sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

Sendo do PSDB, só morto para entrar em lista de corrupto da mídia familiar.

Por que o Partido dos Trabalhadores não relança o site Muda Mais? Eu pagaria parar ler com o maior prazer. Poderia transformá-lo num jornal online. Precisamos de uma janela na internet para ver, ler e ouvir as mudanças do Brasil sob os governos do PT. Nós precisamos urgentemente de uma contra partida da mídia familiar seletiva. Os ataques serão cruéis em 2015, precisamos de iniciativa, precisamos do Muda Mais. Pago R$ 8,90 por mês na assinatura do jornal Correio do Brasil. Precisamos de inovação, iniciativa e de vontade de trabalhar. Vamos PT!


Quando é contra o PT o juiz não pode falar e é imediatamente ligado ao partido como se o estivesse protegendo. Mas se for para o 'Mensalão do PT' tem carta branca e pode acusar todos os dias e prender em feriado com a mídia em aeroportos filmando a entrada dos condenados no avião da Polícia Federal. É assim amigos a mídia familiar com sua isenção seletiva. Abaixo no dia de hoje coloquei várias reportagens para que sintam essa isenção na alma. A liberdade de expressão pela qual a presidenta Dilma Rousseff quase perdeu a vida é manchada todos os dias por essa imprensa familiar que me dá nojo.


Presidente do TSE descarta '3º turno' e garante Dilma


Juiz manda Twitter revelar usuários a Aécio. Por Daniela Lima e Alexandre Aragão. No jornal Folha de São Paulo.

Juiz manda Twitter revelar usuários a Aécio



A Justiça de São Paulo determinou a quebra dos sigilos cadastrais e eletrônicos de 20 usuários do Twitter que vincularam o senador Aécio Neves (PSDB-MG) a práticas criminosas e consumo de drogas. Os advogados do tucano agora terão acesso aos dados desses usuários, o que possibilitaria a identificação e pedido de punição individual.
A decisão, do último dia 12, atende a pedido feito pelo tucano durante a eleição. Na ação, Aécio requisitava acesso a dados de 66 usuários da rede social. O próprio tucano retirou, depois, 11 nomes do processo. Dos mencionados como "caluniadores" e "detratores", 35 foram isentados de culpa pelo juiz Helmer Augusto Toqueton Amaral.
A Folha noticiou a ação em setembro e apontou que jornalistas, cineastas e professores universitários eram donos de perfis denunciados pelos advogados de Aécio. Após ser procurada pela reportagem, a equipe jurídica da campanha do então presidenciável disse ter havido uma falha e fez um pente fino na lista, deixando 55 nomes.
VIDEO COPIADO DO YOUTUBE

Alan Marques/Folhapress
Os senadores da oposição Agripino Maia (DEM) Aécio Neves (PSDB) e Aloysio Nunes (PSDB)
Os senadores da oposição Agripino Maia (DEM) Aécio Neves (PSDB) e Aloysio Nunes (PSDB)
Na época, o juiz determinou que o Twitter repassasse os dados para o tribunal, ressalvando que nenhuma informação fosse repassada aos advogados de Aécio até a análise do conteúdo veiculado feito pelos perfis listados.
No dia 12, o magistrado decidiu que 20 dos perfis de fato produziram conteúdo que vinculou Aécio ao consumo ou tráfico de drogas.
"Inegável que nossa Carta Magna garante expressamente o direito à liberdade de expressão e a livre manifestação do pensamento", diz o juiz no início da sentença.
"Ocorre que, ao passo que nossa Constituição prestigia os direitos supramencionados, ela também reconhece a importância da inviolabilidade da intimidade, da vida privada, da honra e da imagem das pessoas, assegurando o direito à indenização caso ocorra alguma violação a tais garantias", conclui Amaral.
Os demais, segundo o magistrado, apenas republicaram links de internet, não podendo, portanto, ser responsabilizados como autores.
O Twitter recorreu alegando que os perfis têm direito a expressar opinião com liberdade e que a quebra representaria censura. Procurada nesta quinta (18), a empresa disse que tem como política não comentar processos legais.
Os advogados de Aécio, por sua vez, argumentaram que os usuários formam uma "rede" paga por adversários para disseminar conteúdo difamatório nas redes sociais. "Difamação e calúnia são crimes previstos no código penal e não se confundem com o livre direto de opinião", diz Juliana Abrusio, sócia do escritório que representa Aécio.

Em busca do diploma, Aécio vira piada nas redes. Por Paulo Nogueira. No Brasil 247.

Em busca do diploma, Aécio vira piada nas redes

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Ação tucana para que o senador Aécio Neves (PSDB-MG) fosse diplomado presidente ds República na noite de ontem, no lugar de Dilma Rousseff, que venceu a disputa presidencial, virou piada nas redes sociais; "Aécio quer o diploma porque o atestado de sanidade ele já não consegue", disse o jornalista e escritor Palmério Doria; "Em quem teria se inspirado o PSDB? No Fluminense, que escapou da segunda divisão no ano passado graças ao tapetão de última hora? No grande filme de Dustin Hoffman em que ele salva a amada de um casamento torto em plena igreja, quando ela, belíssima em seu vestido de noiva, estava prestes a dizer sim?", ironiza Paulo Nogueira, editor do DCM.



Brasil 247 - A extravagante ação judicial do PSDB, que ontem tentou fazer com que  o senador Aécio Neves fosse diplomado presidente da República, virou piada nas redes sociais. "Aécio quer o diploma porque o atestado de sanidade ele já não consegue", disse o jornalista e escritor Palmério Doria.
No Diário do Centro do Mundo, Paulo Nogueira também escreveu a respeito:
Aécio precisa ser informado de que perdeu
As pessoas se perguntavam nas redes sociais: é piada?
Mas não. Não era.
Pouco antes da diplomação de Dilma hoje, o PSDB solicitou ao TSE o seguinte. Que, em vez de Dilma, Aécio fosse diplomado.
Quer dizer: o PSDB quer cassar mais de 54 milhões de votos.
Há detalhes até engraçados. Você pode imaginar a cena: um mensageiro do PSDB vai em louca correria ao presidente do TSE para entregar-lhe o pedido e, ao chegar a seu escritório, descobre que ele já está diplomando Dilma.
Em quem teria se inspirado o PSDB? No Fluminense, que escapou da segunda divisão no ano passado graças ao tapetão de última hora?
No grande filme de Dustin Hoffman em que ele salva a amada de um casamento torto em plena igreja, quando ela, belíssima em seu vestido de noiva, estava prestes a dizer sim?
O desfecho seria perfeito, como comédia, se no momento em que Toffoli entregava o diploma a Dilma o presidente do PSDB, Aécio, irrompesse na sala e cantasse: “Por favor, pare agora. Senhor juiz, pare agora.”
Leia a íntegra em A tentativa do PSDB de diplomar Aécio e não Dilma.

Alckmin cobrará de 'gastões' taxa extra de água de até 50%. Por Fabrício Lobel. No jornal Folha de São Paulo. P.S. O PSDB sempre envolvido em problemas de gestão, ou falta luz ou falta água, coloca a culpa de sua incompetência no povo. É triste!

Crise da água



Alckmin cobrará de 'gastões' taxa extra de água de até 50%


Em meio à grave crise, medida vale a partir de janeiro em 31 cidades da Grande SP
Governo irá distribuir caixas-d'água, além de kits de redução de vazão para torneiras das residências
FABRÍCIO LOBEL DE SÃO PAULO Em meio à maior crise hídrica de São Paulo e com os seus reservatórios sob risco de colapso, o governador Geraldo Alckmin (PSDB) decidiu cobrar uma sobretaxa de até 50% daqueles que ampliarem o consumo de água em relação à média de fevereiro de 2013 a janeiro de 2014.
A chamada "tarifa de contingência" será aplicada a partir de 1º de janeiro aos clientes da Sabesp em 31 cidades da Grande São Paulo.
Quem tiver um aumento de consumo igual ou menor que 20% em relação à média terá acréscimo de 20% na conta.
Já os consumidores que gastarem acima de 20% em relação a sua média terão ônus de 50% na conta.
"Queremos que todos colaborem, que todos participem. A medida não tem caráter punitivo, mas educativo", disse o governador paulista.
CONSUMO BAIXO
Para adotar a medida, Alckmin precisava de autorização da Arsesp (agência reguladora estadual de saneamento).
Tanto o pedido do governo do Estado como a aprovação da agência ocorrem ao longo desta quinta-feira (18).
Estarão livres da sobretaxa aqueles com consumo considerado baixo --inferior a 10 metros cúbicos mensais.
Segundo o governo, se já estivesse ativa, a multa atingiria cerca de 440 mil consumidores. Alckmin tem se referido a ele como "gastões".
Desde maio o governo cogita aplicar essa tarifa extra. Na época, quando recuou às vésperas do período eleitoral, o governo falava em punições mais brandas, com limite de 20% do valor da conta.
Além dessa sobretaxa, o governo anunciou a extensão até o fim de 2015 do bônus de até 30% na conta para quem reduzir o consumo de água.
CAIXAS-D'ÁGUA
Alckmin anunciou ainda a distribuição de caixas-d'água de 500 litros para casas com problemas de abastecimento devido à redução da pressão nos canos da rede durante noites e madrugadas.
Dez mil casas já teriam sido identificadas para receber esses reservatórios, principalmente nas periferias e lugares altos, onde a água costuma faltar com frequência.
As caixas-d'água serão pagas pela Arsesp, ao custo de R$ 120 cada. A Sabesp também distribuirá kits de redução de vazão a ser instalados nas torneiras das casas.
Com as medidas, a meta do governo estadual é reduzir os atuais 59 m³/s consumidos na Grande São Paulo para 56,5 m³/s. Antes da crise de abastecimento, a metrópole consumia 73,2 m³/s.

No Blog do Kennedy. Por Daniela Martins.

Lista de Costa promete barulho, mas falta saber detalhes da delação

Postado por: Daniela Martins
É importante a reportagem do jornal “O Estado de S. Paulo’ que traz pela primeira vez o que seria a lista completa dos políticos acusados por Paulo Roberto Costa na delação premiada. A lista dá dimensão do potencial dano ao Congresso, ao governo e à oposição.
Durante duas semanas, em oitenta depoimentos, o ex-diretor de Abastecimento da Petrobras listou vinte e oito políticos que teriam sido beneficiados por um esquema de corrupção na estatal. O governo e seus aliados são os mais atingidos.
Da oposição, Costa citou duas pessoas que já morreram: Eduardo Campos, que foi governador de Pernambuco e candidato do PSB a presidente, e Sérgio Guerra, que presidiu o PSDB.
Do campo governista, seriam 26 nomes. Principais citados: o ex-ministro Antonio Palocci, a senadora Gleisi Hoffman (PT-PR), o senador Humberto Costa (PT-PE), o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), o presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), o presidente do PP, o senador Ciro Nogueira (PI), o ex-governador do Rio, Sérgio Cabral (PMDB) e a ex-governadora do Maranhão, Roseana Sarney (PMDB). Há mais uma série de deputados, senadores, um ex-ministro, entre outros.
Muitas das acusações já vieram a público e foram negadas por todos eles. Será preciso ver o detalhamento do depoimento de Paulo Roberto Costa para saber se há material para justificar condenações em eventuais processos. Por ora, são acusações que têm de ser provadas na Justiça.
Costa era um operador dos recursos. Esse tipo de coisa é feita na base da confiança. O operador precisa fazer um registro. Se ele tiver os detalhes exatos de como a eventual propina foi paga, vai complicar a vida de políticos importantes.
Essa reportagem fala apenas da delação de Costa. Ainda há a de Alberto Youssef, que foi um grande operador do PP, além das delações de executivos e de outros operadores. Portanto, isso é apenas a ponta de um iceberg, que ainda vai depender de convencer o procurador-geral da República, Rodrigo Janot.
O procurador-geral analisará os casos que têm foro privilegiado e devem ser julgados no Supremo Tribunal Federal. Os políticos sem prerrogativa de foro ficarão a cargo dos demais integrantes do Ministério Público que participam da Operação Lava Jato. Esse é caso tende a esquentar ainda mais.
Dessa lista de Costa, o único cotado como possível ministro num segundo mandato é o atual presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves, que não se elegeu governador do Rio Grande do Norte e vai ficar sem mandato parlamentar.
Caberá à presidente Dilma Rousseff fazer uma avaliação de custo e benefício. Dilma tem conversa marcada hoje com o vice-presidente da República, Michel Temer, justamente para discutir a reforma ministerial e o espaço do PMDB.
O partido deverá ter seis pastas, mas apresentou oito nomes. Henrique Alves tem forte apoio da bancada do PMDB na Câmara dos Deputados. É uma bancada já meio rebelada em relação ao governo. Se atender à bancada, a presidente corre o risco de ver um futuro ministro em crise. Se não atender, comprará mais uma briga com o líder do PMDB na Câmara, Eduardo Cunha (RJ), que hoje é favorito para se eleger presidente da Câmara.
O PP também sofrerá o efeito da lista divulgada. Como o partido é bastante atingido, isso enfraquece a legenda na reforma ministerial. O PP deverá perder a pasta das Cidades para o PSD. O ex-prefeito de São Paulo, Gilberto Kasssab, deverá ser o futuro ministro das Cidades. O PP tende a sofrer um dano político que reduzirá sua influência no governo.
Como disse a presidente da República, não é fácil montar ministério. Aliás, ela já está bem atrasada nessa montagem. Faz mais de 50 dias que se reelegeu e ainda não se sabe com quem ela vai governar no segundo mandato.

Youssef perderá benefícios se tiver omitido algum político na delação. Por Paulo Gama. No jornal Folha de São Paulo.



Perfil A coluna Painel, editada por Vera Magalhães, é publicada diariamente em 'Poder'
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Youssef perderá benefícios se tiver omitido algum político na delação

Por Paulo Gama

Preto no branco O acordo de delação premiada de Alberto Youssef, que deve ser homologado hoje no Supremo pelo ministro Teori Zavascki, prevê que os termos serão invalidados caso sejam descobertas contas no exterior ligadas a ele que tenham sido omitidas em seus depoimentos. Youssef também perderá os benefícios caso surjam nas investigações sobre a Petrobras nomes de políticos que o doleiro não tenha revelado nas mais de 100 horas de declarações à força-tarefa da Operação Lava Jato.
Aperta O Ministério Público Federal decidiu aplicar mais rigor às regras da delação premiada porque o doleiro descumpriu, em 2004, um acordo semelhante firmado durante o caso do Banestado.
Afrouxa O acordo atual prevê a redução do tempo que Youssef pode ficar preso pelos crimes que cometeu e a aplicação de um regime de pena mais brando ao doleiro.
Sem indulto Ministros do Supremo estão certos de que os advogados vão aproveitar o recesso do Judiciário para pedir a libertação dos empresários presos na Lava Jato, mas creem que o presidente Ricardo Lewandowski deve negar os habeas corpus.

Presidente Dilma é diplomada para próximo mandato. Por Severino Motta e Mariana Haubert. No jornal Folha de São Paulo.

Presidente Dilma é diplomada para próximo mandato


A presidente, Dilma Rousseff, e seu vice, Michel Temer, foram diplomados na noite desta quinta-feira (18) para o próximo mandato no comando do Executivo nacional.
O diploma lhes foi entregue em sessão no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) e assinado pelo presidente da corte, Dias Toffoli.
Ao entregar os documentos, Toffoli leu o texto gravado nas peças.
"Pela vontade do povo brasileiro expressa nas urnas em 26 de outubro de 2014, Dilma Vana Rousseff, candidata pela coligação Com a Força do Povo (PT, PMDB, PRB, PP, PDT, PR, PSD, PC do B, Pros) foi eleita presidente da República pelo voto de 54.501.118 eleitores. Em testemunho desse fato, a Justiça Eleitoral expediu-lhe o presente diploma, que lhe habilita à investidura perante o Congresso nacional em 1º de janeiro de 2015 nos termos da Constituição Federal".

Sérgio Lima/Folhapress
Diplomação da presidente Dilma Rousseff para o seu segundo mandato
Diplomação da presidente Dilma Rousseff para o seu segundo mandato

Comissão da Verdade deixa uma grande mágoa, diz general. Por Ricardo Borges. Folhapress.

Crimes da Ditadura

Comissão da Verdade deixa uma grande mágoa, diz general


Ricardo Borges - 18.dez.2014/Folhapress
O general Gilberto Pimentel, presidente do Clube Militar
O general Gilberto Pimentel, presidente do Clube Militar

Desde a divulgação do relatório final da Comissão Nacional da Verdade, o general Gilberto Pimentel, 74, presidente do Clube Militar, protesta contra o documento. "Está contaminado", diz.
Em entrevista à Folha, o militar da reserva garante que as Forças Armadas não pensam em voltar ao poder e discorda de se ligar os generais à prática de torturas.
*
O que o sr. achou do trabalho da Comissão da Verdade?
A comissão tinha o objetivo restabelecer a memória, a história, a verdade. O relatório final mostra que a comissão está contaminada ideologicamente. Todos simpatizantes da esquerda, aquele pessoal que agiu em 1964.
Os componentes deveriam ser historiadores. Deu no que deu. A comissão falhou na intenção de cooperar para a conciliação nacional. Eles deixam uma grande mágoa.
O relatório foi direcionado?
A lista nomeou todos os presidentes, todo aquele pessoal que trabalhou como ministro das Forças, generais da área de inteligência. Não foi imparcial. Incrimina nossos instrutores nas escolas. Gente como o brigadeiro Eduardo Gomes, patrono da Força Aérea. Colocou o Castelo Branco, que era um legalista.
A tese da comissão é que os dirigentes militares tinham conhecimento das torturas.
Você vê hoje a dificuldade da presidente Dilma em caracterizar a responsabilidade da presidente da Petrobras [Graça Foster] no escândalo que envolve a empresa. A Petrobras me parece contaminada, mas ela acha que a presidente não tem culpa. Por que os militares teriam?
Mas não houve tortura?
A luta armada de 1964 teve excesso dos dois lados. Imaginar que a tortura fosse institucionalizada é exagero. A nossa formação não admite isso. Foi um período de exceção, de Guerra Fria. Agora é que essa coisa está terminando, com a paz entre Cuba e EUA.
E o que aconteceu?
Aquilo foi uma luta, que espero que nunca mais se repita no Brasil. Não teve nenhum santo do lado de lá. O que eles desejavam era implantar uma ditadura comunista no Brasil, e houve uma reação das Forças Armadas. E essa reação apenas surgiu depois que a imprensa e a sociedade nos pressionaram. Se você ler os jornais da época, todos pediam que impedíssemos que nosso país se tornasse uma ditadura do proletariado.
Foram aí os excessos?
O terrorismo começou no em 1966, com o atentado no aeroporto de Guararapes. Aquilo foi uma luta, uma guerra. Com toda a oposição que temos contra o governo dos presidentes Lula e Dilma, reconhecemos que foram eleitos e respeitam a democracia. Diferente de 64 quando o presidente [João Goulart] queria subverter a ordem.
O sr. é a favor do retorno dos militares ao poder?
É evidente que a nossa experiência mostrou que isso não é uma solução para o país. Não se pode viver sob o regime militar. É ao governante civil que cabe conduzir o país. Nossa função é outra. O que aconteceu em 1964 foi uma exceção. Agora, os governantes precisam ter juízo.
Como assim juízo?
É preciso ter critério neste desejo do governo em ajudar as classes mais pobres do país. Você não pode simplesmente, no desejo do populismo, não pensar em um planejamento que torne a pessoa independente. Vemos isso com restrição. Nos preocupa ainda a ligação do país com os seus vizinhos. Quem diz que a Venezuela é uma boa companhia para a gente?
Quem seria boa companhia?
Devem ser os países da América do Sul e as grandes potências, como os EUA. Cuba não é uma boa companhia para o Brasil. É uma ditadura. De repente, os nossos governantes têm uma simpatia especial com eles. Por que os médicos que vem ao Brasil precisam ser de Cuba?
A Anistia deve ser revisada?
Não. Se você mexe nela, você desmoraliza um acordo. Ela deve ser ampla e irrestrita. Uma das razões de nós termos restrições à Comissão da Verdade é que o final do filme é derrubar a Anistia. Eles querem rever a lei para levar aos tribunais os agentes do Estado. Só de um lado. O outro lado está perdoado e indenizado. Agora, querem ver os militares nos tribunais.

“Perdi a eleição para uma organização criminosa”, diz Aécio

“Perdi a eleição para uma organização criminosa”, diz Aécio

O senador e ex-candidato à presidência pelo PSDB disse ser representante do sentimento de indignação da população
por Redação — publicado 01/12/2014 17:55
Reprodução Globo News
Aécio
Aécio Neves: "Eu passei a ser porta voz de um sentimento de mudança e indignação"

Em entrevista veiculada pelo canal Globo News, o ex-candidato à presidência pelo PSDB Aécio Neves afirmou que perdeu as eleições para “uma organização criminosa”. “Eu não perdi a eleição para um partido político, eu perdi a eleição para uma organização criminosa que se instalou no seio de algumas empresas brasileiras, patrocinadas por este grupo político que ai está”, acusou Aécio.
Roberto D’Avila, a quem Aécio concedeu entrevista, perguntou como o senador se preparou para uma campanha classificada como “a mais dura desde 1989” pelo jornalista. “Essa campanha passará para a história com duas marcas, diametralmente opostas. A primeira, protagonizada pelos nossos adversários, foi marcada por sordidez, calúnias, ofensas, aparelhamento da máquina pública, chantagem com os mais pobres, dizendo que nós terminaríamos com todos os programas sociais. (...) Essa sordidez para se manter no poder é uma marca perversa que essa eleição deixará”, criticou Aécio.
A segunda marca, segundo o candidato, foi protagonizada por sua campanha, representada por “pessoas que nunca tiveram vinculação partidária, jamais militaram politicamente, mas acreditaram em um país melhor, pegaram as bandeiras e foram para as ruas.”
D'Avila também questionou Aécio sobre seu comportamento durante os debates com a candidata e presidenta Dilma. "Eu tinha que ser firme e sempre busquei ser respeitoso. Nesses debates eu representava um sentimento que eu colhia no dia anterior ou no mesmo dia, eu passei a ser porta-voz de um sentimento de mudança e indignação".
Dilma ganhou as eleições com 54,5 milhões de votos, enquanto Aécio ficou em segundo com 51 milhões. Após o pleito, manifestações pedindo o impeachment da petista e até um golpe militar para barrar um novo governo do PT foram registradas, algumas delas com participação de políticos do PSDB, que atribuem o golpismo a uma fração minoritária dos manifestantes.
O presidente do PT Rui Falcão afirmou em sua conta pessoal do Twitter e em notícia publicada pela Agência PT que o partido interpelará Aécio por ter chamado a legenda de "organização criminosa". "Já estamos interpelando o senador mineiro derrotado. Em seguida, processo crime no STF. O PT não leva recado para casa...", escreveu Falcão.

No jornal Folha de São Paulo. P.S. O único político do PSDB envolvido em corrupção morreu e no PSB pasmem também morreu.

Lista de delator da Petrobras cita nomes de 28 políticos, diz jornal



O ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa listou o nome de 28 políticos supostamente envolvidos no escândalo na estatal durante cerca de 80 depoimentos em âmbito de delação premiada na Operação Lava Jato, ocorridos entre agosto e setembro, segundo informações do jornal "O Estado de S. Paulo".
Segundo a reportagem, a lista de políticos envolvidos no esquema inclui um ministro e ex-ministros do governo Dilma Rousseff (PT), deputados, senadores, um governador e ex-governadores. Na relação constam nomes de parlamentares da base aliada do governo e da oposição. Na lista dos partidos estão PT, PMDB, PSB, PSDB e PP.
Veja abaixo os nomes presentes na lista de Paulo Roberto Costa, segundo o jornal:
PT
Antonio Palocci - ex-ministro dos governos Lula e Dilma
Gleisi Hoffmann - senadora (PR) e ex-ministra da Casa Civil
Humberto Costa - senador (PE) e líder do PT na Casa
Lindbergh Farias - senador (RJ)
Tião Viana - governador reeleito do Acre
Delcídio Amaral - senador (MS)
Cândido Vaccarezza - deputado federal (SP)
Vander Loubet - deputado federal (MS)
PMDB
Renan Calheiros - presidente do Senado (AL)
Edison Lobão - ministro de Minas e Energia
Henrique Eduardo Alves - presidente da Câmara (RN)
Sérgio Cabral - ex-governador do Rio de Janeiro
Roseana Sarney - ex-governadora do Maranhão
Valdir Raupp - senador (RO) e 1º vice-presidente do partido
Romero Jucá - senador (RR)
Alexandre José dos Santos - deputado federal (RJ)
PSB
Eduardo Campos - governador de Pernambuco de 2007 a 2014 (morto em 2014)
PSDB
Sérgio Guerra - presidente nacional do PSDB de 2007 a 2013 (morto em 2014)
PP
Ciro Nogueira - senador (PI)
João Pizzolatti - deputado federal (SC)
Nelson Meurer - deputado federal (PR)
Simão Sessim - deputado federal (RJ)
José Otávio Germano - deputado federal (RS)
Benedito de Lira - senador (AL)
Mário Negromonte - ex-ministro de Cidades
Luiz Fernando Faria - deputado federal (MG)
Pedro Corrêa - ex-deputado federal (PE)
Aline Lemos de Oliveira - deputada federal (SP)
OUTRO LADO
Procurados pela reportagem do jornal, os citados negam qualquer envolvimento. Apenas os senadores Delcídio Amaral (PT-MS) e Benedito de Lira (PP-AL) e os deputados José Otávio Germano (PP-RS) e Simão Sessim (PP-RJ) não quiseram se pronunciar.
ESCÂNDALO
Iniciada em março deste ano, a Operação Lava Jato investiga o esquema de lavagem e desvios de dinheiro em contratos assinados entre empreiteiras e a Petrobras, que somam R$ 59 bilhões, considerando o período de 2003 a 2014.
Segundo as investigações, parte desses contratos se destinava a "esquentar" o dinheiro que irrigava o caixa de políticos e campanhas no país.
Na sétima fase da operação, a Polícia Federal prendeu 23 executivos, entre eles presidentes de empreiteiras e o ex-diretor da Petrobras Renato Duque, ligado ao PT.

Por que os grupos de mídia atacam os blogs?

Porque os grupos de mídia atacam os blogs


Na edição de ontem, a Folha publicou um resumo dos gastos de publicidade das empresas públicas. Entre os mais de 5 mil veículos programados, o jornal definiu uma curiosa subdivisão: as verbas dos grupos de mídia e as verbas dos blogs e jornais online independentes - classificados como "aliados do governo".
Na relação de mídia há rádios, sites de todos os tipos, revistas semanais ou revistas especializadas. Por que a fixação nos blogs - e em revistas independentes, como a Carta Capital - que receberam parcelas ínfimas da publicidade pública?
Essa implicância se explica por dois fenômenos centrais na crise dos grupos de mídia.
O monopólio da audiência
O primeiro deles é o fim do monopólio da audiência.
Na era pré-Internet, havia enormes barreiras de entrada a novos grupos de mídia.
Na imprensa escrita, nunca houve competição, pela necessidade de investimentos a se perder de vista; na televisiva e radiofônica, pelo cartório das concessões.
Com a diversificação editorial no mercado de revistas, montou-se uma estrutura oligopolista, um pacto entre grupos de mídia e agências de publicidade (em torno do Bônus de Veiculação) que tem como agente legitimador o IVC (Instituto Verificador de Circulação).
Quando começou a cair a tiragem da Veja, um dos estratagemas consistia em prorrogar a assinatura, mesmo sem o consentimento do assinante e mesmo sem pagamento. Ou então proceder a uma vasta distribuição de assinaturas. Tudo entrava na conta das assinaturas pagas – a métrica que vale para medir tiragem. O custo da distribuição compensava mais do que a queda proporcional no faturamento publicitário.
No caso das TVs, o agente legitimador é o IBOPE. No último ano houve uma queda radical da audiência da Globo. Há suspeitas no ar de que essa aceleração da queda foi uma espécie de encontro de contas, ante a iminência da entrada de novos medidores de audiência e também da venda do IBOPE para um grupo internacional.
Até então, as agências de publicidade admitiam anunciar apenas em veículos auditados ou pelo IVC ou pelo IBOPE.
Com a Internet, duas barreiras deixaram de existir: a barreira da audiência e a barreira dos medidores de audiência.
A audiência de qualquer site ou blog pode ser auditada em tempo real por sistemas do Google ou por sistemas mais especializados. E o mercado de mídia deixou de ter audiências segmentadas por veículos.
A Internet rompeu definitivamente as barreiras entre a mídia e outros setores. A disputa por públicos passa por sites de compras, portais de entretenimento, grupos religiosos, torcidas de futebol. Todos esses grupos se acotovelam na Internet disputando públicos e publicidade.
O anunciante quer resultados. O que vende mais carro ou imóvel: uma publicidade em jornal impresso, em um site jornalístico ou em um portal especializado? O anúncio de uma geladeira é mais eficaz na página interna de um jornal ou no site de uma loja de departamentos?
Esse é o drama: portais de comércio online ou de outros tipos de audiência passaram a competir no mercado publicitário com os grupos jornalísticos.
O ranking da Alexa (o mais conhecido medidor de audiência em Internet) traz dados surpreendentes sobre o Brasil.
Na lista dos 25 sítios de maior audiência do país, os quatro primeiros são de redes internacionais: Google brasileiro, Facebook, Google internacional, Youtube. Só então aparecem dois brasileiros: Uol e Globo. Na sequência, quatro estrangeiros: Yahoo, Live (antigo Hotmail), Allexpress, Youradexchange. Na 10o posição o Mercado Livre; na 13a o Netshoes; na 16a o Megaoferta. Só então a Abril na 17o. Por alguma razão não entrou o Buscapé – que tem enorme audiência.
Nos Estados Unidos, os dois últimos bastiões da imprensa – os anúncios de produtos nacionais e os classificados – já migraram para outros veículos digitais.
O monopólio da informação/opinião
O que resta para os grupos de mídia? O último diferencial, exaustivamente explorado por Rupert Murdoch: o uso despudorado do poder de opinião.
O mercado de opinião é composto de diversos subgrupos homogêneos: operadores de direito, igrejas, torcidas de futebol, políticos, militares, sindicalistas, movimentos sociais.
A força maior dos grupos de mídia está na sua influência sobre os grupos centrais de poder: mundo jurídico, político, militar e econômico.
Embora numericamente desimportantes, esses grupos é que decidem políticas econômicas,  controlam  verbas privadas de publicidade, influenciam decisões judiciais, aprovam leis e controlam o próprio aparelho do Estado - e, através dele, mantem o controle sobre as grandes compras públicas do seu mercado, dentre as quais publicidade, assinaturas, livros didáticos etc., além de regalias no tratamento fiscal, com sucessivos perdões de dívida, inacessíveis às empresas comuns.
Por isso mesmo, é um terreno defendido a ferro e fogo, com uma gana dos antigos coronéis nordestinos.
Dia desses conversava com o presidente de um grande grupo nacional, que já entrou em diversos setores. “Em cada setor, me dizia ele, as empresas já existentes nos tratam como concorrentes. No caso da mídia, qualquer ensaio de entrada e já somos tratados como inimigos”.
Pois justamente esse centro derradeiro de influência foi invadido nos últimos anos pelos zumbidos de um enxame de abelhas, os blogs.
Antes, o mercado de opinião era subdividido entre a linha noticiosa dos jornais e seus colunistas. Nas décadas de 90 e metade de 2.000, ainda sob os efeitos da marcha das diretas e da redemocratização, esse modelo permitiu uma razoável diversidade e uma relativa autonomia dos colunistas.
A partir de 2005 encerrou-se o pacto e os grupos de mídia montaram sua estratégia de guerra, visando a conquista do poder político. Aboliu-se o contraditório dos jornais, o direito de resposta. E passou-se a recorrer às reportagens como armas de guerra, sem preocupação até com a verossimilhança das informações veiculadas.
Esse modelo era de mais difícil aplicação nos anos 90 graças a algum espaço para a metacrítica jornalística. Quando o pacto aboliu as críticas entre jornais e entre colunistas, a imprensa perdeu o rumo. Não havia mais riscos em serem desmascarados mesmo nas matérias mais estapafúrdias.
Perdeu a diversidade e  os grupos de mídia - ainda influentes - passaram a falar para uma audiência restrita e hidrófoba, deixando ao relento os leitores mais qualificados, formadores de opinião.
É aí que surgem os blogs, cumprindo a função do colunismo sem amarras, valendo-se do poder de disseminação de informações da Internet. Basta um blog desmontar uma reportagem da grande mídia para o artigo se espalhar como rastilho pela blogosfera.
Pela primeira vez, a mídia se viu frente a críticos que transitavam na mesma plataforma tecnológica. Antes, o enfrentamento se dava via mimeógrafo, xerox e cartazes.
Estratégias de desqualificação
Os blogs têm audiência e atuam no creme do mercado de opinião: os formadores de opinião, que transitam entre blogs mais à esquerda e mais à direita para formar sua opinião. É um público qualificado, de adultos, bancarizados.
Muitos dos blogs tentam se estruturar como empresas. Como tal, alugam escritórios, contratam jornalistas, contatos publicitários etc.
Os ataques dos jornais - nítido na matéria da Folha - consistem em explorar a desinformação dos seus leitores, tratando o faturamento publicitário como se fosse uma mesada a uma pessoa física e não a compra de um espaço publicitário do mesmo nível daquele oferecido pelos grandes grupos jornalísticos.
Ou então, desqualificando a posição dos blogs. Mesmo que existam críticos do governo, não vale a crítica pontual – ou o elogio pontual. Só se aceita o padrão de guerra total dos grupos de mídia. E não se tolera o contraponto ao que a mídia publica.
Obviamente a desproporção de forças é imensa assim como a força de coerção preservada pelos grupos de mídia.
Tome-se o caso dos Correios em 2013 – com informações extraídas das planilhas da Secom.
Os Correios estão no centro do fogo da Lava Jato. Hoje em dia, é a empresa pública mais vulnerável, com estripulias diversas nas licitações internas, no aparelhamento e no Postalis, seu fundo de pensão.
Jamais mereceu uma reportagem mais aprofundada, apesar de fartamente citado nas declarações de Alberto Yousseff. E essa blindagem é garantida diretamente pela maneira como distribuir suas verbas.
Em 2013, empenhou R$ 544 milhões em verbas publicitárias.
Desse total, destinou R$ 46 milhões para a TV Globo; R$ 3,3 milhões para a Editora Globo; R$ 1,4 milhão para a CBN; R$ 8,6 milhões para os canais a cabo da Globo; R$ 9 milhões para a rádio Globo.
Dentre os impressos, destinou R$ 5 milhões para a revista Veja; para as demais revistas da Abril, mais R$ 2 milhões.
Não incluiu nenhum veículo online alternativo para não incorrer na ira dos grupos de mídia.
Suspeitas não são as empresas que programam blogs ou mídia alternativa. São as que temem programá-los, por terem alguma forma de rabo preso.

A lista do delator dos roubos na Petrobras é a pura verdade. Quem rouba no PSDB já morreu e o ex-candidato à presidência da República Eduardo Campos pelo PSB, que tinha como vice a ex-senadora Osmarina Silva da Rede de Sustentabilidade, que fatalmente não tem nada com isso, é acusado de corrupção, mas também está morto.

Taxa de desemprego fica em 4,8% em novembro deste ano. Não leia na mídia familiar.



Taxa de desemprego fica em 4,8% em novembro deste ano

População desocupada ficou em 1,2 milhão de pessoas no mês, sem variação significativa ante outubro e novembro

iG Minas Gerais | AGÊNCIA BRASIL |
A taxa de desemprego ficou em 4,8% em novembro deste ano. A taxa está acima das observadas em outubro deste ano (4,7%) e em novembro do ano passado (4,6%). Os dados são da Pesquisa Mensal de Emprego (PME), divulgada nesta sexta-feira (19) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
A população desocupada ficou em 1,2 milhão de pessoas no mês, sem variação significativa ante outubro e novembro. O contingente de pessoas ocupadas manteve-se em 23,4 milhões de pessoas nas seis regiões metropolitanas pesquisadas pelo IBGE.
O número de pessoas com carteira assinada no setor privado também manteve-se estável, em 11,8 milhões.

No Blog Língua de Trapo. A tentativa do PSDB de diplomar Aécio e não Dilma. Por Paulo Nogueira.



CHACOTA NACIONAL

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A tentativa do PSDB de diplomar Aécio e não Dilma


As pessoas se perguntavam nas redes sociais: é piada?
Mas não. Não era.
Pouco antes da diplomação de Dilma hoje, o PSDB solicitou ao TSE o seguinte. Que, em vez de Dilma, Aécio fosse diplomado.
Quer dizer: o PSDB quer cassar mais de 54 milhões de votos.
Há detalhes até engraçados. Você pode imaginar a cena: um mensageiro do PSDB vai em louca correria ao presidente do TSE para entregar-lhe o pedido e, ao chegar a seu escritório, descobre que ele já está diplomando Dilma.
Em quem teria se inspirado o PSDB? No Fluminense, que escapou da segunda divisão no ano passado graças ao tapetão de última hora?
No grande filme de Dustin Hoffman em que ele salva a amada de um casamento torto em plena igreja, quando ela, belíssima em seu vestido de noiva, estava prestes a dizer sim?
O desfecho seria perfeito, como comédia, se no momento em que Toffoli entregava o diploma a Dilma o presidente do PSDB, Aécio, irrompesse na sala e cantasse: “Por favor, pare agora. Senhor juiz, pare agora.”
O final não foi este, e sim o esperado. Dilma foi diplomada e fez um discurso em que sublinhou seu compromisso com a “justiça social”. Falou também num “grande pacto”, de todos os poderes da República, contra a corrupção.
O tempo dirá quanto ela cumprirá da agenda ampla que anunciou nesta noite da diplomação.
Só se poderá julgar o segundo mandato de Dilma com o correr dos longos dias.
Desde já, no entanto, é legítimo dizer que a tentativa do PSDB de colocar o diploma nas mãos de Aécio, e não de Dilma, é um dos capítulos mais patéticos da história política nacional.
O PSDB já não está mais se comportando como um grupo reacionário e disposto a tudo para chegar ao Planalto por quaisquer meios. Está agindo como um bando de lunáticos.

Não leia na mídia familiar seletiva.

No Mercosul, Dilma chora ao homenagear Mujica

Foto: Roberto Stuckert Filho/ PR: PParaná, Província de Entre Ríos/Argentina, 17/12/2014. Presidenta Dilma Rousseff durante cerimônia de abertura da XLVII Cúpula do Mercosul e Estados Associados. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR
Presidente elogia legado de líder uruguaio que "ultrapassa América Latina" e diz que ele "será sempre fonte de inspiração para todos".

19 de Dezembro de 2014 às 08:19

Opera Mundi - "Eu quero dirigir-me muito especialmente ao companheiro Pepe Mujica para manifestar minha alegria pelo privilégio de tê-lo conhecido e pelo seu convívio", declarou a presidente do Brasil, Dilma Rousseff, durante a 47ª Cúpula do Mercosul, realizada nesta semana na cidade argentina de Paraná.
"Tenho emoção – e olha que eu estou me emocionando viu, Pepe – por contar com sua amizade e meu imenso agradecimento por ter contado com a sua colaboração", elogiou a mandatária brasileira, com os olhos embargados. "Seu legado ultrapassa o Uruguai e a América Latina e será sempre fonte de inspiração para todos", completou.
O discurso foi aplaudido de pé por todos os chefes de Estado que participavam da reunião, entre eles, a presidente da Argentina, Cristina Kirchner, e o líder da Venezuela, Nicolás Maduro. Dilma assumiu na quarta-feira (17/12) a presidência temporária do Mercosul pela segunda vez com o desafio de revitalizar o bloco sul-americano, pressionado por problemas de balança comercial e com a necessidade de se abrir para novos mercados.
Entre os principais comunicados emitidos durante esta 47ª reunião de cúpula do Mercosul, estiveram acordos sobre energias renováveis, impulsionados pelo Equador, o apoio do bloco à reeleição do brasileiro José Graziano da Silva para a diretoria-geral da FAO (Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação) e o incentivo à regulamentação da negociação de dívidas soberanas.

Do site DefesaNet. Não veja na mídia familiar.


17 de Dezembro, 2014 - 12:00 ( Brasília )

Navio hidroceanográfico fluvial 'Rio Branco' é incorporado à Marinha do Brasil


Foto: Estaleiro INACE

A Marinha do Brasil incorpora à Armada nesta quarta-feira (17) o navio hidroceanográfico fluvial (NHoFlu) “Rio Branco”. A cerimônia de batismo, Mostra de Armamento e Transferência para o Setor Operativo acontece no Cais da Indústria Naval do Ceará (Inace), em Fortaleza (CE). A cerimônia é presidida pelo chefe do Estado-Maior da Armada, almirante-de-Esquadra Wilson Barbosa Guerra.
Com cerca de 70% de conteúdo nacional, o NHoFlu “Rio Branco” teve seu projeto de concepção realizado pelo Centro de Projetos de Navios, tendo sido posteriormente detalhado pelo estaleiro Inace, contratado após ter sido selecionado em processo licitatório. Tal comprometimento com a construção do NHoFlu pelo estaleiro demandou um incremento em sua capacidade tecnológica na construção de navios militares e de pesquisa, gerando empregos e contribuindo para o fortalecimento da indústria naval.
Destacam-se os aprimoramentos introduzidos nas linhas de casco, que possibilitaram a redução do custo de posse do navio, moderno Sistema de Controle e Monitoramento (SCM) e a incorporação tecnológica do sistema de sanitários a vácuo e de uma Unidade de Tratamento de Águas Servidas (UTAS), que incorporam importantes conceitos de sustentabilidade.
O navio possui as seguintes características: comprimento total - 47,34 metros, comprimento entre perpendiculares - 44,40 metros, boca máxima - 8,45 metros, pontal - 3,55 metros, deslocamento leve 352,9 toneladas, deslocamento carregado 610,6 toneladas, calado leve - 1,25 metro, calado carregado - 1,97 metro, tripulação: 6 oficiais, 8 SO/SG e 22 CB/MN, principais compartimentos (relacionados com a atividade fim): laboratório seco; laboratório úmido; paiol de amostras; e paiol de hidrografia.
O NHoFlu “Rio Branco” recebe o nome em homenagem ao rio homônimo, que nasce no estado de Roraima, e tem sua foz no rio Negro, e ao Barão do Rio Branco, considerado o patrono da diplomacia brasileira.
O navio será empregado na coleta de dados hidroceanográficos e em atividades inerentes à segurança da navegação. Adicionalmente, poderá ser empregado na formação e adestramento de pessoal, nas ações de presença em função de necessidades da política externa brasileira, na coleta de dados ambientais em apoio ao planejamento e à execução de operações ribeirinhas e em missões de esclarecimento. Também poderá realizar, de maneira limitada, socorro e obtenção de informações operacionais, em apoio aos órgãos governamentais, na defesa civil, nas ações cívico-sociais e na preservação do meio ambiente, bem como prover apoio logístico restrito aos avisos hidroceanográficos fluviais (AvHoFlu), durante a realização de campanhas hidroceanográficas.
A obtenção do navio está inserida no Projeto de Cartografia da Amazônia, realizado em parceria com o Exército Brasileiro, a Força Aérea Brasileira e o Serviço Geológico do Brasil, sob coordenação do Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (CENSIPAM), órgão subordinado ao Ministério da Defesa e responsável pelo repasse dos recursos financeiros.
Coube à Marinha do Brasil (MB), por meio da Diretoria de Hidrografia e Navegação (DHN), coordenar o Subprojeto de Cartografia Náutica, de modo a apresentar, como produto final dos trabalhos, cartas náuticas da Bacia Amazônica atualizadas na escala de 1:100.000.
A MB apresentou a necessidade de novos meios navais para execução dos levantamentos hidrográficos, sendo contemplada com recursos para a obtenção por construção de quatro avisos hidroceanográficos fluviais (AvHoFlu) e um navio hidroceanográfico fluvial (NHoFlu).


Características principais:
Comprimento Total:    47,34 m

Boca Máxima:   8,45 m

Pontal:   3,55 m
Calado Máximo:    1,90 m
Deslocamento Carregado:    559,0 t
Velocidade Máxima:  11 nós
Velocidade de Cruzeiro:   8 nós
Raio de Ação:   9255 milhas
Tripulação:  38 homens (+5 Extra)

Barack Obama prevê novas ações executivas para melhorar relação com Cuba. No jornal Correio do Brasil.

Barack Obama prevê novas ações executivas para melhorar relação com Cuba

19/12/2014 14:10

Presidente dos EUA, Barack Obama
Presidente dos EUA, Barack Obama

Novas medidas executivas vinculadas a melhorar as relações entre Cuba e Estados Unidos serão emitidas no próximo mês pelo presidente estadunidense, Barack Obama, indicaram funcionários da Casa Branca citados pelo The New York Times.
Segundo essas fontes, as medidas terão como propósito aliviar a pressão do bloqueio econômico imposto à ilha desde 1962.
Esses funcionários do governo confirmaram que o presidente utilizará seu poder executivo para suspender as restrições às viagens de cidadãos estadunidenses a Cuba, bem como a melhoria do comércio e as atividades financeiras, acrescenta o The New York Times.
As ações de Obama para Cuba serão apenas o começo do que alguns membros da equipe da Casa Branca e especialistas em política exterior descrevem como um amplo conjunto de mudanças, que o presidente pode fazer por sua conta para restabelecer os laços comerciais e diplomáticos com Havana.
O Times destaca também que o Departamento do Tesouro emitirá uma série de regulamentações para facilitar as exportações agrícolas e estabelecer relações bancárias.
O Departamento de Comércio também dará passos para que empresas dos Estados Unidos possam exportar equipamentos de construção e telecomunicações, entre outros investimentos.
O The New York Times confirmou também que o Departamento de Estado começou uma revisão que poderia levar à eliminação de Cuba da lista de Estados patrocinadores do terrorismo, retirando um obstáculo importante para que Havana possa acessar serviços comerciais e bancários em todo o mundo.
A secretária de Estado adjunta para Assuntos do Hemisfério Ocidental, Roberta S. Jacobson, liderará uma equipe de funcionários estadunidenses que visitarão Havana próximo ao final de janeiro, para discutir a restauração das relações diplomáticas, bem como questões vinculadas aos acordos migratórios de 1995.
Por sua vez, funcionários do Departamento do Tesouro e do Departamento de Comércio estão se movendo rapidamente para derrubar os obstáculos regulamentares que limitam a capacidade dos cidadãos estadunidenses a viajar e realizar transações financeiras em Cuba.
O Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros do Departamento do Tesouro eliminará uma medida que requer que os estadunidenses elegíveis para viajar a Cuba devam receber uma permissão especial do Governo que justifique as visitas familiares, programas profissionais, religiosos ou culturais e projetos humanitários.
Outra das medidas estará nas mãos do Departamento do Tesouro, que aumentou o montante das remessas trimestrais que podem ser enviadas aos cubanos, de US$ 500 a US$ 2 mil.
Muitas destas medidas adotadas pelo presidente Barack Obama constituem um claro desafio a seus opositores no Congresso estadunidense sobre o tema cubano.

Do site Conversa Afiada


http://www.conversaafiada.com.br/wp-content/uploads/2014/12/diploma-do-aecio.png