terça-feira, 4 de agosto de 2015

E para fechar a manhã da governabilidade o Brasil 247 nos mostra o que realmente está acontecendo: Globo pede Lula preso e diz: 'Agora, só falta você'.

Brasil 247 – O jornal O Globo, da família Marinho, usou a charge de Chico Caruso, publicada em sua primeira página, para expressar seu principal objetivo relacionado à Operação Lava Jato: a prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
O desenho retrata José Dirceu atrás das grades com um smartphone, a imagem do ex-presidente Lula e o título da famosa canção 'Agora, só falta você', de Rita Lee.
Internamente, o colunista Merval Pereira afirmou que "já é possível perguntar e discutir se Lula vai ser preso". Merval foi além e disse ainda que "agora resta aguardar para ver se nossa democracia já está madura o suficiente para vermos com naturalidade, embora indignados, um ex-presidente da República sendo investigado por corrupção".
Antes dele, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso disse que, "se Lula merece ser preso, é de se lamentar porque terá jogado fora sua história". Fica claro, portanto, que a direita busca inviabilizar eventual volta de Lula em 2018, por meio da via judicial.
Leia, abaixo, reportagem da agência Reuters sobre eventual investigação contra Lula:
PF prende ex-ministro José Dirceu e Lava Jato se aproxima de Lula
Por Sérgio Spagnuolo
CURITIBA (Reuters) - A Polícia Federal prendeu nesta segunda-feira o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu, apontado como um dos “líderes principais” que instituiu o esquema bilionário de corrupção na Petrobras ainda durante o período em que ocupava o cargo no Palácio do Planalto, levando a operação Lava Jato diretamente ao centro do governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Segundo os investigadores, o modelo era semelhante ao do mensalão, esquema de compra de votos no Congresso descoberto durante o governo Lula pelo qual o ex-ministro já cumpria uma sentença de prisão domiciliar.
Dirceu, homem forte do governo Lula durante o período em que comandou a Casa Civil (2003 a 2005), foi preso pela PF de forma preventiva em sua casa em Brasília como parte da 17ª etapa da operação Lava Jato, que recebeu o nome “Pixuleco” em alusão ao termo utilizado para nominar a propina recebida em contratos.
“Temos uma investigação que busca José Dirceu como o instituidor do esquema Petrobras ainda no tempo da Casa Civil, ainda no tempo do governo do ex-presidente Lula”, disse o procurador do Ministério Público Federal Carlos Fernando dos Santos Lima em entrevista coletiva em Curitiba, onde estão concentradas as investigações da Lava Jato.
Nesse caso, Dirceu é acusado de enriquecer pessoalmente ao receber propinas de prestadores de serviços da Petrobras, inclusive enquanto estava preso em Brasília, condenado no esquema do mensalão. 
“Estamos diante de um caso de reiteração criminosa em que José Dirceu vem, dentro desse esquema de recebimento de propina, desde as investigações do mensalão, passando pela acusação e passando até por sua prisão”, disse o procurador.
Entre as acusações contra o ex-ministro está a de que teria recebido 96 mil reais mensais entre 2004 e 2013 a título de propina por conta de um contrato de terceirização na Petrobras. A acusação foi feita pelo lobista Milton Pascowitch, um dos delatores da Lava Jato, segundo o despacho da Justiça que determinou a prisão preventiva de Dirceu. 
Em entrevista coletiva em Brasília, o advogado Roberto Podval, que representa Dirceu, disse que a prisão preventiva do ex-ministro foi desnecessária e que Dirceu tornou-se "bode expiatório".
Na noite desta segunda, o ministro Luis Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), colocou Dirceu à disposição da Justiça Federal do Paraná, permitindo sua transferência de Brasília para Curitiba.
O irmão do ex-ministro, Luiz Eduardo de Oliveira e Silva, também preso nesta segunda-feira em caráter temporário, seria o responsável pela coleta do dinheiro nas empresas para a JD Assessoria, de propriedade de Dirceu, enquanto o ex-ministro estava preso, disseram os investigadores da Lava Jato.
Ecoando comentários recentes do ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes, Lima discorreu sobre as semelhanças desse esquema com o chamado mensalão. 
“Nós entendemos que o DNA, como diz o ministro Gilmar (Mendes, do STF), é o mesmo do mensalão e da Lava Jato. Nesse caso, creio que José Dirceu é uma das pessoas que decidiu pela criação desse esquema”, afirmou. 
LÍDER
Mais do que um beneficiário, a força-tarefa busca provar que Dirceu era um dos “líderes principais” na instituição do esquema de corrupção da Petrobras.
“Queremos mostrar José Dirceu como um dos agentes responsáveis pela instituição do esquema Petrobras ainda no tempo em que... era ministro da Casa Civil”, disse o procurador.
Dirceu teria sido, segundo o MPF, o responsável pela indicação de dois diretores da Petrobras envolvidos no escândalo: os ex-diretores de Serviços e de Abastecimento, Renato Duque e Paulo Roberto Costa, respectivamente.
Ainda segundo o MPF, Dirceu era responsável por definir cargos na administração da Petrobras e dessa forma instituiu o esquema de pagamento de propinas na estatal, do qual era um dos beneficiários.
“Esse esquema passa pela compra de apoio parlamentar, ele passa por uma facilitação do lucro das empreiteiras, ele passa pelo enriquecimento de diversas pessoas -- no caso de José Dirceu, temos provas de enriquecimento pessoal, não mais de dinheiro só para o partido”, disse o procurador.
COLETA DE PROVAS E PRISÃO
Há tempos se especulava sobre uma eventual implicação de Dirceu nas investigações da Lava Jato, mas autoridades ainda não haviam vinculado o nome do ex-ministro ao escândalo da Petrobras. Isso mudou com o acordo de delação feito pelas autoridades com o lobista Milton Pascowitch. 
No começo de julho, a defesa do ex-ministro chegou a entrar com pedido de habeas corpus preventivo junto ao Tribunal Regional Federal da 4ª Região para evitar que ele fosse preso no âmbito da Lava Jato. O pedido foi negado.
“Estávamos aguardando elementos que permitissem a confirmação das hipóteses que a gente tinha trabalhado, que ocorreu apenas recentemente tanto com acordo do Pascowitch quando do Julio (Camargo, da empresa Toyo Setal), e de algumas outras ações que a gente conseguiu confirmar”, disse a jornalistas o delegado da PF Márcio Adriano Ancelmo. 
O ex-ministro é o primeiro integrante de destaque do governo Lula a ser preso como parte da Lava Jato.
Perguntado se o próprio Lula pode ser investigado ou até mesmo detido pelas autoridades, o procurador do MPF disse que “ninguém está isento de ser alvo de investigação”, mas acrescentou que “não existe neste momento nenhum indicativo de necessidade de prisão de quem quer que seja que não esteja atualmente preso”. 
Procurado pela Reuters, o Instituto Lula informou que não irá comentar as declarações do procurador.
A PF deve aguardar permissão do Supremo Tribunal Federal para que Dirceu possa ir para Curitiba, já que ele atualmente cumpre prisão domiciliar, por condenação decorrente do mensalão.
Entre os detidos nesta segunda-feira também está o lobista Fernando Moura, ligado ao PT. Uma das suspeitas é que ele tenha exercido influência na indicação de Renato Duque para a diretoria de Serviços da Petrobras.
Em Brasília, após reunião de coordenação política com a presidente Dilma Rousseff, o ministro das Cidades, Gilberto Kassab, disse que não há no governo "nenhuma expectativa" de que as investigações venham a se aproximar da presidente ou de sua administração.
“Em relação à questão do ex-ministro José Dirceu... É uma questão das investigações e todos nós confiamos muito na conduta da presidenta Dilma. Em nenhum momento passa por nós nenhuma expectativa que se aproxime dela qualquer investigação e de seu governo”, disse Kassab a jornalistas.
17ª FASE
Entre os crimes investigados pela PF na 17ª fase estão corrupção ativa e passiva, formação de quadrilha, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro, de acordo com a polícia. A PF também cumpriu medidas de sequestro de imóveis e bloqueio de ativos financeiros. Segundo o Ministério Público Federal, serão bloqueados 20 milhões de reais em bens de cada um dos envolvidos nesta etapa.
A Lava Jato investiga um esquema bilionário de corrupção principalmente na Petrobras, no qual empreiteiras formaram um cartel para vencerem contratos de obras da estatal. Em troca, pagavam propina a funcionários da empresa, a operadores que lavavam dinheiro do esquema, a políticos e partidos.
De acordo com investigações da PF e do Ministério Público Federal, o esquema de corrupção se espalhou para outras esferas do poder público, como o setor elétrico.
(Reportagem adicional de Pedro Fonseca e Caio Saad, no Rio de Janeiro; Maria Carolina Marcello e Leonardo Goy, em Brasília; e Eduardo Simões, em São Paulo)

Lutar. Honra. Desonra. Aceitar. Por.


lu·tar (latim luctor, -ari, lutar, combater, esforçar-se por) verbo transitivo e intransitivo
Travar luta.
Esforçar-se, empenhar-se
Opor-se a
Oferecer resistência a
Trabalhar com afinco
Questionar, discutir
Confrontar 

hon·ra (derivação regressiva de honrar) substantivo feminino
Sentimento do dever, da dignidade e da justiça.
Conjunto de .ações e qualidades que fazem com que alguém seja respeitado.
Distinção que resulta de .ações ou qualidades que nobilitam.
Pessoa que ilustra uma classe, um país.
Manifestação de apreço ou de homenagem a alguém.Grau, dignidade
Probidade
Boa fama
Qualidade de quem tem comportamento prudente, recatado ou considerado moralmente certo.


de·son·ra substantivo feminino
Perda da honra
Ato desonroso
Descrédito
Ofensa grave
Desconsideração
No Dicionário Priberam da Língua Portuguesa


a·cei·tar - Conjugar (latim accepto, -are, aceitar, receber) verbo transitivo
Receber o que é oferecido.
Estar conforme com
Admitir.
Receber com agrado.
Obrigar-se a pagar (uma letra)
No Dicionário Priberam da Língua Portuguesa


por.  preposição
Designativa de várias relações; modo: por força; causa: por doença; meio: por terra ou por água; tempo.
No Dicionário Priberam da Língua Portuguesa

Dirceu outra vez. Sob suspeita, ex-ministro teve várias chances de fugir, mas escolheu ficar; por qual motivo, só ele poderá dizer. Por Janio de Freitas. No jornal Folha de São Paulo.

Janio de Freitas

Dirceu outra vez


Sob suspeita, ex-ministro teve várias chances de fugir, mas escolheu ficar; por qual motivo, só ele poderá dizer
A prisão de José Dirceu foi a menos surpreendente de quantas a Lava Jato faz desde março do ano passado. Se justificada ou não, vamos saber quando os integrantes da Lava Jato apresentarem em juízo o que veem como provas convincentes. A carga pesada de acusações apenas verbais, feitas pelo procurador Carlos Fernando dos Santos Lima, desde logo criou uma imprecisão sujeita a reparo histórico e atual. Foi quando definiu Dirceu como "o instituidor e beneficiário" do "esquema" de corrupção na Petrobras.
Dizê-lo instituidor é aliviar de um grande peso acusatório os empreiteiros e ex-dirigentes da Petrobras que têm feito delação premiada e, por isso, são chamados pelos componentes da Lava Jato de "colaboradores". Ainda que não seja por deliberação, a transferência de responsabilidades, concentrando-as em um só, é como um prêmio adicional à delação já premiada.
A corrupção na Petrobras investigada pela Lava Jato seguiu o "esquema" praticado há décadas pelas grandes empreiteiras nas licitações e acréscimos de custo, em contratos com estatais e administração pública. Se houve um "instituidor" do "esquema", seu nome perdeu-se na desmemória do tempo.
Caso o Ministério Público e a Polícia Federal se dessem ao trabalho de verificações retroativas, tanto encontrariam histórias de honestidade como de vidas enriquecidas a partir de passagem por um cargo alto na Petrobras. Mas, no Brasil, nem por curiosidade é acompanhada a evolução das condições de vida de políticos e ex-dirigentes públicos.
Na geração atual dos funcionários elevados a dirigentes corruptos da Petrobras, Pedro Barusco, que é tido como o mais inteligente dos delatores premiados, já explicou que vem desde meados da década de 90, ao menos desde 1997, as transações com a atual geração de dirigentes de empreiteiras.
Também resulta como prêmio adicional aos delatores já premiados a ideia de que o "esquema na Petrobras repetiu o do mensalão". Um nada tem a ver com o outro. Na Petrobras, o dinheiro manipulado estava embutido no custo de obras e de serviços ou bens como sondas. No mensalão, os meios envolvidos foram banco e publicidade.
No caso pessoal de Dirceu, chama atenção a disparidade entre as toneladas de atribuições que o procurador Santos Lima lhe despeja e a sua espera quase passiva, em casa, pelos emissários da Lava Jato. Quem se soubesse autor de tantos e tão graves atos ilegais, e da gana de é que alvo, saberia também que o esperava uma condenação esmagadora. José Dirceu teve farta oportunidade de fugir. Com a experiência de quem entrou e viveu no Brasil da ditadura com rosto e nome mudados, e levou vida tranquila por anos, poderia evaporar por aí sem dificuldade.
José Dirceu ficou, à espera. Não quis fugir. Isto tem um significado. Não há como deixar de tê-lo. As suposições a respeito podem variar, sobretudo ao compasso das posições políticas, mas só o próprio Dirceu mostrará qual é.

José Dirceu é a cereja do bolo da direita e a pantomima em forma de horror. Por Davis Sena Filho — Palavra Livre. Enquanto isso Davis Sena Filho luta e defende José Dirceu e o PT. Mas porque quem constitucionalmente deve fazê-lo se esconde?

http://davissenafilho.blogspot.com.br/2015/08/jose-dirceu-e-cereja-do-bolo-da-direita.html

A verdade: se a mídia quer entregar, ou a oposição quer entregar a Riqueza Nacional para os estrangeiros e se a prisão de José Dirceu é mais um passo para o Golpe de Estado nada disso eu sei ou posso afirmar, mas a inação, a covardia e o silêncio do PT e do governo diante de tudo isso é um fato real e tristemente desesperador. O governo que não falava emudeceu de vez enquanto os ataques continuam e ficam cada vez mais ferozes, quando tudo estiver pronto o povo irá às ruas pedir o impeachment e ele será dado. Quem viver verá. São tempos de covardia em nome de uma governabilidade, mas a verdadeira governabilidade é a luta frontal contra o inimigo do PT e do Brasil. A nossa derrota será mais triste e covarde na medida em que nos rendamos diante do inimigo, a hora é de luta. “Liberta quae sera tamen”.

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A verdade: o governo federal pode baixar a inflação para zero, pode diminuir o desemprego para zero, pode aumentar o salário mínimo para US$ 5000.00, pode alcançar um saldo na Balança Comercial de US$ 30,000,000,000,000.00 pode acabar com o analfabetismo, pode colocar toda a população na universidade, pode dar transporte, saúde e educação de graça transformando essas atividades num paraíso na Terra podem acabar com o crime, inventar a cura de todas as doenças, pode cantar canções de ninar para a população dormir melhor, pode descobrir vida em outros planetas e ainda conversar com seus habitantes. Enfim, pode acabar com todas as guerras e, mesmo, assim esse governo da presidenta Dilma, o ex-presidente Lula, o PT seus adeptos e parlamentares serão condenados e presos. O bom é que outros governos virão e o Brasil poderá ser feliz voltando ao século XIX em plena escravidão. Tudo vai melhorar assim que o povão voltar ao seu antigo patamar e o Brasil retroceder ao país para poucos. Aguardo ansioso por esse dia. Só teremos notícias maravilhosas na mídia e tudo voltará a ser como antes do PT. É impossível entender a inação do governo diante dessa conspiração gritante.

Réu no mensalão mineiro, tucano Azeredo renuncia ao mandato. Por Carlos Eduardo Cherem Do UOL, em Belo Horizonte. De que resultou esse esquema do mensalão tucano, como diz a reportagem, não tenho a mínima ideia tudo sumiu da mídia, não houve cobrança do governo, dos parlamentares do PT e tudo sumiu da mídia ficando apenas o que era contra o PT e o governo. Isso é o que dá não lutar e se acovardar.


Réu no mensalão mineiro, tucano Azeredo renuncia ao mandato

Carlos Eduardo Cherem
Do UOL, em Belo Horizonte*

  • Folha Imagem
    Eduardo Azeredo (PSDB-MG), ex-deputado que é réu no processo do mensalão mineiro Eduardo Azeredo (PSDB-MG), ex-deputado que é réu no processo do mensalão mineiro
O deputado federal Eduardo Azeredo (PSDB-MG), réu no processo do chamado mensalão mineiro, renunciou ao seu mandato nesta quarta-feira (19).
Uma carta de renúncia foi entregue pelo advogado Renato Penido Azeredo, o primogênito do tucano, ao presidente da Câmara dos Deputados, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), por volta do meio-dia.
Na carta de renúncia, o parlamentar diz que não concorda com as acusações do processo de crimes de peculato e lavagem de dinheiro e critica o STF (Supremo Tribunal Federal) e a Procuradoria geral da República. Azeredo diz ainda que uma "tragédia desabou" sobre ele sobre sua família.
Na ação penal que tramita no Supremo, são investigadas denúncias de desvio de dinheiro público durante a campanha de Azeredo, então governador de Minas Gerais que disputava a reeleição, em 1998.
No último dia 7, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pediu a  condenação de Azeredo a 22 anos de prisão. Ele teria desviado recursos do Bemge (Banco do Estado de Minas Gerais), extinto, e das estatais mineiras Copasa e Cemig para sua campanha à reeleição ao governo de Minas Gerais, em 1998. Em valores atuais, seriam cerca de R$ 9 milhões.
Aliados do senador Aécio Neves (PSDB-MG), que é pré-candidato tucano à Presidência da República, faziam pressão nos bastidores para que o caso do mensalão mineiro não atrapalhasse a campanha.
Ao ser questionado sobre a renúncia, Aécio negou nesta quarta que o partido tenha feito pressão para que Azeredo renunciasse. "Que eu saiba não, nenhuma [pressão]", disse Aécio. "A decisão é de foro íntimo, que tem de ser respeitada. Ele vai se dedicar agora à sua defesa. Eduardo é conhecido e reconhecido em Minas Gerais como um homem de bem", afirmou.
Questionado sobre a possibilidade de Azeredo não renunciar se isto atrapalharia o cenário político e sua candidatura à Presidência da República, Aécio desconversou: "Não vejo nenhuma interferência."

Suplente

Se a renúncia se confirmar, o deputado João Bittar (DEM-MG) será efetivado na vaga de Azeredo. Hoje, Bittar é suplente. Ele ocupa a vaga deixada por Carlos Melles, que atualmente é Secretário de Estado de Transportes e Obras Públicas de Minas Gerais.
No lugar de João Bittar, será chamado Ruy Adriano Borges Munis (DEM-MG). Mas existe a chance de o ex-deputado Edmar Moreira (PR-MG), conhecido por ter um castelo em Minas, assumir a vaga na Câmara.

Próximos passos

A denúncia da Procuradoria Geral da República foi aceita pelo Supremo em 2009. Outros acusados respondem a acusações na primeira instância da Justiça de Minas Gerais porque não têm foro privilegiado.

As alegações finais de Janot foram encaminhadas ao relator do processo, ministro Luís Roberto Barroso, que deu prazo de 15 dias para a defesa apresentar os seus argumentos finais.
Em seguida, o ministro irá elaborar o seu voto, sem data para ser concluído. A partir daí, o processo segue para o revisor, ministro Celso de Mello, elaborar também o seu voto.
Embora não haja prazo, a expectativa no STF é de que o julgamento aconteça ainda no primeiro semestre deste ano. (Com informações da Agência Câmara e de Bruna Borges, de Brasília)


O esquema que saiu dos trilhos. Por Alan Rodrigues, Pedro Marcondes de Moura e Sérgio Pardellas. Na revisa ISTOÉ Indepedente. Estamos esperando os resultados dessa investigação que sumiu da mídia faz é tempo. A maioria dos acusados foram considerados inocentes. Mas com o PT todos foram para a cadeia e José Dirceu foi preso na prisão. E o PT e o governo estão tratando da governabilidade fingindo não saber que o Golpe de Estado está cada vez mais próximo.

O esquema que saiu dos trilhos

Um propinoduto criado para desviar milhões das obras do Metrô e dos trens metropolitanos foi montado durante os governos do PSDB em São Paulo. Lobistas e autoridades ligadas aos tucanos operavam por meio de empresas de fachada

Alan Rodrigues, Pedro Marcondes de Moura e Sérgio Pardellas

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PROTEÇÃO GARANTIDA
Os governos tucanos de Mario Covas (abaixo), 
Geraldo Alckmin
José Serra (acima) nada fizeram para conter o esquema de corrupção
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Ao assinar um acordo com o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), a multinacional alemã Siemens lançou luz sobre um milionário propinoduto mantido há quase 20 anos por sucessivos governos do PSDB em São Paulo para desviar dinheiro das obras do Metrô e dos trens metropolitanos. Em troca de imunidade civil e criminal para si e seus executivos, a empresa revelou como ela e outras companhias se articularam na formação de cartéis para avançar sobre licitações públicas na área de transporte sobre trilhos. Para vencerem concorrências, com preços superfaturados, para manutenção, aquisição de trens, construção de linhas férreas e metrôs durante os governos tucanos em São Paulo – confessaram os executivos da multinacional alemã –, os empresários manipularam licitações e corromperam políticos e autoridades ligadas ao PSDB e servidores públicos de alto escalão. O problema é que a prática criminosa, que trafegou sem restrições pelas administrações de Mario Covas, José Serra e Geraldo Alckmin, já era alvo de investigações, no Brasil e no Exterior, desde 2008 e nenhuma providência foi tomada por nenhum governo tucano para que ela parasse. Pelo contrário. Desde que foram feitas as primeras investigações, tanto na Europa quanto no Brasil, as empresas envolvidas continuaram a vencer licitações e a assinar contratos com o governo do PSDB em São Paulo. O Ministério Público da Suíça identificou pagamentos a personagens relacionados ao PSDB realizados pela francesa Alstom – que compete com a Siemens na área de maquinários de transporte e energia – em contrapartida a contratos obtidos. Somente o MP de São Paulo abriu 15 inquéritos sobre o tema. Agora, diante deste novo fato, é possível detalhar como age esta rede criminosa com conexões em paraísos fiscais e que teria drenado, pelo menos, US$ 50 milhões do erário paulista para abastecer o propinoduto tucano, segundo as investigações concluídas na Europa.
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SUSPEITOS
Segundo o ex-funcionário da Siemens, Ronaldo Moriyama (foto menor),
diretor da MGE, e Décio Tambelli, ex-diretor do Metrô, integravam o esquema
As provas oferecidas pela Siemens e por seus executivos ao Cade são contundentes. Entre elas, consta um depoimento bombástico prestado no Brasil em junho de 2008 por um funcionário da Siemens da Alemanha. ISTOÉ teve acesso às sete páginas da denúncia. Nelas, o ex-funcionário, que prestou depoimento voluntário ao Ministério Público, revela como funciona o esquema de desvio de dinheiro dos cofres públicos e fornece os nomes de autoridades e empresários que participavam da tramoia. Segundo o ex-funcionário cujo nome é mantido em sigilo, após ganhar uma licitação, a Siemens subcontratava uma empresa para simular os serviços e, por meio dela, realizar o pagamento de propina. Foi o que aconteceu em junho de 2002, durante o governo de Geraldo Alckmin, quando a empresa alemã venceu o certame para manutenção preventiva de trens da série 3000 da CPTM (Companhia Paulista de Transportes Metropolitanos). À época, a Siemens subcontratou a MGE Transportes. De acordo com uma planilha de pagamentos da Siemens obtida por ISTOÉ, a empresa alemã pagou à MGE R$ 2,8 milhões até junho de 2006. Desse total, pelo menos R$ 2,1 milhões foram sacados na boca do caixa por representantes da MGE para serem distribuídos a políticos e diretores da CPTM, segundo a denúncia. Para não deixar rastro da transação, os saques na boca do caixa eram sempre inferiores a R$ 10 mil. Com isso, o Banco Central não era notificado. “Durante muitos anos, a Siemens vem subornando políticos, na sua maioria do PSDB, e diretores da CPTM.
A MGE é frequentemente utilizada pela Siemens para pagamento de propina. Nesse caso, como de costume, a MGE ficou encarregada de pagar a propina de 5% à diretoria da CPTM”, denunciou o depoente ao Ministério Público paulista e ao ombudsman da empresa na Alemanha. Ainda de acordo com o depoimento, estariam envolvidos no esquema o diretor da MGE, Ronaldo Moriyama, segundo o delator “conhecido no mercado ferroviário por sua agressividade quando se fala em subornar o pessoal do Metrô de SP e da CPTM”, Carlos Freyze David e Décio Tambelli, respectivamente ex-presidente e ex-diretor do Metrô de São Paulo, Luiz Lavorente, ex-diretor de Operações da CPTM, e Nelson Scaglioni, ex-gerente de manutenção do metrô paulista. Scaglioni, diz o depoente, “está na folha de pagamento da MGE há dez anos”. “Ele controla diversas licitações como os lucrativos contratos de reforma dos motores de tração do Metrô, onde a MGE deita e rola”. O encarregado de receber o dinheiro da propina em mãos e repassar às autoridades era Lavorente. “O mesmo dizia que (os valores) eram repassados integralmente a políticos do PSDB” de São Paulo e a partidos aliados. O modelo de operação feito pela Siemens por meio da MGE Transportes se repetiu com outra empresa, a japonesa Mitsui, segundo relato do funcionário da Siemens. Procurados por ISTOÉ, Moriyama, Freyze, Tambelli, Lavorente e Scaglioni não foram encontrados. A MGE, por sua vez, se nega a comentar as denúncias e disse que está colaborando com as investigações.
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Além de subcontratar empresas para simular serviços e servir de ponte para o desvio de dinheiro público, o esquema que distribuiu propina durante os governos do PSDB em São Paulo fluía a partir de operações internacionais. Nessa outra vertente do esquema, para chegar às mãos dos políticos e servidores públicos, a propina circulava em contas de pessoas físicas e jurídicas em paraísos fiscais. Uma dessas transações contou, de acordo com o depoimento do ex-funcionário da Siemens, com a participação dos lobistas Arthur Teixeira e Sérgio Teixeira, através de suas respectivas empresas Procint E Constech e de suas offshores no Uruguai, Leraway Consulting S/A e Gantown Consulting S/A. Neste caso específico, segundo o denunciante, a propina foi paga porque a Siemens, em parceria com a Alstom, uma das integrantes do cartel denunciado ao Cade, ganhou a licitação para implementação da linha G da CPTM. O acordo incluía uma comissão de 5% para os lobistas, segundo contrato ao qual ISTOÉ teve acesso com exclusividade, e de 7,5% a políticos do PSDB e a diretores da área de transportes sobre trilho. “A Siemens AG (Alemanha) e a Siemens Limitada (Brasil) assinaram um contrato com (as offshores) a Leraway e com a Gantown para o pagamento da comissão”, afirma o delator. As reuniões, acrescentou ele, para discutir a distribuição da propina eram feitas em badaladas casas noturnas da capital paulista. Teriam participado da formação do cartel as empresas Alstom, Bombardier, CAF, Siemens, TTrans e Mitsui. Coube ao diretor da Mitsui, Masao Suzuki, guardar o documento que estabelecia o escopo de fornecimento e os preços a serem praticados por empresa na licitação.
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Além de subcontratar empresas que serviram de ponte para o desvio
de dinheiro público, o esquema valeu-se de operações em paraísos fiscais
Os depoimentos obtidos por ISTOÉ vão além das investigações sobre o caso iniciadas há cinco anos no Exterior. Em 2008, promotores da Alemanha, França e Suíça, após prender e bloquear contas de executivos do grupo Siemens e da francesa Alstom por suspeita de corrupção, descobriram que as empresas mantinham uma prática de pagar propinas a servidores públicos em cerca de 30 países. Entre eles, o Brasil. Um dos nomes próximos aos tucanos que apareceram na investigação dos promotores foi o de Robson Marinho, conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE) nomeado pelo então governador tucano Mário Covas. No período em que as propinas teriam sido negociadas, Marinho trabalhava diretamente com Covas. Proprietário de uma ilha paradisíaca na região de Paraty, no Rio de Janeiro, Marinho foi prefeito de São José dos Campos, ocupou a coordenação da campanha eleitoral de Covas em 1994 e foi chefe da Casa Civil do governo do Estado de 1995 a abril de 1997. Numa colaboração entre promotores de São Paulo e da Suíça, eles identificaram uma conta bancária pertencente a Marinho que teria sido abastecida pela francesa Alstom. O MP bloqueou cerca de US$ 1 milhão depositado. Marinho é até hoje alvo do MP de São Paulo. Procurado, ele não respondeu ao contato de ISTOÉ. Mas, desde que estourou o escândalo, ele, que era conhecido como “o homem da cozinha” – por sua proximidade com Covas –, tem negado a sua participação em negociatas que beneficiaram a Alstom.
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Entre as revelações feitas pela Siemens ao Cade em troca de imunidade está a de que ela e outras gigantes do setor, como a francesa Alstom, a canadense Bombardier, a espanhola CAF e a japonesa Mitsui, reuniram-se durante anos para manipular por meios escusos o resultado de contratos na área de transporte sobre trilhos. Entre as licitações envolvidas sob a gestão do PSDB estão a fase 1 da Linha 5 do Metrô de São Paulo, as concorrências para a manutenção dos trens das Séries 2.000, 3.000 e 2.100 da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) e a extensão da Linha 2 do metrô de São Paulo. Também ocorreram irregularidades no Projeto Boa Viagem da CPTM para reforma, modernização e serviço de manutenção de trens, além de concorrências para aquisição de carros de trens pela CPTM, com previsão de desenvolvimento de sistemas, treinamento de pessoal, apoio técnico e serviços complementares.
Com a formação do cartel, as empresas combinavam preços e condicionavam
a derrota de um grupo delas à vitória em outra licitação superfaturada
Com a formação do cartel, as empresas combinavam preços e condicionavam a derrota de um grupo delas à vitória em outra licitação também superfaturada. Outra estratégia comum era o compromisso de que aquela que ganhasse o certame previamente acertado subcontratasse outra derrotada. Tamanha era a desfaçatez dos negócios que os acordos por diversas vezes foram celebrados em reuniões nos escritórios das empresas e referendados por correspondência eletrônica. No início do mês, a Superintendência-Geral do Cade realizou busca e apreensão nas sedes das companhias delatadas. A Operação Linha Cruzada da Polícia Federal executou mandados judiciais em diversas cidades em São Paulo e Brasília. Apenas em um local visitado, agentes da PF ficaram mais de 18 horas coletando documentos. Ao abrir o esquema, a Siemens assinou um acordo de leniência, que pode garantir à companhia e a seus executivos isenção caso o cartel seja confirmado e condenado. A imunidade administrativa e criminal integral é assegurada quando um participante do esquema denuncia o cartel, suspende a prática e coopera com as investigações. Em caso de condenação, o cartel está sujeito à multa que pode chegar a até 20% do faturamento bruto. O acordo entre a Siemens e o Cade vem sendo negociado desde maio de 2012. Desde então, o órgão exige que a multinacional alemã coopere fornecendo detalhes sobre a manipulação de preços em licitações.
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Só em contratos com os governos comandados pelo PSDB em São Paulo, duas importantes integrantes do cartel apurado pelo Cade, Siemens e Alstom, faturaram juntas até 2008 R$ 12,6 bilhões. “Os tucanos têm a sensação de impunidade permanente. Estamos denunciando esse caso há décadas. Entrarei com um processo de improbidade por omissão contra o governador Geraldo Alckmin”, diz o deputado estadual do PT João Paulo Rillo. Raras vezes um esquema de corrupção atravessou incólume por tantos governos seguidos de um mesmo partido numa das principais capitais do País, mesmo com réus confessos – no caso, funcionários de uma das empresas participantes da tramoia, a Siemens –, e com a existência de depoimentos contundentes no Brasil e no Exterior que resultaram em pelo menos 15 processos no Ministério Público. Agora, espera-se uma apuração profunda sobre a teia de corrupção montada pelos governos do PSDB em São Paulo. No Palácio dos Bandeirantes, o governador Geraldo Alckmin disse que espera rigor nas investigações e cobrará o dinheiro que tenha sido desviado dos cofres públicos.
Montagem sobre foto de: Carol Guedes/Folhapress (abre); FOTOS: RICARDO STUCKERT; Folhapress; EVELSON DE FREITAS/AE

Escândalo do caso Alstom Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

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Prisão de José Dirceu deixa militantes de esquerda indignados. No jornal Correio do Brasil.

Prisão de José Dirceu deixa militantes de esquerda indignados

Por Redação – de São Paulo:
A prisão do líder petista José Dirceu, embora ele já estivesse cumprindo prisão domiciliar no âmbito da Ação Penal (AP) 470, condenado que foi no julgamento do Supremo Tribunal Federal (STF), causou indignação em boa parte dos militantes de esquerda. Em redes sociais, blogs e sites do campo socialista, subiu o tom de revolta contra a ação judicial.
“Se você comemorou a prisão preventiva de José Dirceu na manhã desta segunda-feira, eu tenho péssimas notícias para você: seu senso de democracia e justiça estão falhos. José Dirceu foi preso preventivamente na casa em que reside com sua família em decorrência da 17ª fase da operação Lava Jato, denominada Pixuleco e onde já cumpria prisão domiciliar”, comentou o blogueiro Bepe Damasco.




Sem algemas, Dirceu foi conduzido por policiais federais
Sem algemas, Dirceu foi conduzido por policiais federais
“A prisão preventiva é um instrumento processual que segundo o artigo 312 do Código Penal precisa preencher requisitos para ser válido, sendo eles:
a) garantia da ordem pública e da ordem econômica (impedir que o réu continue praticando crimes);
b) conveniência da instrução criminal (evitar que o réu atrapalhe o andamento do processo, ameaçando testemunhas ou destruindo provas);
c) assegurar a aplicação da lei penal (impossibilitar a fuga do réu, garantindo que a pena imposta pela sentença seja cumprida)”, acrescentou.
E Bepe Damasco questiona: “Em qual desses requisitos a prisão preventiva de Dirceu se enquadra? Bem, claramente em nenhum. Como alguém que se encontra em prisão domiciliar pode se encaixar dentro de qualquer um dos casos acima?
“A prisão preventiva, enquanto instrumento processual, não atinge a presunção se inocência. Ela só é indicada para casos onde a liberdade seria danosa ao normal andamento do processo. Como então pode ser aplicada a alguém que já não tem esse direito? Essa prisão então nada tem a ver com justiça e sim com espetáculo”, acrescenta.
Para Damasco, “você tem o direito de não gostar do PT ou não gostar do José Dirceu, mas se você concordou ou até comemorou essa prisão, você certamente não entende a diferença de justiça e justiçamento. Ignora e aplaude irregularidades quando lhe convém”.
“Não percebe que quando a justiça começa a se comportar como justiceira e é aplaudida por isso, abrem-se precedentes perigosos para que o mesmo um dia se volte e atinja você – que hoje aplaude. Democracia e justiça não são sistemas de adesão. Você não pode escolher quando acha que devem ser aplicadas. Democracia, para ser efetiva tem que ser ampla e irrestrita. Concordando ou não. Justiça independe de opinião, ela tem que se basear em provas e nesse caso, mais do que nunca, elas não existem”.
Indignação
Parte da militância petista também não se conforma com a prisão de Dirceu. A Secretaria Nacional de Juventude do PT reagiu com “indignação” à nova prisão do ex-ministro da Casa Civil José Dirceu, na manhã desta segunda-feira (3), pela 17ª fase da Operação Lava Jato.
Em nota, assinada por Jefferson Lima, o secretário nacional de Juventude do PT afirma que “novamente, Dirceu é vítima de uma orquestração que visa destruir o PT, mas, principalmente, as profundas transformações experimentadas pelo nosso país”.
Segundo ele, “Dirceu é alvo de uma oposição golpista, ávida para destruir o projeto que mudou o Brasil”. Ele também diz que por trás da prisão do ex-ministro estão escondidos o “fascismo judicial e as manipulações golpistas”.
Leia, a seguir, a íntegra da nota:
“É com indignação que recebi a notícia da prisão do companheiro José Dirceu, cuja importância para a esquerda brasileira não precisa ser repetida. Novamente, Dirceu é vítima de uma orquestração que visa destruir o PT, mas, principalmente, as profundas transformações experimentadas pelo nosso país. Dirceu também foi preso por ter sido decisivo para este mesmo povo brasileiro ser capaz se governar seu país.
“Não tenho dúvida que Dirceu é alvo de uma oposição golpista, ávida para destruir o projeto que mudou o Brasil. Denunciamos o fascismo judicial e as manipulações golpistas por trás de sua prisão e nos solidarizamos com a família.
Jefferson Lima
Secretário Nacional de Juventude do PT”.

A prisão do preso e os direitos de Dirceu. No Brasil 247.





A prisão do preso e os direitos de Dirceu


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O fato de ser esperada e temida por seus amigos e familiares não torna a prisão de José Dirceu uma medida natural, nem correta nem justa.
Para Wadih Damous, deputado, advogado que foi presidente da Comissão de Direitos Humanos da OAB, a prisão de Dirceu é incompreensível.
-- Por que prender quem já estava preso?, argumenta, lembrando uma realidade intransponível: Dirceu já estava em prisão domiciliar “e não ameaçava fugir.”
-- Ele estava cumprindo regularmente a pena.
Enumerando as três regras que poderiam justificar a prisão de José Dirceu, Wadih desmente uma a uma:
-- Não praticou qualquer ato que constituísse risco à ordem pública, à instrução criminal ou a futura aplicação da lei penal.
Eu acho que a prisão de Dirceu constituiu mais uma entre tantas barbaridades que tem sido cometidas no país depois que, como sublinha o ministro Marco Aurélio Mello, a Lava Jato instituiu a regra pela qual “manda-se prender para depois apurar.”
As pessoas estão se acostumando com a ideia que de que suspeitos devem ir para a cadeia.
Se você estiver pensando em perguntar: “Mas não há provas contra Dirceu?”. É bom reconhecer que este raciocínio já contaminado pelo ambiente, condicionado por uma lógica autoritária que hoje é assumida como expressão de normalidade.
Num Estado Democrático de Direito, não basta haver prova – ou aquilo que o Ministério Público considera como prova, que o juiz classifica como tal – para uma pessoa ser presa. Se toda vez que a polícia encontrasse provas contra alguém, nem seria preciso fazer um julgamento, certo?
Vivemos sob um sistema jurídico no qual as pessoas têm direito a serem julgadas e só então, depois de condenadas, podem ser presas, se assim estiver previsto na lei. Isso porque num julgamento o réu tem o direito ao contraditório, pode apresentar sua defesa e argumentar. Se for condenado, tem direito a recurso, ao chamado segundo grau de jurisdição, porque os juízes também erram.
Em nossa sociedade, a liberdade é um direito assegurado a todos, como estado natural de homens e mulheres. A prisão não pode ser imposta pelo Estado, desde que cumpra determinadas condições, entre elas demonstrar a culpa além de qualquer dúvida razoável. Sabe por que? Porque em nossas democracias, vigora o princípio que já escrevi outras vezes por aqui, mas que não custa repetir: “é melhor ter um culpado solto do que um inocente preso.”

Como um governo fraco se enfraquece mais pela incapacidade de ser forte. Autor: Fernando Brito. No Blog Tijolaço.

Como um governo fraco se enfraquece mais pela incapacidade de ser forte

3 de agosto de 2015 | 06:33 Autor: Fernando Brito
bomba
É impressionante a incapacidade de reação do Governo brasileiro aos atropelos à democracia que estamos assistindo.
Em país algum do mundo, atirar uma bomba –  não importa se caseira ou não – contra o escritório de um ex-presidente da República provocaria apenas umas “tuitadas” de solidariedade.
Pense o querido leitor se não estaria, minutos depois, no local, uma turma do FBI se a bomba tivesse sido arremessada, nos Estados Unidos, contra o Centro Carter ou a Fundação Clinton?
Aqui, porém, temos um Ministro da Justiça (perdão!) que apenas gaguejou que “pode ser” que haja motivação política.
E a Presidenta da República diz que “”jogar uma bomba caseira na sede do Instituto Lula é uma atitude que não condiz com a cultura de tolerância e de respeito à diversidade do povo brasileiro”.
Com todo o respeito, Presidenta, é muito mais que isso.
É crime.
Como pretender que a população se indigne com isso se os governantes, que tem o dever, o poder e os meios para responsabilizar quem fez isso se mostram incapazes de se indignar e agir?
Quem tem mais de 50 anos lembra das bombas “caseiras” que começaram a explodir em modestas bancas de jornais, depois no gabinete de um vereador do MDB no Rio, depois na Ordem dos Advogados do Brasil e, afinal, no colo dos próprios criminosos, no Riocentro?
Volta e meia cito o trecho dos Lusíadas que ouvi de Brizola tantas vezes: “Que, vindo o Castelhano devastando/As terras sem defesa, esteve perto/De destruir-se o Reino totalmente/Que um fraco Rei faz fraca a forte gente.”
O Governo brasileiro, eleito por um partido e uma liderança política, parece ter vergonha de usar a força da democracia contra os selvagens.
Porque atirar bombas é ato de selvageria, de banditismo, ação criminosa que não apenas “não condiz” com a cultura de tolerância do Brasil, mas é uma violação a ser punida, de imediato e sem reservas, para que não se reproduza.
Como o Governo não o faz, os imbecis do golpismo já se aventuram a dizer que a bomba fez “um buraquinho ridículo” na porta de metal do Instituto Lula.
Não é ridículo atirar bombas.
Ridículo é ter medo delas.

Bombas na pauta. O Brasil vive uma luta política. A saída mais trágica é minimizar fatos relevantes invocando tolerância, diversidade ou obviedades do tipo "tudo será investigado". Se os próprios agredidos temem se defender e chamar as coisas pelo nome, o que está ruim só pode ficar pior. Por Ricardo Melo. No jornal Folha de São Paulo.




ricardo melo Na Folha, foi editor de 'Opinião', da 'Primeira Página', editor-adjunto de 'Mundo', secretário-assistente de Redação e produtor-executivo do 'TV Folha', entre outras funções. Escreve às segundas.



Bombas na pauta


O presidente da Câmara, Eduardo Cunha, promete barulho na volta do recesso. Seria a pauta-bomba. O objetivo de Cunha, nem ele esconde, é reforçar o emparedamento do Planalto. O lema: se hay Dilma, soy contra. Para azar do deputado, neste meio tempo ele passou definitivamente de pedra a vidraça. Mas o jogo ainda está para ser jogado.
Bem mais real do que especulações parlamentares foi o atentado contra o Instituto Lula, ocorrido na noite da última quinta-feira (30). Em qualquer país mais ou menos sério, o ataque ao escritório de um ex-presidente da República num ambiente envenenado como o atual seria classificado de ato terrorista. Uma bomba jogada na sede onde trabalha um dos principais líderes políticos brasileiros merece outro nome?
Aliás, tampouco se trata do primeiro atentado a instalações do PT. Foi o terceiro num curto espaço de tempo. Acidentes? Nada disso. Eles representam uma escalada previsível. Nos últimos meses, já tivemos fotógrafos agredidos, cidadãos atacados durante passeatas, leitores de revistas humilhados em aviões e jornalistas perseguidos porque são parecidos com Lula. Isso para não falar das agressões em lugares públicos –hospitais, restaurantes– contra quem não reza a cartilha do impeachment da presidente.
"Ah, mas foi uma bomba caseira e não deixou feridos", simplificaram as notícias sobre o atentado. Como se o fato de ser "feita em casa" anulasse a agressão cometida. Comediantes de ocasião e locatários das redes sociais aproveitaram o momento para exercitar sua discutível criatividade. Pena que Lula não estava lá, disseram uns. Foi coisa armada pelo próprio PT, acusaram outros.
As reações do mundo político, então, impressionaram pelo silêncio. Nem com uma lupa é possível encontrar manifestações veementes de repúdio. Queira-se ou não, tal complacência equivale a endossar esta forma de ataque. Já vimos este filme outras vezes.
Que a oposição se cale do alto do muro, no Brasil ou na Sardenha, até se compreende. Mas soa injustificável autoridades tergiversarem sobre a gravidade do ocorrido. "Jogar uma bomba caseira na sede do Instituto Lula é uma atitude que não condiz com a cultura de tolerância e de respeito à diversidade do povo brasileiro", reagiu a presidente Dilma pelo... Twitter! O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, conseguiu ser mais patético: "Tudo é considerado quando temos um fato sob investigação. A polícia agirá para apurar o que ocorreu, pois é uma situação que merece uma investigação e, quando se pegar o autor, será necessário punir". Não diga.
Inexplicavelmente, o assunto foi entregue à Polícia Civil de São Paulo, conhecida pelos índices raquíticos de solução de casos. Nos bastidores, diz-se que a hipótese mais forte aponta para "baderneiros". Por que meros baderneiros resolveram atacar o escritório de um ex-presidente da República em vez do Museu do Ipiranga, que fica ao lado, parece um mistério fácil de decifrar –menos para o ministro da Justiça. Cadê a Polícia Federal, considerando que se trata de um caso envolvendo um ex-presidente?
O Brasil vive uma luta política. A saída mais trágica é minimizar fatos relevantes invocando tolerância, diversidade ou obviedades do tipo "tudo será investigado". Se os próprios agredidos temem se defender e chamar as coisas pelo nome, o que está ruim só pode ficar pior

FHC tem agropecuária dentro da cidade. Vantagem Tucana. No Blog da Helena. No Blog Os Amigos do Presidente Lula.


Vantagem Tucana

FHC tem agropecuária dentro da cidade

Se, em vez de FHC, fosse um petista o dono da empresa agropecuária em Osasco, cidade sem zona rural e onde nenhum sócio reside, choveriam ilações nas três revistas de maior circulação
por Helena Sthephanowitz publicado 03/08/2015 15:33, última modificação 03/08/2015 16:02
reprodução
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Pelo Google Maps, a imagem que identifica o endereço é uma residência simples. Seria uma empresa de fachada?
O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso é sócio de seus três filhos na empresa Goytacazes Participações Ltda, cujas atividades registradas na Junta Comercial de São Paulo são serviços de agronomia e de consultoria às atividades agrícolas e pecuárias.

No Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica, na Receita Federal, a empresa tem como atividade principal o cultivo de cana-de-açúcar. As atividades secundárias são a criação de bovinos para corte e cultivo de outras plantas de lavoura.

O curioso é que a empresa está sediada na cidade de  Osasco, na Grande São Paulo, ou seja, não é uma área rural. E o mais curioso ainda é que, quando se faz uma busca no Google Maps, a imagem que  identifica o endereço  é uma residência  simples. Seria uma empresa de fachada?
Nenhum dos quatro sócios mora em Osasco. O ex-presidente reside em São Paulo, uma filha reside em Brasília, outra no Rio de Janeiro, assim como seu filho.


Antes de ser político, FHC nunca foi ruralista. Formou-se em Sociologia e sempre trabalhou como professor, até ingressar na  política.

O interesse pela, digamos, "sociologia bovina", só surgiu aos 58 anos, quando ele já era senador. Em 1989, adquiriu a fazenda Córrego da Ponte, de 1046 hectares, em Buritis (MG), próximo de Brasília. Comprou em sociedade com seu amigo e ex-ministro Sérgio Motta, um engenheiro e político de vida urbana que, assim como FHC, causou surpresa o súbito pendor ruralista, já passados da meia idade.
Motta faleceu em 1998 e FHC passou a fazenda para os filhos que venderam a propriedade em 2003. Só em 2012 a empresa Goytacazes Participações foi aberta em Osasco.

Em 1999, a revista IstoÉ publicou uma reportagem sobre a construção em 1995, quando FHC já era presidente, de um aeroporto construído pela Camargo Corrêa na fazenda Pontezinha da empreiteira, vizinha da propriedade do ex-presidente. Segundo a reportagem, o aeroporto era usado sobretudo para atender à família Cardoso. Este compadrio não despertou na época a curiosidade do Ministério Público, pelo menos para conferir, confirmando a tradição de engavetamento quando suspeitas atingem tucanos. 

Se em vez de ser FHC, fosse um petista o dono de empresa agropecuária em Osasco, cidade sem zona rural e onde nenhum sócio reside, choveriam ilações nas três revistas de maior circulação e, dada as relações de compadrio no passado com a Camargo Corrêa, a força-tarefa da Lava Jato muito provavelmente colocaria a empresa na mira das investigações. Mas trata-se de gente do PSDB, então... deixa pra lá.