terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

LULA TRANSFERINDO VOTOS PARA DILMA


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Dilma e Lula visitam obra do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) Saneamento e Habitação em Governador Valadares (Foto: Ricardo Stuckert/Divulgação)

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DILMA TEM ORGULHO DE LULA E DIZ QUE NO GOVERNO DE FHC O BRASIL ERA PARA OS RICOS

TROLOLÓ NUNCA É CRITICADO PELA IMPRENSA CORRUPTA,TUDO QUE ELE DIZ QUE FAZ ESTÁ CERTO E O QUE FALA É LINDO.É O PIG EM AÇÃO

Dilma afirma que, se quiserem, vai comparar "obra por obra"

da Reuters
A ministra Dilma Rousseff (Casa Civil), pré-candidata do PT à Presidência da República, ratificou nesta terça-feira o discurso das comparações entre o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.

Em visita a obras do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) em Governador Valadares (MG), a ministra disse, se quiserem, vai comparar "obra por obra".

"Se quiserem comparar, nós vamos comparar. Número por número, casa por casa, obra por obra", afirmou Dilma, sem citar nenhum nome da oposição.

Segundo a ministra, "tem uma diferença muito grande desse governo em relação a qualquer momento da história recente deste país". "O Brasil cresce agora a favor do povo brasileiro e não contra o povo brasileiro, quando apenas poucos ganhavam", afirmou.

"Nós temos orgulho do nosso governo e temos orgulho do líder que nos lidera nesse governo, que é o presidente Lula", afirmou a ministra.

Críticas

A declaração de Dilma foi uma reação da crítica feita ontem por FHC sobre a liderança e a experiência da ministra. Ao participar ontem da inauguração da Biblioteca de São Paulo, obra do governo estadual, Fernando Henrique fez duras críticas a Dilma e a Lula, além de citar abertamente Serra como o candidato da oposição.

"[Dilma] pode até vir a ser, mas por enquanto ela não é líder. Por enquanto, é reflexo de um líder", disse, se referindo a Lula. "O Serra já tem liderança e mostrou que faz", afirmou.

A estratégia do governo é transformar a eleição presidencial de outubro em uma espécie de plebiscito. Em seu discurso, Dilma lembrou que é mineira e tentou demonstrar simpatia durante sua fala. No entanto, cometeu duas gafes.

Citando o esforço do governo para a construção de casas populares e criticando os antecessores de Lula, Dilma destacou que as ações do governo devem ter o objetivo de mudar a vida das pessoas.

"Não fizeram olhando os mais pobres, fizeram olhando os remediados, uma classe média", afirmou.

A ministra ainda alfinetou indiretamente o governador de São Paulo, José Serra (PSDB), provavelmente seu principal adversário na eleição. O tucano enfrenta problemas de enchentes no Estado.

"Quando ocorre um alagamento, quando ocorre um desbarrancamento, o pessoal fica espantado porque quem morre são os mais pobres", afirmou.

"Morrem os mais pobres porque não teve uma política habitacional nesse país que fizesse com que essas pessoas não fossem obrigadas a morar na beira do córrego, na beira do rio, na beira da lagoa, num fundo de vale ou na encosta de um morro."

Dilma argumentou ainda que o PAC tem o mérito de executar obras em lugares que nunca antes tinham recebido atenção do poder público, e frisou que a segunda edição do programa garantirá a continuidade desses avanços. "Nós vamos transformar cada vez mais o Brasil."

LULA DIZ QUE OPOSIÇÃO NÃO TEM PROJETO PARA O BRASIL

Lula diz que oposição tenta barrar inauguração de obras por falta de discurso

Ivan Richard
Da Agência Brasil
Em Brasília

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou hoje (9) que as ações dos partidos de oposição ingressadas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra suas viagens para inauguração de obras são um pretexto para a falta de discurso.

"Nós temos orgulho de nosso governo e de nosso líder", afirma Dilma Rousseff

“Penso que quando um partido de oposição não tem o que propor e não tem discurso, fica difícil a situação deles, então eles tentam impedir que o outro time jogue. Nossos adversários estão com aquele time mais frágil que tenta parar [o adversário] fazendo falta”, disse Lula em entrevista a rádios em Minas Gerais.

“Eles não têm como competir e tentar dizer que o presidente está viajando. Eles queriam que eu ficassem em Brasília? Tenho que ver as obras, que é o dinheiro do povo”, disse o presidente que hoje cumpre agenda com visitas a várias obras nos municípios mineiros de Teófilo Otoni e Governador Valadares.

Lula ressaltou que está recuperado da crise de hipertensão sofrida há duas semana e que pretende continuar viajando até o final do seu mandato. O presidente afirmou ainda que não medirá esforços para eleger “sua sucessora”.

“Vou continuar viajando até o dia 31 de dezembro à meia noite. A partir da meia noite começo a desligar os neurônios e pretendo passar para quem de direito e tenho convicção que vou fazer muita força para eleger minha sucessora. Aí sim, estarei tranquilo e não vou dar palpite porque vou deixar o governo com quem sabe jogar”, disse Lula em referência à candidatura da ministra-chefe da Casa Civil, Dima Rousseff.

Durante a entrevista, Lula ainda falou sobre os investimento que estão sendo feito em saneamento básico. Ele lembrou que a segunda edição do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2) será volta para obras de drenagem e sanamento. “Querermos mudar o Brasil. É preciso entender que cada centavo que for investido na coleta e no tratamento de esgoto, estamos investindo em saúde, porque é menos doença nas cidades.”

Manobra de Arruda adia pela 4ª vez eleição do novo presidente da CPI da Corrupção


MÁRCIO FALCÃO
da Folha Online, em Brasília

A manobra do governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda (sem partido), de reforçar sua base aliada na Câmara Legislativa com a saída do secretário de Habitação, Paulo Roriz, adiou pela quarta vez a eleição do novo presidente da CPI da Corrupção, criada para investigar o esquema de corrupção que envolve o governo local.


O retorno de Paulo Roriz à Câmara Legislativa foi provocado pelo afastamento do deputado Geraldo Naves (DEM) da Casa. Na semana passada, Naves confirmou que entregou ao jornalista Edson dos Santos, o Sombra, um bilhete escrito pelo governador. Segundo Sombra, que é uma das testemunhas do esquema de propina, o bilhete faria parte de uma tentativa de suborno comandada por Arruda.


O conselheiro do Metrô, Antonio Bento da Silva, foi preso pela Polícia Federal quando tentava realizar o suborno. Naves negou que o bilhete tivesse relação com o suborno e foi acusado pelos advogados de Arruda de ter tirado o bilhete da mesa de trabalho do governador sem autorização.


A expectativa é de que Paulo Roriz fique com a presidência da CPI. O líder do PT, deputado Paulo Tadeu, único representante da oposição na comissão, também deve apresentar sua candidatura ao cargo-chave. A data da eleição não foi definida.


A comissão ainda enfrenta problemas para preencher outra vaga que foi aberta com a saída da deputada Eliana Pedrosa (DEM). Ex-secretária de Arruda --que voltou ao Legislativo local após a crise--, a deputada deixou a CPI para dar mais "transparência" às investigações.


A vaga de Eliana pertence ao PMDB, mas, como três peemedebistas estão entre os parlamentares suspeitos de participação no esquema de corrupção, o partido ainda não indicou representante. Sem o nome do partido, o presidente da Câmara, Wilson Lima (PR), deve fazer a indicação.


Novas denúncias


O presidente em exercício da CPI, deputado Batista das Cooperativas (PRP), afirmou nesta terça-feira que a denúncia de que parlamentares da oposição estariam sendo monitorados por policiais civis de Goiás também deveria ser alvo de investigação na comissão. A suspeita é que eles estariam atuando a mando de pessoas ligadas ao governador.


"Acho que algumas situações deixaram o cenário político mais complexo. Não temos ainda os fatos que comprovam a monitoração de parlamentares nessa Casa por parte de policiais civis de Goiás, mas se forem confirmados precisamos investigar. Tenho pregado que não podemos ter ingerência de Poder algum nesta Casa. Temos que apurar todos esses fatos, mas temos que ter subsídios sobre isso", disse.


O relator da CPI, Raimundo Ribeiro (PSDB), disse que a suposta espionagem não surpreende. "Eu tenho até um dado novo. Meu gabinete recebeu a visita de uma pessoa com todos os indícios de que estava lá para grampear. Ele deixou evidências. E vamos apurar isso."


Paulo Tadeu sugeriu ainda que Sombra seja chamado à CPI para dar explicações sobre a suposta tentativa de suborno.

IRRITAÇÃO DE KASSAB DISFARÇA MÁ GESTÃO É A IMPRENSA CORRUPTA TENTANDO SALVAR TROLOLÓ

Irritação de Kassab com sujeira em piscinão "disfarça" má gestão, dizem especialistas

Arthur Guimarães
Do UOL Notícias
Em São Paulo
  • Divulgação

    Kassab em vistoria realizada no último sábado em piscinão na zona leste: prefeito deverá fazer nova visita hoje para ver se a limpeza está sendo bem feita. Para especialistas, fiscalização não deveria depender do chefe máximo do Executivo

Apesar do discurso enérgico, o prefeito Gilberto Kassab (DEM) demonstrou com suas declarações recentes que, na realidade, mais falta do que sobra comando quando o assunto é a limpeza dos piscinões de São Paulo.

Mergulhado em uma sucessão de problemas proporcionados pela temporada de chuvas, o chefe do Executivo da capital demonstrou irritação no último sábado, quando fez uma vistoria aos piscinões de Inhumas e Aricanduva 3, na zona leste.

Na ocasião, Kassab deu uma “dura” nos responsáveis pela limpeza dos espaços. “Não admito que uma empresa que tem essa responsabilidade não consiga, com dois dias de sol, limpar os piscinões, sabendo que este é um dos grandes problemas da cidade.”

A bronca terminou com um prazo, criado de última hora. Foi uma espécie de ultimato que determinava que as empresas contratadas deveriam fazer o serviço até hoje, terça-feira (9), sob pena de rompimento do contrato.

Tido como um posicionamento contundente, a manifestação do democrata serviu também para mostrar como é falha a fiscalização dos trabalhos terceirizados na cidade, segundo especialistas ouvidos pelo UOL Notícias.

Como eles afirmam, é uma anomalia administrativa São Paulo depender do prefeito, autoridade máxima do município, para que uma distorção desse tipo seja corrigida, quando há inúmeros servidores inferiores na hierarquia que poderiam ter tomado a decisão bem antes.

Como analisa Maurício Piragino, coordenador do grupo de trabalho de democracia participativa do Movimento Nossa São Paulo, a irritação de Kassab “é o retrato da centralização que está acontecendo na cidade”. Segundo ele, o esvaziamento humano e financeiro das subprefeituras está conturbando a função das autoridades locais. “Os quadros técnicos estão muito fracos. Falta um fortalecimento das subprefeituras.”

Piragino acredita que se colegiados como o conselho de representantes (onde a sociedade organizada ajuda na administração pública) fossem efetivamente implementados a zeladoria dos espaços urbanos seria muito mais eficiente. “Os subprefeitos não moram nos bairros que administram, não têm vínculos com a região. Ninguém conhece melhor um lugar do que quem mora lá. Se tivesse maior participação popular, ele não iria demorar tanto para perceber a sujeira do piscinão.”

Professor aposentado de engenharia hidráulica da Universidade de São Paulo, Júlio Cerqueira César Neto também acha que as medições da prefeitura falharam. “Para começar, o Kassab percebeu a sujeira bem atrasado. Até os jornais já mostraram essa situação, há mais de 10 dias”, critica. Além disso, segundo o especialista, o governo provou, “mais uma vez”, que não consegue organizar o sistema de drenagem. “A prefeitura não está preparada para operar e limpar os piscinões. Deveria ser uma coisa permanente, mas está sendo feita de qualquer jeito e isso prejudica o funcionamento do sistema. Se precisa ir o chefe do Executivo perceber a omissão, é evidente que não está dando certo.”

Diretora do Movimento Defenda São Paulo, Lucila Lacreta é outra que relativiza o pulso firme do prefeito. “Parece que ele está empenhado em administrar bem, mas a realidade é que falta dinheiro para a manutenção de obras em geral. Fazem o piscinão, mas não há dinheiro no orçamento para fazer a manutenção adequada”, afirma. Como ela lembra, na última audiência pública para discussão dos possíveis novos piscinões no centro a situação se repetiu. “Tinha projeto, tudo desenhado, mas quando perguntamos sobre quanto custaria para manter os reservatórios limpos, ninguém soube responder.”

Outro lado
A assessoria de imprensa da prefeitura contestou as informações da reportagem e negou a "irritação" do prefeito na vistoria do último sábado. "No sábado, quando vistoriou os piscinões Inhumas e Aricanduva III, o prefeito afirmou, como divulgado em release da Prefeitura no sábado: 'Não encontrei problemas nesses piscinões, mas fiquei preocupado quando fui informado pelo representante de que a empresa não tem condições de limpar todos os piscinões até terça-feira. Se não cumprirem, será rompido o contrato com a empresa e fica autorizada a contratação emergencial de outra empresa'", diz nota enviada nesta terça-feira (9).

"As grandes limpezas dos piscinões só podem ser feitas em períodos sem chuvas. Partindo de uma premissa incorreta, o repórter ouviu especialistas, que fizeram afirmações sobre um fato que não existiu. Júlio Cerqueira César Neto, por exemplo, faz um comentário claro a uma afirmação que é incorreta. Da mesma forma, Lucila Lacreta é levada a crer que o problema é com a falta de verbas para a limpeza, quando o questionamento é outro: saber se as empresas contratadas e devidamente pagas têm condições de executar a limpeza aproveitando um curto período de estiagem", diz ainda a nota.

A assessoria de imprensa finaliza afirmando que "desde 2005, a gestão já retirou dos piscinões mais de um milhão de metros cúbicos de detritos, ou cerca de 1,6 milhão de toneladas. Em 2009, foram investidos R$ 105,8 milhões na manutenção, limpeza e conservação do sistema de drenagem. Desde 2005, esse investimento já soma R$ 428,55 milhões."

A reportagem do UOL Notícias enviou ontem uma série de perguntas sobre o tema para a Secretaria Municipal de Coordenação de Subprefeituras. O órgão, no entanto, somente enviou, no final da tarde, notas divulgadas no fim de semana.

Veja a íntegra das notas da prefeitura sobre o assunto:

Kassab determina limpeza de
todos os piscinões até terça-feira

O prefeito Gilberto Kassab determinou na manhã deste sábado (6), em vistoria aos piscinões Inhumas e Aricanduva III, que todos os 18 piscinões abertos da cidade deverão estar limpos até a próxima terça-feira (9). O prefeito alertou que, com dois dias sem chuvas, caso os serviços não sejam executados, os contratos com as empresas responsáveis poderão ser rompidos para que outras empresas sejam contratadas em caráter de emergência, garantindo a qualidade da limpeza.

"Não admito que uma empresa que tem essa responsabilidade não consiga, com dois dias de sol, limpar os piscinões, sabendo que este é um dos grandes problemas da cidade. Se até terça-feira todos os piscinões não estiverem limpos, os contratos estão errados", disse Kassab. "Não encontrei problemas nesses piscinões, mas fiquei preocupado quando fui informado pelo representante de que a empresa não tem condições de limpar todos os piscinões até terça-feira. Se não cumprirem, será rompido o contrato com a empresa e fica autorizada a contratação emergencial de outra empresa", completou o prefeito.

Kassab informou que irá sobrevoar os piscinões nesta terça-feira (9) para verificar a situação. Uma reunião entre o secretário Municipal de Coordenação das Subprefeituras, Ronaldo Camargo, e os subprefeitos que possuem piscinões em suas jurisdições, será realizada ainda neste sábado, para avaliar a execução dos serviços. Kassab quer saber como foram os trabalhos em cada um desses 19 piscinões neste sábado.

Piscinões e sistema de drenagem

Kassab esteve na Zona Leste, vistoriando os piscinões Inhumas e Aricanduva III. O piscinão Aricanduva lll foi construído para receber as águas dos rios Caaguaçu e Aricanduva. Instalado entre o final da avenida Aricanduva e a avenida Ragueb Chohfi, até as proximidades do cruzamento com a estrada Fazenda do Carmos, o Aricanduva III, beneficia 100 mil pessoas, tem capacidade de reserva de 320 mil metros cúbicos. Atualmente, possui cerca de 90% de sua capacidade livre.

Localizado entre a rua Central de Santa Helena e a avenida Rio das Pedras, o piscinão Inhumas tem fundo de concreto e beneficia 40 mil pessoas. Tem capacidade de reserva de 100 mil metros cúbicos e está com 98% de sua capacidade livre.

A limpeza dos piscinões é feita constantemente, especialmente nos períodos sem chuvas. Nos dias de precipitação, as águas levam a esses equipamentos lixo e outros detritos, que ficam retidos e não chegam aos córregos e rios. Desassoreamento, poda do mato e desinfecção do local, que auxilia no controle de doenças infectocontagiosas, são as ações efetuadas nos piscinões. A presença de mato nos piscinões de fundo de terra é benéfica, pois auxilia na conservação do solo.

Além dos 19 piscinões da capital, o sistema de vazão de águas pluviais conta com 400 mil bocas-de-lobo que desde 2005 receberam mais de 4 milhões de ações de limpeza. Dos piscinões foram removidos cerca de 1,6 milhão de toneladas de detritos. Também foram limpos 3,2 mil quilômetros de ramais e galerias, e 2.048 milhões de metros quadrados dos córregos. A cidade tem 281 córregos que percorrem 1.216 quilômetros entre as várias regiões da cidade de São Paulo.

Além de evitar o comprometimento da vazão das águas em todo o sistema de captação, com a realização de limpeza periódica de piscinões, galerias e bocas-de-lobo, a Prefeitura realiza diversas operações como as cata-bagulho, que visam evitar o acúmulo de lixo e detritos nas ruas. De 2009 até janeiro de 2010, foram realizadas 791 operações, totalizando 25.040 mil toneladas de entulho recolhidas.


MINISTRO DA JUSTIÇA USA TERMO DO APOSENTADO INVOCADO:Tarso diz que FHC busca dar rumo para uma "oposição sem rumo"

Tarso diz que FHC busca dar rumo para uma "oposição sem rumo".

GABRIELA GUERREIRO
da Folha Online, em Brasília

O ministro Tarso Genro (Justiça) reagiu nesta terça-feira às críticas do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) à ministra Dilma Rousseff, pré-candidata do PT à sucessão presidencial. Tarso disse que FHC "busca dar um rumo para uma oposição sem rumo", com críticas que são "duras demais para sua trajetória".

"Eu acho que o presidente Fernando Henrique é o principal personagem político da oposição, que busca dar um rumo para uma oposição sem rumo. Independente disso ser bom ou não, é importante ele participar do debate nacional", afirmou.

Tarso considerou "estranho" que Fernando Henrique participe do debate político nacional enquanto seus companheiros se mantêm em silêncio --numa referência ao governador de São Paulo, José Serra (PSDB), pré-candidato tucano ao Palácio do Planalto, que não vem publicamente se manifestando a respeito da disputa eleitoral.

"Estranho não é o Fernando Henrique no debate, mas que os seus companheiros não o acolham nesse debate. Há dois meses almocei com o ex-presidente FHC, tive uma impressão positiva. Mas acho que ele faz críticas duras demais para a sua trajetória", afirmou.

Segundo o ministro, as palavras de Fernando Henrique "elevam o nível do contencioso político" nas eleições deste ano. Pré-candidato do PT ao governo do Rio Grande do Sul, Tarso defendeu que os políticos priorizem suas plataformas de governo no debate, e não ataques pessoais.

"Quando as pessoas transformam debate político em pessoal, retiram a natureza do debate. Eu tenho a convicção de que a candidata Dilma vai debater a continuidade e contribuição a esse projeto do presidente Lula e apresentar perspectivas futuras. Não acho impróprio levantar críticas a candidatos, mas não acho produtivo."

POR QUE O PAULISTA GOSTA DE SERRA,ALCKMIN,DEM E PPS? SERÁ QUE ELES GOSTAM DE SOFRER?

ENQUANTO VOCÊ ESTÁ TRABALHANDO O MUNDO NÃO PARA:"CONSÓRCIO CORRUPTO ACHA QUE VENCERÁ AS ELEIÇÕES DE 2010",COITADO!

É TRISTE!


Pré-candidata ao governo paulista, Soninha posa nua

A subprefeita da Lapa e pré-candidata do PPS ao governo do estado de São Paulo, Soninha Francine, 42 anos, posou nua para um calendário que será lançado em 28 de fevereiro pela ONG CicloBR, que promove o uso de bicicletas. O objetivo do trabalho é levantar fundos e divulgar o movimento. Na foto para o calendário, Soninha aparece sentada ao lado de uma bicicleta. “Eu queria estar mais bonita. Tem dia que a gente acorda, olha no espelho e fala \'estou bem\'. Naquele dia, eu não estava me sentindo especialmente bonita”, disse.

A TORCIDA CONTRA O BRASIL DO CORREIO BRAZILIENSE

A emenda dos dois deputados propõe dividir parte dos recursos da exploração do petróleo de acordo com os fundos de Participação dos Estados (FPE) e dos Municípios (FPM). A oposição assiste à debacle do governo de camarote. PSDB e DEM rejeitam inverter a pauta e adiar a conclusão do projeto da partilha, usando o impasse na distribuição dos royalties como jogada eleitoral contra a intenção de Lula apresentar o pré-sal como catalisador político nas eleições. Não aprovado o marco legal, o presidente ficaria de mãos abanando, sem ver a produção da riqueza ultraprofunda bombando.

GOVERNO DO DISTRITO FEDERAL


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Que elegância! Que discrição!





Fotos do casamento do Secretário de Educação -Brasília - José Luiz Valente


Acusado pelo delator Durval Barbosa de integrar o esquema criminoso de propinas comandado pelo governador José Roberto Arruda, o secretário de Educação do Distrito Federal, José Luiz Vieira Valente, negou ter recebido R$ 60 mil através da empresa "Infoeducacional".
Todo envolvido em casos de corrupção sempre tem dois péssimos hábitos: negar o crime cometido e externar sinais de riqueza. Muito antes de ser deflagrada a Operação Caixa de Pandora, José Luiz Valente já era alvo de comentários nas badaladas rodas de Brasília.


Semanas atrás, boa parte da nata brasiliense se surpreendeu na festa de casamento de Valente. A noiva compareceu à cerimônia com o tronco desnudo e coberto por uma pintura, de gosto duvidoso, diga-se de passagem. Como se isso não bastasse, as alianças de casamento chegaram a bordo de um helicóptero. Coisas típicas de quem transpira pouco para ganhar dinheiro.


NINGUÉM AGUENTA MAIS FHC


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O BONECO DE SERRA E SUAS DECLARAÇÕES



"Pelo que tenho visto, tanto na ministra Dilma quanto no presidente, o impacto dessa declarações é o mesmo da queda de um pingo de chuva no Lago Paranoá"
Hélio Costa (PMDB), ministro das Comunicações

FHC reitera crítica a Dilma e atrapalha estratégia de Serra

FHC reitera crítica a Dilma e atrapalha estratégia de Serra.

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) questionou nessa segunda-feira a capacidade de liderança da ministra Dilma Rousseff, ministra da Casa Civil, provável pré-candidata petista à Presidência da República neste ano. As declarações foram feitas um dia depois de FHC publicar um artigo no qual afirmou que Lula "enuncia inverdades" e desafiou os petistas a fazerem comparações "sem mentir" e "sem descontextualizar". As informações são da edição dessa terça-feira do jornal A Folha de S.Paulo.

As comparações propostas no artigo dividiram opiniões no PSDB. O texto contraria a estratégia do governador de São Paulo e pré-candidato tucano, José Serra, de evitar comparações de governos. O artigo foi publicado enquanto o comando tucano trabalha para convencer o governador de Minas Gerais, Aécio Neves, a ocupar a vice de Serra.

O SONHO DE ARTHUR VIRGÍLIO TRANSFORMA-SE-Á EM UM PESADELO.AGUARDEMOS OUTUBRO DE 2010


Candidatura inelástica

  • Arthur Virgílio

  • Senador pelo Amazonas e líder do PSDB


    Não vou discutir questões técnicas relacionadas com a última pesquisa eleitoral CNT/Sensus, cujos resultados desencadearam, nas hostes governistas, euforia certamente mais fingida — para forçar uma motivação — do que verdadeira, diante do que seria o desempenho da candidata palaciana. Não vou entrar no mérito da metodologia usada na pesquisa, universo selecionado, distribuição do eleitorado por regiões, faixas etárias ou de renda. Outras pesquisas estão sendo feitas e logo teremos mais elementos para análises e comparações.

    Os resultados da pesquisa CNT/Sensus, de qualquer modo, não são de molde a suscitar a satisfação que o governo quer demonstrar para a opinião pública. Não há, nem de longe, o empate técnico que alguns, talvez querendo ser agradáveis ao poder, procuraram ver entre o governador paulista, José Serra, e a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff. A margem de erro de 3%, conforme a leitura que se faça, tanto pode favorecer um nome quanto outro. A vantagem de Serra sobre Dilma poderia chegar a 12 pontos, bastando entender que Serra poderia ter 3% a mais e Dilma 3% a menos.

    Fiquemos, porém, nos índices divulgados, descartando a margem de erro. O eleitorado brasileiro, nas eleições de 2008, era, em números redondos, de 127.464.000. Dele devem ser excluídos os 10,5% de votos brancos ou nulos apurados na pesquisa. Então, ficam 114.080.000 de votos válidos. Como se distribuiriam? No primeiro cenário, com Ciro Gomes, Serra teria 33,2%, ou seja, 37.874.000 de votos; Dilma, com 27,8%, 31.714.000; Ciro, com 11,9%, 13.575.000; e Marina, com 6,8%, 7.757.000.

    Mesmo nesse cenário, Serra ganharia de Dilma por uma diferença de 6 milhões de votos. A candidatura de Ciro Gomes, contudo, ainda está revestida de muita incerteza, por mais que ele insista em proclamar que será candidato. Até que ponto ele resistirá a um apelo do presidente Lula — que já o levou até a transferir seu domicílio eleitoral do Ceará para São Paulo — que não faz segredo de querê-lo fora do páreo? Então, num segundo cenário, mais realista, sem Ciro, Serra iria para 40,7%, com 46.430.000 votos; Dilma para 28,5%, com 32.512.000; e Marina para 9,5%, com 10.837.000. Ou seja, Serra teria 8.556.000 votos a mais do que no primeiro cenário e Dilma apenas 798.000. O governador paulista venceria no primeiro turno. E se houvesse segundo turno, Serra teria 50.195.000 votos contra 42.323.000 de Dilma – uma folgada diferença de quase 8 milhões de votos!

    Isso, sem falar que a pesquisa — volto a dizer, sem discutir sua metodologia — refletiria o quadro de hoje, em que somente a candidata palaciana está efetivamente em campanha, levada a tiracolo pelo presidente Lula a todo canto do país, a pretexto de “inaugurar” ou “lançar” obras do PAC, programa que, como se viu no último balanço, não vai muito bem das pernas. Quando a campanha começar mesmo, quando os candidatos estiverem em confronto direto, publicamente, em debates nos palanques e na televisão, a superioridade de Serra deverá tornar-se mais nítida e sua vantagem ampliar-se ainda mais. Ele tem longa e vitoriosa experiência política e administrativa e imensa folha de serviços prestados à nação, seja como ministro de Estado, seja como prefeito da maior capital brasileira, seja como governador do Estado de São Paulo.

    Por maior aprovação que o presidente Lula tenha, ele não conseguirá transferi-la para a sua candidata além de certo limite. E este já teria sido alcançado, ao menos na avaliação de quem tem autoridade técnica para discorrer sobre pesquisas, que é Carlos Augusto Montenegro, presidente do Ibope. Há dias, segundo o Blog de João Bosco Rabello, ele disse que “o eleitor sabe que Dilma é o PT no poder mais quatro anos, só que, dessa vez, sem Lula”. “Não é a mesma coisa — acrescentou — e faz toda a diferença.” Segundo seu raciocínio, o PT deixou o governo no mensalão e Lula deixou o PT antes disso. Montenegro considera que, mesmo no Nordeste — onde é mais forte o prestígio do presidente Lula —, o PT não terá tanta vantagem, a ponto de compensar a derrota no restante do país.

    Portanto, segundo o presidente do Ibope, o Planalto já teria conseguido esticar ao máximo o potencial de votos transferíveis para a candidata. Esteja ele certo ou não em sua avaliação, o fato é que, quando a ministra Dilma deixar o cargo e sair às ruas, sozinha, como candidata, ela deverá encontrar muita dificuldade para ir muito além do ponto em que chegou. Será uma candidatura quase inelástica.


    Etanol brasileiro é o mais avançado e menos poluente do mundo

    Etanol brasileiro é o mais avançado e menos poluente do mundo

    O etanol brasileiro de cana-de-açúcar é o biocombustível menos poluente do mundo. A afirmação é da Agência Americana de Proteção Ambiental (EPA). O álcool produzido no Brasil reduz as emissões de gases de efeito estufa em 61% em relação à gasolina - o que o caracteriza como um "biocombustível avançado". O etanol de milho americano, em comparação, produz redução de cerca de 15%. E o biodiesel europeu proporciona reduções na faixa de 20% a 30%.

    O reconhecimento da EPA, que abre uma porta gigantesca para o produto brasileiro nestes tempos de luta contra as emissões de CO2 e aquecimento global, aumenta ainda mais a necessidade de investimentos em pesquisas relacionadas ao biocombustível no Brasil, segundo pesquisadores brasileiros.

    "Trata-se de uma excelente notícia para o etanol brasileiro, pois a disponibilidade de um biocombustível avançado comercialmente viável é um elemento importante para a estratégia americana de redução de emissões de gases de efeito estufa. No entanto, a provável abertura do mercado criará uma demanda que só poderá ser suprida se tivermos um grande avanço tecnológico", diz Luís Augusto Barbosa Cortez, professor da Unicamp.

    Segundo Cortez, a necessidade de aumento da produção poderá ter tal magnitude que somente seria possível de ser realizada com investimentos em pesquisa para o aprimoramento do etanol de primeira geração e para o desenvolvimento da produção de etanol celulósico ¿ que deverá aumentar a produtividade sem expansão da área plantada de cana-de-açúca.

    "Essa boa notícia precisa ser acompanhada de investimentos para que o etanol tenha melhores indicadores, como custo de produção, redução de consumo de fertilizantes, produtividade agroindustrial, condições de trabalho no campo e redução de queimadas. A sustentabilidade do etanol tem que ser considerada em suas dimensões ambientais, sociais e econômicas."

    A VISÃO ESTRATÉGICA DE LULA

    Brasil intensifica luta por recursos africanos, diz 'Financial Times'

    Jornal cita início próximo das operações da Vale em Moçambique como indicação do interesse do país.

    O início próximo das operações da Vale em Moçambique é a mais recente indicação do crescente interesse do Brasil na África e da entrada da maior economia da América do Sul na corrida internacional pelos recursos africanos, segundo afirma reportagem publicada nesta terça-feira pelo diário britânico Financial Times.

    O jornal observa que outros grandes países emergentes, como a China e a Índia, já têm laços comerciais mais desenvolvidos com países africanos.

    A reportagem afirma, porém, que "a chegada do Brasil na África é parte do mesmo padrão que viu os parceiros tradicionais do continente no Ocidente competindo contra uma gama de atores de mercados emergentes por recursos e influência".

    O jornal comenta que as importações brasileiras da África cresceram de US$ 3 bilhões para US$ 18,5 bilhões de 2000 a 2008, enquanto as exportações brasileiras para o continente subiram de US$ 1 bilhão para US$ 8 bilhões no mesmo período.

    Brics

    O Financial Times comenta ainda que, apesar de o presidente Luiz Inácio Lula da Silva já ter visitado 19 países africanos em oito viagens ao continente desde 2003 - mais do que o presidente chinês, Hu Jintao, desde 2000 -, a China ainda é o principal parceiro africano entre os países do grupo Bric (Brasil, Rússia, Índia e China).

    Segundo o jornal, o total do comércio entre a África e a China saltou de US$ 4,1 bilhões para US$ 107 bilhões entre 2000 e 2008, acompanhado também de um aumento agressivo nos investimentos das companhias chinesas na África, principalmente no setor de petróleo.

    A reportagem observa que, como bloco, os Bric aumentaram sua proporção no total do comércio africano de 4,6% em 1993 para mais de 19% em 2008, e que economistas preveem que essa proporção possa chegar a 50% até 2030. BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.

    CAIXA DE PANDORA E O VEXAME DE ARRUDA E GANGUE

    Caixa de Pandora
    Espionagem sob investigação

    Polícia do DF confirma a detenção, na semana passada, de dois agentes civis goianos por suposta arapongagem na Câmara Legislativa. Em depoimento, a dupla teria citado a participação de uma terceira pessoa, que seria ligada ao governo e a distritais

  • Lilian Tahan e Luisa Medeiros

  • Cadu Gomes/CB/D.A Press - 13/3/04
    Fachada da Câmara: os supostos arapongas teriam instalado escutas fora do prédio, perto de gabinetes de petistas e de Jaqueline Roriz, entre outros

    Valério Ayres/Esp. CB/D.A Press


      Por enquanto, não temos nada. Estamos investigando”
      Pedro Cardoso, novo diretor-geral da Polícia Civil do DF

    A cada novo episódio do escândalo político no Distrito Federal surgem ingredientes próprios do cinema noir, aquele recheado de crimes, mistérios e arapongagem. A mais recente revelação no contexto da crise de poderes na capital da República é de que dois agentes da Polícia Civil de Goiás — Luiz Henrique Ferreira e José Henrique Dares Cordeiro —, além do funcionário da Câmara Legislativa Francisco do Nascimento Monteiro, foram pegos supostamente tentando bisbilhotar conversas nos gabinetes de deputados. Escutas ambientais teriam sido instaladas em frente ao prédio, perto das salas de alguns distritais petistas e também das de Jaqueline Roriz (PMN), Eliana Pedrosa (DEM) e Geraldo Naves (DEM), então ainda no exercício do mandato.

    Os dois agentes goianos chegaram a ser detidos e prestaram depoimento à Polícia Civil do Distrito Federal, que só ontem confirmou o episódio. Eles foram liberados logo após o relato à polícia, no qual citaram um terceiro personagem que teria agido a mando de emissários do governo. Francisco Monteiro foi nomeado como segurança parlamentar na Câmara Legislativa no mesmo dia da detenção de Luiz Henrique e José Henrique. Como confirma o Diário da Câmara Legislativa do DF de 3 de fevereiro, Francisco foi indicado para trabalhar no gabinete do deputado Benedido Domingos (PP), um dos oito distritais citados no escândalo da Caixa de Pandora.

    Monteiro também trabalhou para o governo local, como comprova o Diário Oficial do DF de 22 de janeiro, quando foi nomeado para o Cargo de Natureza Especial (CNE 7), na função de chefe da Assessoria Especial da Secretaria de Relações Institucionais. Mas um decreto publicado no DODF de ontem e assinado no último dia 5, dois dias depois da detenção dos agentes goianos, tornou sem efeito a nomeação dele de janeiro. Antes de passar pelo GDF, Francisco ainda havia atuado no gabinete da deputada Eliana Pedrosa (DEM).

    Traição

    Segundo a versão apresentada pelos agentes da polícia goiana, eles prestam serviço de espionagem particular para desvendar casos de traição entre marido e mulher, por exemplo. Mas a versão não convenceu os distritais que, supostamente, tiveram a privacidade invadida. Um documento assinado por deputados do PT pede acesso ao depoimento dos agentes detidos na semana passada. Os distritais querem saber a mando de quem agiam os policiais e se há alguma relação da suposta espionagem com o Inquérito nº 650 do Superior Tribunal de Justiça, que investiga esquema de corrupção envolvendo a cúpula do governo do DF, empresários e deputados distritais.

    A direção da Polícia Civil de Goiás afirmou ao Correio na tarde de ontem que os dois agentes agiram por conta própria, sem informar a atividade à corporação e que responderão a processo administrativo. “Não fomos comunicados oficialmente sobre a detenção, mas fomos avisados informalmente sobre o ocorrido pela polícia de Brasília. Assim que formos informados institucionalmente, será aberto um processo administrativo para apurar a responsabilidade dos dois policiais no caso”, disse o delegado e chefe da comunicação da Polícia Civil goiana, Norton Luiz Ferreira.

    Durante a posse como novo diretor da Polícia Civil do Distrito Federal, Pedro Cardoso (1)confirmou a prisão dos policiais goianos. Segundo o recém-empossado, os agentes foram detidos numa lanchonete na Saída Sul de Brasília, no sentido Núcleo Bandeirante. “Já colhemos depoimentos dos policiais e apreendemos chaveiros e canetas que podem ser compradas na internet para essa atividade. Os materiais serão periciados e as informações checadas. Todo mundo hoje aponta nomes de pessoas ligadas ao governo”, disse, negando que o nome do ex-chefe de gabinete do GDF Fábio Simão, investigado na Operação Caixa de Pandora, tenha sido citado no depoimento dos detidos.

    Sem fiança

    A prática de escutas ambientais não autorizadas é crime inafiançavel, com pena prevista de dois a quatro anos de prisão. A Polícia Civil do DF investiga as circunstâncias da suposta arapongagem, mas ainda não confirma se houve o crime no gabinete dos distritais. “Por enquanto, não temos nada. Estamos investigando”, resumiu Pedro Cardoso.

    O ex-diretor da PCDF Cléber Monteiro também preferiu não falar publicamente sobre o assunto. Disse que saiu “tranquilo” da corporação e não quis explicar por que deixou o comando em meio à crise instalada no governo. A pessoas próximas, no entanto, ele confidenciou que um dos motivos para sua saída foi uma possível conotação política do episódio das escutas ilegais. Na tarde de ontem, ele negou ao Correio que tenha deixado o cargo em função do caso. O governo negou, por meio de sua assessoria de imprensa, qualquer participação na suposta arapongagem.


    1 - Mais trabalho
    Pedro Cardoso assumiu o comando da Polícia Civil do DF ontem, em cerimônia no Departamento de Polícia Especializada. Emocionado, fez breve discurso: “Não tenho ligações partidárias nem planos eleitorais. A primeira coisa que vou fazer quando sentar na cadeira da direção é mandar os policiais trabalharem mais”. A indicação partiu da cúpula da segurança pública. O secretário Valmir Lemos e o ex-diretor da PCDF Cleber Monteiro foram os padrinhos de Cardoso.


    Paulo Roriz volta à Câmara

    Samanta Sallum
    Cadu Gomes/CB/D.A Press - 10/2/09
    Paulo Roriz sai da Secretaria de Habitação: reforço na base governista

    Zuleika de Souza/CB/D.A Press
    Geraldo Naves (E) sai da casa do governador: conversa com assessores

    Mais um integrante do Governo do Distrito Federal deixa o cargo. Paulo Roriz (DEM) sai da Secretaria de Habitação para reassumir hoje o mandato de deputado distrital. O suplente Raad Massouh (DEM), que tinha tomado posse ontem no lugar de Geraldo Naves (DEM), perde novamente a cadeira, em menos de 24 horas, com o retorno de Paulo Roriz, o titular do cargo. E mais uma vez o cenário na Câmara Legislativa muda, já que estão em aberto vagas na CPI da Codeplan e na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), além de o governo estar sem líder na Casa com a saída de Naves.

    Massouh vinha assumindo postura mais independente na base governista e, por isso, chegou ontem a comentar que esperava não perder novamente a vaga, como ocorreu meses atrás. Assessores de Paulo Roriz afirmam que ele não está deixando o cargo em meio à estratégia de retirar Massouh, que incomoda o governador José Roberto Arruda. Mas que a decisão foi pessoal diante da crise no GDF e devido à proximidade com o prazo de desincompatibilização do cargo para disputar eleição. Paulo Roriz pretende se candidatar a mais um mandato como distrital.

    Segundo assessores, oficialmente ele não tem a intenção de disputar as vagas abertas nas comissões com a saída de Naves e Massouh. Mas Paulo Roriz é apontado como o novo presidente da CPI da Codeplan, no lugar de Alírio Neto (PPS). Hoje, às 10h, deputados se reúnem para definir a nova composição da CPI.

    Geraldo Naves renunciou à vaga na Câmara depois de ser apontado, na semana passada, como um dos intermediários na tentativa de suborno ao jornalista Edson Sombra. A Polícia Federal investiga a denúncia de que Sombra foi assediado para que desse depoimento, afirmando que os vídeos que incriminam o governo teriam sido fraudados. Naves entregou ao jornalista um suposto bilhete que seria de Arruda como comprovante de que a proposta vinha mesmo do governador.

    Naves era o principal representante dos interesses do GDF na Câmara. Assumiu a presidência da CCJ, seria o responsável por andamento ao processo de impeachment de Arruda, era líder da bancada governista e integrante da CPI da Codeplan. O deputado Batista das Cooperativas (PRP), que já é o více-líder do governo, deve assumir a liderança deixada por Naves. A Comissão de Constituição e Justiça pode ser preenchida por Eliana Pedrosa (DEM). Naves esteve ontem pela manhã na Residência Oficial do governador, em Águas Claras. Ele garantiu que não foi procurar Arruda, mas admitiu que conversou com assessores do governador a respeito da crise política.

    Assim que as denúncias da Operação Caixa de Pandora vieram à tona, em novembro passado, Massouh estava na Câmara e chegou a assumir a presidência da CCJ. Pregou que daria agilidade aos processos de impeachment contra o governador. Durou pouco. O retorno de Eliana Pedrosa, então secretária de Ação Social, retirou o suplente da vaga.

    Desde sexta-feira passada, Paulo Roriz é o terceiro a deixar o GDF. Weligton Moraes saiu da Secretaria de Comunicação e Rodrigo Arantes, da assessoria de Arruda.

    Tribunal de Contas

    O corregedor do Tribunal de Contas do DF, Manoel de Andrade, recebeu ontem a defesa de Domingos Lamoglia, afastado do cargo de conselheiro por estar envolvido nas denúncias da Operação Caixa de Pandora. Ele foi temporariamente afastado desde dezembro e pode, em tese, ser expulsão. Foi aberto processo administrativo contra ele, mas dificilmente será concluído em curto prazo. A Corregedoria não demonstra pressa para analisar o caso. Informou que não pode agir antes da conclusão do inquérito que está no Superior Tribunal de Justiça (STJ). Lamoglia permanecerá afastado e recebendo salário. O prazo para apresentação da defesa tinha se encerrado ontem.


    PEDIDO DE PARECER
    O presidente do STF, Gilmar Mendes, pediu ontem à Procuradoria-Geral da República parecer sobre o recurso da Procuradoria-Geral da Câmara Legislativa contra a decisão judicial que afasta os distritais citados na Operação Caixa de Pandora de atos referentes ao processo de impeachment do Arruda. Recurso foi protocolado no STF na quinta-feira.


    Colaborou Luisa Medeiros


    Confiança do brasileiro na economia bate novo recorde em janeiro

    Confiança do brasileiro na economia bate novo recorde em janeiro

    Agência Brasil

    São Paulo - A confiança dos brasileiros na situação financeira e econômica do país, bem como em suas contas pessoais, foi, em janeiro deste ano, a mais alta já registrada desde 2005. O Índice Nacional de Confiança do Consumidor (INCC), medido pela Associação Comercial de São Paulo, divulgado nesta segunda-feira (8), atingiu 149 pontos, 3 a mais que em dezembro de 2009.

    Os melhores resultados alcançados antes dos dois últimos meses, foram registrados em dezembro de 2008 e novembro de 2006, quando o índice atingiu 145 pontos.
    As regiões Norte e Centro-Oeste foram as mais otimistas no último mês; registraram 164 pontos no INCC, seguidas das regiões Sul (160), Sudeste (151) e Nordeste (133). Os moradores das capitais e das regiões metropolitanas mostraram-se mais confiantes do que os interioranos. Nas capitais, a média de registrada foi de 160 pontos no INCC; nas regiões metropolitanas, de 156, e, no interior, de 141 pontos.

    A pesquisa mostrou também que a classe C foi a mais otimista em relação à economia em janeiro, com 161 pontos no índice. As classes A e B atingiram 141 pontos, e as classes D e E, 139.

    O estudo indicou ainda que a expectativa do brasileiro em relação a sua condição econômica e financeira, nos próximos meses, é boa – 52% disseram acreditar que estarão em situação “um pouco melhor; 24%; “mais ou menos melhor”; 12%, “muito melhor”; 7%, “um pouco pior”; 2%, “muito pior”; e 3%, não responderam.

    A pesquisa entrevistou 1.000 pessoas e tem margem de erro de 3 pontos percentuais.

    GOVERNO LULA

    verbas públicas
    Mira no bolso de empresários corruptos

    Executivo envia ao Congresso projeto que prevê penalidades pesadas para firmas que lesem os cofres da União. Iniciativa vem 15 dias depois de Lula vetar embargo a obras com indícios de ilegalidades

  • Flávia Foreque Edson Luiz

  • Gustavo Moreno/CB/D.A Press - 26/6/09
    Jorge Hage defende a nova legislação. Segundo o ministro, é necessário ameaçar o patrimônio de empresários inidôneos

    Duas semanas depois de o presidente Luiz Inácio Lula da Silva liberar recursos para quatro obras da Petrobras(1) com indícios de irregularidades graves, de acordo com o Tribunal de Contas da União (TCU), o governo encaminhou ao Congresso um projeto de lei que aumenta a punição a empresas corruptoras, que fraudem licitações ou ofereçam produtos e serviços de qualidade inferior à estipulada, por exemplo. A proposta sugere punições até para firmas nacionais que subornem servidores públicos no exterior, além de determinar a dissolução de estabelecimentos que lesarem os cofres públicos.

    Apresentada a oito meses do fim do segundo mandato de Lula, a promessa de rigor dificilmente sairá do papel neste ano. O texto não consta da lista de prioridades do Palácio do Planalto, que nem sequer pediu urgência na tramitação da proposta no Congresso. Uma das novas punições prevê o pagamento de multa de 1% a 30% do faturamento bruto da instituição que praticar ato corrupto contra a administração pública. A pena também pode variar de R$ 6 mil a R$ 6 milhões, dependendo do porte da empresa. “Há vários tipos de punição, como o ressarcimento dos recursos desviados, o bloqueio de bens e a interdição parcial da empresa”, diz o ministro-chefe da Controladoria-Geral da União, Jorge Hage. Segundo ele, há dois meios para que isso seja feito: por via administrativa ou judicial. No caso da dissolução compulsória — que deve ser aplicada principalmente a firmas em nome de laranjas — a medida é feita por ordem da Justiça. A empresa pode ainda não receber benefícios fiscais e empréstimos de bancos oficiais.

    Na avaliação do governo, a atual legislação é falha e insuficiente, uma vez que a principal punição é o ingresso em uma lista de empresas inidôneas, que ficam impedidas de participar de novas licitações por determinado período. A restrição se limita a irregularidades cometidas durante a concorrência e a execução dos contratos. Ou seja, não há determinação clara para reembolsar o governo a partir do patrimônio das empresas. “Precisávamos de uma legislação que alcançasse o patrimônio, penalidades pesadas, como as multas”, afirma Hage.

    O governo também quer coibir a manobra das empresas punidas de formar nova pessoa jurídica mantendo os mesmos sócios. Nesse caso, a punição seria estendida aos sócios com poderes administrativos — ou aos possíveis laranjas do novo empreendimento. Hoje, o Cadastro Nacional de Empresas Inidôneas e Suspensas (Ceis)(2) inclui registros de 1,4 mil empresas acusadas de ilegalidades. Entre elas, a Construtora Gautama, envolvida em licitações fraudulentas descobertas pela CGU e que originaram a Operação Navalha, desencadeada em 2008 pela Polícia Federal.

    Adaptação
    A mudança na legislação, argumentam ainda representantes do governo, é uma forma de o Brasil seguir convenções internacionais da qual é signatário. O projeto também vai atingir as empresas brasileiras que atuam no exterior, segundo Hage (leia ao lado). Neste caso, as punições são determinadas pela CGU — que fez o texto do documento com o apoio do Ministério da Justiça, da Casa Civil e da Advocacia-Geral da União (AGU). Nos outros tipos de sanções, quando se tratar de firmas irregulares no Brasil, o processo é realizado pela controladoria e pelo órgão que foi vítima das fraudes. Hoje, este tipo de legislação é adotado nos Estados Unidos, na Itália, na Grécia e no Chile.

    “As empresas que participam desse tipo de conluio acabam sendo beneficiadas. Para subornar um servidor, por exemplo, superfaturam”, afirma Mamede Said, professor de direito público-administrativo da Universidade de Brasília (UnB). “São medidas muito salutares para colocar um freio nas ações desonestas”, pondera. A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) também elogiou a iniciativa do Executivo. Em nota, o presidente da instituição, Ophir Cavalcante, defende que a mudança “servirá para enfrentar essa relação, muitas vezes espúria, entre o poder público e as empreiteiras. Na corrupção, há sempre dois sujeitos: o corrompido e o que corrompe. É fundamental a punição nas duas pontas”.

    1 - “Espeto de pau”
    Na lista de obras que devem receber recursos do Orçamento apesar das ressalvas do TCU estão as refinarias Abreu e Lima, em Pernambuco, e Presidente Getúlio Vargas, no Paraná. Também constam do pacote obras no Terminal de Escoamento de Barra do Riacho, no Espírito Santo, e do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro. “Do ponto de vista técnico, existem divergências metodológicas a respeito de cálculos de custos e preços. Antes de sugerir a suspensão de recursos ou a interrupção de uma obra, costumamos avaliar prós e contras e só o fazemos em situações extremas”, defendeu Hage.

    2 - Lista suja
    O cadastro reúne no Portal da Transparência a relação de empresas punidas pelos órgãos públicos do Executivo, Legislativo e Judiciário. As firmas citadas não podem negociar com a União e os estados. Até agora, nove estados aderiram ao Ceis — Acre, Bahia, Espírito Santo, Goiás, Minas Gerais, Pernambuco, Sergipe, São Paulo e Tocantins. A CGU espera que, até o fim do governo, os demais estejam interligados ao sistema. Muitas das empresas cadastradas são acusadas de cometer irregularidades em licitações.


    As empresas que participam desse tipo de conluio acabam sendo beneficiadas. Para subornar um servidor, por exemplo, superfaturam”
    Mamede Said, professor de direito público-administrativo da UnB



    Três perguntas para Jorge Hage, ministro-chefe da Controladoria-Geral da República

    O senhor não acha contraditório o governo enviar para o Congresso um projeto de lei desta natureza ao mesmo tempo em que paga empresas envolvidas em irregularidades?
    De forma alguma. O governo é contra a paralisação das obras, mas não é contra a fiscalização. Além disso, nós aplicamos punições, exigimos o ressarcimento para os cofres públicos. Hoje, temos mais de 1,4 mil empresas no cadastro nacional.

    Qual a inovação neste projeto?
    É o suborno transnacional. Muitos países cobram de nós uma legislação mais rigorosa, principalmente em relação às empresas brasileiras que adotam a prática de corromper funcionários no exterior. Além disso, estamos assumindo compromissos internacionais, como os previstos pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).

    Quais as penalidades para as empresas corruptas?
    Existem penalidades judiciais e administrativas. Hoje, podemos punir aplicando multas, obrigar as empresas que lucraram irregularmente a ressarcir os cofres públicos ou até mesmo interditar e dissolver estabelecimentos criados por “laranjas”.

    CONGRESSO BRASILEIRO

    congresso
    Privilegiados nos tribunais

    Trecho da reforma do Judiciário prevê a regalia de ser processado em Cortes superiores para antigos ocupantes de cargos políticos

  • Alana Rizzo

  • Rose Brasil/Esp. CB/D.A Press - 16/4/08


      É uma das propostas que deve gerar mais polêmica. O foro garante agilidade nos processos. O Supremo julga mais rápido do que qualquer outra instância”
      Paes Landim (PTB-PI), deputado federal, relator da PEC 358/2005

    José Varella/CB/D.A Press - 10/6/08


      Não tem que aumentar o foro privilegiado. Tem é que extinguir, porque é sinônimo de impunidade”
      Mozart Valadares, presidente da Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB)

    Antônio Cruz/ABr - 5/2/10


      O foro privilegiado foi instituído na ditadura para a defesa de ocupantes de cargos públicos e hoje, portanto, se torna desnecessário”
      Ophir Cavalcante, presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB)

    Antigos ocupantes de cargos políticos estão mais perto de garantir o privilégio de só serem processados e julgados pelos Tribunais de Justiça ou Cortes superiores. A extensão do foro privilegiado está prevista na Proposta de Emenda à Constituição nº 358/2005, que trata da reforma do Judiciário e começa a ser discutida hoje pela Câmara dos Deputados. A matéria foi aprovada no Senado. Atualmente, apenas quem está no exercício da função tem direito ao benefício.

    De acordo com o substitutivo do deputado federal Paes Landim (PTB-PI), relator do projeto, a competência para analisar ações de improbidade de ex-prefeitos será dos Tribunais de Justiça; de ex-governadores, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), e de ex-ministros e parlamentares, do Supremo Tribunal Federal (STF). Também tramitam na Casa propostas contrárias ao foro. Entretanto, em novembro, a Câmara marcou posição derrubando uma outra PEC que acabava com o foro para autoridades dos três poderes.

    A proposta, que está na pauta do dia, vai na contramão do que pregam entidades ligadas à moralização da política nacional. A Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB) rejeita a ampliação e defende, inclusive, o fim do foro. Presidente da associação, Mozart Valadares afirma que é necessário extinguir o benefício, que é “sinônimo de impunidade”. Valadares espera que o trecho da proposta não seja votado e que projetos como o que exige ficha limpa de candidatos a cargos eletivos sejam colocados na pauta.

    O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Ophir Cavalcante, explica que o foro foi instituído durante a ditadura militar para a defesa de ocupantes de cargos públicos e hoje, portanto, torna-se desnecessário. “Entretanto, temos alguns que defendem que a medida é boa porque concentra o julgamento em apenas um tribunal, mas, diante da falta de estrutura para a administração da Justiça, isso termina por dificultar a aplicação da lei.” Como exemplo da dificuldade da Justiça na instrução de processos, Ophir Cavalcante cita o caso do Mensalão, com 40 réus, que tem sido um verdadeiro desafio para o relator do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa.

    O presidente da OAB admite a necessidade da promoção da reforma do judiciário. “A atual estrutura é um monstrengo que impede que a Justiça chegue perto do cidadão”, diz o presidente da OAB. Apesar de assumir a necessidade de mudança, o presidente diz que o Conselho Federal da autarquia ainda não tem posição de consenso em relação à Proposta de Emenda à Constituição da Reforma do Judiciário, que será votada hoje pela Câmara.

    Autor do substitutivo da proposta e relator da matéria na Comissão Especial criada para discutir o assunto, o deputado Paes Landim sabe que a proposta é polêmica e vai provocar reações. “Acho que podemos discutir com calma hoje e votar na quarta”, diz. Ele defende que o foro garante agilidade e independência nos julgamentos. “As ações de tramitação no STF são mais rápidas e os julgamentos, também. É melhor do que começar no primeiro grau”, afirma. Com relação à impunidade, Landim diz que a sensação se dá quando um processo é mal instruído. Outro argumento usado pelo parlamentar é o de que os tribunais superiores julgam com menos paixão. “O Supremo, por exemplo, tem equilíbrio e serenidade, enquanto um juiz de primeira instância vai pela imprensa e a política”, critica.

    Adendos

    A PEC também aborda outros assuntos que devem render polêmica. Entre eles, mudanças nas regras de promoção na carreira de juízes, do grau de parentesco para o fim do nepotismo e a criação da Polícia Judiciária. Há alterações na composição e nas competências de alguns tribunais.


    JOSÉ ALENCAR

    eleições
    Alencar quer unificar palanque de ministra

    Vice-presidente, homenageado ontem pelo PT, diz ser um soldado de Lula e promete ajudar no que for preciso na campanha de Dilma. Mas decisão sobre candidatura, só depois de realizar exames

  • Bertha Maakaroun

  • Jorge Gontijo/EM


      Não sou candidato a nada. Primeiro, tenho de ver o resultado da saúde. Não posso levar o meu nome como candidato se não estiver bem”
      José Alencar, vice-presidente da República

    O vice-presidente da República, José Alencar (PR-MG), se declarou ontem um soldado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para a construção da unidade em Minas Gerais. Ele disse que vai trabalhar para garantir um palanque único e “inteligível” da base aliada para a ministra Dilma Rousseff, pré-candidata do PT ao Palácio do Planalto. “Para ajudar, farei o que for preciso”, disse, depois de assinalar que poderá disputar as eleições para qualquer cargo, mas só o fará se sua candidatura ajudar na unidade no estado.

    Mas ressaltou que qualquer decisão só ocorrerá em março. Antes dos resultados de novos exames, agendados para 16 e 17 do próximo mês, o vice-presidente da República não vai se posicionar sobre sua possível candidatura. “Não sou candidato a nada. Primeiro, tenho de ver o resultado da saúde. Não posso levar o meu nome como candidato se não estiver bem. O quadro é bom, é um milagre, mas tenho exame marcado para 16 e 17 de março e devo esperar”, assinalou. Segundo Alencar, se estiver bem, poderá se candidatar. “Mas confesso que prefiro um cargo no Legislativo, do Senado ou da Câmara dos Deputados. No entanto, tudo dependerá dos exames”, reforçou.

    Duplamente homenageado ontem pelo PT, Alencar recebeu, primeiro, na Câmara de Belo Horizonte, o diploma de honra ao mérito. Emocionado, o vice-presidente chorou durante a solenidade. À noite, recebeu a segunda homenagem, na cerimônia de posse da nova direção do partido em Minas, ao ser agraciado com o título de “militante de honra” do PT.

    Durante o discurso na Câmara, Alencar fez declarações simpáticas ao ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Patrus Ananias (PT). Depois de elogiar o seu trabalho e o alcance do Programa Bolsa Família, ele assinalou, em tom gentil: “Confesso a vocês que, ao lado do Patrus, como vice, eu toparia qualquer coisa. Mas é aquela história. Tenho de ver primeiro o problema de saúde”. Dividida entre três pré-candidaturas ao governo de Minas — do ministro das Comunicações, Hélio Costa (PMDB), de Patrus Ananias e do ex-prefeito Fernando Pimentel (PT) —, não apenas a base aliada, mas sobretudo o PT dá sinais de que terá dificuldades em manter a unidade na sucessão estadual.

    Solução

    Uma eventual candidatura de Alencar ao governo de Minas é percebida pelos setores do PT mais ligados a Patrus e pelo PCdoB como uma saída para o impasse. Ainda sem se posicionar no novo cenário, o PMDB, partido fundamental para a composição nacional pretendida pelo presidente Lula, segue em Minas articulando a candidatura de Hélio Costa. O ex-prefeito Fernando Pimentel, afastado desde as eleições municipais de 2008 da maior parte do primeiro escalão mineiro do governo Lula, agora ensaia uma reaproximação, dando passos em direção a José Alencar sem, contudo, se comprometer em definitivo com a proposta.

    O presidente do PR, Rogério Colombini, ressaltou que “José Alencar quer unir Minas”. A tarefa não será fácil. Enquanto os aliados mais próximos de Patrus insistem nas prévias partidárias para a indicação do candidato petista ao governo mineiro e, ao mesmo tempo, investem na articulação que coloca José Alencar no centro do debate político do estado, o grupo de Fernando Pimentel tenta evitar as prévias.

    Reginaldo Lopes, presidente do PT-MG, considerou que Alencar vai influenciar de forma decisiva no processo sucessório mineiro, demonstrando mais preocupação em solucionar a disputa entre Patrus e Pimentel do que em acomodar o PMDB no primeiro momento. Ele afirmou que não pretende tornar a eleição ao Palácio da Liberdade plebiscitária, destacando que a base de Lula pode ter dois palanques no primeiro turno — um do PMDB de Hélio Costa, e outro do PT, em sintonia com Alencar — e se unir num eventual segundo turno.


    SEGURANÇA

    SEGURANÇA
    Combate à criminalidade na fronteira

    Programa de policiamento especializado pretende apoiar estados para qualificar policiais e repassar equipamentos

  • Renata Mariz

  • Renato Alves/CB/D.A Press - 22/7/09
    Fronteira com a Bolívia: no total, espera-se que ao menos 900 homens treinados estejam atuando já em 2010

    Oito dos 11 estados brasileiros que fazem fronteira com países vizinhos selarão um compromisso, hoje, com o Ministério da Justiça, visando ao combate da criminalidade nessas áreas problemáticas. Secretários de segurança pública ou seus representantes virão a Brasília para assinar um acordo de cooperação federativo no sentido de implementar o Projeto de Policiamento Especializado na Fronteira, denominado pela sigla Pefron. Gestado desde março de 2008, o programa pretende apoiar os estados na construção de bases para suas ações, qualificando policiais e repassando equipamentos, como embarcações e viaturas especiais. Para tanto, estão previstos R$ 55 milhões para o Pefron vindos tanto do orçamento do Fundo Nacional de Segurança Pública quanto do Programa Nacional de Segurança com Cidadania (Pronasci).

    No total, espera-se que ao menos 900 homens treinados no âmbito do Pefron estejam atuando nos 16,8 mil quilômetros de fronteiras brasileiras com 10 países em 2010. “É uma gota no oceano, mas temos certeza de que fará uma grande diferença”, afirma Daniel Rocha, chefe de gabinete da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp) do Ministério da Justiça. Hoje, somente unidades da Federação localizadas no Centro-Oeste e no Norte assinarão o acordo. Posteriormente, os estados do Sul do país serão incluídos. “Alguns estão analisando o acordo, propondo mudanças. Mas logo todos estarão trabalhando conosco”, destaca Daniel.

    Evasão

    A ideia é montar programas de policiamento bem alinhados com a realidade regional de cada lugar. Dos 13 crimes que ocorrem em áreas de fronteira listadas pela Senasp, o tráfico de drogas é o mais comum, presente em todos os estados. Roubo de cargas e veículos aparece em segundo lugar — só não ocorre no Amapá. Tráfico de armas e munições, crimes ambientais, refúgio de criminosos e contrabando são delitos que também castigam grande parte das fronteiras. Tráfico de pessoas e exploração sexual, entre outros crimes, são mais localizados. A ocorrência de evasão de divisas, por exemplo, é verificada apenas no Amapá e no Rio Grande do Sul.

    Para tentar reverter o quadro de 86% dos profissionais de segurança sem curso de nível superior no país, o Ministério da Justiça e o Ministério da Educação oficializaram ontem a inclusão dos cursos tecnológicos (que têm duração menor que uma graduação tradicional) em Segurança Pública, em Serviços Penais e em Segurança do Trânsito no Catálogo Nacional de Cursos Superiores do Ministério da Educação (MEC). As faculdades interessadas em oferecer os cursos podem iniciar os vestibulares a partir do segundo semestre deste ano.

    O ministro Tarso Genro considerou a criação dos cursos “uma grande e profunda modificação” que foi concebida após um longo caminho de debate. “Os cursos não vão só enriquecer a estrutura de segurança ao qual eles (agentes de segurança) pertencem, como também credenciá-los para atuar em outras áreas de formação, reproduzindo o ensinamento que eles receberam”, disse Tarso.


    COSTA RICA ANTECIPA O BRASIL DE OUTUBRO DE 2010

    COSTA RICA
    Ex-ministra será primeira presidenta

    Beneficiada pelo apoio popular a Óscar Arias, Laura Chinchilla vence em primeiro turno


    A Costa Rica terá, pela primeira vez, uma mulher na Presidência. A candidata governista Laura Chinchilla, 50 anos, venceu as eleições do último domingo e, a partir de 8 de maio, ocupará o lugar do atual chefe de Estado, Óscar Arias. Na tarde de ontem, com 83% das urnas apuradas, o Tribunal Supremo Eleitoral (TSE) costa-riquenho divulgou que Chinchilla havia obtido 46,77% dos votos válidos, ultrapassando em quase sete pontos percentuais a quantidade de votos necessária para se eleger em primeiro turno. “Este certamente é um momento de alegria, mas sobretudo de humildade. Não vou trair essa confiança porque tenho certeza de que não foi dada como um presente”, discursou a nova presidenta, filiada ao Partido Liberação Nacional (PLN), o mesmo de Arias.

    Os principais adversários da cientista política, Ottón Solís e Otto Guevara, que obtiveram 25,12% e 20,89% dos votos válidos, respectivamente, reconheceram a derrota e parabenizaram Chinchilla. Solís prometeu “colaborar” com a presidenta, enquanto Guevara assegurou que conversaria “nos próximos dias” com a eleita. A vencedora do pleito admitiu que não esperava obter tanto apoio à candidatura. “Superou as expectativas”, revelou. Ela agradeceu aos adversários, às mulheres — que, afirmou, “continuam superando as barreiras e fazendo a Costa Rica maior” — e ao fundador do PLN, José Figueres.

    Sem maioria

    Apesar da contundente vitória obtida no domingo, com 20% de votos à frente de Ottón Solís, Laura Chinchilla não contará com a maioria simples no Congresso, segundo projeções feitas após a contagem de mais de 90% das urnas. A presidenta eleita deve recorrer a alianças com setores da oposição para impulsionar seu programa de governo. De acordo com as estimativas, sua legenda, o Partido Liberação Nacional (PLN), teria 23 deputados, dois a menos que o número atual no Congresso, ficando longe da maioria simples, que é conseguida com 29 das 57 cadeiras do parlamento.

    A abstenção no pleito foi de 33,43% dos 2,8 milhões de eleitores inscritos, índice semelhante ao registrado nas quatro últimas eleições nacionais. Além de escolher o novo líder da Costa Rica, a população votou para renovar o Parlamento e os governos municipais.

    Após a divulgação dos resultados, Chinchilla prometeu para uma multidão que ouvia seu discurso em San José, capital do país, combater o narcotráfico e os problemas de segurança pública. Ela garantiu que vai fortalecer a previdência social, com foco nos aposentados e idosos, além de criar uma rede nacional de atendimento a crianças e à terceira idade. Outras metas de seu governo são melhorar a educação pública, ampliar as discussões sobre sustentabilidade ambiental e, dando continuidade às políticas do atual presidente, impulsionar acordos de livre comércio e atrair investimentos estrangeiros para a Costa Rica.

    No governo de Arias, Chinchilla foi vice-presidenta e ministra da Justiça. Durante a campanha, se beneficiou do apoio popular ao chefe de Estado e ao bom desempenho do país durante a crise financeira mundial. A cientista política é a terceira mulher na América Central a chegar à Presidência, depois da nicaraguense Violetta Chamorro e da panamenha Mireya Moscoso, ambas viúvas de políticos importantes.


    Não vou trair essa confiança porque tenho certeza de que não foi dada como um presente”
    Laura Chinchilla, presidenta eleita

    Consumo per capita de café se aproxima do recorde

    Consumo per capita de café se aproxima do recorde

    Em 2009, foram consumidos no Brasil 4,65 kg per capita do grão torrado, contra a marca histórica de 4,72 kg registrada em 1965

    PAULO PEIXOTO
    DA AGÊNCIA FOLHA, EM BELO HORIZONTE

    Este ano poderá ficar marcado como o da virada para a indústria do café no Brasil. O setor comemorou no ano passado o crescimento do consumo anual per capita de café torrado (4,65 kg). A marca ficou bem próxima do recorde de consumo, de 45 anos atrás.
    Em 1965, o consumo médio por habitante foi de 4,72 kg, segundo a Abic (a associação que reúne a indústria cafeeira). Portanto, se os brasileiros consumirem 71 gramas a mais de café ao longo de 2010, baterão a marca histórica. Os 4,65 kg equivalem a 78 litros da bebida.
    Nos anos 90, a média do crescimento per capita de café torrado foi de 100 g. Nos anos 2000, é de 93 g.
    Em 2009, o consumo de café no Brasil cresceu 4,15%, superando a expectativa da indústria. O relatório anual da Abic mostra que entre novembro de 2008 e outubro de 2009 foram consumidos internamente 18,39 milhões de sacas de café -ante 17,65 milhões no período anterior.
    "O resultado excedeu as expectativas iniciais da Abic, que eram de um crescimento de 3%, levando em conta a crise econômica mundial iniciada em 2008. A crise (...) não afetou o consumo de café", diz o relatório da entidade.
    O crescimento do consumo está relacionado não apenas ao número maior de xícaras de café que o brasileiro anda bebendo mas também às diversificações na hora de tomar a bebida, seja na forma de cappuccinos e outras combinações com leite.
    A indústria credita essa situação à melhora da qualidade do produto oferecido, além da maior oferta de cafés superiores e gourmet e ao incremento do número de cafeterias.

    Campeões
    Embora seja o maior produtor mundial de café, o Brasil está ainda bem distante dos maiores consumidores. Na comparação feita em grão cru, o consumo per capita no Brasil é de 5,81 kg por ano.
    O país supera o consumo per capita na França e na Itália e se aproxima do consumo na Alemanha -de 5,86 kg por ano.
    "Os campeões de consumo ainda são os países nórdicos -Finlândia, Noruega, Dinamarca-, com um volume próximo dos 13 kg por habitante/ano", informa a Abic.
    A entidade pretende estimular ainda mais o consumo do café, inclusive com a maior oferta de cafés diferenciados, ancorados nos selos de pureza da Abic, que, conforme a entidade, têm contribuído de forma importante para a expansão.
    A partir das certificações, o Brasil começou, no início dos anos 2000, a exportar café torrado e moído, que agrega mais valor. O estímulo continua, embora a exportação desse tipo de produto ainda seja pequena.
    De acordo com o Departamento do Café do Ministério da Agricultura, do total das exportações de café (1,715 milhão de toneladas) em 2009, apenas 5.419 toneladas foram de café torrado e moído. As vendas externas do café verde totalizaram 1,639 milhão de toneladas; do solúvel, 64,8 mil toneladas.
    A produção foi de 39,4 milhões de sacas, sendo 18,4 milhões para o mercado interno. A estimativa para este ano é que o consumo interno atinja 19,3 milhões de sacas (5%).


    segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

    "RACIONAMENTO" É A ESPECIALIDADE DO PSDB,PRIMEIRO FHC E A ENERGIA E AGORA TROLOLÓ E A ÁGUA.É O CHOQUE DO BLÁ!BLÁ!BLÁ! E NENHUMA CAPACIDADE