quarta-feira, 31 de março de 2010

GOVERNO LULA CALA IMPRENSA MALDITA BRASILEIRA

Lula: aves de mau agouro queriam novo apagão no Brasil

Portal Terra

BRASÍLIA - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva condenou nesta quarta-feira os críticos que apostavam que o Brasil passaria por um novo apagão, nos moldes como o que ocorreu no governo de Fernando Henrique Cardoso. Ao agradecer o desempenho do ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, que deixa a pasta para participar das eleições de outubro, disse que não faltaram "aves de mau agouro" torcendo para novos blecautes ocasionados por falta de investimento.

- O Brasil está tranquilizado do ponto de vista energético. Quantas aves de mau agouro torceram para que faltasse energia neste país para mostrar que no nosso governo teve o mesmo apagão que teve em 2001. A gente vai terminar o governo sem ter o tão sonhado apagão dos meus adversários - disse Lula ao empossar dez novos ministros.

No início da semana, às vésperas de deixar o governo federal para se dedicar à campanha à Presidência da República, a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, disse que, a partir de 2011, deverão ser viabilizadas 54 usinas hidrelétricas, sendo 10 do tipo plataforma (similar às plataformas de petróleo) e 44 convencionais. "É para deixar definitivamente no passado o fantasma do racionamento", disse na época a ministra.

A perspectiva de novas usinas está contida na segunda etapa do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), que contempla investimentos a partir de 2011 e governos que ainda não foram eleitos. Ao todo, as usinas terão capacidade de geração de 47,8 mil MW de energia.

O estado do Pará deverá ter a maior quantidade de novas hidrelétricas conforme previsão do Comitê Gestor do PAC. O estado governado pela petista Ana Julia Carepa, por exemplo, terá em seu território as usinas plataforma de Jatobá, Jamanxim, Cachoeira dos Patos, Jardim do Ouro, Cachoeira do Caí, Chacorão e São Luiz do Tapajós.

EX-FUTURO DITADOR SERRA NÃO ACEITA CRÍTICAS:"Após ação do PSDB, sindicalista diz que Serra não saberá governar o país".

MARIANA PASTORE
colaboração para a Folha Online

A representação do PSDB não intimidou a presidente da Apeoesp (sindicato dos professores de São Paulo), Maria Izabel Noronha, a Bebel. Ela voltou a criticar o governador José Serra (PSDB) na manifestação convocada por servidores públicos para hoje na avenida Paulista.

"O governo de serra é autoritário, não sabe negociar. Não deixa as pessoas se manifestarem", disse ela.

O PSDB e DEM ajuizaram ontem uma representação no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) contra a Apeoesp e Bebel por uso de estrutura sindical em contrapropaganda eleitoral.

Conforme antecipado anteontem, o PSDB pede que a Apeoesp e sua dirigente sejam multados em R$ 25 mil por uso eleitoral de palanques para coordenar a greve.

O motivo da representação foi um protesto realizado na semana passada nas imediações do Palácio dos Bandeirantes. No protesto, Bebel --como a sindicalista é conhecida-- disse que Serra não seria eleito presidente.

Sem citar a representação no TSE, Bebel criticou o tratamento dado por Serra à categoria. "Quem trata o professor dessa forma não saberá governar do país."

DILMA ROUSSEFF DEIXA A CASA CIVIL PARA VOLTAR PRESIDENTE DO BRASIL EM 1º DE JANEIRO DE 2011


PAPA BENTO 16

Vaticano e papa tropeçam na resposta à crise dos abusos sexuais

The New York Times
Rachel Donadio e Daniel J. Wakin
Na Cidade do Vaticano

O Vaticano tem reforçado sua defesa de como o papa Bento 16 e a Igreja lidaram com um crescente escândalo de abuso sexual. Mas rechaçar as críticas tem se mostrado difícil para este papado, que está sendo definido por erros e dificuldades em transmitir sua mensagem.

Mesmo enquanto o porta-voz do Vaticano, o padre Federico Lombardi, dizia que a crise ameaçava a “credibilidade moral” da Igreja, ele reconhecia em uma entrevista nesta semana que não discutiu pessoalmente a crise dos abusos com o papa, um fato que ele atribuiu à estrutura do aparato de comunicações do Vaticano.

“O papa nunca evitou os problemas da Igreja”, disse Lombardi sobre a questão dos abusos sexuais em uma entrevista na segunda-feira. “Ele sempre expressou sua profunda dor e profunda consciência da seriedade do que aconteceu.”

Mas essa mensagem pode não estar chegando ao seu destino, disseram analistas do Vaticano, em parte porque Bento 16, um teólogo reservado há muito imerso nas questões doutrinárias, parece ter pouco interesse nas comunicações.

“Eu não acho que você verá o Vaticano lidando com algo assim da mesma forma que uma grande empresa de relações públicas americana faria, com grandes coletivas de imprensa”, disse um arcebispo americano que falou sob a condição de anonimato, para evitar problemas nas relações com a Santa Sé. “Eles estão um tanto defensivos no momento, convencidos de que se trata de uma vingança contra o Santo Padre.”

Mas ao mesmo tempo, disse o arcebispo, a burocracia entrincheirada também dificulta para o Vaticano apresentar sua posição publicamente. “Eu não acho que exista muita discussão”, ele disse, acrescentando que não há “muita consideração” por “relações públicas”. Ele prosseguiu: “É uma espécie de ingenuidade sobre como enfrentar esses desafios significativos de uma forma que chegue até as pessoas nos bancos das igrejas”.

A pressão sobre Bento 16 se tornou particularmente intensa devido às dúvidas sobre o papel do papa, como arcebispo de Munique três décadas atrás, na forma como foi tratado o caso de um padre pedófilo que foi autorizado a retornar ao trabalho pastoral. O Vaticano insistiu que Bento 16 não teve responsabilidade pelo assunto e um de seus assessores assumiu a culpa.

O Vaticano tende a rotular essa cobertura da imprensa como “ataques” que “sem dúvida provaram ser danosos”. Mas o Vaticano se recusa a discutir o papel do papa em qualquer detalhe, insistindo que a Igreja já demonstrou amplamente a “não responsabilidade” do papa no assunto. “Não seria certo ele assumir responsabilidade pessoal por coisas ou erros que ele não cometeu”, disse Lombardi na entrevista.

Segundo os padrões de qualquer Estado secular ou corporação multinacional, essa resposta poderia parecer indiferente. Mas segundo os padrões do Vaticano, uma monarquia burocrática, lenta, que tende a se comunicar indiretamente e em código –o sucessor de São Pedro geralmente não dá coletivas de imprensa– a resposta é vista como relativamente contundente.

A resposta mais forte de Bento 16 à mais recente crise foi uma longa carta, no início deste mês, aos católicos romanos na Irlanda, após os relatórios do governo documentando o acobertamento por décadas de muitos abusos sexuais.

Na carta, ele falou dos “sérios pecados cometidos contra crianças indefesas” e culpou diretamente os bispos da Irlanda. “Devem ser reconhecidos os graves erros de julgamento que foram cometidos e os fracassos de liderança que ocorreram”, disse Bento 16. O papa pediu uma investigação especial do Vaticano em dioceses não especificadas.

Ele também aceitou a renúncia de dois bispos irlandeses e vários outros também ofereceram sua renúncia. Mas sua abordagem foi considerada inadequada por alguns críticos irlandeses, que criticaram Bento 16 por não disciplinar os bispos que foram cúmplices no acobertamento.

A relutância do papa em defender penas específicas para os bispos que cometeram erros no tratamento desses casos repercutiu após ter vindo à tona que Bento 16 recebeu, em Munique, um memorando sobre o retorno ao trabalho de um padre que cometeu abusos enquanto o futuro papa era arcebispo lá, em 1980. O Vaticano insistiu que Bento não teve conhecimento de que o padre, que posteriormente molestou outras crianças, tinha retornado ao trabalho.

Os críticos de Bento também citaram o caso de um padre de Wisconsin e molestador em série, que não foi afastado da Igreja apesar dos apelos diretos por carta do arcebispo de Milwaukee ao futuro papa, quando ele comandava o escritório doutrinário do Vaticano, a Congregação para a Doutrina da Fé, segundo documentos fornecidos por um advogado que está processando a Igreja em nome das vítimas. O Vaticano disse que a idade avançada e saúde ruim do padre, além de que muitas décadas se passaram desde o abuso, justificavam o seu não afastamento do clero.

Os defensores de Bento dizem que ele deve ser creditado pela melhora da resposta da Igreja aos casos de abuso e por agir especificamente em pelo menos um caso de destaque, uma investigação do fundador da ordem religiosa Legionários de Cristo, após esses casos terem sido consolidados sob seu controle em 2001.

Em uma entrevista na segunda-feira, Lombardi disse que não discutiu a crise dos abusos sexuais com Bento 16. “Não, eu preciso ser honesto”, ele disse. Mas ele disse que foi “algo que obviamente discuti muito com o secretário de Estado nas últimas semanas”, ele disse, falando sobre o cardeal Tarcisio Bertone, ex-vice de Bento 16 na Congregação para a Doutrina da Fé. “Eu não considero como sendo uma tarefa pessoal ser o porta-voz do papa, mas sim como uma institucional”, disse Lombardi, acrescentando que também supervisiona a Imprensa do Vaticano, assim como a Rádio do Vaticano.

De muitas formas, Lombardi, um padre jesuíta bem intencionado e sobrecarregado, representa um contraste em relação ao antigo porta-voz do papa João Paulo 2º, Joaquín Navarro-Valls, um psiquiatra e jornalista hábil em moldar uma mensagem e que fazia parte do círculo interno de João Paulo 2º.

“A expectativa por uma resposta pública do papa foi criada por João Paulo 2º”, disse Paul Elie, autor de um livro sobre os escritores católicos do século 20 que escreviam do Vaticano. “João Paulo disse e fez tantas coisas dramáticas em público que as pessoas, naturalmente, agora esperam que o papa atue de forma pública e dramática em uma crise.”

Tradução: George El Khouri Andolfato

SERRA NÃO ENSINA A PESCAR , ENSINA A POLÍCIA A BATER

Protesto contra Serra prejudica trânsito na Paulista

São Paulo - Profissionais das áreas da saúde e educação de São Paulo se reúnem nesta tarde para protestar contra a administração do governador de São Paulo, José Serra (PSDB). O evento é denominado "bota-fora" porque Serra deixa hoje o cargo para concorrer à Presidência da República.

Segundo a Polícia Militar, às 11h cerca de 400 trabalhadores da saúde estiveram em frente à Secretaria da pasta, na Avenida Doutor Enéas Carvalho de Aguiar, no centro. O grupo segue para o vão livre do Museu de Arte de São Paulo (Masp), na Avenida Paulista, local onde os sindicatos irão se encontrar. As faixas da direita e da esquerda da Alameda Casa Branca, entre as alamedas Jaú e Santos, estão bloqueadas.

Por volta das 14h40, aproximadamente 500 professores da rede estadual já estavam no vão livre do Masp. Segundo a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), a faixa da direita da avenida está interditada, sentido Consolação. O Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp) informou que a PM obrigou o motorista do caminhão de som que seria utilizado na manifestação a retirar o veículo das imediações do Masp.

A categoria está em greve desde o último dia 8 e reivindica reajuste salarial de 34,3%, incorporação imediata das gratificações e o fim das provas dos temporários e do programa de promoção

NÃO SAIU NO JORNAL NACIONAL,QUE ESTÁ EM PLENA CAMPANHA PARA ELEGER O TROLOLÓ

Professores promovem apitaço

Professores grevistas da rede estadual de São Paulo promoveram um apitaço para pedir a abertura de negociações com o governador José Serra (PSDB). Os manifestantes aproveitaram a presença de Serra na inauguração do trecho sul do Rodoanel para fazer o protesto. O governador, entretanto, não parou de discursar. Os professores levaram cartazes com os dizeres “Negociação Já”. Para o diretor do Sindicato dos Professores da Rede Estadual de Ensino de Sao Paulo (Apeosp), Miguel Leme, a manifestação durante a inauguração foi a única maneira de chamar a atenção do governador. “Fomos duramente reprimidos com balas de borracha na sexta-feira, durante o protesto na frente do Palácio”, justificou. Os professores de São Paulo estão em greve desde o início do mês.

IMPRENSA CORRUPTA BRASILEIRA ATIVA SEU PLANO DE ATAQUE A LULA E DILMA PARA ELEGER O "FIO CONDUTOR" DO "ESTADO ATIVO".RODOANEL É UM EXEMPLO

JORNAL NACIONAL,BOM DIA BRASIL,JORNAL DA GLOBO,JORNAL HOJE A ORDEM É FALAR DO RODOANEL COMO SE FOSSE OBRA DO TROLOLÓ PARA CRESCER NAS PESQUISAS

O PAC NÃO EXISTE,É TUDO MENTIRA.A ÚNICA OBRA VERDADEIRA SÃO 32Km DO RODOANEL E QUE TEM RECURSOS DO GOVERNO FEDERAL.É A IMPRENSA CORRUPTA TRABALHANDO

CONTRA LULA E DILMA O TABLÓIDE CORREIO BRAZILIENSE É CHEIO DE OPINIÃO E SEMPRE NEGATIVA,MAS CONTRA O CHEFE DA QUADRILHA ARRUDA O PERIÓDICO SE OMITE

Visão do Correio
O PAC que falta é o da competência


O que dizer de um programa de investimentos da ordem de R$ 1,59 trilhão lançado a nove meses do fim do governo? São R$ 958,9 bilhões sob o encargo do próximo presidente do país (2011-2014) e o restante projetado para a administração seguinte. Segunda etapa do Programa de Aceleração do Crescimento, o PAC 2 seria bem-vindo como atestado da recuperação da capacidade de planejamento do Estado brasileiro. Era esse, talvez, o maior desafio do PAC 1, nascido com o segundo mandato de Luiz Inácio Lula da Silva. Quase quatro anos depois, contudo, constata-se, com base em informações oficiais, que apenas 1.378 das 12.163 obras previstas — pouco mais de 11% — foram finalizadas.

Apresentar propostas é fácil. Difícil é concretizá-las. Se a primeira fase do PAC nem sequer se aproximou dos 50% de aproveitamento tidos como mínimo recomendável para qualquer aprovação, o planejamento falhou. Passar à etapa seguinte sem terminar a primeira nem reconhecer e corrigir os erros pode servir para desviar o foco do debate, não para seguir adiante. Dessa forma, nem mesmo como carta de intenções serve à nação o novo pacote de investimentos. Tampouco parece útil como instrumento político-eleitoral. Afinal, sob esse aspecto, há mais desacertos que acertos a debitar na conta da candidata governista à Presidência da República, Dilma Rousseff. “Mãe do PAC”, era dela a responsabilidade pelo bom andamento dos projetos.

Só como miragem pode-se olhar para o PAC 2. Uma pena, pois o Estado brasileiro soube construir sólidos fundamentos macroeconômicos, mas não se capacitou para planejar e investir com eficiência, requisitos básicos para que dê o passo seguinte. Falta-lhe competência para assumir o papel de protagonista do processo de desenvolvimento econômico. É verdade que obteve sucesso no enfrentamento da crise financeira internacional como indutor do investimento privado, ao conceder benefícios fiscais a áreas mais dinâmicas do setor produtivo. Mas, no que depende diretamente da União, dos estados e dos municípios, os resultados são reveladores de uma tragédia nacional, apesar da amplitude dos programas sociais existentes: 100 milhões de pessoas sem esgoto tratado, 40 milhões sem água potável, outras 40 milhões sem habitações decentes.

Sem falar nos gargalos da infraestrutura nacional. Por falta ou más condições de rodovias, ferrovias, portos, o custo país vai às alturas, corroendo a competitividade da produção interna no mercado internacional. Outro ponto é a limitação energética ao crescimento. Apesar de notória, a lentidão no processo de licenciamento ambiental, um dos tantos entraves impostos pelo despreparo da máquina pública, é empecilho intransponível à construção de hidrelétricas. Há ainda as questões do deficit fiscal, que impede a baixa dos juros e dificulta o acesso ao crédito, das irregularidades frequentes em licitações, da fiscalização e acompanhamento precários de obras, da corrupção e por aí vai. Enfim, é de um PAC da Competência, capaz de desatar os nós, que o país carece.

MARCOS COIMBRA ERROU , O NOME DO PLANO DE FHC ERA "AVANÇA BRASIL" E DIFERENTE DO PAC NÃO SAIU DO PAPEL

Marcos Coimbra

sociólogo e presidente do instituto vox populi
marcoscoimbra.df@dabr.com.br




A eleição em marcha

Aliviados de suas responsabilidades cotidianas, espera-se que Dilma e Serra possam se concentrar na formulação do que pretendem fazer na Presidência


Depois de uma longa jornada, que começou ainda em 2007, as próximas eleições presidenciais entram em uma nova fase. De hoje ao fim da semana, Serra e Dilma, os principais contendores, deixam seus cargos. Daí em diante, nos seis meses que nos separam do pleito, a disputa entre eles fica diferente.

Com Serra agora no papel de candidato e Dilma fora do Planalto, acabam-se os embates prévios. Até 3 de outubro, ambos estarão em condições parecidas, dedicando-se, em tempo integral, às suas campanhas. Nenhum dos dois pode dizer que tem outros compromissos.

Na longuíssima pré-campanha que vivemos, tivemos algumas coisas demais e outras de menos. Sobraram, por exemplo, pesquisas, enquanto faltaram ideias. Tanto o governador quanto a ministra se esmeraram em inaugurações e palanques festivos. Quase nada se ouviu a respeito de propostas para o Brasil.

A avalanche de cerimônias de entrega de obras a que assistimos sugere como tende a ser a disputa: uma briga de imagens na televisão. De um lado, sobre aquilo que o governo Lula fez e que dá corpo à proposta básica da candidatura de Dilma, de continuar o que está em curso. De outro, do que Serra fez em São Paulo, das obras e iniciativas que o qualificam como administrador e que mostram que é um governante de grandes feitos e preocupação social.

Se ficar nesse campo, a eleição será regida pelo verbo fazer, tornando-se uma briga em torno das realizações (e omissões) de um contra as do outro. Como nos embates que alguns vetustos personagens da cena política brasileira travaram nos últimos anos, nos confrontos entre “tratores”, “quem faz mais?”.

Por mais importantes que sejam as obras, seria uma pena se o debate sucessório se restringisse a essas comparações. No fundo, salvo uma ou outra diferença de ênfase, há muita concordância sobre o que o país precisa e o que deve ser feito na infraestrutura, na energia, no saneamento e na habitação, assim como no que toca as grandes necessidades que temos em áreas como saúde publica, educação e segurança.

Em outras palavras, os dois PACs do governo Lula (mudando o nome) seriam parecidos com o que o PSDB faria se estivesse no poder. Como não são grandes as discrepâncias entre o que se chamou de Brasil em Ação no governo Fernando Henrique e o que Lula fez no seu, considerando-se que um sucedeu ao outro e quanto as condições do Brasil mudaram de lá para cá.

Aliás, o Brasil em Ação e o PAC se assemelham até nos problemas, pois ambos enfrentaram as dificuldades que existem no país na transição entre as intenções e os resultados das políticas públicas. Cobrar do atual governo por ter feito menos que o prometido (ou por ter prometido demais) só seria justo se a cobrança fosse estendida à administração anterior.

É claro que ainda falta tempo até a eleição e que, aliviados de suas responsabilidades cotidianas, espera-se que Dilma e Serra possam se concentrar na formulação do que pretendem fazer na Presidência. Que o façam logo e que não creiam que basta mostrar suas ações na televisão para satisfazer a necessidade que os eleitores têm de saber o que propõem.

Estamos nas comemorações dos 25 anos da Nova República, celebrando um quarto de século de normalidade democrática. Apesar de vários percalços e do muito que deixou de ser feito, podemos nos orgulhar, como sociedade, de ter conseguido enfrentar três grandes desafios com razoável sucesso. A consolidação da democracia foi o primeiro, permitiu que os outros fossem alcançados e foi obra do conjunto das forças políticas do país. A normalização da economia veio a seguir e foi o maior legado do governo Fernando Henrique. Com Lula, enfrentamos o terceiro, a incorporação pacífica de uma imensa massa de desprivilegiados à cidadania e à economia.

As três agendas estão superadas e o país precisa de uma nova. Com a palavra, Serra e Dilma, assim como Marina e Ciro (que, mesmo se não emplacar a candidatura, pode contribuir em muito para o debate).

TABLÓIDE "CB" , NENHUM JUÍZO DE VALOR SOBRE ARRUDA

CAIXA DE PANDORA
Durval reaparece e faz ameaças

Delator do suposto esquema de corrupção manda recados aos deputados, não responde a nenhuma pergunta da CPI e diz que se autoincriminou porque não aguentava mais achaques de Arruda e Paulo Octávio

  • Adriana Bernardes

  • Iano Andrade/CB/D.A Press


      O rolo compressor vem aí e nem começou. Quem tiver sua culpa que assuma…”
      Durval Barbosa, aos deputados distritais da CPI da Codeplan

    Na primeira aparição pública desde que a Operação Caixa de Pandora foi deflagrada pela Polícia Federal há quatro meses, Durval Barbosa, delator do suposto esquema de corrupção, fez acusações e mandou recados. Na sessão extraordinária da CPI da Codeplan, ele afirmou que teve a coragem de se autoincriminar “porque não aguentava mais os achaques do ex-governador Arruda, do ex-governador Paulo Octávio, de secretários e deputados envolvidos”. Garantiu ainda que o “o rolo compressor vem aí e nem começou. Quem tiver sua culpa que assuma…”, disparou.

    O principal personagem do escândalo de corrupção no Distrito Federal conquistou na Justiça o direito de não responder às perguntas dos integrantes da CPI. Poderia até permanecer calado, se assim julgasse conveniente. A sessão durou apenas 40 minutos. Durante esse tempo, Durval Barbosa falou por oito minutos, no máximo. O pouco que se ouviu dele foi em resposta, principalmente, às provocações do deputado Batista das Cooperativas (leia quadro ao lado).

    Na sessão da CPI da Codeplan, ficou evidente que o silêncio de Durval não é porque ele já não tem mais o que falar. Ele deixou claro que, ao se negar a colaborar com a CPI, o fazia por não confiar na Câmara Legislativa e porque seu compromisso é com os órgãos, como Polícia Federal e Ministério Público, onde prestou depoimento. “Eu me assegurei ao direito de não falar justamente para não atrapalhar as investigações”, afirmou.

    Defesa

    Os advogados de defesa do ex-governador José Roberto Arruda (sem partido), preso desde 11 de fevereiro acusado de tentar subornar o jornalista Edson Sombra, e do ex-vice-governador Paulo Octávio, desclassificaram as afirmações de Barbosa sobre os supostos achaques que teria sofrido dos dois chefes do Executivo.

    Antônio Carlos de Almeida Castro, advogado de Paulo Octávio, disse que a palavra de Durval Barbosa não tem nenhum valor jurídico. E que a sociedade não merece ficar refém “desse cidadão”. Segundo Antônio Castro, o delator só conseguiu apresentar vídeo de 5% das denúncias feitas até agora. “Ele tem que provar isso (os achaques). O ‘Durval vídeo’ vale alguma coisa, desde que periciado pela PF e comprovada a veracidade das gravações. Não temos porque responder à pessoa que ataca indeterminadamente as pessoas sem nenhuma prova ou testemunha que corrobore com o que ele fala”, defendeu o advogado.

    Nélio Machado, um dos advogado de defesa de Arruda, seguiu a mesma linha. Disse que Durval se caracteriza pelo prontuário de antecedentes negativos. “A Justiça já o identificou, há algum tempo, como sendo, na verdade, um meliante. Pessoa que agiu à margem da lei traindo a confiança e tentando fazer extorsões”, acusou. Machado desafiou Durval a fazer todas as denúncias que tiver a fazer. E disse que Arruda falará em juízo, após ter acesso irrestrito ao inquérito do Superior Tribunal de Justiça. “Não estou brincando de defender o governador Arruda. Eu confio na liberdade dele e vou lutar por isso. A prisão dele hoje é desnecessária e ultrapassa qualquer limite de razoabilidade”, disse.

    Lista

    Ao contar o que sabia para a PF e o MP em troca da delação premiada, o ex-secretário de Relações Institucionais já derrubou o então governador José Roberto Arruda (sem partido), o vice-governador Paulo Octávio (sem partido). Suas denúncias obrigaram dois distritais, Leonardo Prudente (sem partido) e Júnior Brunelli (PSC), a renunciarem ao mandato. A lista de deputados e suplentes envolvidos seria composta por 26 nomes, muitos deles ainda desconhecidos.

    Os integrantes da CPI já esperavam o silêncio de Durval Barbosa, mas foram surpreendidos com as insinuações dele de que não confiava na Câmara Legislativa. “Eu não quero gozar da confiança do depoente não, muito pelo contrário”, disse Batista das Cooperativas. O deputado disse que não se sente ameaçado pelo “rolo compressor” que Durval disse estar por vir. “Eu sou governista, vou ser sempre ser governista e estarei ajudando o Estado, votando no que é bom e rejeitando o que é ruim. Quem não deve, não teme”, afirmou.

    Próximos passos

    Após o depoimento de Durval Barbosa, os integrantes da CPI da Codeplan decidem hoje quais são os próximos passos. A presidenta da comissão, deputada Eliana Pedrosa, disse que, para evitar as dificuldades de convocação dos supostos envolvidos no esquema denunciado por Barbosa, a CPI vai usar o elemento surpresa na convocação.

    Na próxima segunda-feira, os integrantes da CPI vão ouvir os representantes da TBA e da Adler Assessoramento Empresarial. Segundo Durval Barbosa, essas duas empresas alimentavam esquema de pagamentos a deputados da base de apoio ao governo. A deputada não descarta a possibilidade de a CPI ouvir o ex-governador José Roberto Arruda (sem partido) e do ex-vice-governador Paulo Octávio, como sugeriu Barbosa ontem.


    Colaborou Noelle Oliveira


    As reações dos deputados

    Distritais comentam as provocações e ameaças feitas por Durval, mas não estão dispostos a pagar para ver o que vem do “rolo compressor”

    Samanta Sallum
    Luisa Medeiros

    As provocações, recados e insinuações de Durval Barbosa produziram reações diversas na Câmara Legislativa, mas nenhuma contundente. Foram poucos os deputados distritais com iniciativa ou disposição em comentar. Não se ouviu ontem em plenário discursos acalorados em defesa da Casa, colocada sob suspeita por Durval ao comentar que não falaria à CPI porque já tinha se pronunciado às instâncias em que “confiava”.

    “A gente tem que superar essa fase de suspeição geral. Precisamos ter acesso ao conteúdo total do inquérito, mas com o que já está divulgado dá para a CPI trabalhar. Temos de virar essa página do que o Durval ainda vai fazer ou não”, comentou a presidenta da CPI, Eliana Pedrosa (DEM), tentando demonstrar que as provocações de Durval não surtiram efeito, pelo menos nela.

    “Eu não conheço ele. Não sei do que fala. Não tenho nada a ver com isso”, limitou-se a dizer Cristiano Araújo (PTB). “Não me surpreendeu que Durval ficasse calado. Eu não acreditava que ele iria acrescentar algo”, também despistou Alírio Neto (PPS). O comportamento dos deputados ontem era de esforço para não vestir a carapuça lançada por Durval. A afirmação de um iminente “rolo compressor” deixa os distritais desconfortáveis. Jaqueline Roriz (PMN) fez que não viu nem ouviu. “Não estava lá no depoimento. Não sei o ele que falou. Prefiro não comentar”.

    “Facilidade”
    “Até no seu silêncio, Durval passou informações. Mesmo não falando, ele falou. Para mim, até foi farto o depoimento mesmo com habeas corpus”, comentou Chico Leite (PT). “Então ele não confia nem no irmão?”, comentou um deputado, referindo-se a Milton Barbosa ao comentar a declaração de que Durval não confia na Câmara. O fato é que a maioria não quer comprar briga com Durval. Parece não querer pagar para ver o que vem desse “rolo compressor”.

    “Deve vir mesmo. Não duvido que nem 50% das denúncias tenham vindo à tona ainda. Incomoda-se com isso quem tem algo a temer. O PT não tem”, avaliou o presidente da Câmara, Cabo Patricio (PT). Na opinião do distrital Benedito Domingos (PP), um dos citados por Durval na Caixa de Pandora, a Polícia Federal tinha que ter acabado com a “facilidade” dada ao delator das denúncias de corrupção no GDF durante o depoimento. “Ele (Durval) tem a delação premiada e não pode só ficar soltando ameaças. Tem que contar logo o que sabe. Se vai vir o tal do rolo compressor, que venha desde 1999”, disse o deputado, destacando que as denúncias não podem ficar focadas na gestão de José Roberto Arruda. “Ele descobriu que o ataque seria sua melhor defesa”, afirmou Rogério Ulysses (sem partido).



    Força, deputado!

    Ronaldo de Oliveira/CB/D.A Press

    Ao término do depoimento de Durval Barbosa, um defeito no carro do distrital Chico Leite (PT) movimentou a portaria da Superintendência Regional da Polícia Federal. O Crossfox do deputado enguiçou na saída do complexo policial e Chico Leite pediu ajuda a vigilantes e cinegrafistas para empurrar o carro. À tarde, na Câmara Legislativa, o distrital ainda permanecia furioso. O motivo: o carro passou pela revisão de um mecânico há menos de um mês.


    Empresários intimidados

    Noelle Oliveira

    O jornalista Edmilson Edson Santos, conhecido como Edson Sombra, afirmou ontem que políticos e empresários do Distrito Federal estão intimidando outros empresários. Sombra falou sobre o assunto depois de prestar depoimento na Polícia Federal sobre a tentativa de suborno que sofreu para não revelar detalhes de um suposto esquema de corrupção no governo local.

    O jornalista não identificou nomes nem revelou o teor das ameaças, mas destacou que a máquina pública continua sendo usada no possível esquema de repasse ilegal de verbas, mesmo após a Operação Caixa de Pandora ter sido deflagrada pela PF, em novembro do ano passado. Além de Sombra, outras 13 pessoas foram convocadas para prestar depoimento ontem. Desses, três falaram: Paulo Pestana, ex-assessor da secretaria de Comunicação Social do GDF; Adaílton Barreto Rodrigues, ex-assessor da secretaria de Educação; e Toni Brixe, presidente do grupo Vertax, que presta serviços na área de tecnologia da informação para o governo. O conteúdo dos depoimento não foi divulgado.

    Sombra também criticou o fato de figuras importante citadas no Inquérito nº 650, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), como o ex-governador José Roberto Arruda (sem partido) e o ex-vice Paulo Octávio, optarem por se manter em silêncio durante seus depoimentos à PF. “Entendo o silêncio, mas ao mesmo tempo não entendo. Acho que todos deveriam falar, sem exceção. Eles têm muito a contribuir com a Justiça”, disse.

    O delegado Elmiz Rocha Júnior, responsável pela tomada de depoimentos, afirmou que as oitivas seguirão até amanhã, quando serão encerradas. Na próxima semana os autos devem ser encaminhados para o STJ. Nesta quarta-feira, a Polícia Federal espera ouvir sete depoimentos, entre eles, os dos deputados distritais Benício Tavares (PMDB), Rogério Ulysses (sem partido) e Eurides Britto (PMDB). Também devem comparecer à PF, o ex-deputado Júnior Brunelli (PSC), o ex-secretário Roberto Giffoni (Ordem Pública e Defesa Social), além de Mariane Vincentini, ex-mulher de José Roberto Arruda.



    Perfil
    Quase 40 processos

    Guilherme Goulart

    Paulo de Araújo/CB/D.A Press - 1/2/00
    Um novo visual nove anos depois: cabelos ondulados com alguns fios grisalhos (acima). Ex-colegas da Polícia Civil dizem que as atitudes tomadas por ele oscilavam entre a coragem e a loucura

    O homem-bomba por trás da Operação Caixa de Pandora, da Polícia Federal, tem perfil camuflado entre a coragem e a loucura. De delegado da Polícia Civil do Distrito Federal a chefias de cargos administrativos assumidos no primeiro escalão nos últimos governos de Joaquim Roriz (PSC) e José Roberto Arruda (sem partido), Durval Barbosa se especializou em comportamentos capazes de confundir tanto aliados quanto adversários. Foi assim que ele se tornou um dos principais protagonistas do escândalo responsável pela implosão da gestão Arruda.

    Durval é o homem que entregou à polícia as escutas ambientais que deram início à investigação policial sobre o suposto sistema de pagamento de propina do Governo do Distrito Federal (GDF) em troca de apoio para deputados distritais da base aliada. Depois de anos à frente de contratos sem licitação com empresas de informática ao longo do governo Roriz e com poder mantido no governo Arruda, ele se ofereceu à Polícia Federal para gravar imagens do esquema de corrupção. Conseguiu, assim, entrar no Programa de Proteção à Testemunha do Ministério da Justiça.

    Ex-colegas de Polícia Civil contaram ao Correio que o temperamento explosivo dele levanta dúvidas quanto às intenções de Durval. “Ele é um cara operacional, inteligente e competente. Tinha uma relação boa com os colegas, era leal, mas tomava determinadas atitudes que ficavam entre o corajoso e o louco”, explicou um agente da Polícia Civil do DF, que preferiu não se identificar. Segundo ele, o então delegado Durval ficava na linha de tiro, se preciso. Revelava um perfil de rua e de ação policial, jamais de escritório.

    Enquanto esteve na corporação, Durval esteve à frente de pelo menos dois cargos importantes. Chefiou a 3ª DP (Cruzeiro) e a carceragem da antiga Companhia de Polícia Especializada (CPE), atual Departamento de Polícia Especializada (DPE). Tais posições serviram de argumento para que os advogados de um sobrinho condenado por assassinato pedissem a manutenção do acusado na unidade policial do Cruzeiro em 2004. Alegaram que o jovem sofreria violência de homens com inquéritos apreciados por parentes — o pai é delegado aposentado — e presos na Papuda.

    Série de crimes
    As ações de Durval no GDF começaram em 1999, quando até 2006, esteve à frente de contratos feitos sem licitação e operados por meio do Instituto Candango de Solidariedade (ICS). Por vários anos, enquanto foi presidente da Codeplan, manteve as contratações com o argumento de que a entidade era reconhecida como Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (Oscip). Mesmo assim, o Ministério Público do DF considerou o esquema criminoso. O órgão o denunciou em 12 ações penais, cinco de responsabilidade civil, duas populares, seis de improbidade administrativa e 12 civis públicas.

    Durval responde ainda a mais de 30 processos cujos valores das causas são de proporções milionárias. Juntas, as ações abertas contra Durval Barbosa no Tribunal de Justiça do Distrito Federal(TJDF), além daquelas movidas pela Corregedoria-Geral do DF, chegam a uma quantia de quase R$ 500 milhões. O valor refere-se à estimativa dos órgãos de controle para as movimentações supostamente ilegais. De acordo com as denúncias, apuradas desde 2000, pelo menos R$ 432 milhões teriam sido desviados a partir de cargos estratégicos assumidos por Durval no GDF.



    Opinião do internauta

    Leitores comentaram no site do Correio Braziliense a participação de Durval Barbosa na CPI da Codeplan. Confira algumas opiniões:

  • Jullyany Martins
    “Quem tem que pagar por isso são os verdadeiros culpados, ou seja, Arruda e PO. Arruda já está na cadeia pagando pelos seus pecados e, se depender da população, vai continuar lá por muito tempo.”

  • Cam Mota
    “Tudo à custa da desgraça alheia. Olhando Brasília hoje, percebo o tanto que essa cidade está abandonada, acabada, destruída por esses bandidos doentios. E o pior, o povão, que veio principalmente de outros estados, continua votando nesses mafiosos, que continuam garantindo suas vidas bandidas por aí.”

  • Raquel Araújo
    “Durval tem que abrir a boca mesmo, tem que colocar esses corruptos na cadeia. Papuda para os corruptos já.”

  • Luisvaldo Ferreira Almeida
    “Como é engraçada essa nossa Justiça, que dá o direito de uma pessoa que é acusada de lesar o contribuinte, de ficar calada diante de uma investigação. Ele deveria fazer um favor à sociedade e contar tudo que sabe, desde o governo Roriz, que foi o mentor e onde tudo começou.”

  • Ronald Filgueiras
    “Esses deputados querem ouvir esse Durval da mesma forma que mulheres leem a Caras. Só para saber das fofocas.”

  • Rodrigo Bindes
    “Espero que ele fale tudo realmente o que sabe. Ainda tem muitas cabeças para rolar. Por isso, as candidaturas para a próxima eleição estão totalmente indefinidas. Tudo pode acontecer!”

  • Alex Oliveira
    “Concordo com o Batista, este cara detonou o DF quando ocorria uma transformação positiva e benéfica para todo mundo, não somente com as mais de 2.000 obras, mas com toda a regularização da esculhambação legada do Roriz. Reguffe, não queima o teu filme. O Tadeu é PT, é do time dele.”

  • Marcelo Feitosa
    “Durval merecia uma estátua em frente à Câmara Legislativa.
    Ele marca a era do ladrão que entrega ladrão tem 100 anos de perdão.”

  • Carlos Silva
    “Esse Baptista das Cooperativas deve estar se borrando de medo do Durval... Por isso repudia a presença dele na Câmara...”

  • Mariana Garcia
    “Viva o Rolo Compressor! Vai Durval, fala mais, fala mais!!!!!!”

  • José Silva
    “Durval, aos moldes de ‘Dimas, o bom ladrão’, sem dúvida prestou um relevante serviço à sociedade denunciando os usurpadores do patrimonio público.”

  • Bruno Melo
    “Só não esqueçam que o Durval também estava com o rabo preso nessa bagunça. Não façam o cara sair de herói, por favor.”

  • Douglas Carvalho
    “O Durval colocou os ‘nobres’ deputados em seu devido valor, ou seja, nada. Agora que venha o rolo compressor acompanhado das vassouras para deixar tudo bem limpo.”

  • Carlos Alecrim
    “O Durval quer ficar calado para não entregar o Roriz; que todo mundo sabe que isso começou no governo dele, e que o Arruda manteve o mesmo esquema. Cadeia neles!!!!!!!”
  • terça-feira, 30 de março de 2010

    O EX-FUTURO DITADOR ESTÁ UMA FERA COM OS PROFESSORES PAULISTAS

    Professores grevistas invadem inauguração do Rodoanel e promovem apitaço anti-Serra

    Maurício Savarese e Guilherme Balza
    Do UOL Notícias*
    Em São Paulo

    Atualizado às 14h49

    Aproveitando-se da falta de organização na cerimônia de inauguração do trecho sul do Rodoanel nesta terça-feira (30), professores grevistas da rede estadual promoveram um apitaço para pedir negociações com o governador José Serra (PSDB), que deve deixar o cargo amanhã (31) para disputar a Presidência da República.

    Cerca de 10 pessoas entraram em uma região que o governo limitou para convidados e ergueram faixas pedindo negociações salariais. A Apeoesp (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial de SP), que lidera protestos da categoria há cerca de um mês, é alinhada ao PT, da presidenciável Dilma Rousseff, ministra-chefe da Casa Civil. Confrontado pelos apitos, Serra não tratou do assunto, até o momento em que alguns trabalhadores da obra defenderam sua candidatura pelo PSDB.

    “Aqui não faremos campanha antecipada, nem de um lado, nem do outro. Se o outro lado faz, a gente fica quieto”, afirmou Serra. Para esconder os cartazes dos professores, trabalhadores ergueram uma grande faixa. A PM, que tentou barrar os manifestantes na entrada do km 25 da Via Anchieta, a 15 km de onde foi o ato, não intervieram.

    Serra inaugurou a obra de mais de 61 km ao lado do provável candidato à sua sucessão, Geraldo Alckmin, atual secretário estadual do Desenvolvimento, outros secretários, o prefeito da capital, Gilberto Kassab (DEM), e o secretário executivo do Ministério dos Transportes.

    O governador ensaiou um tom eleitoral, fez elogios ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva-- cuja aprovação popular supera os 70%--, falou sobre os benefícios da obra do Rodoanel para a economia do Brasil e lembrou da questão ambiental. "Para cada árvore derrubada com a construção do anel viário, outras cinco serão plantadas", insistiu Serra.

    O próximo candidato tucano à presidência fez elogios ao secretário Alckmin, que o derrotou em 2006 na disputa interna para concorrer ao Palácio do Planalto pelo PSDB. “Ele tem uma experiência vastíssima, sabe de tudo o que está acontecendo no governo de São Paulo”, disse Serra.

    De acordo com as mais recentes pesquisas de intenção de voto, Alckmin é o favorito para vencer a disputa no primeiro turno em uma provável disputa com o senador Aloizio Mercadante (PT-SP).

    Petistas barrados
    Pela manhã, a Polícia Militar impediu que cerca de 50 manifestantes ligados ao Partido dos Trabalhadores (PT) --entre eles os professores que promoveram o apitaço-- participassem da inauguração do trecho sul do Rodoanel.

    Segundo Humberto Tobé, coordenador do PT na região do Grande ABC, o grupo chegou ao local, no km 25 da Via Anchieta, por volta de 9h30, com bandeiras do partido e faixas de agradecimento ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ao governo federal, que repassou, via Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), cerca de R$ 300 milhões para as obras do Rodoanel.

    De acordo com Tobé, parlamentares do PSDB e da base aliada, além de delegações com militantes tucanos organizados, tiveram livre acesso à área da inauguração, que fica a 15 quilômetros do local onde os manifestantes foram barrados. “Ficamos detidos, nem a imprensa pôde conversar conosco. Nossas faixas [de agradecimento a Lula] foram apreendidas também”, diz o coordenador do PT. A Polícia Militar ainda não soube informar se a ação foi ordenada pelo Palácio dos Bandeirantes, sede do governo do Estado.

    Apenas por volta das 14h30, mais de uma 1h30 após o encerramento do ato inaugural por Serra e seus secretários, os cerca de 200 policiais militares começaram a deixar a entrada do Rodoanel onde os primeiros grevistas foram barrados.

    A obra
    Com orçamento de R$ 3,6 bilhões, a obra, que deve abrir para os carros a partir de quinta-feira (1º), é um dos carros-chefe do mandato do tucano, e deverá ser usada à exaustão como propaganda durante a campanha presidencial, assim como outras duas obras da área de transportes: a expansão do Metrô e a ampliação das marginais.

    A reportagem do UOL Notícias passou por alguns trechos da obra recém-inaugurada e detectou que as obras da cabine de pedágio estão em estágio inicial, que a construção de vias paralelas ainda estão em estágio intermediário e que no trecho conhecido como "Pequena Imigrantes" o fluxo dos carros ainda é alternado por conta da pavimentação de uma das pistas.

    O trecho sul do Rodoanel, com 61 km de extensão e quatro faixas de rolamento em cada mão, começa no município do Embu e termina em Mauá (ambos na Grande São Paulo), ligando as rodovias dos Bandeirantes, Anhanguera, Castello Branco, Raposo Tavares e Régis Bittencourt --todas elas perpassadas pelo trecho oeste do anel viário-- a Imigrantes e Anchieta, que unem a capital à Baixada Santista.

    Este trecho é o segundo a ser inaugurado no anel viário. O primeiro, o trecho oeste, ficou pronto em 2002 e custou R$ 1,4 bilhão. Já a execução das obras do trecho leste --orçado em R$ 5 bilhões-- deve ter início ainda neste ano. O trecho norte, por sua vez, está em fase de estudos, e não há prazo para as obras começarem.

    Efeitos no trânsito
    A inauguração do trecho permitirá aos veículos que chegam da capital pelo interior acessarem as rodovias Imigrantes e Anchieta sem ter de transitar pelo centro expandido da capital.

    A tendência é que diminuam os congestionamentos nas marginais Pinheiros e Tietê, na chegada à capital por algumas das principais rodovias e na avenida dos Bandeirantes, que recebe diariamente um fluxo intenso de caminhões que partem de várias regiões do país rumo ao porto de Santos. O governo paulista estima a redução de 43% no movimento de caminhões na marginal Pinheiros e de 37% na Bandeirantes.

    A Prefeitura de São Paulo vai esperar 90 dias para avaliar se restringirá o trânsito de caminhões na capital após a inauguração do trecho sul, A informação foi dada hoje (30) pelo secretário municipal de Transportes, Alexandre de Moraes.

    Segundo ele, é necessário um “período de acomodação” para avaliar os impactos da obra inaugurada nesta tarde sobre o trânsito das principais vias da cidade. “Cerca de 210 mil caminhões transitam nas ruas de São Paulo diariamente. Desses, 76 mil estão de passagem. Precisamos saber quantos desses [veículos] realmente precisam passar tempo na capital”, afirmou Moraes a jornalistas.

    De acordo com estudo encomendado pela Artesp (Agência Reguladora de Serviços Públicos Delegados de Transporte do Estado de São Paulo) ao Lincoln Institute of Land Policy, a obra reduzirá temporariamente o trânsito na marginal Pinheiros e na avenida dos Bandeirantes, mas terá efeito insignificante nos congestionamentos da Grande São Paulo.

    Para o engenheiro de tráfego Gabriel Feriancic, o Rodoanel é uma “boa medida para segregar o tráfego de passagem (trânsito dentro da cidade) dos grandes deslocamentos” e poderá ser uma alternativa nos dias de longos congestionamentos nas áreas centrais também para motoristas que transitam dentro da Grande São Paulo. “A avenida Bandeirantes deve sofrer um alívio com relação ao trânsito de caminhões, mas no pico da tarde deve continuar congestionada”, diz Feriancic

    Assim como o trecho oeste, onde há cobrança de pedágio (R$ 1,30) desde dezembro de 2008, o trecho sul será pedagiado, com valores até R$ 6. No entanto, não há prazo definido para o início da cobrança, já que a concessionária ainda não foi escolhida. A expectativa é de que 257 mil veículos transitem pelos trechos do Rodoanel diariamente durante os 35 anos de concessão, segundo a Artesp.

    Obra cercada de polêmica
    A construção do trecho sul foi projetada e administrada pela estatal Desenvolvimento Rodoviário S.A. (Dersa), mas a execução da obra, iniciada em maio de 2007, ficou a cargo de cinco consórcios, cada um responsável por um lote do trecho. Integram os consórcios algumas das principais construtoras do país: Andrade Gutierrez, Galvão Engenharia, Odebrecht, CR Almeida, Serveng Civilsang, Camargo Corrêa, Queiroz Galvão, OAS, Mendes Júnior e Carioca.


    Em dezembro de 2009, o Ministério Público Federal em SP encaminhou representações pedindo a abertura de inquérito contra a Camargo Corrêa por fraudes em licitações e superfaturamento em 14 obras espalhadas pelo país, entre elas a do Rodoanel. O dinheiro desviado teria sido utilizado no financiamento de campanhas eleitorais de vários políticos.

    O Ministério do Transportes, por meio do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), incluiu entre suas principais obras o trecho sul do Rodoanel e desembolsou R$ 300 milhões, o que representa um pouco mais de 8% do que foi gasto na obra. O Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e cinco bancos internacionais emprestaram, juntos, quase R$ 2 bilhões para financiar a obra.

    Em agosto de 2009, o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, disse que propagandas do governo paulista omitem investimentos federais em obras, afirmação negada pela Dersa na época. A acusação do presidente rendeu alfinetadas de José Serra, que disse que o governo federal anuncia empréstimos via BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) como se fossem investimentos em obras.

    A batalha entre petistas e tucanos em torno do Rodoanel também foi travada na Assembleia Legislativa do Estado, onde nos últimos oito anos deputados da oposição fizeram várias tentativas para instalar a CPI do Rodoanel com o intuito de investigar supostas irregularidades na execução da obra, mas nunca conseguiram recolher o número suficiente de assinaturas, já que a base aliada forma a maioria na Casa.

    Atraso e queda de vigas
    O governo do Estado previa o início das obras do trecho sul em 2003, após a conclusão do trecho oeste, e sua entrega para 2008. O principal motivo para o atraso na conclusão das obras foi a dificuldade para conseguir licenças ambientais. Grande parte do trecho sul atravessa uma área de mananciais, nos arredores das represas Guarapiranga e Billings. Na região, há trechos de mata nativa e ao menos três aldeias de índios guaranis.

    Segundo a Secretaria de Comunicação do Estado, em janeiro de 2007, quando Serra assumiu o governo, houve uma readequação dos contratos com as construtoras e o estabelecimento do prazo de março de 2010 para a entrega da obra. A secretaria evitou responsabilizar pelo atraso nas obras as gestão anteriores, também tucanas, de Geraldo Alckmin e Mário Covas.

    Em setembro de 2009, um laudo feito por um supervisor ambiental das obras afirmou que os impactos ambientais superaram as previsões do governo. Ele citou uma região com 15 córregos, fora da área de concessão do Rodoanel, que desapareceram por conta do assoreamento, e apontou deficiências no projeto de drenagem que provocaram alagamentos ao redor da obra, afogamento de árvores e assoreamento em parte da Billings. Na época, a Dersa argumentou que os problemas ambientais não eram significativos e que eles foram agravados pelas chuvas.

    Já em 13 de novembro do ano passado, um novo empecilho: três vigas de 85 toneadas e 40 metros despencaram de uma altura de 20 metros no viaduto do Rodoanel sobre a rodovia Régis Bittencourt, atingindo três veículos e ferindo três pessoas. Segundo relatório emitido pelo Tribunal de Contas da União (TCU), o consórcio formado pelas empreiteiras OAS, Mendes Júnior e Carioca usou vigas pré-moldadas não previstas para os novos viadutos do trecho sul com o objetivo de baratear custos.

    O IPT (Instituto de Pesquisas Tecnológicas), órgão ligado ao governo estadual, avaliou que a queda da viga foi resultado de três fatores: falta de horizontalidade das superfícies das bases de apoio; insuficiência de atrito na interface das vigas com as bases de apoio e falta de travamento adequado das vigas.

    Especialistas entrevistados pelo UOL Noticias na época afirmaram que a pressa para entregar as obras em um prazo favorável do ponto de vista eleitoral está por trás dos acidentes em grandes obras, entre elas a do Rodoanel.

    *Com informações de Arthur Guimarães, do UOL Notícias, e da Folha Online

    VOTAR EM SERRA É TRAZER O AZAR DO PSDB/DEM/PPS DE VOLTA PARA O BRASIL.ELES SÃO CAPAZES DE DESTRUIR TUDO QUE JÁ FOI FEITO.XÔ AZARADOS!

    PALAVRAS DO TABLÓIDE CORRUPTO CORREIO BRAZILIENSE. EU JÁ VINHA INFORMANDO SOBRE ISSO HÁ MUITO TEMPO:
    O Avança Brasil, do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (1995-2002), foi uma tentativa tímida que não saiu do papel —para não dizer que, essa sim, foi apenas uma bandeira eleitoral.

    SERRA,GRAÇAS A DEUS,JAMAIS SERÁ PRESIDENTE DO BRASIL.ESSE SUJEITO LEVARIA O PAÍS AOS TEMPOS MALDITOS DE FHC

    PARA CONTINUAR NO PAÍS DO FUTURO VOTE EM DILMA ROUSSEFF.
    NÃO DEIXE O PAÍS RETROCEDER E VOLTAR A SER COMANDADO PELA IMPRENSA CORRUPTA , GOLPISTA E RACISTA BRASILEIRA.
    O RACISMO DA IMPRENSA BRASILEIRA ENOJA A NAÇÃO.

    DURVAL BARBOSA DA QUADRILHA DE ARRUDA A QUAL PERTENCE O TABLÓIDE CORRUPTO CORREIO BRAZILIENSE

  • Aspas

    Tive coragem de me autoincriminar. Não estava aguentando mais os achaques do seu Arruda, os achaques do seu Paulo Octávio, então tive a iniciativa de me livrar desse mal que estava me corroendo "

  • DURVAL BARBOSA DA QUADRILHA DE ARRUDA A QUAL PERTENCE O TABLÓIDE CORRUPTO CORREIO BRAZILIENSE

    'O rolo compressor vem aí. Nem começou', diz Durval sobre escândalo

    'Quem tiver sua culpa, que assuma', disse pivô do mensalão do DEM.
    'Não estava aguentando mais os achaques do seu Arruda', disse à CPI.

    Robson Bonin Do G1, em Brasília

    Aspas

    • Se contrariei algum interesse específico, não tenho culpa. O rolo compressor vem aí. Nem começou. E quem tiver sua culpa que assuma. Muita coisa vai acontecer "

    Durou pouco mais de 30 minutos o depoimento do pivô do escândalo do mensalão do DEM de Brasília, Durval Barbosa, à CPI da Corrupção da Câmara Legislativa do Distrito Federal nesta terça-feira (30). Foi a primeira aparição pública de Durval e ele avisou os parlamentares que iria utilizar o direito de permanecer calado durante o depoimento. Durval estava protegido por um habeas corpus do Tribunal de Justiça do DF e não precisou responder às perguntas dos parlamentares.

    Antes de concluir sua participação na CPI, Durval deu um recado aos envolvidos no esquema de corrupção do DF. “Se contrariei algum interesse específico, não tenho culpa. O rolo compressor vem aí. Nem começou. E quem tiver sua culpa que assuma. Muita coisa vai acontecer”, afirmou Barbosa, enigmático.

    EX-FUTURO DITADOR , SERRA É EXCLUDENTE.ELE QUER CONTINUAR A OBRA DE FHC,GOVERNAR PARA POUCOS

    Militantes do PT são barrados em visita de Serra ao Rodoanel

    Grupo de cerca de 30 militantes afirma ter sido convidado para o ato do governo do Estado

    Silvia Amorim, do O Estado de S.Paulo

    Cerca de 30 militantes do PT de São Bernardo do Campo estão, desde o início desta manhã, na entrada do evento que o governador de São Paulo e pré-candidato do PSDB a Presidência da República, José Serra, fará no trecho sul do Rodoanel, no ABC paulista.

    LULA É MENTIROSO , O MEU PARTIDO É HONESTO,NÃO SE METE EM FALCATRUA E SÓ DIZ A VERDADE











    CAMPANHA ANTECIPADA LEVA TROLOLÓ A DANÇAR BALÉ

    Serra dança no metrô

    O governador paulista José Serra, pré-candidato do PSDB à Presidência, inspecionou ontem as obras do Metrô de São Paulo. Durante uma hora e meia, viajou nas composições, acenou, cumprimentou e tirou fotos com populares. A Linha Amarela não tem data para ser aberta à população

    Segundo informações da assessoria do Metrô, isso só acontecerá quando os padrões de segurança forem alcançados. “Poderia já hoje estar abrindo (estas estações) para funcionar. Mas é essencial que a segurança seja 100%. Não faríamos antecipação, sacrificando o controle rigorosíssimo de segurança”, afirmou o governador, em breve discurso para jornalistas e funcionários do Metrô, na Estação Paulista.

    Questionado se a entrega da Linha Amarela estava dentro do cronograma previsto, o tucano respondeu que “os prazos são sujeitos à margens de erros”. De acordo com o governador, até o fim de 2010, o trecho entre a Vila Sônia e a Luz estará completo.

    Balé
    Na Estação Paulista, fechada ao público, Serra assistiu a uma apresentação de bailarinos e de estagiários do Metrô ao som do jingle do Plano de Expansão do Metrô, veiculado recentemente na TV. Sorridente, o presidenciável não resistiu e arriscou alguns passos, em compasso com os dançarinos. No trajeto a pé por esteiras rolantes, um conjunto musical tocou a tradicional marchinha Está Chegando a Hora, com os conhecidos versos: “Ai, ai, ai, ai/ Está chegando a hora/ O dia já vem raiando, meu bem/ Eu tenho de ir embora.” Nas laterais das esteiras rolantes, pelo menos 100 funcionários do Metrô seguravam placas com fotos e dizeres sobre as realizações do governo Serra, como a inauguração de estações e de bicicletários próximos aos metrôs.

    O tucano estava acompanhando do vice-governador, Alberto Goldman (PSDB), que assume São Paulo com a saída de Serra, e do virtual candidato do PSDB ao governo paulista, Geraldo Alckmin. Indagado sobre o que mais gostaria de ter feito em sua gestão, o tucano respondeu: “Queria ter feito mais de tudo, mas acho que fizemos bastante. Minha gestão vai até o fim deste ano. Até lá, muita coisa mais vai f

    "OPOSIÇÃO SEM RUMO" VAI TER UM ATAQUE CARDÍACO

    Intenções trilionárias

    Embora se limite, por ora, a um conjunto de discursos, o PAC 2 mexe com cifras estratosféricas, principalmente de estatais e do FGTS

  • Luciana Otoni

  • Carlos Moura/CB/D.A Press - 4/2/09
    Presidente da Abdib, Godoy cobra um sistema de regulação eficiente

    Mais do que uma jogada eleitoral para vitaminar a campanha presidencial da ministra Dilma Rousseff, o lançamento do PAC 2 simboliza uma gigantesca carta de intenções de investimentos. Mais precisamente, de R$ 1,5 trilhão. Desse bolo, R$ 958,9 bilhões têm previsão de implementação entre 2011 e 2014. O restante seria aplicado nos anos seguintes. Composto de 10 mil projetos, o PAC 2 é o aceno de Luiz Inácio Lula da Silva a eleitores, governadores, prefeitos, parlamentares e investidores da destinação provável dos recursos, prioritariamente em obras sociais e de infraestrutura. “Não falta dinheiro. Falta viabilizar os projetos”, afirmou o presidente.

    De concreto, porém, há apenas os discursos de Lula e da ministra Dilma, além de uma publicação de 94 páginas sem detalhes sobre as ações. A partir de agora, uma equipe de técnicos do governo se reunirá entre abril e junho para reunir os 10 mil projetos. Até o momento, não há especificação de obras, detalhes sobre a desburocratização na área ambiental e medidas para agilizar a execução. As informações existentes sobre as obras do PAC 2 constituem parte dos projetos do PAC 1 que não foram concluídos.

    O balanço do PAC original, lançado em janeiro de 2007, mostra que o governo levou três anos para investir R$ 403 bilhões (63% do valor previsto entre 2007 e 2010 e recursos que incluem reservas da Petrobras e da Eletrobras), dos quais R$ 256,9 bilhões estão em iniciativas efetivamente finalizadas. Alguns projetos lançados em 2007, como o da modernização dos portos, sequer saíram do papel.

    O PAC 2 é mais ambicioso que o PAC 1 e prevê atividades subdivididas em seis tipos de ações (veja quadro): PAC Cidade Melhor (R$ 57,1 bilhões); PAC Comunidade Cidadã (R$ 23 bilhões); PAC Minha Casa, Minha Vida (R$ 278,2 bilhões); PAC Água e Luz para Todos (R$ 30,6 bilhões); PAC Transportes (R$ 104,5 bilhões); e PAC Energia (1)(R$ 465,5 bilhões). O governo também projeta três novos ramais do trem de alta velocidade (São Paulo a Curitiba / Campinas ao Triângulo Mineiro / Campinas a Belo Horizonte), mas, por ora, há apenas estudos de viabilidade, sem ações de implementação.

    Maldito x bendito

    A despeito da garantia do presidente Lula de que não faltará dinheiro para investimento, a verba do Orçamento da União representa menos de um quarto dos R$ 958,0 bilhões do PAC 2 entre 2011 e 2014. São R$ 220 bilhões, subdivididos nos Orçamentos de 2011, 2012, 2013 e 2014. A maior parte vem das estatais federais, principalmente da Petrobras e da Eletrobras, da Caixa Econômica e dos recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).

    Os empresários convidados para o lançamento do PAC 2 aplaudiram a carta de intenções do governo, mas alertaram para as deficiências que marcaram o PAC 1. “É preciso melhorar o sistema de garantias e as instituições públicas responsáveis pela regulação precisam ser mais eficientes, para não sermos obrigados a, no futuro, transformamos a infraestrutura como o vilão do crescimento”, comentou Paulo Godoy, presidente da Associação Brasileira de Infraestrutura e Indústrias de Base (Abdib).

    Candidata do PT à Presidência da República, a ministra Dilma Rousseff apresentou o conteúdo do programa de investimento de quase R$ 1 trilhão dizendo que, durante a implementação do PAC 1, governadores e prefeitos receberam tratamento igualitário. “O presidente Lula estabeleceu uma relação harmônica com os estados e os municípios, que esteve condicionada aos projetos, e não a inclinações políticas ou partidárias”, frisou. Ao apresentar o novo plano de investimento, a ministra candidata disse que seu desejo é deixar um legado positivo: “O objetivo do PAC 2 é deixar uma herança bendita a quem suceder nosso governo, com projetos, obras e recursos.”


    1 - Crescimento ordenado
    A fatia mais significativa dos investimentos está na área de petróleo e gás natural: R$ 879,2 bilhões. O PAC 2 terá ênfase especial às chamadas usinas hidrelétricas de plataformas, que preveem isolamento das estruturas após serem construídas, de modo a evitar crescimento populacional desordenado. Estão no plano dez hidrelétricas nesse sistema. O programa prevê ainda 44 usinas hidrelétricas convencionais.




    Bolsos atentos ao social
    Breno Fortes/CB/D.A Press - 26/3/10
    Na área habitacional, o plano é construir 2 milhões de moradias e reservar R$ 176 bilhões para financiamentos

    Diferentemente do PAC 1, concentrado em obras de infraestrutura, uma das ênfases do PAC 2 é em programas sociais. No total, R$ 358,2 bilhões em verbas do Orçamento da União, da Caixa Econômica Federal e de outras fontes, como o FGTS, serão destinados à construção de moradias, saneamento básico, obras para fornecimento de água e energia.

    A maior fatia dos investimentos, R$ 600 bilhões, é destinada a obras de infraestrutura, mas grande parte disso se deve ao caixa da Petrobras e da Eletrobras para a extração, produção e refino de petróleo e construção de usinas hidréletricas e não abarcam os recursos do Orçamento da União.

    No lado social, as metas são ambiciosas. Os planos apresentados ontem são de encher os olhos do eleitor e de enraivecer a oposição. Na área habitacional, a intenção é construir 2 milhões de moradias (60% destinadas a famílias com renda de até R$ 1.395) e tornar disponível R$ 176 bilhões para o financiamento da casa própria. Para compensar deficiências na área da saúde e a falta de segurança públicas nas cidades brasileiras, que não foram contempladas com os recursos do PAC 1, o PAC 2 planeja construir 9.194 unidades de atendimento à saúde, 6 mil creches, 10 mil praças esportivas e 2.883 postos de política comunitária.

    Embora grandiosas, as intenções estão vinculadas ao programa do PT para a Presidência e dependentes da real intenção do sucessor de Lula no Palácio do Planalto. São, antes de tudo, uma demarcação de posição da ministra candidata, Dilma Rousseff. “Nosso modelo de Estado possui três expressões: planejamento, investimento e desenvolvimento social”, afirmou a ministra. Com senso de oportunidade eleitoral, ela também vinculou as obras de infraestrutura à Copa do Mundo e às Olimpíadas, “quando nossa capacidade será testada no limite”.

    Pobres

    No segmento dos transportes, são previstos R$ 104,5 bilhões. Desse montante, R$ 50,4 bilhões para obras em rodovias, R$ 46 bilhões em ferrovias, R$ 3 bilhões em aeroportos e R$ 5 bilhões em portos. Ao abordar a mobilidade social, Lula disse, durante sua apresentação do novo plano de investimentos, que quer ver mais pessoas das classes de menor poder aquisitivo viajando pelo país. “Temos que investir na infraestrutura aérea, porque os poucos pobres que passaram a viajar de avião já estão congestionando os aeroportos”, disse o presidente. (LO)


    EMPRÉSTIMOS MAIS SALGADOS
    O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) será capitalizado em R$ 80 bilhões, montante restrito a este ano e insuficiente para sustar o plano ambicioso do PAC 2. Esses recursos serão usados para financiar projetos de exploração do pré-sal, hidrelétricas e grandes obras do sistema viário. Em contrapartida, o Ministério da Fazenda informou que a partir de julho os empréstimos contratados junto ao BNDES ficarão mais caros. Os juros passarão de 4,5% ao ano para 5,5% ao ano em algumas linhas. Em outras, o percentual passa de 7,5% para 8,5%.

    EDITORES DO TABLÓIDE CORRUPTO CORREIO BRAZILIENSE MORREM DE RAIVA DO GOVERNO LULA/DILMA.QUE SE LIXEM!

    eleições
    Uma vitrine irresistível

    Prefeitos de capitais e governadores correm para garantir projetos e, assim, tirar uma “casquinha” do PAC 2 na corrida às urnas

  • Flávia Foreque
    Tiago Pariz
    Denise Rothenburg

  • Carlos Moura/CB/D.A Press
    Lula ironizou a ausência de alguns governadores: “Eles estão ocupados em gastar o dinheiro do PAC 1”

    O Programa de Aceleração do Crescimento 2 promete ser uma vitrine eleitoral não apenas para a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, candidata do presidente Lula nas eleições presidenciais. Pré-candidatos aos governos estaduais e ao Congresso Nacional também estão atentos ao impacto que a nova etapa do PAC, um dos maiores programas do governo petista, pode ter nas urnas. Não foi à toa que ministros, prefeitos, governadores e empresários compareceram em peso à solenidade. Ao todo, 17 prefeitos de capitais e 16 governadores vieram a Brasília prestigiar o último evento da pré-candidata do PT à frente da Casa Civil.

    A assessoria da pré-candidata ao Senado pelo Paraná Gleisi Hoffmann, esposa do ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, disparou comunicado destacando a presença da petista no evento e os projetos previstos no PAC 2 para o estado da região Sul. O texto divulgado destaca que a pré-candidata “participou diretamente da articulação para incluir a reforma e a ampliação do aeroporto de Foz do Iguaçu no PAC 2”.

    Até mesmo prefeitos apontam vantagem na inclusão de projetos de suas cidades no programa: é uma chance de criar uma marca para o mandato. Ainda que a obra não esteja concluída nos quatro anos do governo, o fato de conseguir incluí-la numa das principais vitrines do governo Lula garante certa notoriedade. O petista Carlito Merss, de Joinville (SC), e o comunista Renildo Calheiros, de Olinda (PE), demonstraram animação com a possibilidade de ganhar um recurso extra. “Se conseguir um desses projetos está ótimo. Se conseguir esses dois aqui, será maravilhoso. Você não sabe como é caro uma creche”, comentou Merss, folheando o livreto distribuído na solenidade.

    O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PMDB), afirmou que os recursos do PAC 2 destinados à construção de postos de atendimento à Saúde, quadras esportivas nas escolas e creches vão melhorar a qualidade de vida da população. Investimentos como esses, de interesse dos municípios, representam cerca de 37% do montante previsto para o período entre 2011 e 2014. O governador da Bahia e candidato à reeleição, Jaques Wagner (PT), seguiu tom semelhante ao usado pelo prefeito carioca. O petista sugeriu que, em função das benfeitorias proporcionadas pelo PAC, a sigla fosse rebatizada para “Plano de Aceleração da Cidadania”.

    O evento não teve a participação dos governadores tucanos de São Paulo, José Serra, e de Minas Gerais, Aécio Neves. Lula ironizou: “Alguns companheiros governadores de outros partidos não vieram, mas têm representantes, têm vices. E, se não vieram, não foi por oposição. É porque estão preocupados em gastar o dinheiro do PAC 1, que eles já receberam neste mandato. Tenham certeza disso, de que a preocupação de todos eles é inaugurar as obras antes de 2 de abril”.

    AMEAÇA DE FREAR OBRAS
    Durante o evento no Centro de Convenções, cerca de 50 servidores protestaram contra a indefinição no plano de carreiras dos funcionários do Ministério do Meio Ambiente e do Ibama. Os manifestantes prometem greve geral na área ambiental. Assim, justificam, prejudicariam o andamento do PAC com o atraso na liberação de licenças ambientais. “Ha, ha, ha, o PAC vai parar”, cantavam, sem receber qualquer atenção das autoridades.


    O número
    37%
    Percentual dos investimentos do PAC 2 entre 2011 e 2014 que dizem respeito a interesses dos municípios


    Análise da notícia
    Obsessão míope

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva inovou ao lançar o PAC 2, um programa de obras e projetos para um período além de seu governo. Mostrou que o Estado recuperou a capacidade de planejamento que foi vista pela última vez de maneira torta nos anos de chumbo da ditadura (lamentavelmente). O Avança Brasil, do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (1995-2002), foi uma tentativa tímida que não saiu do papel —para não dizer que, essa sim, foi apenas uma bandeira eleitoral.

    Lula, no entanto, contaminou a retomada da organização do Estado com suas aspirações eleitorais. O presidente da República está obcecado em fazer a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, sua sucessora e, por isso, faz campanha fora de hora e mobiliza toda a máquina em prol da pré-candidata. O TSE já lhe impôs duas multas. O pior é que parece não se importar com isso.

    Se o ano não fosse eleitoral, o PAC 2 teria o lançamento adiado por se tratar de um programa inacabado. Excluindo infraestrutura energética, não passa de uma carta de intenções sobre qualidade de vida urbana. E foi apresentado sem a primeira fase sequer ter sido completada (longe disso). Segundo informações oficiais, das 12.163 obras previstas no PAC 1, apenas 1.378 já foram finalizadas. Melhor seria se esse novo conjunto de propostas fosse apresentado como plataforma de governo de Dilma. Pelo menos ela teria algo a mostrar ao eleitor como sendo seu e não de seu mentor. (TP)

    CLIQUEM NO ENDEREÇO ELETRÔNICO.É A PRIMEIRA PÁGINA DO TABLÓIDE CORRUPTO CORREIO BRAZILIENSE.VEJAM QUE BELO JUÍZO DE VALOR(CONTRA)

    NÃO PROCUREM NADA CONTRA ARRUDA PORQUE ELE É O CHEFE DA QUADRILHA.
    http://stat.correioweb.com.br/cw/EDICAO_20100330/fotos/capa.pdf

    SE ESTE SUJEITO TIVESSE SIDO ELEITO PRESIDENTE DO BRASIL,HOJE ESTARÍAMOS NUMA CRISE SEM PRECEDENTES.SERRA É IGUAL A ELE.CUIDADO ELEITORES!






    EM COMPENSAÇÃO O GOVERNO LULA/DILMA SAIU DA CRISE E JÁ COLOCOU O PAÍS PARA CRESCER MAIS DE 5%


    PAC 1 teve R$ 117 bilhões em financiamentos do BNDES.

    Agência Brasil

    A carteira de financiamentos do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para a primeira fase do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 1) soma atualmente R$ 117,5 bilhões - o que resultou em investimentos totais, com as contrapartidas aos desembolsos por parte das empresas financiadas, de R$ 208 bilhões.

    Os financiamentos se destinam aos setores de energia (elétrica, petróleo e gás e combustíveis renováveis), logística (rodovias, ferrovias e marinha mercante), social e urbana (saneamento, urbanização e metrôs) e administração pública (sistema de escrituração digital).

    Segundo o BNDES, existem na carteira de financiamento 318 projetos, dos quais 84% já aprovados ou contratados e os demais estão em fase de análise ou de consulta.

    Com os financiamentos, o banco "consolidou posição como importante agente financeiro de projetos de investimento no âmbito do Programa de Aceleração de Crescimento [PAC]".
    Foram desembolsados, do total financiado, R$ 67,9 bilhões até fevereiro, sendo R$ 57,5 bilhões para energia, R$ 6,4 bilhões para logística e R$ 3,9 bilhões para a área social e urbana.

    A maior parte das operações do BNDES no PAC 1 refere-se a projetos no setor de energia, com financiamentos de R$ 87,2 bilhões, equivalentes a investimentos de R$ 159 bilhões. "Desse total, R$ 37,3 bilhões são financiamentos em geração [R$ 61 bilhões em investimentos totais] e R$ 10 bilhões em transmissão [R$ 18,5 bilhões em investimentos totais]. Já o segmento de petróleo e gás conta com financiamentos do BNDES de R$ 39,6 bilhões, com investimentos totais no valor de R$ 78,3 bilhões%u201D, informou o BNDES.

    Outros R$ 22 bilhões foram financiamentos destinados à área de logística, que propiciaram investimentos de R$ 34 bilhões em rodovias, ferrovias e marinha mercante. Também foi dado apoio a projetos de saneamento, com financiamentos de 5,5 bilhões e investimentos de R$ 10 bilhões.

    O presidente do BNDES, Luciano Coutinho, adiantou que o banco deverá ter %u201Cpresença expressiva%u201D no PAC 2, anunciado hoje (29), pelo governo. O apoio se dará, principalmente, a investimentos do setor privado nos segmentos de mobilidade urbana, saneamento, drenagem, energia, transportes e à área social.

    O SILÊNCIO DOS LADRÕES COMANDADOS POR JOSÉ ROBERTO ARRUDA , O GRANDE AMIGO DO TABLÓIDE CORRUPTO CORREIO BRAZILIENSE QUE NUNCA CONDENOU ARRUDA

    caixa de pandora
    O silêncio dos depoentes

    Sete das 12 pessoas que prestaram depoimento ontem na Polícia Federal ficaram caladas, entre as quais o ex-governador José Roberto Arruda

  • Noelle Oliveira

  • Juliana Boechat

    Ronaldo de Oliveira/CB/D.A Press
    Thiago Bolza, advogado de Arruda, chega à Polícia Federal: defesa pediu ontem novamente a revogação da prisão preventiva do ex-governador

    A mesma defesa que argumentou no plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) que José Roberto Arruda nunca havia sido ouvido a respeito das denúncias relacionadas à Operação Caixa de Pandora, desta vez preferiu que o ex-governador permanecesse calado. Por orientação do advogado Nélio Machado, Arruda manteve o silêncio durante o aguardado depoimento no início da tarde de ontem na Superintendência Regional da Polícia Federal. A defesa apresentou ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) uma petição assinada por Arruda na qual constam os motivos pelos quais ele estaria impossibilitado de depor. No mesmo documento, os defensores reiteraram o pedido de revogação de prisão do governador cassado e pediram que a resposta seja concedida até hoje. Além de Arruda, outros seis dos 12 depoentes ouvidos ontem optaram pelo silêncio.

    “Nós não tivemos acesso à investigação como um todo. O governador fez questão de declinar que ele gostaria de falar, principiou a dizer algumas coisas, mas eu reiterei a minha orientação de que não abro mão da legalidade. O Ministério Público sabe tudo o que apurou, o delegado de polícia provavelmente também e eu só vou permitir que o governador se manifeste de forma plena quando eu tiver acesso irrestrito à apuração feita até agora”, explicou Nélio Machado, que compareceu ao depoimento do governador acompanhado dos advogados Thiago Bolza e Cristiano Maronna. Na última sexta-feira, Machado havia garantido que Arruda falaria e destacou que faltava apenas traçar os passos do depoimento. “Ele vai falar, lógico, porque a rigor reclama há muito tempo por essa oportunidade”, disse, na ocasião.

    O ex-secretário de comunicação do GDF Welligton Moraes foi outro que decidiu se calar durante o depoimento, que ocorreu pela manhã, no Complexo Penitenciário da Papuda, onde está preso desde 12 de fevereiro. Segundo o advogado de defesa de Moraes, Marcelo Bessa, o motivo é o mesmo alegado por Arruda: a falta de acesso aos autos do processo. O ex-chefe da Unidade de Administração-Geral da Secretaria de Educação Gibrail Gebrim depôs às 14h e também optou pelo silêncio. “Vamos usar o direito constitucional de não responder às perguntas, porque não conhecemos o processo”, afirmou o advogado José Safe Carneiro.

    Marcelo Carvalho, braço direito do ex-governador Paulo Octávio e que aparece em gravações com Durval Barbosa, depôs por volta das 17h. Segundo o advogado Carlos Machado de Almeida Castro, o Kakay, o cliente também se calou. Kakay está em viagem no exterior e não acompanhou Carvalho. O ex-diretor do Na Hora Luiz França também compareceu à oitiva e nada falou. O empresário Renato Malcotti, que não estava na lista dos depoimentos previstos para o dia, resolveu comparecer à PF por conta própria, mas também não respondeu às perguntas.

    Explicações
    Por outro lado, Leonardo Prudente, ex-presidente da Câmara Legislativa, aproveitou a oportunidade para se defender. Ele, Alcir Collaço, dono do jornal Tribuna do Brasil, e o ex-secretário de Educação José Luiz Valente também falaram. De acordo com o advogado de Prudente, Herman Barbosa, o ex-deputado respondeu todas as indagações feitas pela autoridade policial. “Não é questão de declarar inocência ou culpabilidade, é relatar os fatos como eles aconteceram, apenas isso”, disse. No interrogatório, Prudente negou que tenha participado de qualquer repasse de verbas e reafirmou que o dinheiro que aparece colocando nos bolsos e nas meias, em vídeo gravado por Durval Barbosa, teria fins eleitorais. “Ele manteve a mesma resposta que já tinha dado na Câmara, trata-se de dinheiro de campanha”, explicou o advogado.

    O ex-assessor de imprensa de Arruda, Omézio Pontes, por sua vez, livrou-se do depoimento. Ele foi dispensado por um dos delegados da Polícia Federal responsáveis pelo caso. De acordo com Ticiano Figueiredo, advogado de defesa, Omézio se pronunciou sobre o tema em 1º de fevereiro. E, desde então, nenhum fato novo teria surgido para justificar outra oitiva. O ex-assessor deveria ter prestado depoimento em 28 de janeiro deste ano, mas não compareceu. Alegou que não recebeu a intimação da PF. Em 1º de fevereiro, ele cumpriu a notificação e compareceu à Superintendência da Polícia Federal. Nada colaborou com as investigações. Utilizou o artifício constitucional de permanecer calado. Os advogados alegaram que o cliente só falaria quando tomasse conhecimento das provas contra ele.

    Geraldo Maciel, ex-chefe da Casa Civil, também foi dispensado do interrogatório. A Polícia Federal não informou se José Abdon, dono da AB Produções, que prestava serviços de publicidade para Arruda, falou ou não durante seu depoimento. Ele deixou a Superintêdencia da PF com o rosto tampado. Os depoimentos de hoje só serão divulgados durante o dia pela Polícia Federal.


    Só vou permitir que o governador se manifeste de forma plena quando eu tiver acesso irrestrito à apuração feita até agora”
    Nélio Machado, advogado de Arruda


    José Safe Carneiro, advogado de Gibrail Gebrim

    ARRUDA APRENDEU COM JOSÉ SERRA E ALAGOU BRASÍLIA

    Transtorno
    Temporal castiga o centro de Brasília

    Em apenas 30 minutos, choveu mais que em todo o mês de fevereiro. Uma área bastante afetada foi a Asa Norte, onde o trânsito ficou caótico e faltou luz pelo menos até as 21h

  • Luiz Calcagno

  • Fotos: Gustavo Moreno/CB/D.A Press
    Na 502 Norte, para fugir dos alagamentos, condutores cortaram o canteiro central e retornaram pela pista, no sentido Lago Norte

    A chuva que castigou o Plano Piloto na tarde de ontem foi a maior do ano. Segundo dados do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), o temporal que desabou por pouco mais de 30 minutos atingiu a marca de 47 milímetros de água por metro quadrado. O maior índice do ano, até então, foi no último dia 13 – 22,4 milímetros. Diante de tanta água, o trânsito ficou complicado em diversos pontos da cidade, as tesourinhas ficaram alagadas e houve falta de energia em pelo menos quatro locais – setores Comercial, Hoteleiro e de Rádio e TV Norte, Setor Comercial Sul e na 303 Norte.

    Em um dia choveu mais que em todo o mês de fevereiro, quando foram registrados 36 milímetros. “Uma chuva como essa é capaz de causar estragos, tanto pelas rajadas de vento quanto pela quantidade de água”, explicou a meteorologista Maria das Dores de Azevedo. Ela informou também que vem mais temporal nos próximos dias. “As previsões são melhores para a segunda quinzena de abril”, afirmou Maria das Dores.

    De acordo com o Centro Integrado de Atendimento e Despacho (Ciade) do Corpo de Bombeiros, foram pelo menos 16 pontos de alagamentos na cidade, em sua maioria, em tesourinhas nas asas Norte e Sul. O Edifício Plaza, no Setor Comercial Sul, o anexo do Senado Federal, um apartamento térreo e uma empresa de formação de vigilantes na Quadra 101 do Sudoeste também foram tomados pela água.

    Na pista que corta o Eixo Monumental, entre a Torre de TV e o Centro de Convenções, a água chegou até os faróis dos carros. Motoqueiros trafegavam em ziguezague para prosseguir sem cair na enxurrada. Na tesourinha da 102 Norte, os bueiros jorravam água até quase um metro de altura. Uma cachoeira se formou no local. Os pedestres tiveram dificuldade para atravessar a pista. Na 502 Norte, para fugir dos alagamentos, carros cortavam o canteiro central e retornavam pela pista sentido Lago Norte. O Corpo de Bombeiros registrou três acidentes em vias do Distrito Federal, mas nenhum com gravidade.

    Também faltou luz em vários pontos do Plano Piloto – esse mês, foram pelo menos três apagões no DF. A Companhia Energética de Brasília (CEB) informou, por meio de sua assessoria de imprensa, que uma falha na rede elétrica subterrânea que corta a área central da Asa Norte cortou a distribuição de energia por pelo menos três horas na região. O motivo seria que os dutos subterrâneos por onde passa a fiação ficaram alagados. As equipes da CEB precisaram utilizar bombas de sucção para desobstruir os dutos antes de resolver o problema. A empresa informou que a energia (1)voltou às 21h.

    No escuro

    A 303 Norte também foi afetada e ficou no escuro. Houve, ainda, um rápido pico de energia no início do Lago Sul. A companhia não soube especificar as quadras atingidas, mas assegurou que a interrupção durou apenas alguns minutos. A falta de energia atrapalhou os semáforos. Todos do Eixo Monumental apresentaram problemas na tarde de ontem, bem como nas quadras afetadas das asas Norte e Sul, o que causou um grande congestionamento. No fim da tarde, o trânsito ficou parado entre o Brasília Shopping e o Pátio Brasil. Com sinais intermitentes, um flanelinha controlava a passagem dos carros.

    Com o trânsito complicado e a falta de luz, muita gente se sentiu prejudicada. O gerente de escritório Luiz Carlos Bastos, 45 anos, ficou mais de uma hora no trânsito por conta da chuva e dos semáforos desligados. Para ele, o problema poderia ser evitado. “Se as autoridades olhassem para a cidade, isso não aconteceria”, reclamou.

    O militar Manoel Silva, 55 anos, morador da 303 Norte, também se irritou com a falta de energia. Ele chegou a procurar a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e se chateou ainda mais quando lhe pediram um relatório. “São entraves e burocracias. Já está se tornando incômodo. Minha sogra é idosa e está morando comigo. Se eu precisar de sair com ela por alguma emergência, vou ter de fazer isso de escada? Fica difícil”, protestou. A Aneel recebeu, este ano, dezenas de reclamações contra a CEB (veja Memória).

    O empresário Ronaldo Nóbrega, por sua vez, dispensou os funcionários mais cedo, por conta da falta de energia. Ele chegou a sugerir que a CEB distribua velas semanalmente para quem trabalha no Setor de Rádio e TV Norte. Segundo Nóbrega, já é a oitava vez, no mês, que a região fica sem luz. “Qualquer chuvinha derruba a luz. Vim para Brasília por acreditar que a estrutura é melhor, mas estou vendo que vou ter que voltar para o Nordeste”, disse. “Foram mais de seis horas parado por problemas de luz somente esse mês”, ressaltou.


    1 - Fiscalização
    A Aneel fiscaliza as distribuidoras de energia. A agência usa indicadores baseados na frequência e no tempo de quedas de energia. Se um valor mínimo for ultrapassado, a empresa é obrigada a ressarcir o consumidor. No caso da Asa Norte, a duração das interrupções no fornecimento deve ser inferior a 4h47 no mês.


    Eu acho...

    “Fui pego de surpresa pela chuva. É muita água e muito engarrafamento. Sem chuva, o trânsito em Brasília já é ruim. Quando fica desse jeito, nem se fala. Levamos mais de meia hora para fazer um percurso de 10 minutos.”

    Wilson Almeida, 41, motorista



    Memória
    Queixas e multas

    No último dia 26, o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, disse que a Companhia Energética de Brasília (CEB) é a empresa que mais recebeu multas da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). “Nenhuma outra já foi tão multada no Brasil, tão punida quanto a CEB. Nós continuaremos vigilantes e exigindo do Governo do Distrito Federal que cumpra o seu papel como concessionário de serviço público. Esse é um serviço importante para Brasília e para o país, e que precisa ser resolvido com competência e com responsabilidade”, disse Lobão, após participar de uma audiência pública no Senado Federal sobre o novo marco regulatório do setor de mineração.

    O ministro mostrou o quanto o governo federal está insatisfeito com a estatal diante dos constantes blecautes. “Tem havido aqui interrupção temporária de energia, que causa profundo desagrado e desconforto a todo o governo. Eu tenho recomendado à Aneel a fiscalização e a punição”, destacou Lobão. A agência foi orientada a realizar uma fiscalização diária na CEB.

    Em 2009, a companhia foi condenada ao pagamento de R$ 16,6 milhões em multas. Uma das principais causas foi o descumprimento dos índices de duração e a frequência de interrupções de fornecimento de energia elétrica estipulados pela agência. Também foram detectadas falhas de manutenção nas subestações e nos equipamentos ultrapassados nas unidades de distribuição da companhia. De 2002 até o ano passado, a CEB foi autuada 17 vezes pela Aneel, totalizando R$ 42,1 milhões. O número de reclamações contra a estatal na Aneel somou 1.995 em 2002. Em 2003, caiu para 609, e, no ano passado, o total de queixas voltou a subir, chegando a 716. De 1º de janeiro ao último dia 24, foram 68 registros de pessoas insatisfeitas com o serviço prestado pela Companhia Energética de Brasília. (LC)