sexta-feira, 29 de maio de 2015

Lutar a favor do Brasil virou uma tarefa impossível. Espero que todos entendam que preciso fechar o blog por questão de sanidade mental. Estou tendo meus últimos dias de 'Aposentado Invocado' e passo a ser mais um aposentado do INSS. Foi uma luta grande desde que apareceu o instituto dos blogs. Despeço-me triste e acabrunhado certo que perdi a fé em dias melhores. Aos quase 69 anos que faço em 21 de outubro vejo que a minha luta foi inglória e que perdi a guerra. Saio derrotado diante da força da imprensa que tudo pode. Espero que no futuro minhas netas possam viver num país melhor com liberdade de expressão que não seja seletiva, mas dentro da minha alma sinto que isso não acontecerá. É uma pena!

Na Rede Brasil Atual

http://www.redebrasilatual.com.br/blogs/helena/2015/05/globo-esconde-que-j-hawilla-e-socio-de-filho-de-joao-roberto-marinho-998.html

"Todo mundo tem direito à presunção de inocência e ao benefício da dúvida, mas depois de passar anos fazendo jornalismo na base da pré-condenação, testes de hipóteses, "domínio do fato" e do "ele não sabia?" para tentar fazer política demotucana, será difícil convencer o telespectador de que a Globo "não sabia" que seus sócios pagavam propinas a cartolas pela transmissão dos jogos que a emissora transmitiu."
Do Blog da Helena

Globo reitera que não há suspeitas sobre empresas de mídia. Entre outros negócios, o vínculo da Globo com Hawilla se estende à própria programação nacional da rede. A produtora TV 7, que é parte da Traffic do empresário, realiza entre outros programas o "Auto Esporte" e o "Pequenas Empresas, Grandes Negócios". Por Nelson de Sá. No jornal Folha de São Paulo.

Análise


Globo reitera que não há suspeitas sobre empresas de mídia


A relação com Hawilla é mais extensa, não só pela aquisição dos direitos de transmissão e pela TV TEM
NELSON DE SÁ DE SÃO PAULO
 
A Rede Globo vem registrando alguns pontos em que a investigação do escândalo da Fifa poderá se refletir na própria emissora.
No "Jornal da Globo" desta quarta (29), anota que "não pesam acusações ou suspeitas sobre as empresas de mídia de todo o mundo que compraram desses intermediários os direitos de transmissão", caso da Globo.
Ou, já em versão enxuta no "Bom Dia Brasil" e "Hoje" de quinta, "sobre essas empresas de mídia não pesam acusações ou suspeitas".
Em breve editorial lido por William Bonner no "Jornal Nacional" de quarta, citou-se a si mesma: "A TV Globo, que compra os direitos de muitas dessas competições, só tem a desejar que as investigações cheguem a bom termo e que o ambiente de negócios do futebol seja honesto".
E completou: "Isso só vai trazer benefícios ao público, que é apaixonado por esse esporte, e às emissoras do mundo todo que, como a Globo, fazem esforço enorme para satisfazer essa paixão".
A emissora também citou a si mesma ao tratar de José Hawilla, pivô do escândalo: "Hawilla também é acionista da TV TEM, uma das afiliadas da TV Globo".
A relação com Hawilla é mais extensa, não só pela aquisição dos direitos de transmissão e pela TV TEM, mas em outros negócios.
A TV TEM é a maior rede de afiliadas da Globo no interior paulista, em extensão, com base em cidades como São José do Rio Preto e Sorocaba e canais adquiridos junto à própria Globo, 12 anos atrás.
Tem um faturamento anual de cerca de US$ 300 milhões, segundo estimativas de mercado, aproximando-se de redes nacionais como a Band.
Como Hawilla declarou, a Globo foi sua sócia da TV TEM, com 10% do negócio, ao menos nos primeiros anos.
Entre outros negócios, o vínculo da Globo com Hawilla se estende à própria programação nacional da rede.
A produtora TV 7, que é parte da Traffic do empresário, realiza entre outros programas o "Auto Esporte" e o "Pequenas Empresas, Grandes Negócios".

'Quem vai financiar campanhas?', disse Cunha para reverter votos. Por Andréia Sadi. No jornal Folha de São Paulo.

 

'Quem vai financiar campanhas?', disse Cunha para reverter votos


Após a dupla derrota na sessão que votou itens da reforma política na terça (26), o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), comandou em menos de 24 horas uma ofensiva para reverter votos contrários às doações eleitorais de empresas.
O principal argumento de Cunha para convencer deputados, e repetido em conversas reservadas, foi: "Quem é que vai financiar as campanhas? Não vai ter dinheiro em 2016 porque o financiamento público não vai passar", disse, segundo relatos.
Procurado pela Folha, o peemedebista disse que só "coordenou o despertar" da Casa. "O pessoal acordou."
Ainda na terça, Cunha convocou reunião com líderes partidários para mapear os votos que derrubaram o distritão e as doações de empresas.
Com a lista em mãos, comandou a operação, telefonou a pelo menos 15 parlamentares, pediu a ajuda de líderes partidários com suas bancadas e do vice-presidente, Michel Temer (PMDB), para pressionar dissidentes.
Cunha ligou para 6 dos 14 que votaram contra no PMDB. O líder do partido, Leonardo Picciani (RJ), ligou para outros quatro. As traições na bancada caíram de 14 para 4 deputados. Líderes da oposição também foram acionados.
Para Celso Russomano (PRB-SP), pré-candidato à sucessão de Fernando Haddad (PT) na Prefeitura de São Paulo, o recado foi direto: "Quem é que vai financiar sua campanha a prefeito?".
A principal virada na votação ocorreu no PRB. Na véspera, a sigla havia dado 18 votos contra o financiamento a candidatos e partidos. Na quarta, a bancada de 20 deputados votou a favor das doações apenas às legendas.
Cunha apelou até ao senador Aécio Neves (PSDB-MG). Ao encontrá-lo, brincou que ele iria se aposentar porque não ia ter financiamento e só o PT teria candidato.
Deputados de siglas nanicas relataram que Cunha e aliados ameaçavam votar projeto que sufoca a existência dessas siglas. Partidos médios obtiveram a promessa de que não seria aprovado o fim das coligações para deputados e vereadores, o que de fato ocorreu nesta quinta (28).
Irritado com a derrota, Cunha disse a aliados que a votação da quarta foi uma "reação" ao que chamou de interferência do Planalto.
Para ele, Aloizio Mercadante (Casa Civil) e Gilberto Kassab (Cidades) articularam em conjunto para derrotá-lo na votação do distritão.
 

'Quem vaia meu pai não entende nada de política', diz Marina Mantega. Por Mônica Bergamo. No jornal Folha de São Paulo.




mônica bergamo Jornalista, assina coluna com informações sobre diversas áreas, entre elas, política, moda e coluna social. Está na Folha desde abril de 1999. Escreve diariamente.


'Quem vaia meu pai não entende nada de política', diz Marina Mantega


A apresentadora Marina Mantega, 34, filha do ex-ministro da Fazenda Guido Mantega, falou à coluna sobre as recentes hostilidades e vaias sofridas por seu pai. A primeira, no hospital Albert Einstein, e a segunda, na semana passada, no restaurante Aguzzo.
*
Folha - O que você acha dessas agressões?
Marina Mantega - É uma falta de educação completa. É muito feio. Não acho legal, não só porque acontece com o meu pai. Quem julga alguma coisa de verdade não são essas pessoas, elas não entendem absolutamente nada de economia e política. É fácil julgar, mas gostaria de perguntar pra elas se já viram meu pai fazendo alguma coisa errada.
Isso já aconteceu com você?
Não. Independentemente de qualquer coisa meu pai é meu pai e eu sou eu. Temos vidas separadas! Não vou deixar de ir a lugares que vou desde criança. Não é porque está acontecendo isso que alguém vai deixar de fazer algo.
Você e seu pai já conversaram sobre o assunto?
Não. Fiquei sabendo pela internet! Ele é uma pessoa tranquila e nos nossos almoços de família não falamos disso. Não falo da minha profissão nem ele da dele.
Mas ele ouve o programa [Marina trabalha no programa "Pânico", na Jovem Pan]?
Ele ouve e acha legal. Tem isso. As pessoas acham que sou patricinha, mas eu falo muita coisa que não tem a ver com essa imagem. Me pré-julgam por eu ser filha do meu pai. Trabalho no programa porque gosto de verdade. Não precisaria estar aqui.
Você acha que está conseguindo se desvencilhar da imagem de "filha do Guido Mantega"?
Sim! Saí do mercado financeiro porque achavam que eu tinha informações privilegiadas. Meu pai nunca faria isso! Ele é ético. Sempre me disseram que eu estava nos lugares em que estava por ser filha do ministro. Já estou calejada. Se eu fosse querer dar "carteirada", poderia ter um programa de uma hora! Prefiro que as coisas sejam aos poucos. Tô correndo atrás. E agora que ele não é mais ministro a bajulação diminuiu um pouco. O que é bom! Odeio quando fazem isso.