sábado, 31 de outubro de 2009

CONCLUSÃO ERRADA,EM UMA LICITAÇÃO DE OBRAS,NORMALMENTE CONCORRÊNCIA, O PAGAMENTO É FEITO ATRAVÉS DE CRONOGRAMA DAS OBRAS EXECUTADAS

Blog do Josias: Dos R$ 27 bi destinados ao PAC para 2009, só R$ 3,8 bi foram liberados
Significa dizer que o governo já contratou as despesas, mas só vai pagar no ano da graça eleitoral de 2010.

Mais um do PSDB enrolado com a justiça: STF deve analisar se abre ação penal contra Azevedo no dia 4

STF deve analisar se abre ação penal contra Azevedo no dia 4.
Denúncia foi apresentada ao Supremo pelo ex-procurador geral da República Antonio Fernando Souza
estadao.com.br
SÃO PAULO - O Supremo Tribunal Federal (STF) deve analisar, no próximo dia 4 de novembro, se aceita a denúncia contra o senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG) pelos fatos apurados sobre o seu envolvimento no mensalão mineiro. A denúncia foi apresentada à Corte pelo ex-procurador geral da República (PGR) Antonio Fernando Souza.
Nesta fase, os ministros analisam se a denúncia apresenta indícios de autoria e materialidade dos crimes apontados pelo procurador. Presentes estes indícios, a denúncia é recebida e a Corte abre ação penal contra o investigado, que se torna réu. Se os ministros considerarem ausentes esses indícios, a denúncia é rejeitada e o inquérito é arquivado.
Na denúncia, o senador e outros investigados - incluindo o publicitário Marcos Valério - são acusados de montar e gerir um suposto esquema de "caixa dois" durante a campanha para a reeleição de Azeredo ao governo de Minas Gerais, em 1998. Os crimes imputados incluem peculato (artigo 312 do Código Penal) e lavagem de dinheiro (Lei 9.613/98).
O ex-procurador escreveu na denúncia: "Com o aprofundamento da investigação desenvolvida no âmbito do Inquérito 2245, percebeu-se que o modus operandi dos fatos criminosos ali apurados teve a sua origem no período da campanha para governador do Estado de Minas Gerais no ano de 1998. Diante dessa constatação, o Inquérito 2245 foi desmembrado, resultando na instauração do Inquérito 2280, que passou a ter como objetivo desvendar os crimes perpetrados no ano de 1998 no contexto da campanha de reeleição do então governador do Estado de Minas Gerais Eduardo Azeredo".
Em novembro de 2007, o Ministério Público ofertou a denúncia. Em maio de 2009, o relator do caso, ministro Joaquim Barbosa, decidiu desmembrar o inquérito, acolhendo pedido formulado pelos investigados Eduardo Guedes, Marcos Valério e Cláudio Mourão. Com a decisão, apenas o senador Eduardo Azeredo, que detém a prerrogativa de ser investigado pela Suprema Corte, continuou sendo investigado no STF. O processo contra os demais acusados foi remetido ao juízo federal da seção judiciária de Minas Gerais, competente para o processo e julgamento dos crimes narrados na denúncia.
Com informações do STF

Petrobrás e PDVSA assinam acordo sobre refinaria em PE

Petrobrás e PDVSA assinam acordo sobre refinaria em PE.
Instalação será feita em Abreu e Lima e terá capacidade de refino de 230 mil barris diários
Efe
EL TIGRE - A Petrobrás e a estatal venezuelana PDVSA assinaram nesta sexta-feira, 30, um acordo para a construção e operação conjunta da refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco, que terá uma capacidade de refino de 230 mil barris diários e deve começar a operar em 2011.
As duas estatais também assinaram outros acordos, entre eles um para a exploração de campos maduros de petróleo no lago Maracaibo, no oeste venezuelano.
No total, 15 convênios em diversas áreas foram assinados durante o sétimo encontro trimestral entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e seu colega venezuelano, Hugo Chávez, realizado na cidade de El Tigre, no leste do país.
PDVSA e Petrobras negociavam o acordo desde 2005, mas divergências estenderam o processo ao ponto de a estatal brasileira iniciar a construção da refinaria no ano passado de forma unilateral.
No último dia 7, a Petrobras informou que já investiu quase US$ 1 bilhão na construção da refinaria. Por isso, a partir de agora, com o acordo fechado, a PDVSA terá que assumir a parte que lhe corresponde desse valor, cerca de US$ 400 milhões.

Lula e Chávez fecham 15 acordos comerciais e de energia

Lula e Chávez fecham 15 acordos comerciais e de energia.
France Presse
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e seu colega venezuelano, Hugo Chávez, assinaram nesta sexta-feira, na Venezuela, 15 acordos de cooperação, envolvendo principalmente as áreas de energia e petróleo.Os convênios foram firmados na cidade de El Tigre, 320 km a sudeste de Caracas, onde Lula concluiu sua visita de dois dias à Venezuela.
Durante a viagem de Lula, Petrobras e Petróleos de Venezuela (PDVSA) assinaram finalmente o compromisso para que a Venezuela se some ao projeto da refinaria Abreu e Lima, na região do Recife, com participação de 40%.A capacidade da refinaria, que deverá entrar em funcionamento em 2011, é estimada em 230.000 barris diários.Por falta de acordo com a Venezuela, o Brasil iniciou sozinho a construção desta instalação, com um custo estimado de 12 bilhões de dólares.Segundo o ministro venezuelano de Energia, Rafael Ramírez, no acordo se definem "os termos pelos quais a PDVSA ingressa como acionista do projeto de construção e na operação da refinaria Abreu e Lima".A PDVSA também assinou um contrato com a brasileira Odebrecht para a exploração de petróleo e gás no estado de Zulia (oeste), com a formação de um consórcio entre as duas empresas.Brasil e Venezuela firmaram ainda convênios petroquímicos e um projeto de desenvolvimento do eixo "Puerto Ordaz-Manaus", que envolve a instalação de distinas "empresas socialistas" com a cooperação brasileira.Chávez destacou que o Brasil trabalhará na "implementação da radiodifusão digital terrestre" na Venezuela, incluindo sua industrialização, com a produção de "milhões de televisores e telefones celulares".O Brasil também vai cooperar com a Venezuela na construção de casas em Caracas, e em projetos nas áreas de saúde e esportes.Segundo Chávez, o acordo esportivo é "um convênio para proteger o Brasil da ofensiva do futebol" venezuelano.

Violência continua a crescer em São Paulo

Violência continua a crescerem São Paulo.
A comparação entre o 3º trimestre de 2008 com o deste ano aponta aumento nos crimes contra a vida e o patrimônioOs sequestros, por exemplo, subiram 136%; Secretaria da Segurança Pública da gestão José Serra (PSDB) não se manifestou sobre os índices
ANDRÉ CARAMANTE DA REPORTAGEM LOCAL

Pelo terceiro trimestre seguido neste ano, a violência continuou a crescer no Estado de São Paulo. Dados divulgados na noite de ontem pela Secretaria da Segurança Pública da gestão José Serra (PSDB) apontam o aumento em praticamente todos os tipos de crime.A comparação do 3º trimestre de 2008 com o mesmo período deste ano revela que subiram os crimes de sequestro, homicídio doloso (intencional), estupro, roubo, furto, roubo e furto de veículos e também o roubo de cargas e de bancos.Em todo o Estado, foram assassinadas 1.119 pessoas nos meses de julho a setembro deste ano -um aumento de 3% em relação a 2008. Na cidade de São Paulo, porém, houve queda de 8,2% -de 317 para 291, mais de três assassinatos por dia.A variação mais alta foi contabilizada nos crimes de sequestro: 136% -11 casos em 2008 e 26 agora. O total de pessoas mortas em latrocínios (roubo seguido de morte) subiu 14% -74 para 82 vítimas.Principal bandeira do atual secretário da Segurança Pública, Antonio Ferreira Pinto, que assumiu a pasta em março com a promessa de combater os crimes contra o patrimônio, roubos e furtos tiveram alta de 18% e 6%, respectivamente.Em maio, quando os números referentes ao 1º trimestre do ano já apontavam para o aumento da criminalidade no Estado, o governo atribuiu o problema à crise econômica.Com 64.399 roubos registrados, o 3º trimestre deste ano entrou para a história como o período em que mais crimes desse tipo ocorreram em todo o Estado. A marca negativa anterior (63.729) havia sido registrada no 2º trimestre deste ano. Na comparação com o 3º trimestre do ano passado, os roubos aumentaram 18% agora.O total de roubos (64.399) não inclui os casos de roubo de veículos, a bancos e de cargas.O furto, delito que historicamente sempre foi o mais registrado nas estatísticas da criminalidade, subiu 6%.No caso de crimes de estupro, houve aumento de 52% (de 863 para 1.311), mas a variação, segundo nota oficial da Segurança Pública, ocorreu por causa da mudança na lei, que passou a considerar estupro também casos de "atos libidinosos" e "atentados violentos ao pudor".Ninguém falaLogo após a divulgação dos dados da violência na noite de ontem, na página da pasta, o porta-voz da Secretaria da Segurança Pública, Enio Lucciola Lopes Gonçalves, disse à Folha que ninguém do órgão iria se manifestar sobre os dados "por causa do horário".Segundo Gonçalves, parte das explicações foi dada em uma "nota explicativa" no site www.ssp.sp.gov.br/estatisticas. Mas, na própria nota, há divergências. Pelo texto, foram 62.308 roubos no Estado. No quadro abaixo da informação, porém, o total que aparece é de 64.399.

Mendes ameniza comentários sobre viagem de Lula e Dilma

Mendes ameniza comentários sobre viagem de Lula e Dilma.
Segundo presidente do STF, "pode ser" que ele e Lula tenham leituras diferentes da lei eleitoral
Fátima Lessa - Especial para o Estado
CUIABÁ - Sem querer polemizar sobre a viagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva às obras de transposição do rio São Francisco, acompanhado da ministra -chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, e pré-candidata do PT á presidência da República em 2010, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ministro Gilmar Mendes, preferiu contemporizar e se ateve a dizer que o presidente e ele fazem leituras diferentes da legislação eleitoral. "Pode ser que ele faça uma leitura e eu outra", disse durante coletiva nesta sexta-feira, 30, em Cuiabá. Ele deixou entender que qualquer comentário "pode ser emissão de juízo".
O ministro esteve em Cuiabá para formalização de termos de cooperação técnica que beneficiarão, neste primeiro momento pelos menos 1080 reeducandos no estado de Mato Grosso. Pelos acordos firmados serão oferecidos cursos de profissionalização - visando à reinserção no mercado de trabalho - de presos em liberdade provisória e em progressão de regime. Para 860 deles serão oferecidos cursos de eletricistas, encanador,auxiliar administrativo e artesanato por órgãos do Estado. O Serviço Nacional da Indústria (SENAI) vai ofertar cursos em diversas áreas que beneficiarão 200 reeducandos. Os cursos deverão acontecer ao longo dos próximos 12 meses.
Nesta sexta-feira também foi assinado um protocolo de intenções para a contratação de dez reeducandos dentro do programa "Começar de Novo" lançado este ano pelo CNJ e objetiva sensibilizar a população para recolocação no mercado de trabalho e na sociedade de presos libertados após o cumprimento das penas. Ainda em Cuiabá, o ministro formalizou a implantação em Mato Grosso do Núcleo de Advocacia Voluntária no Estado para assistência judiciária a presos e familiares.Também foi lançado o segundo mutirão carcerário em MT previsto para abril de 2010.
No primeiro mutirão realizado em abril deste ano pela Corregedoria Geral de Justiça de Mato Grosso (CGJMT) foram visitadas 49 cadeias, seis penitenciárias, uma colônia agrícola e um presídio militar. Na ocasião foram ouvidos 11 mil reeducandos, analisados e despachados 5.754 processos e 664 reeducandos receberam os benefícios proporcionados pela lei.
O ministro Gilmar Mendes disse que a expectativa é que a formação continuada favoreça a redução da reincidência e facilite a reinserção social daqueles que saem do sistema prisional após cumprirem suas penas. Ele afirmou ainda que os mutirões poderão diminuir a carência de vagas nos presídios em Mato Grosso.O estado tem hoje um déficit de seis mil vagas.Os termos foram formalizados pelo ministro Gilmar Mendes, o presidente em substituição do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, desembargador Paulo da Cunha, secretarias de Estado, Ordem dos Advogados em MT e a Fundação Nova Chance, do CNJ.

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

SERRA PLANEJA A PRIVATIZAÇÃO DAS EMPRESAS PÚBLICAS BRASILEIRAS,AUMENTO DE GASTOS COM PROPAGANDA NA IMPRENSA CORRUPTA E GOVERNO DITATORIAL

SERRA TERÁ TODO O APOIO DA IMPRENSA CORRUPTA,GOLPISTA E RACISTA BRASILEIRA.O PLANO É TOMAR O ERÁRIO PARA UTILIZAR EM BENEFÍCIO PRÓPRIO E DOS AMIGOS

SERRA TEM A MESMA VISÃO DO DESASTROSO FHC.AUMENTO DIFERENCIADO PARA 20%DOS PROFESSORES E NENHUM AUMENTO PARA O RESTANTE 80%

SERRA QUER VOLTAR COM AS MESMAS AÇÕES DESASTROSAS DE FHC.APOSENTADO É VAGABUNDO E TERCEIRIZAÇÃO DO ESTADO BRASILEIRO

O Rio e a hipocrisia: somos todos culpados.Sandra Crespo explica didaticamente e choca os cínicos e críticos

O Rio e a hipocrisia: somos todos culpados.
Sandra Crespo
Cenas de violência e barbárie no Rio de Janeiro voltaram a chocar o Brasil e o mundo nos últimos dias. Na mídia, policiais e especialistas debatem calorosamente; em locais de trabalho e em rodinhas de amigos, volta a pergunta de sempre: até quando iremos ver tantas cenas aterrorizantes, quantos inocentes ainda vão morrer numa guerra que não é de ninguém? A pergunta que surge a cada invasão de morro e logo some na fumaça do tiroteio pode ainda não ter resposta. Mas não é preciso ser especialista para saber que tanta violência tem nome e sobrenome: crime organizado somado a décadas de ausência do Estado, temperado com a indiferença da sociedade. De toda a sociedade brasileira, não só a do Rio, nem mesmo apenas a de parcela da Zona Sul que, cínica, compra pó no pé do morro e torce o branco nariz para as obras sociais do operário-presidente nas comunidades pobres. Carimbam-nas: “obras eleitoreiras”, ao passo que as melhorias em seus bairros turísticos-novelísticos são, ao contrário, necessárias. Quando voltadas aos pobres, as obras servem apenas para ganhar eleições (aliás, por que pobre vota?). Mas, saindo um pouco da Casa Grande, voltemos à realidade nua e crua. Pela primeira vez, em décadas, o Rio é beneficiado por medidas do poder público nas três esferas de governo (federal, estadual e municipal). Há vontade política dos governantes em solucionar inúmeros problemas urbanos acumulados, há dinheiro investido em iniciativas que visam dar dignidade à favela e ao subúrbio, há experiência positiva — mas ainda incipiente — de comunidades pacificadas. Leio que o governo federal elabora projeto de lei que retira a pena de prisão para pequenos traficantes que tenham bons antecedentes e não estejam ligados ao crime organizado. A intenção é evitar que essas pessoas, que muitas vezes traficam para sustentar seus vícios, cheguem à cadeia e sejam cooptadas pelo tráfico — situação verificada na maioria dos casos, segundo a pesquisa que embasa a proposta, encomendada à UFRJ e à UnB. Sim, os governos estão fazendo alguma coisa. É suficiente? Não, precisamos de mais medidas, precisamos de um mutirão. É aí que entra a sociedade. Na Espanha, o usuário de maconha pode plantar em casa pequenas quantidades da planta para consumo próprio. A Espanha é um país predominantemente católico e viveu sob ditadura cruenta durante anos. Por que lá pode e aqui não? Porque aqui não ousamos nem mesmo discutir o assunto. Quando o ministro Carlos Minc, num ato de coragem e cidadania, participa de uma marcha pela descriminalização da maconha, recebe sorrisinhos benevolentes à esquerda — “ah, como ele é folclórico” — e insultos à direita. Nada de discussão séria a respeito do assunto, nem por partidos progressistas como o PT e o PCdoB, tampouco por ONGs que atuam diretamente nas comunidades mais afetadas. Ao tapar os olhos, ao nos negarmos a admitir que esse debate já passou da hora, inclusive quanto aos usuários de drogas pesadas — que deveriam ser tratados como um problema de saúde pública, não de segurança pública —, todos perdemos. Meninos no tráfico, balas perdidas, helicópteros derrubados, corpos jogados em lixeiras e em carrinhos de supermercado. Estamos errados também nós, não cariocas, que, igualmente vivendo atrás de grades, vidros pretos (não se vê nem vultos através das janelas dos carros no Brasil) e cercas elétricas, consideramos que o problema do Rio é só do Rio. Devemos ter em mente que o Rio é a cidade-símbolo do Brasil, para o bem e para o mal. É maravilhosa, hospitaleira e alegre, mas também pobre, violenta e corrupta. O que acontece por lá ricocheteia em todas as outras cidades brasileiras. Devemos lembrar que o narcotráfico começa em fronteiras terrestres, fluviais e aéreas em todos os estados. E as armas, essas também adentram o Brasil do Oiapoque ao Chuí. Ai, as armas... tão amadas por quase 64% de brasileiros — de bem— que disseram não ao desarmamento no referendo de 2005. Fuzis e metralhadoras, é claro, estão em mãos indevidas. E matam a rodo, destruindo sonhos de jovens e suas famílias indefesas. Então, será que vamos continuar fumando e cheirando no escurinho, sem mostrar a cara em manifestações e debates sobre a mudança na política sobre drogas; criticando obras sociais por puro preconceito de classe; apoiando armas na ilusão de que assim nos protegemos dos bandidos; fazendo passeata na praia, todo mundo de branco, como se fosse jogar flores para Iemanjá? Brasil, mostra a sua cara: a cara linda e horrenda do Rio de Janeiro.

AMERICANO E O PRESIDENTE DE HONDURAS ZELAYA ASSINAM ACORDO EM FRENTE A BANDEIRA NACIONAL BRASILEIRA E RETRATO DE LULA


Serra não quer briga com Lula

Serra não quer briga com Lula.
No PSDB, há pouquísisma dúvida em relação à candidatura presidencial de José Serra, governador de São Paulo. Ele está condenado a ser candidato. O governador sabe disso. E tem mais: deseja muito ser candidato. Pretende agarrar essa oportunidade com todas as suas forças.
Tende a zero a probabilidade de Serra desistir devido ao fortalecimento político-partidário da virtual candidatura presidencial da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff. Dilma deverá ter o apoio do PMDB e de uma penca de partidos da base de apoio ao governo Lula, o que garantirá o maior tempo de TV e rádio no horário eleitoral gratuito, fase decisiva da disputa presidecial.
Essa história de que Serra poderá amarelar e concorrer a uma tranquila reeleição ao governo de São Paulo tem um objetivo. Ajudar o governador a comprar tempo. E ele está taticamente certo. Serra vende uma indecisão que não corresponde aos acertos políticos já feitos nos bastidores com o seu próprio partido e os aliados DEM e PPS.
Assumir a candidatura agora significaria entrar na linha de tiro do presidente Luiz Inácio Lula da Silva antes da hora. Significaria polarizar com um presidente de alta popularidade e não com a candidata que o tucano enfrentará nas urnas.
Registro: Dilma nunca levou a sério a possibilidade de sair do cargo antes do prazo final desincompatibilização. Ou seja, ela tende a fazer como Lula em 2006. Todo mundo sabia que o petista era candidato, mas ele retardou o anúncio público o quanto pôde. Pelo prazo legal, a ministra terá até o início de abril para deixar o governo. Nesse período, continuará a negar o óbvio.
Como Serra deseja enfrentar Dilma, também vai esticar a corda o máximo que puder. O tucano acerta na estratégia de esperar para polarizar com a candidata e não com o presidente. Acredita que essa comparação direta lhe será vantajosa. O complicado será fazer toda uma campanha sem comprar briga com Lula. Até porque Lula está louco para comprar briga com Serra. E, em certa etapa da campanha, será difícil estapear a candidata sem bater duro no governo.
Alvo indireto
Serra tem sofrido bombardeio do presidente do DEM, o deputado federal Rodrigo Maia (RJ). O tucano leva os tiros, mas o alvo é o prefeito de São Paulo, o também democrata Gilberto Kassab. Maia não está gostando nada da forma como Kassab conduz a participação do DEM no projeto presidencial serrista. Sente-se no direito de ter um lugar à mesa.

Kennedy Alencar, 42, colunista da Folha Online e repórter especial da Folha em Brasília. Escreve para Pensata às sextas e para a coluna Brasília Online, sobre bastidores do poder, aos domingos. É comentarista do telejornal "RedeTVNews", de segunda a sábado às 21h10, e apresentador do programa de entrevistas "É Notícia", aos domingos à meia-noite. E-mail: kennedy.alencar@grupofolha.com.br

Ciro diz que se considera pré-candidato a presidente mais vulnerável

Ciro diz que se considera pré-candidato a presidente mais vulnerável.
MÁRCIO FALCÃO

da Folha Online, em Brasília
O deputado Ciro Gomes (PSB-CE) disse nesta quinta-feira que se considera o pré-candidato mais "vulnerável" na disputa ao Palácio do Planalto porque não tem a máquina pública para dar sustentação para sua campanha. Ciro, no entanto, saiu em defesa das viagens da pré-candidata do PT, ministra Dilma Rousseff (Casa Civil), ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Ciro afirmou que a oposição não tem argumento para chamar de campanha antecipada as viagens da ministra porque os presidenciáveis tucanos, os governadores José Serra (São Paulo) e Aécio Neves (Minas Gerais), também podem aproveitar eventos públicos para ampliar a visibilidade.
"Os candidatos citados da oposição são governadores de Estado. O Serra, com aquela simpatia que lhe parece peculiar, permanece permanentemente não só em São Paulo inaugurando obras, mas em Natal, em Goiânia. Por que não se faz o mínimo de coerência nessa questão? Essa semana ele [Serra] estava lançando o cartão não sei das quantas dizendo que era legítimo que os governantes sejam reconhecidos por suas realizações. Claro que o mais vulnerável [na disputa] sou eu porque não tenho estrutura nem do governo federal nem do governo de Estado sustentando minha caminhada", afirmou.
Segundo Ciro, não há impedimentos legais para a ministra participar de eventos públicos. "[As críticas da oposição] Isso não tem pertinência nem a mínima coerência. A ministra Dilma está acompanhando o presidente Lula em supervisão de obras na posição que ela se encontra de ministra chefe da Casa Civil. Não há restrição legal nem ética ao exercício da presença da ministra ao lado do presidente Lula", disse.
Ciro afirmou que essas acusações da oposição são provocadas por uma falta de discurso e de programa para o país. "Essa crítica parte de uma certa oposição que anda perdida não tem o que dizer, o que falar, não eleitoralmente que infelizmente ainda parece que vai ganhar, mais perdida porque não sabe o que dizer", afirmou.
Apesar de defender a concorrente governista, Ciro disse que sua campanha terá diferenças estruturais em relação à da ministra. "A diferença é da identidade política, das companhias, das ideias, das experiências que cada um tem para apresentar como biografia que justifique, que qualifique sua disputa", disse.
Ciro voltou a criticar a pré-aliança entre PT e PMDB para as eleições de 2010. "O PMDB é tão bom e tão ruim quanto qualquer outro partido. O problema é o tipo de doutrina e de hegemonia moral que preside essa relação. E na minha opinião a relação que o PT tem hoje com o PMDB é uma hegemonia moral frouxa e uma doutrina sem perspectiva. Qual o projeto? Estão se reunindo pra fazer o que?", questionou.
Para o deputado, as alianças só deveriam ser fechadas no próximo ano, depois da elaboração dos programas de governo. "Vamos esperar o tempo passar. Eu acho com a experiência que eu tenho que é muito cedo [para fechar alianças]. O passo para aliança partidária deveria ser feito mais na frente porque o cimento que vou estabelecer com possíveis aliados será um programa de governo, uma doutrina para o futuro do país", disse.
Para o deputado, a aproximação de Dilma com outros partidos da base aliada para forma uma ampla aliança não enfraquece sua campanha. Ciro disse que continua defendendo duas candidaturas da base aliada e que acha a proposta do PT de fazer uma campanha plebiscitária, entre governo e oposição.
"A nossa tática é explícita e foi conversada com os companheiros do PT e com o presidente Lula. A nossa ideia é ver como o tempo amadurece nossa percepção do futuro. A primeira impressão que os companheiros do PT têm que o Brasil deveria ter uma espécie de plebiscito com duas candidaturas apenas nós entendemos que isso e um erro de avaliação e acertamos que cada um vai trabalhar a seu estilo e cumprindo sua estratégia fundamental para discutir um projeto nacional de desenvolvimento", afirmou Ciro, que hoje ministrou palestra a militantes do PSB em Brasília sobre o Brasil após o governo Lula.

A aeronave quase foi abatida por um avião Tucano da FAB.

Goiás, rota da cocaína
Ação da FAB contra aeronave que transportava 150kg de pó ontem comprova que a região central do Brasil se tornou ponto de desembarque de grandes quantidades de entorpecente
Edson Luiz

Pista de pouso usada por traficantes internacionais em Caiapônia, no interior de Goiás: criminosos buscam novas rotas para trazer entorpecentes.
A apreensão de uma aeronave com 150kg de cocaína alvejada pela Força Aérea Brasileira (FAB) ontem, próximo à Cristalina (GO), a 140km de Brasília, confirmou o que a Polícia Federal já estava investigando desde o início deste ano: Goiás pode ser uma das principais bases de apoio utilizadas pelo narcotráfico. Em menos de dois meses, dois aviões de pequeno porte com cocaína foram interceptados em Mato Grosso do Sul, após decolarem do interior goiano. Nesse mesmo período, o volume de cocaína apreendido pela PF superou os 600kg, droga que seria distribuída no Centro-Oeste e no Sudeste do país. Com a repressão policial nas fronteiras, principalmente em Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e Paraná, o tráfico tem encontrado dificuldades nas rotas para fazer a droga chegar ao Brasil. Os confrontos entre a polícia e os criminosos no Rio também contribuíram para que fosse necessário encontrar alternativas, e Goiás foi escolhido por ficar em uma região central do Brasil, onde praticamente não existia o tráfico de drogas em grandes escalas. Pelo estado, passavam as chamadas formiguinhas, que são pessoas contratadas principalmente no Norte do país para trazer pequenas quantidades de pasta base de cocaína para Brasília e também levá-las para o Nordeste. Segundo fontes da Polícia Federal, as investigações realizadas até agora não descartam que haja pistas de pouso clandestinas próximas ao Entorno de Brasília. Normalmente, o narcotráfico arrenda propriedades rurais com documentação falsa, enganando os proprietários dos imóveis. Em Caiapônia (GO), por exemplo, onde a PF apreendeu mais de 460 quilos de cocaína em agosto passado, uma fazenda utilizada pelos traficantes foi alugada por uma pessoa residente em São Paulo. A área de inteligência da PF está rastreando aquisições recentes de imóveis por desconhecidos, principalmente vindos de outras regiões. No caso do primeiro avião apreendido em agosto, a PF conseguiu localizar os dois pilotos, que foram encontrados exaustos em uma fazenda próxima à cidade de Rondonópolis (MT). Eles contaram que receberam R$ 4 mil para fazer o transporte. A PF não descarta que o grupo que atuou na ocasião seja o mesmo que tentou ingressar com 150 quilos de cocaína ontem. A aeronave quase foi abatida por um avião Tucano(1) da FAB. Fontes da Polícia Federal não informaram de onde a cocaína teria saído, mas provavelmente seria das localidades de Chimore e Chapare, zonas de maior produção de coca na Bolívia. Até a noite de ontem, policiais federais trabalhavam nas proximidades de Cristalina e Catalão, na tentativa de encontrar os traficantes que fugiram por uma mata depois do pouso forçado pelos tiros de advertência. Ataque Os aviões Tucano da FAB são próprios para treinamento e ataque de solo, por isso o modelo é usado em missões de interceptações de aeronaves suspeitas. Fabricado pela Embraer, o Tucano hoje é um dos mais usados pela Aeronáutica, mas também por forças do Paraguai, Iraque, Egito, Inglaterra, França, Honduras, Argentina, Colômbia, Venezuela, Peru e Qatar. Além de metralhadoras, pode até carregar foguetes.

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Embraer inverte prejuízo e tem lucro de R$ 221,9 mi no 3º tri

Embraer inverte prejuízo e tem lucro de R$ 221,9 mi no 3º tri.
A Embraer, maior fabricante mundial de jatos regionais, teve lucro líquido de R$ 221,9 milhões no terceiro trimestre, resultado inflado pelo lançamento de créditos tributários e que reverte prejuízo de R$ 39,2 milhões um ano atrás.
A fabricante reduziu pela terceira vez sua meta de entregas de aviões para 2009, desta vez de 242 aeronaves para cerca de 232 jatos.
De julho a setembro, a empresa apresentou receita líquida de R$ 2,3 bilhões, abaixo do registrado um ano antes, de R$ 2,6 bilhões, apesar do aumento do número de aeronaves entregues.
A Embraer entregou 57 aviões nos três meses até setembro, acima das 48 unidades de um ano antes. As entregas do último trimestre, porém, incluem 22 unidades do Phenom 100, jato executivo de pequeno porte e um dos mais baratos fabricados pela empresa.
As despesas operacionais e comerciais foram, respectivamente, 17% e 20,5% menores no trimestre na comparação anual, representando uma economia combinada de R$ 86,1 milhões nessas duas linhas do resultado.
A companhia atribuiu o desempenho aos "ajustes iniciados em 2008 nas estruturas de pessoal de todas as áreas e no controle de custos e gastos das mesmas".
Em fevereiro deste ano, a Embraer demitiu mais de 4 mil funcionários, o equivalente a 20% do quadro de empregados, depois que a crise econômica que teve seu pico no fim do ano passado fez companhias aéreas cancelarem e adiarem encomendas de aeronaves.
O lucro líquido do terceiro trimestre foi beneficiado por uma receita com imposto de renda e contribuição social de R$ 95,1 milhões, comparada com despesa de R$ 244 milhões no ano passado. Isso foi possível, segundo a Embraer, graças à alta do real em relação ao dólar sobre estoques, que produziu créditos tributários.
Financeiro melhora A maior parte das vendas da Embraer é destinada ao mercado externo. A valorização da moeda brasileira do ano passado para cá reduziu a receita da companhia em dólares quando convertida em reais. Por outro lado, beneficiou a dívida em moeda estrangeira e, assim, o resultado financeiro.
A empresa teve de julho a setembro resultado financeiro negativo - incluindo variações monetárias e cambiais sobre ativos e passivos - de R$ 29,7 milhões, melhor do que a despesa financeira líquida de R$ 72,9 milhões há um ano.
A geração de caixa medida pelo Ebitda, contudo, caiu para R$ 264,9 milhões no terceiro trimestre, contra R$ 367,1 milhões no mesmo intervalo de 2008. A margem Ebitda recuou 2,8 pontos percentuais, para 11,4%.
A Embraer terminou setembro com caixa líquido positivo de R$ 96,7 milhões, acima dos R$ 69,7 milhões positivos em junho.
Pelos padrões de contabilidade norte-americanos, a Embraer teve lucro líquido de R$ 57,7 milhõesno terceiro trimestre, estável em relação aos R$ 58 milhões de igual intervalo de 2008.
O resultado em US Gaap ficou aquém da estimativa média de quatro analistas consultados pela Reuters, que esperavam lucro líquido trimestral de R$ 90 milhões.
A nova projeção de entregas para este ano inclui 115 aeronaves comerciais, 17 unidades dos jatos executivos Legacy 600 e Lineage 1000 e cerca de 100 unidades do Phenom 100.

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

O SENADO FEDERAL ESTÁ PASSANDO A IMPRESSÃO AO CIDADÃO BRASILEIRO QUE AS SENTENÇAS DO STF NÃO SÃO VÁLIDAS

LULA APLAUSOS E KASSAB VAIAS

Na chegada à exposição, os catadores receberam Lula cantando "Parabéns a você", por conta do aniversário do presidente há dois dias. Os catadores também entoaram o famoso bordão da campanha eleitoral de 1989: "Olê, olê, olê, olá, Lula, Lula". Depois de discursar, ele deixou o evento rapidamente e disse que teria uma conversa agendada por telefone com o presidente da Rússia, Dmitri Medvedev, antes de viajar para a Venezuela, nesta tarde. Tão calorosos com Lula, os catadores não deram a mesma receptividade ao prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM), e ao deputado e ex-prefeito Paulo Maluf (PP), que receberam vaias durante o anúncio de suas presenças na feira. Kassab se esforçou para não demonstrar constrangimento. Em breve discurso, de menos de dois minutos, ele pediu à plateia uma salva de palmas aos catadores, elogiou o esforço de Lula pela valorização dos trabalhadores e prometeu construir, com a participação das cooperativas, dez galpões de reciclagem na capital paulista, além dos 15 já existentes. Maluf não discursou nem conversou com os jornalistas.

HOJE,11 DE ABRIL DE 2010,DILMA ROUSSEFF COMPLETA 100 DIAS DE GOVERNO E O BRASIL É UMA FELICIDADE SÓ




PAC ganha mais R$ 6 bilhões para este ano

PAC ganha mais R$ 6 bilhões para este ano.
Para felicidade da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, considerada pelo presidente Lula a “mãe” do PAC, o Programa de Aceleração do Crescimento recebeu um belo reforço orçamentário ainda para este ano. O montante previsto para o programa no Orçamento Geral da União (OGU), que até setembro estava na casa dos R$ 21,9 bilhões, saltou para R$ 27,9 bilhões em outubro. O aumento de quase R$ 6 bilhões beneficia principalmente o Ministério das Cidades, que tinha dotação para 2009 de R$ 6 bilhões e passa a ter agora R$ 11,2 bilhões, ou seja, R$ 5,2 bilhões a mais. O dinheiro será destinado ao programa "Minha Casa, Minha Vida", que compõe o PAC.Com isso, o Ministério dos Transportes, carro-chefe dos investimentos do programa, agora é o segundo da Esplanada em termos de montante previsto, atrás das Cidades. A intenção do governo federal com o "Minha Casa, Minha Vida" é viabilizar a construção de 1 milhão de moradias para famílias com renda de até 10 salários mínimos, em parceria com estados, municípios e iniciativa privada. Segundo o governo, um total de R$ 34 bilhões serão investidos para impulsionar a economia, gerar empregos e trazer reflexos positivos para toda a sociedade.A assessoria de imprensa da Casa Civil informou ao Contas Abertas que o aumento de recursos é resultado da aprovação da lei 12.053, sancionada pelo presidente Lula no último dia 9. A lei estabeleceu que a execução do orçamento 2009 deverá ser compatível com a obtenção da meta de superávit primário, para o setor público consolidado, equivalente a 2,5% do Produto Interno Bruto (PIB). “Desse modo, a mencionada lei elevou o montante das despesas passíveis de serem abatidas da meta de resultado primário, o chamado PPI. Esse acréscimo de despesas passíveis de serem abatidas da meta possibilitou a incorporação do programa Minha Casa Minha Vida no âmbito do PPI”, diz. Os outros R$ 750 milhões de acréscimo do PAC foram destinados ao Ministério da Fazenda.Diante do aumento dos recursos, resta ao Ministério das Cidades acelerar a aplicação dos recursos do PAC sob sua responsabilidade. Antes de receber o acréscimo de dotação orçamentária (até setembro), a pasta havia desembolsado R$ 2,7 bilhões dos então R$ 6 bilhões previstos, ou seja, 45% do total . Agora, com R$ 3 bilhões já aplicados (dados de ontem), a execução é de apenas 27%, já que a dotação atual está mais encorpada (R$ 11,2 bilhões). Os valores pagos incluem os chamados “restos a pagar” – dívidas de anos anteriores roladas para exercícios seguintes.
O mesmo esforço para acelerar o ritmo do programa a nível de OGU terá de ser feito pelo governo como um todo. Até setembro, quando a dotação global era de R$ 21,9 bilhões, os R$ 9,5 bilhões desembolsados eram equivalentes a apenas 43%. Com a nova previsão (R$ 27,9 bilhões), os atuais 11 bilhões aplicados em empreendimentos do PAC representam somente 40% do total a ser usado até dezembro.Para o economista em contas públicas Raul Velloso, a economia brasileira e o PAC não precisam de estímulo adicional neste momento, pois, segundo ele, o Brasil passa por um forte ritmo de recuperação. “Toda vez que o governo aumenta a dotação do PAC, ele aumenta a margem de aplicações. No entanto, diante da recuperação do país frente à crise, o que deve ser levado em consideração não é o aumento de recursos, mas sim o planejamento de como conter a expansão dos gastos correntes”, afirma.

Acompanhe o Contas Abertas no Twitter.Leandro Kleber Do Contas Abertas

No dia em que Lula vai a Caracas, comissão do Senado aprova entrada da Venezuela no Mercosul

No dia em que Lula vai a Caracas, comissão do Senado aprova entrada da Venezuela no Mercosul
Claudia Andrade Do UOL NotíciasEm Brasília
A Venezuela ficou mais perto de ser admitida no Mercosul nesta quinta-feira (29), dia em que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva viajará a Caracas para encontros com o presidente Hugo Chávez. A CRE (Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional) aprovou o protocolo de adesão assinado em Caracas em julho de 2006 e encaminhado pelo Executivo ao Congresso no início de 2007. A matéria ainda precisa ser votada no plenário do Senado, o que deverá ocorrer na próxima semana.
A questão da entrada da Venezuela no bloco econômico fará parte das conversas entre Lula e Chávez, de acordo com informação do porta-voz da Presidência da República. Na quarta-feira, Marcelo Baumbach disse ainda que o presidente brasileiro estava "confiante" na aprovação do protocolo tanto na CRE como no plenário. A primeira etapa foi superada nesta quinta, com a aprovação do protocolo por 12 votos a 5. Os senadores acataram um voto em separado apresentado pelo líder do governo na Casa, Romero Jucá (PMDB-RR), depois que o relatório do tucano Tasso Jereissati (CE), contrário à adesão, foi rejeitado.O parecer de Jereissati dizia que o presidente Chávez "tem demonstrado pouca consideração a acordos e contratos" e que, por isso, o governo brasileiro poderia enfrentar situações "difíceis e complicadas" no futuro. O texto foi rejeitado com 11 votos 'não', três votos 'sim' e uma abstenção. No início desta semana, contudo, o senador admitiu que poderia mudar sua posição, caso o governo Hugo Chávez se comprometesse a respeitar a democracia. A possibilidade de acordo foi levantada durante audiência pública em que o prefeito de Caracas, Antonio Ledezma, criticou as restrições à liberdade em seu país, mas defendeu a entrada da Venezuela no bloco, com ressalvas. À essa altura, governistas já se mobilizavam pela aprovação do protocolo. O voto paralelo de Jucá tinha o apoio de vários integrantes da base, mas alguns ainda se manifestavam contrários à aprovação, como Fernando Collor (PTB-AL). Um dos maiores críticos à adesão da Venezuela, o senador não compareceu à reunião desta quinta. Em seu parecer, Jucá argumentou que um veto à entrada da Venezuela no Mercosul "representaria um ato de hostilidade do Estado brasileiro contra um país amigo". Afirmou ainda que um veto iria contra a Constituição brasileira, no que se refere à construção do espaço latino-americano de integração e "acarretaria graves consequências para os interesses comerciais, industriais, políticos e estratégicos" do Brasil no bloco econômico. Jucá ressaltou ainda os prejuízos econômicos da rejeição do protocolo. Segundo o relatório, não aprovar a adesão venezuelana corresponderia a incentivar o sexto maior cliente mundial do Brasil a procurar outros parceiros. "As primeiras vítimas serão nossas exportações, hoje da ordem de US$ 5 bilhões (...) além dos nossos contratos, hoje da ordem de US$ 15 bilhões", afirma o texto. A mensagem do governo sobre o protocolo também destaca os números que a Venezuela acrescentaria ao Mercado Comum do Sul, que passaria a constituir um bloco com mais de 250 milhões de habitantes, área de 12,7 milhões de km2, PIB (produto interno bruto) superior a US$ 1 trilhão - montante equivalente a cerca de 76% do PIB da América do Sul - e comércio global superior a US$ 300 bilhões.Jereissati ainda defendeu a não entrada da Venezuela no Mercosul, dizendo que aquele país tem ficado contra os interesses do Brasil em assuntos da região, como durante a crise do gás com a Bolívia. Ressaltou ainda a violação da democracia no país vizinho, com prisão de jornalistas, como fato que contribuiria para a não aceitação.No início desta semana, o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), reiterou sua posição contrária à adesão venezuelana, por considerar que ela quebra a cláusula democrática do Mercosul. Estabelecida por meio do protocolo de Ushuaia, assinado em 1998, a cláusula estabelece "a plena vigência das instituições democráticas" como condição "essencial" para o desenvolvimento do processo de integração entre os Estados parte. O protocolo de Ushuaia foi citado em voto paralelo apresentado pelo senador Mozarildo Cavalcanti (PTB-RR) que condicionava a aprovação à adequação venezuelana aos princípios do Mercosul. "Ficamos entre aquela música da novela recente que diz 'você não vale nada, mas eu gosto de você' ou a música do Chico Buarque que diz 'apesar de você, amanhã há de ser outro dia'. Por isso eu voto pela aprovação, mas com ressalvas", defendeu.Contudo, seu relatório foi rejeitado, assim como o de Jereissati, para aprovação do parecer de Romero Jucá. Na Câmara dos Deputados, o protocolo foi aprovado em dezembro do ano passado, tendo como único partido contrário o PSDB. Outros dois países do Mercosul já aprovaram a entrada da Venezuela no bloco: Uruguai e Argentina. O Paraguai ainda analisa a questão. Se for aceita por todos os integrantes do bloco, a Venezuela terá de adotar a tarifa externa comum sobre os produtos comercializados. Também terá de aceitar as condições de negociações com países de fora do Mercosul.Viagem negadaA reunião da CRE começou com um debate acirrado sobre requerimento apresentado pelo senador Mozarildo Cavalcanti (PTB-RR) para que um grupo de parlamentares fizesse uma viagem a Caracas. Na viagem, seriam averiguadas denúncias de violações aos direitos humanos."Uma coisa é discutir o ingresso da Venezuela no Mercosul, outra coisa é saber se tem preso político, gerar toda uma mídia interna em torno disso. Entraremos na briga", afirmou Jucá. Jereissati manifestou-se a favor da viagem, dizendo que não era possível considerar "irrelevante" uma viagem para "ver o que acontece na Venezuela".O peemedebista Pedro Simon (RS) disse que a visita deveria ser feita depois da aprovação da entrada da Venezuela no Mercosul, uma vez que a viagem "não traria novidades". "Eu acredito que quase tudo o que o prefeito de Caracas disse aqui é verdade".

Lula critica TV que tenta levar a 'pensamento único'

Lula critica TV que tenta levar a 'pensamento único'.
O ataque velado à Rede Globo foi feito durante a inauguração de estúdios da Record, considerada uma 'vítima de preconceito' pelo presidente
Wilson Tosta, RIO
Em discurso na inauguração de dois novos estúdios da Rede Record de televisão, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva referiu-se veladamente à Rede Globo ontem, acusando "alguns formadores de opinião" de tentar "conduzir a opinião pública" para formar o que chamou de "pensamento único". Ao lado de dirigentes da Record, emissora ligada à Igreja Universal do Reino de Deus e rival da Globo, Lula elogiou o surgimento de novas opções na TV brasileira e pediu que ainda surjam outras alternativas no setor para que haja mais concorrência."Não seria bom para o Brasil se a gente tivesse apenas uma televisão produzindo novela. Não seria bom para o Brasil se a gente tivesse apenas uma televisão dando informações", disse o presidente, em referência à líder Globo, sem citá-la."Antigamente, sem controle remoto, (a televisão) ficava num canal só porque a gente ficava brigando em família para ver quem levantava para mudar o canal. Mas, agora, com controle remoto, não precisa levantar, é só clicar", afirmou. "O que está acontecendo na verdade? Essas alternativas estão permitindo que o povo brasileiro não seja vítima de alguns formadores de opinião pública que não querem formar opinião pública, mas querem conduzi-la a um pensamento único, a uma verdade única, sem permitir que as pessoas tenham possibilidade de ter opções de informação." TORCIDALula elogiou a iniciativa da Rede Record, que começou a investir em 2005. Segundo o presidente, "não era muita gente que acreditava no Brasil" naquela época. "Aqueles que em 2002 não tinham votado em mim, depois da vitória, ficaram em 2003 e 2004 torcendo para que o governo não desse certo", declarou. "Acompanho os meios de comunicação no Brasil e sei o quanto a Record e o povo da Record foram vítimas de preconceito."O presidente lembrou que, ao assumir o governo, o País, além de não ter reservas internacionais, devia US$ 30 bilhões ao FMI. "Hoje este país pagou ao FMI, emprestamos mais US$ 10 bilhões ao FMI e temos US$ 230 bilhões em reservas para dar segurança para a balança comercial e para enfrentar crises como esta que enfrentamos", afirmou Lula, tentando fazer um paralelo com a atuação da Record.O presidente chegou acompanhado do governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB), e dos ministros Dilma Rousseff (Casa Civil), Franklin Martins (Comunicação Social) e Orlando Silva (Esportes). Ciceroneado pelo presidente da Rede Record, Alexandre Raposo, conheceu os novos estúdios, antes da solenidade. Lula brincou de cameraman, chegando a focalizar a ministra Dilma e o governador do Rio.O presidente também brincou de filmar os fotógrafos que o acompanhavam e gritou: "Cena 1, imprensa!" Cabral também entrou na brincadeira, entrevistando Lula: "É o programa Jornalismo de Verdade, vou entrevistar o homem mais importante do Brasil". A uma repórter da Record, o presidente afirmou que, para sobreviver, o político tem que ser "um pouco artista".

Cassação de tucano confirmada

Cassação de tucano confirmada.
O plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) determinou ontem à mesa do Senado que emposse o suplente de senador Acir Marcos Gurgacz no lugar do senador Expedito Junior(foto), que foi cassado pela Justiça mas continua no Congresso. Por 7 votos a 1, o STF ordenou que o senador deixe o cargo imediatamente. No julgamento, o decano do STF, Celso de Mello, protestou contra o fato de Expedito ainda exercer o cargo de senador. “É inaceitável que as mesas não cumpram decisões do TSE, especialmente quando já houve pronunciamentos do STF”, disse. Segundo o ministro, isso é uma insubordinação inconcebível. Por meio da assessoria, Expedito disse respeitar a decisão do STF, mas informou que aguardará orientação jurídica para tomar decisão.

Aécio intensifica a pressão e o DEM não tem projeto

Aécio intensifica a pressão
Governador mineiro amplia articulação de bastidores para forçar o PSDB a definir ainda este ano o candidato tucano que vai disputar o Palácio do Planalto. Alguns aliados de José Serra insistem em protelar a escolha para 2010, mas outros já mostram sinais de desgaste.
Tiago Pariz e Leonardo Augusto e Juliana Cipriani

Serra quer adiar a decisão o quanto puder para ter noção exata do cenário. Aécio tem pressa em buscar alianças.
O governador de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB), tem uma estratégia ambiciosa para ser o candidato ao Palácio do Planalto na eleição do ano que vem. Ele vai intensificar conversas com partidos da base aliada do presidente Lula para arregimentar o maior número de partidos possível em torno de seu nome. E, na hora da decisão, pretende apresentar os apoios como cartas na manga para forçar o governador de São Paulo, José Serra(1), a desistir da corrida presidencial. Aécio aposta que Serra seja incapaz de ter ao lado outros partidos além de DEM e PPS. O governador mineiro planeja conseguir fechar um compromisso de aliança com PP, PR e PDT até dezembro. A escolha de quem será o representante tucano se limitaria, segundo essa lógica, a uma simples matemática eleitoral. O plano de ataque é estimulado com a relutância de certos partidos governistas em dar oficialmente o sinal verde à candidatura da ministra chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff. O grupo de Aécio não conta só com apoios oficiais. Quer trazer para seu lado alianças com setores do PMDB, que já tem acordo pré-eleitoral com a petista, e do PSB, que flerta com a possibilidade de lançar o deputado Ciro Gomes (CE). A conta dos tucanos é que esse ponto a favor da candidatura do mineiro seria perdido com a demora na definição por parte dos tucanos. “Os movimentos nos estados e as conversas de bastidores estão consolidando um nome que agregue. Essa construção é fundamental. O PSDB precisa trazer para seu lado a base aliada e só o Aécio é capaz disso”, disse o secretário geral da legenda, deputado Rodrigo de Castro (MG). Relutância O governador mineiro tem batido na tecla da escolha imediata do candidato do partido à Presidência da República em 2010, porque desde o último encontro da legenda, em Goiânia, há duas semanas, tem sentido que seu concorrente interno na disputa está cada vez mais relutante em entrar na briga pelo Palácio do Planalto. De acordo com interlocutores tucanos, Serra estaria com receio de uma derrota para a ministra da Casa Civil, o que o deixaria sem a Presidência e sem o Palácio dos Bandeirantes. Outra razão para a insistência de Aécio em definir o candidato rapidamente é porque, se a escolha for feita só no ano que vem, como pretende o grupo de Serra, o partido ficaria sem tempo para alianças. “É natural essa postura do Aécio pela preocupação no sentido de buscar acordos, principalmente porque o tempo urge nessa questão. Os partidos estão se decidindo”, afirma o secretário nacional do PSDB, deputado federal Rodrigo de Castro. O presidente do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE), disse que os últimos movimentos do governador mineiro fortaleceram-no na corrida pela indicação do partido. “O Aécio está em franca campanha como nunca esteve antes. Ele está em franca preparação para ser candidato”, sustentou. Para Serra, é interessante postergar a situação, pois ele teria mais ciência do quadro de possibilidades eleitorais e margem de manobra, caso decida tentar a reeleição ao governo de São Paulo. Já para Aécio, que nunca disputou eleição presidencial, o lançamento tardio poderia acabar com as chances de vitória. As constantes notícias de que o tucano mineiro poderia ser vice de Serra são, para os aliados, um desejo real do governador paulista. Na avaliação deles, a firmeza de Aécio ao dizer que se a decisão do PSDB não sair logo ele disputará o Senado é justamente para deixar claro a Serra que o mineiro não cogita essa possibilidade. Aécio passou os dois últimos dias em Brasília, reunido com integrantes de partidos aliados. Além da conversa que teve com o presidente do DEM, Rodrigo Maia, terça-feira, o mineiro também conversou com integrantes do PMDB, PR, PV e PDT. Os partidos, aliados do presidente Lula, já manifestaram simpatia pela candidatura do governador mineiro à presidência. 1 - Personalidade paulista O presidente do DEM, deputado Rodrigo Maia (RJ), voltou a lançar farpas contra o governador de São Paulo, José Serra. Em conversa com dois aliados na Câmara, o dirigente democrata reclamou da repercussão negativa que tiveram com o grupo de Serra suas declarações pró-Aécio. Segundo ele, isso seria uma característica da personalidade paulista. Maia disse que tem todo o direito de dar opinião no processo de sucessão. Segundo ele afirmou aos aliados, não há racha no partido. Se o escolhido for o governador paulista, sustenta, o DEM o apoiará por aclamação. O presidente do PSDB, Sérgio Guerra (PE), encontrou-se ontem com Maia para diminuir a tensão com os dois partidos.
É natural essa postura do Aécio pela preocupação no sentido de buscar acordos, principalmente porque o tempo urge nessa questão dos apoiadores.

Os partidos já estão se decidindo”
Rodrigo de Castro, secretário nacional do PSDB

Crise interna do PMDB ameaça vaga de Quércia,acordos fechados por ele diminuem o PMDB

Crise interna do PMDB ameaça vaga de Quércia.
Diretor estadual da legenda caminha para o isolamento por criticar parceria com o PT.
Ullisses Campbell
Para Francisco Rossi, acordos fechados por Quércia diminuem o PMDB.
São Paulo – O abismo criado entre o PMDB nacional e seus representantes paulistas poderá aumentar ainda mais com as eleições para compor o diretório estadual da legenda em São Paulo, marcadas para dezembro. Desde que foi anunciado o pré-acordo entre PT e PMDB para eleger Dilma Rousseff presidente da República em 2010, o PMDB paulista passou a sofrer interferências que poderão culminar com a saída de Orestes Quércia da direção estadual do partido. Ontem, o deputado federal Francisco Rossi (PMDB-SP) disse que, se tiver o apoio do presidente nacional licenciado, Michel Temer, vai concorrer com Quércia para reestruturar o partido. A situação de Quércia tornou-se delicada depois que ele passou a criticar publicamente o acordo com o PT. “Não sou favorável a essa parceria”, tem dito a pessoas próximas. Em São Paulo, o maior problema é que o PMDB tem compromisso assumido com José Serra (PSDB) e Gilberto Kassab (DEM) para as eleições do ano que vem. “Esses acordos que o Quércia vem costurando em São Paulo estão encolhendo o PMDB. Essa é a nossa maior divergência”, critica Francisco Rossi. O deputado diz que o clima no partido “não está agradável” e que a legenda tem força e poder para lançar candidatura própria ao governo de São Paulo. “Esses acordos não dão em nada. O PMDB apoiou Kassab ano passado e foi um sacrifício conseguir uma secretaria para um membro do nosso partido. A muito custo, conseguimos a Secretaria de Promoção Social”, reclama Rossi. O parlamentar diz que já teve várias conversas com Quércia sobre o enfraquecimento do partido em São Paulo. “Não sei o que aconteceu com ele. Acho que o Quércia ficou tímido para a política. Ele é o nosso candidato ao Senado no ano que vem, mas não vem demonstrando entusiasmo”, reclama Rossi. Nome forte O deputado estadual Jorge Caruso (PMDB-SP) também defende candidatura própria e acredita num acordo de paz. “Sempre achei que uma candidatura própria em São Paulo fortalece o partido. Mas o problema é que o PMDB não tem nome forte para apresentar”. Ele também concorda que o acordo nacional feito entre o PT e o PMDB atrapalha os planos da legenda em São Paulo. Na última vez que Temer se pronunciou sobre o acordo com o PT, disse que foi a única saída para o partido se manter no governo. “Não tem outra solução. Não podemos seguir no governo para depois fazer outra composição. Por isso eu disse: nós temos de ter pré-definições. Esperar a convenção em junho fica aético para o PMDB”, justificou.

Senado aprova proposta de educação do governo Lula

Senado aprova proposta que aumenta Orçamento para educação.
O Senado Federal aprovou por unanimidade nesta quarta-feira a
PEC (Proposta de Emenda à Constituição) 96A/03 que reduz anualmente, a partir do exercício de 2009, o percentual da DRU (Desvinculação das Receitas da União) incidente sobre os recursos destinados à manutenção e ao desenvolvimento do ensino.
Criada em 1994 com o nome de Fundo Social de Emergência, a DRU permite à União retirar da área 20% dos recursos que, pela Constituição, teriam que ser destinados ao setor. Pela
proposta, a alíquota que era de 20% cai para 12,5% no exercício de 2009 e 5% em 2010. Em 2011, não haverá mais a incidência da DRU na educação.
O ministro Fernando Haddad (Educação) --que acompanhou a votação--, afirmou que o Congresso corrige uma distorção do passado. Segundo ele, desde 1994, a educação vem perdendo cerca de R$ 10 bilhões por ano com a DRU.
"Fizemos as contas e a educação perdeu cerca de R$ 100 bilhões nesse período. Poderíamos ter formado todos os professores e matriculado todas as crianças na educação infantil", disse.
Embora o fim da desvinculação dos recursos para a educação só esteja previsto para ocorrer a partir de 2011, a PEC estabelece redução da DRU já em 2009 e 2010, liberando verbas extras de R$ 4 bilhões e R$ 7 bilhões, respectivamente.
Parte do valor poderia ser repassado a Estados e municípios, responsáveis pela oferta do ensino médio e da pré-escola, respectivamente.
O Orçamento da educação neste ano é de cerca de R$ 41 bilhões. A previsão para o próximo ano é que seja R$ 50 bilhões.
A PEC também torna obrigatório o ensino para crianças e jovens de 4 a 17 anos. Hoje, a obrigatoriedade abrange a faixa etária de 6 a 14 anos. Com isso, seriam acrescentados dois anos da pré-escola e o ensino médio. Durante a tramitação da proposta, a mudança da obrigatoriedade do ensino foi apoiada pelo Ministério da Educação. Pela Constituição, os pais e o poder público podem ser responsabilizados pelas crianças fora da escola.
De acordo com Haddad, os recursos da desvinculação serão investidos na universalização da pré-escola e do ensino médio. A matéria segue, agora, para promulgação.
Com Agência Brasil

Polícia Federal nos tempos de Lula trabalha:"Baque no tráfico internacional"

Baque no tráfico internacional
Polícia Federal prende 62 pessoas e interrompe rotas por onde passavam 10 toneladas de cocaína anualmente.
Edson Luiz,Daniel Antunes e Maria Clara Prates

Além das duas megaoperações, a PF apreendeu ontem cerca de 1,5 tonelada de maconha em Santa Catarina.
Duas operações da Polícia Federal realizadas ontem prenderam 62 pessoas e desarticularam duas importantes rotas do narcotráfico internacional, por onde passavam cerca de 10 toneladas de cocaína anualmente. Os grupos eram coordenados por brasileiros que traziam a droga da Colômbia, da Bolívia e do Paraguai. Entre os investigados estava Leonardo Dias Mendonça, que está preso no Centro Penitenciário de Atividades Industriais do Estado de Goiás (Cepaigo), condenado a 38 anos de reclusão. Ele realizava as transações por meio de celular, dentro do próprio presídio. Em uma das ações da PF, foram realizadas busca e apreensão na residência de um funcionário da Justiça do Distrito Federal. As investigações que resultaram na Operação Pérola, desencadeada a partir de Goiânia, começaram em 2006, quando foram apreendidos 300 quilos de cocaína em Fortaleza. A droga era do colombiano Juan Carlos da Silva Carvalho, que também deu suporte para o barco Saballa, que levava 200 quilos do pó para a Europa. A embarcação foi apreendida em 2008, na Costa da África, pela marinha francesa, a pedido da polícia inglesa. A partir daí, a Polícia Federal identificou que o grupo tinha ligação com Dias Mendonça, com o uruguaio Oscar Daniel Duran Placência e os árabes Elias Rasse e Ossen Makki. A cocaína era trazida da Colômbia em pequenos aviões até o Pará e, em seguida, era enviada para o Suriname, de onde embarcava em navegações para os Estados Unidos e a Europa. Parte dos carregamentos permanecia no Brasil e era distribuída no Sudeste e Centro-Oeste do país. Dias Mendonça ficou conhecido internacionalmente por sua ligação com o traficante fluminense Luiz Fernando da Costa, o Fernandinho Beira-Mar. Os dois negociavam a compra da droga com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) até 2002, quando Dias Mendonça foi preso. A Operação Pérola prendeu 25 pessoas em Goiás, Distrito Federal, Pará, Mato Grosso, Ceará, Tocantins e Minas Gerais. Triângulo A Polícia Federal também prendeu outras 37 pessoas durante a Operação Triângulo, realizada em Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Bahia. O grupo é acusado de negociar a compra de cocaína e maconha no Paraguai, Bolívia e Colômbia, que chegava ao Brasil por meio de um sofisticado esquema de logística de transporte. O Triângulo Mineiro é considerado rota do tráfico internacional e quatro organizações criminosas foram identificadas no decorrer das investigações. Num bairro nobre de Ituiutaba (MG) também foi preso um dos homens apontados como chefe do grupo, que não teve o nome revelado. Ele já havia sido detido por tráfico de drogas em 2005 e respondia ao processo em liberdade. Um advogado foi preso em Anápolis (GO). Um dos suspeito de envolvimento com a organização criminosa é José de Deus Andrade, investigado por tráfico de drogas desde a década de 1990. Em 1999, José foi preso por fazer parte da quadrilha de Youssef Hahal, o Turcão, traficante com presença muito forte na divisa dos estados de Minas e Goiás, além de estreitas relações com os cartéis bolivianos. O delegado-chefe da PF de Uberlândia (MG), Júlio Cesar Domingues Bortolato, informou que a droga chegava ao Brasil passando por duas rotas alternativas. A primeira ligaria Santa Cruz de La Sierra, na Bolívia, a Pedro Juan Caballero, no Paraguai, já na fronteira com o Brasil, por via aérea. Do Paraguai, o carregamento de maconha e cocaína era levado para Ponta Porã, no Mato Grosso do Sul, em carros de passeio e, depois, em caminhões até Anápolis e Caldas Novas, em Goiás, onde era armazenado e misturado a outras substâncias antes de ser distribuído. Ainda ontem, a PF apreendeu cerca de 1,5 tonelada de maconha na BR-101, em Florianópolis (SC). Durante a ação, uma pessoa foi presa. A droga foi encontrada em um caminhão estacionado num posto de combustíveis.

PEC ofende cidadão e Constituição

Visão do Correio
PEC ofende cidadão e Constituição
Ao cidadão não resta saída senão pagar em dia as dívidas com o poder público. Se não o faz, é onerado com multas e juros e tem o nome registrado como inadimplente, o que o impede de obter empréstimos ou financiamentos, inclusive para a casa própria. Mais grave é que pode ter os bens penhorados para garantir a reparação devida. Em contrapartida, vai sendo institucionalizada pelo Estado a máxima do devo, não nego, pago quando e como puder, em que exemplo recente é o da retenção da restituição do Imposto de Renda. Nessa política de dois pesos e duas medidas, avançou na Câmara dos Deputados, aprovada por comissão especial na noite de terça-feira, a Proposta de Emenda Constitucional dos Precatórios, também conhecida como PEC do Calote. Em abril, depois de cerca de três anos de tramitação, ela passou pelo Senado. O próximo passo é a análise pelo plenário da Câmara. Trata-se da criação de conjunto de facilidades para que os governos federal, do Distrito Federal, dos estados e municípios possam desatar um nó de cerca de R$ 100 bilhões em dívidas reconhecidas por decisões judiciais transitadas em julgado. No fundo, busca-se reduzir e retardar o pagamento. A primeira dificuldade para o contribuinte receber o que lhe é de direito é a limitação das reservas de recursos para o pagamento: nas regiões Sul e Sudeste, de até 2% das receitas líquidas dos estados e de 1,5% das dos municípios; no Norte, Nordeste e Centro-Oeste, onde se inclui o DF, de 1,5% e 1%, respectivamente. Em segundo lugar, concede-se prazo de 15 anos para o pagamento de dívidas atrasadas. Como se não bastasse, impõe-se barganha por deságios sobre o respeito à ordem cronológica dos vencimentos. Apenas para metade do montante a ser destinado à quitação dos débitos será observada a lógica de pagar primeiro os mais antigos. Nesses 50%, terão preferência os créditos de natureza alimentícia — salários, pensões e benefícios previdenciários, em especial de idosos ou portadores de doenças graves. O desembolso dos 50% restantes seguirá critério que beira a chantagem: terão primazia os credores que concederem maiores descontos, seja por meio de leilão, seja por intermédio de negociações em câmaras de conciliação. Ou seja, é como se o Estado fizesse a indecorosa proposta: quem quiser preservar os dedos, que entregue os anéis. Mais do que ofender o cidadão, a PEC do Calote, conforme foi batizada pela Ordem dos Advogados do Brasil, ofende o Poder Judiciário. Afinal, objetiva abrir brechas para o descumprimento de sentenças. Aprovada em definitivo pelo Congresso Nacional, a OAB e associações de juízes e magistrados anunciam que contestarão a medida no Supremo Tribunal Federal, com ação direta de inconstitucionalidade, em defesa do Estado Democrático de Direito. Será a última chance para o contribuinte que acreditou na Justiça, recorreu, ganhou e pode não levar porque o Legislativo decidiu dar encaminhamento diferente à questão. Cabe não deixar dúvida sobre os princípios constitucionais da independência e harmonia entre os poderes da República.

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

GOVERNO DE FACTO GOLPISTA DE HONDURAS QUER PROCESSAR A DEMOCRACIA BRASILEIRA.É A PIADA DO DIA.BOA NOITE À TODOS!

PSDB, O PARTIDO DOS CASSADOS E DO NEOROUBALISMO

Oposição quer investigação sobre contrato de Yeda com agência de marketing político.
Flávio Ilha Especial para o UOL Notícias Em Porto Alegre
O líder da bancada do PT na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul, Elvino Bohn Gass, encaminhou pedido de informações ao Executivo nesta quarta-feira (28) para saber com que recursos a agência FSB, contratada para melhorar a imagem pública da governadora Yeda Crusius (PSDB), está sendo paga. Segundo o governo, a agência será remunerada pelo diretório estadual do PSDB.A empresa foi contratada em julho com o objetivo de trabalhar uma nova estratégia de marketing para o governo gaúcho. Duas funcionárias da FSB, que tem escritórios em São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Brasília, foram deslocadas para o Estado a fim de elaborar um plano de apoio à governadora, envolvida em denúncias de favorecimento em esquema de corrupção que desviou R$ 44 milhões dos cofres públicos.O contrato prevê consultoria de imagem, orientação sobre contatos com a imprensa e um calendário de eventos para intensificar a presença da governadora junto ao eleitorado do interior do Estado. A avaliação é de que esse eleitorado é menos suscetível às investidas da oposição na CPI da Corrupção. Extraoficialmente, o custo do contrato é de R$ 240 mil.Além do pedido de explicações ao governo, a bancada do PT também vai ingressar com uma representação junto ao Ministério Público Estadual (MPE) com pedido de investigação sobre o contrato. "Há indícios sérios de que a transação afronta a legislação vigente", disse Bohn Gass. O deputado informou que o secretário de Planejamento e Gestão do governo gaúcho, Mateus Bandeira, viajou duas vezes a São Paulo e Brasília, entre maio e julho deste ano, para se reunir com diretores da FSB. As viagens foram pagas com recursos do Pnage, programa mantido pelo governo para a modernização da estrutura administrativa do Estado. As viagens coincidem com a assinatura do contrato com a agência, que tem duração de seis meses e se estende até o final de 2009. A direção estadual do PSDB gaúcho confirmou que o contrato com a agência de marketing político foi fechado na primeira semana de julho, mas não quis se pronunciar oficialmente sobre a questão. Além disso, de acordo Bohn Gass, a Constituição estadual determina, no artigo 19, que a publicidade legal do governo e de suas obras e serviços deve ser "educativa e informativa" - mesmo que seja paga por um partido político, e não pelo governo. "Não há vestígios de educação e informação numa campanha para mudar a imagem pessoal da governadora", criticou.O secretário de Planejamento do governo gaúcho não quis comentar a informação. O diretor da FSB, Wladimir Gramacho, disse que desconhece a agenda de reuniões com o secretário Mateus Bandeira. Ele não fez comentários sobre o contrato com o PSDB. "A prerrogativa de fazer comentários é de quem nos contrata", explicou. Viagens ao interiorDepois que teve seu nome excluído da ação por improbidade administrativa movida pelo Ministério Público Federal contra oito réus ligados ao governo gaúcho, no dia 14 de outubro, a governadora intensificou a agenda de eventos públicos fora da capital.Na sexta-feira (23), Yeda foi aos municípios de Passo Fundo, Tio Hugo e Ernestina - todos na região noroeste do Estado. Em Passo Fundo, a governadora visitou um projeto de prevenção à violência financiado pelo governo e participou da inauguração de uma unidade industrial. Em Tio Hugo, Yeda visitou as obras da barragem de Ernestina e participou de um encontro de mulheres rurais.No sábado (24), a governadora foi à cidade de Caraá, no litoral norte, onde anunciou as obras de asfaltamento dos nove quilômetros da RS 474, entre Caraá e Santo Antônio da Patrulha. Ela também inaugurou duas pontes na região. Os deslocamentos são feitos no avião oficial do governo ou em um helicóptero cedido pela Brigada Militar. No domingo (25), Yeda Crusius foi a Aceguá, na fronteira com o Uruguai, para participar da abertura de uma feira agrícola. Ela também prometeu recursos para a pavimentação de 12 quilômetros da RS 647, aguardada há mais de 20 anos pela comunidade de Colônia Nova. A agenda prevê mais viagens para as primeiras semanas de novembro. Estão confirmados deslocamentos para Santana do Livramento, na fronteira oeste, e para Alegrete. Nas duas cidades, Yeda participa de solenidades oficiais - em Alegrete, inaugura uma unidade neonatal. As datas ainda não foram confirmadas pelo cerimonial da governadora. Há viagens marcadas também para Santo Ângelo, Cruz Alta e Pelotas.


DO BLOG BRASIL,MOSTRA A TUA CARA
Mais um do PSDB cassado
STF determina o afastamento imediato do senador Expedito Júnior
O Supremo Tribunal Federal (STF) determinou nesta quarta-feira (28) que o Senado cumpra de imediato a decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que, em junho, confirmou a cassação o mandato do senador Expedito Júnior (PSDB-RO) por compra de votos e o abuso de poder econômico nas eleições de 2006.Em plenário, por 7 votos a 1, os ministros atenderam a um mandado de segurança protocolado por Acir Marcos Gurgacz (PDT), segundo colocado na eleição de 2006 para o cargo de senador por Rondônia. De acordo com a decisão do Supremo, Acir Gurgacz deverá assumir a função, pois suplentes de Expedito também foram cassados pelo TSE. Gurgacz cumprirá mandato até 2015. O G1 entrou em contato com a assessoria de Expedito Júnior e aguarda o retorno do senador.No processo, a defesa de Acir pedia que o STF ordenasse o cumprimento imediato da decisão do TSE por parte da Mesa Diretora do Senado. “Se formos aguardar o trânsito em julgado para ser executada [a decisão], poderemos fechar a Justiça Eleitoral. Certamente, levará os quatro anos de um mandato regular”, disse o advogado Fernando Neves, que defende Acir Gurgacz.De acordo com a acusação acatada pelos ministros do TSE, funcionários de uma empresa de propriedade do irmão do senador cassado, Irineu Gonçalves Ferreira, foram orientados a votarem na coligação de Expedito e a conquistarem votos de amigos e familiares em troca do pagamento de R$ 100.

Satélite Brasileiro Será Laboratório Espacial e Fará Testes Hipersônicos

Satélite Brasileiro Será Laboratório Espacial e Fará Testes Hipersônicos.
Posted in 28 October, 2009 ¬ 13:38h. Roberto Silva

Imagine um laboratório espacial reutilizável para realizar experiências em um ambiente de gravidade reduzida (microgravidade), que sirva para desenvolver tecnologias de aviões hipersônicos e que seja inteiramente feito no Brasil, por técnicos brasileiros.
Este é o projeto SARA – Satélite de Reentrada Atmosférica – um satélite de pesquisas que está em desenvolvimento no Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE), em São José dos Campos (SP).
O SARA tem como objetivo o desenvolvimento de uma plataforma orbital para a realização de experimentos em ambiente de microgravidade, destinada a operar em órbita baixa, a cerca de 300 km de altitude, por um período máximo de dez dias.
No futuro, o equipamento abrirá novas possibilidades na realização de projetos de pesquisa e desenvolvimento nas mais diversas áreas e especialidades, tais como biologia, biotecnologia, medicina, materiais, combustão e fármacos, entre outros.
Veículos hipersônicos
Outro objetivo do projeto SARA é o desenvolvimento de estruturas que possam suportar o severo ambiente de reentrada na atmosfera terrestre sem serem destruídos pelo calor. Para isto, os quatro veículos que compõem o programa – dois suborbitais e dois orbitais – deverão fazer avanços progressivos para que o país adquira o conhecimento necessário para o desenvolvimento da tecnologia.
A sequência adotada é semelhante à do programa alemão Shefex (Sharp Edge Experiment), destinado à pesquisa de formas aerodinâmicas para a reentrada de veículos espaciais em regime hipersônico. Tanto o Sara como o Shefex visam o desenvolvimento de tecnologias para a criação de aeronaves e veículos hipersônicos através da análise da reentrada de veículos espaciais na atmosfera terrestre.
Recuperação das naves
No primeiro veículo do programa, o SARA Suborbital, serão desenvolvidas as tecnologias de eletrônica embarcada, do módulo para a realização de experimentos e do sistema de recuperação através de paraquedas. Segundo o gerente do projeto, Luís Loures, pesquisador da Divisão de Sistemas Espaciais do IAE, as maiores dificuldades até agora envolvem exatamente o desenvolvimento do sistema de recuperação.
Dados revelados pelos europeus dão conta de que as taxas de falha neste sistema podem chegar a 20%. A maneira que o projeto encontrou de reverter esta expectativa foi a de investir em ensaios funcionais. Todos os eventos, componentes e equipamentos deste sistema estão sendo sistematicamente investigados e seus desempenhos avaliados. “Nós não temos receio em repetir ensaios caso achemos que valha a pena”, afirma o pesquisador.
O cronograma do SARA Suborbital prevê o término do projeto detalhado para o final deste ano e a qualificação em 2010, quando a plataforma deverá estar pronta para o lançamento.
Muitas Saras
Os demais veículos do programa são o SARA Suborbital 2, destinado a implementar o controle de atitude em voo e o motor de indução de reentrada, o SARA Orbital, para verificar a capacidade de controle e o ambiente tanto em órbita como na reentrada e, por fim, o SARA Orbital 2, que qualificará o sistema de proteção térmica reutilizável. Essas etapas são necessárias para desenvolver e aprimorar cada tecnologia do projeto.
Parte da tecnologia a ser empregada nos próximos veículos SARA já está em desenvolvimento: a plataforma para controle de atitude será a desenvolvida pelo projeto SIA (Sensores Inerciais Aeroespaciais), os materiais para alta temperatura estão sendo testados pela Divisão de Materiais do IAE.
Deverão voar como experimentos na plataforma Shefex 2, enquanto a capacidade de modelar o ambiente aerotermodinâmico e sua averiguação em túnel (Mach 7 a 25) correm em conjunto com o projeto do veículo hipersônico 14-X do Instituto de Estudos Avançados (IEAv), outro núcleo de pesquisa do DCTA.
Criar as sinergias necessárias para o desenvolvimento é uma estratégia clara do projeto, afinal, “nossos recursos financeiros e humanos são limitados”, explica Loures.
Plataforma industrial orbital
No futuro, o SARA pretende ser uma plataforma industrial orbital para a qualificação de componentes e equipamentos espaciais a um baixo custo, o que abre interessantes chances de negócios no Brasil e no exterior, além de realizar pesquisas científicas em microgravidade.
Ao mesmo tempo, os desenvolvimentos em curso de materiais especiais, como o carbono/carbeto de silício, e da capacidade de modelar os fenômenos físicos, permitirão que o país se mantenha conectado com uma nova geração de veículos de reentrada.
Outras aplicações estão relacionadas com as pesquisas para a 2ª geração de veículos lançadores reutilizáveis (a 1ª foram os ônibus espaciais da NASA, e o ônibus russo Buran) e com a tecnologia a ser empregada em aeronaves hipersônicas.
Na prática, o SARA vem aperfeiçoando a forma do IAE conduzir projetos, com novas técnicas de gestão e uma nova aproximação da industrial nacional. “É um projeto pequeno, porém muito complexo. Nós não temos todas as respostas, mas não temos receio de procurá-las, pois contamos com fatores que superam obstáculos: o entusiasmo e a determinação da nossa equipe”, afirma o gerente do projeto.
Nosso Comentário:
O projeto SARA objetiva termos uma plataforma orbital para a realização de experimentos em ambiente de microgravidade. Mas ainda visa desenvolver estruturas que possam suportar o severo ambiente de reentrada na atmosfera terrestre sem serem destruídos pelo calor.
No futuro, o SARA pretende ser uma plataforma industrial orbital para a qualificação de componentes, materiais especiais e equipamentos espaciais.
O objetivo a longo prazo é avançar para a nova geração de veículos de reentrada e para as aeronaves hipersônicas. É por isso que ele trabalha em sinergia com o projeto do veículo hipersônico 14-X. Realmente, pode parecer mesmo um projeto pequeno, mas é muito complexo.
Roberto Silva
DEFESA BR

Lula está confiante na entrada da Venezuela no Mercosul

Lula está confiante na entrada da Venezuela no Mercosul.
Ingresso do país no bloco será discutido com o presidente Hugo Chávez durante encontro nesta quinta-feira.
Agência Brasil
BRASÍLIA - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva está confiante de que o Senado aprovará a entrada da Venezuela no Mercosul, afirmou nesta quarta-feira, 28, o porta-voz da Presidência da República, Marcelo Baumbach. A proposta, já aprovada pela Câmara, está prevista na agenda de votação da Comissão de Relações Exteriores do Senado desta quinta-feira, 29. Se aprovada, irá para o plenário.
Enquanto a comissão aprecia o assunto, Lula estará reunido com o presidente venezuelano, Hugo Chávez, em Caracas. Será o sétimo encontro dos dois presidentes dentro da agenda de reuniões trimestrais que os chefes dos países vêm mantendo.
"O tema do ingresso da Venezuela no Mercosul será discutido entre os presidentes. O presidente está confiante de que o protocolo de adesão será aprovado na Comissão de Relações Exteriores e Defesa, e, muito em breve, também no plenário o assunto será discutido. Além disso, serão discutidas (na reunião de Lula e Chávez) as negociações técnicas de liberalização comercial do Programa de Liberalização Comercial, que estão em andamento e que estão progredindo", disse Baumbach.
Lula partirá de São Paulo para Caracas nesta quinta-feira às 13h, com chegada prevista para as 16h30. À noite, o presidente participará da cerimônia de inauguração do Consulado-Geral do Brasil e do escritório da Caixa Econômica Federal em Caracas. Logo após, jantará com o presidente venezuelano.
Na sexta-feira (30), além de se reunir novamente com Chávez, em El Tigre, cidade localizada no Vale do Orinoco, Lula visitará uma plantação de soja, a primeira da Venezuela. A cultura de soja foi desenvolvida com a tecnologia da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). Após a cerimônia, haverá assinatura de atos e declaração para a imprensa.
A agenda de encontros trimestrais vem sendo mantido pelo Brasil e pela Venezuela com o objetivo de firmar parceria entre os dois países. O comércio bilateral tem crescido e em 2008 ultrapassou a cifra de US$ 5 bilhões.
De acordo com o governo, a colheita de soja em território venezuelano é um exemplo da contribuição do Brasil para a redução da atual dependência da Venezuela de alimentos importados.
Outro tema na agenda do encontro entre Lula e Chávez é o acordo entre Petrobras e empresa venezuelana PDVSA para construir a Refinaria Abreu e Lima. Serão assinados o estatuto e o acordo de acionistas, que apenas haviam sido rubricados em Recife, o contrato de compra e venda e o plano de investimento da refinaria.

Lula:''Juros no cheque especial e no cartão são quase um assalto''.Procurada, a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) não quis se pronunciar

''Juros no cheque especial e no cartão são quase um assalto''.
Presidente acha que taxas só baixam com a conscientização dos clientes
Tânia Monteiro e Leonencio Nossa, BRASÍLIA
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou ontem que é "quase" um assalto a taxa de juros cobrada no cheque especial e no cartão de crédito. Em entrevista logo após o lançamento do Programa Aprendiz Banco do Brasil, Lula disse que os clientes se iludem com os produtos bancários. "A primeira vez que eu ganhei um cheque especial, achei que era gente fina, que estava sendo tratado com certa deferência. Mas, quando, no primeiro mês, vi que não podia pagar na data correta, percebi que não era deferência coisa nenhuma; eu estava sendo quase assaltado pela quantidade de juros que se pagava", relatou o presidente.Na entrevista no Centro Cultural Banco do Brasil, Lula disse que os juros só tendem a baixar com a maior conscientização dos clientes dos bancos. "Quem tem cartão de crédito é um setor médio da sociedade, que tem de entender que a gente só vai moralizar o cartão de crédito no dia que formos mais exigentes conosco mesmos", disse. "Os juros do cartão de crédito são muito altos e do cheque especial, também."Indagado sobre o juro básico para 2010 e se conversou ontem sobre o tema com o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, Lula respondeu: "Eu nem terminei de comemorar 2009 e vocês querem que eu pense em 2010? Até 31 de dezembro, o Brasil já saiu da crise e o crescimento do próximo ano será muito bom". Com relação ao crescimento de 2010, o presidente não quis fazer previsões. "Não vou chutar um número", disse, acrescentando, ao ser questionado sobre a previsão do ministro da Fazenda, Guido Mantega, de que o País crescerá 5% em 2010: "Tem gente que fala em 5%, 4%, 4,5%. Eu prefiro trabalhar para que seja o máximo possível. Vou trabalhar para vocês terem um bom Natal, um fim de ano infinitamente melhor do que o do ano passado e um 2010 melhor ainda. Não há nada que a gente olhe à distância que possa trazer qualquer problema ao crescimento em 2010". Mantega, também presente, fez a defesa dos funcionários públicos. Segundo ele, as "afirmações de que o serviço público é ineficiente é uma balela". Ele afirmou que o Banco do Brasil demonstrou que banco público pode ser mais útil que banco privado. "Se não fossem o Banco do Brasil, a Caixa Econômica Federal e o BNDES, talvez não saíssemos da crise com tanta facilidade, porque eles aumentaram crédito, diminuíram a taxa de juros, quando o País precisava muito."

Procurada, a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) não quis se pronunciar.

ESSA GENTE É QUE QUER FISCALIZAR AS DESPESAS DO EXECUTIVO FEDERAL

“Isso é muito bagunçado. Às 18h30 começa a chegar todo mundo com cabelo molhado, ajeitado, e quando dá 20h30, vai todo mundo embora depois de acessar para receber o pagamento extra”.
Heráclito Fortes, primeiro-secretário do Senado

COMO EU DISSE,EM POSTAGEM DE ONTEM,A "OPOSIÇÃO SEM RUMO" MORRE DE RAIVA

Em homenagem pelos 64 anos, Lula vira ‘corneteiro’.
Ricardo Stuckert/PR

Ao nascer, todo ser humano inicia uma macabra contagem regressiva. Diz-se que, a cada vela soprada no bolo, o aniversariante festeja mais um ano de vida.
Em verdade, festeja-se algo que deveria ser lamentado: menos um ano. A festa não é senão um lembrete acerca do que resta.
Nesta terça (27), Lula apaga sua 64ª vela. A celebração principal está prevista para esta noite, no Alvorada.
A Banda da Guarda Presidencial antecipou-se. Foi à residência oficial do presidente para executar o velho “parabéns pra você”.
Fingindo-se de músico, Lula levou os lábios ao trompete. Não é o instrumentos de sua predileção, contudo.
O presidente prefere manter a boca no trombone. Faz fanfarra por Dilma Rousseff. Imagina que, elegendo-a, sobreviverá na gestão dela. E pode “renascer” em 2014.
Escrito por Josias de Souza às 17h56

PARA A IMPRENSA CORRUPTA E ALIADOS,LULA ESTÁ FAZENDO POLÍTICA

POLÍTICA
Acepções■ substantivo feminino
1 arte ou ciência de governar
2 arte ou ciência da organização, direção e administração de nações ou Estados; aplicação desta arte aos negócios internos da nação (política interna) ou aos negócios externos (política externa);

Lula opera no pré-sal

Lula opera no pré-sal
Para garantir mais recursos para a União, presidente intervém no relatório da partilha.
Ricardo Brito e Daniel Pereira
No dia em que completou 64 anos, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva empenhou-se pessoalmente nas negociações sobre o futuro modelo de partilha na exploração das reservas da camada do pré-sal. Depois de uma terça-feira de pesada intervenção do governo, Lula ganhou um presente na noite de ontem: o relator do texto e líder do PMDB na Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), aumentou o percentual de recursos que serão destinados à União do novo regime. Num recuo de última hora, o peemedebista aceitou elevar de 20% para 30% a fatia que o governo federal vai receber na divisão dos royalties de petróleo. A operação para alterar o texto do líder do PMDB começou pela manhã. Em nome da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, a secretária-executiva da pasta, Erenice Guerra, afirmou ao peemedebista que o governo não aceitava o percentual de 20%. No início da tarde, o próprio presidente da República reforçou a posição. Lula aproveitou o telefonema de congratulações pelo aniversário recebido do presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP), para pedir-lhe ajuda no acordo sobre o projeto do pré-sal. Temer conversou várias vezes ao longo do dia com o relator. “Vou tomar mais um sufoco do governo”, afirmou o líder do PMDB, na saída de um encontro da bancada com o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles. Às 18h, uma hora antes da reunião de apresentação do texto, o relator fechou-se no gabinete e acertou os últimos detalhes da proposta(1). Subiu a fatia da União dos royalties. Num outro ponto, porém, manteve-se irredutível: elevou de 10% para 15% a alíquota dos royalties. Horas antes, o líder do PMDB esteve com o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão (PMDB), e com o secretário de Políticas Econômicas do Ministério da Fazenda, Nelson Barbosa. Eles cobraram a manutenção da alíquota no percentual anterior. Na prática, os cinco pontos percentuais sairão dos cofres da União para estados e municípios. “Mantive meu relatório por convicção”, disse Alves sobre a alíquota.

Parlamentares dos EUA querem Venezuela na lista negra do terrorismo

Parlamentares dos EUA querem Venezuela na lista negra do terrorismo.
France Presse
O representante republicano Connie Mack anunciou nesta terça-feira que apresentará ao governo de Barack Obama um projeto de lei para incluir a Venezuela na lista de países patrocinadores do terrorismo."A resolução foi tomada com meu amigo, o congressista Ron Klein (democrata), declarou Mack durante uma audiência no Congresso sobre a presença do Irã na América Latina.
"A Venezuela é um perigo que não deve ser subestimado", acrescentou Mack.A lista de patrocinadores de terrorismo só inclui, atualmente, quatro países: Cuba, Sudão, Irã e Síria, depois que a Coreia do Norte saiu da lista no dia 11 de outubro.Os estados considerados patrocinadores do terrorismo não podem receber ajuda econômica dos Estados Unidos nem gozar de benefícios comerciais nem de tratados financeiros, entre outras proibições.

A lista é atualizada anualmente e assinada pelo presidente americano.

NOTÍCIAS ESCONDIDAS

Brasil é exemplo no combate ao trabalho escravo infantil, diz OIT.
Agência Brasil
Os programas sociais do governo federal, como o Bolsa Família e o Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (Peti), são apontados pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) como modelos que devem ser seguidos. O levantamento detalhado sobre o trabalho infanto-juvenil no Brasil também deve ser tomado como exemplo pelos países vizinhos. Dados recentes indicam que há cerca de 4,3 milhões de crianças e adolescentes em atividades ilegais no território brasileiro, mas com tendência à redução.O coordenador do Programa para Eliminação do Trabalho Infantil da OIT, Renato Mendes, disse nesta segunda-feira (26/10) que, em geral, as crianças e os adolescentes em situação de trabalho escravo têm atividades voltadas para a agricultura familiar, domésticas e comércio urbano no Brasil.De acordo com Mendes, os estados do Piauí, Maranhão e Tocantins são os que apresentam os números mais expressivos do país. “Mas os últimos dados indicam que os números estão caindo no Piauí e Maranhão e infelizmente tendo elevação no Tocantins”, disse ele.A diretora do Programa Internacional para Erradicação do Trabalho Infantil, Michelle Jankanish, destacou o esforço do governo federal no combate ao trabalho escravo entre crianças e adolescentes. Para ela, o Brasil conseguiu gerar novas competências e aumentar os esforços para eliminar o problema.Michelle se referiu indiretamente ao Programa Bolsa Família (PBF), que é de transferência direta de renda destinada a atender famílias em situação de pobreza (com renda mensal por pessoa de R$ 70 a R$ 140) e extrema pobreza (com renda mensal por pessoa de até R$ 70).Para a OIT, outro exemplo de programa bem-sucedido é o Peti. O programa tem como objetivo contribuir para a erradicação de todas as formas de trabalho infantil no país, atendendo famílias cujas crianças e adolescentes com idade inferior a 16 anos se encontrem em situação de trabalho.Nesta segunda-feira (26), o governo do Brasil e de mais quatro países - Bolívia, Equador, Paraguai e Timor Leste – assinaram projetos de cooperação com o apoio da OIT e da Agência Brasileira de Cooperação (ABC), que vai repassar US$ 2 milhões para que executem as propostas conjuntas.

Lula vs. Fernando Henrique,o sociólogo "isento" analisa

Marcos Coimbra
Sociólogo e presidente do Instituto Vox Populi
marcoscoimbra.df@diariosassociados.com.br
Lula vs. Fernando Henrique

Em outubro do ano que vem, os eleitores terão que pensar no que querem que aconteça adiante e não no que já aconteceu. Eles não vão acertar contas com o passado, mas definir como será o futuro. Esse, contudo, é o projeto de Lula para sua sucessão e disso não cabe duvidar.
Lula nunca escondeu o que pretende fazer na eleição de 2010. Pode-se, portanto, acusá-lo de muitas coisas em relação às suas pretensões sobre ela, menos de agir de maneira sorrateira. O desejo confesso e proclamado do presidente é fazer o que ele chama, com alguma impropriedade, de um plebiscito. Nele, o eleitorado votaria escolhendo qual governo foi melhor, se o seu ou o do antecessor. É como se na urna não estivessem os nomes dos candidatos, mas as alternativas Lula e Fernando Henrique. Às vezes, ele ou algum de seus assessores apresenta uma formulação um pouco diferente. Não seria um plebiscito a respeito de presidentes, mas de “projetos”. O que as pessoas escolheriam seria entre o “projeto tucano” e o dele. É difícil imaginar como as pessoas fariam essa opção. Passados 8 anos do fim do período de FHC, as especificidades de seu governo em relação ao atual já não são nítidas, salvo para especialistas e historiadores. Elas foram sendo progressivamente esquecidas, sobressaindo mais as semelhanças e continuidades do que as rupturas. Afinal, que grandes mudanças ocorreram em áreas como a política econômica, a política agrícola, a relativa ao meio ambiente e tantas outras? Onde elas foram inquestionáveis aos olhos da opinião pública, como na política social, a marca pessoal de Lula é tão forte que voltamos a comparar presidentes e não “projetos”. O Bolsa Família, para ficar no caso mais paradigmático, tem a cara de Lula e só dele. O plebiscito seria mesmo entre os dois. O eleitor escolheria um e o passo seguinte seria uma simples decorrência. Quem preferisse Lula votaria em Dilma e quem gostasse mais de FHC, no candidato do PSDB, Serra ou Aécio. Nos termos em que está, é uma proposta estranha. Por que razão a preferência por um presidente passado seria suficiente para fundamentar a escolha de um presidente futuro? Em outubro do ano que vem, os eleitores terão que pensar no que querem que aconteça adiante e não no que já aconteceu. Eles não vão acertar contas com o passado, mas definir como será o futuro. Esse, contudo, é o projeto de Lula para a sua sucessão e disso não cabe duvidar. Podemos apenas discutir se vai dar certo e em que condições tem mais chances de funcionar. A primeira premissa para o plebiscito é que ele e seu governo sejam representados por uma candidatura com o mínimo possível de biografia autônoma. Qualquer experiência anterior na administração pública, qualquer mandato popular e qualquer notoriedade conquistada fora do governo não são apenas desnecessárias, mas um diversionismo indesejável. A única coisa que se espera dela é que seja capaz de encarnar Lula e o lulismo. A segunda é que exista apenas uma candidatura com esse papel. Se houver duas, saímos do plebiscito e passamos a comparar biografias, algo que Lula não quer que se faça (se quisesse, talvez nem tivesse pensado no nome de Dilma). Assegurar a primeira dependia somente dele e está feito. A segunda pareceu ficar complicada quando Marina Silva rompeu com o script e se lançou candidata. Pelo que se vê hoje, no entanto, o cenário em que ela cresceria ao ponto de inviabilizar a bipolarização não parece assegurado. Ciro deu mais uma mostra de fidelidade a Lula, mudando seu título eleitoral para São Paulo. Com o gesto, deixou claro que só vai manter a candidatura presidencial se Dilma empacar nas pesquisas. Heloísa Helena dá sinais de preferir uma vaga no Senado por Alagoas a ficar mais 4 anos sem mandato (ou voltando a ser vereadora em Maceió em 2012). Como PSDB, DEM e PPS já tinham mostrado que concordavam com o plebiscito de Lula, apresentando apenas um nome e se inclinando por Serra, o mais identificado com Fernando Henrique, parece que é para ele que vamos. Em um dos paradoxos típicos de nosso sistema político, quem mais relutava eram as forças governistas. Agora, os retardatários entraram e todos estão no mesmo barco.

Questão agrária e os ruralistas

Questão agrária
Governo tem o seu dossiê
Em contraponto à intenção de esmiuçar repasses a movimentos sociais na CPI do MST, situação reúne possíveis “deslizes” do agronegócio
Danielle Santos

A base aliada do governo guarda outra arma para contra-atacar a oposição na CPI do MST: ampliar as investigações de repasses públicos a entidades ligadas ao agronegócio. Para isso, a Frente Parlamentar da Terra, da qual o presidente é o petista Dr. Rosinha (PR), tem na manga um estudo encomendado ao pesquisador Sérgio Sauer, da área de estudos agrários da Universidade de Brasília (UnB), sobre o montante de recursos públicos que os grandes produtores recebem para financiar entidades como o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) e o Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo (Sescoop). Segundo o dossiê, entre 2000 e 2006, as entidades teriam recebido juntas R$ 1,1 bilhão e não comprovaram a aplicação correta do dinheiro. Os dados foram repassados em 2007— segundo o documento — pelo Ministério da Previdência Social, responsável na época pelo recolhimento dos impostos do setor. Um dos casos foi parar no Ministério Público do Paraná, que, segundo o documento, teria pedido justificativas ao Senar do estado pela compra de 12 veículos sem a realização de licitação, o que gerou um gasto de aproximadamente R$ 335 mil. Outro caso citado é uma fiscalização do Tribunal de Contas da União em um convênio do Senar firmado para o financiamento da Feira Internacional de Tecnologia Agrícola em Ação de 2004, em São Paulo. Com base no texto, o dinheiro — R$ 101 mil — teria sido empregado indevidamente na compra de camisetas, uniformes e canivetes, além da contratação de serviços de bufê. O órgão fiscalizador apontou que a despesa não tinha respaldo nos objetivos da entidade, que tem como finalidade a formação profissional de trabalhadores rurais. O conteúdo das 148 páginas do estudo de Sauer, antecipado pelo Correio há um mês, está sendo atualizado até o primeiro semestre deste ano para servir de base à Comissão. “Se a CPI vai abrir o precedente para fiscalizar repasses da União, nada mais justo do que ampliar o leque e rastrear as entidades do agronegócio”, defende Dr. Rosinha.

terça-feira, 27 de outubro de 2009

GESTÃO TUCANA: SERRA FAZ PROJETO DE LEI INCONSTITUCIONAL PARA PROFESSORES DE SÃO PAULO

http://click.uol.com.br/?rf=home-horizontalA-manchete&u=http://educacao.uol.com.br/ultnot/2009/10/27/ult105u8827.jhtm

SE EU TIVESSE OS RECURSOS HUMANOS,FINANCEIROS E TÉCNICOS DO "JN" FARIA UM JORNAL ESPETACULAR E AS PESSOAS FICARIAM ANSIOSAS PARA VER O PRÓXIMO

MAS O "MODO DE FAZER" CONSEGUIU DESTRUIR O "JN" DE ONTEM. TUDO PORQUE ATRELA AO JORNALISMO À POLÍTICA PARTIDÁRIA DO PIG. É UMA PENA.

TERRA,ESTADÃO E UOL,QUEM QUISER QUE ENTENDA

TERRA
Empréstimo a pessoa física tem menor juro desde julho de 1994
Inadimplência no Brasil recua pela primeira vez em um ano
ESTADÃO
Inadimplência é a pior desde 2001
UOL
BC registra aumento de juros no início de outubro

"OPOSIÇÃO SEM RUMO" MORRE DE RAIVA
















CLIQUE NAS FOTOS
BRASÍLIA – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu uma visita especial na manhã desta terça-feira no Palácio do Alvorada, dia em que comemora 64 anos de idade. A Banda da Guarda Presidencial fez uma apresentação especial ao presidente.
Lula chegou a tocar o instrumento de sopro de um dos integrantes da banda. As comemorações de aniversário começaram no último sábado, quando o presidente recebeu centenas de simpatizantes do Partido dos Trabalhadores para “apagar as velas”, em uma tenda armada no jardim do Alvorada.
Lula toca instrumento durante apresentação da Banda da Guarda Presidencial
Entre os presentes que recebeu no sábado, está um jogo de pôquer, entregue pelo vice-presidente José Alencar, e um arranjo de trinta estrelas, simbolizando os trinta anos do PT, entregue por uma criança, em nome do partido.
Divulgação
Lula brinca com Banda da Guarda Presidencial durante comemoração de seus 64 anos de idade.

Lula autoriza BNDES a financiar estádios da Copa

Lula autoriza BNDES a financiar estádios da Copa.
São R$ 400 milhões disponíveis para cada uma das 12 arenas e os débitos poderão ser saldados com o BNDES em 12 anos.
BRASÍLIA - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva autorizou a abertura de uma linha de crédito do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) para financiar até 75% das obras dos estádios que receberão jogos da Copa de 2014
No total, serão R$ 4,8 bilhões para reformas de arenas já existentes e construção de novos palcos para os jogos do Mundial. Cada um dos 12 estádios receberá R$ 400 milhões. A informação foi divulgada nesta terça-feira pelo ministro do Esporte, Orlando Silva.
Ao sair de uma reunião com o presidente Lula e os ministros Paulo Bernardo (Planejamento, Orçamento e Gestão) e Márcio Fortes (Cidades), no Centro Cultural do Banco do Brasil (CCBB), em Brasília, Orlando Silva disse que os investidores nas obras dos estádios - públicos e privados - terão uma carência de três anos e poderão saldar os débitos com o BNDES em 12 anos. As dívidas serão corrigidas pela Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP) mais 1,9% ao ano.