
domingo, 28 de fevereiro de 2010
LEITURA OBRIGATÓRIA PARA OS 5%.LEIAM SEM RANCOR E DEIXEM O ESPÍRITO OTIMISTA DE LULA ENTRAR EM VOCÊS
Empresas brasileiras cobiçadas na França
País europeu instalará agência de investimentos em São Paulo para atrair capital brasileiro de longo prazo
| Monique Renne/Esp. CB/D.A Press - 16/3/07 |
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| Linha de montagem da Natura: a exemplo da fabricante de cosméticos, as verdes e amarelas Embraer, Vale e Perdigão atuam no território francês |
O Brasil está na alça de mira da França. Em maio, a Agência Francesa para Investimentos (IFA, na sigla em inglês) inaugura seu escritório em São Paulo. A intenção é convencer o empresariado nacional a incluir o país europeu em seus planos de expansão internacional, divulgando os incentivos oferecidos pela legislação local e dando todo o suporte para que o empreendimento se torne operacional no menor tempo possível. A estratégia é impulsionar o crescimento econômico e reduzir a taxa de desemprego, que alcançou 10% em dezembro, acima do registrado por Alemanha (7,5%), Itália (8,5%) e até pela própria União Europeia (9,6%).
O Brasil é o primeiro país da América do Sul a receber a agência governamental francesa. “Hoje, estamos presentes em 21 países”, contou David Appia, presidente da IFA. São escritórios na Europa, na América do Norte e na Ásia, trabalhando para atrair capital de longo prazo para a França. O interesse do governo francês pelo Brasil, segundo Appia, tem dois motivos principais. “O primeiro é incrementar, em nível econômico, o bom relacionamento existente entre os dois países.” Ele conta que desde 2003, mais de 65 projetos brasileiros se instalaram na Europa. “Isso demonstra que existe um grande potencial de crescimento.”
Mas a razão principal, Appia não esconde, é que o Brasil atualmente “é um ator muito importante na arena econômica internacional”. Essa percepção se consolidou a partir da rápida recuperação brasileira depois da crise. O presidente da IFA cita Embraer, Vale, Natura e Perdigão como empresas brasileiras já presentes em seu país. “Estamos certos que com nossa presença no Brasil várias outras deverão se juntar a essas.”
Agressividade
Para isso, a França mudou sua legislação em 2008 e passou a oferecer abatimento fiscal de 30% a 60% de todas as despesas com pesquisa e desenvolvimento, o mais agressivo benefício de toda a Europa. O país facilitou a criação de firmas e dá tratamento preferencial a micro e pequenas empresas em licitações públicas. Em janeiro de 2009, foi criada a figura do autoempreendedor para os autônomos, o que resultou na criação de 320 mil empresas em pouco mais de um ano, de acordo com dados da IFA. Com tudo isso, só no ano passado, foram criadas mais de 500 mil companhias.
“Queremos que o empresariado brasileiro se sinta confortável na França”, disse Appia. “A França está aberta a todo tamanho de projeto, em todas as áreas: serviços, agroindústria, cosméticos, farmacêuticas, transportes.” No Brasil, segundo ele, existem mais de 400 empresas francesas estabelecidas. “Essa é uma via de mão dupla. E agora buscamos melhorar nosso trânsito na área de investimentos.”
Perfil francês
Variação do PIB (em %)
2007 - 2,3
2008 - 0,4
2009 - -2,2
2010 - 1,2
2011 - 1,5
Inflação (em %)
2007 - 1,6
2008 - 3,2
2009 - 0,1
Fontes: IFA e European Comission
Recuperação após a crise é vantagem
| Monique Renne/CB/D.A Press - 29/12/09 |
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| Obra do VLT, em Brasília: oportunidades vão além da Copa do Mundo |
Apesar do sentimento de que os ativos brasileiros podem já ter ido longe demais, ainda há muita riqueza a ser explorada no país. De recursos naturais a uma classe média emergente, o Brasil continua sendo uma das melhores apostas para investidores norte-americanos. “O Brasil é bastante visto como a economia que mais rapidamente se desenvolve depois da China e com muito mais confiança no governo, quase não importando quem vencerá a eleição que se aproxima”, disse Michael Fitzgerald, presidente da área de ativos globais e de América Latina do Milbank, Tweed, Hadley & McCloy LLP.
Nos últimos anos, o país consolidou sua posição como uma das principais economias do mundo. Recuperou-se rapidamente de uma breve recessão no ano passado e, para este ano, espera-se que a economia cresça mais de 5%. Dentre os mercados emergentes da América Latina, o Brasil é o maior, mais desenvolvido e no caminho para um crescimento econômico mais forte, segundo os analistas.
Além disso, o país se beneficiará da força da demanda dos consumidores, de mais investimentos e de uma recuperação nos preços das commodities, de acordo com Shelly Shetty, analista sênior da Fitch. “A oportunidade no Brasil vai além da Copa do Mundo e dos Jogos Olímpicos”, afirmou Richard Kang, diretor de pesquisa da Emerging Global Advisors. “O governo brasileiro tem prometido recursos para expansão em infraestrutura, e é de interesse do governo, do crescente setor privado do país e do cidadão comum que isso aconteça, e aconteça rápido.”
Fundo
O Emerging Global Shares lançou na quarta-feira o primeiro fundo negociado em bolsa dedicado à infraestrutura brasileira. O fundo investe em 30 das maiores companhias negociadas em bolsa ligadas à indústria de infraestrutura do país, com uma média de capitalização de mercado de US$ 11,7 bilhões. “A classe média brasileira tem mais dinheiro no bolso. Vai exigir melhores estradas para suas motos e carros, vai exigir que haja infraestrutura”, disse Kang.
O Brasil é também um dos principais fornecedores de matérias-primas para a China. Como economia de maior crescimento do mundo, o país asiático tem funcionado como um colchão para a maior parte dos países exportadores da América do Sul. Essa é uma das razões pela qual o Brasil conseguiu sair da crise financeira global em condições mais favoráveis que muitos países desenvolvidos. “A maior parte da rápida formação de capital do mundo está nos países emergentes, principalmente nos maiores, como o Brasil”, afirmou Fitzgerald, do Milbank.
O número
US$ 11,7 bilhões
Média de capitalização de mercado das 30 maiores companhias negociadas em bolsa ligadas à infraestrutura brasileira
Marcos Coimbra
Sociólogo e presidente do Instituto Vox Populi
marcoscoimbra.df@dabr.com.br
O tempo de Serra
Daqui a algumas semanas, Serra terá que renunciar a seu cargo. Ou seja, vai passar os próximos seis meses enfrentando a dura tarefa de ser candidato, sem nenhum anteparo. Será que ganhou alguma coisa não o sendo desde dezembro? Será que vai ganhar algo esperando que março termine?
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Quando os historiadores do futuro forem analisar as eleições presidenciais de 2010, um dos capítulos mais interessantes será o que trata do sentido de tempo do governador José Serra. Até lá, é possível que alguém já o tenha decifrado. Para quem vive o presente, no entanto, é um mistério.
Os simpatizantes mais entusiasmados de sua candidatura dizem que o compreendem. Mas são só eles. Mesmo muitos de seus correligionários têm dificuldade de entender seu comportamento na altura em que estamos.
Para quem, como ele, liderava as pesquisas desde 2007, o certo era agir do modo que agia. Embora fosse óbvio que pretendia se candidatar, não havia razão para assumi-lo tão prematuramente. Se o fizesse, tudo que dissesse, qualquer coisa que acontecesse no seu governo, cresceria de tamanho, sempre de maneira negativa. E o pior é que, em troca, a visibilidade não lhe traria qualquer benefício, por já ser bem conhecido da opinião pública nacional. Sequer a velha “falem bem ou mal, mas falem de mim” o atraía, por conseguinte.
Quando Aécio resolveu questionar a inexorabilidade da candidatura, mais ainda se justificava uma postura de cautela. Se havia dois nomes em disputa, ambos em condições de representar o PSDB na eleição, nenhum podia posar de candidato oficial. Aliás, nenhum o era.
Isso foi bom para Serra, pois permitiu que mantivesse a candidatura quieta em seu canto, protegida dos riscos da exposição antecipada. Era tão bom que muita gente chegou a pensar que estava mancomunado com Aécio, que fingia ser candidato apenas para servir de biombo para seu companheiro.
De dezembro para cá, as coisas mudaram. Quando tomou a decisão de retirar seu nome da disputa pela indicação tucana, Aécio mostrou que a candidatura não era um simples jogo de cena, uma manobra articulada com Serra. Mas ele foi além ao anunciá-la, deixando claro que aceitava a decisão de seu partido, de não escolher entre as duas opções que estavam postas. Assim fazendo, de ficar com Serra.
No cenário que vivemos desde o início do ano, é difícil entender os motivos que levam o governador de São Paulo a insistir na cautela. Dentro do PSDB, ninguém mais discute quem vai ser o candidato. No conjunto das oposições, ela só gera impaciência. Quanto ao governo, tanta prudência em nada inibe as movimentações (se não provoca o oposto) e deixa o terreno livre para o crescimento de Dilma.
Do que será que Serra imagina que se poupa ao retardar o que qualquer outro político já estaria fazendo? Apenas por hipótese, se, por exemplo, tivesse acontecido o inverso no PSDB, ele deixando a vaga para Aécio, não teríamos hoje o governador de Minas em plena campanha? Ou alguém imagina que Aécio estaria recolhido em cuidadoso silêncio? Quem tem responsabilidade de governo não pode se dedicar em tempo integral à política, mas muito se pode fazer sem ultrapassar os limites que se deve respeitar nesses casos.
Seja na discussão de um programa alternativo à proposta de continuidade que caracteriza a candidatura de Dilma, seja na procura de entendimentos políticos e com a sociedade civil, junto a movimentos sociais, segmentos organizados, grupos de interesse, há muito a fazer na construção de uma candidatura das oposições. Nada se ganha deixando tudo para depois, para uma “hora certa” que ninguém sabe qual é.
Daqui a algumas semanas, Serra terá que renunciar a seu cargo. Ou seja, vai passar os próximos seis meses enfrentando a dura tarefa de ser candidato, sem nenhum anteparo. Será que ganhou alguma coisa não o sendo desde dezembro? Será que vai ganhar algo esperando que março termine?
Por enquanto, sua cautela só tem uma consequência: manter uma dúvida sempre no ar, sobre se vai mesmo ser candidato ou não. Uma incerteza que, a crer na imprensa de São Paulo, contagia seu partido. Não foi em um dos principais jornais do estado que lemos, outro dia, que o PSDB faz “tentativa para tornar irreversível a candidatura de Serra”? Contra quem é preciso fazer essa “tentativa”? Se não é contra o PSDB e os partidos de oposição, nem contra o PT e o governo (que nada têm a ver com isso), contra quem seria? Contra o próprio Serra?
CORREIO BRAZILIENSE CHORA A DESCOBERTA DA QUADRILHA DEM/PSDB/PPS , NO DF
Ana Maria Campos
Lilian Tahan
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| Governador afastado, Arruda cumpre prisão preventiva desde 11 de fevereiro |
As denúncias feitas pelo ex-secretário de Relações Institucionais Durval Barbosa envolveram dezenas de autoridades. Além das duas figuras mais importantes do Executivo, Arruda e Paulo Octávio, a investigação envolveu diretamente 12 dos 24 integrantes do primeiro escalão, um terço da Câmara Legislativa e o único representante do TCDF nomeado por Arruda. A operação colocou sob suspeita contratos que somam R$ 500 milhões. O escândalo causou ainda desconfiança sobre o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios, com a abertura de investigações (2)no Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) contra o procurador-geral de Justiça do DF, Leonardo Bandarra, e a promotora Débora Guerner.
Em 90 dias, o escândalo no DF produziu feitos inéditos que mobilizaram todas as instâncias da Justiça com decisões inusitadas, como a que convocou suplentes para apreciar os pedidos de impeachment de Arruda no lugar dos titulares sob suspeição pelo envolvimento nas denúncias. Desde 27 de novembro, houve três operações de busca e apreensão, uma delas em pleno sábado de carnaval, e um flagrante de tentativa de suborno, quando o ex-conselheiro do Metrô-DF Antônio Bento entregava uma sacola com R$ 200 mil ao jornalista Edson Sombra. A negociação foi totalmente monitorada pela Polícia Federal (PF) e culminou num feito inédito: a prisão de um governador no exercício do cargo.
Vitrine
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| Paulo Octávio, que também é investigado, assumiu o GDF, mas renunciou na última terça-feira |
Outra marca da Operação Caixa de Pandora é o pedido de intervenção federal na capital do país, protocolado no Supremo Tribunal Federal (STF) pelo procurador-geral da República, Roberto Gurgel. Desde que a capital conquistou a autonomia política, 20 anos atrás, o tema nunca foi cogitado. Se os ministros do STF acatarem o pedido, será o primeiro caso, entre os 129 pedidos que tramitam na Justiça.
Impeachment
Com tantos comprometimentos, Arruda agora tem como meta principal encontrar um caminho para se livrar da prisão, mesmo que isso signifique não voltar ao comando do Governo do Distrito Federal. Na verdade, essa não é uma escolha de Arruda. Caminha com celeridade o julgamento de pedidos de impeachment contra o governador do DF na Câmara Legislativa. O relatório de abertura do processo por crime de responsabilidade teve o apoio unânime na Comissão Especial criada para tratar do assunto. Até o deputado Paulo Roriz (DEM), considerado um dos mais leais a Arruda, votou a favor da cassação do mandato do amigo.
A tendência é de que o posicionamento da Comissão Especial seja confirmado na próxima terça-feira quando o relatório do deputado Chico Leite (PT) será votado em plenário. Arruda também não tem mais perspectivas de poder em médio prazo. Sem partido, não poderá concorrer nas próximas eleições. Enrolado em denúncias de corrupção, pagamento de propina, desvios de recursos, suposto suborno e falsidade ideológica, o governador — que nas últimas eleições venceu no primeiro turno — não será aceito em nenhum palanque de candidatos. Neste momento, está liquidado politicamente.
1 - Ao chão
No primeiro mês após assumir o governo, Arruda promoveu uma série de demolições de prédios inacabados pela capital. Foram ao chão o edifício de garagens atrás do Venâncio 2000, a carcaça do Brasília Palace Hotel (às margens do Lago Paranoá) e a estrutura do que viria a ser o Shopping do Lago Norte.
2 - Acusações
Em depoimentos prestados à Polícia Federal e ao Ministério Público, Durval Barbosa afirmou que o procurador-geral de Justiça do DF, Leonardo Bandarra, e a promotora Débora Guerner receberam dinheiro para interceder em favor do governo Arruda. Os dois dizem que a denúncia é uma vingança de Durval. Mas o Conselho Nacional do MP abriu investigação para apurar o caso.
A IMPRENSA CORRUPTA APELA POR TUDO,ATÉ A MORTE DO DISSIDENTE CUBANO FOI CULPA DO LULA,MAS SÓ SOBRARAM OS 5% CONTRA ELE
QUANDO COMEÇA UM CERTO JORNAL NA TV E OS APRESENTADORES COMEÇAM A FALAR MAL DE LULA E OMITIR OU ESCONDER NOTÍCIAS QUE SERIAM FAVORÁVEIS A LULA EU ESCUTO AS PESSOAS NOS BARES E NAS CALÇADAS PERTO DA MINHA CASA RIREM E SE DIVERTIREM. NINGUÉM ESTÁ VENDO OU OVINDO OS IDIOTAS. PARA NÃO PARECER EU MESMO UM IDIOTA , IMEDIATAMENTE TROCO DE CANAL.
DEVO CONFESSAR QUE FAZ UM MES QUE NÃO ASSISTO MAIS JORNAIS NA TV , PORQUE , SIMPLESMENTE , NÃO ME INFORMO E SIM ME DESINFORMO.
ADEUS IMPRENSA CORRUPTA , ATÉ A POSSE DE DILMA ROUSSEFF GOELA ADENTRO.
PARA ALEGRAR O DOMINGO
Vanildo Oliveira, pesquisador da Universidade Federal Rural de Pernambuco, entrevistava recentemente uma catadora de mariscos no município de Itapeçuma como parte de um trabalho sobre os pescadores locais:
-A senhora sobrevive de quê? Quantos filhos tem?
Ele foi percorrendo as perguntas do questionário até que, depois de verificar que a mulher era casada, indagou:
-E como é o nome do seu marido?
Ela não teve dúvida:
-Meu marido é o Lula, porque aquele traste que eu tinha lá em casa não me dava um centavo e ainda me largou com cinco filhos. O Lula me dá dinheiro todo mês.
DATAFOLHA PROVA QUE SÓ TÊM 5% CONTRA LULA.COITADOS,TENHO MUITA PENA!
Petista é bem avaliado mesmo entre os eleitores de Serra; pior desempenho do presidente é entre os mais ricos e escolarizados
MALU DELGADO
DA REPORTAGEM LOCAL
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva mantém inalterado o alto índice de popularidade, com aprovação de 73% da população, segundo pesquisa Datafolha feita nos dias 24 e 25.
O percentual apresentou uma mínima oscilação positiva, pois na pesquisa anterior do instituto, feita em dezembro de 2009, 72% dos eleitores entrevistados consideraram o governo ótimo ou bom. Trata-se do melhor desempenho de um presidente desde o início da série histórica feita pelo Datafolha, iniciada em 1990.
Entre os 2.623 entrevistados em todo o país, 20% consideram o governo do presidente regular e 5% péssimo ou ruim.
Lula apresenta popularidade expressiva mesmo entre eleitores que declararam voto em José Serra (PSDB) à Presidência (62% de ótimo/bom). Quando o voto do eleitor é para a ministra Dilma Rousseff (PT), a popularidade dele nesse nicho do eleitorado chega a 92%.
Além de intensificar as viagens pelo país como esteio da pré-campanha da ministra Dilma à Presidência, o que leva a uma superexposição na mídia, Lula também recebeu títulos e homenagens internacionais recentes, como o prêmio "Estadista do Ano" no final de janeiro, pelo Fórum Econômico Mundial, em Davos (Suíça).
Foi exatamente por conta da intensa agenda política ao lado de Dilma que, em 28 de janeiro, Lula foi vítima de uma crise de hipertensão (pressão arterial elevada) e viu-se obrigado pelos médicos a cancelar os compromissos pelo menos durante o final de semana. O susto não fez com que o presidente reduzisse o ritmo com o qual abraçou a pré-campanha de Dilma.
"Eleger a Dilma é a minha prioridade", afirmou Lula, no discurso de fechamento do 4º Congresso Nacional do PT, no final de semana passado.
A pesquisa mostra a convergência entre aspectos da biografia de Lula, seu estilo popular de governo e sua popularidade. Lula tem melhor aceitação no Nordeste (84%), entre os que eleitores com ensino fundamental (77%) e na fatia daqueles que recebem até cinco salários mínimos (75%).
Em contrapartida, é entre os mais ricos, com ensino superior completo e que vivem no Sul do país que Lula apresenta os piores desempenhos.
Para 29% dos que ganham mais de dez salários mínimos, o governo é regular, enquanto 14% do mesmo segmento o consideram ruim ou péssimo. A aprovação é de 56%, 17 pontos percentuais abaixo da média nacional do presidente.
Na região Sul, 65% consideram o governo Lula ótimo ou bom, mas para 26% a administração do petista é regular e 7% a consideram péssima ou ruim.
TROLOLÓ DIZ QUE PESQUISA DATAFOLHA É "TROLOLÓ DO PT"
Em cenário com Ciro, tucano cai 5 pontos e vai a 32%, e petista sobe 5, para 28%
Candidato do PSB tem 12% e está estagnado, assim como Marina Silva, do PV, que mantém o patamar de 8% do levantamento anterior
FERNANDO RODRIGUES
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
A pré-candidata a presidente pelo PT, Dilma Rousseff, registrou crescimento de cinco pontos percentuais na sua taxa de intenções de voto de dezembro para cá. Atingiu 28% e encurtou de 14 para 4 pontos percentuais a distância que a separa de seu principal adversário, José Serra, do PSDB, hoje com 32%.
Esse é o principal resultado da pesquisa Datafolha realizada nos dias 24 e 25 de fevereiro, com 2.623 pessoas de 16 anos ou mais. Confirmou-se a curva ascendente de Dilma, não importando o cenário nem quais são os candidatos em disputa.
Apesar do crescimento da petista, é impreciso dizer que o levantamento indica um empate estatístico entre Dilma e Serra. A margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.
Os dois só estariam empatados tecnicamente em 30% na raríssima hipótese de o tucano estar no seu limite mínimo e sua adversária no limite máximo, segundo a estatística Renata Nunes, do Datafolha.
"A proximidade entre os candidatos é algo visível, mas mais importante nessa pesquisa é mostrar as curvas de alta da candidata do PT e de queda do candidato do PSDB -considerando os levantamentos anteriores", diz Mauro Paulino, diretor-geral do Datafolha.
No cenário no qual Dilma está com 28% e Serra com 32%, Ciro Gomes (PSB) tem 12%. Marina Silva (PV), 8%. Os que votam em branco, nulo ou nenhum são 9%. Indecisos, 10%.
Ciro e Marina estagnados
A pesquisa também revela uma estagnação de Ciro e de Marina. Ambos tiveram exposição em fevereiro, quando seus partidos usaram os dez minutos a que têm direito em rede nacional de rádio e TV.
O efeito foi nulo. Ciro tinha 13% em dezembro. Agora, fica com 12%. Marina parou nos 8% -no cenário mais provável, no qual estão Serra e Dilma.
Os números do Datafolha dão pistas sobre os efeitos da eventual desistência de Ciro -algo desejado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Em dezembro, sem o nome do PSB, havia a possibilidade de Serra vencer no primeiro turno: ele tinha 40% contra 37% de Dilma e Marina somadas. A eleição é liquidada na primeira votação quando alguém recebe acima de 50% da soma de todos os votos dados aos adversários.
Agora, deu-se uma inversão. Quando Ciro está fora, Serra tem 38%, contra 41% somados de Dilma e Marina. Fica mais remota a hipótese de o tucano vencer no primeiro turno. Registre-se que a petista cresce cinco pontos nos cenários principais, com ou sem Ciro.
Num teste com Aécio Neves sendo o candidato do PSDB as coisas ficam mais fáceis para Dilma. Ela lidera com 34% contra 18% do tucano em um cenário sem Ciro Gomes. Quando o nome do PSB está presente, a petista tem 30% contra 21% de Ciro -Aécio fica com 13%.
2º turno
Em dezembro, numa simulação de segundo turno, Serra estava com 49% contra 34% de Dilma. A vantagem de 15 pontos caiu para 4. Hoje, segundo o Datafolha, o tucano registra 45% contra 41% da petista. Em outro cenário de segundo turno, Dilma vence com 48% contra 26% do tucano Aécio Neves.
Todos os candidatos tiveram variação para cima nas suas taxas de rejeição, o que é comum quando o período eleitoral se aproxima. O destaque nesse trecho da pesquisa Datafolha é Serra, cujo percentual subiu de 19% em dezembro para 25% no atual levantamento.
Dilma oscilou de 21% para 23%. Ciro foi de 18% a 21%. Marina, de 17% para 19%.
Quando o Datafolha faz a pesquisa sem mostrar nomes, surge um dado revelador sobre a percepção do eleitor a respeito do processo sucessório: uma queda vertiginosa das menções ao presidente Lula.
O petista era citado espontaneamente por 27% dos eleitores em agosto. Caiu para 20% em dezembro. Agora, bateu em 10%. Apesar da sua popularidade recorde, Lula é cada vez menos citado "porque o eleitor está percebendo que ele não será candidato", diz Mauro Paulino.
Na pesquisa espontânea, Dilma chegou a 10% (a mesma taxa de Lula), contra 7% de Serra.
sábado, 27 de fevereiro de 2010
Dilma cresce em intenção de voto e já encosta em Serra, diz Datafolha
da Folha Online
Pesquisa Datafolha publicada na edição de domingo da Folha, mostra que a ministra petista Dilma Rousseff (Casa Civil) cresceu cinco pontos nas pesquisas de intenção de voto de dezembro para janeiro, atingindo 28%.
No mesmo período, a taxa de intenção de voto no governador de São Paulo, José Serra (PSDB), recuou de 37% para 32%.
Com isso, a diferença entre os dois pré-candidatos recuou de 14 pontos para 4 pontos de dezembro para cá.
A margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais para mais ou para menos. No entanto, é impreciso dizer que o levantamento indica um empate técnico entre Serra e Dilma.
A pesquisa foi realizada entre os dias 24 e 25 de fevereiro. Foram ouvidas 2.623 pessoas com maiores de 16 anos.
Lula pede que Itamaraty e GSI avaliem medidas de assistência ao Chile

Agência Brasil
BRASÍLIA - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva pediu hoje (27) que o Ministério das Relações Exteriores e o Gabinete de Segurança Institucional (GSI) façam uma primeira avaliação de medidas de assistência ao Chile, após o registro de um terremoto de 8,8 graus de magnitude. A informação foi divulgada por meio de nota pelo Itamaraty.
Ainda de acordo com o comunicado, Lula manifestou “profunda preocupação” com o impacto do tremor. “O governo brasileiro expressa sua disposição de prestar, ao governo e ao povo chileno, a assistência que se faça necessária”, afirma o documento.
Segundo o Itamaraty, a embaixada e o consulado-geral do Brasil em Santiago, capital chilena, estão trabalhando para dar apoio aos brasileiros que estão no local.
NEOLIBERALISMO,CAPITALISMO,"ENSINANDO A PESCAR",MAS TUDO COM O DINHEIRO DO POVO E NOS EUA
Fannie Mae perde US$ 15,2 bi no trimestre e pede nova ajuda dos EUA
Empresa financia hipotecas de imóveis no país.
Governo já colocou US$ 76 bilhões na Fannie Mae.
A Fannie Mae, empresa que financia hipotecas nos Estados Unidos, teve prejuízo líquido de US$ 15,2 bilhões no quarto trimestre de 2009, o que corresponde a uma redução de 40% em relação à perda de US$ 25,2 bilhões de igual trimestre de 2008.
É HONESTO A IMPRENSA ATACAR UM PARTIDO E TODOS OS SEUS FILIADOS COM MENTIRAS? NÃO INCORRE EM NENHUMA ILEGALIDADE?
Em resposta a apoio a Irã, Lula diz que visita país que quiser
Laryssa Borges, Portal Terra
SALVADOR - Às vésperas da chegada da secretária de Estado americana, Hillary Clinton, ao Brasil, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afastou nesta sexta-feira qualquer possibilidade de desgaste com a Casa Branca por conta de suas relações comerciais e de sua visita de Estado ao Irã em maio. Em um recado voltado ao provável pedido dos Estados Unidos para que o Brasil aprove sanções contra o país islâmico por uso de armas nucleares com propósitos suspeitos, Lula resumiu: "não vejo nenhum problema em eu visitar o Irã e não terei que prestar contas a ninguém, a não ser ao povo brasileiro".
O Brasil é um dos dez membros rotativos do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) e tem se manifestado contra a imposição de sanções a Teerã. "Todo mundo sabe que o Brasil é o único país do mundo que tem na sua Constituição a proibição da utilização de armas nucleares. Isso é constitucional no Brasil, não é vontade do presidente. Isso é proibido pela Constituição. Eu disse publicamente que eu quero para o Irã o que eu quero para o Brasil. O Brasil está fazendo enriquecimento de urânio. O Brasil quer utilizar seu enriquecimento na indústria farmacêutica, para produzir energia e o mesmo nós desejamos para o Irã. Além disso, o Irã estará rompendo com o tratado que é feito por todos nós nas Nações Unidas e eu não poderia concordar. Isso já foi dito 300 vezes aqui e vou continuar dizendo", disse o presidente brasileiro.
Emissário dos EUA, o subsecretário de Estado para Assuntos Políticos, William Burns está em Brasília para tentar convencer o Brasil a aprovar no Conselho de Segurança um pedido para que o Irã seja penalizado por não dar detalhes esclarecedores sobre seu programa nuclear.
"O Irã é um país de 80 milhões de habitantes, é um país que tem uma base industrial importante, é um país que o Brasil tem a exportação de mais de US$ 1 bilhão e estou indo para o Irã como vou em qualquer país do mundo. Não tem nada. Os EUA nunca pediram para mim para não viajar para qualquer país. Não tem que prestar contas para mim. A relação americana é uma relação soberana. Eles visitam quem querem e eu visito quem quero dentro do respeito soberano de cada país. Cada país exercita a democracia à sua maneira", disse Lula.
A PENÚLTIMA DO CORREIO BRAZILIENSE.O PERIÓDICO QUER PERGUNTAR AOS INGLESES DAS MALVINAS SE ELES QUEREM SER ARGENTINOS
Hora de enterrar o cadáver
Em psicologia fala-se em enterrar cadáveres. Trata-se de imagem que traduz a necessidade de livrar-se do passado para viver o presente. Dito de outra forma: enquanto não se põe ponto final, fatos que ficaram para trás continuarão a ocupar tempo e espaço necessários para o avanço. O conceito, baseado em experiências pessoais, se aplica a acontecimentos coletivos ou nacionais. É o caso da Argentina.
No século 18, espanhóis e ingleses disputaram o controle do arquipélago — Malvinas para os argentinos, Falklands, para os britânicos — porque era estratégico para a navegação no Atlântico Sul e à ligação com o Oceano Pacífico. Independentemente do colonizador, Buenos Aires herdou o território. Mas o Reino Unido o retomou em 1833. Há, pois, 177 anos sob domínio inglês, as ilhas foram sendo povoadas pelos kelpers, colonos do reino de Sua Majestade. Hoje eles são maioria. Dos 3 mil habitantes, só 300 pertencem a outras nacionalidades.
A discussão a respeito da soberania sobre as Malvinas, porém, nunca chegou ao fim. Processos diplomáticos se arrastam governo após governo. A questão é usada como artimanha para desviar a atenção da sociedade de problemas domésticos. Arranja-se um inimigo externo para aliciar a solidariedade política interna. Em 1982, o general Leopoldo Galtieri, a pretexto de defender a soberania do país, invadiu o arquipélago. Na verdade, queria apenas criar ameaça para se manter no poder. Na aventura irresponsável, morreram 649 soldados argentinos e 258 ingleses.
Agora, acossada por inflação que beira os 30%, resistência do setor rural ao impostos escorchantes e denúncias contra a liberdade de imprensa, a presidenta Cristina Kirchner torna a aviar a receita. Contrariada com a possibilidade de exploração de petróleo nas ilhas, ela acusa o Reino Unido de ações próprias de metrópole colonial — em desrespeito a acordo de 1995. O documento prevê a possibilidade de exploração conjunta de riquezas. Mas a atitude intempestiva da presidenta ignora os caminhos da negociação.
Ela parece perseguir o mesmo objetivo do ditador que quis se manter no poder à custa da vida dos cidadãos — mobilizar nacionalismos para ofuscar o cenário de incertezas. Talvez tenha chegado a hora de enterrar o cadáver que se mantém insepulto há quase dois séculos. Depois de tantas idas e vindas, falta perguntar aos ilhéus o que eles querem. Em processo democrático acompanhado de observadores internacionais, a decisão dos moradores poria fim à novela cuja reprise não interessa nem a ingleses, nem a argentinos, nem aos países do Atlântico Sul.
UMA TÍPICA REPORTAGEM DO CORREIO BRAZILIENSE SOLAPANDO A CANDIDATURA DE DILMA ROUSSEFF.É ASSIM QUE A IMPRENSA CORRUPTA TRABALHA.JÁ CONTRA ARRUDA...
Eleições
Ação preventiva contra debandada
Diante da possibilidade de candidaturas destoantes da chapa da ministra Dilma nos estados, PR organiza convenção em abril para enquadrar potenciais dissidentes
| Jose Varella/CB/D.A Press |
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| O ministro dos Transportes, Alfredo Nascimento, presidirá a legenda |
O PR fará uma convenção no início de abril para passar o trator sobre aqueles que ameaçam não apoiar a candidatura da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, ao Palácio do Planalto. A presidência do partido ficará sob o comando do ministro dos Transportes, Alfredo Nascimento, que, além de ser um dos ministros de fora do PT mais próximos a Dilma, tem hoje o lastro do Planalto para concorrer ao governo do Amazonas.
A decisão da troca de comando foi tomada depois que o grupo empenhado na candidatura de Anthony Garotinho no Rio acenou com a possibilidade de abrir mais um espaço para o tucano José Serra no estado. A ameaça, feita durante o carnaval, foi a resposta do PR ao fato de o governador-candidato, Sérgio Cabral, ter pedido à ministra que lhe desse a preferência de parceria eleitoral.
A insinuação foi a gota d’água para o Planalto e para Nascimento, que, aos poucos, foram percebendo sinais localizados do PR contrários à aliança com Dilma. No Ceará, por exemplo, o deputado Roberto Pessoa deseja ser candidato a governador, mas lá o palanque de Dilma é o do governador Cid Gomes, candidato à reeleição. No Rio Grande do Norte, o deputado João Maia (PR) planeja uma candidatura ao governo estadual, mas o PT nacional trabalha a aliança com o PSB da atual governadora Vilma de Faria. O candidato à sucessão de Vilma é o vice-governador Iberê Ferreira, que assume o cargo em abril. Maia é ainda próximo à senadora Rosalba Ciarlini, candidata do Democratas. Não está descartada a montagem de um palanque com o PR na sua chapa, caso Maia não consiga ser candidato a governador.
Na Bahia, o senador César Borges, que pertencia ao grupo do senador Antonio Carlos Magalhães, não encontrou espaço ao lado do PT do governador Jaques Wagner e começa a se reaproximar do deputado ACM Neto (DEM) e do ex-governador Paulo Souto. Essa semana, conversou com ACM Neto: “A dinâmica nacional é diferente da estadual. Estamos conversando em torno de uma aliança local”, afirma o deputado ACM Neto, a quem César Borges apoiou para prefeito de Salvador na eleição de 2008.
Desconforto
Em São Paulo, a situação do PR também não é nada confortável ao lado do PT. O prefeito da capital paulista, Gilberto Kassab, tem ligação antiga com o Partido da República, ao ponto de ter sido presidente da legenda. Ele participou ativamente da campanha de Guilherme Afif Domingos à Presidência da República em 1989 e, ainda que hoje ambos estejam no DEM, as ligações com o PR não morreram e não está descartado que o partido termine no palanque tucano-democrata no estado.
Todos esses movimentos formaram um caldo que terminou por levar o PR a ter que mudar a estratégia até junho, data das convenções partidárias. Até porque o próprio Alfredo começa a ouvir o barulho do motor do PMDB disposto a implodir sua plataforma eleitoral no Amazonas. Lá, é cada vez mais forte o movimento peemedebista em torno da candidatura do vice-governador Omar Aziz ao governo do estado. Quando o atual governador, Eduardo Braga, sair para concorrer ao Senado, Aziz assumirá o governo e já disse a amigos que está interessado em disputar a reeleição.
Alfredo Nascimento fará tudo para estancar a candidatura de Aziz. Ainda em março, como futuro presidente do PR, espera ter mais poder de fogo para cobrar do Planalto uma ajuda no sentido de dinamitar o adversário e assegurar que a ministra Dilma estará apenas no seu palanque. Hoje, o comando do PR acredita que, se conseguir colocar o partido engajado na campanha da ministra, será meio caminho andado para deixar Dilma no palanque de Alfredo.
TÍPICA REPORTAGEM DO CORREIO BRAZILIENSE.REPAREM QUE NÃO SE FAZ JUÍZO DE VALOR.JÁ COM LULA...
Ana Maria Campos
Denise Rothenburg
Na última quinta-feira, Marco Aurélio encaminhou o processo ao STJ para que o relator do caso, ministro Fernando Gonçalves, dê uma posição. Suplente de deputado distrital, Pedro do Ovo deverá assumir o mandato em até 30 dias, devido à licença do presidente da Câmara Legislativa, Wilson Lima (PR), novo governador em exercício do DF. Pedro do Ovo também é alvo de representação por quebra de decoro parlamentar, protocolada pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-DF), no ano passado. Ele foi citado em conversa de Arruda com o ex-secretário de Relações Institucionais Durval Barbosa, colaborador do Ministério Público e da Polícia Federal no inquérito, e teve a casa vasculhada em busca e apreensão autorizada pelo STJ.
O habeas corpus assinado por Pedro do Ovo foi elaborado pelo advogado Paulo Goyaz, que até a decretação da prisão de Arruda, no último dia 11, exercia o cargo de subchefe da Casa Civil do GDF. “Augusto Carvalho foi citado no primeiro depoimento prestado por Durval Barbosa ao Ministério Público do DF como beneficiário de desvios de recursos. É clara a competência do STF. As provas não têm valor jurídico”, afirma Paulo Goyaz. O advogado Cristiano Maronna, da equipe de Nélio Machado, confirma o entendimento: “O foro adequado é o Supremo. Vamos acompanhar o julgamento desse HC porque o resultado se estende a todos os investigados, inclusive, a Arruda”, disse.
Por enquanto, no entanto, segundo Maronna, a aposta da defesa do governador afastado, que está preso numa sala da Superintendência da Polícia Federal há 16 dias, é o mérito do habeas corpus impetrado em favor de Arruda no STF. O julgamento deve ocorrer na próxima quinta-feira. No fim da tarde de ontem, a Procuradoria-geral da República devolveu ao STF um novo parecer sobre o caso, com base no aditamento dos argumentos feitos pela defesa, em que volta a defender a prisão preventiva de Arruda.
Caráter repressivo
Menos de uma semana antes do julgamento do habeas corpus em favor de Arruda, o presidente do STJ, César Asfor Rocha, defendeu ontem a decretação da prisão, ao participar de solenidade na Assembleia Legislativa de Alagoas. “É lamentável que se chegue ao ponto de retirar um governador do cargo, mas se for para cumprir a lei e a Constituição Federal, o Judiciário corta até na própria carne, como já fez com a prisão de juízes e desembargadores”, afirmou. “Atitudes como essa têm o caráter repressivo, mas antes de tudo preventivo, já que serve de exemplo para outros gestores públicos”, acrescentou o presidente do STJ.
Também em entrevista, o presidente do STF, Gilmar Mendes, rechaçou ontem qualquer possibilidade de acordo com a defesa de Arruda que inclua uma troca de licença ou renúncia do governador do DF pela liberdade. “Não existe esse tipo de negociação. Está se traduzindo isso em uma linguagem incorreta, acredito que não é disso que se trata. Nem acredito que a defesa tenha encaminhado o assunto dentro dessa perspectiva”, afirmou Gilmar. Por enquanto, segundo a defesa, Arruda não admite a hipótese de renunciar ao mandato. “A renúncia jamais foi cogitada”, afirmou Maronna. Ele também descartou a possibilidade de desistir do habeas corpus para tentar a revogação da prisão no STJ.
O aditamento do habeas corpus no STF não conta com a assinatura do criminalista José Gerardo Grossi que vinha representando Arruda no caso desde a deflagração da Operação Caixa de Pandora. Grossi e José Eduardo Alckmin deixaram o caso alegando “questões de foro íntimo”. Eles foram surpreendidos pelo ingresso de Nélio Machado na equipe de defesa. A forma como Nélio chegou, sem consultar previamente os advogados já contratados, terminou por atrapalhar o que Arruda sonhava em trazer para a causa: o estilo agressivo de Nélio e o jeito mais ponderado de Alckmin e Grossi. O novo advogado de Arruda começou a atuar sem sequer consultar os colegas, o que terminou por provocar uma “trombada nos estilos”. Amigos dos três contam que não houve uma conversa inicial sobre como poderiam atuar em colaboração. “A saída foi uma escolha pessoal deles e não tenho nada a ver com isso. Não fica nenhuma sequela no relacionamento com os advogados que saíram”, garantiu Machado.
O QUE VOCÊ NUNCA VERÁ NA IMPRENSA CORRUPTA
Presidente da República visita o Haiti |

Porto Príncipe (Haiti) - Em 25 de fevereiro, o Presidente da República Federativa do Brasil, Luis Inácio Lula da Silva, visitou o Haiti. Na oportunidade, o Presidente constatou, em Porto Príncipe, a destruição causada pelo terremoto de 12 de janeiro, assinou convênios com o governo haitiano e participou de uma solenidade na Base General Bacellar, acompanhado de autoridades brasileiras e estrangeiras, dentre elas o Presidente do Haiti, René Préval, o Embaixador do Brasil no Haiti, Igor Kipman, o Ministro da Defesa, Nelson Jobim, o Comandante do Exército, General Enzo, o Comandante da Marinha, Almirante Moura Neto, o Comandante da Aeronáutica, Brigadeiro Saito, o Comandante Militar do Leste, General Catão, e o Force Commander da MINUSTAH, General Floriano Peixoto.
Durante a formatura, o Presidente Lula ressaltou o orgulho do povo brasileiro pelas suas Forças Armadas e o comprometimento do Brasil na reconstrução do Haiti.




O QUE VOCÊ NUNCA VERÁ NA IMPRENSA CORRUPTA
Porto Príncipe-Haiti, 25 de fevereiro de 2010
Brasileiros em missão no Haiti,
Meus amigos,
Minhas amigas,
Embaixador brasileiro no Haiti,
Oficiais-generais aqui presentes,
Vim ao Haiti para expressar a solidariedade brasileira com esse sofrido povo irmão. Quero reafirmar nosso compromisso em ajudar na reconstrução deste país, que tem dado provas de grande coragem e muita vontade de viver.
Mais do que nunca, essa é a missão do Brasil no Haiti: ajudar o país a reencontrar o caminho do desenvolvimento. Esse é o sentido da nossa presença à frente da Minustah. É por essa razão que estou aqui no Brabatt, o orgulhoso batalhão brasileiro.
Quero homenagear todos os brasileiros que perderam sua vida na causa da paz. Deram um testemunho de solidariedade que continuará a inspirar a generosidade da sociedade brasileira. Entre os civis, perdemos a fundadora da Pastoral da Criança, doutora Zilda Arns, e o representante-adjunto da ONU para o Haiti, Luiz Carlos da Costa.
Dezoito jovens militares brasileiros tampouco morreram em vão. Deixaram um exemplo de dedicação e profissionalismo. Contribuíram para o reconhecimento de que as Forças Armadas brasileiras hoje gozam por sua presença no Haiti. Seus nomes sempre serão lembrados por uma pátria comovida e eternamente grata.
A Minustah vinha dando um exemplo extraordinário de como é possível garantir segurança sem esquecer as aspirações ao bem-estar e à dignidade deste povo. As tropas brasileiras são universalmente reconhecidas por sua capacidade de estabelecer laços de confiança e solidariedade seja onde estiverem. Seu êxito em levar paz e tranquilidade aos bairros pobres de Porto Príncipe é reconhecido, admirado e copiado.
Com o terremoto, o país sofreu um grave retrocesso. Grande parte da infraestrutura física foi destruída ou seriamente danificada. Um povo que vivia em condições materiais precárias agora enfrenta o desafio da sobrevivência. Confiamos na determinação do povo haitiano em retomar a caminhada da reconstrução da maior estabilidade política, da participação democrática.
É o que nos garantem as incontáveis demonstrações de heroísmo e de solidariedade nos dias e semanas que se seguiram ao terremoto. Compartimos a dor e o sofrimento daqueles que perderam familiares e bens. Vamos ajudar a reconstruir vidas, moradias e infraestrutura. O Brasil e a Minustah vão perseverar, pois sabemos que os haitianos não desistirão. Nisso nos inspiramos pela vontade indomável de viver daqueles que sobreviveram dias e semanas debaixo de escombros. Nunca deixaram de acreditar no resgate, assim como aqueles que escavaram, sem pausa, com as próprias mãos. É com esse mesmo sentido de urgência e dedicação que aviões da FAB estão levando diariamente assistência humanitária ao Haiti e estão na linha de frente da presença brasileira. O navio Almirante Saboia está levando... está trazendo 180, ou melhor, 80 toneladas de alimentos, 100 toneladas de medicamentos e 16 toneladas de água. Sessenta e três médicos do Exército brasileiro, junto com 11 civis voluntários, além de dois helicópteros foram enviados ou foram trazidos para o Haiti.
Esse é um esforço nacional. A sociedade civil e empresas brasileiras também estão mobilizadas para ajudar. Só as ONGs já arrecadaram centenas de milhares de reais.
No entanto, passada a atual emergência, o Haiti continuará confrontado com o desafio de gerar capacidade produtiva que dê sustentação econômica ao País. Precisamos buscar respostas de longo prazo para ajudar o Haiti a encontrar novas vocações econômicas. Só assim poderá superar uma longa história de opressão, pobreza e desesperança.
O compromisso brasileiro com o Haiti é de longo prazo. Prova maior disso é nossa determinação em viabilizar a hidrelétrica de Artibonite, que fornecerá água e energia para a reconstrução do Haiti. Na Conferencia para Reconstrução do Haiti, em março, vamos aproveitar a renovada mobilização e solidariedade internacional. Para enfrentar esse novo desafio, a Minustah vai crescer. Estamos dobrando o seu contingente que será reforçado com mais 750 militares e 150 policiais do Exército.
Sei que o Brasil poderá contar com vocês nesse novo desafio. E eu queria, Comandante, dizer aqui que embora vocês não precisem de medalhas, eu poderia dizer que poucas vezes na história do Brasil as Forças Armadas foram motivo de tamanho orgulho para o povo brasileiro como as Forças Armadas têm sido pelo seu comportamento no trabalho à frente da Minustah.
Parabéns, e que continuem sendo motivo de orgulho para o povo brasileiro. Um abraço e boa sorte.
O QUE VOCÊ NUNCA VERÁ NA IMPRENSA CORRUPTA.O PRIMEIRO PROTÓTIPO VOARÁ NO FIM DO PRIMEIRO GOVERNO DE DILMA ROUSSEFF
Um desafio gigante |
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A EMPRESA PRIVADA ACABA RECORRENDO AO GOVERNO , OU SEJA , AO NOSSO DINHEIRO.
Avibrás |
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CORREIO BRAZILIENSE PENSOU QUE A NOTÍCIA ERA RUIM,MAS SÓ MOSTRA A CAPACIDADE DE AGLUTINAÇÃO DE DILMA ROUSSEFF
Comunistas pró-Dilma
Ministra da Casa Civil estreita laços com o PCdoB e garante mais um partido para a base de apoio na disputa à Presidência da República
Os comunistas vão declarar apoio à candidatura da ministra Dilma Rousseff para presidente da República no início de abril. Em um almoço na residência dela esta semana, em Brasília, o PCdoB selou de vez a união com os petistas. O presidente da sigla, Renato Rabelo, afirma que a semelhança do projeto de governo do PT com as ideias dos comunistas aproxima os dois partidos. A aliança também servirá aos planos do partido de aumentar suas cadeiras no Legislativo, passando dos atuais 12 deputados federais para pelo menos 20. No caso do Senado, onde o PCdoB só tem Inácio Arruda (CE) atualmente, a intenção é eleger de três a quatro candidatos.
“Vamos investir também nas eleições de base, para que no próximo pleito tenhamos mais nomes para concorrer aos governos”, afirma Rabelo. Para o Executico local, o PCdoB dá como certo, até agora, a candidatura de Flávio Dino, que concorrerá ao governo do Maranhão. O deputado federal poderá ter Roseana Sarney, do PMDB — que também compõe a coalizão em favor de Dilma —, como adversária. “Onde houver mais de um pretendente dentro do nosso campo, lutaremos pela candidatura única. Não havendo, podemos subir em dois palanques”, afirma Rabelo.
A deputada Vanessa Graziottin (PCdoB-AM) destaca não haver impasses nos estados em consequência da união com os petistas. “Nossa intenção é dar continuidade a esse projeto, sempre com a inclusão social no centro das políticas. Esse tema para nós é muito caro”, afirma a parlamentar, que concorrerá ao Senado este ano. Na terça-feira, o presidente do PT, Eduardo Dutra, terá uma reunião com Renato Rabelo para aprofundar as conversas a respeito da candidatura da ministra à Presidência da República.
sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010
PSDB MENTE . ESCLARECIMENTO PARA QUEM NÃO ENTENDE DO ORÇAMENTO GERAL DA UNIÃO
AS DESPESAS CORRENTES PAGAM , ENTRE OUTROS , PESSOAL , DESPESAS COM CONCESSIONÁRIAS(LUZ,ÁGUA,TELEFONE...) , MATERIAL DE CONSUMO(ESCRITÓRIO,ETC)
PORTANTO , PAGA MÉDICOS , DENTISTAS , PROFESSORES , MILITARES , PROFISSIONAIS DE GESTÃO E FINANÇAS , ETC.
QUANDO VOCÊ DIMINUI OU CONGELA AS CONTRATAÇÕES OS SERVIÇOS PRESTADOS POR ESSAS PESSOAS VAI DECAINDO , ATÉ PORQUE ESSES PROFISSIONAIS SE APOSENTAM , TIRAM LICENÇA ...
O BRASIL JÁ É MUITÍSSIMO CARENTE NAS ÁREAS DE SEGURANÇA , SAÚDE E EDUCAÇÃO E FICARÁ MUITO PIOR COM A FALTA DESSES PROFISSIONAIS QUE DEVERIAM TER UM EFETIVO BEM MAIOR. NUNCA SE ESQUEÇAM QUE O BRASIL É UM CONTINENTE.
PELAS DESPESAS DE CAPITAL (OS FAMOSOS INVESTIMENTOS) , ENTRE OUTRAS , SE COMPRAM EQUIPAMENTOS , MÁQUINAS , ETC.
ADQUIRIR UM TOMÓGRAFO É UMA DESPESA DE CAPITAL , UM INVESTIMENTO , MAS O QUE NINGUÉM DIZ É QUE OS TÉCNICOS E MÉDICOS QUE FARÃO OS EXAMES NOS PACIENTES SERÃO PAGOS POR DESPESAS CORRENTES.
AO CONSTRUIR UM HOSPITAL VOCÊ FAZ UM INVESTIMENTO , MAS ELE SÓ FUNCIONA SE HOUVER PESSOAL (DESPESAS CORRENTES).
É TUDO UMA GRANDE FALÁCIA.
NA VERDADE , A IDÉIA DO PSDB É PRIVATIZAR E DEIXAR QUE A "INICIATIVA PRIVADA" ATUE LIVREMENTE E IMPONHA SEUS PREÇOS E , ENTÃO , VOLTAREMOS AO ANTIGO BRASIL PARA POUCOS E RESTARÁ PARA A MAIORIA VENDER SUA FORÇA DE TRABALHO POR UM PREÇO MENOR DO QUE ERA NECESSÁRIO PARA MANTER OS ESCRAVOS.
FINALMENTE , TODOS OS FAMOSOS INVESTIMENTOS SAIRÃO DO BOLSO DA POPULAÇÃO , ATRAVÉS DAS AGÊNCIAS DE FOMENTO A JUROS BAIXOS E MUITO PRAZO PARA PAGAR E NUNCA SE ESQUECENDO DO TEMPO DE 3 A 4 ANOS DE CARÊNCIA PARA O INÍCIO DO PAGAMENTO DO PRINCIPAL. RECORRER A RECURSOS PÚBLICOS NÃO É INICIATIVA PRIVADA.
RELATOR DE PROCESSOS ACUSA ARRUDA DE TER COMETIDO CRIMES DE RESPONSABILIDADE
MÁRCIO FALCÃO
da Folha Online, em Brasília
Relator dos quatro pedidos de impeachment contra o governador afastado do Distrito Federal José Roberto Arruda (sem partido), o deputado distrital Chico Leite (PT) acusa o ex-democrata de ter cometido pelo menos três crimes de responsabilidade.
Na avaliação do petista, enquanto esteve à frente do GDF (Governo do Distrito Federal), Arruda atuou contra o livre exercício dos Poderes, contra a guarda e o legal emprego do dinheiro público e contra a probidade na administração pública. "Esses foram os crimes de responsabilidade que identificamos", afirmou o petista, que é promotor de Justiça.
O relatório será votado nesta sexta-feira pela comissão especial criada pela Câmara Legislativa do Distrito Federal para analisar os pedidos de impeachment. Se houver um pedido de vista, a análise do texto pode ser suspensa. A Casa, no entanto, está sem luz desde as 8h30 devido a um poste que caiu na região.
A expectativa é que o parecer do oposicionista seja aprovado sem dificuldades na comissão. A estratégia dos aliados do governado afastado é deixar a responsabilidade do pedido dos impeachment para o plenário. Para o processo ser aprovado, é necessário que 16 dos 24 distritais votem favoravelmente.
Para evitar a cassação e ficar inelegível por cinco anos, Arruda pode renunciar ao cargo até segunda-feira.
Pelas regras da Casa, após a aprovação na comissão especial, abre-se um prazo de 20 dias para Arruda apresentar a defesa e um novo parecer precisa ser elaborado e votado em plenário.
Em caso de aprovação, o governador é afastado por 120 dias e, com isso, começa o processo de cassação, que será analisado por um tribunal composto por cinco desembargadores do TJ-DF (Tribunal de Justiça) do Distrito Federal e cinco deputados distritais.
Ao todo, Arruda foi alvo de 15 pedidos de impeachment, sendo que 11 foram rejeitados pela Procuradoria, argumentando que não respeitavam a lei que estabelece o rito de tramitação de processos por crime de responsabilidade.
Arruda está preso há 15 dias na Superintendência da Polícia Federal por decisão do STJ (Superior Tribunal de Justiça), que aponta a sua participação na tentativa de suborno de umas das testemunhas do esquema de arrecadação e pagamento de propina.
IMPRENSA CORRUPTA FAZ CAMPANHA PARA SOLTAR ARRUDA,O LEGÍTIMO REPRESENTANTE DO CONSÓRCIO CORRUPTO DEM/PSDB/PPS/IMPRENSA CORRUPTA

MEIO MILHÃO DE INTERNAUTAS AMIGOS DE DILMA ROUSSEFF
Meio milhão de guerrilheiros virtuais
Para fortalecer a campanha presidencial de Dilma Rousseff, 500 mil petistas serão estimulados a inundar as redes sociais na internet com propaganda favorável à ministra, além de respostas às críticas feitas pelas siglas de oposição
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O PT prepara uma operação de guerra na internet a fim de dar fôlego à campanha presidencial da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff. A ideia é municiar com textos, áudios e vídeos os 518.912 filiados que participaram, em novembro de 2009, das eleições internas do partido. Eles terão a missão de reproduzir e distribuir o material de propaganda em blogs e redes sociais, como Orkut, Facebook, Twitter e Google Buzz. Uma das prioridades do novo secretário nacional de Comunicação do PT, deputado federal André Vargas (PR), a estratégia tenta transplantar para o mundo virtual (1)a base social da legenda, considerada um dos trunfos na ofensiva para derrotar o PSDB na sucessão presidencial.
“O PT já conta com uma imensa base social, ao contrário dos tucanos. A nossa militância tem discurso e será estimulada a divulgá-lo”, diz Vargas. “Vamos trabalhar fortemente na internet. O Twitter, por exemplo, pauta a mídia e é um instrumento formador de opinião.” A direção nacional petista ainda não sabe como tirar o plano do papel. Nem sequer tem orçamento definido para tanto. O valor dependerá do desempenho na arrecadação de doações eleitorais. Há, no entanto, propostas à mesa. Vargas prevê a criação de milhares de comitês virtuais, que teriam a tarefa de adaptar o discurso nacional às realidades regionais.
Cogita, ainda, montar estruturas físicas que seriam usadas pelos filiados para inundar as redes sociais de elogios a Dilma e críticas ao concorrente da oposição na disputa pela Presidência da República — provavelmente, o governador de São Paulo, José Serra. “A guerra de guerrilha na internet é a informação e a contrainformação”, afirma Vargas. A menção do deputado à contrainformação não é à toa. O páreo presidencial deste ano tende a ser acirrado e de baixo nível, segundo governistas e oposicionistas. Marqueteiro de Lula e de Dilma, João Santana manterá a linha “paz e amor” na propaganda da ministra. Reforçará as realizações da gestão petista, comparando-a com os oitos anos de mandato do tucano Fernando Henrique Cardoso, e apresentará propostas para acelerar o ritmo da suposta herança bendita deixada pelo atual presidente.
Jogo pesado
Caberá à militância partir para o confronto direto e desferir, se necessário, golpes abaixo da linha de cintura do adversário. No ano passado, no auge da crise que assolava o Senado, o presidente da Casa, José Sarney (PMDB-AP), montou uma espécie de bunker virtual só para rebater notícias e declarações que defendiam a saída dele do cargo. Antes de ser descoberta, a tropa sarneyzista se dedicava a desqualificar notas postadas nos principais blogs de política do país. Na empreitada, usava os espaços destinados aos comentários. A estratégia pode ser reeditada pelo PT na campanha presidencial. “A baixaria vai acontecer. Agora, acho que não dá resultado”, declara Vargas.
O novo secretário de Comunicação é considerado um moderado. “Talvez, o mais moderado entre os moderados”, diz, bem-humorado. Foi alçado ao posto a fim de barrar a articulação de um grupo petista destinada a emplacar na função o deputado estadual Rui Falcão (SP). Ligado à ex-prefeita Marta Suplicy, Falcão é apontado como um dos responsáveis pela propaganda do PT que em 2008, durante a campanha pelo comando da capital paulista, fazia perguntas sobre a vida pessoal do prefeito Gilberto Kassab (DEM). Segundo os democratas, a peça insinuava que Kassab é homossexual. Tirada do ar diante da repercussão negativa, não impediu a derrota de Marta na disputa.
1 - Modernização
Em outubro do ano passado, o PT lançou um novo portal na internet, com emissora de rádio e canal de televisão. O projeto custou cerca de R$ 600 mil ao partido. Além disso, há previsão de um custo mensal de R$ 60 mil com a manutenção do espaço virtual. Segundo o deputado federal André Vargas (PR), 30 mil pessoas assistiram a trechos do discurso de Dilma Rousseff em 20 de fevereiro, quando a ministra foi aclamada candidata da sigla à Presidência da República. O dado seria uma das provas do acerto da legenda ao apostar na rede mundial de computadores.
PT RECUSA GOVERNO DE COALIZÃO EM BRASÍLIA
Leia a íntegra da nota
O Partido dos Trabalhadores do Distrito Federal considera que a renúncia do governador em exercício, Paulo Octávio, do cargo de vice-governador do DF, é decorrente da total falta de credibilidade ética e política desse político e também resultado das ações populares e institucionais a favor do seu afastamento definitivo das funções públicas.
A ascensão do deputado Wilson Lima (PR) ao cargo de governador carece de demonstração prática e resoluta do parlamentar na defesa da apuração de todos os fatos já denunciados e a consequente responsabilização criminal e civil dos envolvidos nos escândalos.
O PT/DF se recusa a compor um governo de coalizão sob a liderança de Wilson Lima (PR). A eleição do parlamentar à presidência da Câmara Legislativa do Distrito Federal pelo voto de 15 deputados distritais é desprovida de credibilidade política e legitimidade popular. Do total de votantes de Wilson Lima (PR), sete são parlamentares citados nas investigações. Outro eleitor do governador em exercício foi o então deputado distrital Geraldo Naves. Atualmente preso no Complexo Penitenciário da Papuda, o ex-deputado responde por participação na tentativa de suborno a testemunha, conforme ação penal em tramitação no STJ.
Portanto, a participação dos políticos incriminados na eleição do governador em exercício do DF exige dele efetivas ações quanto a não interferência nos trabalhos de investigação conduzidos pelo parlamento local; a auditagem efetiva das denúncias e dos contratos fraudulentos no âmbito do Poder Executivo e a punição exemplar dos culpados.
O PT orienta a sua bancada parlamentar e a sua militância a continuar com as mobilizações populares e as ações no parlamento na defesa da ética e da construção de um novo governo democrático e popular.
Brasília, 25 de fevereiro de 2010.
Partido dos Trabalhadores do Distrito Federal















