terça-feira, 31 de março de 2009

Entrevista de Dilma Roussef para "Marie Claire"

Clique no endereço eletrônico
http://revistamarieclaire.globo.com/Marieclaire/0,6993,EML1697826-1739-1,00.html

BLOG COM DUAS PÁGINAS ,OBSERVANDO O ATAQUE DO PIG. VEJA EM:POSTAGENS MAIS ANTIGAS

É tudo mentira ou tudo verdade?

Quando a oposição aparece como delituosa ou criminosa , por um pequeno período de tempo , na imprensa corrupta , golpista e racista brasileira é tudo mentira.
Quando o governo Lula e o PT aparecem como delituosos ou criminosos , por um imenso período de tempo , na imprensa corrupta , golpista e racista brasileira é tudo verdade.
Tiroteio
"Queria ver a reação se fosse a Lurian empregada no gabinete de um senador do PT."Do deputado federal DEVANIR RIBEIRO (PT-SP), sobre a presença, no quadro de assessores do senador Heráclito Fortes (DEM-PI), de Luciana Cardoso, filha do ex-presidente FHC.

Garagem do futuro esconde carro embaixo da terra e mostra,infelizmente,a universalidade dos crimes e dos criminosos


Garagem do futuro esconde carro embaixo da terra.
Garagem do futuro

A empresa inglesa Cardok desenvolveu um produto que vem sendo chamado de garagem do futuro. Graças a uma plataforma hidráulica, é possível esconder o carro sob um jardim ou até sob outro carro (se a sua idéia é fazer com que os ladrões levem o pior veículo, que ficou por cima).
Com uma espécie de elevador, o carro é levado para baixo da terra e na parte superior, com o “disfarce” de um jardim, ninguém sabe que há um veículo estacionado ali embaixo.
O preço do produto ainda é bastante salgado - 50.000 libras -mas oito garagens como essa já foram construídas, quatro estão em produção e mais dez estão encomendadas na Inglaterra. A lista de espera pela garagem do futuro é de quatro meses.

Contraponto

Contraponto
Avis rara
Em depoimento reservado à CPI dos Grampos, o araponga Jerônimo Araújo admitiu que teve acesso a escutas da Operação Satiagraha. Dito isso, foi bombardeado com perguntas pelo deputado Vanderlei Macris (PSDB-SP).-Tinha grampo do Fernando Henrique?-Não- respondeu o funcionário da Abin.-Tinha grampo do Serra?-Não.Depois de seguidas negativas, Macris sintetizou:-Não grampearam nenhum tucano?Encerrado o depoimento, um colega indagou:-Macris, você por acaso estava querendo descobrir se a Abin tem algum ornitólogo em seus quadros?

Ministro do TCU é citado na Castelo de Areia

Painel
RENATA LO PRETE - painel@uol.com.br
Na operação
Augusto Nardes, ministro do Tribunal de Contas da União levado ao noticiário da Operação Castelo de Areia por sua relação com Guilherme Cunha Costa, lobista da Camargo Corrêa, já havia aparecido nos grampos de outra operação da Polícia Federal, a Navalha, de 2007. Naquela ocasião, o empreiteiro investigado era Zuleido Veras, dono da Gautama.Num dos telefonemas interceptados, Zuleido comentava com o deputado Paulo Magalhães (DEM-BA) a determinação de outro ministro (e hoje presidente) do TCU, Ubiratan Aguiar, para que a construtora devolvesse R$ 1 milhão à Petrobras por quebra de contrato. "Nós estamos pedindo vista", informou. "Quem vai pedir é o Nardes." De fato, Nardes pediu.
Dificuldades... Pelas mãos de Nardes passa quase tudo o que diz respeito à Petrobras no TCU. Um dos deputados mais próximos do ministro é José Otavio Germano (PP-RS), ligado ao setor petroquímico. A dupla já deu muita dor de cabeça à estatal. ...e facilidades. O TCU, que tem entre seus membros Valmir Campelo, pai do lobista da Fiesp Luiz Henrique Bezerra, é o tribunal responsável por julgar as contas do chamado "Sistema S", ao qual pertence o Sesi (Serviço Social da Indústria). Coleta 1. A Cavo, empresa de recolhimento de lixo do grupo Camargo Corrêa, não utilizou a usual "transação eletrônica" para repassar doações a três petistas em 2008. Os candidatos a vereador Nabil Bonduki e Arselino Tatto, além do prefeito de São Bernardo, Luiz Marinho, receberam suas fatias em cheque. Coleta 2. O principal cliente público da Cavo é a Prefeitura de Curitiba. Em 2008, veio da Camargo Corrêa a maior doação à campanha vitoriosa do tucano Beto Richa: R$ 300 mil "por dentro". Coleta 3. A Cavo também tem 30% das ações da Loga, criada em 2004 para atender 13 subprefeituras paulistanas. A Camargo doou R$ 3 milhões ao comitê reeleitoral de Gilberto Kassab (DEM). Castelinho. Veteranos lembram do escândalo do Orçamento, em 1993, para baixar a bola da nova operação da PF. Foram apreendidas naquele ano caixas de documentos da Odebrecht com menções a mais de 150 congressistas -algumas com percentual de comissão por obra da empreiteira. A CPI instalada sugeriu "futuras investigações" que nunca se concretizaram.Navegar é preciso. Em Londres, onde participam da organização do encontro do G20, diplomatas dizem que uma das opções estudadas pelo governo britânico para proteger os líderes convidados de eventuais protestos contra a crise é transportá-los pelo rio Tâmisa até Excel, onde ocorrerá a reunião de cúpula. Sem sinal. O Conselho Diretor da Anatel adiou ontem, pela sexta vez e por mais 30 dias, a decisão sobre o fim da cobrança do ponto adicional de TV a cabo. A própria agência havia determinado o término da cobrança em junho do ano passado, mas voltou atrás e começou a protelar sucessivamente o fim da novela. Torcida. O vereador Elias Vaz (PSOL), de Goiânia, ligado a perueiros, arregimenta claque para acompanhar o depoimento de Protógenes Queiroz à CPI dos Grampos, amanhã. Vaz é um dos pais da ideia de lançar o delegado a deputado federal em 2010. No partido, há quem prefira que ele dispute a Presidência. Chega mais. O anfitrião José Roberto Arruda (DEM-DF) fez questão de promover ontem um encontro entre Aécio Neves (PSDB) e o prefeito Gilberto Kassab (DEM), da linha de frente do serrismo, na residência oficial do DF. Instou os dois a se cumprimentarem e posarem para fotos, apesar de terem participado de reuniões distintas.
com VERA MAGALHÃES e SILVIO NAVARRO

Tiroteio
"Queria ver a reação se fosse a Lurian empregada no gabinete de um senador do PT."
Do deputado federal DEVANIR RIBEIRO (PT-SP), sobre a presença, no quadro de assessores do senador Heráclito Fortes (DEM-PI), de Luciana Cardoso, filha do ex-presidente FHC.

Brasil enviará mão-de-obra para ajudar GM nos Estados Unidos

Brasil enviará mão-de-obra para ajudar GM nos Estados Unidos.
MARCEL GUGONIda Folha Online
O Brasil vai enviar mão-de-obra de engenharia e design como parte do plano de reestruturação da GM (General Motors) nos Estados Unidos, afirmou nesta terça-feira o presidente da companhia no Brasil e Mercosul, Jaime Ardila. Segundo ele, as unidades brasileiras da GM devem contribuir com o envio de tecnologia para a produção de carros compactos.
"Temos muita experiência em tecnologias de carros pequenos. É mais uma transferência de produtos em engenharia e design do que envio de dinheiro", afirmou. Em conferência telefônica nesta terça-feira, Ardila mencionou parte das exigências feitas pelo governo dos EUA para conceder novos US$ 6,4 bilhões --de um total de quase US$ 18 bilhões-- com a meta de evitar a quebra da montadora americana.
Segundo ele, uma força-tarefa criada entre o governo e a cúpula da companhia chegaram ao consenso de que é preciso gerar mais verbas para investir em produção, acelerar o processo de reestruturação já em andamento --o que inclui o fechamento de mais fábricas e revendas e melhorias na competitividade e custos de fabricação de suas marcas-- e investir pesado no desenvolvimento de tecnologias mais econômicas em questões de combustível.
É aí que entra o apoio da filial brasileira. Ardila não confirmou quantos profissionais podem ser enviados para os EUA, mas a empresa estima que até 1.200 pessoas das áreas de design e engenharia passem para a matriz.
O executivo afirmou que as filiais latinas estão "vendendo muito bem o que produzem", apesar da crise, e por isso podem transferir o seu know-how com carros pequenos --que devem ocupar o lugar dos beberrões jipes que a GM produz nos EUA-- e contribuir no desenvolvimento de modelos elétricos e híbridos.

O QUE É A LEI DA ATRAÇÃO? Nós os amigos do presidente Lula a usamos para atrair o progresso para o povo brasileiro e espantar o mau agouro do PIG


O QUE É A LEI DA ATRAÇÃO?A Lei da atração é mais uma lei do Universo, a mais bela e sublime dentre todas que regem nossas vidas. Talvez um dia esse novo enigma possa ser decifrado finalmente pela ciência, como foram decifrados tantos outros mistérios do Universo como a Lei da Gravidade, a Teoria da Relatividade e a Lei da Ação e Reação. Todas teorias impensáveis e inimagináveis num certo momento da história e que de imediato não surtiram grandes efeitos, mas décadas depois se tornariam a base de nosso desenvolvimento e de nossa sociedade como um todo. A Revolução Industrial (Séc. XVII), em seguida a evolução tecnológica e agora mais recentemente a revolução nas comunicações, não existiriam da forma que conhecemos hoje se não fossem esses físicos e matemáticos brilhantes. A física do novo milênio, ou seja, a Física Quântica evidenciará essa descoberta e mostrará que não é possível se ter um Universo com a mente separada dele.A Lei da Atração é uma lei que existe. Não é porque não podemos vê-la que não podemos acreditar. Não importa se você saiba ou não da sua existência, de uma maneira ou de outra ela estará agindo em sua vida. Não é porque não a conhece direito que não possa usufruir suas propriedades maravilhosas.A Lei da Atração é um segredo que poucos desvendaram até hoje e o guardaram para si, por ser muito valioso. Está a sua disposição e poderá mudar sua vida se realmente perceber o poder que ela pode lhe proporcionar.Nós, seres humanos somos privilegiados, somos os únicos seres vivos do Planeta que possui o dom de pensar, criar e desejar. Temos a capacidade de imaginar nossos sonhos e projetar uma realidade para o futuro. Temos o dom de sentir, de nos apaixonar, de amar e muito mais. Temos o dom de atrair tudo o que queremos para nossas vidas, esse é o verdadeiro presente que recebemos quando nascemos. Um presente incrível capaz de transformar e modificar as pessoas e tudo ao seu redor. Além do poder de atrair, possuímos o poder de acreditar.

"Leite Derramado"

Em seu novo e esperado romance "Leite Derramado" (Companhia das Letras, 2009), o cantor, compositor e escritor carioca Chico Buarque atinge o ponto alto de sua produção literária. Munido de prosa elegante, fluente e divertida, ele narra a saga dos Assumpção, família de elite liderada pelo moribundo Eulálio Montenegro d'Assumpção. De seu leito de morte, em meio a delírios e devaneios, o protagonista relembra sua vida. O ponto central é seu amor possessivo e egoísta pela mulata Matilde, uma garota incrivelmente desejável com quem Eulálio se casa e vive uma relação corroída pelo ciúme. Paralelamente, Eulálio narra a saga de sua família, uma sucessão de calhordas que desembarca no Brasil nos tempos da corte portuguesa e atravessa as décadas comandando negócios escusos, fazendo quase tudo fora da lei e exibindo truculência para levar vantagem em tudo. "Chico cutuca e devassa com olhar cortante as mazelas da vida brasileira: a desigualdade obscena; a promiscuidade público-privada; a subserviência colonizada; o preconceito velado pela cordialidade", aponta o cientista social Eduardo Gianetti em resenha do livro publicada na Folha de S.Paulo. O cenário da trama é o Rio de Janeiro e o enredo dá vida a objetos e lugares que habitam as lembranças do autor, como vitrolas, colégios para moças, ritmos de época e o futebol.

Procurador vai pedir devolução de salários de filha de FHC

Procurador vai pedir devolução de salários de filha de FHC.
Filha do ex-presidente admitiu em entrevista que trabalha de casa para o gabinete do senador Heráclito Fortes
Eugênia Lopes - Agência Estado
BRASÍLIA - O procurador Marinus Marsico entra nesta terça-feira, 1º, com representação no Tribunal de Contas da União (TCU) solicitando que Luciana Cardoso, filha do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, devolva os salários que recebeu desde 2003, época em que começou a trabalhar no gabinete do senador Heráclito Fortes (DEM-PI). Em entrevista à Folha de S. Paulo, Luciana admitiu que trabalha em casa e não vai ao Senado.

Piada da oposição:"DEM fiscaliza obras do PAC"











Economia é uma ciência humana e sofre diretamente a ação do medo

Recessão será evitada por dinheiro públicoAumento do salário mínimo, benefícios assistenciais, investimentos em obras e gastos com a máquina impedirão derrocada maior da economia.
Vicente Nunes Da equipe do Correio Braziliense
Mesquita, do BC: Em tempos de forte retração, gastos públicos têm efeito anticíclico.

O governo terá papel fundamental para evitar que o Brasil feche 2009 com retração na economia, fortemente impactada pela crise internacional. Foi o que reconheceu ontem o diretor de Política Econômica do Banco Central, Mário Mesquita, ao anunciar a revisão, de 3,2% para apenas 1,2%, da projeção de crescimento para o Produto Interno Bruto (PIB). Com uma ou outra exceção, as ações diretas ou indiretas do setor público vão estimular a produção e o consumo. “Em tempos de recessão ou de forte desaceleração da atividade, os gastos públicos têm efeito anticíclico e ajudam a amortizar as variações da economia”, disse. Isoladamente, as despesas do governo com a máquina, que devem avançar 2,4%, responderão por quase a metade do crescimento do PIB: 0,5 ponto percentual. No caso do consumo das famílias, o setor público contribuirá por meio do aumento do salário mínimo e dos programas sociais, como o Bolsa Família. Se nessa conta forem incluídos os salários dos servidores, os benefícios pagos pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e o seguro-desemprego, a amplitude fica maior. Para dar uma dimensão, o diretor do BC citou a massa salarial, que combina emprego e renda. Sem os ganhos dos servidores, os gastos do INSS e o seguro-desemprego, a massa salarial crescerá 2,5% em 2009. Com a inclusão dessas fontes de renda, o incremento será de 3,5%. Nos investimentos, a contribuição do governo virá por meio do pacote habitacional, das obras de infraestrutura do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), dos financiamentos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e dos empreendimentos da Petrobras. O PAC e o pacote habitacional também sustentarão crescimento de 2,7% da construção civil, desempenho fundamental para que a indústria, o setor mais afetado pela crise, feche o ano com ligeira alta de 0,1%. A produção industrial deve ainda ser favorecida pelos incentivos fiscais dados pelo governo, em especial ao setor automobilístico (leia mais na página 15). Nos serviços, o segmento da administração pública (saúde e educação) foi o único a ter sua estimativa de expansão elevada pelo BC, de 1,8% para 2,6%. Na avaliação do economista-chefe da Gap Asset Management, Alexandre Maia, diante do tamanho da crise, que atingiu de forma generalizada a economia mundial e a brasileira, a intervenção do Estado é fundamental para mitigar os estragos. E aí se inclui, inclusive, a política monetária, com a redução dos juros. Mas, apesar de todos os instrumentos usados pelo governo, Maia considerou a projeção de crescimento do BC para o PIB bastante otimista. “Eu continuo apostando em queda de 0,5% para o PIB em 2009, pois não vejo uma reação rápida da economia”, disse. A seu ver, a expectativa negativa dos consumidores e dos empresários manterá atividade travada. Segundo Mário Mesquita, do BC, o pessimismo do mercado — o consenso é de que o PIB terá variação zero neste ano — decorre do peso excessivo que se está dando ao que os especialistas chamam de carry-over ou carregamento estatístico de um ano para o outro. Nas contas do mercado, diante do tombo da atividade no último trimestre de 2008, de 3,6%, o Brasil começou 2009 com PIB negativo de 1,5%. “Esse impacto, porém, ficará concentrado no primeiro trimestre do ano. Nos trimestres consecutivos haverá crescimento, o que nos leva a projetar expansão de 1,2% para o ano”, frisou. Para o economista-chefe da Confederação Nacional do Comércio (CNC), Carlos Thadeu de Freitas Gomes, não há como falar em crescimento da economia sem a retomada do crédito. Ele afirmou que, agora, além de os bancos não estarem querendo emprestar há um problema de demanda, pois as empresas suspenderam investimentos e as pessoas físicas estão com medo de se endividarem por causa da ameaça do desemprego. Pelas projeções do BC, o desemprego subirá dos atuais 8,5% para 8,8% neste ano.

Brincando com a democracia

Sobrou para a empregada de Fraga.
Funcionária da Câmara que prestava serviços na casa do atual secretário de Transportes do DF é exonerada.
Izabelle TorresDa equipe do Correio
A Câmara anunciou ontem a exoneração da empregada doméstica que era lotada no gabinete do deputado Osório Adriano (DEM-DF), mas prestava serviços na casa do deputado licenciado e atual secretário de Transportes do Distrito Federal, Alberto Fraga. A denúncia, feita pelo jornal Folha de S. Paulo, levou o secretário a diversas contradições ao tentar explicar a função exercida por Izolda da Silva. “Ela faz serviços de mandados. Vai ao banco, faz limpeza. São serviços domésticos. Aliás, serviços externos”, disse. Fraga afirmou ainda que a empregada dormia em sua casa porque morava na zona rural. A demissão da servidora tem como base o ato 72/1997 da Mesa Diretora, que obriga ocupantes de cargos de confiança trabalharem no gabinete nos quais estão lotados. Dessa forma, mesmo que a empregada trabalhasse na Secretaria de Transporte e não em sua residência, como sustentou o secretário ao tentar se explicar, Fraga estaria cometendo irregularidades ao desviar a função da servidora que deveria prestar serviços ao suplente em exercício Osório Adriano. O democrata, por sua vez, disse que manteve a funcionária no quadro do gabinete porque divide as vagas dos cargos de confiança com o titular do mandato. Pouco antes de a Câmara anunciar a demissão da servidora, Adriano disse que pretendia conversar com Fraga para “regularizar” a situação de Izolda. Impunidade Enquanto a empregada deve ter o ato de exoneração publicado hoje no Diário da Câmara, nem o secretário licenciado que pagou Izolda com recursos públicos e nem o suplente Osório Adriano devem sofrer qualquer tipo de punição. Ao comentar o caso ontem, o presidente da Casa, Michel Temer (PMDB-SP), disse que é preciso ter cautela para não condenar ninguém antes de apurar as irregularidades. A Corregedoria, por sua vez, somente investiga a conduta de um parlamentar se algum deputado ou partido entrar com uma representação. Somente nesse caso, segundo a assessoria da Câmara, será possível discutir o assunto na reunião da Mesa Diretora marcada para amanhã.

segunda-feira, 30 de março de 2009

A avaliação pessoal do presidente Lula continua alta,apesar da crise do PIG

A avaliação pessoal do presidente Lula também caiu de 84% em janeiro para 76,2% em março. A marca de janeiro foi a melhor avaliação histórica da pesquisa. O número de entrevistados que avaliam negativamente o presidente também subiu de 12,2% para 19,9%. Outros 4% não responderam à pergunta.
Ricardo Guedes, diretor da CNT/Sensus, comentou que a queda na aprovação do presidente Lula se deu entre as pessoas jovens e da região Sudeste.
A avaliação positiva do governo Lula caiu de 72,5% para 62,4% desde janeiro desta ano, de acordo com pesquisa divulgada hoje (30) pela CNT/Sensus. Já as avaliações regular e negativa aumentaram percentualmente, de 21,7% para 29,1% e de 5% para 7,6%, respectivamente. Este é o pior resultado alcançado pelo governo petista desde setembro do ano passado.

A mentira do PIG é revelada:"máquina pública não está inchada"


Acredite, máquina pública não está inchada.
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Número de servidores no Brasil está abaixo do de países desenvolvidos e emergentes.
LETíCIA NOBRE DA EQUIPE DO CORREIO BRAZILIENSE
Uma pesquisa sobre emprego público, realizada pelo Instituto de Pesquisa Econômica e Aplicada (Ipea), chegou a uma conclusão surpreendente: a máquina pública brasileira não está inchada. Comparada à de países desenvolvidos e com os da América Latina, a proporção de servidores públicos na faixa da população economicamente ativa é uma das menores (10,7%), segundo dados computados em 2005. Em países como Dinamarca e Suécia, mais de 30% dos ocupados estão trabalhando para o estado. Em outros que têm o setor privado como alicerce, caso dos Estados Unidos, o percentual é de 14,8%, também usando dados de 2005. O pesquisador Fernando Augusto de Mattos, observa que a adoção do Estado de Bem-Estar Social por vários países europeus no período pós-Segunda Guerra Mundial fez com que o setor público passasse a ter um peso significativo na promoção do emprego e da qualidade de vida da população. A necessidade de políticas sociais universalistas fez a participação dos empregos públicos crescer mais nos países desenvolvidos do que nos subdesenvolvidos.
Na América Latina, onde a realidade social se assemelha à nacional, o Brasil está em 8º lugar de acordo com dados de 2006 da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal). Na Argentina, essa relação é de 16,2%; no Paraguai, 13,4%, e no Panamá, primeiro colocado da lista, 17,8%. O processo de democratização recente também pesa na estrutura, comenta o pesquisador. O levantamento leva em consideração todos os trabalhadores empregados pelo Estado em um sentido mais amplo, incluindo administração direta, indireta e estatais de todo tipo. Diferenças Os índices dos emergentes — países que também guardam alguma semelhança com o Brasil —, como Índia (68,1%) e África do Sul (34,3%), ficam muito acima do nível nacional. Há um grave problema de formalização de empregos nesses países, comenta Mattos. Na Índia, por exemplo, o alto percentual está relacionado com o elevado contingente de forças militares e de segurança interna. Além da informalidade, o país carrega um baixo grau de desenvolvimento industrial em contraste com a ocupação agrícola. O economista do Dieese Tiago Oliveira explica que o estudo questiona o discurso de que o Brasil tem um estado inchado, que surgiu nos anos 90. “A idéia de um país pesado e ineficiente caiu sobre o serviço público e se perpetua até hoje.” Porém, observa Oliveira, “ao mesmo tempo em que as pessoas dizem isso, vão aos postos de saúde e esperam por horas, por falta de médicos ou veem os filhos voltarem mais cedo para casa por falta de professores”. O pesquisador do Ipea Fernando Mattos afirma que o resultado da pesquisa mostra a necessidade de ampliação do acesso da população aos serviços públicos e, por consequência, da ampliação do quadro de pessoas que realizam esses serviços. Qualificação Apesar de os números desmistificarem o discurso da máquina inchada, nenhum dos especialistas descarta que há desequilíbrio entre áreas administrativas: algumas têm excessiva carência. Há um déficit grande nas áreas de saúde, educação, mas também nas de auditores fiscais e previdenciários ou mesmo na fiscalização das fronteiras”, alerta Tiago Oliveira. A qualidade, que não foi alvo da pesquisa do Ipea, é lembrada. “Não se pode esquecer que o bom serviço prestado à população depende da qualificação dos servidores”, pondera Mattos. Servidor da Universidade de Brasília há 32 anos, Cosmo Balbino é contrário à ideia de inchaço do setor público. Para ele, o baixo índice brasileiro diante dos registrados em muitos países não é um indicador ruim. “O Estado sofre de uma carência de médicos e professores. Desde que haja qualificação profissional, não há necessidade de muitos empregados”, avalia. “Com a terceirização do serviço público, há perda de qualidade profissional porque não há critérios rígidos para contratação.” Balbino entende que o processo de adequação tecnológica dos cargos públicos, incluindo a UnB, resultou numa menor carência de trabalhadores. “A tecnologia acabou com muitos empregos.” Dessa forma, ele sugere uma alternativa para solucionar a falta de vagas de trabalho. “Hoje em dia, há condições de se ter bons salários com poucas pessoas”, avalia.
Emprego formalizado
O avanço da formalização do trabalho no Brasil, tanto no estoque de empregos públicos quanto no de privados, também justifica a baixa relação entre o total de trabalhadores e aqueles que estão a serviço do Estado. Entre 2003 e 2006, a ocupação com carteira assinada cresceu 13,3% nas seis principais regiões metropolitanas, segundo dados do IBGE. Em 2003, o índice foi de 39,7% e, no último levantamento, de janeiro deste ano, o percentual avançou para 49,4%. O crescimento do emprego formal aconteceu tanto no setor privado quanto no público. O governo está eliminando, inclusive, o vinculo precário dos terceirizados que estão nas atividades-fim, observa Tiago Oliveira, economista do Dieese. A estruturação das carreira nos cargos governamentais moraliza o perfil do serviço público e isso aconteceu, principalmente, nos municípios, diz Fernando Mattos, coordenador da pesquisa do Ipea sobre o serviço público. Angela Torres, analista de comunicação social de uma empresa pública, confirma a diminuição de empregados públicos com relação ao resto da população nos últimos anos. “Quando eu entrei, havia 50% a mais de funcionários na minha instituição. Foi um progresso natural, pois era possível fazer o mesmo trabalho com menos pessoas”, afirma. Completando 24 anos de trabalho no Serpro, Torres enfatiza a utilidade desse setor. “Uma das coisas principais é servir a sociedade, seguir as políticas públicas que atendem o cidadão”, conclui. Regiões Quase 7% da população que vive no Centro-Oeste estava contratada pelo Estado, em 2007. Percentual acima da média nacional (5,36%). A concentração de atividades no Distrito Federal e a promoção de concursos públicos nos estados e municípios impacta no índice, justifica Fernando Mattos. Entretanto, o desenvolvimento econômico dos estados nortistas fez com que a região se destacasse na recente aceleração do crescimento do quadro de empregos públicos e contribuísse para a atual distribuição. Há 14 anos, o Brasil tinha 7,8 milhões de servidores públicos. Desses, 525 mil estavam no norte do país, ou 6,73% do total. Na apuração de 2007, a participação passou a ser de 8,69% ou 883 mil servidores num universo de 10,1 milhões.

Crise?Que crise? Agência de turismo vende pacote para a Disney por preço atraente e enfrenta um movimento 10 vezes maior do que o esperado

Agência de turismo vende pacote para a Disney por preço atraente e enfrenta um movimento 10 vezes maior do que o esperado.
Movimento em loja de agência de turismo: 1,2 mil pacotes foram vendidos em apenas um dia.

Luciana Navarro
Da equipe do Correio Braziliense
O Mickey que se prepare. Mais de mil brasilienses vão desembarcar na Disney nos próximos meses. O motivo é financeiro. Em plena crise e com dólar mais caro, a rede CVC faz, até amanhã, uma promoção que oferece pacote para Orlando com passagem, hospedagem e veículo por R$ 1.233. O valor é divido em 10 vezes sem juros com a primeira parcela de R$ 1. O passeio só tem um inconveniente: a fila para comprar o pacote. As lojas da empresa e agências credenciadas ficaram abarrotadas no fim de semana. Em uma delas, visitada pelo Correio, clientes esperaram mais de quatro horas pelo atendimento. Além disso, idosos e deficientes físicos não receberam a devida atenção. Segundo Cláudio Vila Nova, representante da CVC no Distrito Federal, os vendedores da rede estavam preparados para atender os consumidores dentro de uma determinada procura. “Não esperávamos um movimento tão grande. Nossa meta era vender 500 pacotes no total e, só no primeiro dia de promoção, foram 1.200”, afirmou. A expectativa é chegar a 5 mil até amanhã. Além da promoção para Orlando, a CVC oferece pacotes para Nova York e Miami a R$ 1.998 e R$ 1.129, respectivamente. Pelo movimento das lojas nesse fim de semana, a demanda foi muito acima do esperado pela CVC. “As pessoas em Brasília têm um poder aquisitivo alto e, além disso, a proximidade da embaixada americana para a solicitação do visto facilita”, justificou Vila Nova. Para o casal de aposentados Hélio e Ana Luiza Contardo, no entanto, a empresa deveria prever que a procura pelos pacotes seria tão forte. Eles conseguiram fechar a viagem que queriam para Miami e Orlando, mas, para isso, ficaram quatro horas e quarenta e cinco minutos na fila. “Valeu a pena financeiramente, mas não em termos de cansaço. A empresa não se preparou para atender a promoção”, reclamou Hélio. Ele vai viajar com a esposa e um casal de amigos e, além de ficar na fila comum mesmo tendo 68 anos, ficou sem almoço. “Saímos com a passagem, mas almoçamos um chiclete”, revelou Ana Luiza, que usa bengala por conta de um problema na perna e, mesmo assim, teve de esperar em pé. A bancária Fernanda Pires, 27 anos, acha que a espera foi válida. Ela vai viajar para a Flórida com mais 23 amigos que adquiriram o pacote também na promoção. “Viajar é comigo mesmo”, comemorou Marcelo Seixas, 42, um dos integrantes do grupo de Fernanda que esperou quatro horas para fechar a viagem, a primeira que fará ao exterior. A promoção começou no sábado e vai até terça-feira em todo o país. De acordo com Cláudio, o atendimento preferencial a idosos, gestantes e deficientes físicos foi normalizado e funcionários estão usando laptops com internet sem fio para vender os pacotes aos clientes que esperam na fila. Os preços são oferecidos apenas para viagens em meses especificados pela CVC.

Década de 2020 deve consolidar poder dos Bric e o surgimento de uma nova imprensa no Brasil

Década de 2020 deve consolidar poder dos Bric.
Os anos 20 deste século podem marcar a consolidação do fortalecimento de países emergentes como potências econômicas e políticas, em um mundo cada vez mais multipolar. Segundo acadêmicos e instituições de pesquisa, os chamados Bric (Brasil, Rússia, Índia e China) serão peças-chave dessa nova ordem.
Para investigar que desafios cada país do BRIC terá pela frente, no caminho para se tornar uma potência em 2020, a BBC Brasil produziu uma série especial que começa a ser publicada nesta segunda-feira, reunido reportagens multimídia de nossos repórteres no Brasil e enviados especiais a Rússia, Índia e China.
Em 2020, com 3,14 bilhões de habitantes (40% da população mundial naquele ano, segundo projeções da ONU), eles devem chegar mais perto das economias do G7, após terem crescido a taxas muito superiores às de nações ricas.
O National Intelligence Council, entidade do governo americano ligada a agências de inteligência, prevê que já em 2025 todo o sistema internacional - como foi construído após a Segunda Guerra Mundial - terá sido totalmente transformado.
"Novos atores - Brasil, Rússia, Índia e China - não apenas terão um assento à mesa da comunidade internacional, mas também trarão novos interesses e regras do jogo", afirma a instituição.
"Muito provavelmente, por volta de 2020 vamos nos dar conta de que existe um equilíbrio muito maior no mundo em termos econômicos e políticos com o fortalecimento de países emergentes como China, Índia, Brasil e Rússia. Com um maior poder econômico, virá também um maior poder político e uma participação ativa desses países em organismos internacionais", disse à BBC Brasil Stepháne Garelli, professor da Universidade de Lausanne, na Suíça, e autor de um estudo que traça cenários para 2050.
Conceito complexo O conceito de sistema multipolar é complexo e, ainda que boa parte dos analistas concorde que o mundo caminha para isso, o tempo que levará para que a China tenha voz no Fundo Monetário Internacional (FMI), o Brasil tenha um assento permanente no Conselho de Segurança da ONU ou o Banco Mundial seja dirigido por um russo ou indiano variam muito.
Mas a discussão já não se limita mais ao meio acadêmico. Diferentes aspectos do que pode vir a ser um mundo multilateral (ou multipolar) já começam a aparecer em discursos de autoridades que estão no centro do processo de tomada de decisões internacionais.
Um exemplo recente vem de Gordon Brown, o primeiro-ministro britânico, que, às vésperas do encontro do G20, em Londres, declarou no Brasil que "o tempo em que poucas pessoas mandavam na economia acabou".
Também às vésperas do encontro, o diretor-gerente do FMI, Dominique Strauss-Kahn, disse em entrevista a uma TV francesa que "soluções globais supõem que a governança de instituições como o FMI seja mais legítima, mais democrática, com espaço para os países emergentes e pobres".

Imitando o PIG,mas a favor de Lula:"índice que reajusta aluguéis deflaciona 0,74% em março

IGP-M deflaçiona 0,74% em março.
O Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M), bastante utilizado para a correção de contratos de aluguel, desacelerou em março, fechando o mês com deflação de 0,74%, ante variação de 0,26% em fevereiro, informou nesta segunda-feira a Fundação Getúlio Vargas (FGV). A principal contribuição para a desaceleração partiu dos preços no atacado.
Em março, o Índice de Preços por Atacado (IPA) teve variação de -1,24%, ante inflação de 0,2% registrada no mês anterior. Já na componente que mede a variação dos preços ao consumidor, a inflação acelerou para 0,43%, ante os 0,4% apurados em fevereiro.
"Três das sete classes de despesa componentes do índice apresentaram acréscimos em suas taxas de variação. A principal contribuição no sentido ascendente partiu do grupo alimentação (0,25% para 0,6%)", apontou a FGV em documento.
O terceiro e último componente do indicador, o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC), desacelerou e teve deflação de 0,17% em março, abaixo do resultado do mês anterior, de 0,35%, concluiu o levantamento.
O IGP-M é calculado com base nos preços coletados entre os dias 21 do mês anterior e 20 do mês de referência, informou a FGV.

Funcionário da Camargo citado pela Justiça atuou com Skaf

"Precisamos baixar os juros.Preciso de mais dinheiro.Preciso ficar calado e muito".
Funcionário da Camargo citado pela Justiça atuou com Skaf.
A decisão da Justiça que deflagrou a Operação Castelo de Areia da Polícia Federal (PF) contém o nome de Guilherme Cunha Costa entre os funcionários da Camargo Corrêa citados. Costa atuou como assessor especial do presidente da Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, até 2007. As informações são do jornal Folha de S.Paulo.
Skaf é apontado pela Polícia Federal como "suposto intermediário" da empreiteira com os partidos políticos que receberiam doações financeiras da Camargo Corrêa. A construtora é suspeita de ter feito doações não-declaradas à Justiça Eleitoral, além de cometer crimes financeiros, superfaturamento de obras e fraude a licitações.
Segundo a Folha, relatos de parlamentares e políticos com cargos executivos apontam que Costa foi um dos coordenadores da campanha de Skaf para a Fiesp e assumiu o cargo de assessor parlamentar da presidência entidade em Brasília. Em 2007, ele saiu da Fiesp para trabalhar no escritório da Camargo Corrêa em Brasília.
A assessoria de imprensa da Fiesp afirmou ao jornal que "não há nada de ilegal ou ilegítimo" na relação com Costa. A Folha informou ainda que tentou contato com Paulo Skaf, mas ele estava em viagem. Costa não foi localizado.

Lula quer construção civil como "mola propulsora" de emprego

Lula quer construção civil como "mola propulsora" de emprego
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta segunda-feira que quer que a construção civil seja "a mola propulsora" de geração de empregos no Brasil. Em seu programa de rádio semanal Café com o Presidente, ele disse que o pacote habitacional lançado pelo governo na semana passada irá ajudar a reduzir os efeitos da crise financeira internacional no País.
Lula se referiu ao programa Minha Casa, Minha Vida como uma estratégia "ousada" e "bem elaborada". Ele destacou a redução do valor do seguro de vida para quem financia uma moradia e também a garantia do refinanciamento em casos de trabalhadores que percam o emprego durante o pagamento das prestações.
"Estou convencido de que esse programa vai resolver parte dos problemas habitacionais no Brasil", disse, ao ressaltar que o pacote é voltado, sobretudo, para atender regiões metropolitanas e cidades com mais de 100 mil habitantes. "É onde está o núcleo nervoso do déficit habitacional brasileiro", acrescentou.
Lula classificou a promessa de 1 milhão de casas construídas como "uma experiência inédita" e que será cumprida, uma vez que o programa foi "pactuado" com todos os setores envolvidos na construção de moradias no Brasil.

domingo, 29 de março de 2009

Lula defende 'generosidade' na relação entre países

Lula defende 'generosidade' na relação entre países.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sustentou a linha adotada pela diplomacia brasileira no relacionamento com as nações vizinhas e defendeu a "generosidade" nas relações entre países. Em entrevista à rede de televisão norte-americana CNN, gravada em 16 de maio durante visita a Nova York e veiculada hoje, Lula destacou ainda a necessidade de respeito às tradições políticas de cada país, ao comentar um questionamento do apresentador sobre a Venezuela.
Quando o âncora do programa GPS da CNN, Fareed Zakaria, citou o que considera uma "reversão na democracia da Venezuela", Lula afirmou que "ninguém pode dizer que não há democracia na Venezuela" e lembrou que o governo do presidente Hugo Chávez foi legitimado em mais de um pleito. "Eu tenho quatro anos a menos que Chávez (no poder), ele passou por cinco, seis eleições, eu tenho duas eleições", observou. "Temos que respeitar as culturas locais de cada país, as tradições políticas de cada país. O Brasil tem feito muitos investimentos na Venezuela. Acredito que os Estados Unidos têm de ficar mais próximos da Venezuela, pois acredito que seria benéfico tanto para os EUA quanto para a Venezuela", acrescentou.Lula disse que, quando passou pela Venezuela, recomendou a Chávez que ficasse mais próximo do presidente dos EUA, pois "seria uma oportunidade para estabelecer novos laços com os EUA". E "ele (Chávez) disse que gostaria", afirmou o presidente brasileiro. "Ninguém tem de concordar com tudo que o outro diz, mas em relações de Estado temos de entender que ajudamos uns aos outros fazendo desta forma. Temos de ser mais generosos", afirmou Lula. "Aprendi isso com o boxe. Quando um boxeador nocauteia outro, não é aquele que cai que tem de abraçar o que ficou em pé. É quem está em pé que deveria abraçar quem está no chão. A economia dos EUA é maior, tem de fazer gestos de generosidade com seus vizinhos", argumentou o presidente, para então comparar a posição dos norte-americanos com o papel do Brasil na América Latina. Segundo Lula, "com uma economia do tamanho do Brasil temos de fazer gestos de generosidade para com nossos vizinhos, pois de outra forma eles teriam o direito de pensar que o Brasil é imperialista, que os EUA são imperialistas".CubaLula afirmou que, no encontro com o presidente dos EUA, Barack Obama, no dia 14 de março, não pediu que os EUA acabassem com o embargo a Cuba. Mas, diante do apresentador, Lula classificou a barreira contra o país como absurda. "A única coisa que eu acho como cidadão e como presidente do meu País é que não há razão do ponto de vista sociológico, militar, político e muito menos econômico para manter esta barreira como existe desde 1960, 61, ou quando quer que seja. Obviamente isso vai depender da boa vontade de nossos irmãos em Cuba e também dos EUA", reconheceu.Lula disse ainda que Obama é uma "figura especial" e acrescentou que, com tantos descendentes cubanos na Flórida, os EUA deveriam fazer um "gesto". "Se me perguntar qual gesto, eu não sei, não posso dizer. Mas não tem significado hoje, por causa de uma revolução em 1959, continuar com este embargo absurdo", sustentou. A entrevista, gravada durante visita de Lula a Nova York, foi veiculada hoje, em inglês.
G20
"Queremos ter influência muito maior na política mundial", disse o presidente sobre o papel que espera que o Brasil desempenhe.
O presidente brasileiro acrescentou que busca maior representação para outros países em instituições multilaterais, reiterou que o Brasil quer uma cadeira permanente no Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) e disse que o G-20 deve se consolidar como fórum de discussões globais por incluir uma gama maior de países do que o G-8."Queremos que as instituições multilaterais e instituições financeiras não sejam abertas apenas aos americanos ou europeus. (Falo de) instituições como o FMI (Fundo Monetário Internacional) ou Banco Mundial. Queremos abrir estas instituições para que outros países possam participar no centro da tomada de decisões", continuou Lula.Questionado se o G-20 deveria também discutir assuntos como energia e mudança climática, Lula afirmou que concordava com esta avaliação e disse que o G-8, sem os Brics e outros, tem efeito limitado. "Muitos líderes políticos advogam em favor da ideia que deveríamos ter o G-8 mais outros, como um G-13. Dando minha opinião sincera, eu diria que acredito que o G-20 se tornará o principal fórum para que possamos discutir economia, questão climática, paz mundial, pois o G-20 é muito mais representativo, heterogêneo e representa (melhor) a geografia econômica e política (mundial)", observou.

Deixando de lado o inusitado da ação,podemos ver que nos EUA acontecem assaltos a pessoas como no Brasil.Infelizmente o mundo mudou para pior


Jovem é preso após assalto em convenção com 300 policiais nos EUA.
'Provavelmente é o criminoso mais burro da Pensilvânia', diz vítima.Assaltante levou dinheiro e celular de policial aposentado.
Da AP
Jerome Marquis Blanchett foi preso quando tentava pegar um táxi. (Foto: AP)
O jovem Jerome Marquis Blanchett, de 19 anos, assaltou um chefe de polícia aposentado em uma convenção em que estavam reunidos 300 policiais perto de Harrisburg, no estado americano da Pensilvânia. O assalto aconteceu nesta sexta-feira (27).John Comparetto conta que foi abordado pelo rapaz armado quando saía de uma cabine no banheiro do local do evento. Inicialmente, ele entregou seu dinheiro e telefone celular, mas, assim que Blanchett fugiu, chamou alguns colegas para capturarem o assaltante, que foi preso quando tentava pegar um táxi. “Provavelmente é o criminoso mais burro da Pensilvânia”, diverte-se Comparetto.

Esse seria o presidente do Brasil e essa é a sua filha.Esses são defendidos pela imprensa corrupta,golpista e racista brasileira












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Entrevista da filha de FHC,Luciana Cardoso,à Folha de São Paulo

LUCIANA CARDOSO
"O Senado é uma bagunça".
Funcionária do Senado para cuidar "dos arquivos" do senador Heráclito Fortes (DEM-PI), Luciana Cardoso, filha do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, diz que prefere trabalhar em casa já que o Senado "é uma bagunça". A coluna telefonou por três dias para o gabinete, mas não a encontrou. Na última tentativa, anteontem, a ligação foi transferida para a casa de Luciana, que ocupa o cargo de secretária parlamentar. Abaixo, um resumo da conversa:
FOLHA - Quais são suas atribuições no Senado? LUCIANA CARDOSO - Eu cuido de umas coisas pessoais do senador. Coisas de campanha, organizar tudo para ele.
FOLHA - Em 2006, você estava organizando os arquivos dele. LUCIANA - É, então, faz parte dessas coisas. Esse projeto não termina nunca. Enquanto uma pessoa dessa é política, é política. O arquivo é inacabável. É um serviço que eternamente continuará, a não ser que eu saia de lá.
FOLHA - Recebeu horas extras em janeiro, durante o recesso? LUCIANA - Não sei te dizer se eu recebi em janeiro, se não recebi em janeiro. Normalmente, quando o gabinete recebe, eu recebo. Acho que o gabinete recebeu. Se o senador mandar, devolvo [o dinheiro]. Quem manda pra mim é o senador.
FOLHA - E qual é o seu salário?LUCIANA - Salário de secretária parlamentar, amor! Descobre aí. Sou uma pessoa como todo mundo. Por acaso, sou filha do meu pai, não é? Talvez só tenha o sobrenome errado.
FOLHA - Cumpre horário? LUCIANA - Trabalho mais em casa, na casa do senador. Como faço coisas particulares e aquele Senado é uma bagunça e o gabinete é mínimo, eu vou lá de vez em quando. Você já entrou no gabinete do senador? Cabe não, meu filho! É um trem mínimo e a bagunça, eterna. Trabalham lá milhões de pessoas. Mas se o senador ligar agora e falar "vem aqui", eu vou lá.
FOLHA - E o que ele te pediu nesta semana? LUCIANA - "Cê" não acha que eu vou te contar o que eu tô fazendo pro senador! Pensa bem, que eu não nasci ontem! Preste bem atenção: se eu estou te dizendo que são coisas particulares, que eu nem faço lá porque não é pra ficar na boca de todo mundo, eu vou te contar?

Primeiros sinais de recuperação

Primeiros sinais de recuperação.
O fim da crise econômica está longe de se transformar em realidade, mas produção brasileira mostra que fundo do poço pode ter passado. Momento atual deve marcar o início da retomada de fôlego.
Vicente Nunes Da equipe do Correio Braziliense
Zeina, do Banco ING: ´´Dados disseminados por vários setores´
Em meio ao pessimismo que vem dando o tom da economia brasileira, começa a surgir um grupo de economistas com um discurso bem mais promissor. Mesmo que ninguém seja capaz de cravar que os sinais emitidos pela produção e pelo consumo já representam uma clara retomada da atividade, já se ouve vozes confiáveis de que o pior da crise internacional já passou para o Brasil. “Não há nenhum dado para euforia, mas podemos ver que, depois de atingir o fundo do poço no último trimestre de 2008, particularmente em dezembro, a economia começa a recuperar o fôlego. São dados ainda incipientes, mas disseminados por vários setores”, diz Zeina Latif, economista-chefe do Banco ING, que prevê crescimento para o Produto Interno Bruto (PIB) de 1,1% neste ano contra um mercado que fala em expansão zero e até em contração da economia. Para endossar o que ela reconhece como “otimismo”, Zeina está se baseando nos indicadores antecedentes, usados pelo Banco Central (BC) para montar suas projeções. “Todos mostram um ritmo de atividade bem melhor do que o verificado no fim do ano passado”, afirma. No caso do consumo de energia, por exemplo, houve um crescimento de 2,2% no acumulado de janeiro e fevereiro ante dezembro último. Ou seja, um sinal de que a indústria, mesmo estocada, está mantendo o maquinário funcionando. Outro dado importante, segundo a economista do ING: a produção de papel ondulado e de papelão, usados para embalagens, aumentou 5,5% na mesma comparação. As vendas de veículos deram um salto de 50%. Já a produção de aço cresceu 5,2% e a de petróleo, 3%. Além disso, houve um aumento de 0,4% no transporte de cargas nas rodovias pedagiadas. Todos esses dados, acrescenta Zeina, estão livres de fatores atípicos ou sazonais, como gostam de dizer os especialistas. Não bastassem esses indicadores, ressalta o economista-chefe do Banco BES Investimentos, Jankiel Santos, o desemprego não deu o salto que todos esperavam. Pelo contrário, a taxa registrada em fevereiro, que o mercado projetava em 9%, ficou em 8,5%, abaixo dos 8,7% do mesmo mês de 2008. A renda real média do trabalhador também se manteve firme, com incremento de 4,6%. Foi esse, por sinal, na avaliação de Santos, o principal fator para as vendas dos supermercados terem crescido 4,16% na comparação de fevereiro de 2009 com igual período do ano passado. Para completar, destacou o economista do BES, o crédito, que ficou caro e escasso depois de setembro do ano passado, quando o banco americano Lehman Brothers quebrou e o mundo entrou em parafuso, voltou a fluir, sobretudo para os consumidores. “Os mais pessimistas dizem que o crédito só melhorou porque os bancos públicos aumentaram sua participação no mercado. Pode ser, mas isso faz parte do jogo. Todos o governos têm agido para minimizar os efeitos da crise”, destaca. A seu ver, o cenário positivo será endossado na quarta-feira, quando o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informar que a produção industrial em fevereiro cresceu 3,6% sobre janeiro. Na avaliação do economista-chefe do Banco Itaú, Tomás Málaga, há, sim, sinais de reversão na economia brasileira. Mas para dizer que o pior já passou é preciso esperar pela melhor execução do pacote do governo dos Estados Unidos para salvar os bancos locais. No entender do economista-chefe da Corretora Convenção, Fernando Montero, duas variáveis serão fundamentais para se fazer um julgamento mais claro da real situação da economia brasileira: os investimentos produtivos e o emprego. “As empresas foram pegas pela crise com estoques muito elevados. Portanto, pararam de produzir quando a economia travou e suspenderam a execução de novos projetos. Há sinais de que os estoques estão sendo desovados e, em alguns setores, como o automobilístico, já estão próximos do fim, o que significa retomada da produção”, diz. “Mas nos setores intermediários, com o siderúrgico, o quadro é bastante complicado. Várias empresas desligaram seus alto fornos, o que significa dizer que não esperam melhora tão cedo”, frisa Montero. O grande desafio, segundo ele, é não deixar esse quadro se estender por muito tempo, pois a desconfiança, que é grande, vai adiar ainda mais os investimentos, o que resultará em aumento do desemprego, prejudicando o consumo. “É importantíssimo que a economia reaja no segundo trimestre para que o restante do ano seja mais positivo”, assinala. Essa reação, avalia o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, já está acontecendo.
O Brasil tem a seu favor, na visão de Meirelles, poder continuar cortando juros porque a inflação está sob controle. “Um fato inédito no país. Em períodos de crise, os juros sempre tiveram que aumentar”, relembra.
REAÇÃO À VISTA
Indicadores econômicos mostram que economia brasileira está, ainda que lentamente, saindo do fundo do poço
*Indicadores Variação antecedentes em %.
** Vendas de carros +50% Papel ondulado +5,5% Concessão de crédito +1,3% Produção de aço +5,6% Produção de petróleo +3,0% Transporte de cargas +0,4% Consumo de energia +2,2%
(*) Todos os dados estão livres de efeitos atípicos ou dessazonalisados
(**) Variação acumulada nos dois primeiros meses do ano sobre dezembro de 2008 Fontes: Banco Central, Banco ING e mercado.

Esqueça os tempos de apagão aéreo da imprensa golpista brasileira:"Uma cidade chamada Aeroporto Internacional Juscelino Kubitschek

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Uma cidade chamada Aeroporto Internacional Juscelino Kubitschek.
Pelo terminal aéreo de Brasília, o terceiro mais movimentado do país, passam 40 mil pessoas e 190 aviões por dia. Para garantir a segurança e o conforto dos passageiros, 8 mil funcionários trabalham dia e noite
Renato Alves Da equipe do Correio Braziliense
Cláudio Campos é um dos comandantes da seção contra incêndio. São 90 integrantes capazes de chegar a qualquer ponto do aeroporto em três minutos.

Esqueça os tempos de apagão aéreo. Os aeroportos brasileiros vão muito além dos tumultuados balcões das companhias. Além das atendentes dos guichês, pilotos e comissários de bordo, um exército de profissionais com funções menos badaladas trabalha sem parar nos terminais. Só no Aeroporto Internacional Juscelino Kubitschek, em Brasília, eles são 8 mil. Todos com a missão de garantir o conforto e a segurança de quem passa pelo terceiro mais movimentado dos 67 aeroportos do país. Pelo Juscelino Kubitschek circulam, em média, 40 mil pessoas diariamente. Mais do que a população do Núcleo Bandeirante, por exemplo. A maioria dos passageiros, no entanto, desconhece ou ignora os funcionários e as atividades do pessoal que trabalha fora das salas de embarque e de desembarque. Para mostrar quem são esses trabalhadores e o que eles fazem, uma equipe do Correio passou um dia no aeroporto. Pisou em todas as salas, galpões e pistas. Descobriu uma cidade. Inaugurado em 1957, o aeroporto de Brasília ocupa área equivalente a quase 3 mil campos de futebol. Nela há duas pistas principais, uma auxiliar, dois terminais de passageiros, um de carga e 19 hangares. Eles têm capacidade de receber 50 pousos e decolagens por hora, além dos milhares de funcionários, passageiros e dezenas de serviços. Atualmente, pousam 190 aviões todos os dias. Oito são de carga, 182 levam passageiros, sendo que três partem ou chegam de outro país. Esse fluxo deixa o Juscelino Kubitschek atrás apenas de Guarulhos e Congonhas (ambos em São Paulo) em número de voos no Brasil. O terminal da capital também é um dos mais seguros e modernos. Único do país com duas pistas paralelas distantes entre si suficientemente para pousos e decolagens simultâneos. O último acidente grave ocorreu em 2001. Não falharam o controle de tráfego aéreo nem a emergência. Um bimotor caiu por falta de combustível. Morreram piloto e co-piloto. O bombeiro militar Cláudio Campos fazia parte da equipe que saiu em disparada pela pista para tentar salvar as vítimas. “Ainda conseguimos retirar o co-piloto com vida, mas ele morreu 10 dias depois”, recorda. Hoje, aos 38 anos e sargento, ele é um dos comandantes da Seção Contra Incêndio do aeroporto. A unidade foi criada em 1993, numa parceria entre o Corpo de Bombeiros e a Infraero, estatal que administra terminais de aeronaves no país. A seção da qual o sargento Campos faz parte desde o início conta com 90 homens. Eles integram a elite do Corpo de Bombeiros brasiliense. Todos passaram por um rígido treinamento específico para o combate a fogo em aeroportos. Curso que costuma aprovar um em cada 10 inscritos. Em Brasília, eles ficam de prontidão em um quartel erguido estrategicamente às margens da estrada para aviões que liga as duas pistas de pouso e decolagem. Tecnologia Além de alguns dos melhores bombeiros da capital, a companhia tem os mais modernos equipamentos do mundo para combate a incêndio. São oito caminhões importados, capazes de levar até o dobro de água e pó contra fogo em uma velocidade superior à das viaturas convencionais em uso nas áreas habitadas. De fabricação norte-americana, um dos veículos dos bombeiros do aeroporto vale R$ 1 milhão e chega a atingir, carregado, 130km/h. Com os equipamentos e treinamentos, os bombeiros são aptos a chegar a qualquer ponto do aeroporto em três minutos. Isso inclui um raio de 8km da pista. Ou seja, a parte da área externa, onde um avião pode cair, como ocorreu com o Airbus da TAM, em Congonhas, em julho de 2007. Foi o maior acidente aéreo do país. A aeronave saiu do aeroporto, bateu em um terminal de cargas da companhia e pegou fogo, causando a morte das 187 pessoas a bordo e de outras que estavam no solo. Apesar dos raros casos graves, os bombeiros do aeroporto de Brasília trabalham muito. “Somos acionados quase todo dia. Consideramos emergência toda vez que um piloto comunica algo de estranho, como falha nos aparelhos. Temos que estar sempre de prontidão”, ressalta o sargento Campos. Um dos maiores apertos enfrentados por ele foi a ameaça de bomba em um jumbo da Lufthansa, que ia de Zurique (Alemanha) para São Paulo, há cinco anos. “O avião não viria para cá, mas o comandante decidiu fazer o pouso de emergência, com mais de 300 pessoas a bordo. Graças a Deus a ameaça não se confirmou”, conta. Ascensão O aeroporto de Brasília é uma opção de pouso em caso de emergência para as companhias norte-americanas, a japonesa JAL, a alemã Lufthansa e a portuguesa TAP. “A escolha é das empresas e dos pilotos”, explica um dos responsáveis pela segurança das pistas do terminal brasiliense, José Roberto Cantarino, 46 anos. Ele trabalha no aeroporto há mais de três décadas. Começou como auxiliar de serviços gerais, fez cursos e acabou assumindo uma chefia. “Profissional de aeroporto é funcionário de aeroporto. A gente aprende de tudo. Isso aqui é a minha vida”, comenta. A história de Cantarino não é exceção entre os funcionários da Infraero a serviço no aeroporto de Brasília. Marcos Trindade, 48 anos, trabalha no aeroporto desde os 18. Fez um pouco de tudo. Hoje, coordena o Terminal de Logística de Carga. “Me lembro desse aeroporto quando ele era todo de madeira”, observa. Trindade chefia 30 empregados, que trabalham em um galpão de 10 mil metros quadrados. Eles recebem e despacham mais de 40 mil toneladas de encomendas por ano. A equipe de Trindade recebe de tudo, de preservativos a animais silvestres, como elefantes. Agora, se preparam para repetir a megaoperação realizada em janeiro. Em menos de dois meses, pousará em Brasília um Antonov, maior avião do mundo. De fabricação ucraniana, ele aterrisa em chão de terra (com ou sem chuva) e até na neve. Para a capital, o gigante e outro cargueiro russo trarão uma turbina da usina de Corumbá 3, em construção no Entorno. Ao todo, serão 150 toneladas de carga. Embaixadas No dia a dia, os funcionários do terminal de logística do aeroporto de Brasília recebem cargas bem menores. Por ele passam, por exemplo, quase todos os medicamentos importados pelo Ministério da Saúde, assim como as encomendas das embaixadas, que vão de papel higiênico a móveis e carros. Acostumado a todo tipo de carga, o chefe Trindade diz que uma causou muitos problemas. Eram toneladas de cação, espécie de tubarão em miniatura. Por seis meses, passou muito cação por Brasília, vindo do Recife (PE), com destino aos EUA. “Acondicionado no terminal, esse peixe começou a atrair urubu. Depois que paramos de despachar tal produto, tivemos de desinfetar o terminal para nos livrarmos dos urubus”, conta o chefe da logística. Os animais exportados ou importados pelo zoológico dão menos trabalho porque passam menos de três horas no terminal, pois são cargas vivas e frágeis. Brasília ocupa o 10º lugar no ranking de transporte de cargas aéreas do Brasil. A maior parte passa pela capital por meio dos voos comerciais. Em média, o aeroporto recebe oito cargueiros por dia, todos nacionais. São quatro estrangeiros por mês, geralmente. Mesmo guardando material de altíssimo valor, como todos os celulares produzidos em Manaus (AM) e as encomendas das embaixadas, o terminal nunca foi vítima de grandes roubos. Graças à presença intensiva da Polícia Federal, à vizinhança da base da Força Aérea e ao sistema de monitoramento, que inclui 27 câmeras. Brasília era apenas um projeto quando o presidente Juscelino Kubitschek pousou pela primeira vez no Planalto Central, em 1956. Mas o aeroporto que hoje leva o nome do fundador da capital ainda não existia. Naquela época, ele usava o Vera Cruz para visitar a cidade idealizada por Lucio Costa. Construído em 1955 pelo então vice-governador de Goiás, Bernardo Sayão, o antigo aeroporto recebeu a primeira comitiva para construção da futura capital em 2 de outubro do mesmo ano. O Aeroporto de Vera Cruz ficava onde hoje é a Rodoferroviária. Ele tinha pista de terra batida com 2,7 mil metros de comprimento e estação de passageiros improvisada em um barracão de pau-a-pique coberto com folhas de buriti. A mudança para um aeroporto definitivo já estava pensada como prioridade, juntamente com as obras de construção da Fazenda do Gama, onde foram erguidos o Catetinho, o Batalhão de Guarda e o segundo aeroporto provisório, que atendeu o presidente e os pioneiros na construção de Brasília. Quando o Catetinho ficou pronto, em novembro de 1956, já havia começado o desmatamento para a construção do aeroporto definitivo. Em 2 de abril de 1957, ele recebeu o primeiro pouso da aeronave presidencial, um Viscount turbo-hélice inglês. A inauguração oficial do aeroporto comercial ocorreu em 3 de maio de 1957. (RA)
Ampliação vai dobrar capacidade
O projeto do terminal de passageiros do aeroporto Juscelino Kubitschek foi concebido, entre 1990 e 1992, para atender 8 milhões de passageiros por ano. Depois, houve uma reforma para suportar 12 milhões de viajantes anualmente. Ele recebeu 10,4 milhões em 2008. Novas obras aumentarão a capacidade para 25 milhões de passageiros por ano. A ampliação deve ser concluída em 2011, ao custo de R$ 22,5 milhões. Até 2013, a Infraero pretende investir R$ 400 milhões no JK. Como medida emergencial, a Infraero montará uma estrutura removível que servirá como setor de embarque em função da alta demanda de fim de ano no aeroporto. Localizada no primeiro piso, a nova área terá cerca de 1 mil metros quadrados e poderá atender, com mais conforto, os passageiros que transitam no JK. A previsão da Infraero é que, antes das obras conclusivas de ampliação em 2013, o corpo central do aeroporto receba uma reforma completa para garantir mais conforto aos passageiros. Esta fase será concluída em 2011 e custará R$ 22,5 milhões.
Anônimos essenciais
Quem passa pelo aeroporto está acostumado a ouvir uma voz grave transmitindo mensagens que começam com a frase “a Infraero informa”. É a mesma há 32 anos. O dono é o tímido Rui Santos, 50 anos. Ele não trabalha mais no terminal. Presta serviços na sede da Infraero, no Plano Piloto. Mas deixou os recados padrões, como a proibição de fumar no terminal, gravados no computador. Eles são repetidos em intervalos de 10 a 30 minutos. Na ausência de Rui, funcionários do centro de operações assumem o microfone de onde partem mensagens imprevistas, como novas determinações da Infraero. Elas são lidas da torre mais baixa — na outra ficam os controladores de voo da Aeronáutica — por homens como Fortunato Pereira, 48 anos. Com 23 anos de casa e há nove no centro de operações, ele também fiscaliza o embarque e desembarque de cada aeronave. O terminal pode receber 43 aviões ao mesmo tempo, mas só 13 de cada vez têm permissão para estacionar nas pontes, onde passageiros entram ou saem dos aviões em corredores cobertos. Os demais enfrentam sol, chuva ou ônibus apertados. A escolha não é de Fortunato ou dos outros 15 funcionários do centro de operações. Os pontos são decididos previamente pelas empresas e pela administração do aeroporto. Se o avião atrasa, pode perder a vaga coberta. Cabe a Fortunato e os colegas tornar o mais curto possível o tempo de manobra das aeronaves no pátio. São eles quem guiam os pilotos, por rádio. Nem sempre é possível seguir a programação, pois há atrasos provocados pelas companhias ou pelo mau tempo. “Nos horários de tráfego intenso, temos que ter controle emocional”, diz. Em circunstâncias normais, um avião leva de cinco a oito minutos do pouso até a parada no box. Formiguinhas Em meio às gigantescas aeronaves e dezenas de carros, picapes, tratores e caminhões que trafegam pelo pátio, pessoas carregam vassouras e pás. Elas são encarregadas de limpar qualquer sujeira deixada por equipes de manutenção e abastecimento. Apesar do contato próximo com o que há de mais moderno e caro na aviação, a maioria sequer entrou em um monomotor. É gente como Adriano Pinheiro, 25 anos, morador de Águas Lindas (GO). De segunda a sexta, ele sai de casa às 4h40, pega um ônibus na beira da BR-070 (Brasília-Pirenópolis), desembarca na Rodoviária do Plano para entrar em outro coletivo até o aeroporto, onde tem de chegar às 7h. Pela manhã, lava banheiros do terminal. À tarde, varre a pista principal. “Nunca voei num avião. Na verdade, nunca imaginei trabalhar em um aeroporto”, comenta. “Mas prefiro viajar por terra, pois assim posso curtir a paisagem”, completa. Mesmo que quisesse, dificilmente o rapaz teria condições de comprar as caras passagens aéreas. Ele ganha R$ 460 por mês, como os colegas que se revezam entre a limpeza dos banheiros e do pátio. Adriano e os demais auxiliares de serviços gerais só não conseguem remover as sucatas deixadas à margem da segunda pista. Por força judicial, seis aviões estão há anos no local. Eles pertenciam à TransBrasil e à Vasp. Foram confiscados como garantia de pagamento de dívidas das empresas. Algumas aeronaves já não têm nem as turbinas
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Dar satisfações sobre economia ao FMI era um 'inferno' e uma 'humilhação', diz Lula no Chile

Dar satisfações sobre economia ao FMI era um 'inferno', diz Lula no Chile.
Aceitar palpites do Fundo era uma 'humilhação', afirmou presidente.'Yuppies' faziam avaliações sem conhecer a América do Sul, frisou.
Do G1, com informações da Agência Estado
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva chamou de "inferno" e "humilhação" o período em que o Brasil recebia visitas regulares de executivos do Fundo Monetário Internacional (FMI) com o objetivo de avaliar a evolução da economia brasileira e o cumprimento de acordos firmados pelo país com a instituição.
O desabafo foi feito neste sábado, durante seu discurso no encerramento da Cúpula dos Países de Governança Progressista, realizada no Chile, neste sábado (28) "Diziam que tínhamos de fazer ajuste fiscal, contenção de gastos... era um inferno", afirmou.
"A gente via descendo do avião, no aeroporto, mulheres e homens do FMI dando palpites sobre o que tínhamos de fazer. Aquilo era uma humilhação", declarou, arrancando aplausos dos presentes à solenidade.
Crise da dívida externa
Lula referia-se ao longo período que ficou conhecido como a crise da dívida externa, que atingiu a América Latina no começo dos anos 80 e que teve seus momentos mais tensos com as moratórias do México, em 1982, e do Brasil em 1987. Antes da atual crise financeira global, disse o presidente, "o FMI vivia dando palpites sobre as economias do Brasil e de outros países da América do Sul".
Lula, no entanto, também acusou governos anteriores de se submeterem ao FMI porque "não se respeitavam". "Talvez a insuficiência não fosse do próprio FMI, mas fosse insuficiência de nossos governantes, que não se respeitavam. E se eles não se respeitavam... ninguém respeita quem não se respeita."

Neste momento, disse ainda o presidente, o que o Brasil quer na reunião do G-20 é colaborar e que "os países ricos se normalizem internamente e restabeleçam o crédito." "Nós não estamos pedindo nada, não estamos chorando. Estamos pedindo apenas para normalizar a economia mundial."
Locomotivas e vagões
Lula também usou uma metáfora para os papéis de países desenvolvidos e em desenvolvimento no combate à crise global: "Locomotivas têm mais responsabilidades que os vagões."
Olhando para o vice-presidente dos EUA, Joseph Biden, a quem chamou de "caro", e para o primeiro-ministro britânico Gordon Brown, ao qual dirigiu-se como "meu amigo", Lula disse: "Lamentavelmente vocês têm mais responsabilidade (sobre a crise internacional) do que nós (países em desenvolvimento), pois sempre as locomotivas têm mais responsabilidades do que os vagões."
O presidente Lula também criticou os jovens economistas dos tempos atuais e suas análises sobre as economias dos países em desenvolvimento antes do início desta crise.
"Jovens yuppies de 30 anos viviam dando palpites sobre nossas economias. Houve um seminário em Londres, onde juntaram esses jovens para debater comigo. Eles davam palpites sobre a Bolívia... e nem sequer sabiam onde era a Bolívia."
Sem propostas
Fontes diplomáticas presentes à reunião de chefes de governo indicaram que a cúpula terminou sem um documento de propostas formais, com receitas "progressistas" para combater a crise econômica mundial, por causa da oposição da comitiva dos EUA.
Segundo as informações extraoficiais, os americanos preferiram não se comprometer, já que o presidente Barack Obama não estava presente (ele foi representado por seu vice, Joseph Biden).
Uma das ambições dos participantes latino-americanos desta cúpula era preparar um documento com recomendações para ser encaminhado à reunião do G-20 em Londres na próxima semana.

Diz kennedy Alencar:"Lula vê ganho político ao polarizar com FHC"

Lula vê ganho político ao polarizar com FHC.
KENNEDY ALENCAR

Colunista da Folha Online
O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso voltou a bater mais forte no PT e no governo nas últimas. Em palestras e entrevistas, fez ataques com dois objetivos principais.
Enfraquecer a provável candidatura da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, ao Palácio do Planalto. E jogar nas costas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva responsabilidade pela crise econômica. FHC agiu para dar um rumo a uma oposição que tem dificuldade para encontrar um discurso contra a gestão petista.
No Palácio do Planalto, a nova investida do ex-presidente foi recebida assim: Lula ficou irritado, mas, depois de esfriar a cabeça, achou bom que FHC polarize com ele. O motivo é simples. A comparação entre os governos Lula e FHC favorece o petista. Basta uma olhada nos índices de avaliação que os dois obtiveram até hoje.
Justa ou não, a percepção da população sobre o segundo mandato de FHC é muito negativa. Em quatro anos, houve a desvalorização do real (1999), o apagão energético (2001) e um crise econômica (2002).
Em pouco mais de seis anos de poder, Lula mantém uma imagem positiva.
Reajustes maiores para o salário mínimo, massificação de programas sociais e taxa média maior de crescimento do PIB (Produto Interno Bruto, a soma das riquezas geradas pelo país no período de um ano).
Pode ser que a crise econômica faça um estrago tremendo no governo Lula e derrube a chance de sucesso da eventual candidatura de Dilma. A oposição não admite, mas torce para que a crise faça a desconstrução do lulismo. É um aposta algo arriscada, dizem auxiliares de Lula.
Eles apresentam os seguintes argumentos. O Brasil tem hoje um setor público solvente, ao contrário do passado recente. Essa máquina pública tem margem de manobra para amenizar os efeitos da crise no biênio 2009-2010.
A safra de 2008-2009 foi boa. O preço dos alimentos tende a cair neste e no próximo ano. O Bolsa Família é um colchão social elogiado por outros países. E ainda há o carisma de um presidente popular que continua lançando programas voltados para os mais pobres (pacote habitacional).
Lula acredita que vai derrotar a oposição no ano que vem. E, mesmo se irritando com FHC, acha que ganha mais do que perde ao ser atacado pelo antecessor. Na campanha eleitoral, vai investir pesado na comparação entre os dois governos.
Kennedy Alencar, 41, colunista da Folha Online

Pesquisa mostra satisfação de moradores em favelas ocupadas

Pesquisa mostra satisfação de moradores em favelas ocupadas.
Há cinco meses a cena seria inimaginável: a aposentada Maria Terezinha Lima, 77 anos, sobe as escadarias da Morro Dona Marta, em Botafogo, amparada por um policial militar. A presença de PMs em tempo integral nas favelas já rende bons resultados: em pelo menos duas áreas antes dominadas por traficantes moradores avaliam positivamente o trabalho, sentem-se mais seguros e estão otimistas em relação ao poder público. Uma Pesquisa do Instituto Informa, produzida para o jornal O Dia, mostra que no Dona Marta e na Cidade de Deus mais de 40% da população consideram que a segurança pública melhorou.
"A vida sempre foi difícil aqui, mas nunca vi a comunidade tão bem. Durmo sem medo", afirmou Terezinha, que defende os policiais: "são anjos da guarda. Me ajudam a subir, carregar bolsas e até me levam ao médico", diz Terezinha, há 60 anos mora na comunidade.
Nos morros do Salgueiro, na Tijuca, e Pavão-Pavãozinho, em Copacabana, ainda dominados por bandidos fortemente armados, a proporção de pessoas que se sentem mais seguras cai sensivelmente - é de apenas 8% e 24%, respectivamente. O levantamento do Informa foi realizado em quatro comunidades e seus bairros correspondentes - dois deles com policiamento comunitário. Foram ouvidas 1.031 pessoas entre 20 e 22 deste mês.
O otimismo nas áres com a nova estratégia de patrulhamento também é maior. Dos moradores de favelas ocupadas, 73% acreditam que o Rio estará melhor daqui a um ano. O índice cai para 50% nas comunidades sem o policiamento e para 42% nos quatro bairros. "Novas ocupações estão previstas. Os locais, entretanto, não serão divulgados por questão de estratégia", afirma o secretário de Segurança, José Mariano Beltrame.
A professora Elizabeth Galvão, 45 anos, lembra as madrugadas de tiroteio na Cidade de Deus. No local, 50% dos moradores consideram a atuação da PM entre ótima ou boa. "Estava na hora de o Estado intervir para as pessoas viverem normalmente", afirma.
Tijuca

Na Tijuca, a insatisfação com a polícia é grande. Mais de 45% dos entrevistados do Morro do Salgueiro consideram péssima a atuação da PM. Moradora do bairro, Lygia Uchoa, 52 anos, reclama que o número de assaltos cresce e que o patrulhamento é ineficaz. "Por que não fazem ocupação aqui? Seria uma boa medida para conter a violência. Todos os prédios colocaram cercas para evitar os assaltos", reclama.
A cientista social Sílvia Ramos, da Universidade Candido Mendes, acha que o resultado era esperado. "Por mais de duas décadas imperou a corrupção e a violência, o que degradou a imagem do poder público. As pessoas precisavam de um policiamento honesto para se sentirem seguras¿, afirma.
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Não precisamos que os ricos nos dêem dinheiro, diz Lula

Economia Internacional.
Não precisamos que os ricos nos dêem dinheiro, diz Lula.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse neste sábado, no Chile, que os países da América do Sul estão melhor preparados que em outros tempos para enfrentar a atual crise internacional. "Essa é a primeira crise na qual não estamos precisando que os ricos nos dêem dinheiro. Não estamos chorando, não estamos pedindo nada", disse Lula em entrevista a jornalistas brasileiros, antes de embarcar de volta para o Brasil.
"Eu acho que os países da América do Sul estão numa situação privilegiada se compararmos com outras crises, quando nós estávamos nus diante da crise", completou. Segundo o presidente, desta vez os países da América do Sul estão preparados.
"Todos os países têm reservas, déficit fiscal pequeno, dívida pública menor que antes", disse Lula, depois de participar da Reunião de Líderes Progressistas, no balneário chileno de Viña del Mar, a uma hora e meia de Santiago.
Para o presidente, no caso do Brasil, que "não está precisando de dinheiro", o importante é que "os ricos resolvam seus problemas". "Quando eles resolverem os problemas de crédito e de confiança interna e voltarem a produzir e a consumir, nos vamos vender (reativando a economia)", afirmou.
"Lamentavelmente, vocês têm mais responsabilidade", disse Lula. "A locomotiva tem sempre mais responsabilidade que o vagão.'' Segundo o presidente, o encontro em Viña del Mar foi uma oportunidade para conversar com o primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, anfitrião da próxima reunião do G20, que ocorre na quinta-feira, em Londres, e com o vice-presidente dos Estados Unidos, Joe Biden.
"Saio daqui convencido de que começamos a formar um bom caminho para encontrar soluções no G20", disse. Lula destacou que as pessoas não devem esperar que esta reunião "salve a humanidade", mas que será possível avançar nas discussões sobre o restabelecimento do crédito mundial para facilitar o fluxo na balança comercial e que as instituições financeiras possam garantir recursos para os países que necessitem.
O presidente afirmou ainda que já não são mais Estados Unidos e Europa "que falam e os outros obedecem" e que agora é preciso levar em conta o que a China e a Índia, entre outros, querem.
Ele disse que sugeriu a Brown que inclua na agenda de discussões a proposta de mudanças no mercado futuro de commodities, como soja e petróleo, fazendo com que os compradores paguem uma parte, como prova de que desejam o produto, deixando claro que não estão apenas especulando com o preço. Essa especulação, segundo o presidente, pressionou no ano passado a alta do petróleo e da soja.
Em seus discursos durante o encontro dos chamados líderes progressistas, Lula disse a crise internacional não pode ser motivo para o retorno do protecionismo. "Agora que a globalização mostra sua face oculta, não devemos recuar para as trincheiras do protecionismo ou da autarquia", afirmou.
O presidente disse que "o mundo está pagando o preço do fracasso de uma aventura irresponsável daqueles que transformaram a economia mundial em um gigantesco cassino". Segundo ele, "jovens yuppies de 30 anos davam palpite sobre a economia boliviana, mas não sabiam onde estava a Bolívia".
Para Lula, o desemprego é hoje uma das maiores preocupações geradas pela turbulência econômica global. O vice-presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, que representou o presidente Barak Obama no encontro, afirmou em seu discurso que Lula lhe dissera, no jantar da véspera, que o desemprego é hoje a maior preocupação, já que poderia persistir mesmo depois do fim do período recessivo.
Biden disse que não pretendia dar receita aos demais países, mas destacou que a economia americana representa 25% do PIB mundial e que é preciso fazer "esse motor funcionar", porque influenciará o restante do mundo.
O premiê britânico, Gordon Brown, voltou a falar na necessidade de reformas no FMI e ainda de se colocar em prática os pensamentos e princípios que os "progressistas" defendem, como melhorias nos serviços públicos de saúde.

sábado, 28 de março de 2009

Imaginem se o filho de Lula tivesse o mesmo emprego da filha de FHC.Como estariam as manchetes na imprensa corrupta, golpista e racista brasileira?





Amigo é para essas coisas. Obrigado pelo emprego para minha filha Luciana Cardoso , mas não conta pr'a ninguém que ela vai trabalhar em casa. É que ela acha teu gabinete pequeno e o lugar onde você trabalha , o senado da república , uma bagunça.

Congresso brasileiro uma vergonha nacional que atua contra a democracia




CONGRESSO
Agaciel ainda manda no Senado.
Grupo do ex-diretor dá as cartas na Casa. Medidas moralizantes, como a redução do número de diretorias e a exoneração de 50 chefes, não saíram do papel. Auditoria da FGV também não tem data para começar.
Pivô da crise administrativa que assola o Senado, o ex-diretor-geral Agaciel Maia ainda dá as cartas na Casa. Recluso desde que perdeu o cargo em 3 de março, Agaciel tem telefonado para alguns senadores nos últimos dias, inclusive ex-presidentes. Quando vai ao Senado, com discrição, despacha no 9º andar, na Secretaria de Estágios, e no Instituto Legislativo Brasileiro (ILB), braço educacional da Casa distante do prédio principal. Nas conversas com os parlamentares, ele reclama do fogo interno de alguns servidores, se diz inocente e pede a permanência de José Alexandre Gazineo na Diretoria-Geral. Diretor-adjunto na época de Agaciel, Gazineo tenta ser efetivado no cargo. A onda de denúncias contra a burocracia interna não atingiu o grupo do ex-diretor, que, por enquanto, continua no comando dos principais postos do Senado: Diretoria-Geral, Recursos Humanos, Telecomunicações, Gráfica, Informática (Prodasen) e o ILB. E mais: seus aliados ainda vivem em apartamentos funcionais do Senado. Nada mudou. As principais medidas anunciadas pelo presidente José Sarney (PMDB-AP) para conter a crise, por exemplo, ainda não foram aplicadas, entre elas, as exonerações de 50 servidores com cargos de direção. As demissões, divulgadas no último dia 20, até agora não foram publicadas no boletim interno do Senado. Essa lista, por exemplo, foi feita por José Gazineo e Celso Menezes, chefe-de-gabinete da Diretoria-Geral desde 2005, uma espécie de braço-direito de Agaciel. Irritado com a cobrança diária sobre informações públicas mantidas sob sigilo, como contratos de terceirização, Gazineo decidiu endurecer e buscou na Lei 9.784/99, que trata da administração federal, uma forma de dificultar o acesso a dados da Casa. “Quaisquer informações e dados que exijam a pesquisa de elementos técnicos detalhados só poderão ser prestados dentro do prazo legal de cinco dias”, informou ao Correio. Nem mesmo algo referente a senadores será fácil conseguir. “Os dados e informações que sejam concernentes aos senhores senadores somente poderão ser informados por meio de autorização e/ou diretamente pelo senhor primeiro-secretário”, disse. Convênio e imóveis A tão falada auditoria da Fundação Getúlio Vargas (FGV) permanece no papel. Não se sabe ainda quando vai começar, nem o prazo e o custo que terá. A outra promessa é a redução de 38 para 20 diretorias nas próximas quatro semanas. Uma comissão cuidará do assunto, mas ainda não foi nomeada. Servidores ameaçados de perderem os cargos pressionam para impedir qualquer mudança. Esse clima de incerteza impede o avanço das medidas e aumenta o acirramento interno pelo poder administrativo do Senado. No domingo passado, a reportagem mostrou a disputa que existe hoje entre a ala de Agaciel, que comanda a Casa desde 1995, e um grupo de consultores, que passou em concurso no mesmo período e tem ganhado a simpatia de alguns senadores. Ciente da situação, Agaciel, que neste período de crise passou alguns dias no Rio Grande do Norte, sua terra natal, trabalha para manter seus aliados em postos estratégicos, como a gráfica, a informática e o serviço de telefonia. O ex-diretor também tem feito apelos para manter seus aliados em apartamentos funcionais do Senado. Dos 12 imóveis ocupados por funcionários, pelo menos sete foram destinados a pessoas ligadas ao ex-diretor. Entre eles está Valdeque Vaz de Souza, assessor de Agaciel e morador de um espaçoso de 100 metros quadrados no bloco J da 205 Sul. Terceiro-secretário do Senado, Mão Santa (PMDB-PI) recebeu a missão de administrar esse problema. Ontem, por exemplo, foi procurado por Valdeque. Por enquanto, o senador não tomou nenhuma medida.

Pobres e negros é o perfil da população carcerária do Brasil


Pobres e negros é o perfil da população carcerária do Brasil.
A Justiça brasileira não é cega. Ela faz distinção de cor, de gênero e, principalmente, de conta bancária. É isso que explica, de acordo com juristas e advogados, o fato de 95% da população carcerária no Brasil ser formada de homens e mulheres pobres e, em sua maioria, negros ou pardos. Só assim, de acordo com o Romualdo Sanches Filho, presidente da Academia Paulista de Direito Criminal, para entender a prisão domiciliar de Suzane von Richtofen ou a liberdade do jornalista Pimenta Neves, enquanto mulheres como Angélica Teodoro, desempregada que furtou um pote de manteiga de R$ 3,10 para fazer um purê de batatas para matar a fome do filho de dois anos de idade, foi presa. "Os pobres, os moradores de favelas e os jovens negros são os mais visados pelo sistema judiciário", argumenta. O motivo dessa perseguição, de acordo com Sanches Filho, é que são os excluídos os mais suscetíveis a praticar crimes de massa, aqueles que incomodam a sociedade, como furtos e roubos. Para Luiz Flávio Gomes, professor aposentado da Universidade de São Paulo (USP), a Justiça criminal não é igualitária. A norma não incide para todos e nunca incidiu , diz. Ele acredita que a cultura da diferença na hora de acertar as contas com a lei só vai mudar no Brasil com a diminuição da desigualdade econômica e, principalmente, social. Eles foram presos... Maria Aparecida de Matos - Negra A empregada doméstica Maria Aparecida de Matos, 24 anos, deixou no último dia 24 a prisão depois de um ano de sete meses na cadeia. Ela cumpria pena no Hospital de Custódia de Franco da Rocha, em São Paulo, por tentar furtar um xampu e um condicionador no valor de R$ 24 em uma farmácia. A liberdade foi concedida pelo Superior Tribunal de Justiça, depois que o TJ paulista negou o mesmo pedido. A argumentação da advogada Sônia Regina Arrojo e Drigo para livrar Maria Aparecida da prisão foi a do princípio de insignificância ¿ que prevê a suspensão do processo nos crimes de valor irrisório, sem violência ou ameaça. A empregada doméstica perdeu a visão do olho esquerdo por causa de tortura sofrida na prisão, supostamente cometida por funcionários e presas. Angélica Teodoro - Negra O roubo de um pote de manteiga que custava R$3,10 resultou na prisão, por 128 dias, da jovem Angélica Teodoro, 18 anos, mãe de um filho de dois anos. Desempregada, primária e de bons antecedentes, ela ficou detida na comarca de São Paulo porque teria tentado roubar um pote de 200 gramas de manteiga. Não houve ameaça com arma de fogo ou mesmo com arma branca. Cinco pedidos de liberdade provisória foram negados, pelo Tribunal de Justiça. Coube ao Ministro Paulo Gallotti do STJ conceder para ela a liberdade provisória, no final de março deste ano. Ela estava presa desde dezembro no Cadeião de Pinheiros, em São Paulo. Iolanda de Jesus - Negra No final do ano passado, a ex-bóia-fria Iolanda de Jesus, com 79 anos e em estado terminal de câncer no intestino, foi presa porque portava 17 gramas de crack. A aposentada foi condenada a quatro anos de prisão em regime integral por tráfico de entorpecentes. Ela foi presa em sua casa, em Campinas (SP). O filho de Iolanda, Carlos Roberto de Almeida, de 40 anos, foi condenado pelo mesmo crime e recebeu a mesma pena. Depois de recorrer ao Superior Tribunal de Justiça, o advogado da aposentada conseguiu que ela passasse o Natal com os parentes, em Campinas, a 100km de São Paulo e aguardasse em liberdade o julgamento da apelação. Marcos Mariano - Negro Preso por 19 anos, sem culpa, por erro judicial, o ex-mecânico Marcos Mariano da Silva, de 57 anos, conseguiu o direito de receber pensão mensal de R$ 1.200 do governo estadual até receber a indenização de R$ 4 milhões determinada pelo Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE). Marcos Mariano foi preso em 1976, acusado de homicídio. Passou seis anos na prisão até ser encontrado o verdadeiro assassino. Libertado, voltou a ser preso em 1985 porque a polícia entendeu que ele havia violado uma liberdade condicional. Ficou outros 13 anos preso, sem direito a defesa nem a banho de sol. Ele perdeu a visão na temporada.

STJ e Tribunal de São Paulo mandam libertar dona da Daslu.Pedido de habeas corpus foi aceito nas duas instâncias no mesmo dia; ela foi presa ontem após condenação.Felipe Recondo, de O Estado de S. PauloJanete Longo/AE - 28/10/2008Eliana Tranchesi, durante evento na Vila DasluBRASÍLIA - A empresária Eliana Tranchesi, 53 anos, proprietária da boutique de luxo Daslu, teve dois habeas corpus concedidos nesta sexta-feira, 27, um no Superior Tribunal de Justiça (STJ), em Brasília, e no Tribunal Regional Federal da 3ª Região, em São Paulo. As duas instâncias mandaram libertá-la imediatamente. Ela tinha sido presa ontem em São Paulo, após a juíza da 2ª Vara Criminal de Guarulhos condená-la a um total de 94 anos de prisão, por crime de sonegação fiscal e contrabando.No TRF, o pedido de habeas corpus foi aceito pelo desembargador federal Luiz Stefanini. No STJ, Eliana se beneficiou do habeas corpus de um outro réu da ação, seu irmão Antonio Carlos Piva de Albuquerque, diretor financeiro da Daslu. O ministro Og Fernandes decidiu estender o pedido de liberdade à dona da butique de luxo e a outros cinco réus.

Construtora Camargo Corrêa doou R$ 5,8 milhões em 2008 desses R$3,0 milhões foram para Kassab

Construtora doou R$ 5,8 milhões em 2008.
A Camargo Corrêa foi a segunda empresa de construção que mais fez doações oficiais para campanhas eleitorais na disputa municipal de 2008. Ao todo, ela doou R$ 5,8 milhões, dos quais R$ 2 milhões diretamente para as candidaturas e outros R$ 3,8 milhões em repasses para os comitês financeiros municipais dos partidos. A Camargo Corrêa só foi superada nessas doações pela construtora OAS, que ajudou vários candidatos em todo o País distribuindo R$ 12,3 milhões.
No caso da Camargo Corrêa, a maior doação feita em 2008 foi de R$ 3 milhões ao Comitê Financeiro Municipal Único do DEM, em São Paulo. Na capital paulista, o candidato do partido foi o prefeito Gilberto Kassab, que acabou sendo reeleito.

É só uma "marolinha".Lucro anual da Eletrobrás cresce 296%, para R$ 6,1 bi

Lucro anual da Eletrobrás cresce 296%, para R$ 6,1 bi.
Únicas empresas do sisema Eletrobrás com queda nos lucros foram a Eletronorte e a CGTEE
KELLY LIMA - Agencia Estado
RIO - A Eletrobrás registrou lucro de R$ 3,038 bilhões no quarto trimestre de 2008, valor 85,34% superior ao resultado do mesmo período do ano anterior, que foi de R$ 1,639 bilhão. No ano de 2008, o lucro líquido da estatal foi de R$ 6,136 bilhões, 296% acima do obtido em 2007, quando atingiu R$ 1,547 bilhão.

Resposta imediata: pacote aumenta movimento de clientes nas construtoras

Resposta imediata: pacote aumenta movimento de clientes nas construtoras.
Após o anúncio do pacote habitacional, feito pelo governo na quarta-feira (25), construtoras que mantêm negócios direcionados ao segmento econômico registraram recorde no movimento de interessados em adquirir um imóvel.De acordo com a Tenda, o aumento de cadastros no site da empresa no dia do anúncio foi de mais de sete vezes (641%). O número saltou de uma média de 525 por dia para 3.890 somente na quarta. O acesso ao portal cresceu 85%, de 10 mil diários para 18,4 mil há dois dias. Segmento atrativo Outra construtora que também percebeu uma resposta rápida do brasileiro foi a Rossi. "Houve aumento expressivo, tanto no site quanto nas ligações, assim como nos estandes de venda. No final de semana, certamente deve ter mais consultas do que vínhamos tendo", afirmou o diretor de RI (Relação com Investidores) e CFO (diretor-financeiro) da Rossi, Cássio Audi. Com o novo pacote, o segmento de baixa renda se tornou ainda mais atrativo para as construtoras. A Rossi, que direcionou 13% de seus lançamentos de 2007 para a baixa renda, e 29% em 2008, anunciou nesta sexta-feira (27) que as unidades nesse segmento devem responder por metade das colocadas no mercado este ano. "Com o plano, pode ser maior ainda", disse Audi. Ambicioso e ousadoEm relação ao pacote, o diretor da Rossi afirmou que é "ambicioso" e que é positivo para o setor da construção civil, principalmente no que diz respeito à geração de empregos. A gerente-geral da Lello, Roseli Hernandes, disse que o pacote, direcionado para a baixa renda, é "ousado". Porém, ela enxerga com "bons olhos" a iniciativa. Ela afirmou que essa população está bastante atenta às novas medidas. O pacote Ao todo, serão investidos R$ 34 bilhões na construção de cerca de 1 milhão de moradias destinadas à população com renda de até 10 salários mínimos. Os recursos virão da União e do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) e serão divididos da seguinte maneira:
Para as famílias com renda de até três salários mínimos: serão construídas 400 mil moradias, com investimentos de R$ 16 bilhões. A prestação mínima será de R$ 50, visto que a parcela deverá comprometer até 10% da renda pelo prazo de 10 anos. Essas famílias terão subsídio integral com isenção do seguro.
Para as famílias com renda de três a seis salários mínimos: o programa construirá também 400 mil residências, com previsão de investimentos de R$ 10 bilhões. Haverá aumento do subsídio parcial em financiamentos com redução dos custos do seguro e acesso ao Fundo Garantidor.
Para as famílias com renda de seis a 10 mínimos: serão beneficiadas com 200 mil moradias, redução dos custos do seguro e acesso ao Fundo Garantidor.

Diálogos interceptados pela PF indicam doações ilegais a PSDB, DEM, PPS, PSB, PDT, PP e PMDB.Esses partidos são apoiados pela imprensa brasileira

Diálogos interceptados pela PF indicam doações ilegais.
Executivos da Camargo Corrêa falam sobre repasses "por fora"; empresa não comentouSegundo a interpretação dos investigadores, nomes de animais eram usados em referência aos países das remessas internacionais.

MARIO CESAR CARVALHO
LILIAN CHRISTOFOLETTI
DA REPORTAGEM LOCAL
A transcrição de conversas telefônicas de diretores da Camargo Corrêa aponta que a empreiteira fez doações ilegais a partidos políticos, segundo interpretação da Polícia Federal e do Ministério Público Federal. Há mais de 30 conversas em que os executivos falam de contribuições a partidos "por dentro" e "por fora" e de entrega de dinheiro "em espécie".Em setembro do ano passado, às vésperas das eleições municipais, um diretor da empreiteira, Pietro Giavina Bianchi, trava o seguinte diálogo com uma pessoa chamada Marcelo:Pietro: "Sim... mas o que que é, campanha política?"Marcelo: "É..."Pietro: "Por dentro?"Marcelo: "Não...".Noutra conversa, de janeiro deste ano, o mesmo Pietro conversa com um diretor da empreiteira chamado Fernando Dias Gomes. Ele explica que a lista com as doações está "numa pasta de eleições": "E lá tem todos os caras que foram pagos" (...), "inclusive a colaboração oficial". E conclui: "Tem as duas, né? Tem as duas, tá?".A procuradora Karen Kahn diz que as conversas revelam "indícios robustos" da existência de doações legais e ilegais.Quatro diretores da Camargo Corrêa foram presos anteontem pela PF na Operação Castelo de Areia, sob a suspeita de terem praticado os seguintes crimes: remessa ilegal de dólares, superfaturamento de obras públicas e lavagem de dinheiro.A PF encontrou menções de doações a PSDB, DEM, PPS, PSB, PDT, PP e PMDB.No diálogo sobre as duas listas, o diretor Dias Gomes diz que ligou porque o deputado federal José Carlos Aleluia (DEM-BA) quer "saber se foi pago alguma coisa no passado". "Mas pagamos, não?", pergunta Pietro. Não há doação oficial da empreiteira para Aleluia. O deputado diz jamais ter recebido qualquer doação ilegal.A Camargo Corrêa não quis comentar os diálogos ontem.Pietro é o mais frequente interlocutor nas conversas sobre doações. Em janeiro deste ano, ele diz a Dias Gomes: "(...) porque tudo isso é por dentro, né, não tem nenhum problema de poder falar isso no telefone".O grupo não prima pela organização, como nota o próprio Pietro. Ao relatar para Dárcio Brunato, também diretor da Camargo Corrêa, que o presidente da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), Paulo Skaf, teria afirmado "que não recebeu dinheiro nenhum", Pietro desabafa: "(...) puta zona tá isso lá".Pietro detalha a Fernando Arruda Botelho, diretor da empreiteira, a doação via Fiesp: "Foi dado o dinheiro"?, pergunta Arruda Botelho. "Foi... foi passado lá pro pessoal de Brasília... contataram com o menino lá da Fiesp... e eles dividiram lá... mandaram uma parte para o PSDB, outra parte para o PS... tem uma distribuição que fizeram em Brasília..."A Fiesp diz que é uma entidade apolítica, que não intermedeia doações a políticos.Num diálogo sobre o envio de dinheiro para Recife, onde a empreiteira integra o consórcio que constrói a Refinaria do Nordeste para a Petrobras, os executivos reclamam da dificuldade de mandar "dinheiro em espécie" para lá. O Tribunal de Contas da União apontou superfaturamento na obra.Segurança com as conversas é uma obsessão entre os diretores da Camargo Corrêa. Eles recorrem a telefones públicos, usam Skype (telefonia via internet), telefone criptografado (com códigos que impediria escutas), associado a "roaming" (fora da área original).Os códigos usados para as remessas internacionais remetem a um zoológico. Em vez de citar nomes dos que vão receber as remessas, os executivos e doleiros falam em nomes de animais. Arruda Botelho pergunta, em setembro, ao suposto doleiro Kurt Paul Pickel: "Tá bom, e você recebeu o negócio do canguru?". Noutra conversa, falam de "Austrália" e "1.200 milhas" -possível referência a valores. Também são citados camelo, cachorro e vaca.Kurt parece brincar com o código numa conversa com Pietro em que parece pedir dinheiro à empreiteira: "Professor, o canarinho aqui está precisando de alpiste".