quinta-feira, 30 de abril de 2009

As verdades que queríamos ouvir , por Luiz Carlos Prates

PIG se enrola e diz que economia brasileira está reaquecida

Taxa de juros pode voltar a subir em 2010.
Com expectativa de reaquecimento da economia brasileira e alta de preços das commodities, mercado projeta retomada na alta da Selic.
Dúvida é se BC fará agora um corte maior do juro e depois subirá o que for necessário ou se vai reduzir menos a taxa para evitar alta forte em 2010.

Shopping cria mil empregos no Distrito Federal.Afinal,estamos bem ou estamos mal

VAREJO
Shopping cria mil empregos.
Centro comercial em Taguatinga(DF) inaugura ala com 64 novas lojas.
Foram investidos R$ 104 milhões na ampliação que deverá aumentar o movimento de clientes em 30%.
Letícia Nobre

O Taguatinga Shopping inaugura hoje sua expansão. As obras para acomodar as 64 novas lojas e 1,5 mil vagas cobertas no estacionamento custaram R$ 104 milhões aos empreendedores dos grupos PaulOOctávio e JC Gontijo Engenharia. A área cresceu quase 18 mil metros quadrados. A ampliação promete incrementar em 30% o fluxo de clientes. Atualmente, cerca de 1 milhão de pessoas passam a cada mês pelo centro de compras. “Pelo menos 70 mil pessoas devem circular pelo shopping na inauguração”, diz a superintendente do Taguatinga Shopping, Eliza Ferreira. O quantitativo é igual ao movimento médio registrado aos sábados — melhor dia de vendas.

SENADO.A babá laranja e o “gerente” de banco

SENADO
A babá laranja e o “gerente” de banco.
Secretaria de Recursos Humanos da Casa investiga suposta intermediação de Zoghbi para servidores obterem empréstimo consignado no Cruzeiro do Sul
Leandro Colon

Um levantamento da Secretaria de Recursos Humanos do Senado identificou uma série de autorizações de empréstimos consignados pelo ex-diretor João Carlos Zoghbi acima do percentual-limite de 30% do salário do servidor. A pesquisa preliminar aponta ainda indícios de que Zoghbi orientou funcionários a optar pelo Banco Cruzeiro do Sul na hora de buscar crédito. O servidor é suspeito de colocar uma babá como laranja numa empresa de consultoria que intermediou o contrato da instituição bancária com o Senado.

Nunca antes…

Nunca antes…
Brasil tem menor juro da história.
O Banco Central reduziu ontem a taxa básica brasileira de 11,25% para 10,25% ao ano, a menor já registrada. Assim, o país deixou a incômoda posição de campeão mundial dos juros altos — agora experimenta encargos menores que os da China e da Hungria.
Novas baixas são esperadas para julho.

Fisco investiga 800 em Brasília.A maioria deles é servidor público, principalmente do Senado Federal, Câmara dos Deputados e Polícia Civil do DF

Fisco investiga 800 em Brasília.
Clientes de escritório de contabilidade no DF usavam despesas falsas para aumentar a restituição ou reduzir o valor do imposto devido.
Contribuintes serão punidos.
Edna Simão

Uma megaoperação da Receita Federal do Brasil, Polícia Federal e Ministério Público Federal desvendou um esquema de fraudes nas declarações de Imposto de Renda da Pessoa Física em Brasília. O objetivo dos fraudadores era inflar a restituição ou reduzir o valor a ser pago. A estimativa é de que o rombo aos cofres públicos tenha sido de R$ 34 milhões nos últimos cinco anos. Pelo menos por enquanto, 800 contribuintes da capital federal se beneficiaram com a irregularidade. A maioria deles é servidor público, principalmente do Senado Federal, Câmara dos Deputados e Polícia Civil do Distrito Federal. Segundo o delegado da Receita Federal do Brasil no DF, João Paulo Martins da Silva, foi realizada uma operação de busca e apreensão em escritório contábil de Brasília, suspeito de comandar o esquema das fraudes na declaração do IR. “Oitocentas pessoas que tentaram burlar a Receita já foram identificadas, mas o número pode ser maior”, afirmou o delegado. “Eles (do escritório contábil) pegavam as declarações de 2003 a 2006 e enviaram uma retificadora colocando várias despesas. Teve contribuinte que recebeu de restituição entre R$ 60 mil e R$ 70 mil por causa disso”, destacou o delegado.

Obama encara Lula com confiança

Obama encara Lula com confiança.
Os Estados Unidos de Barack Obama possuem ideias comuns com o Brasil e o líder americano deverá seguir mantendo uma boa relação pessoal com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

É essa a opinião de especialistas em América Latina de instituições acadêmicas dos Estados Unidos consultados pela BBC Brasil.
''Brasil e EUA têm grande interesse em manter uma boa relação. Os brasileiros creem que essa amizade contribuirá para as aspirações internacionais do país.
E o Brasil é um país capaz de manter boas relações tanto com Cuba, como Estados Unidos e Irã. Poucos países no mundo são capazes disso. E é válido para os americanos ter um amigo que se entende bem com seus adversários'', afirma Peter Hakim, diretor do instituto de pesquisas de Washington Inter American Dialogue

quarta-feira, 29 de abril de 2009

BLOG COM DUAS PÁGINAS VEJA EM:POSTAGENS MAIS ANTIGAS

Dilma e o mistério da máquina elétrica.Por Luis Nassif

Para a Ministra-Chefe da Casa Civil, ainda não terminou o factóide da Folha, sobre sua suposta participação no suposto plano de sequestro do Ministro Delfim Netto.
A resposta do jornal - dizendo que não poderia assegurar nem a veracidade nem a falsidade da ficha - deixou a bola quicando na área para a Ministra.
No semi-desmentido sobre a ficha, a Folha fala em uma
ficha cuja autenticidade, pelas informações hoje disponíveis, não pode ser assegurada - bem como não pode ser descartada.
Não é verdade. A Folha sabia que a ficha era falsa. Se não sabia quando soltou a matéria, certamente foi informada quando escreveu o semidesmentido, pelo responsável pelos arquivos do DOPS, da mesma maneira que ele próprio explicou para Dilma, quando ela o procurou.
A tal ficha tinha sido preenchida por algum sistema em que as letras não têm diferenças entre si - ao contrário do que acontece com qualquer texto escrito em máquinas de escrever comuns. Logo, só poderia ter saído de um computador ou de uma máquina elétrica. Em 1970 não existia nem um, nem outro. Logo, não havia nenhuma dúvida sobre a falsificação da ficha.
Não foi o único fato comprometedor nessa sucessão de manipulações daquele que provavelmente é o mais grave episódio a comprometer a imagem do jornal nos últimos anos.
Dilma aceitou dar um depoimento para a repórter Fernanda Odilla a pedido do diretor da sucursal da Folha em Brasília, Melchiades Filho.
Na entrevista, foi taxativa em garantir que jamais participara de uma ação armada sequer.
- Sou uma pessoa bastante desinteressante para gerar matérias sobre o período, diz Dilma, porque jamais cometi ação armada, não fui julgada nem interrogada sobre isso.
Dilma era do Colina (Comando de Libertação Nacional). Houve uma aproximação com outro grupo, o VPR, resultando daí o VAR-Palmares. O namoro durou três meses apenas. Acabou por diferenças irreconciliáveis acerca das estratégias a serem adotadas. O Colina defendia a linha de massa; o VAR, a luta armada. O Colina não descartava a resistência ou mesmo a guerrilha futura, mas, naquele momento, não via as mínimas condições para isso. Houve bate-bocas memoráveis, em que o VAR acusava o Colina de ser “de direita”. Esse racha foi exposto por Dilma à repórter da Folha.
Foi um período foi muito curto, antes dos dois grupos serem desbaratados pela repressão. Em novembro de 1969, Antonio Roberto Espinosa - principal fonte da matéria -, do VAR, foi preso. Em janeiro, foi a vez de Dilma ser presa.
Para Dilma, o tal plano de sequestro de Delfim provavelmente era uma ideia pessoal de Espinosa, mas que, se existiu, nunca ganhou forma.
Sua primeira leitura da matéria, foi no Clipping do governo. Por isso não reparou na ficha propriamente dita, que saiu apenas no jornal impresso. Embaixo, a informação de que tinha sido obtida no DOPS. Para Dilma seria impossível que o DOPS tivesse forjado uma ficha com informações falsas. Em 1970, a luta armada estava completamente derrotada, os militantes já estavam presos, não havia necessidade de inventar fichas para ninguém.
Quando viu a ficha no jornal impresso, Dilma deu-se conta do absurdo. A tal ficha já circulava em sites na Internet, como o Ternuma e o Coturno Soturno. Imediatamente ligou para Melchiades, informando-o das suas suspeitas. Ele reiterou que a fonte eram os arquivos do DOPS. Dilma pediu que lhe enviasse o original. Não obteve resposta.
Dois dias depois, Dilma entrou em contato com o responsável pelos arquivos do DOPS e pediu para ver a ficha original. O responsável pelo arquivo foi taxativo. Disse que não só não tinha essa ficha por lá como desconfiava que era falsa, por uma razão óbvia: a tal ficha tinha sido preenchida por algum sistema em que as letras não tinham diferenças entre si - como acontece com qualquer texto escrito em máquinas de escrever manuais. Logo, só podia ter saído de um computador ou de uma máquina elétrica. Em 1970 não existia nem um, nem outro.
A reação de Dilma foi mandar carta para o ombudsman da Folha, relatando toda sua trajetória e relacionando 16 pontos de inconsistência na matéria. Ele não reproduziu a carta, limitando-se a publicar uma pequena nota, dizendo que a Folha deveria checar melhor as fontes.
Agora, Dilma contratou a UnB e a Universidade de São Paulo para produzir novos laudos. Com eles, pretende desmascarar completamente a tese da Folha, de que não seria possível assegurar que a ficha seja falsa.

Lula aciona na sexta-feira, Dia do Trabalhador, mecanismo que inicia testes da Petrobras em Tupi, na Bacia de Santos


Pré-sal entra em nova fase.
Lula aciona na sexta-feira, Dia do Trabalhador, mecanismo que inicia testes da Petrobras em Tupi, na Bacia de Santos
POR LUCIENE BRAGA, RIO DE JANEIRO
Rio - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva vai acionar sexta-feira, dia 1º de Maio, o mecanismo que abre a exploração do pré-sal e prepara o Brasil para ser um dos maiores produtores de petróleo e gás do mundo. Ao iniciar o teste de longa duração no campo de Tupi, com reserva estimada de 5 bilhões a 8 bilhões de barris, a Petrobras ampliará informações fundamentais ao desenvolvimento definitivo da produção.
O pré-sal é uma reserva gigantesca com oito grandes campos: Tupi, Júpiter, Parati, Carioca, Iara, Guará, Bem-Te-Vi e Caramba. A área vai do Espírito Santo até Santa Catarina, com 800 km de extensão e 200 km de largura.
Para atingir as camadas pré-sal, entre 5 mil e 7 mil metros de profundidade, a Petrobras desenvolveu nova tecnologia: mais de 2 mil metros de sal foram atravessados. O objetivo é avançar para, em 2017, extrair 1 milhão de barris/dia. Após 2017, a estatal pretende ampliar para 1,8 milhão, dobrando a produção em menos de 10 anos. Hoje, produz 1,9 milhão.
Tupi tem reserva similar à de Júpiter: 5 a 8 bilhões. Iara tem de 3 a 4 bilhões. Somando os três, em estimativa pessimista, são 13 bilhões — 1 bi a menos que a reserva atual, de 14 bilhões. O mercado aposta que Carioca seria cinco vezes maior que Tupi: 33 bilhões. A Petrobras não confirma.
A solenidade deve reunir a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, e o governador de São Paulo, José Serra, os dois principais pré- candidatos à Presidência da República em 2010. Também estarão presentes os governadores do Rio, Sérgio Cabral, e do Espírito Santo, Paulo Hartung. Todos vão viajar por 160 milhas no navio Comandante Maximiano, sob forte esquema de segurança.
O QUE É O PRÉ-SAL?
Sequência de rochas depositadas há mais de 100 milhões de anos no espaço formado pela separação dos continentes americano e africano, que começou há 150 milhões de anos. Formou-se um grande lago entre os dois continentes, onde foram depositadas as rochas geradoras de petróleo — todos os rios corriam para esse lago e muita matéria orgânica foi depositada. Com o aumento do lago, começou a entrar água do mar dando início ao acúmulo de sal, gerando uma camada de até 2 mil metros de espessura sobre a matéria orgânica, que se transformou em petróleo e gás natural.
DETALHES SOBRE A PRODUÇÃO A 7 MIL METROS
DESCOBERTA

Em agosto de 2005, foram encontrados os primeiros indícios de petróleo no pré-sal na Bacia de Santos, no campo de Parati.

EVOLUÇÃO

Em julho de 2006 , os técnicos identificaram a reserva de Tupi. Em 2007, novas jazidas foram encontradas na Bacia de Campos, em Caxaréu e Pirambu. Também neste ano, a Petrobras anunciou Carioca. Em seguida, vieram Caramba, Júpiter e Bem-Te-Vi.

QUANTIDADE

Tupi e Júpiter, juntos, podem ter mais que as reservas atuais, de 14 bilhões. Cada um tem reserva estimada de até 8 bilhões de barris. Iara tem até 4 bilhões. Carioca pode chegar a 33 bilhões.
PRIMEIRO ÓLEO

O primeiro óleo do pré-sal foi produzido em 2 de setembro de 2008, no Campo de Jubarte, na Bacia de Campos, litoral do Espírito Santo, com o navio-plataforma FPSO Juscelino Kubitschek. A produção fica em lâmina d’água de 1.375 metros, e o poço está a 70 km da costa, com óleo extraído a 4.700 metros de profundidade, atravessando 200 metros de sal. Com o início da produção em Tupi, a Petrobras entra em uma nova fase.

Até 2014, começa a produção em Iara e Guará.

'Seria de muito mau gosto explorar a doença', diz Dilma


'Seria de muito mau gosto explorar a doença', diz Dilma.

Em evento do PAC, ministra diz que a solidariedade é muito grande e que o 'povo brasileiro é generoso'

Liege Albuquerque, de O Estado de S. Paulo

Márcio Fernandes/AE

Dilma anunciou no sábado retirada de linfomaMANAUS - A ministra Dilma Rousseff disse nesta terça-feira, 28, não temer que sua doença seja explorada politicamente. "Seria de muito mau gosto explorar. Doença é doença igual para todo mundo, para mostrar que não somos onipotentes". Dilma agradeceu a solidariedade recebida e disse que muitas aproximações a emocionaram e tocaram. "A solidariedade é muito grande, é reconfortante receber gestos como estes. Representa para mim uma energia muito boa. Só confirma o que já sabemos, que o brasileiro é um povo generoso". No último sábado, a ministra convocou entrevista coletiva para anunciar que está fazendo tratamento de quimioterapia para combater um linfoma, um câncer do sistema linfático, na axila esquerda. A doença foi diagnosticada há cerca de três semanas em exames de rotina e um gânglio foi extirpado durante uma cirurgia que durou 45 minutos. Na ocasião, Dilma disse que vai enfrentar o tratamento da doença trabalhando. Segundo os médicos, as chances de cura seriam de mais de 90%.O clima em Manaus, onde a ministra foi para apresentar o balanço do Plano de Aceleração do Crescimento (PAC), era de campanha. Diversos políticos e autoridades louvaram Dilma como a "sucessora natural de Lula" e a "grande realizadora de obras do PAC". O evento reuniu 62 prefeitos do Estado do Amazonas. "Essa mulher trabalha 18 a 20 horas por dia, ela ter de fazer um PAC ao contrário na vida dela e desacelerar", brincou o ministro dos Transportes Alfredo Nascimento. Aplaudida, a ministra disse que é "aqui e no Nordeste que a visão do presidente é mais prioritária".Dilma mostrou irritação ao ouvir críticas ao PAC na entrevista a jornalistas. Em infraestrutura logística, por exemplo, das 37 obras apenas sete foram concluídas. "Você esquece que o Brasil passou 25 sem investir em obras e terminou em apagão. Nós estamos construindo as obras do PAC dentro da lei, com as burocracias existentes e necessárias, como as de relatórios de impacto ambiental, por exemplo", defendeu.Também ficou irritada ao ouvir que as críticas da oposição são de que as obras estão desaceleradas para serem apressadas mais próximas ao período eleitoral. "Se alguém acha isso, problema de quem acha. A forma que estamos fazendo é a possível, em meio a uma crise econômica mundial. E não somos um governo desdentado, temos política fiscal para enfrentar essa crise e tocar as obras", justificou.

Solidariedade: FAB já transportou mais de 100 toneladas de alimentos para desabrigados no Maranhão

















Solidariedade: FAB já transportou mais de 100 toneladas de alimentos para desabrigados no Maranhão.
Trinta toneladas de alimentos: esse foi o saldo de carga transportada pela Força Aérea Brasileira (FAB) nos primeiros dois vôos partindo de Recife, no dia 28 de abril, em apoio às vítimas das chuvas no Maranhão. Somadas às 75 toneladas em cestas básicas, já foram transportadas 100 toneladas de alimentos para aquele Estado.Após duas horas e meia de voo, a aeronave C-130 Hércules da FAB pousou no Aeroporto Internacional de São Luís (MA), às 11 horas da manhã, carregada com 15 toneladas de alimentos doados pelo Governo Federal.O desembarque foi auxiliado por militares do Exército Brasileiro. O Comandante do 24° Batalhão de Caçadores, Ten Cel Carlos Henrique Guedes, responsável pela entrega dos alimentos aos desabrigados, classificou como fundamental o apoio prestado pela FAB, por dois motivos: “agilidade no transporte das doações e confiabilidade da população nos militares brasileiros”. Logo após o desembarque da carga, a aeronave retornou ao Recife para transportar mais 15 toneladas de alimentos.Ao todo serão transportados 115 toneladas de alimentos de Recife para o Maranhão, o equivalente a 5 mil cestas básicas, que beneficiarão cerca de 15 mil pessoas.


Fonte: II COMAR

Lula diz não ter pressa para escolher vice de Dilma

Lula diz não ter pressa para escolher vice de Dilma.
Agência Estado
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva deu continuidade hoje às sucessivas manifestações de apoio à ministra-chefe da Casa Civil Dilma Rousseff, que confirmou no último final de semana que trata de um câncer no sistema linfático. Pouco antes de embarcar pela manhã de Manaus (AM) para Rio Branco (AC), Lula procurou deixar claro que não tem pressa em buscar um vice para a ministra, em função da doença. Ainda assim, ele afirmou que o número dois numa eventual chapa encabeçada por ela será certamente alguém capaz de "agregar". "É cedo para escolher. Nós não vamos especular sobre isso", afirmou o presidente, alegando que, a exemplo do que ocorreu com a gripe suína, uma notícia precipitada sobre este assunto poderia até impactar no desempenho da bolsa de valores."Primeiro temos que acertar com os partidos. Depois que acertarmos com os partidos é que vamos decidir quem é o vice, em função daquilo que ele pode agregar", completou.Lula citou como exemplo seu vice José Alencar, empresário do setor têxtil escolhido, em parte, para ajudar a vencer a resistência do empresariado à sua candidatura na eleição presidencial de 2002. Alencar luta desde o final dos anos 90 contra o câncer. Durante toda a administração de Lula, iniciada em 2003, o vice passou por diversas cirurgias. Ele chegou, por exemplo, a exercer a Presidência de um quarto no Hospital Sírio-Libanês. "Eu não tenho nenhuma dúvida de que o José Alencar agregou muito na minha campanha, porque ele ajudou a quebrar o preconceito junto a um segmento social muito importante, que são os empresários", argumentou Lula. "Acho que é assim que se compõe uma chapa", completou.Lula aproveitou a ocasião para dizer que não acredita na possibilidade de a oposição explorar a doença da ministra em seu favor, de olho na disputa eleitoral do ano que vem. "Não sei como alguém poderia explorar um problema de saúde, sobretudo no caso de uma pessoa jovem como a Dilma, disposta como a Dilma", afirmou o presidente. Lula voltou a dizer que o tumor encontrado na axila esquerda da ministra foi totalmente removido e que o tratamento de quimioterapia a que ela será submetida nos próximos meses tem caráter preventivo. E acrescentou que, se o estado de saúde da ministra fosse de fato grave, ela própria deixaria isso claro. "Se a Dilma tivesse um problema grave, que ela entendesse que não fosse capaz de superar, ela própria tomaria essa medida", continuou.Em mais um afago à ministra, o presidente disse admirar a "coragem" demonstrada por ela, tanto na luta contra o câncer como na transparência adotada em relação ao assunto. "Acho admirável a coragem de ela própria comunicar à imprensa e não ficar escondendo", disse o presidente, negando que o assunto tenha sido tornado público somente após o noticiário sobre o tratamento médico a que a ministra se submete. "Ela só podia falar depois que o médico lhe desse o diagnóstico. Ninguém vai ficar vendendo uma doença que não sabe se tem", completou. "Mas acho que ela está bem, está tranquila e sabe os efeitos que a quimioterapia tem. Mas é assim mesmo", concluiu.

Câmara corta farra aérea, mas prepara reajuste ou 53,36 vezes a renda anual de um trabalhador que ganha salário mínimo

Câmara corta farra aérea, mas prepara reajuste.
Líderes avaliam que a perda de benefícios deve ser compensada com salário igual ao do STF, R$ 24,5 mil.
Denise Madueño e Luciana Nunes Leal, BRASÍLIA
Para encerrar ontem a discussão sobre a farra das passagens com um ato administrativo que tornou as regras mais rígidas, a Mesa Diretora da Câmara iniciou, ao mesmo tempo, o processo de uma reforma administrativa que abre caminho para aumento salarial dos deputados. A avaliação de líderes e de integrantes da Mesa é que haverá corte de benefícios, mas será inevitável a contrapartida de elevar a remuneração e equipará-la ao salário dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), hoje de R$ 24.500. Para evitar maior desgaste político, a ideia é aprovar o pacote agora, mas pôr em prática neste ano apenas os cortes de gastos. O salário mais alto ficaria para depois, provavelmente 2011, quando assumirão os novos deputados.O presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP), anunciou a criação de uma comissão para, no prazo de 30 dias, apresentar uma proposta de reforma, depois da reunião da Mesa com os líderes partidários que recuou da decisão de votar no plenário um projeto que restringe o uso de passagem e adotou as medidas por meio de um instrumento administrativo. "Muitas vezes o recuo é para avançar", disse Temer.A preocupação dos integrantes da Mesa Diretora é construir uma reforma que adote medidas moralizadoras, mas não provoque nova rebelião no baixo clero, como são chamados os deputados de pouca expressão. A reação desses parlamentares contra as medidas disciplinadoras da cota de passagem aérea, especialmente por causa da proibição de viagens de parentes, fragilizou ainda mais a imagem da Câmara, já abalada pela série de denúncias de uso do recurso público para viagens a passeio, vendas de créditos excedentes no mercado paralelo e emissão de bilhetes em nome de parentes e amigos. No episódio das passagens, a revolta foi contida pelos líderes, mas os deputados ainda esperam uma compensação."Sou a favor de uma reforma arrojada. A resposta precisa ser completa. Isso vai depender de apoio político e da consciência da Casa", diz o corregedor da Câmara, ACM Neto (DEM-BA). Ele listou o que entende ser essencial na proposta: transparência, economia de recursos públicos e garantia de condições para o exercício do mandato.As novas medidas - viagens só para deputados e assessores, redução de 20% nos valores, proibição de emissão de bilhetes para o exterior e prestação de contas na internet, entre outras - entram em vigor com a publicação do ato da Mesa no Diário da Câmara, o que deve ocorrer hoje.

SENADO
Também na berlinda por causa de sucessivos escândalos, o Senado restringiu, no dia 16 de abril, o uso de passagens. A Casa anunciou redução de 25% na cota mensal, que passará de R$ 1,3 milhão para R$ 975 mil. O valor da cota de cada senador continuará variando conforme o Estado de origem do parlamentar - indo de R$ 13 mil a R$ 25 mil. A Mesa Diretora não proibiu, contudo, o uso da cota de passagem aérea por terceiros. Ou seja, a cota poderá continuar a ser usada por qualquer pessoa indicada pelo senador para o exercício da atividade parlamentar.

Vale nega que reduzirá em 25% produção de minério de ferro

Vale nega que reduzirá em 25% produção de minério de ferro.
A Vale divulgou nota à imprensa nesta terça-feira negando que deve cortar a produção de minério de ferro em 25%, como noticiado por agências internacionais nesta terça-feira. Leia abaixo a íntegra do comunicado:

"Com relação a notícias veiculadas em algumas agências de notícias no dia de hoje, a Vale vem a público prestar os seguintes esclarecimentos:
1) A Vale nega que algum de seus executivos tenha afirmado que a empresa vai cortar sua produção de minério de ferro em 25% no ano de 2009;
2) A Vale nega essa projeção de produção de minério de ferro para 2009;
3) A Vale divulgou hoje seu relatório de produção para o 1º trimestre de 2009, o qual está disponível no nosso website.
Mais informações podem ser obtidas no referido documento."

'Foi um soco no estômago', diz Dirceu sobre doença de Dilma

'Foi um soco no estômago', diz Dirceu sobre doença de Dilma.
Ex-ministro da Casa Civil diz que ministra vencerá problema de saúde e, em seguida, 'as eleições de 2010'.
SÃO PAULO - A notícia da doença da ministra Dilma Rousseff foi um "soco no estômago" disse seu antecessor José Dirceu, em seu blog. Para o ex-ministro, Dilma vai superar o obstáculo e depois "vencer a maior batalha da sua e das nossas vidas, que é a de 2010". "Elegendo-se presidente do Brasil, a primeira mulher a governar o país."
Dilma ocupou o cargo de chefe da Casa Civil após o nome de Dirceu ter sido apontado como um dos principais envolvidos no esquema do mensalão, em 2005.
Ainda no blog, Dirceu afirmou que vai continuar lutando pela consolidação da candidatura de Dilma no PT, "levando seu nome para a sociedade e construindo alianças e os palanques estaduais e, principalmente, elaborando um programa de governo."
Em conversa reservada, logo após o aniversário de 29 anos do PT, em fevereiro, Lula pediu a Dirceu que ajude o partido a costurar alianças para sustentar a campanha da chefe da Casa Civil ao Palácio do Planalto, em 2010. O alvo principal é a conquista do PMDB.

A piada do dia:"Pode sobrar para os que denunciam farra"

Pode sobrar para os que denunciam farra.
Indignados por serem alvo do escândalo do uso da cota de passagens aéreas, deputados preparam vingança contra o Ministério Público ou pessoas que divulgarem supostos abusos
Izabelle Torres

Acho que essa proposta tem mesmo de ser aprovada. As pessoas e os órgãos precisam ser responsáveis por seus atos.
Deputado Paulo Maluf (PP-SP)
Submersos em uma onda de denúncias, os deputados têm passado mais tempo criticando os que os acusam do que tentando encontrar argumentos que justifiquem suas práticas. Em mais um exemplo da disposição de buscar — e punir — culpados pelas acusações atribuídas a eles, um grupo de parlamentares opera nos bastidores a favor de um projeto de autoria do deputado Paulo Maluf (PP-SP), que condena autores de ações civis públicas, especialmente integrantes do Ministério Público, a pagarem multa no valor 10 vezes superior às custas dos processos e condenam os denunciantes a detenção, caso a Justiça entenda que foram movidos por má-fé, perseguição política ou promoção pessoal. O tema tem sido tratado discretamente pelos líderes, mas foi abordado nas duas últimas reuniões da cúpula da Câmara. No encontro realizado ontem, coube ao líder do PSC, Hugo Leal (RJ), destacar a necessidade de impor limites à atuação dos denunciantes. De acordo com alguns líderes, o parlamentar manifestou a ideia defendida pelo deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), considerado influente dentro da bancada do Rio de Janeiro, da qual Leal é parte. Apesar da simpatia dos parlamentares à proposta de impor penalidades aos que os denunciam, poucos admitem a discussão. “Não vi isso. Quem contou?”, se sai Jovair Arantes (PTB-GO). “Alguém falou nesse assunto, mas não lembro quem foi. De qualquer forma, não acho que seja o momento para discutir essa pauta. É preciso rever o todo e encontrar as raízes desses problemas”, despista Mário Negromonte (PP-BA). Retaliação A cautela tem justificativa. Segundo alguns dos líderes, houve certo consenso em não divulgar a intenção de alguns deputados, visto que se entendeu que poderia parecer retaliação do Parlamento, o que daria ainda mais fôlego para a crise instaurada no Congresso. Por conta disso, o presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP), negou os pedidos dos parlamentares de colocar a proposta em votação. Aos que tentaram defender a aprovação de um projeto impondo penas para aqueles que apresentarem ações envoltas em má-fé ou perseguição política, Temer argumentou que este não é o momento adequado para debater o assunto. Recomendou também que os deputados tenham cuidado ao defender o tema, para evitar que a sociedade entenda erradamente que há uma manifestação de vingança do parlamento em relação aos denunciantes. A matéria pode até não ser colocada na pauta por Temer, mas não deve sair tão cedo do repertório dos parlamentares. “Acho que é preciso criar algum mecanismo para normatizar essas ações. Vulgarizou-se o ato de denunciar. Isso terminou culpando alguns inocentes e absolvendo culpados, que se beneficiaram da incompetência de denúncias ou de acusações equivocadas”, defende Márcio França (PSB-SP). A entrada do projeto de autoria de Paulo Maluf entre as discussões se deve ao fato de que a proposta do deputado já passou por todas as etapas de tramitação na Casa. Aprovado há 11 meses na Comissão de Constituição e Justiça, o projeto apenas espera pela entrada na pauta de votações do plenário. “Acho que essa proposta tem mesmo de ser aprovada. O que ela propõe é apenas que o autor de uma ação indevida pague os gastos que o acusado venha a ter com sua defesa. As pessoas e os órgãos precisam ser responsáveis por seus atos”, ressalta Maluf, um dos deputados federais que mais vezes foi denunciado pelo Ministério Público.

O número
R$ 17,9 milhõesé quanto a Câmara prevê de economia com as medidas para restringir a utilização das cotas de passagens.
Um abuso a menos

Tiago Pariz
Numa reunião tensa, com fortes acusações contra a imprensa, a cúpula da Câmara decidiu apoiar a proposta do presidente Michel Temer (PMDB-SP) de restringir o uso da cota de passagens aéreas ao deputados e a um assessor. A farra de familiares e amigos dos parlamentares acabou, pelo menos no papel. Não será preciso nem o aval do plenário, as mudanças na regra ocorrerão via ato da Mesa Diretora. A estimativa é uma economia de R$ 17,9 milhões por ano com a proibição da cota extra às lideranças e aos integrantes da Mesa, além do corte em 20% na verba disponível para cada deputado. Mas não foi fácil chegar ao consenso. Muitos líderes apoiaram a decisão de Temer contrariados ao perceberem que não adiantava sustentar uma tese polêmica: a de permitir a emissão dos bilhetes para parentes. Prevaleceu a proposta de “fazer as pazes” com a opinião pública, como defendia o presidente da Casa. Na reunião em que ficou decidido pelo ato da Mesa, a “sanha” dos deputados dirigiu-se à imprensa. O ponto alto da tensão foi quando líderes partidários se revezaram para dizer que estavam sendo alvos de uma vingança e se colocaram como vítimas do noticiário, que há 15 dias escancara denúncias de como os deputados utilizam ao bel-prazer as cotas aéreas. Um parlamentar chegou a propor que a Câmara buscasse a Justiça para se defender. Depois da reunião, coube a Temer voltar a explicar o motivo da opção pelo ato da Mesa e não votação em plenário de um projeto de resolução. “Você recua para avançar. E o recuo da semana passada foi precisamente para avançar. Bastou que eu falasse com os líderes e com todas as lideranças formais e informais neste fim de semana para que o resultado fosse precisamente este. Não houve um partido que propusesse outra coisa que não fosse o ato da Mesa”, afirmou Temer. Radicalismo Na reunião, apenas o líder do PR, Sandro Mabel (GO), levantou a mão contrariamente à proposta vencedora. Para não expor o racha, ele acabou aderindo aos colegas. Coube justamente o ex-líder do PR Luciano de Castro (RR) tomar a frente contrária à decisão da cúpula da Casa. “A gente vai para um rol de radicalismo que não contribui. Muitos parlamentares não têm condições de manter suas atividades aqui e no estado, precisam levar suas famílias”, criticou Castro. Além das passagens, o presidente da Câmara anunciou a criação de uma comissão administrativa formada por membros da Mesa Diretora e por diretores da Casa para discutir uma ampla proposta de corte de gastos. A ideia é tratar dos mais diversos assuntos, desde o auxílio moradia de R$ 3 mil mensais até despesa com água e luz. Jogo duro
O que diz o Projeto 265/2007, de autoria do deputado Paulo Maluf.
Responsabiliza quem move ação com má-fe, demonstrando intenção de promoção pessoal ou visando perseguição política.
Determina que caso o denunciante de ma-fé seja condenado, terá de pagar o valor 10 vezes superior ao preço das custas do processo
Diz que quando a ação for temerária ou se for comprovada má-fé, com finalidade de promoção pessoal ou perseguição política, haverá também a condenação do autor e/ou de membros do Ministério Público ao pagamento de custas, emolumentos, despesas processuais, honorários periciais e advocatícios
Propõe penas de detenção ao denunciante e pagamento de indenização por danos materiais e morais ao alvo “injustiçado” pela ação.

Quem nasce negro tem as mesmas chances dos não negros?

EDUCAÇÃO
Pedido de coerência.
Para ministro, senadores que apoiaram o ProUni, no qual há reserva de vagas para negros e pardos, não deveriam se opor às cotas raciais nas universidades federais. CCJ vota projeto na próxima semana
Paloma Oliveto

Marcia Kalume/Agência Senado
O ministro da Educação, Fernando Haddad, colocou os senadores contra a parede ontem, ao cobrar dos parlamentares que votaram a favor do Programa Universidade para Todos (ProUni) a mesma linha de raciocínio na decisão sobre o projeto de lei que institui cotas raciais em instituições públicas. “Não consigo entender por que alguns parlamentares estão contra o critério das cotas se votaram a favor no ProUni”, disse, em audiência pública na Comissão de Educação. O programa, instituído em 2004, reserva 30% das vagas das escolas superiores privadas para autodeclarados negros e indígenas. Levantamento no Comitê Brasileiro em Defesa da Aprovação do Projeto de Lei Complementar (PCL) 180 obtido com exclusividade pelo Correio mostra que, dos 68 senadores que estiveram presentes à sessão de 16 de dezembro de 2004, quando o ProUni foi votado, somente Heloísa Helena (Psol-AL) foi contra o programa. Entre os favoráveis, estavam Demostenes Torres (DEM-GO) e Álvaro Dias (PSDB-PR), que hoje são contrários ao critério étnico para a reserva de vagas das universidades federais. Presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), onde o PCL tramita, Torres disse que não vê incongruência alguma em sua posição atual. “Não tem a menor relação. O próprio ministro é que está sendo incoerente, pois já declarou que as cotas sociais são melhores”, rebateu. O senador é favorável à proposta de reserva de vagas nas instituições federais, mas defende que o melhor critério é o social. “Estão querendo dividir o Brasil em raças. Hoje, o negro pobre se relaciona muito bem com o branco pobre. Amanhã, quem vai garantir isso? Se acudirmos os pobres, acudiremos também os negros”, argumentou Torres. Para ele, a pressão feita pelo movimento negro pela aprovação das cotas raciais é uma “questão de bandeira”. “Não podemos chegar a essa face do radicalismo social. O que temos de fazer é um pacto para exigir do governo investimento na escola pública. Isso é que vai reduzir as desigualdades.” Adiamento De acordo com o senador, o projeto entrará em votação na CCJ na próxima quarta-feira. A decisão estava prevista para hoje, mas os senadores querem fazer uma reunião extrapauta antes da leitura do relatório, de autoria de Serys Slhessarenko (PT-MT). Esse encontro, que ocorreria ontem, foi adiado para que o senador Aloizio Mercadante (PT-SP), em viagem ao Paraguai para representar a Casa no Parlamento do Mercosul, possa participar. O relatório de Serys será favorável à manutenção do PLC. “Não abro mão da questão racial”, reafirmou ela ontem. No documento, ao qual o Correio teve acesso, ela vai rejeitar dois projetos que tramitam apensados: o PLS 344/08, de Marconi Perillo (PSDB-GO), que institui cotas a egressos do ensino público pelo prazo de 12 anos; e o PLS 479/08, de Álvaro Dias, que reserva 20% das vagas a alunos carentes. “No âmbito da constitucionalidade material, as proposições intentam dar cumprimento ao princípio da isonomia, inscrito no art. 5º da Constituição Federal, estabelecendo políticas de ação afirmativa que compensarão a histórica desvantagem a que foram submetidos os grupos sociais e étnicos compreendidos”, diz um trecho do relatório. Depois de passar pela CCJ, o mérito do projeto será apreciado pelas comissões de Educação e de Direitos Humanos. Caso sofra qualquer alteração, o texto volta para a Câmara e a tramitação recomeça.
Não consigo entender por que alguns parlamentares estão contra o critério das cotas se votaram a favor no ProUni.
Fernando Haddad, ministro da Educação
O próprio ministro é que está sendo incoerente, pois já declarou que as cotas sociais são melhores.
Demostenes Torres, senador (DEM-GO)

Conheça o desempenho das escolas do DF.
Alunos do Colégio Militar durante aula de química: o melhor entre as escolas públicas do DF.
Priscilla Borges Da equipe do Correio Braziliense
No Distrito Federal, a realidade não é diferente de outros estados do país no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Em 2008, as escolas particulares continuaram liderando o ranking dos melhores desempenho na avaliação. Somente o Colégio Militar de Brasília conseguiu atingir média suficiente para figurar entre as 20 maiores notas da cidade. Em 10º lugar, a instituição obteve média 68,05 pontos (com correção de participação). O resultado do Enem por escola foi divulgado nesta terça-feira (28/4) pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). O Eu, estudante elaborou o ranking das melhores do país e do Distrito Federal com base na média total (prova objetiva e redação) com correção de participação, que calcula a nota dos alunos como se todos os matriculados da escola tivessem feito o exame, que é voluntário. O colégio Galoia lidera a lista dos melhores do DF. Em seguida, aparecem o colégio Sigma, o Leonardo da Vinci de Taguatinga, depois o Leonardo da Vinci da Asa Norte e o Sigma da Asa Norte. Entre as escolas públicas,
o líder é o Colégio Militar de Brasília, seguido do Colégio Militar Dom Pedro II e pelo Centro de Ensino Médio Setor Oeste. O secretário de Educação do DF, José Luís Valente, tem uma explicação para justificar o porquê da liderança dos colégios militares no ranking. “Elas têm uma seleção para ingresso mais rígida do que muitos vestibulares. Assim, os melhores alunos já são previamente selecionados. Já na rede pública, temos que atender todo mundo e isso se reflete nas notas médias”, opina. Para Valente, os resultados do Enem por escola serão importantes para melhorar a qualidade do ensino médio da capital federal. “Vamos intervir nas escolas com notas ruins para que elas possam ter um desempenho melhor daqui para a frente”, acrescenta. Jorge Werthein, doutor em Educação pela Universidade de Stanford e diretor executivo da Rede de Informação Tecnológica Latino-americana (Ritla), acredita que o Enem se tornou um indicador muito importante. “Ele permite a leitura da realidade educacional brasileira e, consequentemente, a formulação de políticas públicas”, considera.

COLABOROU HELENA MADER

terça-feira, 28 de abril de 2009

Vento a favor de Lula ou pura competência? Imprensa golpista,corrupta e racista brasileira começa sua derrocada rumo ao descrédito



Vento a favor de Lula.
Clique na figura para visualizar melhor e ver duas mentiras como corrupção no governo e gastança no governo.
A raiva é grande e o tombo maior ainda.
Inflação em queda, taxa de juros de um dígito, programa habitacional, redução de imposto e a retomada do crescimento econômico devem ajudar o candidato governista nas eleições de 2010.
Vicente Nunes e Daniel Pereira
Apesar do susto com o câncer enfrentado pela ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, e ciente de que pode haver complicações com a candidatura dela à sucessão do presidente Lula, o governo vem traçando uma série de cenários para o próximo ano, para medir as reais chances de vitória nas urnas. E, ao contrário do que pensa a oposição, a economia, mesmo solapada pela crise mundial, poderá dar uma mão e tanto à Dilma, caso se repita um quadro semelhante ao que se viu entre 2005 e 2006, quando Lula foi reeleito, independentemente da enxurrada de denúncias de corrupção em sua administração. “Felizmente, tudo conspira para que tenhamos mais um ciclo eleitoral favorável ao candidato governista”, diz um dos ministros mais próximos de Lula. Em 2005, ressalta ele, o crescimento econômico não foi lá essas coisas: 3,2%. Mas a inflação estava em forte queda, fechando aquele ano em 5,7% e caindo para 3,1% em 2006. Com isso, o poder de compra dos mais pobres, os maiores eleitores de Lula, deu um salto expressivo, potencializado pela queda dos juros e pelo expressivo aumento da oferta de crédito. A taxa básica (Selic), que havia fechado 2005 em 18%, cedeu até 13,25% no fim de dezembro seguinte. Naqueles dois anos, houve ainda um forte incremento do Bolsa Família e do salário mínimo. “Isso deu uma sensação de bem-estar enorme à população, que preferiu dar seu voto de confiança para mais um mandato de Lula”, acrescenta o ministro. Em 2009, o governo reconhece que o crescimento da economia será pífio — de no máximo 1%. Mas, segundo os técnicos do Ministério da Fazenda, tudo indica que a partir do segundo semestre a atividade econômica estará com o fôlego renovado, crescendo a um ritmo entre 3% e 4% ao longo de 2010. Para que esse cenário se confirme, o governo conta com os reajustes do funcionalismo público, a ampliação do Bolsa Família e o programa habitacional Minha Casa, Minha Vida, que promete entregar 1 milhão de moradias às famílias de baixa renda. Para “turbinar” a candidatura governista, a inflação tenderá a ficar próxima dos 4% e o Banco Central está prestes a entregar uma histórica taxa Selic de um dígito (abaixo de 10%). “Realmente, são grandes as chances de a economia criar mais um ciclo eleitoral favorável ao governo Lula”, afirma o economista-chefe da Corretora Convenção, Fernando Montero. “Além de os juros de um dígito serem uma referência poderosa, o candidato governista poderá contar com um comportamento tranquilo do dólar, que significará comida mais barata, renda disponível e salários elevados” ressalta. Desemprego No entender do economista-chefe da Confederação Nacional do Comércio (CNC), Carlos Thadeu de Freitas Gomes, nem mesmo o aumento do desemprego será visto como um problema. A taxa atual, de 9%, tenderá a recuar à medida que a economia for se reaquecendo. E, mesmo que permaneça nesse patamar, o índice ficará abaixo dos 10% de 2006. Montero também ressalta que, com as recentes reduções de impostos, a carga de tributos cairá em 2009, o que será divulgado no terceiro trimestre de 2010. “Portanto, sobrarão poucas bandeiras ‘ortodoxas’ para a oposição”, destaca. Vários analistas vêm chamando a atenção para a hipótese de o Banco Central aumentar os juros em 2010 para conter pressões inflacionárias originárias de gastos púbicos crescentes. “Eu não vejo motivos para os juros subirem”, emenda Freitas Gomes.
BC promete Selic abaixo de 10%

O presidente Lula está convencido de que o Banco Central (BC) dará a devida contribuição para pavimentar o caminho positivo à candidatura da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, à sua sucessão em 2010. Nas recentes conversas que teve com o presidente do BC, Henrique Meirelles, Lula ouviu que o Brasil está prestes a alcançar o feito histórico de conviver com taxa de juros de um dígito e inflação no centro da meta. Meirelles deixou claro que esse quadro é inevitável, mas que se concretizará sem pressões e com a segurança que sempre marcou o Comitê de Política Monetária (Copom). Se não for na reunião que começa hoje e termina amanhã, em junho a taxa básica (Selic) já estará abaixo de 10% ao ano. Entusiasmado com essa perspectiva, Lula tem dito a seus auxiliares que 2009 é o ano da travessia, de arrumar a casa para garantir a retomada da atividade econômica, com crescimento acima da média mundial. “Todos os indicadores dos últimos 30 dias mostram recuperação da economia, ainda que modesta, no segundo trimestre”, diz um ministro. Ele menciona as vendas da indústria automobilística e o aumento do consumo de energia. “O governo não compartilha da visão do mercado, de que haverá queda de até 1% do Produto Interno Bruto (PIB) neste ano. O mercado é formado por um bando de garotos, que ganham um monte de dinheiro, mas fazem muita gente perder um monte de dinheiro”, acrescenta.
O otimismo do governo está amparado numa combinação de fatores. Um deles é a inflação em baixa apesar da desvalorização do real ocorrida por conta da crise. “Houve desvalorização sem pressão inflacionária. Temos muito espaço para a queda dos juros”, afirma o senador Aloizio Mercadante (SP), líder do PT e conselheiro informal de Lula na área econômica. O petista lembra que a inflação e os juros em queda abriram espaço para a redução da meta do superávit primário (economia para o pagamento de encargos da dívida), de 3,8% para 2,5% do PIB, e permitiram ao governo levantar recursos para custear medidas destinadas a estimular a economia. Entre essas medidas, que, na visão do governo, terão forte repercussão em 2010, estão as desonerações tributárias já anunciadas e as em estudo, o pagamento do reajuste salarial do funcionalismo e do salário mínimo, a inclusão de mais 1 milhão de famílias no Bolsa Família ainda em 2009 e o programa Minha Casa, Minha Vida. “O presidente manifestou grande expectativa de que o programa habitacional seja o eixo de fomento da atividade econômica”, destaca o presidente nacional do PT, deputado Ricardo Berzoini (SP), que, na quarta-feira da semana passada, teve uma audiência com Lula. “O presidente quer que o Minha Casa, Minha Vida seja um sucesso efetivo”, reforça o líder do governo na Câmara, Henrique Fontana (PT-RS), presente no mesmo encontro.
Brasileiros são um dos mais otimistas.
O superávit da balança comercial acumulado no ano, até a quarta semana de abril, totaliza US$ 5,56 bilhões, 35,7% maior que o registrado em igual período do ano passado, quando fechou em US$ 4,09 bilhões.

Em discurso, Dilma agradece solidariedade e diz que é necessário ter força

Em discurso, Dilma agradece solidariedade e diz que é necessário ter força.
da Folha Online
A ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) agradeceu nesta segunda-feira a solidariedade que recebeu de diversas pessoas no Amazonas que lhe desejaram força. Em discurso em Manaus, a ministra não citou o tratamento que faz contra um linfoma --câncer nos gânglios linfático-- mas disse é necessário determinação para superar "as coisas na vida".A ministra afirmou no sábado (25) que faz tratamento contra um linfoma. "Eu fiquei muito emocionada pela imensa solidariedade que tanto as mulheres amazonenses como os homens deste Estado, a população, muitas pessoas anônimas se aproximaram de mim e me desejaram força, força. Porque a gente sabe que as coisas na vida a gente supera com força, com determinação", disse a ministra, durante discurso.Em entrevista coletiva após visita às obras do Terminal Hidroviário de São Raimundo, em Manaus, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que Dilma deve ter como sua "prioridade zero" cuidar da saúde. Segundo Lula, a ministra também deve continuar trabalhando para ajudar a superar a doença."Na verdade, a Dilma não tem mais nada, segundo os médicos, e agora precisa fazer o tratamento para que não volte mais a ter a doença. Penso que ela está se comportando profissionalmente do mesmo jeito, e não tem porque fraquejar. Espero não vê-la faltar ao trabalho", disse o presidente durante evento em Manaus.O presidente também reafirmou nesta segunda-feira que Dilma será sua candidata à sucessão presidencial em 2010. "Ela é a minha candidata, mas eu não sou o partido [o PT]."

Filha de FHC pede demissão do gabinete de Heráclito.Ela entrou,diz que vai sair e a Globo não noticia de jeito nenhum

Filha de FHC pede demissão do gabinete de Heráclito.
José Cruz/ABr
Em carta endereçada a Heráclito Fortes (DEM-PI), primeiro-secretário do Senado, Luciana Cardoso pediu demissão.Luciana é filha do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Recebia contracheque do Senado desde 2003. Coisa de R$ 7.600,00 mensais.Deveria despachar no gabinete do senador. Mas não dava as caras. Pilhada pela coluna da repórter Mônica Bergamo, Luciana vocalizou emendas que pioraram o soneto."Trabalho mais em casa, na casa do senador. Como faço coisas particulares e aquele Senado é uma bagunça e o gabinete é mínimo, eu vou lá de vez em quando”.Perguntou-se a Luciana se já havia entrado no gabinete de Heráclito. E ela: “Cabe não, meu filho! É um trem mínimo e a bagunça, eterna”.Na carta a Heráclito, Luciana anotou que decidiu se demitir para “evitar constrangimentos” ao pseudochefe. A certa altura do texto, a filha de FHC escreve:“Sou testemunha de seus esforços para aprimorar a administração do Senado...”“...Por isso mesmo, não quero que pairem dúvidas sobre seus propósitos nem sobre minha conduta”.Em verdade, o afastamento de Luciana livra de “constrangimentos”, além do senador, o pai da demissionária.Dias antes de Luciana ganhar o noticiário na condição de servidora fantasma, FHC discursara na Associação Comercial de São Paulo.Discorrera sobre um fenômeno que, na opinião dele, alastra-se sob Lula: a “cupinização” do Estado brasileiro.Pela lógica, nada poderia deixar FHC mais contrafeito do que ver uma Cardoso na condição de xilófaga, a roer a bolsa da Viúva sem a contrapartida do suor.Corre no TCU uma representação em que o representante do Ministério Público no Tribunal, Marinus Eduardo Marcico, pede a devolução do dinheiro que o Senado borrifou na conta bancária de Luciana Cardoso.

Congresso compra 4755 computadores por R$ 11,5 milhões

R$ 11,5 milhões em 4.755 computadores.
Cada um dos deputados federais terá direito a quatro máquinas novas para os gabinetes. Antigos equipamentos já são descartados.
Tiago Pariz.
Carrinhos cheios de monitores e CPUs antigos marcados pelo tempo e pelo uso. É o sinal da “modernidade” chegando à Câmara dos Deputados. Ao custo de R$ 11,5 milhões, 4.755 máquinas de última geração serão instaladas nos gabinetes de deputados e servidores. Cada parlamentar está ganhando o direito de utilizar quatro computadores. O pregão eletrônico, vencido pela Lenovo no ano passado, ficou acima do teto estipulado pela Câmara. A previsão inicial era de um orçamento máximo de R$ 10,1 milhões. O valor superou o esperado porque uma das concorrentes argumentou que o aumento do dólar em decorrência da crise financeira internacional tornaria impossível atender às especificações do edital. As máquinas são equipadas com processador Intel Core 2 Duo com Memória RAM de 2 GB, disco rígido de 160 GB, placa de vídeo, além de reprodutor e gravador CD e DVD. Acompanha um monitor LCD de 17 polegadas e teclado e mouse ótico. Só os monitores custaram à Câmara R$ 2,3 milhões. As CPUs saíram por pouco mais de R$ 9 milhões. Os acessórios custaram R$ 218 mil. Os valores aparecem na nota de empenho do gasto. O preço unitário de cada computador com todas essas especificações é de R$ 2.429. No mercado, um computador da mesma marca com igual especificação (sem monitor e acessórios) tem valor médio de R$ 1.999. O monitor sai por cerca de R$ 530. O contrato foi assinado no último dia do ano passado. O objetivo é trocar parte dos 8.500 computadores disponíveis na Câmara. As trocas ocorrem a cada quatro anos. O prazo estabelecido visa acompanhar as mudanças e atualização tecnológicas. A Casa também justifica a necessidade dizendo que a manutenção após esse período torna-se onerosa. A assessoria de imprensa da Casa explicou que o valor pago inclui a instalação e quatro anos de garantia, que dá direito, além da manutenção e suporte técnico, à reposição de peças quebradas. Ela explicou ainda que a Câmara é um dos últimos poderes federais a utilizar monitores LCD. As “velharias” estão indo para o depósito e deverão ser doadas a municípios mais pobres a serem definidos pela Câmara. Alguns gabinetes, para facilitar a troca, deixaram as máquinas antigas depositadas na porta. Os servidores estavam ansiosos para ver a novidade funcionando.
Zoghbi será investigado

O Senado instalou ontem duas sindicâncias para investigar o ex-diretor de Recursos Humanos da Casa João Carlos Zoghbi. A primeira investigação vai apurar denúncia da revista Época deste final de semana de que Zoghbi teria se valido de um esquema de empresas de fachada em nome de laranjas para desviar recursos do Senado. No outro caso, vai apurar a revelação do Correio de que o ex-diretor emprestou um imóvel funcional cedido para ele a um de seus filhos, mesmo tendo uma casa em Brasília.

Eles ouviram Lula e disseram:"Recuperar confiança é prioridade para superar crise, diz BC europeu"

Recuperar confiança é prioridade para superar crise, diz BC europeu.
FolhaNews
O presidente do Banco Central Europeu, Jean-Claude Trichet, disse nesta segunda-feira que instituições e governos concordam que a prioridade para combater a crise é a restauração da confiança. Ele advertiu ainda que há risco de novas "turbulências financeiras"."Todos temos o mesmo propósito de restabelecer a confiança, adotar medidas para ancorar com solidez as expectativas das famílias e empresas, e fixar as bases para uma volta à prosperidade sustentável", afirmou Trichet em discurso no Fórum Financeiro Global organizado hoje em Nova York pelo instituto de relações internacionais Chatham House.Nesse sentido explicou que a confiança no futuro é agora "o recurso mais escasso". "Nosso principal objetivo deve ser fortalecê-la em todos os níveis", afirmou.Na avaliação de Trichet, essa "pôde ser a primeira vez na história econômica em que uma só circunstância teve em poucos dias um efeito negativo e simultâneo em todas as famílias e empresas, tanto nos países industrializados quanto nas economias emergentes".EstabilizaçãoJá o presidente da Comissão Europeia, o órgão executivo da UE (União Europeia), José Manuel Durão Barroso, afirmou hoje em Atenas (Grécia) que a crise da economia mundial começou a ceder e que a implementação de medidas levará à estabilização."Apoio totalmente as declarações dos ministros de Economia do G7 (grupo dos sete países mais ricos) no fim de semana, de que a gravidade da crise financeira mundial começou a diminuir, e que após as medidas assumidas avançamos rumo à estabilização", disse Barroso depois de se reunir em Atenas com o primeiro-ministro grego, Costas Caramanlis."Agora devemos cumprir as decisões anunciadas e cuidar de reduzir as repercussões da crise nas camadas mais frágeis", acrescentou.

Reforma tributária pode aumentar PIB em 11,8%, estima Appy,mas a FIESP não gosta

Reforma tributária pode aumentar PIB em 11,8%, estima Appy.
Agência Brasil
A reforma tributária, em tramitação na Câmara dos Deputados, poderia causar um aumento de cerca de 11,8% no Produto Interno Bruto, ao final do prazo de transição, em 2021. A estimativa foi apresentada nesta segunda-feira (27/4) pelo secretário extraordinário de Reformas Econômicas e Fiscais do Ministério da Fazenda, Bernard Appy, em seminário sobre o assunto realizado na Faculdade de Economia e Administração da Universidade de São Paulo.A reforma traria ainda, entre outros benefícios, o fim da guerra fiscal entre os estados e a simplificação do sistema tributário. Para acabar com a disputa de incentivos entre as unidades da federação, o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) deixaria de ser cobrado nos estados de origem dos produtos e passaria a ser arrecadado no destino das mercadorias.Enquanto a Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins), a contribuição para o Programa de Integração Social (PIS) e o Salário Educação seriam fundidos em um único tributo, o Imposto sobre o Valor Acrescentado (IVA), de modo a descomplicar as tributações.No entanto, de acordo com o diretor do Departamento Jurídico da Federação das Indústria de São Paulo (Fiesp), Helcio Honda, o projeto apresentado desagrada ao setor. “Não é a reforma tributária que nós queremos”, enfatizou. Segundo ele o projeto não descomplica as regras de tributação e daria margem a aumentos abusivos das alíquotas do ICMS durante o período de transição do sistema tributário atual para o novo.O representante da Secretaria de Fazenda do Estado de São Paulo, Otávio Fineis Júnior, também demostrou preocupação sobre alguns pontos da proposta. Para ele, existem dúvidas quanto ao funcionamento do Fundo de Equalização, instrumento de equilíbrio na divisão da arrecadação entre os estados. Fines Júnior teme que haja penalisação de alguns estados pelas normas previstas na reforma. “São Paulo não pode arcar com os custos de qualquer reforma tributária”, afirmou.

A imprensa golpista fala mal do PAC,mas esconde a administração Serra

Novo traçado do Rodoanel afetará zona norte.
Proposta do governo de SP prevê cortar áreas povoadas ao lado da serra da Cantareira para fazer trecho norte do anel viárioGestão José Serra (PSDB), porém, não descartou traçado antigo, que passa por área de mananciais e foi criticado por ambientalistas.

JOSÉ ERNESTO CREDENDIO
DA REPORTAGEM LOCAL
O governo de São Paulo formulou uma nova proposta de traçado para o trecho norte do Rodoanel que corta áreas densamente povoadas ao lado da serra da Cantareira. A gestão José Serra (PSDB), porém, não descartou o traçado antigo, criticado por ambientalistas por afetar área de mananciais.Os dois possíveis trajetos do trecho norte, com cerca de 60 km cada um, estão detalhados na licitação aberta pela Dersa para a elaboração do EIA-Rima (Estudo-Relatório de Impacto Ambiental) da obra.A Secretaria dos Transportes não divulgou os custos nem quando pretende iniciar a construção, mas diz que o projeto básico ficará pronto no primeiro semestre de 2010.Em 2002, o Estado chegou a formular um EIA-Rima para o projeto de construir a via na região de Mairiporã, entre a rodovia D. Pedro e a serra da Cantareira, mas o projeto foi abandonado porque afetaria a qualidade e possivelmente a oferta de água no sistema Cantareira.Após realizar estudos e audiências públicas, a Secretaria Estadual do Meio Ambiente levou à Secretaria dos Transportes o veredicto: como estava, o traçado do trecho norte não teria viabilidade ambiental.Em março, a Folha revelou um estudo da Fusp (Fundação de Apoio à Universidade de São Paulo) que reforçou o argumento contra aquele traçado ao apontar a "iminência de colapso de abastecimento" na região metropolitana. Motivo: a capacidade de produção de água havia caído 5.100 litros/ segundo em cinco anos -suficiente para abastecer 2,5 milhões de pessoas por dia.O EIA-Rima, além de ser o documento necessário para a licença ambiental, também será referência para embasar a escolha por uma das opções.O novo percurso também começa a partir do final do trecho oeste, nas proximidades da rodovia dos Bandeirantes, segue até a avenida Inajar de Souza, margeia a serra da Cantareira em locais ocupados por condomínios e favelas, cruza a rodovia Fernão Dias e termina na via Dutra, em Guarulhos.O Rodoanel, principal obra viária do Estado, foi criado para retirar o tráfego pesado das vias urbanas da Grande SP.Até agora, somente o trecho oeste está pronto. O sul, que fará a ligação com o sistema Anchieta-Imigrantes, tem 70% das obras concluídas e deve ser inaugurado no próximo ano.Caso o Estado faça a opção pelo projeto antigo, o Rodoanel, além de afetar diretamente o sistema Cantareira, ficará cerca de 20 km mais longe da mancha urbana de São Paulo.Segundo a Folha apurou, o governo já vem discutindo com entidades ligadas ao ambiente sobre a nova proposta de traçado para a obra.O engenheiro Dario Rais Lopes, ex-secretário de Estado dos Transportes, afirma que não há diferença substancial no tempo que o motorista levará para percorrer o trecho norte pelo traçado agora proposto."A diferença é muito pequena, deve ser de uns dez minutos", afirma Rais, que conduziu os estudos para o trecho norte.O presidente em exercício do subcomitê Juqueri-Cantareira da Bacia Hidrográfica do Alto Tietê, Mário Cezar Lopes do Nascimento, afirma que, ao buscar um novo traçado, o governo "reconhece um erro"."O Estado está dando a mão à palmatória, porque, quando lutamos contra o primeiro projeto, estávamos certos. O Rodoanel é um mal necessário, e essa é a solução menos ruim."

segunda-feira, 27 de abril de 2009

Comentário lido no estadao.com.br na seção nacional.

Revolucao
Somente uma revolucao acabaria com esses abusos. Eu me lembro qdo o Lula em seu primeiro mandato, usou milhoes do nosso dinheiro p/ pagar a divida externa de Mocambique e mesmo assim foi re-eleito p/ um segundo mandato ai ele repetiu a dose e mandou milhoes dos nossos reais p/ a reconstrucao do Libano. E agora que a lei nao o permite ser re-eleito p/ um terceiro termo, o que vai acontecer se nao o mesmo que aconteceu na Russia. Ele vai eleger um laranja p/ o cargo e a exemplo de Vladimir Putin vai continuar legislando pos traz das cenas. O eleitor idiota vai fazer com que isso aconteca ai entao voces verao o Brasil se tornar em uma Somalia onde os piratas controlam tudo e o povo nao passa de meros escravos desses tiranos do poder. O povo brasileiro desesperadamente precisa de um "LIDER" com integridade e honestidade p/ colocar ordem na casa.

BLOG COM DUAS PÁGINAS E REPORTAGENS LONGAS,MAS INTERESSANTES.VEJA EM "POSTAGENS MAIS ANTIGAS"

PIG começa a fugir da raia:"Consumo deve crescer no Brasil, apesar da crise"

Consumo deve crescer no Brasil, apesar da crise.
Pesquisa mostra que aumento será pequeno, de 1,6%, mas significativo diante de cenário negativo no mundo.
Paula Pacheco
Crise, desemprego, falta de investimento privado, excesso de endividamento, aumento da inadimplência. Esse cenário não será suficiente para derrubar o consumo dos brasileiros ao longo deste ano. É o que constata o instituto de pesquisas Target Marketing, segundo dados do IPC-Target do Brasil em Foco 2009, antecipado pelo Estado.

De acordo com o estudo da Target, o consumo dos brasileiros chegará a R$ 1,863 trilhão neste ano. O aumento de 1,6% será pequeno em relação a 2008, mas não deixa de ser uma boa notícia diante de um cenário econômico tão incomum como o que se viu nos últimos seis meses.As despesas das famílias, aponta a pesquisa, crescerá mais do que o Produto Interno Bruto (PIB), que segundo o Banco Central (BC) tem previsão de aumento de 1,2% neste ano.De acordo com Marcos Pazzini, diretor da Target, nos últimos anos o consumo vinha caminhando para um crescimento mais acentuado da classe B."Em 2009, a classe B2, apesar de concentrar a maior parcela do potencial de consumo brasileiro, perdeu participação no total nacional e a classe C foi a que teve o crescimento mais significativo", explica Pazzini.As classes D e E também vão aumentar sua participação no bolo do consumo. Ainda segundo Pazzini, a classe A1 foi quem perdeu o maior potencial de consumo - 4,1% em 2009 ante 4,6% em 2008.Como o consumo na área rural (não só espaço agricultável, mas sem infraestrutura de água, esgoto e energia elétrica) deve se manter estável neste ano, o crescimento se concentrará nas cidades.
RENDA MAIOR
Entre os fatores que vão contribuir para o consumo, cita Fábio Romão, economista da LCA Consultores, estão o aumento da renda e o crescimento vegetativo da população. A menor pressão inflacionária também ajuda a compor o cenário mostrado pela Target, porque corrói menos os ganhos dos brasileiros.Outro fator que vai influenciar, diz Romão, é a antecipação do aumento do salário mínimo em um mês em relação ao ano passado.A estimativa da LCA é que, ainda que a macroeconomia abale o ritmo de crescimento das vendas do comércio e de geração de empregos que se via até o terceiro trimestre de 2008, é pouco provável que daqui até o fim do ano ocorra algo que mude a previsão de expansão do consumo.Alcides Leite, professor de economia da Trevisan Escola de Negócios, também acredita que haverá mais consumo, mesmo com a crise."Houve muito movimento do governo neste sentido, como a redução de impostos dos automóveis, dos materiais de construção e da linha branca. Além disso, foi anunciado o programa habitacional. Tudo tem algum tipo de influência positiva", lembra Leite. O especialista acredita que só a inflação ascendente poderá estragar os planos dos consumidores brasileiros. "Se os preços subirem, o Banco Central vai parar de baixar a taxa básica de juros (Selic) e haverá um impacto nos financiamentos. Consequentemente, as vendas podem cair", argumenta Leite. NÚMEROS
R$ 1,863 trilhãoé o valor que será destinado ao consumo este ano.
1,6%é o crescimento do consumo em relação a 2008.
1,2% é a previsão de crescimento para o PIB.

Lula: Especular sobre Dilma é burrice e desrespeito


Nos diálogos privados que manteve no final de semana, Lula disse que o câncer contra o qual passou a se bater Dilma Rousseff não muda “uma vírgula” nos seus planos.

Disse que a ministra “continua candidata” a 2010. Disse que quem especular em contrário, além de “desrespeitar” Dilma, “vai passar atestado de burrice”.

Dilma admite saída do governo para fazer campanha.

Brasília - Pré-candidata do PT à sucessão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, está tão otimista em relação ao sucesso do tratamento para combater o tumor detectado em seu sistema linfático que investe nos planos políticos e admite até mesmo a possibilidade de antecipar a saída do governo para se dedicar à campanha.Em conversas reservadas com amigos, no fim de semana, Dilma disse que, se tudo correr bem como preveem os médicos, o ideal será reforçar a maratona eleitoral a partir de janeiro de 2010, mesmo porque agora ficará difícil acumular as atividades.Apesar do ânimo demonstrado por Dilma, tudo dependerá de seu estado de saúde e o assunto é tratado com extrema cautela tanto no Palácio do Planalto como no PT. O afastamento antecipado da ministra, porém, não é consenso. Enquanto alguns avaliam que ela ficará sobrecarregada se tiver de "carregar" as funções de gerente do governo com a candidatura logo após passar por um tratamento delicado de saúde, com quimioterapia, outros acreditam que sua permanência na Casa Civil até o prazo-limite ainda é a melhor vitrine para a campanha. Pela lei, a ministra deve deixar o cargo até 3 de abril de 2010, seis meses antes do primeiro turno da eleição presidencial.Lula considerou "abominável" a especulação sobre a mudança de candidato do PT. Ficou ainda mais contrariado ao saber que a oposição vislumbra o PT ressuscitando a tese do terceiro mandato para ele, sob o argumento de que o partido não conta com outros nomes eleitoralmente fortes. Para o presidente, análises assim são "infundadas e desrespeitosas".
LICENÇA
No Planalto e na cúpula do PT não há, por enquanto, nenhum plano para troca de candidato. Na quinta-feira, quando foi informado por Dilma sobre a descoberta do linfoma - tumor no sistema linfático -, Lula chegou a perguntar a ela se gostaria de tirar licença para o tratamento. A ministra respondeu que não seria necessário. Garantiu que pode manter o ritmo de trabalho e até mesmo as viagens, intercalando os compromissos com acompanhamento médico durante quatro meses."Não exagere. Cuide-se!", recomendou o presidente à chefe da Casa Civil. Considerada "caxias", Dilma trabalha em média 14 horas por dia. Cuida de assuntos tão variados como o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), o plano nacional de habitação e a camada do pré-sal. Hoje, por exemplo, ela terá agenda cheia em Manaus, ao lado de Lula. Amanhã, também na capital do Amazonas, comandará mais uma reunião de balanço do PAC."A nossa preocupação inicial não é com a campanha, mas, sim, com o lado humano", afirmou o presidente do PT, deputado Ricardo Berzoini (SP). "De qualquer forma, todos os prognósticos médicos indicam que ela tem condições não só de manter sua atividade no governo como a candidatura e, no momento apropriado, vamos formalizar isso."Amigo de Dilma, o ex-ministro da Justiça Márcio Thomaz Bastos disse não ter dúvidas de que a chefe da Casa Civil vai superar a adversidade e ser candidata do PT. Thomaz Bastos almoçou no sábado com Dilma e com o ministro da Comunicação Social, Franklin Martins, logo após a entrevista coletiva concedida por ela no Hospital sírio-libanês.Num restaurante da Rua Amauri, nos Jardins, a ministra recebeu a solidariedade de vários eleitores e posou para fotos até com crianças. "Fiquei com a melhor impressão dela sob o aspecto psicológico e físico. Achei que Dilma está muito animada", contou Thomaz Bastos, que em 2007 enfrentou um câncer no pulmão e hoje está completamente curado.Nos bastidores, auxiliares de Lula avaliam que a divulgação da doença não só é importante para pôr fim às especulações como vai aproximar Dilma da população, "humanizando" a candidata. Mesmo enfrentando percalços nas negociações com o PMDB para compor as alianças de 2010, o governo espera que a chefe da Casa Civil atinja 20% da preferência do eleitorado até dezembro.

São Paulo(estado) não cumpre Lei de Responsabilidade Fiscal

Estados maquiam gasto com pessoal para cumprir a LRF.
Entre artifícios usados estão exclusão de despesas com pensões e supressão do IR pago.

Diferentes aplicações da lei dificultam avaliação da real situação financeira dos governos diante da previsão de queda de arrecadação.
CATIA SEABRADA
REPORTAGEM LOCAL
ANA MARIA DE FREITAS
DA REDAÇÃO
Do Oiapoque ao Chuí. E, com aval -ou até mesmo por força- de decisões dos tribunais de contas, pelo menos 21 Estados adotam interpretações legais que aliviam, no papel, o peso dos gastos com pessoal. Da exclusão de despesas com aposentados à supressão do Imposto de Renda pago, artifícios acabam por maquiar o impacto da folha sobre a arrecadação para a apuração da LRF (Lei de Responsabilidade Fiscal).A LRF fixa diferentes tetos de gastos com a folha de pagamento para os três Poderes. Um governo estadual pode gastar, por exemplo, até 49% do que arrecada com pessoal.Superados os limites -aplicáveis ao Judiciário, ao Ministério Público, às Assembleias e aos TCEs (Tribunais de Contas Estaduais)- o Estado tem um prazo de até dois quadrimestres para corte de gasto. Do contrário, perde direito às transferências voluntárias da União e a empréstimos.Mas as diferentes aplicações da mesma lei podem dificultar a avaliação do real comprometimento dos Estados neste ano pré-eleitoral.Uma delas é a retirada do Imposto de Renda do cálculo de despesa. Como empregador, o Estado paga ao servidor um salário bruto, do qual parte é retida para o IR. Só que, como são os Estados que ficam com o dinheiro, alguns não o computam como gasto nem como receita.Em resposta a questionários enviados pela reportagem a governos e TCEs, Rio Grande do Sul, Paraná, Tocantins, Goiás e Rondônia informaram que tiram o IR da conta.Já o Rio Grande do Norte chegou a ser alvo de ação do procurador-geral junto ao TCE-RN, Carlos Thompson Fernandes, pela adoção da mesma prática.Secretário-executivo e titular do Ministério do Planejamento durante a implantação da LRF, o hoje secretário estadual Guilherme Dias (ES) explica, com um exemplo hipotético, que a dedução pode funcionar como artifício para que o Estado declare um comprometimento menor com pessoal.Se um Estado arrecada R$ 100 e gasta R$ 65 com pessoal, sendo R$ 10 de IR, as despesas somam 65%. Mas, se o Estado excluir esses R$ 10, o percentual cairá para 61% (R$ 55 correspondem a 61% de R$ 90)."Essas manobras são como tirar o sofá da sala, porque a baixa capacidade de investimento do Estado continua", afirma Guilherme Dias.Estados como Goiás e Rio Grande do Sul não incluem os gastos com pensões. E, a exemplo de Rondônia e Tocantins, o TCE-MG exclui inativos e pensionistas do cálculo, sob o argumento de que "não podem ser contingenciados [congelados] pelos administradores".Embora o secretário de Finanças de Minas, Simão Cirineu, afirme que o Estado declara os gastos com aposentadorias e pensões, os outros Poderes -inclusive o TCE- estão liberados. Com isso, Minas -onde até o Executivo chegou à beira do limite prudencial- viu adiada a ameaça de retenção de repasses ao governo do Estado.Mas o próprio Cirineu reconhece que, com a queda de receita, o Estado está prestes a estourar o teto prudencial (de 46,55%), a partir do qual reajustes e contratações ficam proibidos. "O gasto com pessoal vai aumentar. Porque a receita está caindo, mas as despesas com pessoal não", explica.Na prestação de contas ao Tesouro, o governo do Amazonas também não declara gastos com inativos e pensionistas.Inspirado na Paraíba, o TCE-RN concentra no Executivo os registros de gastos com aposentadorias de outros Poderes.E, no Rio de Janeiro, a decisão do governo de engrossar, desde 2008, os cofres do fundo de previdência com royalties acabou afetando a relação do pessoal sobre a receita. Como o fundo cobriu os gastos com a aposentadoria e pensões, o dinheiro -que chegou a R$ 4,3 bilhões no ano passado- não foi registrado como despesa do Estado com inativos. Mas foi mantido entre a receita."Essa é uma incongruência da lei. Mas, mesmo que se exclua da base essa receita, o Rio fica bem abaixo dos limites", alega o subsecretária de Política Fiscal do Rio, George André Palermo, que chegou a fazer um cálculo, segundo o qual o gasto do Estado com pessoal passaria de 23,91% a 27,64%.No Espírito Santo e no Ceará, o registro da "receita cheia" -sem a declaração de benefícios fiscais concedidos- também alivia o impacto da despesa sobre a folha.Além de excluir verbas indenizatórias, como diárias e auxílio-alimentação, Santa Catarina descarta as despesas com "locação de mão-de-obra - serviços terceirizados".Está aí um dos pontos mais controversos. Pela LRF, "os contratos de terceirização de mão-de-obra que se referem à substituição de servidores e empregados públicos serão contabilizados como "outras despesas de pessoal". O manual do Tesouro dispensa os contratos que não se refiram a atividades fins de Estado.Com isso, Estados como São Paulo, Piauí, Amapá, Mato Grosso do Sul, Acre e Roraima não declaram qualquer gasto de mão-de-obra terceirizada. "Não estamos substituindo servidores por terceirizados", justifica o secretário de Fazenda do Estado de São Paulo, Mauro Ricardo Costa."Um dos problemas no cumprimento dos limites de despesa com pessoal é a diversidade de posicionamentos, todos visando sempre a flexibilizar os parâmetros", disse Thompson.

Café com o presidente:"Lula faz análise do atual momento econômico"

Presidente Lula faz análise do atual momento econômico.
Apresentador: Olá você em todo o Brasil. Eu sou Luciano Seixas e começa agora o programa Café com o Presidente, o programa de rádio do presidente Lula. Olá, presidente, como vai? Tudo bem?
Presidente: Tudo bem, Luciano.
Apresentador: Presidente, alguns indicadores econômicos mostram que o Brasil dá sinais de melhora. Podemos afirmar que o país entrou em um processo de recuperação?
Presidente: Luciano, primeiro é sempre importante a gente reiterar ao povo brasileiro que a crise chegou ao Brasil mais tarde do que chegou em outros países e a crise chegou, eu diria, muito mais por conta da ausência de crédito no mercado internacional. Nós tínhamos trinta por cento do crédito brasileiro tomado em dólares por empresas brasileiras, e que de repente esses dólares desapareceram, as empresas brasileiras se voltaram para o mercado interno, e nós não tínhamos dinheiro pra todo mundo. Além disso, os bancos ficaram seletivos e, pelo fato de ficarem seletivos, eles começaram a fazer mais exigências para evitar riscos e aumentaram o spread bancário. Isso causou um problema muito sério. Uma outra coisa que aconteceu, e que eu não canso de repetir, é que houve um pânico na sociedade. Ou seja, de tanto se falar em crise e mostrar o que estava acontecendo nos Estados Unidos, na Europa, no Japão, houve, por parte de uma parte dos brasileiros, um certo bloqueio na compra de produtos que numa situação normal eles continuariam comprando. Ora, quando o governo se deu conta disso, o governo tomou todas as medidas necessárias para que a crise fosse amenizada e começássemos a estirpar a crise no Brasil. Você está lembrado que nós tomamos a primeira medida de liberar o compulsório para que melhorássemos o financiamento, depois nós aportamos cem bilhões de reais ao BNDES [Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social], depois nós tomamos medida para ajudar a indústria automobilística voltar a produzir e, consequentemente, voltar a vender, porque esse era um problema sério. O Banco do Brasil comprou a Nossa Caixa em São Paulo, comprou cinqüenta por cento do Banco Votorantim. Colocamos dinheiro para ajudar os bancos pequenos a voltarem a funcionar o setor produtivo, sobretudo o capital de giro, colocamos dinheiro na agricultura brasileira, mantivemos todas as obras do PAC [Programa de Aceleração do Crescimento] e aumentamos os investimentos da Petrobras, numa demonstração de que era necessário para enfrentar a crise fazermos mais investimentos, termos mais ousadia do que se teve em qualquer outro momento da história do Brasil. Você está lembrado que acabamos de lançar um programa habitacional de um milhão de casas para ajudar a reativar a indústria da construção civil e, ao mesmo tempo, para diminuir o déficit habitacional no Brasil. Essas coisas são extremamente importantes, porque, antigamente, quando tinha uma crise, o quê acontecia? Acontecia que o governo parava de investir, aí aumentava-se juro, aumentava-se spread bancário, ou seja, e o Brasil entrava em crise porque diminuiu o emprego. Nós tomamos todas as medidas para evitar que isso acontecesse. Nós estamos, sem nenhum otimismo, vendo melhoras na situação da economia brasileira.

Apresentador: Você está ouvindo o Café com o Presidente, o programa de rádio do Presidente Lula, hoje fazendo uma avaliação da economia. Presidente, o senhor mostrou aí um retrato de como a crise atingiu o nosso país e as medidas adotadas para fortalecer o Brasil. Que números mostram a melhora da economia?
Presidente: Olha, os números que mostram a melhora da economia são, por exemplo, a indústria automobilística brasileira. Ela voltou a produzir em março mais do que ela produziu em março do ano passado. A Caixa Econômica Federal contratou no primeiro trimestre o dobro do que ela contratou no primeiro trimestre do ano passado. Os programas que nós lançamos, e o fato de nós termos decidido que várias obras do PAC vão começar a trabalhar em dois turnos, pra gente gerar mais empregos, e o crescimento do varejo, ou seja, o varejo no Brasil não decresceu. Ele cresceu. As pessoas estão comprando. Mais recentemente nós anunciamos a redução de imposto para geladeira, fogão, ou seja, numa demonstração de que o governo está com muita disposição de fazer com que a economia volte a crescer rapidamente, porque não existe milagre. O que existe são medidas concretas para motivar o consumidor brasileiro a consumir, o comércio vender e a indústria produzir. Isso vai gerar emprego, vai gerar renda. Obviamente, que, ao mesmo tempo, Luciano, nós estamos torcendo para que a crise nos Estados Unidos diminua, para que a crise na Europa diminua, para que a crise no Japão diminua, porque são países, sabe, grandes exportadores, grandes produtores, grandes consumidores, e se eles estiverem bem, a economia mundial tende a estar melhor. E o Brasil, eu posso assegurar, continua sendo um país com maiores possibilidades de sair dessa crise muito fortalecido, porque a crise chegou aqui, mas não chegou na intensidade que ela está nos Estados Unidos ou que ela está na Europa. Ou seja, nós estamos mostrando que o Brasil estava mais preparado. E isso não é reconhecido por mim. Isso é reconhecido por todas as instituições multilaterais de financiamento, é conhecido por todos os governos, é conhecido pelo sistema financeiro internacional, de forma que nós precisamos ter tranqüilidade, continuar trabalhando com muita seriedade, saber que a crise é profunda, que é delicada e que o Brasil precisa continuar agindo da forma que está agindo para que a gente sofra menos e possa sair rapidamente dela, fazendo com que o Brasil dê um salto de qualidade.
Apresentador: Muito obrigado presidente Lula. Até a semana que vem.
Presidente: Obrigado, você, Luciano, e até a próxima semana.
Apresentador: O próximo Café com o Presidente vem na próxima segunda-feira. Até lá.

Estrangeiros abrem corretoras no Brasil.PIG começa sua derrocada rumo ao descrédito

Estrangeiros abrem corretoras no Brasil.
SAMANTHA LIMA

da Folha de S.Paulo, no Rio
A crise atingiu em cheio as instituições financeiras estrangeiras. Mas não foi suficiente para cancelar os planos de algumas de entrar no mercado brasileiro de corretagem de ações. Desde fevereiro, o norte-americano Goldman Sachs e o espanhol CM Capital Markets estão atendendo brasileiros no mercado de ações. Neste mês, foi a vez do escritório brasileiro da britânica Icap, a maior corretora do mundo. Até o fim do ano, deve chegar ao setor o também britânico Barclays.
"Pelo menos outras três instituições asiáticas estão negociando para entrar no Brasil", diz Paulo Oliveira, diretor-executivo de novos negócios da BM&FBovespa.
Em todos os casos, os planos de entrar no Brasil vieram antes da crise. "Não recebi nenhuma ordem para segurar ou interromper os planos", afirma Alan Gandelman, presidente da Icap Brasil.
A abertura das novas corretoras chama a atenção pelo momento de crise no exterior e também por ter ocorrido posteriormente à euforia dos IPOs (oferta inicial de ações) na Bolsa de Valores, entre os anos de 2005 e 2007, e à da concessão ao Brasil do "grau de investimento", em abril de 2008.
Mas, naquele momento, o mercado estava fechado às novas corretoras. Até o ano passado, o setor era um clube fechado. Só as corretoras antigas, que detinham uma espécie de título, podiam operar. A entrada de novas corretoras somente era possível com a aquisição de uma instituição já em funcionamento. Somente após a abertura de capital e fusão da BM&F e da Bovespa, no ano passado, foi aberto o acesso a outras corretoras.
"Os estrangeiros acham que, pelo fato de o setor financeiro brasileiro ter enfrentado a crise com poucos arranhões, passamos pelo teste. O executivo de uma corretora americana costuma dizer que Bric começa com B de Brasil", diz Oliveira.
Outra razão mira o longo prazo. Segundo Gandelman, a matriz da Icap espera que a operação brasileira atinja o terceiro lugar em importância --e receita-- em menos de cinco anos. Terá que superar outros 30 mercados, ficando atrás apenas de Inglaterra e EUA.
A Icap, chegou ao Brasil em 2007, para dar entrada no BC no pedido para operar como corretora. Em novembro do ano passado, comprou a corretora brasileira Arkhe, especializada em derivativos na BM&F. E agora a corretora inicia o atendimento ao varejo.
Pessoa física
Duas das novas corretoras, CM Capital e Icap, declaram ter estratégia para crescer no ranking das corretoras que atendem o investidor pessoa física na Bolsa via homebroker --sistema de negociação de ações por meio da internet.
Para a CM, atender pessoa física aqui diverge do que a instituição faz no resto do mundo. "Mostramos à matriz que o potencial desse mercado é muito grande", diz Eduardo Nonaka, diretor administrativo da CM Capital no Brasil.
Nenhuma corretora revela quanto vai investir no Brasil. Mas, considerando-se apenas os custos para se habilitar e se qualificar junto à BM&FBovespa -que chegam a R$ 30 milhões -, é preciso fôlego.
Embora o mercado seja pulverizado, Icap e CM Capital Markets descartam estar procurando concorrentes para comprar. Mesmo que o mercado não esteja a maravilha em que se encontrava há um ano, a Icap avalia o momento como perfeito para iniciar uma operação.

AirViúva, a preferida dos milionários

ELIO GASPARI
AirViúva, a preferida dos milionários.
Só a voracidade explica que os cinco maiores turistas da Câmara tenham patrimônio superior a R$ 1 milhão.
UM CRUZAMENTO da lista dos deputados que foram ao exterior com o dinheiro da Viúva e as declarações patrimoniais de cada um deles à Justiça Eleitoral em 2006 informa: A média do ervanário de 214 parlamentares que listaram bens fica em R$ 2,8 milhões. Os cinco deputados que mais viajaram (Dagoberto Nogueira, Léo Alcantara, Marcelo Teixeira, Arnaldo Faria de Sá e Jilmar Tatto, com 167 passagens), são todos milionários.Há algo de voracidade nisso, sobretudo quando se vê que os dois deputados mais ricos da lista, Odilio Balbinotti (R$ 123,8 milhões) e Sandro Mabel (R$ 70 milhões) tungaram a Viúva em apenas dez bilhetes.Se eles não tivessem tirado essas passagens, a média patrimonial dos viajantes cairia para pouco mais de R$ 1 milhão.Num caso, o cruzamento da exuberância turística contraria a modéstia patrimonial. O deputado Paulo Henrique Lustosa beneficiou-se com 24 bilhetes no circuito Paris-Madri-Nova York, mas seu patrimônio declarado resume-se a R$ 145 mil.A defesa da farra no plenário da Câmara indica apenas que os doutores não estão entendendo nada. Quem paga essas contas é uma patuleia que pouco viaja ao exterior e, quando o faz, economiza centavos para comprar um iPod pela metade do preço.O presidente da Câmara, deputado Michel Temer, bem como o senador José Sarney, são parlamentares experimentados e sabem que a lista de deputados viajantes divulgada pela turma do Congresso em Foco é apenas um aperitivo. Vem aí uma chuva de meteoritos. (Como a chuva ainda não ocorreu, é impossível assegurar a composição química do meteorito, mas pode-se supô-la.) Temer e Sarney podem explicar aos seus pares que não há outro caminho. Devem contar ao baixo clero que Adolf Eichmann, o homem mais procurado do século passado, escondeu-se na periferia miserável de Buenos Aires e foi descoberto por um cego.(Essa história vai contada logo abaixo.) Os alemães não queriam procurar seus bandidos, os americanos queriam cooptá-los. Em suma, parecia melhor fingir que não se via. O cego viu.

QUANDO NINGUÉM VIA, O CEGO ENXERGOU
O coronel Adolf Eichmann, da tropa de elite nazista, foi o gerente da máquina de extermínio que matou cerca de 6 milhões de judeus.Acabada a guerra, escondeu-se e, em 1950, fugiu para a Itália. De lá foi para a Argentina. (Seu navio passou rapidamente pelo Rio.)Com o nome de Ricardo Klement, Eichmann viveu entre fracassos e pequenos empregos. Morava com a mulher e os dois filhos na periferia de Buenos Aires, numa casa sem água, luz ou esgoto. Fingia ser o segundo marido da viúva do coronel, mas os filhos usavam seu sobrenome. Um deles, Nick, defendeu o extermínio dos judeus durante uma conversa na casa de uma namorada. O pai da garota, Lothar Hermann, era um advogado cego que ocultava sua ascendência judaica e perdera a visão na Alemanha, depois de uma surra de nazistas. Ele passou suas suspeitas adiante. Em 1958, um agente do Mossad foi mandado a Buenos Aires, vigiou a casa onde vivia o suspeito e concluiu que o poderoso Eichmann jamais viveria num fim de mundo. Acreditava-se que ele enriquecera pilhando e extorquindo judeus.Lothar Hermann insistiu. Um segundo agente reuniu-se com ele e, a partir daí, a operação começou a ser montada. O resto é história.Eichmann foi capturado em maio de 1960 quando desceu de um ônibus.Levado secretamente para Tel Aviv, foi julgado e enforcado em 1962.(Essa história não é nova, mas está muito bem contada num livro que acaba de sair nos Estados Unidos: "Hunting Eichmann" -"Caçando Eichmann"- do jornalista Neal Bascomb.)

Salvador-Bahia no New York Times




36 Horas em Salvador: Vida noturna, candomblé e acarajé na capital da Bahia.
SETH KUGEL


New York Times Syndicate
Fora a semana do Carnaval, quando a ênfase claramente está no presente, a cidade de Salvador parece quase obcecada pelo seu passado africano. Em nenhum outro lugar no Brasil a profunda influência de três séculos e meio de escravidão é tão óbvia, da cor da pele das pessoas à cor de seus alimentos (frequentemente laranja, devido ao uso ubíquo do óleo de dendê); da profunda influência das tradições religiosas de origem africana do candomblé aos ritmos musicais do axé e do samba. No bairro do Rio Vermelho, lar da vida noturna mais agitada desta cidade na Baía de Todos os Santos, até mesmo os garotos descolados evitam os bares e restaurantes mais chiques em prol das praças públicas, bebendo cerveja e comendo o tradicional acarajé, uma massa frita de feijão fradinho de origem africana.
Sexta-feira15h - Arte nova, ambiente colonialO público Museu de Arte Moderna da Bahia, ou MAM (Avenida Contorno; 71-3117-6141;
www.mam.ba.gov.br), exibe artistas contemporâneos, mas ainda assim está inseparavelmente ligado ao passado baiano. O MAM fica localizado ao longo da costa no Solar do Unhão, um complexo colonial do século 17 que agora abriga instituições culturais e eventos. A coleção do museu inclui artistas brasileiros proeminentes do século 20 como Tarsila do Amaral e Di Cavalcanti.18h - Guerra das baianasPasse sua primeira noite no bairro do Rio Vermelho, onde a ação começa no happy hour. Escolha uma praça e pegue uma das mesas servidas por garçons dos bares próximos. Então envie um amigo para esperar na fila nas barracas onde mulheres vestindo os trajes tradicionais de baiana preparam o acarajé, bolinhos de massa frita em óleo de dendê até ficarem crocantes, e que então as partem no meio e recheiam de molhos, camarão e pimenta malagueta (R$ 4). As barracas são conhecidas pelos nomes de suas fundadoras: a barraca mais agradável é onda a famosa Dinha foi mestre do acarajé até sua morte no ano passado. Felizmente, a barraca que leva seu nome prosseguiu sem ela (Largo de Santana; 71-3334-4350).
Baiana prepara acarajé na região de Rio Vermelho
MAIS FOTOS DE SALVADOR
GUIA DE DESTINOS: SALVADOR
20h - África via BrasilPerto do Largo da Cira fica o adorável restaurante baiano Dona Mariquita (Rua do Meio, 178; 71-3334-6947; www.donamariquita.com.br). O interior é decorado como um terreiro de candomblé (onde as cerimônias religiosas são realizadas), com telhado de palha, paredes brancas e toques de cor distribuídos de forma parcimoniosa. Leila Carreiro, a proprietária, encheu o cardápio com pratos tradicionais com influência africana que estavam sendo esquecidos, como o arroz-de-hauçá (R$ 36), uma porção de arroz de coco, charque desfiado e molho de camarão defumado com azeite dendê e cebola.


22h - Beco do FrançaA menos que esteja chovendo, seria tolice ficar sentado no interior do Boteco do França (Rua Borges dos Reis, 24A; 71-3334-2734); em vez disso, encontre uma mesa vazia no beco estreito entre o bar e a igreja evangélica vizinha, conhecido afetuosamente como Beco do França (um dos proprietários do bar). Os transeuntes se desviam das mesas para usar o beco como um atalho entre as duas ruas principais.Meia-noite - Troca de pneuHá um velho ditado baiano: "Me mostre uma borracharia e eu lhe mostrarei a casa noturna mais bacana da cidade". Ok, não é um velho ditado, mas poderia ser. A Borracharia (Rua Conselheiro Pedro Luís, 101-A; 71-9142-0456) é literalmente uma borracharia de dia, como seu dono sem camisa e barrigudo pode provar. À noite, os pneus são empilhados, o bar abre, o D.J. chega e a festa começa.
Sábado11h - A cidade velha


É muito fácil passar toda uma tarde nas ruas íngremes e de paralelepípedos do bairro do Pelourinho. Ele foi recuperado de sua reputação decadente, de prostituição e criminalidade, nos anos 1980, se transformando na atual versão turística, mas ainda assim irresistível. Circule pelo impressionante interior barroco revestido de ouro da Igreja e Convento de São Francisco (Terreiro de Jesus; 71-3322-6430), compre um coco de um vendedor ambulante ou, se tiver sorte, se depare com o ensaio ensurdecedor ao ar livre dos jovens percussionistas da escola de música Olodum.16h - Estampas afro-brasileirasHá muitas lojas de artesanato e design de qualidade variada no Pelourinho. Uma com a qual você pode contar é a Didara Design by Goya Lopes (Rua Gregório de Matos, 20; 71-3321-9428; www.didara.com.br) que exibe as famosas estampas de temas africanos de Lopes - pessoas, animais, abstratos - em camisetas, vestidos, aventais, travesseiros e tecidos comprados por metro. De luxo, mas com preço não inacessível (tops elegantes para mulheres custam a partir de R$ 42), seu trabalho é tão soteropolitano quanto o acarajé.


17h - Café com vista


É fácil esquecer que você está na Cidade Alta, mas você logo se lembrará ao caminhar até o Cafélier (Rua do Carmo, 50; 71-3241-5095; www.cafelier.com.br), no bairro de Santo Antônio do centro histórico. O café, que mais parece uma loja de antiguidades, oferece uma vista impressionante da baía. Tire uma foto; você pode remover depois com o Photoshop qualquer navio de cruzeiro intrometido.19h30 - Manobras defensivasO Forte Santo Antônio Além do Carmo (no final do Largo de Santo Antônio; 71-3117-1488), um ex-forte e presídio, atualmente é conhecido como o Forte da Capoeira, um centro para a forma de dança e artes marciais que nasceu das tradições dos escravos africanos.


É possível realizar nos dias úteis uma visita mais completa (R$ 3), mas na noite de sábado às 19h30, entre gratuitamente e siga o ritmo até a sala de aula, onde mestre e alunos praticam.


21h - Jantar no jardim


O caos do Pelourinho desaparece assim que você ingressa no jardim do Maria Mata Mouro (Rua da Ordem Terceira, 8; 71-3321-3929; www.mariamatamouro.com.br) e se senta sob um florido jasmim-manga. O cardápio é tão internacional que você pode ficar tentado a ignorar a tradicional moqueca de peixe. Mas certifique-se de que pelo menos alguém de seu grupo peça (o cardápio diz que a porção é para dois -a R$ 76- mas é possível pedir meia porção); o restaurante prepara uma versão mais leve do prato do que a maioria e o executa com perfeição.


22h - Hora da saideira


O Pelourinho não é um Rio Vermelho no que se refere à vida noturna, mas é possível parar para uma cerveja e música ao vivo em quase toda parte, ou tomar a saideira no O Cravinho (Terreiro de Jesus, 3; 71-3322-6759), um bar escuro de mesas de madeira pesadas que serve cachaça, o licor de cana-de-açúcar brasileiro, e infusões. A infusão que lhe dá nome leva cravo, mas há algo para todos - casca de laranja ou gengibre, por exemplo. Há momentos que exigem cautela no Pelourinho - ele pode ser perigoso à noite - mas os táxis na praça central ficam à espera para levar você para casa.
Bar O Cravinho, no Pelourinho
MAIS FOTOS DE SALVADOR
GUIA DE DESTINOS: SALVADOR
MAIS 36 HORAS DO NYT
DomingoMeio-dia - Saindo da cidadeVale a pena fazer a viagem de táxi de 20 ou 30 minutos até Boca de Galinha (Rua da Estação, 58; 71-3398-1232) para conferir a receita de sucesso descoberta pelo proprietário, Nilton Souza: Encontre um imóvel decadente. Monte algumas mesas na sacada com vista para a baía. Escrava o cardápio diário de moquecas e peixe frito à mão em cadernos escolares. Para evitar a espera, chegue ao meio-dia.


14h - Sobremesa e milagres


Não é preciso pegar um táxi para voltar à cidade. Se informe onde fica a balsa próxima que levará você até o outro lado da baía, para o bairro da Ribeira. Pare na Sorveteria da Ribeira (Largo da Ribeira, 87; 71-3316-5451) e tente descobrir qual fruta exótica misteriosa dá o melhor sorvete: Siriguela? Graviola? Umbú? Cupuaçú? Então tome um táxi rápido (ou caminhe cerca de dois quilômetros) até a igreja mais famosa de Salvador, Nosso Senhor do Bonfim (Praça Senhor do Bonfim; 71-3316-2196), onde réplicas de partes do corpo deixadas como agradecimento estão em exibição na Sala dos Milagres.
O básico


Como chegar lá


Várias companhias aéreas fazem a viagem de São Paulo a Salvador. Uma viagem de táxi do aeroporto até a cidade custa pelo menos R$ 60, nos carros brancos com a inscrição "Táxi Comum".Onde ficarAqueles que querem ficar próximos do Pelourinho podem experimentar a Casa do Amarelindo (Rua das Portas do Carmo, 6; 71-3266-8550, casadoamarelindo.com.br), um pequeno hotel aconchegante. As diárias custam a partir de R$ 259 (R$ 345 na alta temporada). As opções de hotel no Rio Vermelho variam de quartos com vistas extraordinárias no Pestana Bahia (Rua Fonte do Boi, 216; 71-2103-8000, www.pestana.com), à partir de R$ 260 a noite, a quartos à partir de R$ 161 no Hotel Catharina Paraguaçu (Rua João Gomes, 128; 71-3334-0089; www.hotelcatharinaparaguacu.com.br), um oásis repleto de arte no meio da vida noturna agitada do Rio Vermelho.


Tradução: George El Khouri Andolfato