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BRASÍLIA - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva condenou nesta quarta-feira os críticos que apostavam que o Brasil passaria por um novo apagão, nos moldes como o que ocorreu no governo de Fernando Henrique Cardoso. Ao agradecer o desempenho do ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, que deixa a pasta para participar das eleições de outubro, disse que não faltaram "aves de mau agouro" torcendo para novos blecautes ocasionados por falta de investimento.
- O Brasil está tranquilizado do ponto de vista energético. Quantas aves de mau agouro torceram para que faltasse energia neste país para mostrar que no nosso governo teve o mesmo apagão que teve em 2001. A gente vai terminar o governo sem ter o tão sonhado apagão dos meus adversários - disse Lula ao empossar dez novos ministros.
A perspectiva de novas usinas está contida na segunda etapa do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), que contempla investimentos a partir de 2011 e governos que ainda não foram eleitos. Ao todo, as usinas terão capacidade de geração de 47,8 mil MW de energia.
O estado do Pará deverá ter a maior quantidade de novas hidrelétricas conforme previsão do Comitê Gestor do PAC. O estado governado pela petista Ana Julia Carepa, por exemplo, terá em seu território as usinas plataforma de Jatobá, Jamanxim, Cachoeira dos Patos, Jardim do Ouro, Cachoeira do Caí, Chacorão e São Luiz do Tapajós.

2 comentários:
Hélio: aqui está o dicurso
UM DOS DISCURSOS MAIS FORTES DO LULA. NA MINHA OPINIÃO.
DEU NOME A IMPRENSA PIG:
http://www.youtube.com/watch?v=zrBK3eeu5tQ&feature=player_embedded
Está no: http://diariogauche.blogspot.com/
quarta-feira, 31 de março de 2010
Somos, sim, partido político e daí? – confessa uma executiva da Folha
Maria Judith Brito é também presidente da Associação Nacional dos Jornais – ANJ
- A liberdade de imprensa é um bem maior que não deve ser limitado. A esse direito geral, o contraponto é sempre a questão da responsabilidade dos meios de comunicação. E, obviamente, esses meios de comunicação estão fazendo de fato a posição oposicionista deste país, já que a oposição está profundamente fragilizada. E esse papel de oposição, de investigação, sem dúvida nenhuma incomoda sobremaneira o governo [Lula].
A declaração franca e sincera partiu da executiva do grupo Folhas e presidente da ANJ (Associação Nacional dos Jornais), Maria Judith Brito (foto). A inconfidência se deu no dia 18 de março último em reunião na sede da Fecomércio, no Rio, e contou com o testemunho de jornalistas e dirigentes das entidades de imprensa, Abert (Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e TV) e Aner (Associação Nacional dos Editores de Revistas).
O que a presidente da ANJ admitiu é precisamente o que este blog DG repete desde que veio ao mundo, cinco anos atrás: a mídia brasileira é o grande partido político de oposição no Brasil, face à opacidade dos partidos tradicionais e seus líderes. Esse fato não seria tão grave, se a própria mídia admitisse a condição de partido político de oposição. Mas na prática não é o que se vê, a grande imprensa insiste em representar o (falso) papel de protagonista da isenção política e da neutralidade ideológica. Com a confissão de Judith Brito (a rigor, uma trapalhada política imperdoável, se vista sob o prisma de interesses da direita) a conversa sai do território do cinismo e começa a adentrar uma área de menos fricção e mais sinceridade, por parte dos donos e executivos da mídia brasuca.
Agora, só resta aos afiliados e associados da ANJ reproduzirem em editoriais altissonantes a admissão tardia de sua liderança maior. Acho difícil que isso aconteça, mas de qualquer forma fica o registro (indelével) para a posteridade.
As palavras de Judith Brito estão gravadas no bronze incorruptível da nossa memória. (Retórica à moda de Gaspar da Silveira Martins, líder maragato guasca.)
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