quinta-feira, 21 de agosto de 2014

No jornal O Estado de São Paulo. Empresa pagou cartazes anti-PT na abertura da Copa.

http://politica.estadao.com.br/noticias/eleicoes,empresa-pagou-cartazes-anti-pt-na-abertura-da-copa,1547055

Polícia Federal intima Serra a depor sobre cartel de trens em São Paulo, por Flávio Ferreira e Mario Cesar de Carvalho no jornal Folha de São Paulo.


Polícia Federal intima Serra a depor sobre cartel de trens em São Paulo


A Polícia Federal intimou o ex-governador paulista e candidato ao Senado José Serra (PSDB) para depor sobre os contatos que manteve com empresas do cartel de trens que atuou no Estado entre 1998 e 2008, de acordo com documento obtido pela Folha.
A polícia quer saber se o tucano, quando era governador, atuou a favor das multinacionais CAF e Alstom numa disputa com outra empresa do cartel, a Siemens, como sugerem e-mails e o depoimento de um executivo à PF.
Além de Serra, outras 44 pessoas serão ouvidas pela polícia, que investiga suspeitas de fraude em licitações em sucessivos governos do PSDB. O depoimento de Serra foi marcado para 7 de outubro, dois dias após o primeiro turno das eleições deste ano.
Também foram convocados o ex-secretário dos Transportes Metropolitanos José Luiz Portella, o atual presidente da estatal CPTM Mário Bandeira e o ex-presidente do Metrô Sérgio Avelleda.
No inquérito conduzido pelo delegado Milton Fornazari Júnior, três das sete concorrências sob investigação foram realizadas durante o governo José Serra (2007-2010).
E-mail de 2008 e depoimento do executivo da multinacional alemã Siemens Nelson Branco Marchetti sugerem que houve pressão de Serra e de Portella para que a empresa desistisse de um recurso judicial que impediria a conclusão de uma licitação da CPTM na qual a CAF apresentara a melhor proposta.
O e-mail relata uma conversa do executivo com Serra e Portella durante congresso do setor ferroviário em Amsterdã, na Holanda, em 2008
Segundo Marchetti, Serra sugeriu que a companhia alemã buscasse um acordo para evitar a disputa com a CAF.
Na licitação da CPTM, que tinha como objeto a compra de 40 trens, a Siemens ameaçava questionar na Justiça o resultado da concorrência se não saísse vitoriosa.
A Siemens apresentou a segunda melhor oferta, mas esperava ficar com o contrato se conseguisse desqualificar a rival, que apresentara a proposta com preço mais baixo.
Segundo Marchetti, Serra alertou que a licitação seria cancelada se a CAF fosse desqualificada, mas disse que ele e Portella "considerariam" outras soluções para evitar que a disputa provocasse atraso na entrega dos trens.
De acordo com o e-mail, uma das saídas discutidas seria a CAF dividir a encomenda com a Siemens, subcontratando a empresa alemã para a execução de 30% do contrato. Outra possibilidade seria encomendar à Siemens os componentes dos trens.
Outro e-mail, do ex-presidente da Alstom José Luiz Álqueres, também cita Serra. Alquéres relata que Serra ajudou na abertura de uma fábrica da Alstom em uma antiga unidade da empresa Mafersa, em São Paulo.
OUTRO LADO
A assessoria do ex-governador José Serra (PSDB) disse que "estranha muito a inclusão do nome dele nesse inquérito às vésperas da eleição, sobretudo depois que o Ministério Público Estadual, e até o procurador-geral de Justiça, arquivaram a mesma investigação".
A nota afirma que o procurador "reconheceu que Serra atuou de maneira a evitar qualquer cartel quando esteve no governo".
Prossegue a nota da assessoria: "O vazamento desse inquérito neste período eleitoral revela motivação política para produzir artificialmente uma notícia".
Serra afirma que não sabia do motivo da intimação da PF até ser procurado pela Folha.
Anteriormente, ele dissera que defendeu o interesse público ao se opor à medida judicial da Siemens, já que o preço oferecido pela CAF era muito mais baixo.
O ex-secretário de Transportes Metropolitanos José Luiz Portella e o ex-presidente do Metrô Sérgio Avelleda não quiseram se pronunciar.
A CPTM afirma que os seus "dirigentes continuam colaborando com os órgãos que investigam as denúncias sobre formação de cartel por parte das empresas que participaram de licitações".
A estatal diz ter "total interesse em apurar os fatos e, constatado o prejuízo, exigir ressarcimento".

Após escândalo de fiscais, arrecadação da prefeitura com ISS sobe 74%, por Artur Rodrigues no jornal Folha de São Paulo. Diz o Aposentado Invocado: Só isso já justificou a eleição de Haddad do PT.

Após escândalo de fiscais, arrecadação da prefeitura com ISS sobe 74%


Após as investigações que revelaram a quadrilha de fiscais que fraudavam tributos da Prefeitura de São Paulo, a arrecadação do município com o ISS (Imposto Sobre Serviços) de obras subiu 74%.
Os fiscais cobravam propina para emitir o certificado de quitação do ISS/Habite-se das obras. Em troca, davam descontos ilegais no imposto.
De acordo com balanço da Secretaria Municipal de Finanças, de janeiro a julho de 2012, enquanto os fiscais suspeitos atuavam na pasta, foram recolhidos R$ 36,1 milhões com o ISS/Habite-se.
O valor saltou para R$ 55,2 milhões no mesmo período de 2013, variação de 53%. Nesse semestre, o homem apontado como cabeça da máfia do ISS, Ronilson Bezerra Rodrigues, já havia deixado o cargo de subsecretário da Receita, para assumir outra função de confiança fora da Secretaria de Finanças.
Editoria de arte/Folhapress
Com a investigação da CGM (Controladoria Geral do Município) em curso, os outros ficais também foram sendo exonerados ao longo do semestre de funções de confiança na secretaria até serem presos em 30 de outubro, quando o escândalo estourou.
Neste ano, a arrecadação chegou a R$ 63 milhões -14,1% a mais que 2013 e 74% a mais que do que em 2012.
O patamar de crescimento é maior do que o dos tributos e do mercado. Por exemplo, se a previsão do total do ISS para 2014 se consolidar, atingirá R$ 10,7 bilhões, aumento de 6% em relação a 2013.
Já o mercado da construção civil prevê crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) do setor no país entre 1% e 2 %.
INFORMATIZAÇÃO
A Secretaria de Finanças afirma que o aumento também se deve a mudanças no método de recolhimento do tributo. Entre elas, a informatização do processo.
De acordo com as investigações, os fiscais chegavam a usar a mesma nota fiscal em mais de um empreendimento para adulterar a cobrança do valor devido do imposto.
A pasta criou uma força-tarefa para verificar a situação de 410 empreendimentos da lista da propina. Posteriormente, aumentou a relação de imóveis suspeitos para 689.
O processo de checagem da lista foi finalizado quanto a 286 empreendimentos, dos quais 260 haviam pago menos do que deveriam. Chegou-se à conclusão que as empresas pagaram apenas 26% do valor que deveriam.
Os responsáveis pelos imóveis terão de pagar R$ 33 milhões à prefeitura, incluindo o que deviam e multas. Já foram pagos R$ 3,1 milhões e foi iniciado o parcelamento de outros R$ 2,8 milhões.

Janio de Freitas. A morte como campanha. No jornal Folha de São Paulo

Janio de Freitas


A morte como campanha


A crítica de Marina Silva a seus adversários por "exploração" da morte de Eduardo Campos não tem cabimento e tem um reverso. Dilma Rousseff e Aécio Neves não ultrapassaram, como candidatos, o que poderiam dizer como pessoas do conhecido ou amigo desaparecido. A própria Marina Silva e os interessados na projeção eleitoral do PSB, porém, saem da comoção para a apelação, sem limite algum, ao morto reduzido a cabo eleitoral.
A política brasileira não precisa de mais indignidades e feiuras.
Nada a ver com a intenção da família de dar vida a Eduardo Campos na memória geral. Mas não é menos do que exploração imoral uma atitude como esta do candidato ao governo de Pernambuco, Paulo Câmara, indicado por Eduardo e em dificuldade nos seus magros 13% de aceitação eleitoral: "Agora, quem está com Eduardo Campos está com Paulo Câmara e quem não está com Paulo Câmara não está com Eduardo Campos".
Ou, vindo do sucessor de Eduardo Campos na presidência do PSB, Roberto Amaral: "Depois de Arraes e de Eduardo, nosso partido tem uma nova liderança que representa não apenas a alma pernambucana, mas também a alma brasileira. A grande liderança do partido hoje é Renata Campos". Dedução imediata: não por graça do talento político que a viúva tenha, mas por induzir, para efeitos políticos, a lembrança comovida do morto.
É difícil imaginar a acomodação que Marina Silva fará entre suas (pouco) expressadas ideias e os condicionamentos que a candidatura pelo PSB lhe impõe. Já está aí a concessão que faz –ela, que não admitiu a aliança com o governador Geraldo Alckimin– ao aceitar como seu vice o deputado Beto Albuquerque, combativo destaque na tropa dos transgênicos da Monsanto no Congresso. Não é a falta de temas que leva Marina Silva e seus aliados, forçados ou não, a fazerem da morte de Eduardo Campos o seu marketing.
DESASTRE
A Anac, Agência Nacional de Aviação Civil, tem muitas deficiências à espera de correção, como todas as agências ditas reguladoras. Mas considerar a possibilidade de transferir aos Estados partes importantes da infraestrutura de aviação, porque as tarefas da Anac estão muito além de seus recursos e quadros funcionais, é o mais inconveniente dos procedimentos possíveis.
A obviedade oferece às carências da Anac a resposta simples do seu redimensionamento, material e humano, na medida da necessária eficácia para a aviação e os usuários. Confiar, esta é a proposta, a conservação de pistas, de sinalização e de outros itens a Estados sem eficiência sequer para suas mínimas obrigações com educação e saúde, seria, no mínimo, uma insensatez ameaçadora à vida de tripulantes e usuários em geral da aviação.
Como surge uma ideia dessas na cabeça de alguém, e setores do governo dela se ocupam, eis um mistério desalentador.
CORREÇÃO
Ao anular a ordem de leilão dos bens bloqueados de Marcos Valério, uma indireta didática do ministro Luís Roberto Barroso ao ex-ministro Joaquim Barbosa, que determinara a medida quando lhe foi pedido o desbloqueio: a ser adotada, a decisão de leiloar era de competência da Vara de Execuções Penais, não do Supremo Tribunal Federal.
No STF, foi uma exorbitância, certamente das tantas incontíveis.

Sem Campos, PSB teme que divergências com Marina voltem à tona na campanha, por Luciana Lima - iG Brasília

Sem Campos, PSB teme que divergências com Marina voltem à tona na campanha

Por Luciana Lima - iG Brasília 

Geração de energia e grandes obras são alguns pontos de atrito entre a ex-senadora e o partido do ex-governador

Com a morte de Eduardo Campos e a escolha de Marina Silva para encabeçar a chapa socialista à Presidência da República, as divergências entre o pensamento da ex-senadora e a base do PSB voltam à tona. Muito da superação de diferenças entre princípios da Rede e do PSB ocorreu principalmente por ação de Eduardo Campos. Em sua convivência diária com Marina, ele dizia que havia passado a admirá-la e também percebido o mesmo sentimento por parte dela.
No PSB, Campos atuava como apaziguador de ânimos mais acirrados, principalmente de seus coordenadores mais próximos que forçaram costuras de alianças nos estados em desacordo com a então candidata a vice. Marina se colocou como obstáculo para o fechamento de coligações em estados importantes como São Paulo, Rio Grande do Sul, Minas Gerais, Rio de Janeiro, entre outros, porque não queria se aliar aos representantes da “velha política” ou ainda ter compartilhar o mesmo palanque com os líderes do agronegócio.

As divergências não se resumem ao campo político. São antagônicas as visões de Marina e do PSB sobre desenvolvimento econômico, geração de energia, sobre o avanço do agronegócio, ou ainda sobre as grandes obras desenvolvidas pelo governo petista, tocadas com entusiasmo pelo próprio Campos quando ele era governador de Pernambuco.
Campos tinha um perfil bem mais desenvolvimentista que Marina. Na questão da geração de energia, por exemplo, Marina é radicalmente contrária à instalação de usinas nucleares. O PSB, nunca se opôs a isso e tem como grande entusiasta da construção de usinas nucleares o atual presidente do partido, Roberto Amaral.
Para o programa conjunto, escrito pela Rede e pelo PSB, este assunto ficou de fora. O programa fala em geração de energia limpa e aponta que a concentração em matrizes hídricas provoca “desafios socioambientais importantes”.

Grandes empreendimentos

Como partido aliado ao governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e de Dilma, até o ano passado, o PSB também apoiou o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) que incluiu grandes obras de infraestrutura em todo país. O próprioCampos, que era governador de Pernambuco durante boa parte de instalação dos empreendimentos, fez das obras também sua bandeira.
Marina se opôs. Em sua campanha em 2010, ela disse que não teria a visão de só acelerar o crescimento, mas de buscar “desenvolvimento com sustentabilidade”.

Entre as mais polêmicas construções está a transposição do Rio São Francisco, um exemplo que expõe a forma de pensar de Marina e dos socialistas. A começar pelo tratamento que a obra recebeu do próprio Campos, quando ainda era governador de Pernambuco e aliado do governo. Ele chegou a pegar carona exaltando a parceria com o governo federal para levar água ao Semiárido.
Enquanto era ministra do Meio Ambiente de Lula, Marina nunca se opôs diretamente contra a obra, no entanto, em sua campanha à Presidência da República, em 2010, ela organizou uma viagem pelos municípios mais secos do Nordeste para marcar posição contra a ideia de tirar o rio de seu leito natural. Marina disse que esta obra, orçada inicialmente em R$ 5,5 bilhões, não resolveria o problema de falta d’água.

Agronegócio

Durante a campanha ao lado de Marina, Campos fez o possível para negar a diferença de pensamento dos dois em relação ao agronegócio. O pernambucano disse que a ex-senadora nunca se posicionou contrária ao agronegócio ou ao desenvolvimento econômico e acabou adotando o discurso de sua vice.
“Temos que ter desenvolvimento com o meio ambiente e inclusão. Hoje o mundo pode conciliar e colocar em uma equação só”, disse Campos em uma atividade de campanha.

A dificuldade de Marina com os representantes do agronegócio não é desconhecida. Tanto é que integrantes do PSB já dizem que o candidato a vice da chapa socialista, o deputado Beto Albuquerque, terá o papel de ajudar Marina no diálogo com setores agrícolas, já que também é fundamental para a campanha, obter financiamento destas empresas.
Integrantes do PSB chegam a citar o posicionamento de Marina, vetando a aliança com o deputado Ronaldo Caiado (DEM-GO), que já havia sido costurada por Eduardo Campos. Caiado é um dos principais representantes do agronegócio e líder ruralista da Câmara.

Programa eleitoral do Aécio: uma furada atrás da outra. No site Muda Mais.

19 DE Agosto DE 2014

Programa eleitoral do Aécio: uma furada atrás da outra

E mais uma vez o senador Aécio Neves abusou no desconhecimento sobre a situação do Brasil real. Disse ele que o Brasil vive hoje uma situação pior que em 2010, que a inflação está batendo na porta, que a economia brasileira parou de crescer e tanto blá blá blá que os pouco mais de quatro minutos pareceram uma eternidade e, de boa,a impressão que dá é que até ele, se assistir o seu programa eleitoral novamente, vai votar em Dilma.
E Aécio falou: “A verdade é que hoje o Brasil está pior do que estava há quatro anos atrás. (...) algumas das principais conquistas que nos trouxeram até aqui hoje estão em risco”
Mas essa é a realidade: A situação do país é tão ruim, mas tão ruim que, hoje, 75% da população brasileira está nas classes A, B e C, contra 45% em 2002, último ano do governo Fernando Henrique Cardoso. Mais: a população nas classes D e E recuou de 55% em 2002 para 24% neste ano.
E mais, mesmo diante de um cenário grave de crise econômica mundial,  com desemprego e o fim de garantias de trabalhadores em todo o mundo, o governo Dilma foi na contramão. Vem crescendo acima do resto do mundo, o processo de redução de desigualdades sociais se intensificou e o desemprego atingiu as menores taxas de sua história (5%).
E disse Aécio: “A inflação já está aí de novo batendo na sua porta”
Ai ai ai, Aécio! Não sabe o que é o IPCA? Durante o governo Dilma, a inflação sempre esteve dentro da meta fixada pelo Conselho Monetário Nacional, nem um pontinho percentual acima. O teto é de 6,5% e a expectativa para este ano é de uma taxa média anual de 6,2%. Quer mais? O percentual ainda é inferior a média de 8 anos do governo FHC: 9,24%.
O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), conhecido como inflação oficial do país, mostra desaceleração. Em julho ficou em 0,01%.
Tem mais, desde que o sistema de metas foi criado, em 1999, a inflação só ficou acima do teto em três ocasiões, sendo duas no governo FHC: em 2001, quando a inflação foi de 7,67% (acima do teto de 6%), e em 2002, quando chegou a 12,53% (bem acima do teto de 5,5%).
Aécio diz: “Na economia, o Brasil parou de crescer. E quando a economia não cresce, ninguém mais cresce e a vida não melhora”
Mas deveria dizer: O governo Dilma cresce em linha com o resto do mundo (excluída a China) e acima dos países desenvolvidos, ao contrário do governo FHC, que cresceu sistematicamente abaixo da média mundial (excluída a China) e dos países desenvolvidos.
Nos três primeiros anos do governo Dilma, a taxa média de crescimento do PIB (2,1%) foi superior à média das economias avançadas, da Zona do Euro e de países como Reino Unido, Japão, França, Espanha e Itália. Em 2013, o PIB brasileiro superou o PIB médio das economias avançadas (link is external), da Zona do Euro e de países como Estados Unidos, Canadá, México, Reino Unido, Japão, Rússia, Alemanha e França.
E mais: no governo do PT, o Brasil passou a ser a sétima maior economia do mundo. Além disso, foi o país que teve a 5ª maior taxa média de crescimento anual do PIB e da renda per capita, entre as dez maiores economias do mundo. Por último, o Brasil obteve a 4ª maior taxa de crescimento entre as grandes potências econômicas do mundo em 2013 e está mantendo a 7ª maior taxa neste ano.
E Aécio apela: “Os empregos começam a desaparecer”
A verdade é essa: Nos governos de Lula e Dilma, foram criados 20,8 milhões de empregos formais no país – dos quais 5,5 milhões apenas no governo Dilma (até junho). Ou seja, em apenas três anos e meio do governo Dilma foram criados mais empregos do que nos oito anos de FHC (5 milhões). Só no período da crise, de 2008 até agora, foram criados 11,9 milhões de empregos com carteira assinada.
E Aécio viaja... “O Brasil que vinha bem, que vinha avançando, perdeu o rumo. (...) O problema é a forma como o Brasil vem sendo governado. E quando o governo vira problema, aí sim, tudo vira problema”
….e esquece do Brasil sem Miséria, Pronatec, Mais Médicos: A “forma” como o Brasil vem sendo administrado no governo Dilma garantiu, entre outras coisas, que 22 milhões de pessoas saíssem da miséria; que fossem criadas 8 milhões de vagas em cursos de formação e qualificação profissional por meio do Pronatec; que fossem criadas 208 novas escolas técnicas; que fosse criado o Mais Médicos, beneficiando 50 milhões de pessoas; e que grandes obras de infraestrutura iniciadas no governo Lula avançassem.
E Aécio continua: “Hoje, o que depende do brasileiro vem dando certo, mas aquilo que depende do governo, vem dando errado”
E esquece que esse é um governo participativo: o senador esquece que esse é um governo do povo, para o povo e pelo povo. Talvez por isso seja tão contrário a maior participação do povo no governo. E mais, há muitas políticas em andamento muito bem avaliadas. Por exemplo, a habitação –, o governo Dilma deu continuidade e ampliou o Minha Casa Minha Vida. Dos 3,5 milhões de moradias contratadas nos governos Lula (1 milhão) e Dilma (2,5 milhões), ela já concluiu e entregou 1,75 milhão. E outras 1,75 milhão de moradias estão sendo construídas.
E Aécio apresenta o desemprego e o arrocho salarial: “O Brasil precisa de (...) um governo que tenha coragem, que planeje, que tenha prioridades, metas, que gaste menos com ele mesmo, pra poder gastar mais com as pessoas.”
A verdade dessa fala: Esse é o mote do choque de gestão implantado por Aécio em Minas, que além de não equacionar o grave problema do endividamento do estado (Minas é o segundo estado mais endividado do País, com 15,5% da dívida pública estadual brasileira) também não gastou o suficiente para melhorar a vida das pessoas. Prova disso é que Minas ostenta hoje menor Índice de Desenvolvimento Humano de toda a Região Sudeste e ocupa a nona posição no ranking nacional, entre todos os estados brasileiros.
No governo Dilma, o crescimento dos gastos nos últimos anos está ligado à área social (ou seja, aos gastos com as pessoas). Só os programas tradicionais de transferência de renda às famílias (como aposentadorias, pensões, auxílios, seguro-desemprego, abono salarial e benefícios a idosos e deficientes), sem contar o Bolsa Família, saltaram de 6,7% em 2002 para 9% do PIB em 2013. Já os gastos do governo “com o governo” não apresentam sinais visíveis de elevação no período. Os gastos com pessoal ativo e inativo, por exemplo, caíram de 4,8% para 4,2% do PIB.

No Correio Braziliense, por Felipe Seffrin. Diz o Aposentado Invocado: Vejam as demandas dos trabalhadores que o candidato apoia.

Aécio garante reajuste real do salário mínimo  

Tucano participou de encontro com lideranças sindicais em São Paulo e recebeu pauta de reivindicações

Felipe Seffrin




Pela manhã, Aécio visitou o Programa Mulheres de Peito na capital paulista (Marcos Fernandes/ObritoNews)
Pela manhã, Aécio visitou o Programa Mulheres de Peito na capital paulista
São Paulo — O candidato do PSDB ao Planalto, Aécio Neves, participou ontem de um encontro com lideranças sindicais em que comprometeu-se a atender uma pauta de 19 itens elaborada por Força Sindical, União Geral dos Trabalhadores (UGT) e Nova Central Sindical de Trabalhadores (NCST). Entre os compromissos assumidos, estão a correção da tabela do Imposto de Renda e o “reajuste real do salário mínimo”, como prometeu Aécio, em discurso. O evento com sindicalistas reuniu cerca de 3 mil pessoas na Casa de Portugal, no centro de São Paulo. Hoje, o candidato tucano cumpre agenda em Natal (RN), onde visita uma fábrica têxtil.

Aécio dividiu o palanque em São Paulo com o deputado federal Paulinho da Força (SD-SP), presidente nacional da Força Sindical, entre outros líderes trabalhistas. Para uma plateia formada por representantes de sindicatos da construção civil, aeroviários, padeiros, mototaxistas e costureiras, entre outras classes, Aécio fez duras críticas à gestão de Dilma Rousseff. “Meu governo não vai governar de costas para a classe trabalhadora. O governo atual esqueceu de seus compromissos com os trabalhadores para pensar exclusivamente no poder”, afirmou, exaltando a necessidade de crescimento econômico do país e criticando “a pior inflação de muitas décadas”.

Em discurso de pouco mais de oito minutos, com a voz rouca, Aécio exaltou o apoio que tem recebido da classe trabalhadora. “Não sei com quem vou, mas garanto que estarei no segundo turno!”, prometeu. Inicialmente o candidato tucano em São Paulo ao Senado, José Serra, acompanharia Aécio no encontro com sindicalistas. Como Serra não apareceu, coube a Paulinho da Força, presidente nacional do Solidariedade, fazer as honras da casa. “Nossa esperança é que ele vai enfrentar de um lado uma candidata inexperiente, que ninguém sabe o que vai fazer, e de outro uma candidata que trouxe de volta a inflação e é campeã em taxa de juros”, disparou Paulinho, em referência a Marina Silva e a Dilma Rousseff.

Mamografia
No manifesto entregue a Aécio, as entidades de classe reclamam que “o atual governo tem desrespeitado os trabalhadores ao negar o diálogo com as lideranças sindicais”. A crise na Petrobras, tema de duas CPIs no Congresso, também é destacada. “Com relação à corrupção, nunca vimos tanto aparelhamento dos equipamentos públicos, com desvios de recursos e negociatas que têm sangrado nosso patrimônio”, diz o documento. Entre as reivindicações dos sindicalistas, estão o fim do fator previdenciário e a valorização das aposentadorias e pensões com percentuais acima do salário mínimo, entre exigências genéricas como “soberania e integração nacional”.

Antes do encontro com os sindicalistas, Aécio visitou uma carreta do Programa Mulheres de Peito, que conta com 300 postos fixos e quatro postos móveis onde são oferecidos exames gratuitos de mamografia. Na atividade de campanha realizada no Brás, no centro de São Paulo, Aécio prometeu ampliar o acesso a exames de mamografia e atualizar a tabela do Sistema Único de Saúde (SUS). “É necessário que a tabela seja corrigida. Não vai ser do dia para a noite, mas, a partir do momento em que se tenha prioridades claras, será possível”, afirmou, sem mencionar números.

AS DEMANDAS
Confira qual é a pauta trabalhista da Força Sindical, União Geral dos Trabalhadores (UGT) e Nova Central Sindical de Trabalhadores (NCST) entregue a Aécio Neves:

»  Manutenção dos direitos trabalhistas;

»  Correção permanente da tabela do Imposto de Renda pelo INPC e aumento da taxa de isenção;

»  Renovação da política de valorização do salário mínimo;

»  Instituição de política de valorização das aposentadorias e pensões com valores acima do salário mínimo;

»  Fim do fator previdenciário;

»  Valorização do Ministério do Trabalho e Emprego com o resgate de suas legítimas atribuições;

»  Redução da jornada de trabalho sem redução salarial;

»  Combate à inflação que corrói a renda do trabalhador;

»  Regulamentação da Convenção 151 (direito à negociação coletiva dos servidores públicos);

»  Ratificação da Convenção 158 (garantia contra demissão imotivada) da Organização Internacional do Trabalho.

Audiência do Jornal Nacional sobe. Motivo? Entrevista com Dilma! No site Muda Mais.

Audiência do Jornal Nacional sobe. Motivo? Entrevista com Dilma!

Observe você, querido leitor, como o mundo dá voltas. O Jornal Nacional, aquele que tava com a audiência caindo de maneira consistente e ininterrupta, teve boa audiência ontem (18)!
A edição desta segunda-feira do telejornal da rede Globo obteve 28 pontos de audiência segundo medição do Ibope (link is external). Justamente por causa da entrevista de Dilma a William Bonner e Patrícia Poeta. Vale observar que no dia 11 de abril, o jornal registrou recorde negativo de 18,3 pontos de audiência.
Para efeito de comparação, as entrevistas com os outros candidatos obtiveram apenas 23 pontos no Ibope.
É claro que devemos reconhecer que parte dessa audiência recorde foi graças à militância unida que realizou o maior tuitaço já puxado pelo Muda Mais até hoje (67.481 mensagens postadas por mais de14.286 perfis diferentes em todos os cantos do Brasil).

Sem permissão, ex-reitor da USP aumentou os gastos com funcionários. Por Thais Bilenky no jornal Folha de São Paulo.

Sem permissão, ex-reitor da USP aumentou os gastos com funcionários



Sindicância instaurada pela USP apurou que o ex-reitor João Grandino Rodas (2010-2013) autorizou aumentos de gastos com recursos humanos sem consentimento do Conselho Universitário.
O regimento geral da instituição estabelece que cabe ao conselho "deliberar sobre a política salarial do pessoal docente e dos servidores não docentes, ouvida a Comissão de Orçamento e Patrimônio".
A Folha teve acesso a documentos examinados pela comissão sindicante designada a apurar as causas da maior crise da USP desde 1989, quando obteve autonomia financeira. Em 2014, a fatia do orçamento comprometida com pessoal bate o índice recorde de 105,5%.

editoria de arte/folhapress
Editoria de arte/Folhapress
PLANO DE CARREIRO
De 2009 a 2013, os repasses do Estado para a USP cresceram 51% (de R$ 2,89 bilhões para R$ 4,36 bilhões), ao passo que as despesas com pessoal subiram 83% (de R$ 2,37 bilhões para R$ 4,35 bilhões).
Em andamento, a sindicância aponta a implantação do plano de carreira dos servidores como responsável por parcela expressiva desses gastos.
Em maio de 2011, ao aprovar a nova carreira, o Conselho Universitário estimava que o comprometimento do orçamento com pessoal passaria de 78,5% para 82,36%.
Como as diretrizes daquele ano previam que a folha comprometeria 80% do orçamento, as sobras seriam pagas pela reserva da USP.
O impacto na folha de pagamento foi de 7,2%, apontam os documentos examinados pela sindicância.
Em novembro, no entanto, foi necessária nova etapa de implantação, com impacto de 6%. No ano seguinte, foram feitas duas movimentações de carreira que geraram impactos semelhantes aos da segunda etapa.
De acordo com a sindicância, nenhuma dessas despesas adicionais foi prevista pela reitoria ou submetida ao Conselho Universitário.
PRÊMIO DE EXCELÊNCIA
No final de 2012, os gastos com pessoal representavam mais de 95% do orçamento da USP, enquanto a previsão era de 85%. Ainda assim, Rodas concedeu prêmio de excelência de R$ 6.000 aos quase 23 mil servidores e professores. Teria tomado a decisão sem aval do Conselho Universitário, segundo a sindicância.
A resolução n° 5.483, de 2008, estabelece que o prêmio só pode ser concedido se houver "disponibilidade orçamentária/financeira" de acordo com o orçamento aprovado pelo conselho.
Ainda em 2012, a concessão de vale-refeição, de 2.000 beneficiários, passou a abranger 22 mil pessoas. Além disso, o auxílio-alimentação foi reajustado.
Como resultado, entre 2009 e 2013 houve aumento de 251% nessa rubrica (R$ 242 milhões a mais), conforme aponta a sindicância.
Em 2013, o comprometimento do orçamento da USP com a folha de pagamentos chegou a 100%, a despeito da diretriz orçamentária aprovada, que previa 92,8%.
O atual reitor, Marco Antonio Zago, disse que não se manifestará até receber o relatório final da sindicância.

Aécio convoca cúpula tucana para avaliar novo cenário, por Daniela Lima no jornal Folha de São Paulo





Aécio convoca cúpula tucana para avaliar novo cenário


DANIELA LIMA

A consolidação da candidatura da ex-senadora Marina Silva à Presidência pelo PSB levou o candidato do PSDB ao Planalto, Aécio Neves, a convocar uma reunião com a cúpula de seu partido e as principais siglas aliadas.
Fernando Henrique Cardoso e o governador Geraldo Alckmin (PSDB-SP) estiveram com Aécio na noite desta quarta-feira (20) para discutir os rumos da corrida presidencial.
Na última terça (19), o coordenador-geral da campanha, Agripino Maia (DEM-RN), passou o dia em reuniões com todos os apoiadores regionais de Aécio, analisando a situação Estado por Estado. Ele entregou a Aécio relatório da análise durante a conversa da cúpula da campanha, ocorrida no Palácio dos Bandeirantes, na ala residencial da sede do governo paulista.
Foi a primeira reunião desde a morte do ex-governador e presidenciável Eduardo Campos, em um acidente aéreo, na semana passada.




O encontro ocorreu após Aécio cumprir agenda na capital paulista e utilizar seu discurso para afastar informações de que a entrada de Marina no cenário tenha enfraquecido sua campanha.
"Em eleição tem muita especulação. Quero dizer que não sei contra quem vou, mas tenho certeza que estarei no segundo turno", afirmou, em ato com sindicalistas.
Desde o início da semana, estrategistas do PSDB têm monitorado diariamente os números dos presidenciáveis, com Marina na disputa.
Eles constataram que ela vem ganhando terreno em "Estados-chave" para o tucano, como São Paulo. Mas garantem que quem está perdendo mais votos para Marina não é Aécio e sim a presidente Dilma Rousseff (PT).
Apesar das afirmações de que não há alarde nem desânimo no ninho tucano, a campanha de Aécio resolveu ampliar o envio de materiais de publicidade para as regiões Norte e Nordeste. Outra medida diz respeito à estratégia de agendas públicas.
Na terça-feira (19), a equipe que planeja os compromissos do candidato avaliou que Aécio precisa priorizar regiões como o Nordeste.
A expectativa era de que Campos, que foi governador de Pernambuco, pudesse dividir os votos da presidente Dilma nessa parte do país. Com a morte do pessebista, os tucanos temem que a petista garanta larga vantagem na região, a exemplo de 2010, quando o desempenho de Dilma entre os nordestinos foi essencial para a sua vitória.
A equipe de Aécio decidiu reforçar agendas no Nordeste em todos os dias desta semana, até domingo.
Além do presidenciável, Alckmin, Agripino e Fernando Henrique, participaram do encontro desta quarta o vice do tucano na chapa presidencial, senador Aloysio Nunes (PSDB-SP), o ex-governador José Serra e o prefeito de Salvador, ACM Neto (DEM).
SUS
Antes da reunião, Aécio fez campanha com Alckmin e fez promessas na área da saúde.
Ele prometeu nacionalizar o programa Mulheres de Peito, lançado no Estado, que prevê a adaptação de carretas com equipamentos para fazer diagnóstico de câncer de mama de modo itinerante. Disse ainda que, se eleito, vai reajustar a tabela do SUS –o que implicaria repasses maiores de dinheiro da União para ajudar Estados e municípios a custear o atendimento médico.
Depois, em ato com sindicalistas, ouviu do presidente do Sindicato dos Aposentados que os filiados aceitam trocar a discussão sobre o fim do fator previdenciário pela revisão da fórmula, nos moldes de um projeto que está no Congresso desde 2008

Investigação sobre morte de jovem negro é criticada nos EUA. Por Raul Juste Lores no jornal Folha de São Paulo.

Investigação sobre morte de jovem negro é criticada nos EUA


O secretário de Justiça dos Estados Unidos, Eric Holder, chegou a Ferguson (Missouri), onde um adolescente negro desarmado foi morto a tiros por um policial branco, pedindo "uma investigação independente profunda".
Manifestantes duvidam do "independente" –cerca de 50 deles protestaram nesta quarta (20), diante do equivalente à Procuradoria-Geral de Justiça de St. Louis, para pedir que o procurador-geral, Robert McCulloch, se declare impedido no caso.
McCulloch, que é branco, tem um irmão, um tio e um primo policiais. Sua mãe trabalhou na polícia e seu pai, também policial, foi assassinado em 1964 por um jovem negro. Os manifestantes dizem que McCulloch não teria imparcialidade para acusar o policial branco Darren Wilson, 28, que deu seis tiros em Michael Brown, 18, depois de uma discussão em uma rua de Ferguson no dia 9.

Curtis Compton/Atlanta Journal-Constitution
Polícia algema homem que protestava contra morte de negro em Ferguson, nos EUA
Polícia algema homem que protestava contra morte de negro em Ferguson, nos EUA
McCulloch começou a apresentar nesta quarta as evidências do crime ao Grande Júri do Condado de St. Louis. Nem juízes nem advogados podem participar das reuniões do Grande Júri.
"A atenção do país, do mundo, está neste caso. Mas ainda tememos que a Justiça não seja feita", disse à Folha o ativista Darryl Young. "Wilson deveria já estar preso, não em licença remunerada".
Secretário de Justiça e também procurador-geral da Justiça americana, Holder, que é negro, encontrou-se no final da tarde desta quarta com os pais de Michael Brown.
Sua ida a Ferguson foi criticada. "Como podemos esperar um julgamento independente quando o governo federal já está politizando o incidente?", perguntou Megyn Kelly, apresentadora da rede de notícias Fox News.
POLICIAL SUSPENSO
Um policial do Condado de St. Louis foi suspenso depois de apontar um rifle, dizer que "mataria alguém" e usar vários palavrões contra os manifestantes. A ameaça foi gravada por celulares. Indagado por jornalistas sobre sua identidade, ele respondeu: "Meu nome é Sr. Vá se f...". O comando não revelou sua identidade.
A polícia local continuou proibindo aglomerações e obrigando os manifestantes a circularem de um lado para o outro, sob temperaturas de até 35ºC. Mesmo a imprensa –estimam-se 300 jornalistas na área da avenida West Florissant, onde Brown foi morto– ficou boa parte do dia confinada em uma área designada para a mídia.
Desde o dia 10, primeiro dos protestos em Ferguson, 11 jornalistas foram detidos pela polícia e levados à delegacia local, ficando entre 45 minutos e 2 horas sob custódia policial. Alguns deles foram algemados.
Pelas redes sociais, o grupo de hackers Anonymous convocou para esta quinta (21) um "Dia Nacional de Ira", com protestos em 37 cidades.

Recurso de Arruda chega ao TSE. Por Helena Mader no jornal Correio Braziliense

Recurso de Arruda chega ao TSE
Defesa do ex-governador espera reverter a decisão do Tribunal Regional Eleitoral do DF, que aceitou a impugnação da candidatura. Ministros devem julgar o caso antes de 15 de setembro, data- limite para a substituição de candidatos majoritários


HELENA MADER



Sete ministros compõem o plenário do TSE: é consenso na Corte que o caso deve ser julgado logo (Ed Alves/CB/D.A Press - 12/4/12 )
Sete ministros compõem o plenário do TSE: é consenso na Corte que o caso deve ser julgado logo


O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) recebeu ontem o recurso de José Roberto Arruda (PR) contra a decisão que barrou sua candidatura ao Governo do Distrito Federal. Não há prazo para a Corte analisar o processo, mas a expectativa é de que os ministros julguem o caso até o início de setembro. Por sorteio, a ministra Luciana Lóssio foi escolhida relatora do recurso.

A defesa do ex-governador espera reverter o posicionamento do Tribunal Regional Eleitoral do DF, que, na semana passada, negou registro da candidatura de Arruda. Ele, entretanto, pode fazer campanha, pedir votos e aparecer na propaganda eleitoral enquanto couber recurso.

O documento da defesa foi protocolado no TRE na semana passada. Os autores da impugnação também tiveram prazo e apresentaram argumentação à Corte. Além da Procuradoria Regional Eleitoral, o concorrente ao governo Antônio Carlos de Andrade, o Toninho do PSol, e dois candidatos a deputado distrital também pediram a impugnação da candidatura de Arruda. Depois disso, o presidente do TRE, desembargador Romão Cícero, enviou o processo ao TSE. A autuação ocorreu ontem às 12h22.

Arruda apresentou o pedido de registro de sua candidatura ao Palácio do Buriti em 5 de julho. Quatro dias depois, ele foi condenado em segunda instância por improbidade administrativa por conta das denúncias da Operação Caixa de Pandora. A defesa alega que, no dia do registro, ele estava elegível e, portanto, o ex-governador pode concorrer. O Ministério Público entende que Arruda está enquadrado nas normas da Lei da Ficha Limpa, que proíbe a candidatura de políticos com condenação por colegiados — como é o caso da 2ª Turma Cível, que condenou o candidato do PR.

Apesar de não haver limite de data para julgamento do processo, o consenso entre integrantes da Corte é de que o caso não deve ser analisado depois de 15 de setembro. Esse é o prazo para substituição de candidatos majoritários, em caso de impedimento. Até a eleição passada, a troca de concorrente poderia ser feita na véspera do pleito, mas essa data foi alterada pela legislação eleitoral.

O advogado de Arruda, Francisco Emerenciano, explica que a defesa vai usar a mesma argumentação apresentada durante o julgamento no TRE. O documento entregue tem 24 páginas. “O Tribunal Regional Eleitoral não levou em consideração a jurisprudência do TSE”, explica o advogado. Ele acredita que o caso deve ser analisado pelo plenário do TSE até o começo de setembro. “Como se trata de um caso complexo, não será julgado de um dia para o outro. Mas, por conta da importância do assunto e do debate que ele vai suscitar, acredito que será rápido”, acrescenta Emerenciano.

O Tribunal Superior Eleitoral tem sete ministros — três oriundos do STF, dois do STJ e dois representantes da advocacia. A ministra Luciana Lóssio, sorteada para ser relatora do recurso, já foi advogada de José Roberto Arruda quando o ex-governador foi cassado pelo Tribunal Regional Eleitoral, em 2010. Isso não representa um impedimento legal para que ela participe do julgamento, mas existe a possibilidade de que ela se considere suspeita e peça para não participar da análise do caso. Se isso ocorrer, é feito um sorteio entre os ministros titulares para a escolha de um novo relator. E, durante o julgamento, é convocado um ministro substituto para votar o processo.

O advogado e ex-ministro do TSE José Eduardo Alckmin, que representa a coligação encabeçada por José Roberto Arruda, explica que a defesa vai insistir na tese de que as condições de elegibilidade têm que ser avaliadas no dia do pedido de registro. “Nesse dia, ele tinha todas as condições legais para concorrer. A jurisprudência é eloquente nesse sentido e seria estranho mudá-la depois de duas eleições de vigência da Lei da Ficha Limpa”, comenta o advogado.

Contas

O caso da ex-deputada federal Maria José Maninha, candidata a deputada distrital pelo PSol, também chegou ontem ao TSE. O Ministério Público recorreu da decisão do TRE que  liberou a candidatura de Maninha. A candidata do PSol teve contas reprovadas pelo Tribunal de Contas do Paraná. Em 2005, ela era presidente da Confederação Parlamentar das Américas quando a associação organizou um evento com recursos da Secretaria de Turismo do Estado. A prestação de contas foi considerada irregular pela Corte de contas paranaense. Maninha alega que a situação já está totalmente regularizada e apresentou certidões ao TRE.

Outubro está chegando e com ele vem a verdade democrática que nos livrará das especulações, ilações, omissões e, principalmente, das manipulações. Amém!

Dilma visita obras da Hidrelétrica de Santo Antônio (RO). Confira o áudio exclusivo da coletiva. No site Muda Mais.

19 DE Agosto DE 2014

Dilma visita obras da Hidrelétrica de Santo Antônio (RO). Confira o áudio exclusivo da coletiva

Nesta terça feira (19), Dilma Rousseff (link is external)esteve em Rondônia para visitar a Hidrelétrica de Santo Antônio (link is external). A obra faz parte do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) (link is external) para o Complexo Hidrelétrico do Rio Madeira (link is external), em Porto Velho, com o objetivo de explorar o potencial hidrelétrico e novas formas de produção de energia na região.
Dilma chegou a Santo Antônio logo após visitar a Hidrelétrica de Jirau, e foi direto para o refeitório, almoçar com os operários - no cardápio, frango, arroz, feijão, cenoura e xuxu.

Depois do almoço, Dilma fez rápida coletiva com a imprensa presente. A presidenta sublinhou que, com investimentos da ordem de mais de 43,9 bilhões de reais (link is external), o Complexo Hidrelétrico do Rio Madeira é a quarta maior hidrelétrica do Brasil.  A quantidade de energia produzida no complexo - de 7.200 MW -  dá pra abastecer o estado do Rio Grande do Sul. Santo Antônio terá, quando as obras forem finalizadas (2015/2016), capacidade de produzir, sozinha, 3.500 MW.
 Todo o sistema será interligado ao complexo Sudeste - Centro-Oeste por meio de linhas de transmissão em corrente contínua, que estão entre as maiores do mundo em operação, com 2.365 km de extensão. Depois de abastecer o sistema Acre, Rondônia e Mato Grosso, toda a energia é destinada à linha que vai para Araraquara e faz parte do sistema integrado de energia. Dilma afirmou que essa é uma das grandes obras dos governos de Lula e de Dilma.
Dilma falou ainda que esteve em Jirau, onde entrou em uma turbina em processo de montagem e conversou com uma série de operários que frequentaram o Pronatec. Confira abaixo a íntegra da coletiva de Dilma:
Depois da entrevista, Dilma visitou o centro de operação da hidrelétrica - que já está parcialmente em funcionamento. Em todo o caminho, foram incontáveis as Rousselfies

Confira as fotos que o Muda Mais tirou em Santo Antônio!






A cada 30 segundos de fala de Dilma, uma interrupção de Bonner e Poeta. No site Muda Mais.

19 DE Agosto DE 2014

A cada 30 segundos de fala de Dilma, uma interrupção de Bonner e Poeta

Na entrevista de ontem (18) à noite no Jornal Nacional, a presidenta Dilma foi interrompida 21 vezes por William Bonner e Patrícia Poeta. Considerando que os jornalistas falaram por um terço dos 15 minutos e 47 segundos de entrevista (5 minutos e 42 segundos, para ser mais exato), Dilma foi interrompida em média duas vezes por minuto.
Para fins de comparação, Aécio foi interrompido seis vezes por Bonner e Poeta - ou seja, 15 intervenções a menos do que sofreu Dilma. Na conversa com Eduardo Campos, foram sete interrupções no total. Não deixar o entrevistado responder às questões que lhe foram perguntadas não é exatamente um modelo de como fazer jornalismo. Muito menos tratar de maneira tão díspar os diferentes entrevistados - uma vez que Dilma foi interrompida  mais do que 3 vezes mais do que Aécio.
O Muda Mais continuará de olho nas movimentações da mídia nessa eleições, como já fizemos com relação ao tempo gasto pelo Jornal Nacional para se referir a denúncias contra governos do PT e do PSDB. Estamos também ligados nas análises e observações do Manchetômetro da UERJ, que denunciou, por exemplo, certo telejornal que critica Dilma 15 vezes mais que seu principal concorrente, Aécio Neves.