. É preciso ampliar a participação das pessoas, ao mesmo tempo melhorar a qualidade da representação e das nossas instituições", relatou a pessebista.
Durante a entrevista, Marina disse ainda que pretende aperfeiçoar a democracia, democratizá-la, combinando a participação correta e legítima dos cidadãos assegurada pela Constituição. "Nós somos eleitos para representar, não é para substituir o representado", resumiu.
Economia em 2015
No segundo bloco de perguntas, a pessebista foi questionada sobre como conduziria a economia brasileira no ano que vem, caso sua vitória fosse confirmada nas urnas. Marina foi contundente ao dizer que é preciso recuperar o tripé da política macroeconômica do país.
"A presidente Dilma ganhou o governo dizendo que ia fazer a baixa dos juros, que iria reduzir a inflação e que iria fazer o nosso país crescer. O nosso país não está crescendo, a inflação está aumentando e os juros estão subindo. É fundamental que o país tenha estabilidade econômica para que a gente não perda as conquistas que já alcançamos, inclusive as conquistas sociais, e que a gente possa aumentar o investimento. E, para aumentar investimento, é fundamental que se readquira confiança", explicou.
A candidata do PSB ao Planalto reiterou o compromisso de não aumentar os impostos e que pretende dar eficiência ao gasto público. "Tem muitos desperdícios, inclusive o desperdício da corrupção, e quando o país volta a crescer, a gente vai conseguindo o espaço fiscal para poder fazer os investimentos sociais", disse Marina.
Pré-sal é uma das prioridades
A ambientalista explicou ainda que assim como educação e saúde, o pré-Sal também é uma de suas prioridades e reforçou quer dar um passo à frente em sua gestão. "Vamos investir em energia limpa com o uso da biomassa, o uso do vento, o uso do sol", pontuou a pessebista. "O petróleo é uma necessidade do planeta. Ainda não se conseguiu a fonte de geração de energia que vai substituir esse combustível fóssil", complementou.
Além disso, Marina foi questionada sobre quando aumentaria o preço da gasolina para salvar o etanol, do qual é uma entusiasta declarada. A candidata do PSB não poupou críticas ao governo em sua resposta. "Essa política desastrosa do governo, que está subsidiando gasolina, inclusive fazendo a importação desse combustível com um preço elevado, acabou destruindo a indústria do etanol", defendeu a presidenciável. "Espero que os preços administrados pelo governo possam ser corrigidos pelo próprio governo e criarmos os mecanismos", acrescentou.
Coordenador do programa LGBT deixa o PSB
Brasil 247 - O recuo da campanha de Marina Silva nas propostas à comunidade gay provocou a perda do apoio de Luciano Freitas, secretário nacional do comitê LGBT do PSB.

Rumor ronda Aécio, que nega desistência. No Brasil 247. Diz o Aposentado Invocado: Uma imagem vale mais do que mil palavras.

Rumor ronda Aécio, que nega desistência

: Colunista Raymundo Costa, do Valor, diz que ideia de renúncia seguida do apoio a candidata do PSB, Marina Silva, ronda o presidenciável tucano Aécio Neves: “Em áreas afins de sua campanha e do próprio PSDB, esta saída é vista como a melhor maneira de despachar o PT já no primeiro turno, sem correr o risco de uma eventual virada no segundo turno”; assessor direto de Aécio disse que isso não teria o menor cabimento e que essa ideia nunca foi colocada em discussão.
Brasil 247 – Ofuscado pelo debate polarizado entre a presidente Dilma Rousseff e a candidata do PSB, Marina Silva, no SBT, e pelo rápido crescimento da ex-senadora nas pesquisas, o tucano Aécio Neves estaria cogitando renunciar. É o que afirma o colunista do Valor Raymundo Costa.
Segundo ele, em áreas afins de sua campanha e do próprio PSDB, esta saída é vista como a melhor maneira de despachar o PT já no primeiro turno, sem correr o risco de uma eventual virada no segundo turno.
“Mal na disputa presidencial, Aécio também enfrenta problemas em Minas, onde seu candidato ao governo do Estado, Pimenta da Veiga, está comendo poeira no rastro de Fernando Pimentel, o único petista a liderar a corrida para o governo do Estado, nos quatro maiores colégios eleitorais”, acrescenta (leia aqui).
No entanto, o rumor foi descartado pela campanha do tucano. Procurado pelo InfoMoney, o assessor direto de Aécio disse isso não teria o menor cabimento e que essa ideia nunca foi colocada em discussão, que o candidato estaria firme na campanha.

Clóvis Rossi.Um certo ar de Ciro Gomes-2002. "De todo modo, hoje por hoje, a única coisa que dá para dizer é que o céu de Marina já não é de brigadeiro". No jornal Folha de São Paulo

Clóvis Rossi

Um certo ar de Ciro Gomes-2002

Escorregão de Marina remete à desconstrução da imagem do candidato que cometeu tolas mentiras
Marina Silva ganhou a capa da edição desta segunda-feira, 1º, do jornal espanhol "El País". Mas, pela primeira vez, o tom é negativo.
"Bastaram 24 horas para que Marina Silva desse um passo atrás na defesa do matrimônio gay, que havia proclamado na apresentação de seu programa eleitoral", escreve o jornal. Problema, para Marina, que aparece também no comentário de Carlos Malamud, pesquisador do Real Instituto Elcano, para o site Infolatam, especializado em América Latina.
Malamud constata que a candidata do PSB passará a ser o alvo dos adversários e que apresenta dois supostos (ou reais) flancos débeis: um é a sua falta de experiência e "o outro, sua errática política em defesa de valores morais vinculada à sua condição de crente evangélica".
Parece evidente que o lamentável escorregão na "defesa de valores morais" representa o fim do passeio no bosque que vinha sendo a irrupção de Marina Silva na cena eleitoral.
Lamentável por dois lados: pelo caráter "errático" apontado por Malamud, o que permite supor que todo os itens do programa podem ser deletados amanhã ou depois com a mesma facilidade.
Mais lamentável ainda é a supressão do item que previa a criminalização da homofobia. Não se trata de uma questão ideológica ou religiosa, pela simples e boa razão de que o respeito à vida é essencial e é proclamado por todas as religiões (se praticado ou não é tema para Hélio Schwartsman).
É possível que Marina, com esse escorregão, tenha iniciado o que os marqueteiros adoram chamar de desconstrução da imagem (no caso, autodesconstrução).
Remete a Ciro Gomes em 2002, a mais recente eleição em que a tal de mudança impregnou a campanha, naquele ano sob o rótulo de "novidade". Impregnou tanto que Roseana Sarney pulou na frente: em fevereiro, duplicava a intenção de voto em Luiz Inácio Lula da Silva (26% x 13%). Roseana foi "desconstruída" por uma pilha de R$ 1,34 milhão em notas de R$ 50 flagrada em escritório da família.
Aí, veio a onda Ciro Gomes, que chegou a ter 32% em julho, empatado tecnicamente com Lula (35%). Ciro desconstruiu-se a partir de pequenas e tolas mentiras que contou, entre elas a de que estudara a vida toda em escola pública.
Terminou com uma votação de apenas 12%, um terço praticamente do pico que alcançara nas pesquisas, e ficou atrás até de Anthony Garotinho. Derrubadas as supostas novidades, acabou dando Lula, que não era novidade (já perdera três vezes) mas era a mudança.
É óbvio, mas convém sempre dizer, que cada eleição é diferente da outra, o que significa que o que ocorreu em 2002 não vai necessariamente repetir-se agora.
É preciso esperar as próximas pesquisas para verificar se o escorregão da candidata lhe tirará votos e quantos. Não tenho claro, hoje, se há mais evangélicos conservadores, naturalmente satisfeitos com a guinada, do que críticos da homofobia, naturalmente revoltados com ela.
De todo modo, hoje por hoje, a única coisa que dá para dizer é que o céu de Marina já não é de brigadeiro.
crossi@uol.com.br

Janio de Freitas. Campanhas contra. No jornal Folha de São Paulo.

Janio de Freitas

Campanhas contra

Comunicar-se com a opinião pública revelou-se a mais ampla incapacidade do governo Dilma
As quedas de Dilma Rousseff e Aécio Neves têm várias causas, não só o alto ponto de partida de Marina Silva. Ainda que com pesos diferentes, um dos principais fatores daquelas quedas é o mesmo em uma em outra: as duas campanhas parecem um desperdício de possibilidades que se volta contra cada um dos candidatos.
O caso de Dilma, nesse sentido, tem maiores consequências negativas para a candidatura. Por maior que seja o esforço de negá-lo, o governo tem muito o que mostrar em resultados importantes do seu trabalho. Grande parte pouco conhecida e mal conhecida, ou desconhecida mesmo. Apesar dos gastos em publicidade. Comunicar-se com a opinião pública, necessidade essencial de qualquer governo em nosso tempo, revelou-se a mais ampla incapacidade do governo Dilma. E aparentemente nem ao menos percebida pelos interessados ao longo dos seus três anos e tanto.
Em termos pessoais, é notório que o problema começa na própria Dilma. Mas para isso, que não é incomum, existem os ministros bem-falantes, os assessores, os marqueteiros, o treinamento. Se, no economismo obsessivo dos meios de comunicação brasileiros, ao menos Guido Mantega fosse melhor do que Dilma, mesmo que não chegasse à conversa de camelô de Antonio Palocci, o governo conseguiria neutralizar a fabricação do pessimismo. Feita contra Dilma e o governo, mas, como bala perdida, com prejuízos sobretudo para o país.
O horário eleitoral seria a segunda oportunidade da neutralização. Mas a grande vantagem de Dilma, em tempo disponível, desperdiça-se em uma confusão de cenas e intervenções inócuas, longa e cansativa falta de objetividade entremeada, não mais do que isso, de inserções da candidata. A anticomunicação. Ao custo de milhões. Se, mesmo sem grandes bossas, os programas de rádio e TV se limitassem a expor, com alguma inteligência e clareza, o que Dilma acha que tem a mostrar do seu governo, e que valeria a pena prosseguir, o objetivo didaticamente eleitoral seria muito mais alcançável. Mas a campanha parece contra a candidata: não atrai, desinteressa.
Aécio Neves dedicou sua campanha ao desnecessário: "desconstruir" Dilma. Isto a imprensa, a TV e o rádio já faziam por ele, desde muito antes de iniciar-se a campanha, e com muito mais eficácia. Aécio só falava contra Dilma, contra a Petrobras, contra o governo. Foi mandado para o subsolo com tanta facilidade porque não houve um motivo seu para preservar fidelidades. O grosso dos apoios que tinha, é o que se vê, eram recusas aos outros concorrentes.
Não há mais dúvida de que o programa governamental de Aécio, de fato, não é coisa que se diga ao eleitorado. É para conversa de salão, reuniões na Fiesp e na federação dos bancos. Nada pensado de interessante para dizer ao eleitorado, Aécio tornou-se o vazio eleitoral, feito pela própria campanha.
Com Marina Silva foi mais fácil: para estar em cima, não precisou fazer campanha, não precisou dizer o que pensa. Mas como, para seguir no alto, precisa fazer campanha, começou a dizer o que não pensa.
BYE-BYE
De Arminio Fraga, guru econômico de Aécio Neves, na Folha: "Não vamos arrochar salário nem assassinar velhinhas".
Reparei que, na salvaguarda, ele não incluiu os velhinhos.
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Eliane Cantanhêde. O segundo turno chegou. Diz o Aposentado Invocado: Não sei se entendi o texto, mas na minha leitura a colunista abandona o Senhor Senador Aécio Neves na estrada e passa a apoiar a candidata Marina da Silva. Foi o que eu entendi, peço desculpas se entendi errado.

Eliane Cantanhêde

O segundo turno chegou

BRASÍLIA - O segundo turno já começou. Isso ficou evidente no debate desta segunda (1º/9) entre os presidenciáveis, quando Dilma Rousseff perdeu os pruridos e partiu para cima de Marina Silva, e Marina Silva não se fez de rogada e bateu firme no governo da adversária.
Em segundo plano, o tucano Aécio Neves estreou uma nova fase. Em vez da polarização PT-PSDB, com Marina no meio, o que se viu foi Dilma e Marina frente a frente, com Aécio tentando sobreviver entre as duas favoritas. Ele centrou fogo em Dilma, deixando à presidente a missão de bater em Marina. No fim, colocou-se como opção ao "fracasso" do governo e às "contradições" de Marina.
Dilma, enfim, cedeu à pressão de Marina para reconhecer os erros: "Pode parecer que estou plenamente satisfeita. Não estou". E Marina, enfim, saiu da zona de conforto em que trafegava desde 2010, mas se saiu bem ao explicar os pagamentos que recebe por palestras e ao se equilibrar entre o tripé econômico desprezado por Dilma e os avanços sociais. De avião, ninguém falou.
Propaganda na TV funciona a favor das reeleições porque todo governante, por pior que seja, tem sempre o que mostrar: a obra tal, o programa qual. Mas debate funciona contra, porque todo governante, por melhor que seja, também tem o que esconder. E o que é vantagem se transforma em desvantagem: os adversários se unem para apontar o dedo contra quem está no poder.
Debate é forma e conteúdo. Marina estava firme, segura, mantendo um discurso que tem pouco de concreto, mas fala à alma de uma grande maioria sedenta por mudança.
Alguém precisa dizer a Dilma, se é que Dilma sabe escutar, que a cara mal humorada, às vezes parecendo vermelha de raiva, não ajuda a convencer o telespectador nem a humanizar a sua figura. Ainda mais se, na propaganda do PT, atua como a vovó boazinha que faz macarrão e, no debate, assume o ar de lobo mau.
Não muda nada, mas é divertido.

Hélio Schwartsman. O mistério de Marina. No jornal Folha de São Paulo

Hélio Schwartsman

O mistério de Marina

SÃO PAULO - Como sempre, Rogério Cezar de Cerqueira Leite foi direto na ferida: dá para confiar o comando da nação a alguém que diz crer que o Universo foi criado em sete dias menos de 10.000 anos atrás?
Como Rogério, fico incomodado com essa possibilidade, mas, ao contrário do professor, não definiria tal condição como patológica.
Meu primeiro argumento é matemático. De acordo com o Datafolha, 25% dos brasileiros afirmam crer na versão bíblica da criação do mundo. Outros 59% até acreditam em evolução, mas acham que é Deus quem a guia. Assim, se definimos patológico como aquilo que se desvia da normalidade, então os anormais somos eu, o Rogério e os outros 7,9999...% que consideram que a evolução ocorre sem qualquer interferência divina.
A questão central, porém, é outra. Será que Marina e demais criacionistas da Terra Jovem realmente acreditam no que dizem acreditar? A crer num modelo de arquitetura cerebral cada vez mais popular entre neurocientistas, a resposta é "só às vezes".
Nesse paradigma, a mente é o resultado de um grande concerto de diferentes facções cerebrais, que competem umas com as outras pelo controle. Na imagem de David Eagleman, o cérebro é uma democracia representativa, na qual diversos módulos e sistemas podem ter opiniões divergentes sobre o mesmo tema. Vence quem, naquele momento, se mostra mais eloquente, isto é, consegue persuadir o córtex pré-frontal ventromedial, estrutura que parece ter papel importante no gerenciamento do tráfego de informações entre zonas reflexivas e emocionais da mente.
O bacana desse modelo é que ele permite explicar, sem que precisemos necessariamente recorrer à má-fé ou a oportunismo, casos de pessoas como Marina, que proclamam fidelidade a ideias religiosas fundamentalistas, que, se levadas a sério inviabilizam a biologia, mas nem por isso deixam de tomar remédios desenvolvidos a partir da ciência ateia.

Adeptos da causa LGBT rompem com Marina Silva. Por José Marques no jornal Folha de São Paulo

Adeptos da causa LGBT rompem com Marina Silva


O recuo da campanha de Marina Silva (PSB) em propostas à comunidade LGBT (lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transgêneros e transexuais) provocou críticas internas e baixa na militância aliada à candidata ao Planalto.
Um dos responsáveis pela elaboração da pauta, Luciano Freitas, secretário nacional do comitê LGBT pessebista, afirmou à Folha que retirou apoio à presidenciável.
Para aliados da Rede –partido idealizado por Marina e ainda não registrado na Justiça Eleitoral– a mudança é considerada um "retrocesso".

Marlene Bergamo/Folhapress
Neca Setubal, herdeira do banco Itaú, e coordenadora da campanha de Marina Silva
Neca Setubal, herdeira do banco Itaú, e coordenadora da campanha de Marina Silva 

A coligação apresentou na sexta (29) um programa que defendia a aprovação do casamento civil homoafetivo e a articulação para aprovar lei que criminaliza a homofobia.
No dia seguinte, voltou atrás e apresentou uma nova versão, eliminando tópicos polêmicos e dizendo que prometia "garantir os direitos oriundos da união civil entre pessoas do mesmo sexo" –o que já é assegurado pelo STF (Supremo Tribunal Federal).
O primeiro programa foi classificado de "falha processual na editoração", que "não retrata com fidelidade os resultados do processo de discussão sobre o tema".
Marina disse que os tópicos que foram divulgados ao público equivocadamente é o da pauta de setores, não o assimilado pela candidatura.
Freitas disse que a partir de agora se concentrará em pedir votos para o candidato ao governo Paulo Câmara e deputadas da legenda "defensoras dos direitos humanos".
Ele e a advogada Giowana Cambrone, delegada nacional da Rede, entregaram na semana passada "duas páginas" de pautas aos coordenadores de campanha de Marina, Maurício Rands e Neca Setubal. Segundo membros da Rede, ambos estavam cientes das discussões. Além do PSB e Rede, o grupo era formado pelo PPS Diversidade.
"Fomos surpreendidos por uma alteração chamada de errata' pela coordenação. Nos sentimos frustrados e, obviamente, a reação foi de desagrado", disse Marcio Sales, da Rede. Ele classificou a mudança de "curto-circuito" entre a militância e "determinados setores" da coligação.
Antes, em seu perfil do Facebook, ele publicou que "foi um triste, covarde e vexatório retrocesso programático" que "pegou a todos de surpresa numa decisão autoritária".
Procurado, Rands preferiu não dar declarações. O PSB não respondeu ao pedido de entrevista com Neca. A Rede e o PPS Diversidade publicaram nota dizendo que o "texto publicado no dia 30" representa o consenso das propostas "aprovado pela coordenação política da campanha".

A petista afirmou que não é possível governar o Brasil com "boas palavras ou boa intenção", "sem apoio político e sem negociação". "O maior risco que uma pessoa pode correr é não se comprometer com nada. Ter só frases de efeito", disse. No jornal Folha de São Paulo


Dilma sai da defensiva e ataca Marina em debate



Com a dianteira na corrida eleitoral ameaçada nas últimas pesquisas, a presidente Dilma Rousseff (PT) abandonou a defensiva no debate promovido nesta segunda-feira (1º) por Folha, UOL, SBT e rádio Jovem Pan, e partiu para o ataque contra a sua principal adversária na disputa pelo Planalto, a candidata do PSB, Marina Silva.
A petista afirmou que não é possível governar o Brasil com "boas palavras ou boa intenção", "sem apoio político e sem negociação".
"O maior risco que uma pessoa pode correr é não se comprometer com nada. Ter só frases de efeito", disse.

Desde que assumiu a candidatura do PSB, com a morte de Eduardo Campos, Marina defende o que chama de "nova política", ataca aliados tradicionais do PT e diz que irá governar com os melhores quadros. A ex-senadora já aparece numericamente empatada com Dilma no primeiro turno, de acordo com o último Datafolha. E venceria Dilma num segundo turno, com dez pontos de vantagem.
Os números fizeram com que a estratégia da petista, que vinha insistindo na polarização com o candidato Aécio Neves (PSDB), fosse revista. Dilma passou a atacar a suposta fragilidade gerencial da adversária, que nunca foi eleita para cargos no Executivo.
A petista abriu o debate questionando como Marina pretende bancar as propostas feitas pelo PSB, como o transporte público gratuito para estudantes.
"Hoje, temos um desperdício muito grande de recursos públicos", disse Marina. "Vamos fazer as escolhas corretas e não manter as erradas, como vem sendo feito", completou, atacando os gastos elevados com juros da dívida pública, crítica comum a setores ligados à esquerda.
Dilma rebateu: "O montante prometido em todas essas promessas equivale a quase tudo o que se gasta em saúde e educação".
A polarização entre as duas foi retomada quando a ex-senadora foi questionada se é compatível, com a "nova política" defendida por ela, a omissão dos nomes das empresas que lhe pagaram R$ 1,6 milhão em palestras nos últimos anos, conforme revelado pela Folha. "Se as empresas que contrataram meu serviço quiserem revelar quem foi que me contratou, não há problema", disse Marina.
Dilma defendeu transparência e Marina a atacou pela primeira vez, ao dizer que isso também devia valer para "os R$ 500 bilhões que foram destinados ao BNDES sem que estivessem no orçamento".

Editoria de arte/Folhapress
Foi uma referência ao fato de o governo ter repassado esses recursos ao BNDES para aumentar a capacidade de financiar novos investimentos de grandes empresas com juros mais baixos que os de mercado. A maneira como os recursos têm sido aplicados, no entanto, não é contabilizada no Orçamento do governo.
Marina também criticou Dilma pelo fato de a petista, segundo ela, não conseguir reconhecer erros. Quando provocada por Dilma sobre suas supostas resistências ao petróleo como fonte de energia e ao pré-sal, Marina novamente criticou Dilma, agora sobre denúncias envolvendo a Petrobras.
Em terceiro lugar nas pesquisas, Aécio teve desempenho tímido e ficou longe dos principais embates. Interagiu mais com os candidatos nanicos e, quando teve a chance de perguntar, optou pelos ataques a Dilma ao dizer, por exemplo, que "os tão alardeados empregos estão indo embora".
"Infelizmente, essa é a herança perversa desse governo, que fracassou na condução da economia, na gestão do Estado e na melhoria dos nossos indicadores sociais."
Aécio ainda questionou a petista sobre a falta de investimentos em segurança pública. Dilma respondeu que ele tinha "memória fraca". E então enumerou investimentos feitos pelo governo federal em Minas, reduto eleitoral do tucano.

Editoria de Arte/Folhapress

Coordenador da campanha de Aécio fala em apoio a Marina e irrita PSDB. No jornal Folha de São Paulo

Coordenador da campanha de Aécio fala em apoio a Marina e irrita PSDB



Uma declaração do coordenador-geral da campanha do tucano Aécio Neves irritou a cúpula do PSDB e o próprio candidato. Na tarde desta segunda-feira (1º), Agripino Maia (DEM-RN) disse esperar que Aécio apoie Marina Silva (PSB) em um eventual segundo turno contra a presidente Dilma Rousseff (PT).
Em sua avaliação, considerada "desastrada" e "infeliz" por pessoas próximas a Aécio, Agripino disse que o objetivo maior da coligação do tucano é "derrotar o PT".
"O PSB tem afinidades muito antigas conosco, desde o tempo do Eduardo Campos. O inimigo maior a ser batido é o PT. Tanto pode dar Aécio apoiando a Marina quanto o contrário", afirmou.
Diante da repercussão negativa de sua fala, o coordenador da campanha divulgou uma nota em que afirma que "todo o esforço que os partidos que apoiam a candidatura de Aécio se volta para levá-lo ao segundo turno e temos a convicção de que nele estaremos". "Alianças para o segundo turno serão discutidas quando o segundo turno vier", afirmou.
A fala de Agripino trouxe desconforto a Aécio, que já vem lidando com uma agenda negativa nos últimos dias, desde que apareceu em terceiro lugar nas pesquisas, quase 20 pontos percentuais atrás de Dilma e Marina, que estão empatadas.
A Folha apurou que Agripino telefonou para Aécio tentando se justificar e dizer que foi mal interpretado. Aécio, em contrapartida, não escondeu sua contrariedade.
Após o debate promovido nesta segunda pela Folha, Uol, SBT e Joven Pan, questionado por jornalistas sobre o assunto, o candidato afirmou: "Isso não é verdade". "Eu pretendo estar no segundo turno e ganhar a eleição."
No entorno do tucano, as críticas variaram de tom, mas não houve quem aprovasse a fala. A avaliação é que Agripino, ainda que bem intencionado, acabou agravando a sensação de que há uma crise na campanha e que Aécio já não tem mais chances de vencer a eleição.
Pesquisa Datafolha divulgada na sexta-feira (29) mostrou Marina empatada numericamente com Dilma na disputa pelo Palácio do Planalto. As duas candidatas têm 34% das intenções de votos, seguidas por Aécio, com 15%.
O resultado cristalizou na campanha tucana a sensação de que é preciso subir o tom contra Marina e "politizar o debate", estratégia que começou a ser executava nos programas eleitorais exibidos no último sábado (30).
MAIORIDADE PENAL
Antes de ir ao debate, Aécio anunciou que irá apresentar seu programa de governo na semana que vem.
Ele adiantou que, além da criação de um Ministério da Segurança, o programa irá apoiar um projeto de seu vice, o senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP), que abre a possibilidade de a Justiça aplicar o Código Penal a adolescentes de 16 e 17 anos.
Segundo Aécio, trata-se de uma proposta "intermediária" entre o que há hoje e a mera redução da idade penal para 16 anos. Pelo projeto de Aloysio, o adolescente infrator de 16 ou 17 anos só responderia pelo Código Penal em casos de crimes considerados hediondos, após uma autorização específica de um juiz.
"Chega a ser obsceno o número de assassinatos que vem ocorrendo anualmente no Brasil: 56 mil apenas no ano passado", disse Aécio.
Questionado sobre o total de crimes cometidos apenas por menores de 18 anos, Aécio respondeu: "Cerca de 30 mil [assassinatos] são de jovens de até 39 anos de idade".
"Essa proposta incidiria sobre um número entre 1% e 1,5% dos jovens que cometem algum tipo de crime", disse.

Alan Marques - 2.out.07/Folhapress
Senador José Agripino Maia (DEM-RN), coordenador-geral da campanha de Aécio Neves
Senador José Agripino Maia (DEM-RN), coordenador-geral da campanha de Aécio Neves


Ministro ataca gestão de Marina e se diz 'preocupado' com queda de Aécio. Por Italo Nogueira. "Sei bem o alcance e o limite da Marina. A dificuldade de tomar decisão e de implementar as decisões que ela toma. O tempo todo defendi ela, porque sabia da importância e do carisma dela. Mas como administradora, devo ser honesto, foi muito ruim. Ela não é a pessoa indicada para ser presidente nesse momento de crise"

Ministro ataca gestão de Marina e se diz 'preocupado' com queda de Aécio


O ministro Gilberto Carvalho (Secretaria-Geral) criticou nesta segunda-feira (1º) a atuação de Marina Silva (PSB), candidata à Presidência, como gestora quando esteve a frente do Ministério do Meio Ambiente. Ele afirmou que ela tem "dificuldade" de tomar e implementar decisões.
O ataque à candidata do PSB, empatada com a presidente Dilma Rousseff (PT) na última pesquisa Datafolha, veio combinado com a declaração de "preocupação" com o desempenho do senador Aécio Neves (PSDB), em queda nas pesquisas de intenção de votos.
Os dois movimentos revelam preocupação do governo federal de uma eventual derrota no primeiro turno para a ex-ministra. Carvalho reconhece que "a onda Marina continua crescendo", mas afirmou ter certeza da vitória.
"A campanha está tomando providência para alterar algumas coisas. A onda da Marina vai continuar crescendo ainda. Me preocupa inclusive que o Aécio não caia tanto porque ele representa um polo da política. Mas nós vamos ganhar essa eleição. Me preocupa a queda do Aécio porque acho que empobrece o cenário eleitoral. Quase que antecipa o segundo turno para o primeiro e isso não é bom para a democracia", disse o ministro, após encontro com representantes de movimentos sociais da Baixada Fluminense em Nova Iguaçu (RJ).
Carvalho atacou a atuação de Marina por cinco anos a frente do Ministério do Meio Ambiente. Ele afirmou que ela foi "uma administradora muito ruim".
"Sei bem o alcance e o limite da Marina. A dificuldade de tomar decisão e de implementar as decisões que ela toma. O tempo todo defendi ela, porque sabia da importância e do carisma dela. Mas como administradora, devo ser honesto, foi muito ruim. Ela não é a pessoa indicada para ser presidente nesse momento de crise", afirmou Carvalho. Ele disse que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve se empenhar mais na campanha na reta final.
Seguindo à crítica de delegação excessiva de tarefas e indecisão, Carvalho se disse "preocupado" com a "importância" dos economistas Eduardo Gianneti e Neca Setúbal no círculo próximo da ex-ministra.
"Sei das deficiências graves, na tomada de decisão e dificuldade de implementar e praticamente delegar para pessoas que passavam a mandar no ministério e não ela."
Nomeada como ministra no primeiro dia do governo Lula (2003-2010), Marina entregou o cargo em 2008 alegando falta de apoio político para executar seus projetos. Ela ficou cinco anos a frente da pasta. Após sair do governo, saiu do PT e filiou-se ao PV para disputar a Presidência em 2010.
O ministro criticou também o programa de governo do PSB. Ele afirmou que as propostas exigirão ou endividamento ou corte de benefícios. "A conta não fecha".
Carvalho, contudo, eximiu Marina de críticas em relação à eventual influência de sua religiosidade na atuação política.
"Marina não é fundamentalista. O problema é de outra natureza."
O ministro participou de plenária.com representantes de ONGs da Baixada Fluminense. Ele afirmou que o governo federal, numa eventual reeleição de Dilma, deve "intensificar a relação com os movimentos sociais".
No encontro, ele não pediu votos. A maioria da plateia era formada por candidatos e militantes do PT.

Por Gustavo Patu no jornal Folha de São Paulo. Marina disse que, com "as escolhas corretas", haverá mais eficiência na gestão do Orçamento. 'Escolhas corretas' ?

Análise: Dilma agora vende realismo como mote contra utopias da rival


Enquanto Marina Silva (PSB) junta a retórica econômica tucana a uma plataforma social ambiciosa, restou à presidente-candidata Dilma Rousseff (PT) fazer reflexões sobre as dificuldades de ser governo.
Em contraste com a agenda desenvolvimentista de quatro anos atrás, que detalhava em minúcias as milhares de obras a serem feitas, a petista deixou as promessas de lado no debate entre os presidenciáveis.
Alvo preferencial de todos os adversários, Dilma recomendou pés no chão: falou de limitações orçamentárias, da crise internacional e da necessidade de barganhar apoios no Congresso.
Inédito em campanhas petistas ao Palácio do Planalto, tamanho realismo nasceu da necessidade de improvisar um contraponto à ascensão de Marina e seu programa de utopias e generalidades.
SAÍDA PELA TANGENTE
Questionada sobre a contradição entre promessas de austeridade fiscal e de mais gasto social, a candidata abrigada no PSB mimetizou a saída pela tangente já adotada por Aécio Neves (PSDB).
Sem dar detalhes, Marina disse que, com "as escolhas corretas", haverá mais eficiência na gestão do Orçamento.
A escolha de Dilma foi ampliar despesas em educação e transferência de renda, sacrificando o equilíbrio das contas públicas e o controle da inflação.
É difícil imaginar como promessas de mais gastos corrigiriam essa opção.
"Não são promessas", disse Marina, "são compromissos". Mas também há compromissos de restabelecer o cumprimento das metas de inflação e de aperto fiscal.
A minoria influente que comanda as operações no mercado financeiro, aparentemente, acredita que os segundos compromissos vêm na frente: a Bolsa de Valores sobe com a alta de Marina nas recentes pesquisas de intenção de voto.
Sintomaticamente, Aécio –o candidato naturalmente mais identificado com a agenda do mercado– limitou seus questionamentos à solidez da candidatura marinista. Ele se disse o mais indicado a conduzir uma política econômica "confiável".
SEGUNDA VIA
No primeiro mandato do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, os economistas tucanos continuaram dando as cartas no Ministério da Fazenda e no Banco Central, mesmo sob ataque petista. Num governo do PSB, aparentemente, não haveria o incômodo da hostilidade.
"Tu és a segunda via do PSDB?", perguntou Luciana Genro (PSOL) a Marina, com a sinceridade de quem vai continuar sendo oposição. Na resposta, afagos a Fernando Henrique Cardoso e Luiz Inácio Lula da Silva.
Ao final, pouco foi dito de concreto sobre o que, afinal, Dilma fez de errado –fora as críticas à gestão da Petrobras, que não bastam para explicar a prostração da economia e a alta da inflação.
Marina quis que a própria petista, a quem criticou por não assumir erros, se encarregasse da tarefa. "Pode parecer que estou plenamente satisfeita. Não estou", disse a presidente, no mais perto que chegou da autocrítica.

Novo visual de Marina busca ares de neutralidade e leveza. Por Pedro Diniz no jornal Folha de São Paulo. Diz o Aposentado Invocado: Bem diferente de tudo que está aí. É de chorar!

Novo visual de Marina busca ares de neutralidade e leveza


"Desde a campanha do Fernando Collor [em 1989], é inevitável que os candidatos à Presidência repaginem o visual e tentem apurar sua imagem." A frase do estilista mineiro Ronaldo Fraga resume o momento que sua amiga, a ex-senadora Marina Silva (PSB), atravessa na disputa pela liderança do Poder Executivo.
De coadjuvante de luxo da campanha de Eduardo Campos, morto no mês passado em um acidente aéreo, a peça-chave da corrida eleitoral, Marina vem mostrando versatilidade na hora de adaptar seu estilo a partir das circunstâncias.

Daniel Marenco/Ernesto Rodrigues/Folhapress
Marina em 2010 e em 2014
Marina em 2010 e em 2014
Assim como em suas aparições mais recentes, no debate desta segunda-feira (1º) ela reproduziu no cabelo, na maquiagem e nas roupas o visual "de alguém que não está preocupado em parecer moderno, e sim repassar imponência e austeridade à candidatura", segundo afirma a embaixadora da L'Oreal no Brasil, Jô Nascimento.
Marina diz ser alérgica a maquiagem e que, por isso, aplica poucos produtos no rosto. Nos últimos dias optou por base, rímel e um batom claro, de beterraba. Também contratou uma maquiadora particular, profissional que dispensava no passado.
"Ela agora esconde as manchas e os sinais da idade. As sobrancelhas estão mais cuidadas, menos espessas que as de anos atrás. A tintura no cabelo foi bem pensada, pois transmite jovialidade", diz Jô Nascimento.
As roupas de Marina, menos estampadas que as de quando disputava a Presidência pelo Partido Verde, em 2010, seriam reflexo de uma busca por neutralidade, segundo o estilista e doutor em moda Mario Queiroz.
"Quando se usa estampas demais, a imagem é comprometida, você se posiciona sobre alguma ideia. O branco transmite a ideia de alguém pacífico, já o preto [que a Marina às vezes combina em ternos de alfaiataria] passa a mensagem de severidade", explica Queiroz.
Ao preferir usar ternos claros em vez de saias, Marina estaria querendo, segundo o estilista Ricardo Almeida -que cortou ternos para Campos e assina parte do guarda-roupa de Aécio Neves (PSDB)- passar a imagem de executiva com um "ar mais leve, sereno".

Análise: Tripé da economia precisa de uma reforma. Por Bráulio Borges, economista-chefe da LCA Consultores.

Análise: Tripé da economia precisa de uma reforma


Diante dos resultados econômicos ruins nos últimos anos, tem sido cada vez mais frequente o clamor por um "resgate" do chamado tripé de política macroeconômica, introduzido em 1999 e consubstanciado no sistema de metas de inflação, no regime de câmbio flutuante e em uma política fiscal compatível com a sustentabilidade da dívida pública.
"Resgate", porque esse tripé teria sido excessivamente flexibilizado nos últimos anos -a inflação ficou sistematicamente mais perto do teto do que do centro da meta, o câmbio não seria mais flutuante e a política fiscal perdeu grande parte de sua credibilidade, em meio a manobras contábeis cada vez mais frequentes e nebulosas.
O pedido por um resgate parte do pressuposto de que o sistema de metas de inflação -em sua acepção mais "puro-sangue"- já entregou, no passado, resultados econômicos bem melhores.
Diante disso, é mandatório olhar para os números: a tabela acima apresenta a evolução de alguns agregados macroeconômicos segmentados em três grandes períodos.
De cara, chama a atenção o fato de que, no período de 16 anos compreendido entre 1999 e 2014, a inflação medida pelo IPCA foi igual ou inferior ao centro da meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional em apenas 4 (ou 25% do total).
Mesmo em sua "época de ouro" (2004 a 2008), o regime de metas de inflação brasileiro só foi exitoso em 2 dos 5 anos e a inflação média anual nesse período foi 0,7 ponto percentual superior ao centro médio da meta.

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A tabela apresentada acima escancara o principal fator que permitiu esse maior êxito (apenas relativo) do sistema de metas em 2004-2008: a valorização cambial de cerca de 40% observada no acumulado desse período.
Tivesse o R$/US$ ficado estável entre o final de 2003 e o final de 2008, a alta média anual do IPCA em 2004-2008 teria sido de cerca de 6% -mesmo patamar de alta média anual que teria mostrado em 2009-2014 caso o R$/US$ não tivesse se depreciado em quase 25% no período (sobretudo de 2012 em diante).
Ou ainda: tivesse o R$/US$ se valorizado em outros 40% entre 2009 e 2014, o IPCA médio anual nesse período teria ficado próximo de 5% anuais (e não em 5,8%).
Quando o assunto é crescimento do PIB, a comparação entre as taxas de expansão do produto global e brasileiro entre esses três períodos deixa clara que a influência direta e indireta do ciclo econômico global foi muito importante para explicar o forte crescimento da economia brasileira em 2004-2008 comparativamente a 1999-2003 e a 2009-2014.
O crescimento mais forte de nossa economia em 2004-2008 só não gerou aceleração da inflação ante 1999-2003 por causa da valorização cambial e da reversão dos resultados da conta-corrente brasileira (de um superavit de quase 1% do PIB em 2003 para um deficit próximo a 2% do produto em 2008).
Feitas essas constatações, a questão que se coloca é se realmente faz sentido demandar um mero resgate ou se não seria mais pertinente falar em uma reforma do arcabouço de política monetária -até mesmo porque, desde 2007/2008, têm sido cada vez mais frequentes as críticas de vários economistas (no mercado e na academia) ao sistema de metas de inflação.
Uma proposta recente bem fundamentada teoricamente, apresentada pelos economistas Jeffrey Frankel e Pranjul Bhandari, chamou-me a atenção. Eles apontam que as economias emergentes deveriam considerar a adoção de metas de crescimento nominal para o PIB.
Segundo eles, essa meta alternativa tem claras vantagens comparativamente à meta de inflação, dentre as quais se destacam: 1) menor risco de descumprimento da meta (e de perda de credibilidade da política monetária), já que a variação do PIB nominal combina duas variáveis (crescimento real do PIB e inflação) que podem caminhar em sentidos opostos diante de choques; e 2) maior maleabilidade para absorver choques de oferta e de mudanças de termos de troca (fenômenos bem mais frequentes em economias emergentes do que nas centrais), reduzindo o espaço para reações pró-cíclicas.
Nesse contexto, a definição de uma meta de crescimento nominal do PIB me parece ser um aprimoramento de política econômica mais interessante do que um mero "resgate"...
BRÁULIO BORGES é economista-chefe da LCA Consultores