NELSON DE SÁ nelsonsa@uol.com.br
Esperança
Começam a sair os primeiros balanços, no exterior, do confronto no Rio. A "Economist" diz que as UPPs, "Pacification Police Units", conforme "se mantêm nos lugares", parecem estar levando "os moradores das favelas a dar boas-vindas à polícia, o que é novo". Mais, "estão se permitindo esperança".
Em análise, a Reuters destaca que "as cenas de guerra urbana podem representar um passo crucial, e positivo, no desenvolvimento da economia do Brasil -caso a polícia seja capaz de manter o controle das favelas antes fora do domínio da lei".
A BBC pergunta se "a operação vai trazer segurança de longo prazo aos moradores" e responde que desta vez é diferente, sublinhando as UPPs. Mas há "vozes de preocupação", caso da Anistia Internacional, que cobra mudanças no sistema judicial.
VOZ DA COMUNIDADE
Aluizio Freire/g1.globo.com![]() | O portal G1, da Globo, entrevistou ontem Renê Silva, do jornal e perfil de Twitter que chamou a atenção nos confrontos |
Ontem, o "Voice of the Community" foi tema de longa reportagem na BBC, enfatizando a disseminação das redes sociais.
TRIÂNGULO DOURADO
wsj.com![]() | No "WSJ", os achados da década no Atlântico |
Em quadro, o jornal destaca as 11 descobertas da década no Atlântico. Sete delas são operadas pela Petrobras. Duas, pela Shell.
"NYT" VS. WIKILEAKS
A cobertura de mídia do Yahoo News informou que o "New York Times" não recebeu os novos documentos do WikiLeaks, mas do "Guardian". O jornal americano vem sendo criticado pela organização. Em entrevista em julho, Julian Assange chamou o "NYT" de "pusilânime" e "antiprofissional" por abrir documentos anteriores ao governo americano -e não linkar o site do WikiLeaks.
O "NYT" confirmou que Assange decidiu não passar os documentos diretamente. No site do jornal, o editor-chefe Bill Keller respondeu, a leitores críticos do vazamento, que a edição foi feita "em consulta com o Departamento de Estado".
"WSJ" VS. WIKILEAKS
Uma semana antes da divulgação dos vazamentos, o "WSJ" foi contatado pelo WikiLeaks -e recusou. Foi o que publicou o próprio jornal de Rupert Murdoch, sob o título "Publicar vazamentos ou não publicar?". Dizendo ser "estratégia do WikiLeaks para levantar seu perfil", justifica sua decisão: "Não queríamos concordar com as precondições sem ter uma compreensão mais ampla do que os documentos continham".
Realidade
A instituição Council on Foreign Relations, dos EUA, postou análise de seu presidente, Richard Haas, destacando que "a divulgação não autorizada de documentos diplomáticos, ainda que revele pouco, pode afetar interesses vitais de segurança nacional". Já a "Foreign Policy" postou, de David Rothkopf, que o vazamento mostra "Como o mundo é realmente governado", com revelações como a extensão do financiamento saudita à Al Qaeda.
Lady Gaga
Sob o título "Pesadelo de diplomata é sonho de historiador", no "Guardian", Timothy Garton Ash escreveu o texto de maior repercussão sobre o "banquete de segredos". Ecoa por "New Yorker" etc. Encerra ironizando a "decisão estranha dos EUA de pôr toda uma biblioteca de correspondência diplomática num sistema de computador de segurança tão brilhante que um jovem de 22 anos poderia baixá-la num CD de Lady Gaga. Não é gaga?".



0 comentários:
Postar um comentário