Sexta-feira, 10 de Julho de 2009

DEU NO "THE ECONOMIST"


Senador Arthur Virgílio é citado no artigo da "Economist", que lembra o empréstimo feito por Agaciel para que o senador pagasse despesas em uma viagem a Paris. A partir de denúncias como esta, a revista afirma que "parece injusto que Sarney seja o único pressionado a renunciar".

DESDE QUANDO LER UM PANFLETO COMO O CORREIO BRAZILIENSE FAZ COM QUE A EDUCAÇÃO NAS ESCOLAS MELHORE?

QUEREMOS BONS LIVROS , QUEREMOS INTERNET COM BANDA LARGA E MUITOS , MUITOS COMPUTADORES PESSOAIS , PARA QUE NOSSAS CRIANÇAS POSSAM COMPETIR EM PÉ DE IGUALDADE COM AS DO PRIMEIRO MUNDO.
PRECISAMOS DE UMA CPI NO GOVERNO DO DISTRITO FEDERAL PARA ESCLARECER ESSES CONTRATOS OBSCUROS ASSINADOS NA CALADA DA NOITE.
A IMPRENSA BRASILEIRA SE MOSTRA CADA VEZ MAIS CORRUPTA , GOLPISTA E RACISTA. É UMA VERGONHA NACIONAL E , AINDA , SE ACHAM NO DIREITO DE CRITICAR O MELHOR PRESIDENTE QUE O MUNDO JÁ VIU. O AMADO E QUERIDO PRESIDENTE LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA.
UM HOMEM QUE PENSA NUM PAÍS GRANDE E NUM POVO DESENVOLVIDO , AO CONTRÁRIO DO PANFLETO CORREIO BRAZILIENSE QUE SÓ PENSA EM MARACUTAIAS E QUER SE FAZER DE ÓRGÃO HONESTO.

O CORREIO BRAZILIENSE NÃO GOSTA DO LULA,MAS GOSTA DA GRANA DO DF(DEMÔNIOS)E SEM LICITAÇÃO.ATRÁS DAS CRÍTICAS À LULA TEM UMA FALCATRUA

Não bastasse os milhões gastos em publicidade institucional, o Governo do Distrito Federal (GDF) fechou um convênio com o Correio Braziliense , sem qualquer tipo de licitação, para a distribuição diária de 7.562 mil jornais a professores e alunos de 199 escolas urbanas e rurais da rede pública de ensino do DF.
No mesmo acordo, a Revista Veja receberá R$ 442.462 mil para munir os mesmos centros educacionais com seu periódico. Os recursos sairam do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (FUNDEB).
Sob o pretexto de lançar um projeto que vise incentivar a leitura e a escrita na rede pública,
o pro jeto, além da falta de concorrência pública, mostra também a ausência de um projeto pedagógico definido, falta de discussão com os professores e qualquer tipo de transparência, haja vista a escolha do Correio Braziliense.
Ao atacar os escândalos e cobrar decência do Senado Federal, o jornal escancara, no mínimo, contradição; já que publicou uma matéria anunciando o convênio sem relatar os valores e especificar o embasamento legal para que ele ocorra.

GOVERNO DO DISTRITO FEDERAL TEM MARACUTAIA COM O PANFLETO CORREIO BRAZILIENSE E A REVISTA VEJA

Ainda não conseguimos ter acesso ao valor total do convênio assinado com o Correio Braziliense para distribuição diária de 7.562 jornais às escolas públicas. Mas somente do Fundeb serão gastos mais de R$ 2,9 milhões para pagar ao CB, conforme pode se ver pela nota de empenho do Governo doDistrito Federal. Também descobrimos que há outra nota de empenho do Fundeb em favor da RevistaVeja, no valor de R$ 442.462,50.
Ou seja, além de gastar milhões com publicidade institucional, o governo do DF gastará recursos para o desenvolvimento da educação básica para dotar as escolas de publicações escolhidas, se não ilegalmente,pelo menos de forma irregular, pois o convênio foi feito sem licitação, sem um projeto pedagógico definido, sem discussão com os professores e sem transparência. É no mínimo uma contradição que o Correio, tão veemente ao atacar o Senado por causa dos atos secretos (no dia 24 de junho, por exemplo, a manchete do Correio é “Senado simula atos de decência”, publique uma matéria anunciando o convênio sem dizer os valores envolvidos e sem especificar o embasamento legal para que ele ocorra. O que está em jogo nessa história toda?
Enquanto isso, as bibliotecas de nossas escolas estãoem petição de miséria, sem livros e estrutura de funcionamento.
Esses recursos poderiam ser utilizados para equipá-las com clássicos da nossa literatura, para dotá-las de banda larga na Internet, o que garantiria a diversidade e a pluralidade das informações a serem trabalhadas no projeto Leio e Escrevo meu Futuro (esse é
o nome do projeto em que serão utilizados os jornais do Correio Braziliense).
Essa política de financiar publicações da grande imprensa
é similar a que tem sido conduzida em SãoPaulo, onde o governador José Serra também está pagando à Editora Abril assinaturas da Revista Veja para distribuir às escolas.Cabe aqui uma reflexão: será que são esses os tipos de instrumentos mais adequados para incentivar o gosto pela leitura e o pensamento crítico dos nossos alunos, como quer a Secretaria de Educação?

Senador Arthur Virgílio pede que TCU e MP investiguem Fundação José Sarney.Por quê a base aliada não pede a investigação desse Senador?




Vamos lá Senador Aloizio Mercadante acuse , também , o Senador Arthur Virgílio pelo empréstimo de Agaciel Maia e por ter funcionários fantasmas. Caso contrário , quem cala consente.

YEDA CRUSIUS NÃO PODE TER CPI,SÓ A PETROBRAS.PSDB SÓ TEM HONESTOS E VESTAIS,MENOS AQUELES!


EU NÃO FIZ NADA. COMPREI A CASA COM AS MINHAS ECONOMIAS.
A IMPRENSA CORRUPTA , GOLPISTA E RACISTA ME PROTEGE E ATACA SÓ O QUE PODE PREJUDICAR O GOVERNO LULA.
VOCÊS NÃO SE LEMBRAM DA FILHA DO FHC , QUE TRABALHAVA EM CASA E GANHAVA MAIS DE SETE MIL REAIS POR MÊS. A GLOBO NEM NOTICIOU NO NOSSO JN. DEUS ABENÇOE A GLOBO E O JN.
POVINHO BRASILEIRO , VOCÊS SÃO UNS OTÁRIOS.

Deputado José Anibal do PSDB garante que Yeda Crusius não fez nada de errado e não quer CPI.CPI só para os otários do PT


CLIQUE NA IMAGEM DO DEPUTADO PARA VER MELHOR SUA CARA DE PAU.

O ocaso da democracia liberal.Artigo de Frei Betto

O ocaso da democracia liberal.
Frei BettoEscritor, é autor de Diário de Fernando – nos cárceres da ditadura militar brasileira (Rocco), entre outros livros.
A descoberta de que o Senado brasileiro é um antro de nepotismo, corrupção, tráfico de influências e mordomias aviltantes – embora haja senadores e funcionários éticos, de competente dedicação ao serviço público – traz à tona questão mais profunda: o fim de uma era política em que as instituições de poder pairavam acima de qualquer suspeita. A imunidade é irmã gêmea da impunidade. Como o atual sistema democrático é meramente delegativo, eleitos desprovidos de caráter e valores morais se valem dos labirínticos canais do poder público para, em nome do povo, promover o benefício próprio. Para isso lançam mão de decretos secretos, artimanhas casuísticas, nepotismo implícito, estendendo uma malha burocrática integrada por funcionários coniventes, cúmplices da desfaçatez, desprovidos de ética e amor à coisa pública por força de proventos e prebendas abusivos. Nas sociedades capitalistas, predominam relações desiguais de poder. Uma das características do parlamento burguês é legislar em causa própria, sobretudo no que concerne a salários, ajudas de custo, propinas e salvaguardas (auxílio-moradia, plano de saúde, transportes extensivos a familiares etc.). “Nada mais perigoso que a influência dos interesses privados nos assuntos públicos”, escreveu Rousseau em O contrato social. Eleger-se vereador, deputado ou senador torna-se, para muitos, uma ambição pessoal destituída de qualquer motivação de serviço ao bem comum. A eleição transforma-se em loteria. O premiado decola para a esfera blindada pela áurea de autoridade, isento do risco de a sociedade investigá-lo e, eventualmente, puni-lo. Ele só pode ser julgado por seus pares e instâncias superiores, quase sempre marcados por complacente conivência. O ocaso da democracia liberal resulta do controle social sobre o poder público. A maracutaia vem à tona graças às investigações da imprensa, de movimentos sociais e ONGs que se dedicam a vasculhar as contas públicas e tornar transparente a atuação dos políticos. Lançam-se, assim, as sementes de nova era democrática, a da autoridade partilhada. Esse exercício cidadão de aferição dos eleitos e da máquina do Estado mina, aos poucos, a escusa politicagem ancorada no coronelismo, no compadrio, nas ameaças veladas e explícitas, na extensa rede de nomeações e compensações, que vão das licitações fajutas ao salário astronômico de um mordomo. Quebram-se as redomas que envolvem o poder, desprivatiza-o, devolve-o à precípua finalidade: o serviço ao público. Na democracia participativa, a autoridade é exercida pelo cidadão e pela cidadã, a quem o político, como servidor, tem o dever de prestar contas. Toma-se a sério o conceito de democracia: o exercício do poder, não somente em nome do povo, mas pelo povo e com o povo. Por meio de mecanismos de aferição do desempenho dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, desvelam-se os seus atos e revelam-se os obscuros meandros que até então favoreciam as trevas encobridoras de safadezas cometidas à revelia do público e com o dinheiro do contribuinte. Agora todos sabem que o rei está nu. Aos poucos, rompe-se a velha hegemonia de poder que consistia no controle da mídia, no atrelamento dos partidos a figuras caudilhescas, na criação de vasta rede de influências mediante nomeações voltadas ao fortalecimento das bases políticas que asseguravam a uma família, grupo ou partido a perpetuação no poder. Refunda-se o Estado moderno. Na América Latina e no Caribe, desponta a primavera democrática que rechaça os golpes de Estado, como ora ocorre em Honduras, e veta-se o acesso ao poder de políticos submissos ao receituário neoliberal. Para horror das velhas oligarquias, muitos eleitos tiveram origem política em movimentos sociais, governam em benefício dos mais pobres e não descartam a utopia de uma sociedade pós-capitalista. É verdade que, neste período de transição da democracia liberal à democracia real, participativa, sombras e luzes se mesclam, como alianças eleitorais entre setores progressistas e conservadores, no ambíguo compasso de uma no cravo e outra na ferradura. Interesses eleitoreiros se sobrepõem ao rigor ético; o uso do dinheiro público se esconde sob cartões de crédito e investimentos institucionais, como fundos de pensão, imunes à transparência; empresas privadas cooptam políticos e partidos através do financiamento de campanhas.
Muito além do sistema político, a democracia deve vigorar também no sistema econômico, nas esferas familiar, racial, sexual, religiosa, nas relações comunitárias e corporativas. Isso não se alcança senão por meio de mecanismos e instituições que obriguem o Estado a se submeter ao efetivo controle popular.

Poderosa indústria brasileira da vaidade

Poderosa indústria da vaidade.
Bons resultados no 1º semestre fazem empresas elevar de 5% para 11% projeção anual de expansão.
Karla Mendes
Fabiane, publicitária: “Vi mais pessoas deixando de comprar [produtos de beleza] na Europa do que no Brasil.

O mercado de cosméticos no Brasil está imune à crise. O volume de vendas segue em ascensão em meio à turbulência mundial e à incerteza sobre a manutenção de empregos. Os brasileiros, especialmente as mulheres, também não têm migrado para linhas baratas, o que mostra que os itens de beleza e higiene pessoal tornaram-se indispensáveis nas listas de compra. É o poder da indústria da vaidade. Tanto que a Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos (Abihpec) revisou a meta de expansão para este ano de 5% para 11%, tendo em vista o desempenho do primeiro semestre, que ficou 18% acima em comparação a igual período de 2008. “O resultado definitivo poderá ser ainda maior que 18%”, ressalta João Carlos Basilio, presidente da Abihpec. “O primeiro semestre teve crescimento muito acima da expectativa. Como tradicionalmente o segundo semestre traz uma aceleração no ritmo de vendas, tudo indica que em 2009 o crescimento real (descontada a inflação) do setor será de 11% ou até maior”, projeta. Em 2008, o setor faturou R$ 21,7 bilhões, 10,6% maior frente a 2007. Entre os fatores que contribuem para bons resultados seguidos, Basilio destaca o aumento da renda do brasileiro, o hábito das pessoas em usar cosméticos e a manutenção do ritmo de investimentos e de lançamentos das empresas, mesmo na crise. As mulheres são as principais responsáveis por esse boom. Em Brasília, a publicitária Fabiane Amaral é um exemplo desse mercado. Sempre que seus itens de maquiagem, perfume e hidratante acabam, ela renova seus estojos em lojas especializadas, onde gasta, em média, R$ 100. “No fim do ano então, chego a gastar R$ 500 na brincadeira”, conta. “Na Europa é muito mais barato comprar produtos de beleza e a diferença de preço é grande, mas vi mais pessoas deixando de comprar lá do que aqui”, comenta a consumidora, que acaba de voltar da Inglaterra e Moçambique. A estudante Sarah Pereira de Souza gasta cerca de R$ 30 por mês e sempre compara valores. “Notei que aumentaram os preços de lápis de olho, gloss, produtos para cabelo”, observa. “Os meios estão divulgando: ‘Consuma mais’. Logo, as pessoas estão, também, comprando mais artigos de beleza. Afinal de contas, a vaidade não pode ser deixada de lado”, acrescenta. Investimento Com participação de 8,6% do mercado mundial de higiene pessoal, perfumaria e cosméticos, o Brasil ocupa a terceira posição do ranking de 2008 divulgado pelo Euromonitor, atrás apenas dos EUA e do Japão. No mercado brasileiro, os cosméticos têm peso de 88% nas vendas diretas, feitas por catálogos por meio de vendas de porta em porta. “A venda direta passou ao largo da crise. Como não é dependente de crédito, não é afetada como outros setores”, observa Lírio Cipriani, presidente da Associação Brasileira de Vendas Diretas. O relançamento de itens acessíveis e a apresentação de produtos sofisticados foram responsáveis pela ampliação de 12% nos negócios da Avon no primeiro trimestre. “Uma coisa importante é a relação custo-benefício dos nossos itens e os produtos de luxo por um preço acessível”, diz Elisabete Rodrigues, gerente de Marketing da companhia. A executiva destaca o relançamento da linha de colônias refrescantes, que custam a partir de R$ 9, de óleos corporais, a partir de R$ 15,99, e de promoções, que podem chegar a R$ 6,99. Com a entrada da Avon no segmento de coloração para cabelos, que representa 20% desse mercado, Elisabete avalia que o crescimento será mantido. Acreditando nisso, a companhia elevou os investimentos em mídia e em estrutura, com destaque para o centro de distribuição em construção em Cabreúva (SP), com aporte de US$ 150 milhões e inauguração prevista para 2010. “Será o maior centro de distribuição do mundo”, informa Elisabete. Consumo Algumas empresas acreditam que a crise pode até ter beneficiado o setor. O resultado da Nivea, por exemplo, mostra alta de 17,4% nas vendas do primeiro trimestre na comparação com 2008. “Quando analisamos as categorias, vemos que o consumo não caiu. Por quê? Porque os produtos são de uso diário, como desodorante, loção para o corpo e sabonete. Às vezes, as pessoas deixaram de comprar um carro, um eletrodoméstico para investir em si mesmas”, ressalta Nicholas Fischer, presidente da Nivea. Desde 2005, a Nivea fixou metas de aumento do faturamento de 15% ao ano no Brasil, número que está mantido para 2009. “O que vemos aqui no Brasil é que para a consumidora brasileira, beleza é fundamental”, reforça. A companhia não cortou nenhum centavo da verba de marketing para país, ao contrário da Europa, onde a previsão de queda do Produto Interno Bruto (PIB) para este ano é de 6%. Devido à tradição da marca, Fischer acredita que a companhia tenha sido beneficiada com a vinda de consumidores de marcas premium para a Nivea, que têm preços mais acessíveis. O Boticário acredita que vai ultrapassar a meta de 16% a 18% de expansão este ano. Um dos sinais é que o valor médio entre R$ 65 e R$ 70 gasto pelos consumidores nas lojas não baixou. “A inserção da mulher no mercado de trabalho continua pujante. Também temos portifólio amplo, com mais de 700 produtos em mais de 2,7 mil pontos de venda”, ressalta Andrea Mota, diretora de Marketing. Até o fim do ano, serão abertas 100 lojas no país. Até 2012, o investimento da companhia soma R$ 170 milhões, sendo a metade destinada ao centro de distribuição em construção em Registro (SP). Um dos lançamentos de destaque foi a linha de batons a R$ 9,90. Andrea explica que o produto atraiu novos clientes e que os consumidores tradicionais aproveitaram para comprar vários, para ter um batom para cada ocasião. Resultados US$ 28,77 bilhões é quanto movimenta o mercado de cosméticos no Brasil ao ano 3ª é a posição ocupada pelo setor do Brasil no ranking mundial, atrás apenas dos EUA e Japão 11% é a meta de crescimento do setor para este ano 18% foi o aumento de vendas registrado no primeiro semestre
A venda direta passou ao largo da crise. Como não é dependente de crédito, não é afetada como outros setores
Lírio Cipriani, presidente da Associação Brasileira de Vendas Diretas

LULA TRABALHA E OPOSIÇÃO ATRAPALHA,MAS LULA VENCE E COM ELE O BRASIL

Governo livre para gastar no PAC.
Comissão Mista de Orçamento aprova relatório que deixa o Programa de Aceleração do Crescimento de fora da meta de superávit primário.
Daniela Lima Paulo Bernardo com Dilma: ministro do Planejamento negociou liberação das verbas do PAC, administrado pela candidata do presidente Lula.
Principal bandeira da candidatura da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, à Presidência, o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) ficou de fora do cálculo da meta de superávit primário estabelecida na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para 2010. Isso significa que R$ 22,5 bilhões não serão incluídos na reserva para pagamento de dívidas da União e ficarão livres para investimentos. Na prática, a medida cria uma folga no caixa do governo, que poderá lançar mão desse montante para acelerar a conclusão de obras públicas, corrigir o valor do Bolsa Família, conceder reajustes acima da inflação a aposentados e garantir aumento salarial ao funcionalismo público. A negociação que resultou na liberação dessas verbas foi arquitetada pelo ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, e completa a estratégia do governo de dar fôlego às propostas de suporte à campanha de Dilma no próximo ano. Além das obras do PAC, a Petrobras ficou de fora da meta do superávit primário. Assim, a estatal poderá lançar mão de, pelo menos, mais R$ 16 bilhões para investimentos. Até 2008, a empresa participava no esforço fiscal com 0,5% do valor do Produto Interno Bruto (PIB). Quando do estabelecimento das mestas fiscais para este ano, o governo já havia conseguido deixar a estatal de fora do cálculo do superávit. Agora, repetiu a manobra para 2010. Segundo a Associação Contas Abertas, os investimentos da União no primeiro semestre bateram recorde desde a criação do Plano Real, em 1994. Foram R$ 11 bilhões, 13% a mais do que no mesmo período de 2008. Críticas A oposição criticou as manobras da base do governo para aumentar os investimentos em 2010. “Fica evidente que isso está sendo feito para viabilizar liberações de verbas no ano das eleições”, disse o líder do DEM na Câmara, Ronaldo Caiado (GO). O texto da LDO foi aprovado ontem na Comissão Mista de Orçamento. A previsão é que seja votado em plenário na próxima terça-feira, abrindo espaço para o início do recesso parlamentar. O relator da LDO, deputado Wellington Roberto (PR-BA), disse que as críticas à retirada do PAC da meta de superávit primário são excessivas. “A oposição acha que esse dinheiro será usado de forma eleitoreira, mas esquece que dinheiro para investimentos gera emprego, renda e benefícios à sociedade”, defendeu. A oposição discorda e promete obstruir a votação da lei na semana que vem. “Na CMO o governo tem maioria, mas no plenário não conseguirá aprovar sem ouvir a oposição”, avaliou o deputado Cláudio Cajado (DEM-BA), membro da CMO.

NO SERVIÇO PÚBLICO
Entenda o caso
Normas estabelecidas O PAC e a Petrobras não vão precisar fazer economia para ajudar no pagamento das dívidas. Com isso, o governo contará com mais R$ 38,5 bilhões livres para investimentos.
Mesmo que a Lei Orçamentária Anual não seja aprovada até 31 de dezembro, as estatais poderão executar as parcelas de investimentos que contarem com integralização de recursos da União.
O Tribunal de Contas da União passa a ter prazo para enviar informações ao Congresso Nacional sobre obras paralisadas. Serão 90 dias.
Após esse prazo, a Comissão Mista de Orçamento poderá deliberar sobre o desbloqueio orçamentário de empreendimentos com indícios de irregularidades graves sem conhecimento das informações levantadas pelo TCU.
Estados e municípios ganharam uma flexibilização de 0.05% na meta de superávit primário, o que também amplia a capacidade de investimentos. Caso utilizem a folga, esse percentual terá de ser coberto pela União.

Obama na seleção

Obama na seleção.
A popularidade do futebol nacional motivou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva a presentear autoridades estrangeiras com uma camisa da seleção autografada por jogadores. Em conversa com o presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Ricardo Teixeira, Lula demonstrou interesse em levar o mimo para Paris, Roma e Áquila. Ontem foi a vez do presidente americano, Barack Obama (foto), receber o presente. “Olha isso. Maravilhoso”, disse enquanto mostrava a camisa aos fotógrafos. Ele brincou com Lula sobre a recente final da Copa das Confederações, em que o Brasil virou o jogo no segundo tempo e venceu por 3 a 2. “Os EUA não tomarão mais uma virada”, brincou Obama. As assinaturas, no entanto, não são apenas da equipe que venceu os EUA, na África do Sul. Na camisa estão os nomes de Dida, Daniel Carvalho e Edmílson, que defenderam a seleção em 2006 e não foram mais convocados. “Foi a primeira vez que um presidente da república pediu uma camisa da seleção para dar de presente. O anterior (Fernando Henrique Cardoso) não teve essa sacada”, disse Rodrigo Paiva, assessor de imprensa da CBF.

Brasil retoma crescimento sustentável

Brasil retoma crescimento sustentável.
O Brasil iniciou em abril a retomada do crescimento sustentável, segundo mostrou estudo do Instituto Brasileiro de Economia Aplicada (Ipea) divulgado nesta quinta-feira (9/7). Naquele mês, o Índice de Qualidade do Desenvolvimento (IQD) registrou 226,89 pontos, de um total de 500 possíveis. Havia 16 meses que o indicador estava em queda, sinalizando uma menor atividade econômica combinada com má distribuição de renda e baixa inserção externa.
O crescimento do IQD no quarto mês do ano reflete a recuperação parcial da indústria, que até os primeiros meses de 2009 encerrava um processo de ajuste no estoque. Outro dado positivo mostrou que, em abril, os empresários brasileiros tinham melhores expectativas quanto à melhora da economia do que nos meses anteriores, o que contribuiu para uma alta no indicador de 8,4%.

Petrobras subiu da 63a para a 34a posição entre as 500 empresas de maior faturamento do mundo

Petrobras se torna 34a maior empresa do mundo, segundo Fortune.
REUTERS
SÃO PAULO - A Petrobras subiu da 63a para a 34a posição entre as 500 empresas de maior faturamento do mundo, segundo o mais recente ranking global publicado pela revista norte-americana Fortune, com base nos dados de 2008. A petroleira estatal foi a única companhia brasileira dentre as 100 maiores do mundo, segundo o levantamento, tendo registrado no ano passado um faturamento de 118,2 bilhões de dólares. Do Brasil, o ranking inclui ainda Bradesco, na posição de número 148, seguido por Itaúsa, controladora do Itaú Unibanco, Banco do Brasil, Vale e Gerdau, nos lugares de número 148, 149, 174, 205 e 400, respectivamente. Pelo critério de lucratividade, a Petrobras apareceu na sexta posição, superando gigantes como a Microsoft (7a), General Electric (8a), Nestlé (9a) e Wal-Mart (14a). Nesse quesito, a mineradora brasileira Vale ficou na 16a posição. O relatório apontou a gigante anglo-holandesa de petróleo Shell como a líder do ranking, tornando-se a primeira companhia não norte-americana a encabeçar a lista. Das dez primeiras empresas que formam o ranking, sete são do setor de petróleo. Wall Mart, a líder do ano anterior, caiu para terceira posição, atrás da também petroleira Exxon Mobil, dos EUA. As também petroleiras BP (Grã-Bretanha), Chevron (EUA), Total (França) e ConocoPhilips (EUA) ocuparam as posições de 4 a 7, nesta ordem. O grupo financeiro holandês ING Group ficou em oitavo, seguido pela petroleira chinesa Sinopec e pela montadora japonesa Toyota completando a lista das dez maiores.

(Reportagem de Aluísio Alves)

Dilma diz que "demonizar" Sarney é caminho para a "pizza"

Dilma diz que "demonizar" Sarney é caminho para a "pizza".
A ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) disse ontem que a "demonização" do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), é uma tática para que os escândalos da Casa terminem em "pizza". Em Teresina (PI), a ministra disse que o governo é a favor de "apurar", e não de "demonizar".
"O que o governo discorda de forma taxativa é de atribuir problemas estruturais que duram mais de 15 anos, se não me engano, e que envolvem grande número de pessoas, e atribuir o problema a uma única pessoa. Esse é o caminho mais curto para a pizza", afirmou Dilma.
"[Se] pegar uma pessoa e atribuir a ela toda a responsabilidade e afastá-lo, no dia seguinte tudo é esquecido e todas as outras questões entram para o debaixo do tapete", disse.
A ministra disse também que "há interesses políticos" na queda de Sarney e que os adversários podem estar querendo dar "um golpe".
"Por trás de alguns há interesse político, já que querem ganhar no tapetão. Há interesse político de chegar no caminho mais perto de tentarem um golpe. E aqui falo de não ser eleito no voto secreto e direto e um golpe de tentar encurtar o caminho do voto, utilizando outros expedientes", afirmou.
Dilma concedeu entrevista após fazer balanço do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) no Piauí, que terá investimento de R$ 11,6 bi.

Lula defende fim da 'ditadura' das agências de rating

Lula defende fim da 'ditadura' das agências de rating.
DENISE CHRISPIM MARIN, ENVIADA ESPECIAL - Agencia Estado
L'AQUILA, ITÁLIA - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu hoje o fim da "ditadura" das agências de classificação de risco, durante o encontro entre os líderes do G-8 (grupo das sete economias mais industrializadas e a Rússia) e do G-5 (Brasil, China, Índia, México e África do Sul), em L''Aquila, na Itália. Segundo o assessor da Presidência para Assuntos Internacionais, Marco Aurélio Garcia, Lula argumentou que as consultorias privadas de rating estão mais permeáveis a interesses econômicos e expôs sua convicção de que poderiam ser substituídas por agências públicas que, a seu ver, são mais isentas para qualificar o risco das economias.