segunda-feira, 31 de maio de 2010

SE O PRIMO DO TIO-AVÔ DE LULA FOR ACUSADO DE QUALQUER COISA A IMPRENSA COLOCARÁ UM REPÓRTER NA PORTA DA CASA DELE E SERÁ REPORTAGEM ESPECIAL NO JN



MAS SE O PRESIDENTE DE UM PARTIDO , NO CASO O DEMOCRATAS , É ACUSADO DE RECEBER DINHEIRO DO GOVERNADOR ARRUDA , DO PRÓPRIO PARTIDO , NO ESCÂNDALO DE BRASÍLIA QUE FOI DENOMINADO PELA PRÓPRIA IMPRENSA DE "MENSALÃO DO DEMOCRATAS" , O JORNAL NACIONAL NÃO VÊ COMO UMA NOTÍCIA IMPORTANTE E NÃO DIVULGA.
NÃO SEI PARA OS LEITORES , MAS PARA MIM É O MAIOR ESCÂNDALO PROTAGONIZADO PELO JORNAL NACIONAL.

O EMPRESÁRIO EIKE BATISTA PARECE QUE É UM DOS OITO: "Dilma tem vontade cívica admirável"

No final do almoço, o bilionário Eike Bastista afirmou ao Terra que Dilma tem "uma vontade cívica admirável de consertar o Brasil". "Ela tem um entendimento profundo de como inserir o País no mundo, até por ter estado no governo nesses últimos anos", destacou o empresário. Dilma guardou um abraço na despedida. "Tudo de bom pra ti, Eike" - e pediu para continuarem o diálogo.

LULA NOS INIMIGOS DE JOSÉ SERRA

http://osinimigosdejoseserra.blogspot.com/2010/05/lula-la-e-ca-verdade-doi-nas-costas-da.html

De acordo com o presidente, o país aprendeu a “tomar conta de seu nariz” e que é possível “cuidar dos pobres sem precisar esperar o bolo. Antes se falava que era preciso esperar o bolo crescer, mas sempre aparecia um engraçadinho que comia o bolo antes de repartir”, acrescentou.

A ARTE DA MENTIRA , PELA IMPRENSA CORRUPTA.SÃO 500 , 40 OUVIDOS E 21 SE MANIFESTARAM

Serra tem o dobro dos votos de Dilma entre empresários consultados em fórum

Diego Salmen e Maurício Savarese
Do UOL Eleições
Em São Paulo

Levantamento feito pelo UOL Eleições nesta segunda-feira (31) durante fórum realizado pela revista Exame, em São Paulo, mostra que o presidenciável José Serra (PSDB) tem mais que o dobro das intenções de voto entre os empresários consultados do que sua concorrente Dilma Rousseff (PT).

Dentre os 40 empresários ouvidos pela reportagem, 19 disseram ser eleitores do tucano, contra oito que votarão na ex-ministra da Casa Civil. Já a pré-candidata Marina Silva (PV) obteve dois votos. Ao todo, 11 disseram ainda não saber para qual dos postulantes depositarão seus votos nas eleições de outubro. A organização afirma que cerca de 500 empresários participam do evento.

O Exame Fórum traz uma rodada de debates e seminários sobre desenvolvimento econômico durante todo o dia, no Hotel Unique, na capital paulista. Pela manhã, falaram o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, e o economista Nouriel Roubini.

Serra e Dilma participam do evento, separadamente, em painel intitulado "Brasil, 5ª economia mundial. Como chegar lá?". A petista fez sua apresentação no final da manhã, enquanto o tucano fala à tarde.

Aeroportos não suportam crescimento do Brasil, diz Ipea.Na verdade quem não suporta o nosso crescimento é a imprensa do Brasil

ELEIÇÕES NA COLÔMBIA DÃO UM RUMO À OPOSIÇÃO,TIRAMOS A DILMA PELO TSE OU FRAUDAMOS A CONTAGEM DE VOTOS.CUIDADO LULA,DILMA E PT !

A "ELITE" PREPARA O GOLPE DE ESTADO COM AS FORÇAS OLIGÁRQUICAS DO PAÍS.
A IMPRENSA CORRUPTA E O TRIBUNAL SUPERIOR ELEITORAL - TSE , ESTÃO MONTANDO O QUADRO COM MULTAS E REPORTAGENS QUE REPERCUTEM EM TODA A ESTRUTURA GOLPISTA DA MÍDIA NACIONAL.
O EXEMPLO A SER SEGUIDO É O DA COLÔMBIA , ONDE AS PESQUISAS DAVAM EMPATE E O CANDIDATO DA OLIGARQUIA VENCEU COM 46,57% , LEVANDO AS ELEIÇÕES PARA O SEGUNDO TURNO.

GOVERNO LULA/DILMA TRABALHANDO,MUDA O FOCO DAS INTERMINÁVEIS DISCUSSÕES SOBRE O PAÍS DO FUTURO E ,AGORA, O PAÍS DO PRESENTE

LENDO A ENTREVISTA O LEITOR OBSERVARÁ QUE O TÍTULO DA REPORTAGEM NÃO CORRESPONDE A VERDADE.

País não está pronto para a nova classe média, diz cientista político.

UIRÁ MACHADO
DE SÃO PAULO

O Brasil não está pronto para a nova classe média. Tampouco esse segmento populacional está devidamente preparado para suas recentes conquistas em termos de mobilidade social. As afirmações são de Bolívar Lamounier, doutor em ciência política pela Universidade da Califórnia e primeiro diretor-presidente do Ipesp (Instituto de Estudos Econômicos, Sociais e Políticos de São Paulo).

Em parceria com Amaury de Souza, ele acaba de lançar o livro "A Nova Classe Média" (Campus-Elsevier). Na entrevista abaixo, ele discute a sustentabilidade da nova classe média e diz ser preciso "evitar o oba-oba".

Folha - Quais são as principais características dessa nova classe média?

Bolívar Lamounier - Estamos falando de algo em torno de 80 milhões de pessoas, um agregado social imensamente heterogêneo.
É um megaprocesso de mobilidade social. É o conjunto da classe C ascendendo a condições e aspirações mais altas de consumo.
Em razão disso, as famílias que a integram tornam-se mais "ambiciosas". Têm mais interesse em aumentar sua renda, querem um nível educacional mais alto para si e para seus filhos, manifestam desejo de obter um bom emprego ou de se estabelecer por conta própria etc.

Essa nova classe média é "sustentável"?

No nível macro, a sustentabilidade depende do crescimento econômico a taxas elevadas --e ambientalmente compatíveis. Hoje, no Brasil, há um clima de exagerado otimismo, mas é preciso cautela para não cantarmos vitória antes do tempo.
Por outro lado, o que chamamos de ascensão da classe C se confunde em larga medida com a expansão do mercado interno e a redução das desigualdades de renda, condições que tendem a tornar o processo inteiro mais sustentável, quer dizer, menos suscetível a crises.
O nível micro refere-se à geração da renda pelas famílias, à educação, ao empreendedorismo etc. Por exemplo, existem milhões de pessoas "empreendedoras", mas muitas não estão preparadas para isso. Do outro lado, a política pública mais dificulta que ajuda: carga tributária elevada, complicações burocráticas etc.

O Brasil está pronto, do ponto de vista estrutural, para essa nova classe média?

O avanço realizado nas últimas duas décadas é muito grande, mas eu não diria que está pronto. Basta atentar para a infraestrutura, obviamente incapaz de sustentar taxas elevadas de crescimento, a mão de obra especializada --que já começa a faltar-- e a educação, de modo geral muito ruim.

E a nova classe média está preparada?

É preciso evitar o oba-oba. O aumento do consumo é salutar e as pessoas têm atualmente aspirações altas. Além de adquirirem mais escolaridade, os indivíduos precisam investir mais em si mesmos, ou seja, em sua própria produtividade, seja para conseguir empregos estáveis e de boa qualidade, seja para se tornarem empreendedores.

CEPAL APRENDE COM LULA COMO DESENVOLVER O POVO DE UM PAÍS

Cepal sugere maior presença do Estado

Para desenvolvimento equilibrado, governos devem dinamizar a economia e prover o social



O fortalecimento do Estado e a participação dele como “protagonista” na formulação de políticas para o setor produtivo é a receita proposta pela Comissão Econômica para a América Latina e Caribe (Cepal)(1) para estimular o desenvolvimento econômico da região depois de superada a recessão de 2009.

A sugestão consta do documento apresentado na 33ª rodada de discussões do organismo, que acontece até terça-feira, em Brasília. De acordo com o texto elaborado pela secretária executiva da Cepal, Alicia Bárcena, “é preciso contar com políticas de Estado que ajudem a dinamizar o crescimento, promover a produtividade, impulsionar melhores condições de emprego e de institucionalidade trabalhista e prover bens públicos e proteção social”.
Para estimular a economia, a recomendação é transformar a estrutura produtiva a partir do eixo industrial, dando maior atenção ao desenvolvimento de inovação tecnológica; aumentando a difusão de conhecimento; e apoiando as pequenas e médias empresas.

O dinamismo econômico, defende a Cepal, também deve vir acompanhado por uma maior inclusão e igualdade social. “Só o fato de nascer em um dos países da região deveria significar que determinada pessoa tem direito a educação de qualidade, a assistência à saúde durante toda a vida, a um salário digno e a um emprego decente”, avalia Bárcena.

As estratégias macroeconômicas devem ser desenhadas de forma que protejam as economias das instabilidades externas por meio da utilização dos instrumentos disponíveis, tais como financeiros, fiscais e cambiais. Essas medidas devem vir acompanhadas, na maior parte dos países, do aumento da carga tributária. “É claro que para o esforço fiscal se encaminhar a estes desafios de provisão do bem-estar e da promoção social, requer crescimento econômico, realocação dos gastos e incremento da capacidade tributária dos Estados”, reforça o documento.

A média de recolhimento de impostos nos países da América Latina e Caribe é de 18%, considerada baixa pela organização para promover o crescimento necessário à região. No Brasil, a sugestão de aumentar impostos não se aplica, uma vez que a arrecadação brasileira representa, atualmente, 35,8%.

Pequenos
Outra proposta feita pela organização é a reforma do mercado de capitais nestes países, de modo que ele contribua para aumentar o acesso do setor produtivo ao crédito e a prazos mais largos de financiamento. A análise da Cepal aponta que a “natureza incompleta dos atuais mercados de capitais” tem dificultado principalmente as pequenas e médias empresas. “A reforma do mercado de capitais nessa direção significa fortalecer os bancos públicos e, em especial, os bancos de desenvolvimento, como um instrumento que permita potencializar e democratizar o acesso ao crédito”, destaca a organização.

Além do reforço às instituições estatais, a comissão propõe a construção de um sistema orientado a estimular o setor produtivo, que depende, em contrapartida, da expansão e da melhoria dos instrumentos disponíveis para a análise e a administração de riscos financeiros.

1 - Agência da ONU
A Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal) é uma das cinco comissões econômicas regionais das Nações Unidas (ONU) e tem sua sede em Santiago, Chile. Foi criada em 1948, para monitorar as políticas voltadas para a promoção do desenvolvimento econômico da região, assessorar as ações e contribuir para reforçar as relações econômicas dos países da área, além de promover o desenvolvimento social e sustentável.


domingo, 30 de maio de 2010

PARA TERMINAR AS POSTAGENS MATINAIS,A GRANDE VERDADE:IMPRENSA CORRUPTA,GOLPISTA E RACISTA BRASILEIRA TORCE DESESPERADAMENTE CONTRA A SELEÇÃO NACIONAL

DE FUTEBOL , NA COPA DO MUNDO NA ÁFRICA DO SUL.

TROLOLÓ SE LANÇA CANDIDATO À PRESIDÊNCIA DA BOLÍVIA


LULA É O VERDADEIRO "FIO CONDUTOR" DO "ESTADO COMPROMISSADO"

MARCOS COIMBRA:SERRA DIGA,SEM RODEIOS,O QUE VOCÊ PENSA ? ELE RELUTA,TEM CONSCIÊNCIA QUE SUAS CHANCES NA ELEIÇÃO,QUE JÁ SÃO PEQUENAS,DESAPAREÇAM

Marcos Coimbra

Sociólogo e presidente do Instituto Vox Populi
marcoscoimbra.df@dabr.com.br




O discurso da oposição

Foi nas oposições que os efeitos da manutenção da popularidade do governo em patamares tão altos foram mais profundos. Como ser contra um presidente que três, em cada quatro pessoas, consideram ótimo ou bom? Como fazer oposição a alguém aprovado por 85% dos eleitores?


O tamanho da aprovação popular do governo Lula é impressionante, pelo que conhecemos em nossa curta história como democracia moderna. Pode ser que em outros países — como alguns de nossos vizinhos — números iguais aos seus não causem tanta impressão. Aqui, no entanto, deixam todos boquiabertos.

Eles não chamam atenção apenas pela magnitude, mas, também, pela permanência em níveis elevados. A rigor, não param de crescer desde quando Lula enfrentou seu inferno no segundo semestre de 2005, nas profundezas do mensalão. Subiram durante o processo eleitoral de 2006, o que foi considerado natural, pois decorria da superexposição trazida pela campanha, mas não cederam em 2007, mesmo sem a mídia excepcional.

Do começo de 2008 em diante, o que era bom melhorou, e a popularidade do governo entrou em rota ascendente. Nela, prossegue atualmente. Ao contrário de seus antecessores, que terminaram pior (ou muito pior) do que quando começaram, parece que Lula vai continuar subindo até sua despedida em dezembro.

Esses altos níveis de aprovação tornaram-se o mais importante elemento do jogo político brasileiro e produziram efeitos em todos os lados. Dentro da coalizão governista, acentuaram a característica centrípeta de nosso sistema político, aumentando a concentração do poder no seu núcleo. A candidatura de Dilma é a manifestação mais visível desse fenômeno.

Nas relações internacionais, funcionaram como um endosso da liderança pessoal do presidente, fazendo com que fosse percebido, mundo afora, como uma unanimidade nacional. Seus interlocutores externos passaram a se relacionar com ele a partir dessa premissa.

Mas foi nas oposições que os efeitos da manutenção da popularidade do governo em patamares tão altos foram mais profundos. Ela desnorteou os adversários, deixando-os sem discurso e sem capacidade de reação. Como ser contra um presidente que três, em cada quatro pessoas, consideram ótimo ou bom? Como fazer oposição a alguém aprovado por 85% dos eleitores?

Com exceção de algumas lideranças (mais corajosas ou mais inconsequentes, conforme o ponto de vista), as bases dos partidos de oposição — seus líderes locais, vereadores e, especialmente, prefeitos —, bem como muitos deputados e até alguns senadores, preferiram não se desgastar com seus eleitores, evitando polêmicas e embates com o presidente. Com isso, só reforçaram a tendência ascendente de sua aprovação.

Neste momento, quando entramos na reta final do processo sucessório, os impasses vividos pela oposição nos últimos anos estão se tornando mais agudos. Se foi difícil opor-se ao governo, como convencer os eleitores de que é preciso mudar? Se a grande maioria de seus parlamentares, prefeitos, governadores, fez questão de não radicalizar em um discurso oposicionista ao longo de todo o segundo mandato de Lula, seria agora que o assumiriam?

Veja-se o caso de Serra. Nos quatro anos em que conviveu com Lula como governador de São Paulo, sempre se apresentou como parceiro do governo federal, com desavenças apenas pontuais. Houve, até, quem dissesse que Lula ficaria tranquilo se fosse ele o vencedor este ano, tão boas eram suas relações e tão profundos seus laços de amizade. Quem quis se iludir chegou a pensar que, para Lula, perder para Serra não era perder.

E o que vai acontecer na campanha este ano? Salvo o ex-governador, obrigado a desempenhar o indesejável papel de adversário de Lula, a maioria dos candidatos dos partidos de oposição vai querer tudo, menos arriscar-se à derrota, confrontando os sentimentos dos eleitores. Aqui ou ali, quem concorre ao Legislativo talvez fale claramente que é contra Lula e o que ele representa. Mas não esperemos o mesmo dos candidatos a cargos majoritários, aos governos estaduais e ao Senado. Quem precisa de maiorias não vai se indispor com elas.

Enquanto aumentam as pressões, vindas dos núcleos de oposição ao governo na sociedade e na mídia, para que Serra diga, sem rodeios, o que pensa, ele reluta. Tem consciência de que, fazendo isso, suas chances na eleição, que já são pequenas, podem desaparecer.

NINGUÉM QUER ACHAR O DEMOCRATA EFRAIM MORAIS.TEM UM REPÓRTER INVESTIGATIVO AÍ , GENTE ?

O senhor de todos os assombros

À medida que aumentam as denúncias de contratação de servidores fantasmas, o senador Efraim Morais (DEM) está cada vez mais isolado na Paraíba. Nas ruas de João Pessoa, eleitores acreditam que ele não escapará da punição das urnas

  • Vandeck Santiago

  • Enviado especial

    EM JOÃO PESSOA
    A casa de praia do senador Efraim Morais e a sede regional do DEM na capital paraibana andam vazias. O único que sai em defesa dele é o deputado estadual Francisco Quintans, colega de partido

    João Pessoa (PB) — A entrevista começou no gabinete dele, na Assembleia Legislativa, e acabou na praça João Pessoa, centro histórico da capital paraibana — o deputado estadual Francisco de Assis Quintans (DEM) aceitou o desafio da reportagem de ir para a rua fazer a defesa do senador. ``Talvez fosse mais cômodo evitar me pronunciar sobre o assunto agora, mas meu pai não me criou assim. Eu não me curvo a pré-julgamentos”, afirma ele. Engenheiro civil, professor da Universidade Federal da Paraíba, Quintans está há 30 anos na política — mas não quer o mesmo destino nem para os filhos nem para os amigos: “Não quero filho meu nisso, não. Política é um ambiente muito cruel. Por isso que mandei logo os meus (são dois, um rapaz e uma moça) para estudar no exterior.``

    Efraim Morais elegeu-se senador em 2002. Antes fora deputado estadual (por dois mandatos) e deputado federal (três mandatos). No Senado, presidiu a CPI dos Bingos e consolidou perfil de adversário do PT. É conhecido pela relação de proximidade que mantém com suas bases. ``Se ele encontrar com o vereador Preto, de Barra de Santa Rosa, lá no Curimataú, ele vai reconhecer o vereador e lembrar o nome dele. Tem uma memória…``, diz o deputado. E se o vereador Preto telefonar para ele em Brasília, ele atende? ``Nesse momento, não, por causa dessa crise. Mas em situação normal, é claro que ele atende.``

    A poucos metros da Praça João Pessoa fica o Ponto dos Cem Réis, outra praça, que historicamente tem sido o melhor termômetro político da cidade. Quer saber como está a avaliação do governo, as chances de um candidato majoritário e as possibilidade de um político acuado por denúncias escapar de algum tipo de condenação? Vá ao Cem Réis, sente-se no meio do povo e puxe conversa. Nesse roteiro, o otimismo do deputado Quintans com o destino do senador Efraim sai chamuscado.

    ``Em Brasília o senador vai escapar, porque lá tem muita porta pra sair de fininho. Mas aqui não vai, não. Se ele for candidato vai ser igual ao Ney: tchum!``, afirma o profissional liberal Antônio Carlos da Silva, 52 anos, passando o dedo no pescoço numa simulação de degolamento. O ``Ney`` a que ele se refere é Ney Suassuna (PMDB), acusado de participar de um suposto esquema de corrupção para beneficiar uma empresa privada e que perdeu a eleição para o Senado em 2006 (o vitorioso foi Cícero Lucena, PSDB). Uma das razões da derrota teria sido o desgaste causado pelas denúncias.

    Efraim é pré-candidato à reeleição, na chapa encabeçada por Ricardo Coutinho, do PSB (ex-prefeito de João Pessoa). O outro pré-candidato ao Senado, na mesma chapa, é Cássio Cunha Lima (PSDB), governador cassado em 2009, acusado de abuso de poder econômico e político em 2006. Entre aliados e adversários, a opinião hoje predominante é que Efraim deve abrir mão da candidatura à reeleição para disputar um mandato de deputado federal. O senador nega que isso esteja em suas cogitações.

    ``O projeto Ficha Limpa vai ser muito importante para nossa chapa``, garante o deputado Quintans. Diante do ar de surpresa do repórter, antecipa-se: ``A cassação de Cássio fez dele aqui uma vítima”. E o caso de Efraim? “Não, não, aí é pré-julgamento, e pré-julgamento eu não vou fazer.``

    Comissionados
    Como o Correio revelou na semana passada, o senador tem 68 funcionários comissionados em seu gabinete (a média no Senado é de 30). Desse total, 43 são dispensados da necessidade de comprovar presença, tendo o ponto abonado por Efraim. Trabalham em núcleos regionais na Paraíba, informou a assessoria do senador. Quando está em João Pessoa, Efraim costuma manter encontros na sede do DEM, partido do qual é presidente estadual — mas lá ninguém aceita falar sobre a situação dos servidores do gabinete dele.

    O escândalo de supostos funcionários fantasmas do gabinete do senador estourou com a denúncia das irmãs Kelly e Kelriany Nascimento da Silva, feita na 13ª DP (Sobradinho). Os nomes delas constam como funcionárias do Senado, mas as duas afirmaram que nunca receberam os salários (de R$ 3,8 mil, cada uma). A assessora parlamentar do senador Mônica da Conceição Bicalho assumiu a responsabilidade pela contratação das duas, e disse que o parlamentar nada tinha a ver com o caso. Cada senador tem direito a uma verba de R$ 80 mil mensais para a contratação de funcionários comissionados.

    À medida que aumentam as denúncias contra o senador Efraim Morais (DEM-PB) em Brasília, diminuem na Paraíba os aliados dispostos a defendê-lo abertamente. A reportagem encontrou um, o deputado estadual Francisco de Assis Quintans (DEM). ``Aquele Congresso já destruiu a honra de muito homem de bem``, afirma ele, com ar grave e dedo em riste apontando para uma Brasília imaginária. ``Mas não vai conseguir fazê-lo com o nosso senador``, completa, em tom de desafio.


    Memória

    Confira algumas denúncias envolvendo o senador Efraim Morais (DEM-PB)

    Fantasmas I
    Em maio de 2009, denúncia contra Efraim acusou o parlamentar de usar verba do Senado para contratar mais de 50 cabos eleitorais na Paraíba. O senador argumentou que os funcionários estavam relacionados na lista de comissionados e seriam responsáveis pela realização de serviço externo para o gabinete.

    Fantasmas II
    No último dia 18, duas estudantes registraram queixa na 13ª DP reclamando que suas identidades estavam sendo usadas de maneira irregular. Kelly Janaína Nascimento Silva e a irmã Kelriany Nascimento eram lotadas no gabinete de Efraim e afirmam que só souberam do fato depois de tentar abrir conta bancária para um processo admissional.

    Publicidade
    Efraim é investigado por contrato supostamente superfaturado com a mesma empresa responsável pela manutenção de seu blog, que teria recebido valores acima dos praticados pelo mercado para exibir propaganda do Senado, em julho de 2008, época em que ocupou a Primeira Secretaria.

    Nepotismo
    Após a validação da súmula vinculante do Supremo Tribunal Federal que proíbe o nepotismo, em setembro de 2008, descobriu-se que seis sobrinhos e sete familiares de aliados políticos estavam lotados no gabinete do senador como comissionados.

    Operação Mão de Obra
    Em agosto de 2008, Efraim teve o nome envolvido em suposta fraude na contratação de mão de obra terceirizada pelo Senado, com suspeita de direcionamento de licitações.

    Terreno da União
    O senador teria invadido terreno federal durante construção de casa na praia de Caboinhas (PB) e teria sido notificado pela Secretaria do Patrimônio da União, em maio de 2009.

    Atos secretos
    Efraim teria feito movimentações no quadro de funcionários — contratações, exonerações e concessão de benefícios — por meio de boletins administrativos não divulgados no sistema interno do Senado, os chamados atos secretos. A denúncia surgiu em junho de 2009.



    Indícios de fraudes

    Josie Jeronimo

    O senador Efraim Morais (DEM-PB) está em evidência por denúncias de irregularidades na contratação de funcionários de seu gabinete, como falta de controle de ponto, funcionários nomeados com desvio de função, indícios de fraudes em nomeação e informalidade na obtenção de documentos admissionais. A lista de incoerências administrativas no gabinete engrossam o histórico de denúncias contra o senador. Efraim já foi acusado de usar seu mandato para empregar parentes, fechar contrato de publicidade superfaturado e desrespeitar terreno da União (veja quadro ao lado), mas as denúncias contra o parlamentar ainda não desencadearam apuração mais profunda, conduzida por seus pares, no conselho de ética do Senado.

    A súmula vinculante do Supremo Tribunal Federal (STF) que acabou com a prática de empregar parentes não conseguiu frear a acomodação de famílias inteiras de aliados políticos no gabinete do senador do DEM. Na lista de funcionários comissionados de Efraim há sobrenomes conhecidos na Paraíba como os Nepomuceno, que ocupam pelo menos cinco vagas pagas pelo Senado, os Cunha Lima e a família Conceição Bicalho, do Distrito Federal. Na lista de funcionários há, até mesmo, uma professora aposentada de Pernambuco que supostamente trabalha no escritório de Efraim na Paraíba.

    As nomeações conturbadas que hoje colocam o gabinete de Efraim no centro dos escândalos dos fantasmas já foram tema de outras contestações à época da divulgação dos atos secretos do Senado. O expediente de promover alterações e conceder benefícios a integrantes do quadro funcional sem divulgar as decisões também foi usado por Efraim. Funcionários que ainda constam na lista de comissionados do gabinete foram nomeados por meio de atos secretos.

    ATÉ O PRESENTE MOMENTO LENDO OS JORNAIS CONCLUI QUE:SERRA VENCE AS ELEIÇÕES E É O "MELHOR PREPARADO",LULA,DILMA E O PT ATRASARAM O BRASIL

    E PRECISAMOS VOLTAR AO RUMO CERTO , DEPENDÊNCIA DO OCIDENTE VIA FMI , POBREZA E A ETERNA ESPERANÇA DO PAÍS DO FUTURO.
    A IMPRENSA CORRUPTA , GOLPISTA E RACISTA BRASILEIRA NÃO SE CONFORMA E ATACA DIUTURNAMENTE COM TODAS AS SUAS FORÇAS.
    ACONTECE , PORÉM , SEMPRE TEM UM "PORÉM" , QUE AS FORÇAS POPULARES ESTÃO ATENTAS E A VITÓRIA FINAL SERÁ NOSSA.
    VOU CONTINUAR MEU PASSEIO PELA NOSSA IMPRENSINHA CORRUPTA E VER NO QUE VAI DAR.

    ENTÃO , SENDO ASSIM , PODE CONVIDAR PARA O ENTERRO DO PARTIDO DEMOCRATAS.AMÉM !

    Eventual vitória de Dilma vai resultar no enterro do DEM

    ELIANE CANTANHÊDE
    COLUNISTA DA FOLHA

    Na contabilidade da oposição, uma eventual vitória de Dilma Rousseff em outubro vai somar 20 anos do PT na Presidência e resultar no enterro do DEM. Aliás, do DEM e do PPS, com sérias avarias no PSDB.
    Eis a aritmética em caso de Dilma vencer: Lula oito anos, Dilma mais quatro, a volta de Lula para mais oito.
    O que está em risco é a sobrevivência da oposição, pelo menos da oposição tal como configurada nestas eleições. E, com vitória ou com derrota, a palavra "fusão" corre solta entre os oposicionistas, para gerar um novo partido, mais competitivo.
    O DEM foi criado como PFL em 1985, no rastro da dissidência do PDS (partido da ditadura, originário na Arena) que apoiou as Diretas Já e o oposicionista Tancredo Neves (PMDB).
    A evolução do processo político após a ditadura não acolheu as siglas "de direita", espectro do PFL e agora do DEM. Assim, seus primeiros líderes não tiveram condições de concorrer à Presidência da República, a não ser em 1989, e transformaram o partido em linha auxiliar do PSDB.
    Jorge Bornhausen (SC), presidente do PFL na maior parte da vida do partido, encerrou a carreira política; Marco Maciel (PE) teve seus oito anos de glória como vice de Fernando Henrique Cardoso (PSDB); o baiano Antonio Carlos Magalhães, que sempre andou em faixa própria, muitas vezes na contramão dos caciques, morreu em 2007.
    A segunda geração, no DEM, demonstra inexperiência política e falta de instrumentos para disputar a linha de frente, seja a Presidência, sejam os governos estaduais.
    O presidente é Rodrigo Maia (filho de César Maia, ex-prefeito do Rio). O ex-líder na Câmara era ACM Neto (neto do cacique baiano). O atual é Paulo Bornhausen (filho do ex-presidente do PFL). Os sobrenomes ficaram, mas a força política murchou.
    Na geração intermediária, a resistência está ainda no Nordeste: senador José Agripino Maia (RN), deputado José Carlos Aleluia (BA), ex-governador Paulo Souto. Nada no Rio de Janeiro, em Minas, em São Paulo.
    As maiores esperanças eram José Roberto Arruda, governador do DF, e Gilberto Kassab, prefeito de São Paulo. Arruda saiu da política para a cadeia na crise do mensalão do DEM. Kassab foi um bom candidato, mas é um prefeito sob críticas.
    O DEM, agora, só tem uma alternativa: a vitória ou a vitória de José Serra. Do contrário, vira coisa do passado.


    CONSÓRCIO ESTÁ EM GUERRA INTERNA

    Queda de Serra expõe atritos DEM-PSDB

    Divergência sobre vice é principal causa de desavença; apenas Aécio é "ponto pacífico'

    CATIA SEABRA
    BRENO COSTA
    DE SÃO PAULO

    Enfrentando trajetória descendente nas pesquisas de intenção de votos, o palanque PSDB-DEM começa a expor suas fissuras.
    Contidas quando o pré-candidato tucano, José Serra, liderava com ampla vantagem a disputa pela Presidência, as divergências vêm à tona especialmente agora, na discussão do vice.
    Integrantes da cúpula do DEM se dizem excluídos da coordenação da campanha e preteridos em negociações nos Estados. Para completar, discordam das alternativas ao nome de Aécio Neves, caso ele resista mesmo aos apelos para que ocupe a vice.
    Apesar da falta de um nome que unifique o partido, os democratas já avisaram ao PSDB que só cederiam a posição para Aécio.
    Até mesmo os mais afinados com Serra reagem à indicação do presidente do PP, Francisco Dornelles (RJ).
    Cotado para a vaga mesmo após apresentar emenda que atenua o projeto Ficha Limpa, ele sofre resistência do PP e do DEM. Dornelles, que já foi filiado ao antigo PFL, desfalcou o partido quando saiu.
    No DEM, não há consenso sobre a indicação de Kátia Abreu (TO), José Carlos Aleluia (BA) ou José Agripino Maia (RN).
    Os democratas resistem ao senador Tasso Jereissati (CE), mas, no PSDB, não impõem tantas restrições ao ex-ministro Pimenta da Veiga.
    Há trepidações em Estados como Santa Catarina e Goiás. Mas a tensão promete ser acirrada em São Paulo.
    Sob o patrocínio do prefeito Gilberto Kassab (DEM), candidatos a deputado federal do DEM que disputam vagas contra tucanos têm o apoio formal de vereadores e diretórios do PSDB.
    O próprio Geraldo Alckmin reagiu com surpresa ao ouvir a manifestação da presidente de um diretório do PSDB em favor de um candidato democrata."Há casos de diretórios inteiros. É um salve-se quem puder", diz o coordenador de programa de Alckmin, José Aníbal (PSDB).

    AVARIAS
    O DEM terá de lidar, nas eleições deste ano, com avarias internas. O partido deverá ter candidato próprio em apenas quatro Estados. Em outros sete não deve concorrer nem para o Senado.
    O escândalo do mensalão no DF, que culminou na prisão e renúncia de José Roberto Arruda, único governador do partido eleito em 2006, levou o Democratas a perder influência na definição das coligações. O partido defende-se dizendo que expurgou Arruda de seus quadros com rapidez.


    O vice de Serra , o inútil tão querido

    CLÓVIS ROSSI

    O vice, o inútil tão querido


    SÃO PAULO - No tempo em que fazia um programa de humor, não um "talk-show", Jô Soares costumava ironizar a figura do vice (qualquer vice): dizia que vice não virava nome de rua, vice não ganhava estátua em praça pública.
    É verdade. Vice, a rigor, só é importante quando morre ou é destituído o titular. Que o digam José Sarney e Itamar Franco.
    Vice nem aparecia na cédula eleitoral, que, aliás, nem existe mais. Da desimportância do vice, como fator de atração do eleitor, dá prova José Alencar.
    Alguém aí acha que Alencar trouxe um voto, unzinho que fosse, para Luiz Inácio Lula da Silva?
    Só foi chamado porque Lula queria um empresário para acalmar os que ainda o consideravam um perigoso comunista. Hoje, é verdade, Alencar teria votos, não por sua ação como vice, mas por sua brava luta contra o câncer.
    Por tudo isso, me diverte o esforço despendido pelo tucanato para emplacar Aécio Neves como vice de Serra. A menos que a cacicada do PSDB tenha informações privilegiadas sobre a saúde de Serra e, por isso, ache prudente ter Aécio como o futuro presidente e não como o futuro vice.
    Será que alguém acredita que algum eleitor, unzinho que seja, raciocina assim: Ah, vou votar no Serra porque o vice dele é o Aécio?
    Pode acontecer -e até acontece muito- que o eleitor pense: Quem é o candidato do Aécio? É o Serra. Ah, então voto nele.
    Mas, aí, independe da posição que Aécio ocupe no xadrez eleitoral tucano. Depende da convicção e do empenho com que diga que seu candidato é Serra. Ponto.
    É o que faz Lula com Dilma. Por isso, ela, virgem em disputas eleitorais, já empatou com Serra, por mais que seu vice, muito provavelmente, venha a ser Michel Temer, que não chega a empolgar multidões -acho até que não empolga nem a ele próprio.
    crossi@uol.com.br

    COITADO DO DATAFOLHA ! É DE DÁ PENA !


    Eleitor de Dilma vê Serra como o mais experiente

    Maioria do eleitorado da petista acha tucano mais preparado, diz Datafolha

    No levantamento com os eleitores, ex-ministra é citada como quem mais vai ajudar as mulheres e os pobres

    FERNANDO RODRIGUES
    DE BRASÍLIA

    José Serra (PSDB) e Dilma Rousseff (PT) estão empatados na disputa pelo Palácio do Planalto, ambos com 37%, mas há uma grande diferença quando se afere sua imagem entre os eleitores.
    O tucano é visto como o mais experiente (por 64% dos eleitores), inteligente (42%), realizador (40%) e o mais preparado "para ser presidente, de modo geral" (45%). Os percentuais da petista, nesses mesmos quesitos, são 17%, 23%, 24% e 29%, respectivamente.
    Marina Silva (PV) fica num longínquo terceiro lugar, com 5% a apontando como a mais experiente. Nos outros atributos, ela tem, respectivamente, 10%, 7% e 6%.
    Os dados são de pesquisa Datafolha de 20 e 21 de maio, com 2.660 eleitores em todo o país. A margem de erro é de dois pontos percentuais.
    Quando se faz um cruzamento entre os dados da pesquisa, descobre-se que 51% dos eleitores que declaram votos em Dilma acham Serra o mais experiente.
    Para Mauro Paulino, diretor-geral do Datafolha, o desempenho do tucano se deve, em parte, ao fato de ele ser ainda o mais conhecido. Enquanto 34% dizem "conhecê-lo bem", só 15% dizem o mesmo sobre a petista. Para Marina, a taxa é 10%.
    O Datafolha pesquisou 24 atributos de imagem relacionados aos candidatos. Em 14 deles, Serra ficou à frente de Dilma. A petista só teve desempenho nitidamente melhor em dois itens: é vista como a que mais ajudará os pobres e as mulheres.
    Para 37%, Dilma será a que "mais defenderá os pobres", contra 21% dos que enxergam esse atributo em Serra. Marina Silva tem 18%.
    Na outra ponta, Serra lidera com 45% quando a pergunta é sobre "quem defenderá os mais ricos". Cerca de um terço dos próprios eleitores do tucano também compartilham dessa opinião -29% apontam o próprio Serra nesse quesito.
    Para 15%, Dilma ajudará os abastados. Só 3% põem Marina nessa categoria.
    A petista lidera com 45% como a que "mais defenderá os interesses das mulheres". Nesse item, Serra tem 14%, e Marina fica com 22%.
    Dilma é a única entre os três principais candidatos a ter menos votos do eleitorado feminino (33%) do que entre homens (42%).


    A ARTE DE DESCONSTRUIR UMA BOA NOTÍCIA.COITADO! TENHO TANTA PENA DOS QUE NÃO GOSTAM DE LULA !

    Nordeste vive "Chináfrica", com aceleração e gargalos

    Investimento aumenta e crédito salta 330%, mas infraestrutura atrapalha

    Mercado de imóveis e negócios têm forte expansão sobre base frágil; indícios sugerem uma "bolha" imobiliária

    FERNANDO CANZIAN
    ENVIADO ESPECIAL AO NORDESTE

    O mercado imobiliário e os negócios no Nordeste vivem uma explosão de preços e de atividade. Mas a infraestrutura que sustenta o atual ritmo "chinês" pode ser definida como "africana".
    Essa "Chináfrica" impõe vários desafios ao crescimento sustentável da região mais pobre do Brasil.
    Embalado por uma expansão de 330% no crédito nos últimos cinco anos (a maior do país, ante 240% no Sudeste), o Nordeste vem atraindo bilhões de dólares em investimentos, principalmente no setor imobiliário.
    A contrapartida tem sido maior estresse sobre a infraestrutura e rápido aumento nos preços de imóveis e no endividamento das famílias. Alguns já veem indícios de uma "bolha" imobiliária, inflada pelo crédito farto.
    Imóveis comerciais em Salvador já são vendidos a R$ 4.000 o m2. É o mesmo valor pago por casas em condomínios fechados em Feira de Santana, à margem da congestionada BR-116.
    No Rio Grande do Norte, a Folha acompanhou um grupo de investidores estrangeiros ávidos por oportunidades de negócios diante da escassez de opções, atualmente, na Europa e nos EUA.
    "Aqui não há terremoto nem vulcões", dizia o apresentador do Polo Pitangui, em Natal, ao vender a área de 2.000 hectares à beira-mar a investidores. Segundo ele, o local fica a 20 km do "novo aeroporto" de Natal.
    No "novo aeroporto", iniciado em 2004 pela Infraero em convênio com o Exército, só existe a pista, concluída e sem utilização há três anos.
    A eletrificação da área ainda é rural (de baixa intensidade), e a água para a obra, trazida em caminhão-pipa. A Infraero promete terminar o aeroporto em 2011.

    FALTA DE SANEAMENTO
    Além da ausência de terremotos, a região não conta com saneamento básico adequado. Embora o governo prometa duplicar o sistema em 2010, o Rio Grande do Norte é um dos piores Estados do país nesse quesito.
    Seis das principais praias do Estado estavam impróprias por conta dos níveis de coliformes fecais no fim de semana em que os investidores avaliavam suas opções.
    Na plateia, entre outros, o ex-jogador da seleção brasileira Mauro Silva, construtores de campos de golfe e o britânico Rupert Hayward, do fundo Salamanca. Ele já comprou 50% da Ecocil, a maior construtora de Natal.
    Cerca de 70% dos lançamentos da Ecocil são voltados para as classes C e D. Os preços médios subiram 60% nos últimos 12 meses.

    ELES GOSTARIAM DE FALAR DA VITÓRIA DE SERRA,MAS COMO ELE JÁ PERDEU COMEÇAM AS "ABOBRINHAS"

    Maioria dos eleitores do PSDB diz ser de direita

    Entre simpatizantes do PT, 35% se veem na direita e 32%, na esquerda

    Dilma é tida como a mais simpática por 29% e Serra, por 28%; ele é considerado o mais antipático por 27%

    DE BRASÍLIA

    A maioria (51%) dos simpatizantes do PSDB no Brasil se diz de direita, segundo pesquisa Datafolha realizada em 20 e 21 de maio, com 2.660 pessoas em todo o país. Entre os petistas, a taxa dos que se declaram de direita é de 35%.
    O Datafolha realiza esse estudo há mais de 20 anos.
    A pergunta é formulada assim: "Como você sabe, muita gente quando pensa em política utiliza os termos esquerda e direita. No quadro que aparece neste cartão [numerado de 1 a 7], em qual posição você se coloca, sendo que a posição "um" é o máximo à esquerda e a posição "sete" é o máximo à direita?"
    Apesar de o PT ser um partido associado a ideias de esquerda, apenas 32% dos seus simpatizantes se declararam seguidores dessa orientação ideológica. No caso do PSDB, a taxa é de só 13%.
    A estratificação isolando a intenção de voto para presidente mostra que 35% dos eleitores de Dilma Rousseff (PT) se dizem de direita, 26% de esquerda e 16% de centro. No caso de José Serra (PSDB), há 43% de direita, 17% de esquerda e 18% de centro.
    Desde 1989, quando o Datafolha começou esse tipo de estudo, houve pouca variação na declaração de orientação ideológica. Apesar das pequenas flutuações ao longo dos anos, o total dos que se dizem hoje à direita é idêntico ao de 21 anos atrás: 37%.
    A rigor, quando se considera os que se declaram de centro (posição número 4 na cartela da pesquisa) e os levemente inclinados à direita (posição 5) ou à esquerda (posição 3), pode-se dizer que um terço dos brasileiros prefere se colocar no centro do espectro político.
    A soma dos que se dizem de centro, centro-direita e centro-esquerda é de 38%. O percentual é maior do que os daqueles que se dizem mais à esquerda (12%) ou mais à direita (24%). Outros 25% não souberam responder e 1% deu outras respostas.

    SIMPATIA
    No quesito "simpatia", a pesquisa confirma o senso comum de que carisma não é o forte destes postulantes ao Planalto. Indagados sobre quem seria o "mais simpático ou simpática", 29% escolheram Dilma, 28% optaram por Serra e 19%, por Marina.
    Ou seja, há um empate técnico entre os dois primeiros e ninguém chega nem perto de atingir maioria absoluta.
    Já quando é o caso de apontar o "mais antipático ou antipática", Serra fica na frente. O tucano é considerado o mais antipático por 27% dos eleitores. Dilma fica com 23% e Marina tem 11%.
    Como a pesquisa foi realizada neste mês, Mauro Paulino, diretor-geral do Datafolha alerta para o fato de as campanhas não estarem totalmente à vista dos eleitores. ° (FR)

    DILMA SAI NA FRENTE E VENCE NO 1º TURNO

    Candidatos devem focar fatia do eleitorado

    Estudo diz que bom discurso irrita cerca de 30% dos eleitores; tentar agradar a todos pode ser contraproducente

    EM VEZ DE TENTAR CAPTAR O ELEITOR QUASE IMPOSSÍVEL, É MAIS PROVEITOSO AO POSTULANTE TER UM DISCURSO AUTÊNTICO

    HÉLIO SCHWARTSMAN
    ARTICULISTA DA FOLHA

    Fugir de temas polêmicos para não contrariar nenhum eleitor potencial -como parece ser a regra entre os candidatos a cargos majoritários- pode ser contraproducente. Essa é a opinião do psicólogo especializado em eleições Drew Westen, da Universidade Emory (EUA).
    Westen, autor do livro "The Political Brain" (o cérebro político), vai mais longe e sustenta que quem tem um bom discurso de campanha precisa irritar profundamente uns 30% do eleitorado.
    Tal afirmação se baseia num corpo crescente de pesquisas em neurociência que apontam para um eleitor muito mais emocional do que racional. O que os mais cultos e politizados fazem é desenvolver racionalizações mais sofisticadas para justificar suas escolhas, também feitas muito mais com o fígado do que com a cabeça.
    E, qualquer que seja o político, ele fatalmente terá uma fatia de cerca de um terço dos cidadãos que só por milagre votariam em seu nome. São pessoas que se encontram no polo oposto do espectro político ou que antipatizam fortemente com o candidato.
    Segundo Westen, em vez de tentar capturar esse eleitor quase impossível, é muito mais proveitoso para o postulante formular um discurso autêntico sobre si mesmo e os seus valores. O político que não diz o que pensa passa uma sensação de que não é lá muito honesto.
    Uma narrativa que fale diretamente ao cérebro emocional do cidadão, em que pese alienar uma minoria expressiva, é mais eficiente para atrair o eleitorado dividido, que costuma decidir os pleitos, além de mobilizar mais os já simpatizantes.


    sábado, 29 de maio de 2010

    NENHUMA EMPRESA DE COMUNICAÇÃO COM SUAS DIVERSAS MÍDIAS CONSEGUIRAM ACHAR O SENADOR,DEMOCRATAS,EFRAIM MORAIS PARA ENTREVISTÁ-LO.IMPRESSIONANTE !


    NINGUÉM ME ACHA , NÃO , NINGUÉM QUER ME ACHAR.

    GLOBONEWS,HOJE NO "PAINEL DE WILLIAM WAACK" OU "PAINEL DOS INIMIGOS DE LULA" O ASSUNTO É O "MENSALÃO DO PT E SUAS CONSEQUÊNCIAS NA POLÍTICA BRASILEIRA

    RODRIGO MAIA , ARRUDA E EFRAIM MORAIS NÃO FORAM CONVIDADOS.
    TEREMOS TRÊS DEBATEDORES NOVOS QUE SÓ PARTICIPARAM DO PROGRAMA 589.723.164.627 VEZES.
    AS OPINIÕES SERÃO TODAS FAVORÁVEIS A LULA , DILMA E O PT.
    O DEBATE SERÁ BASTANTE DEMOCRÁTICO , DESDE QUE NINGUÉM OUSE CONTESTAR O APRESENTADOR.
    TEVE UM DEBATE , UM DIA DESSES , EM QUE UM DEBATEDOR SAIU COM A SEGUINTE PÉROLA: "O BRASIL NÃO PODE COMPRAR O CAÇA RAFALE PORQUE O SISTEMA DE COMUNICAÇÕES ENTRE AS AERONAVES E O SOLO SÃO ESTADUNIDENSES."
    TODOS O APOIARAM , INCLUSIVE UM "EXPERT?" DO JORNAL ESTADO DE SÃO PAULO , SÓ ESQUECERAM DE DIZER PARA ELE QUE O BRASIL USA O AVIÃO MIRAGE DESDE OS ANOS 70 , SENDO QUE HOJE OS AVIÕES DE INTERCEPTAÇÃO SÃO OS MIRAGE 2000 , FRANCESES.
    NINGUÉM DISSE NADA E A MENTIRA FICOU SENDO A VERDADE , TÍPICO DE UMA IMPRENSA CORRUPTA , GOLPISTA E RACISTA. POR FALAR EM RACISTA , EM FRENTE ÀS CÂMERAS DA GLOBO NEWS NÃO PASSA NÃO BRANCOS.

    NA MINHA OPINIÃO,SERRA E A IMPRENSA CORRUPTA BRASILEIRA NÃO VALEM UMA NOTA DE TRÊS REAIS

    VOCÊ VOTARIA,PARA DIRIGIR SEU PAÍS,NUM HOMEM QUE FAZ UMA DECLARAÇÃO DESSA ? PR'A MIM ELE NÃO ASSUMIU SUAS RESPONSABILIDADES.É TRISTE !

    Protagonista do programa do DEM, Serra disse que não tem nenhuma responsabilidade sobre o que foi veiculado. “Não gravei diretamente para o programa”, alegou, em entrevista à Rádio Jornal, do Recife. “Passaram trechos do discurso que fiz em 10 de abril (quando foi lançado pré-candidato). Pegaram trechos e puseram no programa deles”, completou o tucano.
    (Diego Abreu) do 'CB'


    Santil Alves Ribeiro, aos 87 anos, virou menino de novo. A alma dele não envelhece

    Uma viagem pra nunca esquecer

    Os longos 70km que separam o Capão Seco de Brasília foram vencidos como sonho pelos alunos da única escola do lugar. Um homem que não sabe ler nem escrever — e ainda assim trouxe o saber para a região — acompanhou a garotada na aventura

  • Marcelo Abreu

  • Fotos: Daniel Ferreira/CB/D.A Press
    No Museu da República, as crianças e o velho Santil se extasiam com a história da construção de Brasília

    No ônibus, a caminho da capital: animação dos alunos e de Santil

    No museu, o homem de 87 anos posa ao lado de Lucio Costa, o arquiteto

    Na Torre de TV: frio na barriga, depois do elevador, e de ver a cidade do alto

    Na Catedral, os vitrais foram um show à parte

    Eles conheciam tudo. De fotos, pela televisão, nos livros, nas pesquisas. E na imaginação fértil. Aliás, é a imaginação que lhes permite voar todo dia daquele lugar. Entrar em naves espaciais, viajar pelas nuvens e construir sonhos de todas as cores. Foi assim, desse jeitinho, que eles inventaram uma cidade tão distante de suas vidas. Mas nunca desistiram de um estar aqui de verdade. Dos 60, apenas 17 tinham vindo perto. E mesmo assim não conheciam bem. Apenas passaram.

    Na manhã de ventinho frio de ontem, eles vieram. E provaram a si mesmos que sonho bom é quando se acorda e ele é real. Chegaram e viram, de olhos arregalados, a cidade que um dia construíram com suas maquetes de isopor. Venceram os 70 intransponíveis quilômetros que separam o lugar onde vivem do outro mundo. E deixaram a pacata e humilde Capão Seco, zona rural ligada ao Paranoá, em direção à terra de JK.

    Com eles, dentro daquele ônibus, veio o homem simplesinho que acreditou e lutou, há mais de 40 anos, mesmo sem saber ler e escrever, para que a escola onde estudam hoje existisse. Enfrentou a ditadura, os coronéis de farda e ergueu o saber feito de tábua e muito sonho. Deu cidadania e dignidade a uma gente que não existia. O Correio contou a emocionante história dele na edição de Cidades, de 2 de maio. Valeu a pena. Santil Alves Ribeiro, aos 87 anos, virou menino de novo. A alma dele não envelhece.

    E, como menino peralta, o homem de 87 anos embarcou no ônibus. Vestia terno de risca de giz, camisa azul, sapatos pretos bem engraxados e chapéu marrom. A mesma roupa que usou no casamento de uma das netas. Estava impecável. Elegante como um lorde inglês. Seus companheiros de viagem foram os alunos do 1º, 2º e 3º anos da Escola Classe Capão Seco. Os mais velhos não tinham mais que 9 anos; os mais novos, 6. Uma aventura.

    Sessenta crianças. A diretora, a supervisora, a merendeira, as três professoras. Estão todos na mesma viagem. O ônibus partiu às 8h35, depois do café da manhã. Teve gente que nem dormiu direito. Santil foi um deles. “Nossa Senhora, tava muito animado. Acordei com a cantiga do galo, antes das 6h”, ele diz. Graziela, 6, também. Pulou da cama. Rafaela, 8, sonhou com o passeio à terra do “homem que fundou Brasília”. Emanuel, 8, e Gabriel e Luidy, ambos de 7 anos, netos de Santil, falaram sobre a viagem a semana inteira.

    Havia um clima de magia. Até a diretora, Consuelo Sílvia Ferreira, 40 anos, emocionou-se: “É gratificante ver a felicidade no olhar dessas crianças. A professora Sizela Carneiro, 36, viu a recompensa do trabalho que a escola desenvolveu por dois meses, em todas as turmas, em comemoração aos 50 anos da capital tão perto e tão distante. “Eles agora verão de perto o que aprenderam”, ela dizia, antes da partida.

    A estrada surge. É longo o caminho. Há curvas e estiradas a perder de vista. A cada segundo, Brasília fica mais próxima. É tão perto, mas, ali no Capão Seco, parece tão longe. Quase um outro país. Aquelas crianças aprenderam a medir a distância em sonho. Até Santil, que já esteve em Brasília, mesmo que muito superficialmente, se encanta: “Se me soltarem lá, não sei voltar mais não, sô!”.

    Imensidão de céu
    O ônibus — cedido gentilmente pela Viação Anapolina — entra no DF. Capão Seco fica para trás. E segue a viagem. Passa pelo Jardim Botânico. E se aproxima da Ponte JK. Um menino grita: “Olha lá, é a ponte do Juscelino!”. E todos esticam a cabeça pelo vidro das janelas lacradas para espiar melhor.

    Santil, que viajava ao lado do peralta Lucas Carneiro, de 7 anos, troca impressão com o menino. O ônibus alcança a Esplanada dos Ministérios. Os alunos viram os palácios nas fotografias dos livros. Extasiaram-se. Santil, que há tempos não pisava aqui, arregala os olhos: “Uai, parece que ficou mais bonito, moço...”.

    Lucas conta que vai dizer pro pai, frentista de um posto de gasolina na zona rural do Café sem Troco, e pra mãe, uma babá, que viu “o lugar onde o presidente do Brasil fica”. Santil diz que ele também, um dia, pode ser presidente. Ele dá pinote no banco do ônibus. Os ponteiros do relógio marcam 9h45. Eles avistam a Torre de Televisão. Os hotéis da redondeza, pelo tamanho, os impressionam. Eles nunca tinham visto nada tão alto. Acompanhados pelas professoras e de crachá no peito (nunca se sentiram tão importantes), caminham em direção ao elevador da torre.

    A maioria deles nunca andou de elevador. O coração bate mais forte. Entram em grupos naquela coisa que os levará para bem alto. E gritam, de curiosidade. Lá em cima, vendo a imensidão e o céu azul de Brasília, Santil mareja os olhos: “Quem pensava, há 50 anos, que ia existir um movimento desse tanto?”. E se comove: “Eu não penso mais em mim, com essa idade toda. Só penso em Deus”.

    As crianças apontam a Esplanada, de onde tinham acabado de passar. Veem o Estádio Mané Garrincha. As asas Sul e Norte. O Eixo Monumental com toda a sua elegância e simetria. E percebem como o Capão Seco ficou para trás. O vento lá em cima é mais frio. Assanha os cabelos lisos. Uma menininha diz que está arrepiada. Outra morre de medo de tanta altura. Um menino diz que queria ser Super-Homem pra sair dali voando. Toda fantasia é permitida. Todos os sonhos são bem-vindos.

    Sábio de nascença
    Como turistas nunca antes na cidade, eles partem para o Museu Nacional da República. Às 10h34, visitam a exposição Lucio Costa, arquiteto. Um dos meninos pergunta: “É o homem que fez Brasília, né?”. E se deslumbram com a obra e a vida do arquiteto do traço reto. Ouvem atentamente o que a moça do museu lhes explica. Santil ouve e diz, com simplicidade de menino que confessa traquinagem: “Nunca tinha entrado num museu”. E se espanta com tanta coisa: “Tem novidade também, não é só coisa do passado, não”.

    Às 11h55, é hora de uma paradinha na Catedral. Assim que entram, os sinos badalam. Os olhos esbugalhados para os vitrais denunciam a emoção. Uma menina faz o sinal da cruz. As professoras contam a história da Catedral. Santil nunca havia entrado ali. É preciso seguir. A viagem ainda não acabou.

    O ônibus parte para mais uma volta pela Esplanada dos Ministérios. Rodeia o Congresso Nacional e a Praça dos Três Poderes. Parece não lhes interessar muito o que aquela gente engravatada diz ou faz dentro da Câmara ou do Senado. Deliciam-se mesmo com os pombos que invadem a praça. É hora de prosseguir. A Ermida Dom Bosco e o Lago Paranoá os esperam.

    Meio-dia e quarenta. Assim como Dom Bosco — o padre italiano que teve a visão de que da nova cidade no Planalto Central jorraria leite e mel —, as crianças do Capão Seco sonharam com uma cidade que só conheciam por fotos. Ali, comeram cachorro-quente e tomaram refrigerante, debaixo de uma sombra bem gostosa. Cansaram-se de andar e de tanta emoção. E voltaram. Às 14h30, chegaram ao Capão Seco, cercado de fazendas, vacas e cavalos, e à vida que lhes pertence.

    Nada mais será como antes, depois dessa viagem. Aquelas crianças perceberam que o longe pode ser bem mais perto do que imaginavam. E que sonho bom, de verdade, é aquele que se pode sonhar de olhos bem abertos. Santil, o lorde que não sabe ler nem escrever, e ainda assim nasceu sábio, é o grande responsável por toda aquela gente ter podido um dia acreditar em si mesma.

    DEMOCRATAS,O PARTIDO MAIS CORRUPTO DA FACE DA TERRA

    CRISE NO DF

    DEM diz que delator quer "enlamear" reputação de Maia

    DE BRASÍLIA - O comando do Democratas contestou ontem a declaração de que o presidente do partido, Rodrigo Maia (RJ), foi um dos beneficiados pelo suposto esquema de corrupção do ex-governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda (ex-DEM).
    Em entrevista publicada ontem no jornal "O Estado de S. Paulo", o delator do mensalão do DEM, Durval Barbosa, disse que uma das novas linhas da investigação do Ministério Público Federal é a participação de Maia no esquema.
    De acordo com Barbosa, "o acerto de Rodrigo era direto com Arruda".
    Os democratas, em nota, disseram que Barbosa está "se valendo da condição de criminoso protegido pelo regime de delação premiada para tentar enlamear pessoas que têm o respeito de todos justamente por sua reputação ilibada".
    A Polícia Federal deve concluir na próxima semana o relatório final da Operação Caixa de Pandora, que investiga o esquema. O Ministério Público Federal aguarda o documento para oferecer denúncia contra os acusados.

    SERRA QUASE DESTRUIU O BRASIL

    Petista culpa rival tucano por dívida do país

    DA ENVIADA A CHAPECÓ (SC)

    A pré-candidata do PT, Dilma Rousseff, disse ontem que seu opositor, o tucano José Serra, foi o responsável pelo endividamento do país no governo FHC (1995-2002).
    Ela participou de evento de agricultura familiar em Chapecó (SC). Questionada pela rádio Super Corá sobre a dívida pública, Dilma defendeu que "a economia do Brasil nunca esteve tão sólida".
    "Na época em que o meu oponente era ministro do Planejamento do Fernando Henrique, ele fez um altíssimo endividamento. Não fez superavit primário, fez deficit. Nós jamais fizemos."
    Sobre segurança, disse que, se policiais não são bem pagos e treinados, "pode criar quantos ministérios quiser, não vai resultar na melhoria da segurança". Serra já fez a promessa de criar um ministério para a área. (ANA FLOR)

    PARA MIM,OS ESTADUNIDENSES RECONHECEM A FORÇA DO BRASIL,BEM DIFERENTE DO "TIRA SAPATOS" DE FHC E DO CONSÓRCIO CORRUPTO PSDB/DEM/PPS/IMPRENS BRASILEIRA

    CLÓVIS ROSSI

    Americanos agora assopram


    Departamento de Estado explica melhor sua reação, em nítida tentativa de diminuir tensão com Brasil


    O DEPARTAMENTO de Estado tratou ontem de explicar melhor a reação dos EUA ao pacto Brasil/Turquia/Irã, em conferência telefônica que me deixou a nítida sensação de uma tentativa de diminuir a tensão que se arma entre Brasil e EUA.
    Desde a assinatura do acordo, as declarações saídas de Washington causavam em Brasília a impressão de que o Brasil estava sendo criminalizado por um acordo que seguia, no essencial, as linhas traçadas pelo presidente Barack Obama em carta a Lula do dia 20 de abril.
    Ontem, ao contrário, funcionários do Departamento de Estado fizeram elogios aos esforços desempenhados por Brasil e Turquia e ainda deixaram claro que os dois países mostraram-se "seriamente interessados" em resolver o contencioso nuclear iraniano. O Irã, ao contrário, negociou com o interesse principal de quebrar o momento para a adoção de sanções pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas.
    (Os nomes dos funcionários foram anunciados, mas o acordo é só mencioná-los como "funcionários graduados", uma praxe no relacionamento mídia/governo nos EUA.)
    Um deles lembrou o óbvio: Brasil e EUA têm "forte e positiva relação bilateral", e ela vai continuar assim.
    Boa parte das perguntas girou em torno da carta de Obama a Lula que esta Folha divulgou com exclusividade anteontem.
    Como há notável coincidência entre os termos da carta e os termos do acordo de Teerã, houve até quem perguntasse se os EUA não estavam mudando as traves de lugar no meio do jogo, ao criticarem o acordo.
    A explicação do pessoal do Departamento de Estado: a carta de fato não continha todos os pontos que Washington considera fundamentais no dossiê nuclear iraniano pela simples e boa razão de que Brasil e Turquia não negociavam em nome dos EUA.
    Mas as autoridades brasileiras haviam sido informadas, previamente, de quais são esses pontos. O principal deles diz respeito ao enriquecimento de urânio: os EUA citam resoluções da ONU que obrigariam o Irã a suspender o enriquecimento até que estejam esclarecidas todas as dúvidas sobre a característica pacífica do seu programa nuclear.
    Nem a carta de Obama nem o pacto de Teerã tratam disso. Aqui, Brasília, Ancara e Washington parecem ter percepção diferente dele.
    O premiê Recep Tayyp Erdogan chegou a dizer em Madri, há 10 dias, que o acordo era só "o mapa do caminho". Nele, haveria várias paradas, durante as quais poderiam ser acrescentados os pontos necessários para desfazer as dúvidas.
    Já para Washington, o documento de Teerã soou como fim do caminho. Inaceitável, portanto, por não eliminar dúvidas da comunidade internacional, de resto pertinentes.
    A conversa de ontem serviu, portanto, para explicitar quais são as "discordâncias sérias" que a secretária Hillary Clinton disse haver entre EUA e Brasil. A sensação é de que não são sérias o suficiente para azedar a "relação forte e positiva".
    No caso das sanções, por exemplo, os funcionários do Departamento de Estado reconheceram que o Brasil tem antiga objeção a elas, e não só no caso do Irã. Não haveria, portanto, motivo para criticar o país por recusar-se a endossar o pacote contra o Irã, como o vem fazendo.
    Resta agora esperar para ver se o diálogo entre as duas partes volta a ser direto e é capaz de dissolver o desentendimento.

    sexta-feira, 28 de maio de 2010

    IMAGINEM,CAROS LEITORES,TROCAR LULA POR SERRA.DEUS NOS LIVRE E GUARDE!




    TROLOLÓ ESTÁ NA DÚVIDA ENTRE TRÊS PARA VICE NA CHAPA CORRUPTA:EFRAIM MORAIS,RODRIGO MAIA OU ÁLVARO DIAS.NÃO VAI SUBIR NEM NA PESQUISA DATAFOLHA



    VAMOS FAZER INVEJA AO SERRA,DIZ LULA AO PRESIDENTE DA BOLÍVIA


    'Vamos fazer inveja no Serra', diz Lula a Evo


    Descontraído após a foto oficial no 3.º Fórum Mundial da Aliança de Civilizações, Lula saiu abraçado a Evo e fez piada com Serra



    Agência Estado


    Em momento de descontração logo após a foto oficial de chefes de Estado no 3.º Fórum Mundial da Aliança de Civilizações, no saguão do Museu de Arte Moderna (MAM) do Rio de Janeiro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva saiu abraçado ao boliviano Evo Morales e fez piada com o pré-candidato do PSDB à Presidência, José Serra, que, na quarta-feira, afirmara que o governo da Bolívia "é cúmplice" do tráfico de cocaína para o Brasil. "Vamos posar aqui; vamos fazer inveja no Serra", disse Lula ao colega, rindo bastante, em frente aos fotógrafos. De mãos dadas como presidente do Brasil, Evo também riu, mas não comentou a declaração.



    Pouco depois, a entrevista coletiva de Morales, que estava agendada para as 16h, foi cancelada. A jornalistas, o boliviano se recusou a responder a perguntas e deu um palpite sobre a Copa do Mundo: "O Brasil será campeão."


    Antes, em discurso na reunião plenária de cúpula, no início da tarde, Morales foi muito aplaudido: "Precisamos salvar a humanidade e a natureza do capitalismo", defendeu. Para ele, criou-se uma "anticivilização" em que tudo vira mercadoria. "Essa anticivilização está levando à destruição do planeta", discursou. O presidente boliviano comparou a colonização da América a um "genocídio" e afirmou que a riqueza de civilizações europeias foi construída à custa de "sangue e ouro do nosso continente".


    "Uma civilização não se faz com guerras, balas e bases militares. Não haverá paz enquanto não tiver justiça social."

    JOSÉ SERRA,O EX-TUDO,AQUELE QUE NÃO TERMINA MANDATO,SE MOSTRA TOTALMENTE DESPREPARADO PARA SER PRESIDENTE DO BRASIL

    AFINAL DE CONTAS,QUAL É O GRANDE PLANO DO TROLOLÓ PARA O BRASIL? VAI FICAR NESSE NEGÓCIO DE "PODE MAIS","JUNTOS VENCEREMOS" E "GUERRA À BOLÍVIA"?

    NINGUÉM AGUENTA MAIS , A NÃO SER A IMPRENSA CORRUPTA BRASILEIRA , O TROLOLÓ FALANDO TANTAS ASNEIRAS.
    COMO PODE UM SUJEITO DESSE , TOTALMENTE DESPREPARADO , ASSUMIR A PRESIDÊNCIA DO BRASIL ?

    PERGUNTO: O PORTAL UOL DEU A NOTÍCIA QUE RODRIGO MAIA RECEBEU GRANA DE ARRUDA , SEGUNDO DURVAL BARBOSA ? E O TABLÓIDE CORRUPTO CORREIO BRAZILIENSE ?




    OBRIGADO !

    A EQUIPE DO UOL FOI A ÚNICA QUE NÃO NOTICIOU QUE EU MAMAVA NOS COFRES DO DEMOCRATAS DE BRASÍLIA E QUE ARRUDA ERA MEU AMIGÃO.

    MUITO OBRIGADO !

    SEREI SEMPRE AGRADECIDO AO UOL.
    P.S AGRADEÇO , TAMBÉM , AO TABLÓIDE ULTRA CORRUPTO CORREIO BRAZILIENSE QUE NUM LAPSO DE MEMÓRIA IMPRESSIONANTE , TAMBÉM , NÃO NOTICIOU QUE SOU LARÁPIO.

    O APOSENTADO INVOCADO REIVINDICA MAIS PROGRAMAS ELEITORAIS PARA O CONSÓRCIO CORRUPTO PSDB/DEM/PPS/IMPRENSA BRASILEIRA

    QUANTO MAIS O CONSÓRCIO FALA MAIS SE AFUNDA.

    OS DERROTADOS


    CLIQUE NA FOTO E VEJA RODRIGO MAIA PENSANDO NA GRANA QUE VAI LEVAR. TUDO DE ACORDO COM DURVAL BARBOSA , O "AMIGO".

    NAS ELEIÇÕES MAJORITÁRIAS DE 2010,OS PARTIDOS DA BASE ALIADA DEVEM POLICIAR A CONTAGEM DE VOTOS PELO TSE COM LUPA


    FISCALIZAR O TSE É OBRIGAÇÃO DO PT E DA BASE ALIADA.
    TODO CUIDADO É POUCO.

    BOMBA! BOMBA! MAS JÁ ESPERADA:RODRIGO MAIA RECEBIA MENSALÃO DO DEM/BRASÍLIA/ARRUDA,DIZ DURVAL BARBOSA


    OH !
    Rodrigo Maia recebia mensalão do DEM, diz Durval Barbosa.
    28 de maio de 2010

    O ex-secretário de Relações Institucionais do Distrito Federal e delator do mensalão do DEM, Durval Barbosa, afirmou que o presidente nacional do partido, o deputado federal Rodrigo Maia (RJ), era um dos beneficiários do esquema de corrupção do ex-governador do DF José Roberto Arruda (sem partido, ex-DEM). Segundo Barbosa, a participação de Maia no esquema é um dos focos da nova fase das investigações do Ministério Público Federal, com as quais colabora através de um acordo de delação premiada. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.


    "O acerto do Rodrigo era direto com o Arruda", disse Barbosa. O ex-secretário também apontou o envolvimento do PMDB no esquema de Arruda. O dinheiro, segundo ele, era entregue ao presidente do diretório do partido no DF, o deputado federal Tadeu Filippelli. "Filippelli recebia R$ 1 milhão por mês para o PMDB", afirmou Barbosa. O ex-secretário não deu detalhes sobre os supostos pagamentos ao DEM e ao PMDB, argumentando que o acordo com o MP o impede de falar sobre assuntos relativos à investigação. Questionado sobre o andamento da Operação Caixa de Pandora, da Polícia Federal, que desencadeou o escândalo, Barbosa afirmou que "mais uns 60 vão ser presos".

    PARA A ELIANE CANTANHÊDE


    Obama segue exemplo de Lula e recebe jogadores


    Assim como o presidente brasileiro fez um dia antes, Barack se encontrou nesta quinta com os atletas da seleção dos EUA

    POR QUE NÃO ESCOLHER EFRAIM MORAIS OU AGRIPINO MAIA OU RODRIGO MAIA OU ,MESMO,NUMA CHAPA PURO-SANGUE ÁLVARO DIAS "O PALADINO DA HONESTIDADE" ?

    Caiu a ficha nos tucanos

    Com a recusa oficial de Aécio, PSDB agora corre atrás de um nome para ser o vice da chapa de Serra. Aliados temem que a demora na escolha comece a desgastar a pré-campanha

  • Denise Rothenburg

  • Marcelo Sant'Anna/D.A Press
    Aécio dá entrevista logo após encontro com Itamar e Anastasia: candidatura confirmada ao Senado

    As declarações do ex-governador de Minas Gerais Aécio Neves reforçando a decisão de concorrer ao Senado deixaram o PSDB dividido sobre datas e nomes para a escolha de um candidato a vice na chapa de José Serra à Presidência da República. Ao mesmo tempo em que o presidente do partido, Sérgio Guerra (PE), cita o senador Tasso Jereissati (PSDB-CE) como um bom nome, o próprio Aécio se desdobra em elogios a Itamar Franco — o que levou muitos a entender que Aécio, nas entrelinhas, estaria apresentando o nome do ex-presidente para a campanha ao Palácio do Planalto. Guerra vai conversar com Serra na próxima semana, para começar a tratar do assunto. “Há seis meses, sabemos que Aécio não seria (vice). Mas muita gente no partido achou que ele era o melhor nome”, disse Guerra, para justificar o fato de o partido não ter tratado seriamente de outros nomes até agora.

    Diante da afirmação de Aécio de que será candidato ao Senado, o presidente do Democratas, deputado Rodrigo Maia (RJ), pede calma. “Não precisamos tratar disso agora. Se não decidimos até agora, não há por que ter pressa. Temos tempo até 5 de julho, data do registro de candidaturas”, afirma o chefe democrata, na esperança de que, até lá, Aécio mude de ideia. “Se ele é considerado o melhor nome, temos que dar tempo ao tempo. Pressões não ajudam”, diz ele.

    Maia havia dito há alguns meses que, na hipótese de Aécio recusar o convite, o seu partido iria reivindicar a vaga de vice na chapa. Já se especulou sobre o senador José Agripino Maia, por ser do Nordeste, região onde a petista Dilma Rousseff tem hoje a preferência do eleitorado. Falou-se ainda na senadora Kátia Abreu (DEM-TO), presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), que poderia ajudar a alavancar Serra no interior do país. Um terceiro nome citado foi o do senador Demostenes Torres, de Goiás, promotor, que também tem uma boa imagem no Senado. Ontem, no entanto, Maia não falou de nomes: “Não é hora de tratar disso agora. Eu vou propor que se deixe para discutir depois do feriado”, afirmou.

    Campanhas anteriores
    Fora do centro nervoso da decisão, o senador Álvaro Dias (PR), futuro líder do PSDB no Senado, alerta para o perigo de os partidos ficarem à espera do tucano. “Essa especulação só atrapalha o projeto do PSDB. Ele já disse desde abril que não seria candidato a vice. Não entendo o porquê dessa especulação toda. Não precisamos sequer tratar de nomes. É definir um perfil entre as opções que temos e, com base nesse perfil, encaixar um nome. Não há atrito nos partidos, ninguém está desesperado. O melhor é esperar e decidir com calma”, afirma o senador paranaense.

    Enquanto se espera, no entanto, a avaliação dos bastidores é a de que o tema candidato a vice começa a desgastar a pré-campanha. Até agora, todas as apostas falharam. Além de Aécio, falou-se na hipótese do senador Francisco Dornelles (PP-RJ), que não tem o apoio fechado do partido para seguir com os tucanos. E, como lembram alguns integrantes do partido, também não recebeu qualquer convite formal. Agora, vem Tasso Jereissati, candidato ao Senado no Ceará. O próprio Sérgio Guerra, presidente do PSDB que levantou o nome, diz ser uma possibilidade remota.

    Nos últimos 16 anos, o PSDB teve problemas para escolha do vice em eleições presidenciais intercaladas. Em 1994, o primeiro nome escolhido para compor a chapa do PSDB foi o do então senador Guilherme Palmeira (PFL-AL). Por causa de notícias na época sobre suposto envolvimento em denúncias de favorecimentos no estado, ele terminou substituído por Marco Maciel (PFL-PE). Em 2002, quando Serra disputou o Planalto pela primeira vez, o nome era o do atual líder do PMDB, Henrique Eduardo Alves. Mas o deputado terminou fora da chapa por causa de um processo judicial divulgado pela imprensa em que a ex-mulher o acusava de ter recursos depositados no exterior. A escolhida, então, foi a deputada Rita Camata, que recentemente trocou o PMDB pelo PSDB. Em 2006, não houve problemas, foi o então senador José Jorge (DEM-PE). E, para não repetir 1994 e 2002, os tucanos querem escolher com calma e evitar troca de última hora. Já chega o desgaste enfrentado até aqui.


    O número
    14,37 milhões
    Total de eleitores registrados em Minas Gerais, segundo o Tribunal Superior Eleitoral.

    Os dados são de abril de 2010



    Leia mais sobre eleições 2010 no Blog da Denise


    Na disputa pelo Senado

    Isabella Souto
    Juliana Cipriani


    O ex-governador Aécio Neves (PSDB) anunciou que irá concorrer ao Senado depois de uma reunião na manhã de ontem com o governador de Minas Gerais, Antonio Augusto Anastasia (PSDB), e o ex-presidente Itamar Franco (PPS). “A minha decisão não pode ser tomada a partir de opiniões pessoais, até de boas intenções de alguns companheiros. Elas são até legítimas, mas a minha decisão tem que ser tomada a partir de uma análise muito profunda que faço do cenário político”, afirmou. “Estou absolutamente convencido de que a melhor forma para ajudar a dar a vitória ao governador Anastasia e a Minas Gerais, porque sua vitória é a vitória de Minas, e ao companheiro amigo governador José Serra, é estando em Minas como candidato ao Senado”, completou.

    Aécio prometeu “suor e sangue” para ajudar a eleger o companheiro de partido, até porque afirmou estar convencido de que se trata da melhor alternativa para o país. Mas rebateu teses do poder de transferência de votos em uma eleição, justificativa usada pelos que defendem o seu nome para vice de José Serra. “Em parte isso é verdadeiro, mas jamais será decisivo. O eleitor vota a partir da realidade e da perspectiva que vê para sua vida.” E negou-se a participar das conversas em torno de um nome para a vaga, alegando que esse papel cabe à direção dos partidos aliados e ao próprio candidato.

    Itamar, que esteve ao lado de Aécio durante toda a entrevista, aprovou o discurso do aliado. Disse que o seu lugar é em Minas, fazendo campanha para Anastasia. “Se ele (Aécio) fosse candidato a vice (presidente), faria uma campanha de beija-flor. Bicava aqui, bicava lá. E, ao contrário, nós precisamos vencer aqui em Minas”, disse.



    Estou absolutamente convencido de que a melhor forma para ajudar a dar a vitória ao governador Anastasia e a Minas Gerais, porque sua vitória é a vitória de Minas, e ao companheiro amigo governador José Serra, é estando em Minas como candidato ao Senado”
    Aécio Neves, ex-governador de Minas Gerais

    GOVERNO LULA/DILMA TRABALHANDO

    verbas públicas
    Hora de ser transparente

    Acaba hoje o prazo para que municípios de até 100 mil habitantes divulguem, em tempo real, os gastos públicos

  • Diego Abreu

  • Marcelo Ferreira/CB/D.A Press - 28/9/09
    Ziulkoski, da CNM, reclama da lentidão para regulamentar a lei

    Pelo menos 20% dos municípios brasileiros com população superior a 100 mil habitantes ainda não se adequaram à Lei da Transparência, que estabelece a data de hoje como prazo para que União, DF, estados e as 273 cidades mais populosas do país divulguem na internet, em tempo real, informações detalhadas sobre gastos públicos. Os dados foram apresentados ontem pela Confederação Nacional de Municípios (CNM). A entidade identificou 56 prefeituras que ainda não têm a ferramenta de discriminação dos gastos. Quarenta e uma delas estariam desenvolvendo.

    A lei foi sancionada em 27 de maio do ano passado e publicada no Diário Oficial do dia seguinte. Há uma divergência sobre a data-limite para o cumprimento da exigência. Ontem, quando apresentou o novo Portal Transparência do Governo Federal, o ministro da Controladoria-Geral da União (CGU), Jorge Hage, interpretou que o prazo para se adaptar seria o dia 27. No entanto, entidades como a Frente Nacional de Prefeitos (FNP) e a ONG Contas Abertas garantem que a data-limite é hoje, 28 de maio, um ano depois da publicação da norma.

    As punições aplicadas a quem descumprir a regra não serão imediatas. A pena prevista pela lei é a suspensão dos repasses voluntários federais, que costumam vir de convênios assinados entre ministérios e prefeituras. “O governo terá de fiscalizar isso. Não estou dizendo que será rígido e rigoroso, ou que vai suspender hoje os repasses. O que interessa não é cortar a transferência voluntária, mas que as prefeituras consigam cumprir a lei”, disse Jorge Hage.

    Os presidentes da FNP, João Coser, e da CNM, Paulo Ziulkoski, reclamam do que chamam de demora para que a lei seja regulamentada. “O prazo de um ano para a divulgação dos gastos seria suficiente se a lei tivesse sido regulamentada a tempo”, observou Ziulkoski. O texto só foi definido nesta semana, estabelecendo, entre outros pontos, que o “tempo real” exigido na lei para a atualização dos portais fica entendido como o primeiro dia útil após a data do registro contábil.

    Adaptação
    João Coser afirmou que as prefeituras irão cumprir a lei com rigor, mas ponderou que será necessário, em alguns casos, um prazo maior. “Complicou o fato de a regulamentação só estar saindo agora. Mesmo assim, a grande maioria das cidades com mais de 100 mil habitantes já cumpre a lei. Um ou outro terão dificuldade para prestar o nível de informação exigida, mas certamente haverá uma adaptação”, destacou Coser, atual prefeito de Vitória (ES).

    Leda Borges (PSDB), prefeita de Valparaíso (GO), cidade com 130 mil habitantes, relatou as dificuldades enfrentadas pelo município para se adequar à lei. No fim de abril, durante reunião da FNP, ela foi uma das chefes municipais que pediu o adiamento do prazo — a Frente até ensaiou uma tentativa junto ao governo federal, mas sem sucesso. “Só vamos conseguir cumprir amanhã (hoje) com muita dificuldade, pois não houve suporte do governo”, reclamou. A CGU chegou a oferecer mecanismos gratuitos para as prefeituras que pediram ajuda, mas, segundo a prefeita, foi insuficiente. Apesar das reclamações, Hage afirmou que “a lei é autoaplicável, ou seja, não depende de regulamentação.”


    Reforço federal

    O Portal Transparência do Governo Federal vai contar com uma atualização diária de cerca de 200 mil documentos. A informação é o do ministro da Controladoria-Geral da União, Jorge Hage, que avisou que caberá ao cidadão denunciar junto à própria CGU eventuais irregularidades na prestação de contas dos municípios, estados e União. A novidade, segundo o ministro, é que o Brasil passa a ser o país mais transparente na divulgação de gastos.

    “A partir de hoje, o governo federal está abrindo todas as informações orçamentárias e financeiras, item por item, ao mundo inteiro, porque está na internet. Isso coloca o Brasil na liderança em matéria de transparência pública financeira. Não encontrei em nenhum país um sistema de abertura de informações semelhante a esse”, disse Hage. Para ele, a transparência será a “melhor vacina contra a corrupção e o desperdício”.

    O site pode ser acessado pelo endereço eletrônico www.portaltransparencia.gov.br. Secretário-geral da ONG Contas Abertas, Gil Castelo Branco avaliou que o mecanismo permite que qualquer cidadão verifique as compras feitas, quanto o produto custou, quando foi comprado e se houve licitação. “Nós não queremos que esse site tenha apenas o nome do prefeito, dos secretários, o endereço de onde tira a carteira de identidade ou o telefone do Corpo de Bombeiros. Nós queremos que haja realmente transparência. Precisam colocar o que estão comprando, a que preço, o nome dos fornecedores, as fases das despesas e dar facilidade ao cidadão para encontrar”, defendeu.

    Castelo Branco disse ainda que está em elaboração um ranking das cidades mais e menos transparentes, mecanismo que pode estimular os prefeitos a cumprirem com rigor a lei. “A transparência não é só um discurso, é uma prática. Os sites de hoje têm diversos problemas. Atualização tem de dois a três meses de defasagem, há informações confusas e não se permite download dos dados. Ou seja, a maior parte dos sites não é transparente”, disse.


    QUEM TEM UM MARQUETEIRO IGUAL AO DO SERRA NÃO PRECISA DE INIMIGO

    O PROGRAMA DO DEM FOI RIDÍCULO.DEVEMOS PEDIR MAIS TEMPO PARA O SERRA FALAR.ELE É O MAIOR CABO ELEITORAL DE DILMA ROUSSEFF

    O SUJEITO É ANTIPÁTICO.
    AS EXPRESSÕES DOS DEMÔNIOS SÃO ARROGANTES E LEVAM O ELEITOR A FUGIR DELES.
    POR FAVOR , QUEREMOS MAIS PROGRAMAS ELEITORAIS DO CONSÓRCIO CORRUPTO.

    FP ATACA DILMA SOBRE UM PRETENSO FUTURO TESOUREIRO.É A IMPRENSA CORRUPTA EM AÇÃO:"Tesoureiro petista da campanha de Dilma é condenado em SP"

    MARIO CESAR CARVALHO
    DE SÃO PAULO

    O Tribunal de Justiça de São Paulo condenou o futuro tesoureiro da campanha de Dilma Rousseff e ex-prefeito de Diadema, José de Filippi Junior, a devolver valores que podem chegar a R$ 2,1 milhões para os cofres da prefeitura daquela cidade.

    A decisão ocorreu pela contratação sem licitação do escritório do advogado Luiz Eduardo Greenhalgh. Filippi Jr. e Greenhalgh são do PT.

    O escritório de Greenhalgh foi contratado pela Prefeitura de Diadema entre 1983 e 1996. Defendeu só duas causas, segundo o Ministério Público, e ganhou cerca de R$ 2,1 milhões pela tarefa. A prefeitura contava com 51 procuradores para defender os interesses da cidade, de acordo com a Promotoria.

    O tesoureiro de Dilma foi condenado em duas decisões do TJ. Na primeira delas, houve um voto a favor dele, o que tornou possível a reavaliação do caso. No segundo julgamento, perdeu por 4 a 1.

    O valor a ser devolvido será calculado só quando houver uma decisão definitiva sobre o caso. O ex-prefeito pode recorrer da decisão.

    ARRUDA SERIA O VICE DE SERRA

    Caixa de Pandora
    Loteamento de cargos tinha até planilha

    Documentos obtidos com exclusividade pelo Correio mostram como o governo Arruda partilhou 2.982 postos de trabalho comissionados entre parlamentares em troca de apoio. Barganha custava R$ 4,36 milhões por mês

  • Ana Maria Campos
    Lilian Tahan

  • José Varella/CB/D.A Press - 25/9/2008
    José Geraldo Maciel (E) era chefe da Casa Civil de Arruda (D) e preparava as planilhas com os cargos fatiados: detalhamento do esquema está nos autos do inquérito da Caixa de Pandora

    A mesada era apenas uma parte do estímulo oferecido aos políticos no Distrito Federal. Deputados distritais, federais e senadores tinham direito a manter pendurado na estrutura do governo um exército de cabos eleitorais. Todos os detalhes do fatiamento da administração pública entre os apadrinhados de aliados do ex-governador José Roberto Arruda (sem partido) eram controlados em planilhas sob a responsabilidade do então chefe da Casa Civil, José Geraldo Maciel, escalado para a missão de manter uma boa relação com a base política. O Correio teve acesso com exclusividade aos registros dos dados armazenados no computador de Maciel apreendido durante a Operação Caixa de Pandora. Mantidos em sigilo no Inquérito nº 650 do Superior Tribunal de Justiça (STJ), os documentos esmiuçam um esquema de partilha do poder com base em critérios inventados para atender a uma hierarquia que estabelece gradações entre os aliados.

    A apreensão revela que havia uma distribuição de cargos meticulosamente sistematizada. Os apadrinhados exerciam função de encarregados, secretários administrativos, gerentes, chefes de núcleos, assessores de secretarias, administrações regionais e fundações vinculadas ao GDF. Para atendê-los, o governo tem um leque de cargos cujos salários variam entre R$ 421 e R$ 9.315. A base aliada a Arruda na Câmara Legislativa e no Congresso Nacional foi responsável pela indicação de 2.982 servidores na administração do DF. Juntos, esses funcionários representavam um custo mensal aos cofres públicos de R$ 4,36 milhões.

    As planilhas de Maciel indicam que a Secretaria de Saúde, uma das pastas mais importantes da administração, estava totalmente loteada entre nomeações de protegidos dos distritais Dr. Charles (PTB) e Paulo Roriz (DEM) e do deputado federal Augusto Carvalho (PPS). Criada para defender os direitos humanos, a Secretaria de Justiça e Cidadania era uma mina de favores políticos. A pasta estava sob o controle dos deputados Raimundo Ribeiro (PSDB), que indicou 131 nomes, Benício Tavares (PMDB), com 16 aliados na área de defesa dos portadores de necessidades especiais, Alírio Neto (PPS), com 24 assessores, Cristiano Araújo (PTB), com 18 apadrinhados, além do senador Gim Argello (PTB), que conseguiu empregar nove pessoas.

    Ranking
    Na tabela do governo, que tem como data de criação 6 de janeiro de 2009, consta um ranking no qual é possível avaliar o poder de barganha de cada aliado. No quadro, a deputada Eliana Pedrosa (DEM) — que à época era secretária de Desenvolvimento Social na gestão Arruda — aparece como primeira colocada. No período documentado, a distrital tinha 318 empregados sob sua ingerência. A maior parte, 221 nomeados, na própria Secretaria de Desenvolvimento Social e Transferência de Renda (Sedest). Em seguida, 87 na Secretaria de Trabalho. Somados, os salários dos cabos eleitorais de Eliana consumiam meio milhão de reais ao mês (veja quadro).

    Rôney Nemer (PMDB), um dos investigados na Operação Caixa de Pandora como suposto beneficiário de mesada em troca de apoio a Arruda, conseguiu negociar a contratação de 252 pessoas, com gasto de folha de pessoal da ordem de R$ 318 mil. É o segundo colocado. Ele tinha aliados principalmente no Recanto das Emas, seu reduto eleitoral, e na Agência de Fiscalização (Agefis) do governo. Nemer dirigiu a Agefis em 2008.

    Paulo Roriz (DEM), que chefiava a pasta de Habitação em janeiro de 2009, surge como terceiro no ranking dos cabos eleitorais. Com 167 nomeações, ele ganhava em número de servidores na estrutura do GDF do distrital Raimundo Ribeiro (PSDB), considerado o maior aliado de Arruda. À época, o tucano estava na Câmara, mas ficou à frente da Secretaria de Justiça(1) durante um ano e meio na gestão do amigo. Ribeiro conseguiu emplacar 153 funcionários ao custo mensal de R$ 296,7 mil, enquanto Paulo Roriz representava, a cada 30 dias, o gasto de R$ 225 mil. Também citado no escândalo do pagamento de propina, Benedito Domingos (PP) era o quarto mais bem aquinhoado. Indicou 167 pessoas, o equivalente a uma despesa mensal de R$ 172 mil.

    1 - Excessos investigados
    A Secretaria de Justiça e Cidadania já foi alvo de um processo no Ministério Público do Trabalho que investigou o excesso na contratação de servidores comissionados, aqueles cuja indicação é política e não depende de concurso público. Os procuradores exigiam que a secretaria fosse reestruturada para que os cargos típicos da carreira do Estado fossem ocupados por servidores efetivos.


    Memória
    Apreensões valiosas

    Em 27 de novembro do ano passado, a Polícia Federal, em parceria com o Ministério Público, cumpriu 19 mandados de busca e apreensão em residências e escritórios de integrantes do governo e de deputados distritais. Aliado aos depoimentos prestados pelo ex-secretário de Relações Institucionais Durval Barbosa, o material recolhido foi a base para a construção do Inquérito nº 650 do Superior Tribunal de Justiça. Nas ações de busca, os investigadores coletaram documentos e computadores de todos os alvos, entre os quais o então chefe da Casa Civil, José Geraldo Maciel.

    A planilha detalhada com as nomeações de deputados distritais, federais e senadores foi encontrada no arquivo de um dos computadores de Maciel, interlocutor do então governador, José Roberto Arruda (sem partido), com políticos.







    Acima do limite

    As planilhas apreendidas pelos investigadores da Caixa de Pandora revelam que os políticos tinham cotas de indicações definidas pelo então governador, José Roberto Arruda. Os documentos mostram, no entanto, que o apetite pelas vagas no governo era tamanho que a maior parte dos deputados extrapolava os limites estabelecidos pela chefia. Os políticos exigiam, barganhavam e eram atendidos em parte.

    Uma das colunas da planilha a que o Correio teve acesso é toda marcada em vermelho. Isso indica que as cotas foram extrapoladas. Por exemplo, o atual presidente da Câmara Legislativa, Wilson Lima (PR), segundo o critério estabelecido por Arruda, podia indicar até 50 pessoas, num custo de R$ 95 mil ao mês. Ele, no entanto, excedeu em 4,20% (de acordo com o documento em Excel) o quinhão que lhe cabia.

    Os políticos da bancada federal contavam com uma tabela própria, também com excessos. O presidente do PR, Izalci Lucas, suplente de deputado federal e ex-secretário de Ciência e Tecnologia, na gestão Arruda, conseguiu quadruplicar o espaço original a ele destinado. Pela planilha, suas despesas com pessoal no GDF poderiam chegar a R$ 35 mil mensais. Mas os valores atingiram R$ 150 mil.

    Alguns distritais tinham motivo para se sentir preteridos na partilha de poder promovida por Arruda. Milton Barbosa (PSDB), Aylton Gomes (PR) e Rogério Ulysses (sem partido) estavam aquém do teto previsto para os deputados distritais, de acordo com um dos documentos em posse da Polícia Federal e do Superior Tribunal de Justiça (STJ). (AMC e LT)