segunda-feira, 27 de abril de 2015

A pergunta para hoje segunda-feira dia 27 de abril de 2015: além de bater panelas, fazer manifestações com a camisa do Brasil – símbolo que pertence a todos os brasileiros e não admite sectarismo -, pedir o impeachment da presidenta, estampar em camisas a mão com o dedo decepado do ex-presidente Lula, que levou 45 milhões de brasileiros para a classe média e implantou uma exitosa e vitoriosa política de distribuição renda no país, além de pedir a intervenção dos militares - não somos idiotas – e, pior, além de não reconhecer o resultado das urnas constitucionais e democráticas do Brasil, além de tudo isso qual a plataforma da ‘oposição sem rumo’ para a melhoria – progresso econômico e social - do país e dos brasileiros?

Esqueci a Lista do HSBC, da Operação Zelotes fujo como o diabo da cruz. Sei de tudo daquele partido desde a volta da Itália até as denúncias do MP, estou atento, ou seria atenta, não me interessa sou o que, ou seria quem, pratico com afinco a liberdade de expressão seletiva e sectária. Quem sou eu, ou seria, o que sou eu?

"A guinada começou quando as condições da família começaram a melhorar, com o auxílio de programas de transferência de renda, como o Bolsa-Família. Nesta época, ele tinha 20 anos e pôde "se dar ao luxo" de voltar para escola." Por Dorival Gonçalves dos Santos, de 32 anos, doutorando.


Do lixão ao doutorado: “Eu era um ser invisível", diz ex-catador de reciclagem

Por Ana Flávia Oliveira -iG São Paulo

Dorival Gonçalves dos Santos, de 32 anos, passou quase um terço da vida recolhendo lixo para sobreviver e agora está prestes a concluir o doutorado em uma universidade pública


Dorival quando estava na 1ª série. Ele dividia o tempo entre a escola e recolher material reciclado nas lixeiras da cidade
Arquivo pessoal
Dorival quando estava na 1ª série. Ele dividia o tempo entre a escola e recolher material reciclado nas lixeiras da cidade

Quem via o menino mirrado e tristonho de quatro anos ano ao lado da mãe e das duas irmãs mais velhas revirando o lixão da cidade de Piedade, no interior de São Paulo, atrás de objetos e produtos que pudessem ser vendidos e muitas vezes até servir de alimentação para família, não imaginaria que quando adulto Dorival Gonçalves dos Santos Filhos, hoje com 32 anos, estaria prestes a concluir o doutorado em Linguística na Universidade Federal de Santa Catarina.
Santos teve sua primeira experiência no lixão da cidade natal por causa das condições precárias em que vivia a família. “Nessa época, eu ainda não tinha noção de tudo que faltava, mas a gente passava fome. Fiquei doente, acho que era desnutrição”, lembra. 
Enquanto o pai trabalhava na área de construção em outras cidades do Estado, e quase não ficava com a família, a mãe tinha a responsabilidade pelos três filhos – além de Santos, ela tinha duas meninas mais velhas, que tinham sete e dez anos.
“A gente conseguia de tudo no lixão: comida, roupa, mas o foco principal era tentar colher todo material que desse para vender e conseguir dinheiro”, diz. “Como era muito pequeno, eu ficava tentando achar brinquedo”, lembra.
Por um curto período, a mãe e as irmãs deixaram o lixão foram trabalhar na agricultura. Mas a sazonalidade do setor permitia apenas trabalhos temporários. A solução para compor a renda da família foi voltar a trabalhar com materiais considerados lixos para os outros, mas dessa vez longe do lixão. Quando tinha cinco anos, ele e as irmãs percorriam as lixeiras da cidade atrás de materiais que pudessem ser reciclados.
Precoce, aos seis anos, Santos foi matriculado na 1ª série. Todos os dias, ele acordava antes do sol nascer para percorrer a cidade atrás do lixo dos outros. Ao meio-dia, ia para escola. “Meus colegas me viam recolhendo lixo e me chamavam de lixeiro. Na época, eu vivia muito triste, porque não tinha infância. Enquanto eles brincavam, eu trabalhava."
Quando o menino tinha por volta de dez anos, o pai voltou definitivamente para casa. Mas o casamento acabou logo em seguida. Divorciada, a mãe arrumou um emprego como gari e os filhos tiveram de voltar para o lixão.
“A gente não tinha escolha. Se quiséssemos sobreviver, tinha de ser desse jeito", diz ele, que na época já tinha outros dois irmãos mais novos.

A partir dos 13 anos, quando concluiu a 8ª série, abandonou de vez a escola e passou a trabalhar quase exclusivamente (às vezes conseguia um posto temporário na colheita ou na plantação de morangos e alcachofras) no lixão pelos próximos dez anos. Ele lembra com tristeza dessa decisão. “Foi triste largar a escola, mas eu não conseguia dar conta, ficava muito cansado. A partir da 5º série, eu estudava À noite, trabalhava o dia todo e não conseguia acompanhar as aulas”.
Livros: as pérolas do lixo
No período em que trabalhou como catador de material reciclável, Santos se sentia como um ser invisível perante a sociedade. “Nesta época, percebi o quanto éramos invisíveis aos olhos de todo mundo. Nem mesmo os lixeiros dos caminhões olhavam para gente.”
Apesar da convivência diária com sensação de invisibilidade, o lixão lhe despertou a paixão pelos livros. Silva recolhia os volumes do lixão e os lia nas horas de folga. Chegou a juntar cerca de 3 mil exemplares, com a colaboração dos colegas do lugar.

Dorival (bebê) com as irmãs mais velhas
Arquivo pessoal
Dorival (bebê) com as irmãs mais velhas

“Guardava todos que encontrava e pedia para colegas me daram aqueles que achavam. É impressionante a quantidade de livros que aparecia no lixão, desde infantis até clássicos da literatura e livros pré-vestibular".
O gosto pela leitura foi incentivado pela mãe, que só estudou até a 4ª série, mas o presenteava com gibis velhos. “Quando a gente lê muito, começa a sonhar. Eu tinha sonhos de sair do lixão, do País, não via perspectiva nenhuma aqui, mas esses sonhos foram ficando para trás porque eu precisava trabalhar”, conta.
A guinada começou quando as condições da família começaram a melhorar, com o auxílio de programas de transferência de renda, como o Bolsa-Família. Nesta época, ele tinha 20 anos e pôde "se dar ao luxo" de voltar para escola. Apesar de poder optar por um supletivo, resolveu se inscrever no módulo normal do Ensino Médio. Nos três anos, dividiu seu tempo entre o lixão e o estudo. Incentivado pelas professoras, no final de 2006 prestou a prova da Unesp (Universidade Estadual de São Paulo). O curso escolhido não poderia ser outro: Letras, com habilitação em Francês.
Vida na universidade
A entrada na universidade o possibilitou largar a vida no lixão, mas o deixou longe da família. Com a passagem de ônibus paga por uma professora da escola, ele chegou à cidade de Assis, a pouco menos de 500 km de Piedade, em janeiro de 2007. No bolso, tinha R$ 200 para pagar um mês de aluguel e, na cabeça, a esperança de ser contemplado com a bolsa proporcionada pela universidade.

Dorival Gonçalves dos Santos foi o primeiro membro da família a concluir a graduação
Arquivo pessoal
Dorival Gonçalves dos Santos foi o primeiro membro da família a concluir a graduação

“As pessoas diziam que era loucura, mandavam eu esquecer essa história de fazer faculdade. Mas eu já estava com outra cabeça e muita vontade de vencer. Sai com o coração partido de deixar minha família, mas com muita esperança de voltar e dar uma vida melhor a eles”, conta.
A bolsa no valor de R$ 200 demorou quase dois meses para ser aprovada. Neste período, Santos lembra que conseguia tomar café de graça em um mercado perto da casa. No entanto, as contas continuavam não fechando e ele quase foi despejado do quarto onde morava.
Foi quando ele conheceu a dona de uma lavanderia que alugou uma casa para ele por R$ 100 e o contratou por R$ 300 para trabalhar no local. O jovem ainda conseguiu um emprego de cuidador de idosos na madrugada.
“Eu trabalhava na lavanderia até as 17h, ia para faculdade até as 23h e era acompanhante de idoso de noite. Saia de manhã e voltava para faculdade. Só estudava aos fins de semana, mas curiosamente foi nessa época que tirei as melhores notas”, conta orgulhoso.
Foi assim que, no ano de 2011, Santos se tornou o primeiro integrante da família a concluir a graduação. Com o diploma, ele seguiu para Santa Catarina atrás da família que havia se mudado para Estado. Lá, chegou a dar aulas por três meses, até ser aprovado para fazer o mestrado em Linguistica na UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina), em agosto daquele ano. Em 2013, concluiu o curso e voltou a dar aulas por seis meses até ingressar no doutorado na mesma área, com foco em semântica.
Futuro
“As pessoas dizem que sou um exemplo. Mas eu não consigo me ver dessa forma. Nunca havia contado essa história para ninguém até o ano passado. Achava que era normal, mas agora estou me convencendo que não é tão normal assim”, diz, modesto. "Penso em melhorar ainda mais para ajudar a minha família. Cheguei até aqui pensando no que de melhor eu poderia oferecer a eles. Penso em ser um bom pesquisador e, quem sabe um dia, falar sobre a minha história e mostrar que o País mudou e é possível que pessoas invisíveis se tornarem protagonistas.”

O teste do 1° de Maio. Por Ricardo Melo. No jornal Folha de São Paulo.

Ricardo Melo

O teste do 1° de Maio


Ataques a direitos trabalhis-tas atingiram um ponto de fervura com o ajuste fiscal e o projeto da terceirização
Faz muito tempo que o 1º de Maio, originalmente Dia dos Trabalhadores, vem sendo esvaziado de conteúdo. A começar do nome. Virou "Dia do Trabalho", como a celebrar uma unidade social fictícia, sobretudo em países como o Brasil.
A desidratação nem sempre deu certo, a depender da conjuntura. Nos últimos anos, porém, a coisa tem pendido mais para piqueniques e sorteios do que para manifestações reivindicativas. Não que estas tenham deixado de existir. A culpa é de um movimento sindical perigosamente adaptado a conveniências do poder e soluções palacianas.
Em 2015 a conversa pode ser outra. Os ataques a direitos trabalhistas encontram-se num ponto de fervura. Medidas como o projeto de lei da terceirização ameaçam conquistas históricas; o ajuste fiscal de Levy bate de frente com as necessidades de qualquer trabalhador --empregado ou desempregado.
Verdade que o PL 4330 passou em duas votações da Câmara. Mas foram instantes bem diferentes. No primeiro, massacre no placar --324 a 137. Já no segundo turno, a vantagem encolheu para míseros 27 votos.
Pesou nisso uma grita geral por parte de sindicatos, movimentos sociais e setores da cúpula da Justiça do Trabalho. Um dos veredictos mais contundentes veio de Patrícia Ramos, presidente da associação dos magistrados da área em SP. Para ela, o projeto cria "carcaças de empresas", em que o "empregado continuará com as mesmas obrigações; em contrapartida, seus direitos serão reduzidos". Simples assim.
Juntando as querelas entre Eduardo Cunha e Renan Calheiros, mais o bate-cabeça dos tucanos em torno de um impeachment nefelibata, o quadro mostra-se favorável a uma nova hibernação do projeto. Ilusório dispensar, contudo, o fator decisivo da pressão popular. A tramitação até agora provou a existência de vida fora do parlamento e seu "Cunha party".
O 1° de Maio será um teste importante. Alguns já escolheram o lado, entre eles Paulinho da Força. Entusiasta da terceirização, transformou a central que comanda em guichê secundário da Fiesp. Um papelão. Seu partido, o Solidariedade, é uma caricatura mesmo nas trapalhadas. Um de seus ex-deputados, Luiz Argôlo, acaba de dar sua contribuição ao vocabulário dos escândalos com a farra do Transbaião --desvio de dinheiro público para promover festas juninas.
É o caso de saber como ficará o PT nesta história toda. Enrolado com a Lava Jato e a aplicação de medidas econômicas impopulares, o governo Dilma dá sinais de que vai travar o projeto. Detalhe: só sinais por enquanto. Já os petistas têm ensaiado uma reação pela sobrevivência da legenda. Será didático observar como o partido resolverá a equação de, numa faixa defender direitos trabalhistas históricos e, na outra, um programa de arrocho econômico. O muro já tem dono faz tempo.
MÃOS QUE NÃO SE LAVAM
Não cabe dúvida: o PT tem pesadas contas a ajustar no escândalo da Petrobras, assim como multiplicam-se evidências de que muitas das práticas do partido exibem impressões digitais antigas. Em seu périplo de entrevistas, FHC acusa os petistas de achar que o Brasil nasceu com eles. Há que dar ao ex-presidente alguma razão: a manchete da Folha deste domingo e depoimentos da Lava Jato testemunham que certas coisas começaram muito antes, e deixaram penas pelo caminho.

Sérgio Moro e a certeza de que é Deus. Por Fábio Lau - do Rio de Janeiro. No jornal Correio do Brasil.

Sérgio Moro e a certeza de que é Deus

26/4/2015 18:22
Por Fábio Lau - do Rio de Janeiro

O juiz federal Sérgio Moro
O juiz federal Sérgio Moro
Não há problema insolúvel quando um homem passa a suspeitar de que seja o próprio Deus. Muitas vezes um comprimido tarja preta ou uma dose de semancol, que vem em forma de topada no pé da cama, é suficiente. Mas o problema fica muito sério quando o sujeito deixa a escala da suspeita e passa a ter certeza absoluta da sua divindade. Aí a tendência é de que a vaca vá para o brejo. A vaca, o rebanho, o pasto, a fazenda inteira. É o que ocorre com o juiz Sérgio Moro, que conduz o processo da Lava  Jato.
O caso da prisão da cunhada do tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, é emblemático. Ao ver num vídeo um mulher muito parecida com ela na fila de um caixa eletrônico, o magistrado, do alto do seu achismo, corroborado por uma promotoria também “achista”, decretou sua prisão. E disse que o vídeo provava que ela fazia depósitos para a irmã de maneira pulverizada. Só Deus viria tanto em tão pouco.
Marice Correia de Lima estava no exterior, onde participava de um Congresso, quando foi informada de que Moro queria prendê-la. Retornou para se apresentar, se defender e esclarecer a dúvida do juiz. Que dúvida se no seio de Deus só há certeza? Foi presa, claro. O MP pediu ainda ampliação da prisão porque criminosa periculosa assim…. só atrás das grades! Até que a verdadeira dona da imagem que aparece no vídeo, Giselda Rousie de Lima, irmã de Marice, Mulher de Vaccari, é finalmente reconhecida. Ela que já havia dito ser a pessoa que aparecia no vídeo: “esta pessoa sou EU!” – mas foi ignorada. E ela disse mais: “eu estava movimentando a minha conta no caixa eletrônico”. Mas Deus deu de ombros.
Moro mandou soltar Marice. Apenas. Sem maiores explicações, pedidos de desculpas ou qualquer coisa. “Deus”, como se sabe, tem mais o que fazer.
O magistrado Moro foi a estrela de um prêmio inventado pelo jornal O Globo para bajular lideranças políticas de direita que se dispõe a cumprir bem seu papel – atacar o PT. E, perto do Olimpo, entendeu que era ele, ou deveria ser em definitivo, o protagonista deste grande teatro em que se transforma a Lava-Jato.
Na lista dos beneficiários da grana das empresas que trabalhavam para a Petrobras existem muitos partidos. Uma lista divulgada ontem em Conexão (leia aqui) mostra mais de duas dezenas. Nela, além do PT, o PSDB (segundo beneficiário), PMDB, DEM, PR e etc. Mas ao ler a lista percebe-se o quão parcial é a Justiça Divina imposta pelo lugar tenente de Nosso Senhor aqui na Terra. Moro ignora outras legendas na sua investigação. Seu alvo, sua meta, sua obsessão é o PT. E para isso ele não mede esforços, não reconsidera decisões, não pede desculpas e nem redobra cuidados.
Moro está seguindo em marcha firme em direção ao abismo. Mas ouve a ovação da plateia como se fosse um herói a se aproximar da linha de chegada – cada um ouve o que quer. Quando cumprir seu papel, ou pedir aposentadoria, conforme fez outro “Deus” há alguns meses, se achará pronto para alçar o mais alto posto reservado aos dotados do dom da imortalidade. É um caminho possível. Mas a vida e seus mistérios muitas vezes são impiedosos com a vaidade. Por vezes reserva um forte aprendizado para aqueles que, se achando poderosos, subjugam, tripudiam e atropelam no solo sagrado que é a vida de seu semelhante.
Fábio Lau é jornalista, diretor de Redação do Conexão Jornalismo.

ONU: Brasil deu mais trabalho digno às mulheres. No Brasil 247. Esse é o legado do Partido dos Trabalhadores.

ONU: Brasil deu mais trabalho digno às mulheres

UN Women/Ryan Brown:
O relatório mundial "Progresso das Mulheres no Mundo 2015-2016", elaborado pela ONU Mulheres, traz destaque para os avanços do Brasil; documento mostra que de 2001 a 2009, a participação das mulheres no mercado de trabalho brasileiro subiu de 54% para 58%; no mesmo período, foram criados 17 milhões novos postos de trabalho, dos quais mais de 10 milhões com carteira assinada. Entre 1995 e 2007, a diferença na remuneração de homens e mulheres caiu de 38% para 29%; "Políticas de proteção social também tiveram efeitos importantes: uma nova queda de 16% na desigualdade foi devido a aumento das pensões e 12% para o programa de bem-estar social Bolsa Familia", diz o relatório.


Brasil 247 - O relatório mundial "Progresso das Mulheres no Mundo 2015-2016: Transformar as economias para realizar os direitos", elaborado pela ONU Mulheres, traz destaque para os avanços do Brasil. No documento que será lançado nesta segunda-feira, 27, no México, o país é elogiado por seu papel na geração de trabalho digno para as mulheres.
Segundo a ONU Mulheres, de 2001 a 2009, a participação das mulheres no mercado de trabalho brasileiro subiu de 54% para 58%. Além disso, foi ampliada a cobertura de proteção social com empregos com carteira assinada.
O documento aponta que frequentemente os direitos econômicos e sociais das mulheres são limitados porque "elas são forçadas a viver em um mundo de homens".
O relatório também diz que as mulheres ocupam os empregos com menores remunerações e baixa qualidade e continuam a ser alvo das condições mais precárias de saúde, acesso à água e saneamento. As mulheres ainda são responsáveis pela carga excessiva de trabalho de cuidado sem salário, algo que as políticas de austeridade e os cortes orçamentários têm intensificado.
O documento faz parte da programação do 20º aniversário da Quarta Conferência Mundial sobre a Mulher, ocorrida em Pequim, na qual se definiu uma agenda internacional para fazer avançar a igualdade de gênero.
O destaque ao Brasil aparece no segundo item do relatório, que diz que entre 2001 e 2009 foram criados 17 milhões novos postos de trabalho, dos quais mais de 10 milhões com carteira assinada. Entre 1995 e 2007, a diferença na remuneração de homens e mulheres caiu de 38% para 29%.
"O sucesso do Brasil na criação de empregos decentes é o resultado de um conjunto de políticas econômicas e social (...) O aumento do valor real do salário mínimo tem ajudado a reduzir pobreza e explica a queda de 66% da desigualdade no período de 2000-2008. Políticas de proteção social também tiveram efeitos importantes: uma nova queda de 16% na desigualdade foi devido a aumento das pensões e 12% para o programa de bem-estar social Bolsa Familia", diz o relatório.
Os salários das mulheres são, em média, 24% inferiores aos dos homens, em todo o mundo, segundo o relatório. A Àsia Meridional tem a maior desigualdade: 33%, enquanto que o Oriente Médio e a região Norte da Àfrica têm o menor: 14%.
Leia mais aqui.

Sibá confronta Aleluia sobre cassação do PT. No Brasil 247.

No site Conversa Afiada.

Operação Zelotes e Lista do HSBC somem como por encanto da 'liberdade de expressão'.



SwissLeaks

Atores, cineastas e músico estão na lista de correntistas do HSBC da Suíça

Personalidades e celebridades negaram envolvimento com operações ilegais

Atualizada em 23/03/2015 | 17h5423/03/2015 | 09h54
Atores, cineastas e músico estão na lista de correntistas do HSBC da Suíça Montagem sobre fotos de Divulgação/Agência RBS
Tom Jobim, Maitê Proença, Jô Soares, Claudia Raia, Edson Celulari e Jorge Amado estão entre os famosos citados Foto: Montagem sobre fotos de Divulgação / Agência RBS
Correção:  Das 9h54 até as 12h16, este site informou equivocadamente que o diretor Ricardo Waddington era também conhecido como Andrucha. Na verdade, são duas pessoas diferentes. Ricardo Waddington é diretor de televisão, atual funcionário da Rede Globo. Já Andrew Waddington, esse sim conhecido como Andrucha, é cineasta. Ambos estão citados na lista do HSBC. O texto foi corrigido.
Entre os mais de 8 mil brasileiros que tinham contas numeradas no HSBC da Suíça entre 2006 e 2007, estão nomes da cultura nacional, ligados a música, TV, cinema e literatura. Em contraponto ao levantamento feito pelo GLOBO e pelo UOL, os citados disseram não ter contas no banco ou não ter cometido qualquer irregularidade.

Das personalidades, quatro são membros da família de Jorge Amado — o escritor; sua esposa, Zélia Gattai; e dois filhos. Segundo o HSBC, a conta na Suíça foi aberta seis meses antes da morte de Jorge e, em 2006/2007, não tinha saldo.

Os nomes de Francisco Cuoco, Claudia Raia, Edson Celulari, Maitê Proença e Marília Pêra também aparecem na lista do SwissLeaks. O apresentador Jô Soares é relacionado a quatro contas numeradas, abertas entre 1988 e 2003. Em 2006/2007, todas estavam zeradas.

Leia aqui o Swissleaks, feito por jornalistas de 45 países
Polícia suíça faz operação no HSBC e caso Petrobras é incluído no processo

Tom Jobim, que morreu em 1994, também consta na lista dos brasileiros. Ele dividiu a conta com a mulher, Ana Lontra Jobim, que ainda aparece como dona de outras duas contas.

Com exceção de Jô Soares e dos irmãos Andrucha (cineasta) e Ricardo Waddington (diretor na Rede Globo), os artistas e intelectuais listados desenvolveram trabalhos financiados, em parte, por dinheiro de fomento à cultura.

Citados negam operações ilegais
As celebridades que aparecem nas planilhas do banco disseram ao GLOBO que não têm ciência de qualquer conta no HSBC ou terem realizado todas as operações financeiras de forma legal.
Por e-mail, a filha de Jorge Amado, Paloma Amado, afirmou que o pai morou na França e abriu uma conta em Nova York para receber valores referentes a direitos autorais que vinham de fora do Brasil. Quando Jorge Amado ficou doente, o banco teria avisado que, pela legislação, em caso de morte do titular da conta, ela ficaria bloqueada até o encerramento da sucessão — e o tesouro americano cobraria um imposto altíssimo. Foi quando a família transferiu a conta para a Suíça.

Empresários de mídia e jornalistas aparecem na lista do HSBC
Leia as últimas notícias de Zero Hora
Jô Soares disse estar "espantado" com seu nome na lista.Ele afirmou ser correntista do HSBC de Nova York e disse que todas as transações foram devidamente declaradas às autoridades fiscais. Jô afirmou nunca ter sido informado sobre qualquer operação do banco com a filial suíça.
Maitê Proença disse que não tem conta no banco suíço. Francisco Cuoco, Marília Pêra e Claudia Raia foram procurados via assessoria, que não retornou os questionamentos do GLOBO e do UOL. A reportagem tentou localizar Edson Celulari pelo departamento de comunicação da TV Globo, mas não obteve sucesso. A assessoria e a família de Tom Jobim também não responderam aos questionamentos.

Ter uma conta bancária na Suíça ou em qualquer outro país não é ilegal, desde que seja declarada à Receita Federal. Os titulares também devem informar ao Banco Central quando o saldo for superior a US$ 100 mil.

* Zero Hora


Zelotes: Gerdau e RBS, afiliada da Globo, são principais alvos, diz jornal

A siderúrgica e o grupo de comunicação são suspeitos de corromper funcionários públicos para não pagarem impostos devidos
por Redação — publicado 31/03/2015 09:53
Arquivo / Agência Brasil
Polícia Federal
A PF envolveu 180 agentes na deflagração da Operação Zelotes, que contou com a participação do Ministério Público Federal, da Corregedoria do Ministério da Fazenda e da Receita Federal
A siderúrgica Gerdau, uma das 50 maiores companhias do Brasil, e a RBS, afiliada da Rede Globo no Rio Grande do Sul, são as empresas contra as quais há mais indícios de irregularidades investigados no âmbito da Operação Zelotes da Polícia Federal. A informação é do jornal Folha de S. Paulo. Deflagrada na quinta-feira 26, a Operação Zelotes apura a existência de um esquema responsável por causar o sumiço de débitos tributários, uma forma de desfalcar os cofres públicos. Até aqui, já foi confirmado um prejuízo de 6 bilhões de reais, que pode chegar a 19 bilhões, valor maior que o investigado inicialmente na Operação Lava Jato.
De acordo com a Folha, os investigadores responsáveis pela Zelotes teriam indícios consistentes contra 11 empresas: os bancos Santander e Safra; as montadoras Ford e Mitsubishi; as companhias Cimento Penha, Boston Negócios, J.G. Rodrigues, Café Irmãos Julio e Mundial-Eberle; além da RBS e da Gerdau. Segundo o jornal, o Ministério Público considera ter "indícios fortes" contra as duas últimas empresas.
A 12ª empresa citada na investigação é o banco Bradesco, mas os investigadores não teriam por enquanto nenhuma prova contra a instituição: apenas indicações de que houve contato entre funcionários do banco e as consultorias que intermediavam acesso a conselheiros do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf). O Carf é órgão do Ministério da Fazenda no qual os contribuintes podem contestar administrativamente – ou seja, sem passar pela Justiça – certas tributações aplicadas pela Receita Federal.
A força-tarefa que montou a Operação Zelotes descobriu a existência de empresas de consultoria a vender serviços de redução ou desaparecimento de débitos fiscais no Carf. Tais consultorias tinham como sócios conselheiros ou ex-conselheiros do Carf. Elas conseguiam controlar o resultado dos julgamentos via pagamento de propinas.
Segundo a PF, servidores públicos repassavam informações privilegiadas obtidas dentro do Carf para escritórios de assessoria, consultoria ou advocacia em Brasília, São Paulo e outras localidades, para que estes realizassem captação de clientes e intermediassem a contratação de “facilidades” dentro do Carf. Em diversas ocasiões, foram constatados tráfico de influência no convencimento de empresas devedoras ao fisco. Eram oferecidos manipulação do andamento de processo, “pedidos de vista”, exame de admissibilidade de recursos e ainda decisões favoráveis no resultado de julgamentos de recursos a autos de infrações tributárias, por meio da corrupção de conselheiros.

Revista Carta Capital

Manifestantes descomemoram 50 anos da Globo na entrada do Maracanãzinho. No jornal Correio do Brasil.

Manifestantes descomemoram 50 anos da Globo na entrada do Maracanãzinho

24/4/2015 8:52
Por Redação - do Rio de Janeiro

Manifestantes abriram faixas e cartazes contra a Rede Globo no Maracanãzinho
Manifestantes abriram faixas e cartazes contra a Rede Globo no Maracanãzinho
Um grupo de manifestantes de várias entidades e movimentos sociais realizaram uma manifestação de protesto nos portões de entrada do Maracanãzinho, no Rio de Janeiro, no final da tarde desta quinta, quando milhares de convidados esperavam para ingressar e ver o show com artistas populares em comemoração aos 50 anos da emissora. Com faixas, cartazes, bandeiras e camisetas estampando slogans e frases contra a TV Globo, os manifestantes distribuíram milhares de panfletos, e se revesaram no microfone para lembrar aos presentes as mazelas da emissora, das contantes práticas de manipulação da informação, a histórica vinculação com a ditadura, o crime de sonegação fiscal, a concentração monopólica e o apoio a políticos conservadores e corruptos.
Ativistas e militantes de entidades como FALERIO/FNDC, ARPUB, ARCO-RJ/MNRC, UBM, CUT, CTB, ENECOS, FIST, CMP, SindiPetro-RJ, SindRad-RJ, MagaCidadania, Barão de Itararé e Jornal Inverta, entre outras, fizeram uso da palavra e gritaram palavras de ordem como ‘A Verdade é Dura, a Rede Globo apoiou a Ditadura!’ e ‘O Povo não é Bobo, Abaixo a Rede Globo’. Entre perplexos e desconfortáveis, os convidados foram brindados com dezenas de informações e dados que certamente não aparecem no Jornal Nacional. “O aniversário da Globo não passou em branco. Nos próximos dias, milhares de panfletos continuarão a ser distribuídos em locais de concentração da população, amplificando as denúncias e a desconstrução da emissora cinquentona”, afirmam as instituições, em nota conjunta liberada na manhã desta sexta-feira.
“Consciente de que seu prestígio popular está em acentuado declínio, a Globo sequer divulgou antecipadamente que ocorreria tal festa. E quem está acostumado a frequentar estádios em eventos esportivos ou de entretenimento sabe avaliar com certa precisão a quantidade de pessoas presentes. E no caso desta festa da Globo, podemos afirmar que foi um contingente pífio”, encerra a nota.

Esquecida, Operação Zelotes já deu perdas iguais à Lava Jato. Por que eles merecem menos atenção que os crimes cometidos pelos investigados pela Lava Jato? Você decide. Por Tereza Cruvinel. No Brasil 247.

Esquecida, Zelotes já deu perdas iguais à Lava Jato

:
As perdas de recursos da União com o esquema de propinas no CARF/Receita Federal, onde empresas e bancos pagaram propinas para ter multas e impostos reduzidos, já chegam a R$ 6 bilhões e podem alcançar R$ 19 bilhões, equivalentes às da Petrobras, observa a colunista do 247 Tereza Cruvinel; "Entretanto, a Operação Zelotes, que investiga o esquema do CARF, vem sendo esquecida pela mídia, pelo Congresso e pelos udenistas de plantão", critica a jornalista; "A Polícia Federal e o Ministério Público Federal apuram fatos que podem configurar crimes de tráfico de influência, corrupção, advocacia administrativa, associação criminosa e lavagem de dinheiro. Por que eles merecem menos atenção que os crimes cometidos pelos investigados pela Lava Jato?", questiona Tereza; leia a íntegra.


Por Tereza Cruvinel
As perdas de recursos da União com o esquema de propinas no CARF/Receita Federal, onde empresas e bancos pagaram propinas para ter multas e impostos reduzidos, já chegam a R$ 6 bilhões e podem alcançar R$ 19 bilhões. As perdas já apuradas se equivalem às da Petrobrás, expressas no balanço auditado divulgado esta semana, com o esquema de corrupção investigado pela Operação Lava Jato. Entretanto, a Operação Zelotes, que investiga o esquema do CARF, vem sendo esquecida pela mídia, pelo Congresso e pelos udenistas de plantão.
Ontem foi finalmente instalada na Câmara a subcomissão especial de Fiscalização e Controle que acompanhará os trabalhos da Operação Zelotes,. tendo como presidente o deputado Valtenir Pereira (PROS-MT) e como relator o deputado Paulo Pimenta (PT-RS), que propôs sua criação.
Na próxima quarta-feira a subcomissão – que não tem todos os poderes de uma CPI, como o de quebrar sigilos, mas pode dar mais visibilidade ao grande esquema que vem sendo ignorado, aprovará o plano de trabalho e a lista dos primeiros convocados a prestar depoimentos. Entre eles, dirigentes das grandes empresas e bancos que pagaram propinas para ter multas e impostos reduzidos ou anulados pelo conselho que examina recursos dos contribuintes.
A Polícia Federal e o Ministério Público Federal apuram fatos que podem configurar crimes de tráfico de influência, corrupção, advocacia administrativa, associação criminosa e lavagem de dinheiro. Por que eles merecem menos atenção que os crimes cometidos pelos investigados pela Lava Jato? Você decide.