
quarta-feira, 30 de junho de 2010
DO BLOG DE FERNANDO RODRIGUES DO UOL:"O PODER DE SERRA DE DESORGANIZAR AS COISAS É FORA DO COMUM",DIZ RONALDO CAIADO
Indústria paulista eleva estimativa de alta do PIB para 7,5%,mas se não gostou pode votar no genro do Cacciola
MARIANA SALLOWICZ
DE SÃO PAULO
A Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) elevou sua estimativa para o crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) neste ano de 6,0% para 7,5%, segundo os dados divulgados nesta quarta-feira por Paulo Francini, diretor do Depecon (Departamento de Pesquisas Econômicas) da entidade.
Essa revisão ocorreu devido ao resultado do indicador no primeiro trimestre, que mostrou alta de 2,7% ante os três meses imediatamente anteriores. "Se o PIB não crescesse nos próximos trimestres, o resultado deste ano já resultaria nessa alta [de 6,0%]", justifica.
A expectativa da Fiesp de expansão de 7,5% considera um crescimento de 1,0% em cada um dos próximos três trimestres deste ano, no confronto com o período imediatamente anterior.
Para Francini, a estimativa é até conservadora pois há o risco do crescimento superar esse patamar. Para 2011, a projeção é de elevação de 4,7%.
Em relação à indústria, o crescimento do PIB deve ficar em 11,6% neste ano e em 4,3% em 2011. O segmento que terá maior alta (12,6%) em 2010 deve ser a construção civil, de acordo com a Fiesp.
A entidade estima ainda que o país deverá encerrar o ano com US$ 189,5 bilhões de exportações e US$ 177,6 bilhões em importações. O saldo da balança comercial deve resultar, portanto, em US$ 11,9 bilhões.
A PIADA,DE MAU GOSTO,DO ANO:Pressionado pelo DEM, Serra anuncia deputado INDIO DA COSTA como vice
Costa já foi secretário de administração do Rio no governo Cesar Maia.(ISSO DEPÕE E MUITO CONTRA O CANDIDATO BEBÊ)
CÁTIA SEABRA
O DEM e PSDB acabam de decidir o nome do deputado Indio da Costa (DEM-RJ) como vice do tucano José Serra na disputa presidencial.
Entre os pontos para a sua escolha está o fato de ele ter sido o relator do projeto do Ficha Limpa. Também foi levado em conta ele ser do Rio de Janeiro, terceiro maior colégio eleitoral do país, e ser jovem.
| Sérgio Lima/Folhapress |
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| Deputado Indio da Costa (DEM-RJ) foi escolhido como vice de José Serra na disputa presidencial |
A indicação é uma vitória pessoal do ex-prefeito do Rio Cesar Maia e do presidente do DEM, deputado Rodrigo Maia (RJ). Costa já foi secretário de administração do Rio no governo Cesar Maia.
O martelo foi batido na casa de Serra, onde estavam reunidos o tucano, o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, e Rodrigo Maia.
Serra irá viajar para Brasília, onde participa da convenção do DEM. Uma sala foi montado no Hotel Grand Bittar, em Brasília, onde o partido faz a convenção. O vice será anunciado em uma entrevista coletiva marcada para começar às 17h.
Indio da Costa foi escolhido depois da reação do DEM contra a indicação do senador Alvaro Dias (PSDB-PR) para o posto.
Antônio Pedro de Siqueira Indio da Costa tem 39 anos e é formado em Direito pela Universidade Cândido Mendes.
Ele foi eleito vereador no Rio de Janeiro por três legislaturas de 1997a 2005. Além do DEM, ele teve uma passagem pelo PTB.
Na Câmara deste 2006, o deputado é membro da Comissão de Constituição e Justiça, da Comissão de Defesa do Consumidor e da Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática.
SE SERRA FOSSE ELEITO,MAS NÃO SERÁ,ESTABELECERIA A REPÚBLICA DA MENTIRA E DO CINISMO

MARCOS COIMBRA DIZ QUE O MEIO POLÍTICO ESTÁ CONVICTO QUE DILMA VAI GANHAR AS ELEIÇÕES NO 1º TURNO E QUE DEMOCRACIA NÃO É ALTERNÂNCIA DE PODER
Sociólogo e Presidente do Instituto vox Populi
marcoscoimbra.df@dabr.com.br
Mudar ou continuar
A democracia não está na ideia abstrata de alternância. Para o ideal democrático, o relevante não é o conteúdo da escolha. Tanto faz que os cidadãos prefiram continuar ou mudar. O que torna uma sociedade democrática é haver instituições que assegurem, a cada cidadão, a possibilidade real de escolher
| Maurenilson/CB D.A Press |
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Já faz algum tempo, começou a se generalizar no meio político a convicção de que Dilma vai ganhar as eleições. Embora nem todos admitam, é o que pensam até as principais lideranças da oposição, assim como a quase totalidade dos formadores de opinião e da imprensa. Para consumo externo, continuam a dizer que o processo está aberto, que nada está definido. Mas não é o que, no íntimo, acreditam que vai acontecer.
Do lado governista, nem se fala. Não é de agora que os principais estrategistas do Planalto e do PT trabalham com o cenário de crescimento e vitória da candidata de Lula. A rigor, é nisso que apostam desde 2008, quando o presidente deixou claras duas coisas: que ele próprio não tentaria mudar as regras do jogo para disputar um terceiro mandato; e que achava que conseguiria ganhar as eleições com alguém que o representasse.
Tudo que está acontecendo na sua sucessão, até o momento, confirma seu cálculo. Ele não se baseava no que diziam as pesquisas sobre as intenções de voto do conjunto do eleitorado. Ao contrário, o raciocínio sempre foi sobre o potencial de crescimento de uma candidatura identificada com ele e com o governo, avaliados, pela grande maioria da população, como ótimos ou bons.
Nunca foi relevante considerar os resultados agregados das pesquisas (normalmente os que a imprensa divulga), pois misturavam respostas de quem sabia e quem não sabia qual era a candidatura apoiada por Lula. Enquanto não aumentasse a proporção dos que tinham essa informação, a vantagem de Serra era ilusória e não preocupava quem, no PT, sabia fazer as contas.
É de se notar que, na oposição, as pessoas pensaram de maneira oposta. A opção por Serra, em detrimento de Aécio, mostrou que ela preferia escolher em função do desempenho presente dos pré-candidatos, deixando em segundo plano seu potencial de crescimento. Serra prevaleceu pelo patamar de largada, não pela perspectiva de chegada.
Há quem defenda que é cedo para decretar que a eleição está resolvida. De fato, é preciso admitir que muita água ainda pode rolar por baixo da ponte. Não é impossível que Dilma, sua campanha, seus apoiadores e o vasto conjunto de forças políticas mobilizadas para elegê-la cometam erros calamitosos. É, apenas, pouco provável.
Em função da possibilidade cada vez mais concreta de que Dilma venha a ganhar (talvez já no primeiro turno), alguns setores da oposição andam à cata de novos argumentos para tentar convencer os eleitores a mudar de ideia. Um dos mais engraçados tem a ver com o conceito de alternância do poder.
Trata-se da tese de que é bom, para a democracia, que as eleições ensejem a mudança do partido ou da coalizão que está no poder, assim permitindo que ocorra uma salutar alternância de pontos de vista e de prioridades. A continuidade seria ruim, ao impedir que novas agendas sejam discutidas e que outras políticas, mais adequadas a um novo momento, sejam formuladas.
O ápice dessa argumentação aconteceu outro dia, quando uma importante revista semanal entrevistou o candidato do PSDB e perguntou “por que é positivo” para “a democracia brasileira” experimentar “uma alternância de poder depois de oito anos de governo Lula”.
Difícil imaginar algo mais sem sentido, a começar pelo fato da pergunta ser feita ao candidato interessado na alternância. É o mesmo que perguntar ao macaco se quer banana. Ou alguém supõe que Serra diria que o melhor, para o país, é a continuidade?
Mas o importante não é isso. A democracia não está na ideia abstrata de alternância. Para o ideal democrático, o relevante não é o conteúdo da escolha. Tanto faz que os cidadãos prefiram continuar ou mudar. O que torna uma sociedade democrática é haver instituições que assegurem, a cada cidadão, a possibilidade real de escolher.
Se a maioria da sociedade brasileira quer a continuidade e votará em Dilma, é bom que todos se acostumem — incluindo os que querem a alternância. Em si, ela só é importante como uma possibilidade. Se não, nem seria preciso haver eleições. Bastaria trocar o governo a cada período estipulado. (O problema é que ninguém saberia como fazê-lo.)
ACABAMOS COM ESSA RAÇA
DE BRASÍLIA
Antes de colocar em dúvida a realização do evento, os organizadores da convenção nacional do DEM já tinham decidido retirar cem cadeiras do auditório onde ela será realizada, em Brasília.
A expectativa inicial era que haveria 300 participantes, mas o número foi revisto e a avaliação agora é que apenas 200 compareçam.
A convenção irá definir o apoio formal à candidatura do tucano José Serra à sucessão presidencial e pode deliberar também sobre o nome do vice na chapa caso o PSDB aceite a reivindicação do partido para indicar o nome.
O impasse tirou o brilho da festa do DEM uma vez que o PSDB decidiu indicar o senador Alvaro Dias para vice, o que abriu crise na aliança.
Os dois partidos se reuniram ontem, mas ainda não há acordo. Alguns democratas já falam no rompimento da aliança, o que tornaria a convenção desnecessária se for uma decisão de todo o partido. Há até quem defenda candidatura própria.
O cenário da convenção é propício para qualquer decisão -no local, não haverá fotos de Serra.
Nas convenções do PPS e do PTB, que apoiam o tucano, vários painéis com a imagem do candidato enfeitaram os salões.
O DEM encomendou só banners do próprio partido. A convenção deveria ocorrer no hotel Grand Bitar, em Brasília, a partir das 8 horas até o meio dia. Serra incluiu o encontro na sua agenda.
CGU conclui relatório sobre recursos ao GDF. Prejuízo chega a R$ 150 milhões
A Controladoria -Geral da União (CGU) concluiu, nesta terça-feira (29/6), o relatório da segunda e última etapa da auditoria realizada nos recursos federais transferidos ao Distrito Federal no período 2006/2009. Na primeira etapa, havia sido detectadas 177 irregularidades (divididas em 12 tipos) nos contratos e convênios do Governo do Distrito Federal com a União. O prejuízo aos cofres públicos, que era de R$ 106 milhões, agora, no fim da segunda etapa, pode chegar a R$ 150 milhões.
Os 12 indícios detectados na primeira etapa, passaram para 17. São eles: acumulação de recursos em conta de fundo a fundo; pagamentos indevidos, convênios e contratos de repasse com objetivo não executado e com recursos disponíveis em conta; sobrepreço ou superfaturamento; não ressarcimento de salários de pessoal cedido; contratação desnecessária; problemas na execução; problema na formalização da contratação; cancelamento e devolução de recursos por inexecução; problemas na comprovação da contrapartida com recursos federais repassados; restrição à competitividade; execução fora da conta vinculada; favorecimento no julgamento de licitações; ausência de detalhamento/falha de BDI; despesas inelegíveis; saldo a devolver não indicado na prestação de contas; problemas diversos na licitação.Os contratos analisados pelos auditores abrangem período no qual o Distrito Federal teve três governantes. Em 2006, Joaquim Roriz estava no cargo, mas saiu antes do fim do mandato para disputar eleições para o Senado. Maria de Lourdes Abadia assumiu o GDF. Em 1º de janeiro de 2007, José Roberto Arruda tomou posse como governador do DF.
TROLOLÓ SE ESCONDE NAS PALAVRAS
» O candidato do PSDB à Presidência, José Serra, preferiu não citar o nome de Álvaro Dias como o vice definitivo na corrida pelo Planalto. Durante entrevista à jornalista Miriam Leitão para o programa Espaço Aberto, da Globonews, Serra definiu a missão de achar o nome adequado como “mais difícil do que convocação de seleção”. Na véspera da convenção do DEM e quatro dias após a indicação do nome de Dias para a chapa, Serra preferiu ser evasivo. “Olha, há muitos nomes. Acho que vai ter uma boa solução. Estou convencido disso, como sempre estive. Tem muita gente boa”, argumentou. “E não é nenhum processo de barganha, com cargos, nomeações, ministérios, negócios. Vice é uma pessoa atuante. Vai ser alguém muito bom, isso não tem problema.`
BRASIL DE LULA
BC eleva projeção de crescimento do PIB a 7,3% neste ano
O Banco Central (BC) aumentou nesta quarta-feira sua previsão para o crescimento da economia neste ano a 7,3%, ante estimativa anterior de 5,8%, mostrou o Relatório de Inflação do segundo trimestre.
Os prognósticos para a inflação neste e no próximo ano foram elevadas levemente, para 5,4% e 5,0%, respectivamente.
terça-feira, 29 de junho de 2010
FHC afirmou: "tem tanto tempo daqui até amanhã".

RODA VIVA
Esses profissionais nos envergonham porque a democracia precisa se tornar uma cláusula pétria nas nossas mentes.
A ocasião era perfeita para sabermos os planos da candidata para o Brasil , visando nosso crescimento e , principalmente , nossa dívida com os pobres do país.
Apesar de todo o empreendimento do governo Lula , muito se tem a fazer no nosso país e o momento é agora.
O "Roda Vida" , infelizmente , é mais um subproduto da imprensa brasileira que teima em nos achar um bando de idiotas e que , por isso , levará o seu candidato José Serra a derrota.
PARA O DEMOCRATAS

DE BRASÍLIA
O DEM não encomendou fotos do candidato tucano José Serra para colocar em banners e cartazes na convenção do partido amanhã, em um hotel de Brasília.
É mais uma demonstração da insatisfação do partido com o papel de coadjuvante que lhe foi imposto na disputa presidencial pelo PSDB, que escolheu um vice tucano, o senador Alvaro Dias (PR), em detrimento de um democrata.
A convenção servirá para definir se haverá ou não coligação formal com o PSDB em torno do tucano. A Folha apurou que o partido encomendou painéis apenas com a logomarca da sigla.
Serra incluiu o encontro em sua agenda, mas ninguém no DEM arrisca confirmar a presença dele.
No final de semana, o tucano não foi à convenção do PPS, seu aliado de primeira hora, no Rio de Janeiro. Avisou já com o evento em curso que não compareceria porque estava cansado.
A convenção, que irá custar aproximadamente R$ 15 mil, perdeu o clima de festa com a decisão do PSDB de indicar o senador do partido para vice na chapa de Serra, tirando a vaga do DEM.
O partido trabalhava para ocupar a vaga, como fez nas outras três vezes em que apoiou formalmente um nome do PSDB à Presidência.
No total, 265 democratas, entre congressistas, membros do Diretório Nacional e delegados estaduais, têm direito a 350 votos.
Nos últimos anos, entretanto, a aliança com os tucanos sempre foi definida por aclamação. Se houver a opção pela não coligação, será a primeira vez que a legenda irá abrir a votação.
(ANDREZA MATAIS)
MELCHIADES , ÀS VEZES FICAR CALADO É UM SINAL DE SAPIÊNCIA
Próximos passos
BRASÍLIA - O saldo das pesquisas de junho foi cruel para José Serra, que neste mês teve a sua vez na propaganda eleitoral na TV. E animador para Dilma Rousseff, que se afastou um pouco do noticiário político, em giro de cocota pela Europa. Ele perdeu quando apareceu. Ela ganhou quando desapareceu.
Esse resultado não era aguardado em nenhum dos dois comitês e terá impacto nas campanhas.
A estratégia do PT será aproveitar a onda, o apoio publicitário da máquina federal e o agito da militância para tentar dar um aspecto de fatura liquidada à eleição -e daí fazê-lo no primeiro turno.
Teremos mais algumas semanas, portanto, de "Dilma Sorriso", a candidata que só vai na boa e posa para fotógrafos e cinegrafistas, grudada em Lula e decidida a evitar o confronto com o oponente e a fugir de eventos em que perguntas incômodas puderem surgir. (Não à toa, marcou debates só para agosto.)
Não será estranho, também, se o Planalto se empenhar nos próximos dias em retirar de circulação alguns dos nove candidatos nanicos -se juntos repetirem a fatia de votos de 2006 (5%), eles provavelmente forçarão o segundo turno.
Serra, por sua vez, viu que terá de recalibrar o discurso se quiser subir do patamar de 35%.
O oposicionismo discreto da largada da campanha não teve efeito mobilizador. E talvez tenha sido desmobilizador o efeito das críticas recentes à adversária -estas, pelo visto, só acentuaram que é ela, e não ele, a "continuação" de Lula.
Talvez partam agora do tucano questionamentos mais pontuais e agudos ao PT -e ao PT no governo. Ou, finalmente, propostas de conteúdo novo ou apelo novidadeiro.
Se nada der certo, restará ao PSDB apenas o apelo emocional por um segundo turno -a chance, afinal, de comparar discursos, projetos, currículos etc. Ou torcer (e trabalhar) para que Marina "A Outra" Silva roube votos do PT.
melchiades.filho@grupofolha.com.br
SERRA,O EX-FUTURO DITADOR DO BRASIL,NÃO QUERIA PARTICIPAR DA REUNIÃO COM O DEM.IMAGINEM ESSE HOMEM PRESIDENTE DO BRASIL.QUERIAS !
Serra intervém, mas impasse entre PSDB e DEM permanece
CATIA SEABRA
DE SÃO PAULO
À véspera da convenção nacional do DEM, continua o impasse em torno do vice de José Serra à Presidência. O candidato do PSDB participou na madrugada desta terça-feira (29) de uma reunião na casa do prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM), com democratas e tucanos, para tratar sobre a reação do DEM à indicação do senador Alvaro Dias (PSDB-PR), numa chapa tucana puro-sangue.
No encontro, Serra --que inicialmente resistiu em participar da reunião-- alegou que não interessa o partido, pois democratas e tucanos terão a mesma participação na campanha. Apesar da intervenção, o impasse entre os dois partidos continua e ainda nesta terça-feira será realizada uma nova reunião.
"O impasse continua. Deveríamos ter negociado antes, como estamos fazendo agora", afirmou o presidente do PSDB, Sérgio Guerra. "Começamos a superar o impasse porque estamos na mesa de negociação", completou.
O comando do DEM --inclusive o comedido ex-senador Jorge Bornhausen (SC)-- alertou Serra para o risco de "derrota na convenção do partido", que será realizada na quarta-feira, caso seja mantida a indicação de Dias. Segundo participantes da reunião, Bornhausen fez o mais contundente discurso de crítica à indicação de um tucano a vice.
De acordo com participantes, a reunião foi tensa. Rodrigo Maia, presidente do DEM, negou o argumento de que não estaria disposto a negociar.
Em meio a discussão, um democrata sugeriu a análise do nome de outro candidato do PSDB a vice. Maia reagiu e, segundo participantes, disse que "agora tem que ser do DEM. Eu estou fechado com 70% do partido".
De acordo com Guerra, houve o reconhecimento de que o PSDB errou na forma de indicação de Dias. Esse era o gesto que o DEM reivindicava para abrir as negociações com o partido.
Questionado sobre o apoio do PSDB a escolha de Dias, Guerra disse que "todos nós do PSDB defendemos um candidato".
Inicialmente, Serra resistiu em participar da reunião para ser poupado da crise, mas os democratas alegaram que a ausência do candidato só iria fomentar o embate. A reunião começou com um jantar entre tucanos e democratas. O candidato foi chamado por volta das 23h40 e deixou a casa do prefeito à 1h.
PARA ISSO É NECESSÁRIO QUE DILMA ROUSSEFF SEJA A PRESIDENTE DO BRASIL
CNI, Sebrae e Finep querem duplicar o investimento em inovação no país até 2012
AGNALDO BRITO
DE SÃO PAULO
Vinte escolas distribuídas pelo país serão montadas para o ensino da inovação no ambiente industrial.
Governo e empresários aplicarão mais de R$ 100 milhões na construção de 20 núcleos, todos em federações estaduais da indústria.
A estrutura será montada para formar 1.600 gestores da inovação. A ideia é fazer que esse grupo ajude 18 mil empresas a propor projetos de pesquisa.
Na moderna indústria, inovação é gasto essencial para suportar a competição local e internacional. A preocupação é de que essa mobilização de dinheiro e de gente para a pesquisa e o desenvolvimento de produtos no ambiente industrial ainda é incipiente no país.
Hoje, recursos disponíveis em editais da Finep (Financiadora de Estudos e Projetos) e em linhas do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) não são usados pela falta de projetos.
Segundo Robson Andrade, presidente da CNI (Confederação Nacional da Indústria), a iniciativa integra um esforço do setor industrial e de governo com objetivo de ampliar nesse campo para além dos atuais 1% do PIB.
"A nossa meta é dobrar o investimento em P&D até 2012, alcançando a marca de R$ 40 bilhões com investimento em inovação ao ano", disse. Além da CNI, o investimento nas escolas de formação de "gestores da inovação" também receberá recursos do Sebrae e da Finep.
Os núcleos são parte da chamada "Mobilização Empresarial para a Inovação", capitaneada pela CNI.
O plano é repetir o bem-sucedido movimento pela qualidade, que ganhou robustez nos anos 1990.
BRASIL DE LULA
Uma das três principais agências de classificação de risco do mundo pretende elevar, em setembro, o país a um novo grau de investimento
Os investidores foram surpreendidos com uma agradável notícia, em um dia de poucos negócios no mercado acionário. O bom desempenho econômico, em meio à recessão global, e a sua bem conduzida resiliência (capacidade de superar situação crítica) renderam ao Brasil a possibilidade de melhora na sua classificação de risco, subindo mais um lance no grau de investimento. A Fitch Ratings elevou a perspectiva do país de estável para positiva. O anúncio da agência fez com que muitos analistas passassem a prever nova melhora na nota brasileira, o que, na avaliação do economista-chefe do BES Investimento, Jankiel Santos, deve ocorrer em setembro.
Em seu relatório, a Fitch destacou o esperado aumento na renda per capita no Brasil e a confiança de que as taxas de solvência fiscal do país melhorem. A agência de classificação de risco também não espera mudança significativa na direção da política econômica depois das eleições de outubro e crê em um sistema financeiro sólido, na continuação dos regimes de meta de inflação e de câmbio flutuante e no financiamento saudável das contas externas. Esses fatores, segundo a Fitch, compensam a fragilidade de crédito no país, as finanças públicas estruturalmente fracas, o pesado deficit público e as baixas taxas de poupança e de investimento, que impedem crescimento maior.
A boa-nova, porém, não interferiu na Bolsa de Valores de São Paulo (BM&FBovespa). O Ibovespa, principal índice de lucratividade do pregão paulista, encerrou o dia com queda de 0,92%, nos 64.225 pontos, acompanhando a Bolsa de Nova York, que caiu 0,05%. Mário Battistel, da Corretora Fair, entende que, se, por um lado, os investidores repercutiram a reunião do G-20 (principais economias do mundo) no fim de semana e as promessas de continuação dos ajustes fiscais dos países europeus, por outro, não ficaram muito satisfeitos com a pequena elevação de 0,2% nos gastos das famílias americanas e a alta de 0,4% no nível de rendimento. No mercado de câmbio, o dólar fechou com altta de 0,06%, cotado a R$ 1,781.
Novo apagão
Exatamente 53 dias depois da falha técnica que fez o índice Dow Jones, da Bolsa de Nova York, despencar quase mil pontos, em 6 de maio, por conta de um mal explicado erro de digitação, houve novo apagão no mercado norte-americano, que derrubou em 44% os preços das ações da Boeing antes da abertura de Wall Street. Desta vez , o problema foi na Nasdaq, a bolsa eletrônica, que processou 200 ações ao preço mínimo do dia, e no Nyse Arca, que contabilizou 800 títulos.
LULA SANCIONARÁ A CAPITALIZAÇÃO
Se nada mudar na disposição do presidente Lula, ele sancionará amanhã o projeto de capitalização da Petrobras, conforme informou o ministro de Relações Institucionais, Alexandre Padilha. “O detalhamento da operação de capitalização, da forma como isso se dará, está em negociação entre a Casa Civil, os ministérios da Fazenda e de Minas e Energia e a própria Petrobras”, disse. Segundo Padilha, apesar da sanção presidencial, ainda “não há data definida, nem anunciada para a capitalização acontecer”. Ele lembrou que a Agência Nacional de Petróleo ainda está fazendo o estudo sobre a previsão do preço do barril do petróleo. “Este é um momento importante para nós, que culmina com todo o esforço do governo de preparar a Petrobras para este novo momento do país, tanto do
pré-sal, quanto do seu plano de investimentos estratégicos até 2014”, frisou.
segunda-feira, 28 de junho de 2010
TROLOLÓ PEDE AO TSE PARA ESCOLHER SEU VICE DEPOIS DAS ELEIÇÕES DE OUTUBRO DE 2010

NUNCA SERÁ NOTICIADO PELA IMPRENSA CORRUPTA BRASILEIRA
O Comandante da Operação de Ajuda Humanitária da FAB no Nordeste, Major- Brigadeiro-do-Ar Hélio Paes de Barros Júnior apresentou (ouça aqui) ao Presidente Lula na quinta-feira, 24, na Base Aérea de Recife, um balanço sobre as ações da Aeronáutica nos Estados de Pernambuco e Alagoas. (confira aqui a íntegra da apresentação).
Além do Presidente Lula, estavam presentes o governador de Pernambuco, Eduardo Campos, o governador de Alagoas, Teotônio Vilela Filho, ministros e o Comandante Militar do Nordeste, General de Exército Américo Salvador de Oliveira. Assista a Presidente Lula em Pernambuco e Ministro da Defesa sobrevoa Pernambuco
Depois da apresentação, o Presidente Lula anunciou medidas emergenciais para auxiliar as vítimas das chuvas nos dois estados. Uma delas foi a liberação de R$ 500 milhões para Pernambuco e Alagoas. O governo também liberou o FGTS para todas as vítimas nas cidades que decretaram calamidade.
Em seguida, o Presidente Lula sobrevoou a bordo de um helicóptero da FAB cidades destruídas pelo temporal na zona da mata pernambucana.
IMPRENSA CORRUPTA BRASILEIRA ESCONDE SERRA E BRIGAS COM O DEM,NA ESPERANÇA QUE TUDO SE ACALME

SERRA AINDA PODE VENCER ? NÃO PODE
Pastelão tucano
SÃO PAULO - Sobre a escolha dos vices, a primeira pergunta que se faz é: o que ele agrega? O que ele (ou ela) acrescenta à candidatura? Em relação ao PT, a resposta é simples: Michel Temer não acrescenta nada, mas o PMDB dobra o tempo de TV de Dilma Rousseff.
José Serra subverteu a lógica. No seu caso, o processo de escolha do vice serviu para escancarar a desagregação da campanha. Poucas vezes se assistiu a um espetáculo tão desastroso como esse que o tucanato nos oferece desde a última sexta.
Se lhe fosse dada a oportunidade de fazer um roteiro para os adversários, o bom João Santana, marqueteiro petista, talvez não conseguisse ser tão criativo.
Depois de prolongar ao limite a novela do vice, Serra optou, sem convicção, por Álvaro Dias. Em 2002, afastado do PSDB, ele havia apoiado Lula contra o mesmo Serra. Isso, porém, ficou em segundo plano, diante de tanta trapalhada.
Foi Roberto Jefferson, do PTB, quem fez o anúncio, pelo Twitter. Preterido e humilhado, o DEM se revoltou em bloco. E, também pelo Twitter, botou a boca na vuvuzela: escolha "inconsequente e desastrosa", disse o deputado Ronaldo Caiado, completando -"Se na campanha nos tratam assim, imaginem se o PSDB ganhar?". "O sotaque do senador Dias vai chegar muito bem ao Nordeste... argh!!!!!!", vuvuzelou Cesar Maia.
A reação foi tanta que o PSDB, depois de tomar a decisão, divulgou nota dizendo que a indicação estava "sendo apreciada por líderes e presidentes dos partidos". O próprio Álvaro Dias deu declarações contraditórias: "Se o DEM tiver que sair, saio eu", disse, para depois dizer que não sairia, não senhor.
Pelo menos até quarta, quando o DEM faz a sua convenção, o pastelão deve prosseguir. Mas o vexame já é fato consumado. A campanha tucana está em frangalhos.
Serra ainda pode vencer? Até pode. Mas dá a impressão de que gostaria de fazê-lo sem vice, sem aliados, só ele -sozinho, sozinho.
BRASIL POBRE E DESIGUAL , FRUTO DA ELITE DAS CAPITANIAS HEREDITÁRIAS
editoriais@uol.com.br
Pobre e desigual
Pesquisa de Orçamentos Familiares mostra que país avança, mas ainda precisa gastar melhor para superar carências e desigualdades
No início do ano passado, cerca de 22% dos brasileiros viviam com o equivalente R$ 6 por dia -preço aproximado daquilo que restaurantes populares chamam de "prato feito". A renda média das famílias dessa faixa era de R$ 544,21, segundo a Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF) do IBGE, divulgada na semana passada, que traz valores referidos ao mês de janeiro de 2009.
Uma cesta básica custava àquela altura R$ 215. Seus itens permitiam nutrir quatro pessoas de maneira precária. E a família precisaria arcar com despesas relativas a outros itens, como habitação, energia, transporte e roupas.
A atenção aos detalhes é proposital. Ressalta os rigores da vida de um Brasil eufórico por se projetar como potência econômica, mas nem sempre atento ao fato de que ainda é um país relativamente pobre e, em demasia, desigual.
Há de fato crescimento com alguma distribuição de renda. Segundo o economista Marcelo Neri, do ano de 2003, data da POF anterior, ao de 2009, o rendimento dos 10% mais pobres aumentou 42%; o das pessoas no décimo superior da renda subiu 13%.
Porém, no Nordeste, em 2003, a renda média per capita dos 10% mais ricos era 11,8 vezes maior que a dos 40% mais pobres da população. Em 2009, "recuou" para 11,4 vezes. No Sudeste, passou de 8,3 vezes para 8,2.
A pobreza foi em parte reduzida graças a transferências sociais. Para as famílias cuja renda era de até dois salários mínimos, em 2009 (22% da população), mais de 21% do rendimento advinha de benefícios e aposentadorias públicas federais.
Valores pagos pelo INSS e programas sociais em geral representam parcela maior da renda dos mais pobres do que dos mais ricos. Tal progressividade é porém discutível. O valor absoluto dos benefícios é mais alto nas faixas de maior renda. Além do mais, os 22% mais pobres, com renda familiar per capita de R$ 177, recebem relativamente menos do INSS que a parcela seguinte da distribuição, os 17,4% da população, com renda de R$ 355.
A grande disparidade está nas aposentadorias e pensões públicas que não são pagas pelo INSS -de servidores federais e estaduais. Entre os 22% mais pobres, 0,9% da renda vem daí. No topo da distribuição, os 3,81% mais ricos, 9% da renda média per capita de R$ 5.452 vem de aposentadorias e pensões.
São aposentadorias para as quais em geral não houve contribuição, responsáveis por deficit tão grande quanto o do INSS, que no entanto beneficia dez vezes mais cidadãos.
A iniquidade fica ainda mais evidente quando se trata do Bolsa Família. Custa um vigésimo da despesa do INSS e alcança os mais miseráveis, mas metade da população com renda adequada ao programa não recebe o benefício.
Sabe-se que não será com transferências sociais que se acabará com a pobreza -aliás, além de um certo ponto, tais programas podem se tornar contraproducentes e insustentáveis.
Além da dose de realismo que trazem, pesquisas como essa deveriam servir para estimular a reorganização dos gastos sociais e tornar menos sombria a vida de grande parte dos brasileiros.
domingo, 27 de junho de 2010
A IMPRENSA CORRUPTA BRASILEIRA PRECISA APRENDER,DE VEZ,QUE NÃO SOMOS OS IDIOTAS QUE ELA PENSA QUE SOMOS
IMPRENSINHA , NÓS NÃO SOMOS BURROS.
IMPRENSINHA , NÓS ESTUDAMOS.
MARCOS COIMBRA PREVÊ VITÓRIA DE DILMA ROUSSEFF NO PRIMEIRO TURNO
Sociólogo e presidente do Instituto Vox Populi
marcoscoimbra.df@dabr.com.br
Para onde apontam os números
Para Dilma, o bom, nesse processo, é que, a cada deslocamento de eleitores de Serra para ela, os números dobram. Por exemplo: se Serra perder outros três pontos e ela os receber, a distância entre os dois subirá seis pontos
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Saiu uma nova pesquisa nacional do Ibope, que confirma as que foram feitas recentemente pela Vox Populi e pela Sensus. Os dois institutos já antecipavam o que agora indica o Ibope, talvez por utilizarem amostras mais sensíveis.
Nessa pesquisa, a vantagem de Dilma sobre Serra — ela com 40% das intenções de voto, ele com 35% — é ainda pequena, perto da margem de erro de 2 pontos percentuais, se raciocinarmos com o pior cenário para a candidata do PT (no qual ela teria 38%) e o melhor para o do PSDB (em que ele ficaria com 37%). Como essa conjugação é pouco provável, o mais certo é afirmar que ela assume a dianteira, mas sem se distanciar do adversário.
Se fosse só isso, caberia apenas dizer que a pesquisa é boa para Dilma. Na verdade, porém, ela é melhor do que parece à primeira vista, o que permite dizer que é muito favorável à petista.
De um lado, ela mostra que Dilma continua a crescer tirando votos de Serra, em um processo análogo ao que a matemática chama “jogo de soma-zero”. Nele, o ganho de um é idêntico ao prejuízo do outro, o que produz um saldo sempre nulo: mais cinco menos cinco é igual a zero.
Na política, isso acontece quando só existem dois candidatos de direito (por exemplo, no segundo turno) ou de fato (como está ocorrendo agora, quando perto de 80% dos eleitores ficam entre Dilma e Serra). Somente 20% ainda não sabem o que farão ou pensam fazer diferente: votar em outros nomes, anular ou deixar em branco.
Como quase não há alterações nos nulos e brancos e Marina não se mexe, permanecendo estacionada nas pesquisas de todos os institutos há algum tempo, as únicas mudanças se dão entre as pessoas que saem de Serra e vão para Dilma (ou vice-versa, mas em proporção muito menor). Quanto à pequena indecisão residual no voto estimulado, ela decorre da dificuldade que as campanhas têm de atingir algumas faixas do eleitorado refratárias à comunicação política, formadas por eleitores que podem, em muitos casos, continuar tão indecisos até o final que sequer comparecerão para votar.
Para Dilma, o bom, nesse processo, é que, a cada deslocamento de eleitores de Serra para ela, os números dobram. Por exemplo: se Serra perder outros três pontos e ela os receber, a distância entre os dois subirá seis pontos.
Se, então, estiver em curso (como parece) essa tendência, a perspectiva de vitória da candidata do PT no primeiro turno se torna concreta, mesmo imaginando que Marina não mingue e até cresça um pouco. Quanto aos nanicos, alguns respeitáveis, tudo indica que a possibilidade de crescimento é remota.
A segunda razão da nova pesquisa do Ibope ser tão favorável a Dilma é o período de realização. Seu campo foi iniciado no dia seguinte à veiculação do programa do PSDB em rede nacional e prosseguiu enquanto estavam no ar suas inserções, logo após a propaganda do DEM e do PPS, igualmente dedicadas a Serra. O fato de toda essa mídia não ter conseguido, ao que parece, provocar o aumento de suas intenções de voto, era previsível, mas veio como ducha de água fria naqueles que torciam para que melhorassem.
Não havia, no entanto, maiores motivos para imaginar que Serra iria crescer. Como acontecera no fim de 2009 em situação semelhante (quando ele coestrelou com Aécio a propaganda tucana, sem subir), voltamos a ver que seu nível de conhecimento é tão elevado que ele não ganha quando seu tempo de televisão aumenta. Em linguagem publicitária: sua imagem parece ter atingido o ponto de saturação, a partir do qual novos investimentos em propaganda apresentam retorno decrescente ou, quem sabe, negativo (quando há risco de perda de imagem com mais exposição).
Na interpretação amiga de quem deseja que ele vença, houve quem dissesse que foi a Copa do Mundo que o prejudicou, como se o interesse por ela fizesse com que a opinião pública ficasse indiferente à comunicação política enquanto a bola rola. A tese seria admissível se não fosse contrariada por tudo o que conhecemos de eleições passadas, como a de 2002, quando Ciro Gomes cresceu mais de 15 pontos em plena Copa, impulsionado pela propaganda partidária que, desta feita, não ajudou Serra.
Com a perspectiva de encerramento da fase de pré-campanha com Dilma em clara dianteira, a eleição pode se encaminhar para uma definição antecipada: talvez comecemos a etapa final, da propaganda na televisão e no rádio, com a eleição resolvida na cabeça da maioria dos eleitores. Para que isso se confirme, falta pouco.
LULA JÁ FAZ O QUE O PSDB DISSE QUE VAI FAZER
Uma nova geografia do tráfico
Repressão nas fronteiras nacionais faz com que Argentina e Uruguai se tornem polos de exportação
| Kléber Lima/CB/D.A Press - 19/5/10 |
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| Apreensões da PF também inflacionam o preço da droga no mercado nacional |
A repressão às drogas na fronteira norte e centro-oeste do Brasil está mudando a geografia do tráfico de cocaína no continente. Enquanto Argentina e Uruguai se tornam candidatos a próximos alvos do crime organizado como escalas para envio de pó para Europa e África, Santa Catarina e Rio Grande do Sul começam a se tornar pontos de referência para traficantes. Por outro lado, o Paraná deixou de ser apenas caminho para a passagem da cocaína e virou uma das principais portas de entrada da maconha que vem do Paraguai. Só este ano, as polícias Federal e Rodoviária apreenderam, juntas, 50 toneladas da droga no país. Em um dia da semana passada, foram 6 toneladas no Paraná.
Na avaliação da PF, a mudança é consequência do cerco feito pela Operação Sentinela, que atua em toda a fronteira brasileira. A nova rota no Cone Sul também preocupa os órgãos internacionais. Na Argentina, o crescimento nas apreensões de cocaína foi de 51% em 2009 em relação ao ano anterior, segundo relatório divulgado pelas Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC). Para Bo Mathiasen, representante da entidade na região, o impacto nos países próximos é claro. “A Argentina está sentindo os problemas decorrentes do aumento do tráfico”, constata.
Na semana passada, em três operações distintas, esquemas diferentes de envio de cocaína para a Europa foram desbaratados. No Porto de Santos, a PF apreendeu 1,7 tonelada camuflada em uma carga de maçãs vinda da Argentina que ia para a Espanha. No Rio Grande do Sul, 60kg da droga, também procedente do país vizinho, foram encontrados com seis pessoas que iriam para o leste europeu. Entre os detidos estavam três estrangeiros que alugaram imóveis na cidade de Rio Grande para facilitar a negociação. A outra situação ocorreu em Curitiba (PR), onde o tráfico seria feito para a Ilha de Malta, no Mediterrâneo.
A Venezuela também se tornou motivo de preocupação. Além de 51% das drogas movimentadas por via marítima da América do Sul para a Europa serem carregadas lá, há grupos insurgentes, como a Frente Bolivariana de Libertação, semelhante às Farc. Tais movimentos manteriam células armadas, inclusive ao longo das fronteiras com a Colômbia, o Equador e o Brasil.
Inflação
A repressão também agitou o mercado brasileiro, especialmente o de maconha. Um dos resultados das apreensões da erva vinda do Paraguai — que abastece 80% do território nacional — foi uma escalada no preço. O quilo da droga, antes vendido entre R$ 200 e R$ 250, custa hoje até R$ 2 mil. Desde que o Brasil firmou acordos bilaterais, em 2009, os efeitos apareceram. No ano passado, pelas contas da PF, mil hectares de maconha plantada foram erradicados, ou quase 3 mil toneladas.
“Temos resultados positivos na parceria com o Paraguai. Verificamos, por exemplo, que as lavouras migraram de áreas nobres para locais distantes, com acesso difícil para distribuição”, diz o diretor-geral da PF, Luiz Fernando Corrêa. No mesmo espírito, a ONU pretende ajudar o Paraguai no combate ao crime organizado, à corrupção e às drogas.
PRODUÇÃO DO PÓ
A cocaína que chega à Argentina e a outros países do Cone Sul é procedente, em grande parte, da Colômbia e do Peru. Segundo os relatórios da ONU, na Colômbia houve queda na produção, que seria liderada pelas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc). No território peruano, verificou-se um avanço nos plantios na área amazônica. Diferentemente do pó procedente da Bolívia — que exporta a pasta base —, a droga colombiana e peruana é praticamente pura.
TABLÓIDE CORREIO BRAZILIENSE CHORA
Enquanto o candidato tucano ao Planalto patina em definições estratégicas da campanha, a ex-ministra de Lula vê quase tudo o que planejou para a corrida eleitoral se confirmar
Quando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva decidiu que a então ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, era o nome ideal para sucedê-lo no Palácio do Planalto, nem mesmo os mais otimistas militantes do Partido dos Trabalhadores imaginavam que a candidata petista estaria tão bem nas pesquisas a pouco menos de quatro meses das eleições presidenciais. O levantamento realizado pelo CNI/Ibope, divulgado na última quarta-feira, pegou de surpresa os coordenadores da campanha da ex-ministra. Eles não esperavam, nesse momento, um desempenho tão bom da presidenciável. A vantagem de cinco pontos percentuais sobre o tucano José Serra é uma clara demonstração de que o planejamento da campanha de Dilma vai de vento em popa, enquanto a do ex-governador de São Paulo esbarra em sucessivos problemas.
Os tucanos viram a campanha de José Serra desandar quando o mineiro Aécio Neves rechaçou a possibilidade de ser vice na chapa. O ex-governador de Minas Gerais era o nome considerado ideal porque, segundo acreditavam integrantes do PSDB, seria decisivo para a vitória no estado, o segundo maior colégio eleitoral do país, com mais de 14 milhões de eleitores. Com a resposta negativa de Aécio, a demora na indicação de outro nome irritou partidos aliados e membros da própria legenda.
A situação ficou ainda mais complicada com o anúncio, na sexta-feira, de que o senador Álvaro Dias (PSDB-PR) era o escolhido por Serra. O DEM, presidido pelo deputado federal fluminense Rodrigo Maia, ameaça romper a aliança se não puder indicar o nome para a chapa. Maia diz que a legenda só aceitaria uma chapa “puro sangue” se o nome do vice fosse o de Aécio Neves. Para tentar resolver a crise na campanha tucana, uma reunião será realizada amanhã entre os integrantes do PSDB, DEM, PPS e PDT. Os tucanos voltarão a defender o nome de Álvaro Dias.
Para o deputado Jutahy Magalhães (PSDB-BA), um dos principais aliados de José Serra no Congresso, esses impasses são naturais e a campanha tucana corre dentro do planejado. “É legítimo o DEM querer reivindicar um nome para a vaga, mas tenho certeza de que o interesse público nacional e o desejo de vitória levarão a uma solução positiva. Nós temos uma estratégia definida. Queremos forçar, de forma absoluta, a comparação entre Serra e Dilma. Temos um candidato preparado e que tem condições de enfrentar qualquer debate, com posições claras sobre as questões nacionais. Quanto à Dilma, nem o PT sabe direito o que ela é”, afirma Magalhães.
Crescimento
Se do lado do PSDB, todos tentam dar a impressão de que a campanha de Serra vai bem, do lado petista, os coordenadores vibram com a fluência dos planos para levar Dilma Rousseff à Presidência da República. No entendimento dos dirigentes do PT, a candidata de Lula terá um crescimento ainda maior com a entrada oficial do presidente na campanha, que deve ocorrer logo após a Copa do Mundo, a partir de 12 de julho.
A ex-ministra-chefe da Casa Civil conseguiu aproveitar bem a imagem de Lula enquanto ela ainda estava no governo. Quando Lula começar, de fato, a pedir votos para Dilma, a candidatura dela deve decolar de vez. Pelo menos, é o que acredita a liderança petista.
O presidente da legenda, José Eduardo Dutra, garante que ainda não há uma data definida para a entrada do presidente da República na campanha. Ele também não revela se a primeira aparição de Dilma e Lula será em um evento público ou em um encontro fechado para militantes do PT. No entanto, tem certeza de que o sucesso será imediato. “O peso de Lula para a campanha de Dilma é o de quem tem 84% de aprovação do governo”, ressalta.
Dutra acredita que a conciliação entre a agenda presidencial e a de campanha não será um problema para Lula. O presidente, de acordo com o líder petista, deve comparecer a eventos com Dilma somente aos fins de semana. Porém, não descarta aparições de Lula em compromissos durante a semana quando houver coincidências de cidades e horários.
“Estamos no caminho certo. Quando as alianças nos estados se consolidarem, vamos analisar o mapa político brasileiro e traçar as nossas prioridades. O presidente subirá nos palanques junto com a ministra Dilma. No entanto, a participação de Lula em eventos para ajudar candidatos a governos estaduais é uma decisão que não passa por nós, da campanha. Essa é uma decisão única e exclusiva do presidente”, concluiu Dutra.
Retratos opostos
Conquistas de Dilma
Ainda que com alguns problemas estaduais, o PT manteve a aliança com o PMDB e fortaleceu a relação entre as legendas com a indicação do peemedebista Michel Temer para vice na chapa de Dilma Rousseff. O PT chegou a intervir em Minas Gerais e no Maranhão para garantir o sucesso da parceria
As alianças formais entre o PT, PMDB, PDT e outros partidos garantem um bom tempo de televisão para a propaganda do plano de governo de Dilma. O presidente do PP, senador Francisco Dornelles, que chegou a ser cogitado como vice na chapa de Serra, anunciou apoio informal ao PT
Aécio Neves, uma das principais estrelas do PSDB, não aceitou ser vice de Serra. O neto de Tancredo Neves vai concorrer a uma cadeira no Senado
Os coordenadores da campanha de Dilma não queriam que ela ultrapassasse Serra nas pesquisas antes da convenção do PSDB. Eles temiam que o ex-governador de São Paulo recuasse e desse lugar a Aécio Neves, adversário considerado mais forte pelos petistas. De fato, Dilma só ultrapassou Serra nas últimas sondagens, depois da opção formal por Serra
Dilma conseguiu aproveitar o máximo que podia da imagem do presidente Lula enquanto ela ainda era ministra-chefe da Casa Civil
Derrapagens de Serra
O PSDB não conseguiu aumentar o leque de alianças como havia planejado. Além do antigo aliado DEM, o PTB foi a única aquisição de peso para a coligação tucana
Mesmo com todos os apelos da cúpula do partido, Aécio Neves negou o convite para ser vice na chapa tucana. Aécio era considerado fundamental para que Serra vencesse em Minas Gerais. Nas últimas eleições presidenciais, o candidato que ganhou no estado mineiro, segundo maior colégio eleitoral nacional, levou a faixa de Presidente da República
Quando José Serra apareceu disparado na liderança das pesquisas de intenção de voto, ano passado, os caciques do PSDB tinham a certeza de que Dilma Rousseff não conseguiria tirar a vantagem. Estavam enganados. Além de ser ultrapassado pela petista antes da entrada oficial do presidente Lula na campanha, Serra ainda viu seu rendimento ser desidratado até no eleitorado feminino, onde tinha grande frente
A indecisão na escolha do vice na chapa tucana criou enorme mal-estar entre todos os partidos da aliança. Com os rumores de que o senador Álvaro Dias (PSDB-PR) seria o escolhido para a vaga, o DEM ameaça romper com o partido de José Serra
Faz falta para o PSDB um palanque mais consistente no Rio de Janeiro. Lá, ao apoiar Fernando Gabeira como candidato ao governo estadual, os tucanos precisam dividir espaço com o PV, de Marina Silva
ESSE LIXO É QUE QUER GOVERNAR O PAÍS DE LULA
Segundo Rodrigo Maia, Serra ligou para demistas para tentar convencer partido a aceitar indicação de Alvaro Dias
Dias diz que reação do DEM não vai levá-lo a abrir mão da vaga e, no seu 1º discurso após ser indicado, ataca o PT
DE SÃO PAULO
DO RIO
DE CUIABÁ
O PSDB decidiu bancar a indicação do senador Alvaro Dias (PSDB-PR) como vice na chapa de José Serra à Presidência, mas o DEM deu sinais de que não recuará do veto ao nome do tucano, o que mantém aberta a crise entre os dois partidos.
Apesar de não ter havido reuniões entre líderes do PSDB e do DEM para discutir a crise, por conta de convenções partidárias em diversos Estados, até Serra entrou em campo, pelo telefone, para tentar apagar o incêndio, segundo o presidente do DEM, deputado Rodrigo Maia.
Maia disse que Serra não falou com ele, mas que, na tentativa de convencer o partido a aceitar o nome do senador paranaense, o tucano ligou para pelo menos três expoentes do DEM: Jorge Bornhausen, Marco Maciel e José Agripino Maia.
"De todo mundo, ouviu "não'", disse o deputado.
O ex-senador Bornhausen (SC), um dos principais interlocutores de Serra no DEM, negou que tenha conversado com o tucano. A Folha não conseguiu falar com os senadores Agripino (RN) e Marco Maciel (PE).
Maia afirmou que o DEM fará convenção na quarta-feira aprovando a aliança com Serra, mas colocando como candidato a vice um filiado seu. "Vamos esperar ele indicar o nome do DEM. Se não indicar, vamos aprovar o nosso nome", declarou.
Questionado sobre o possível imbróglio jurídico se os tucanos mantiverem o nome de Dias, foi sucinto: "Pergunte ao advogado do PSDB".
Serra era esperado na convenção nacional do PPS na noite de ontem, no Rio.
Às 19h20, o presidente Roberto Freire anunciou que ele não compareceria, mas que havia mandado um recado: "Está firme e não vai se submeter à imposição de quem quer que seja".
A direção do DEM se reunirá hoje ou amanhã para analisar a repercussão do caso entre os diretórios estaduais.
"NÓS DOIS FICAMOS"
Pivô da crise, Alvaro Dias afirmou que seu nome está mantido. "Acho que isso é próprio do calor da disputa eleitoral", disse o senador à Folha, pela manhã.
À tarde, em convenção do PSDB em Cuiabá, Dias afirmou que foi "advertido" pela direção nacional tucana a não mais afirmar que desistiria da indicação em caso de o DEM ameaçar rompimento.
"Não tenho o direito de abrir mão de uma convocação. Não sai nem o DEM e nem eu. Nós dois ficamos."
Em seu primeiro discurso após ser indicado à vice de Serra, Dias atacou o PT e foi saudado por tucanos como o "futuro vice-presidente".
Apesar das tentativas de apaziguamento, no microblog Twitter o tom seguia beligerante, com ataques e ironias de lado a lado.
Presente de Serra: Pedágio na Imigrantes sobe para R$ 18,50; reajuste começa na quinta (1º)
O principal pedágio do sistema Anchieta-Imigrantes, ligação da capital ao litoral paulista, vai aumentar de R$ 17,80 para R$ 18,50 a partir da 0h de quinta (1º).
A tabela completa com as novas tarifas nas rodovias estaduais de São Paulo foi divulgada pela Artesp (agência estadual do transporte).
Os motoristas devem acumular com mais frequência as moedas de cinco centavos.
Em mais de metade dos pontos de cobrança das estradas paulistas haverá tarifas "quebradas" em R$ 0,05, sem os arredondamentos em R$ 0,10 que eram adotados até então para facilitar a entrega de troco e evitar filas.
Nas praças dos km 39 e 77 da rodovia dos Bandeirantes ou dos km 26 e 82 da Anhanguera, por exemplo, os motoristas vão pagar R$ 6,35, contra a tarifa atual de R$ 6,10.
O preço também será "quebrado" no trecho oeste do Rodoanel -R$ 1,35, contra R$ 1,30 atualmente. O pedágio será de R$ 3,05 no km 590 da Marechal Rondon.
O IGP-M acumulado nos últimos 12 meses -4,18%- é a base para a correção nas rodovias concedidas à iniciativa privada há mais de dez anos, como Anchieta, Imigrantes e Castello Branco.
Já em estradas como Ayrton Senna e Dom Pedro 1º, concedidas nos últimos anos, os motoristas vão enfrentar um aumento um pouco maior -baseado no IPCA, que acumulou 5,22%.
Os contratos de concessão das rodovias previam os arredondamentos em R$ 0,10. Assim, se a tarifa calculada terminasse em até R$ 0,05, ela era ajustada para menos. Acima disso, para mais.
O novo critério foi preparado pela equipe do secretário dos Transportes, Mauro Arce, e visto por uma parte das concessionárias de rodovias como desrespeito contratual.
Ele atenuou a alta dos pedágios às vésperas das eleições, porque, pela regra contratual, haveria mais arredondamentos para cima.
A assessoria do secretário Mauro Arce diz que não haverá transtornos porque "as moedas de cinco centavos estão em plena circulação".
Além disso, a pasta afirma que as concessionárias devem fazer a cobrança dentro dos tempos contratuais, sem filas em excesso.
O JORNAL ESTADO DE SÃO PAULO ESCREVE CANDIDATO DO PSDB E NÃO CITA O NOME SERRA
DEM exige indicação de vice-presidente na chapa tucana
Candidato do PSDB afirmou que continua firme na nomeação de Álvaro Dias, de seu partido
TROLOLÓ NÃO CONSEGUE GOVERNAR NEM UMA CAMPANHA PRESIDENCIAL , IMAGINEM GOVERNAR O BRASIL
ASSIM SERIA UM GOVERNO DO CONSÓRCIO CORRUPTO PSDB/PPS/DEM/IMP.BRASILEIRA , SERRA DESTRUIRIA O BRASIL E OS OUTROS MEMBROS PASSARIAM O DIA NA MÍDIA DEMONSTRANDO COMO SÃO BONS E QUE ESTÃO CERTOS.
SERIA O FIM DO PAÍS.
sábado, 26 de junho de 2010
AÉCIO NEVES DIZ QUE PSDB TEM UMA VISÃO DE PAÍS:A MERITOCRACIA.SENDO ASSIM , ELE ESTÁ MAL
Aécio Neves diz entender insatisfação do DEM, mas cobra apoio à escolha do vice tucano
Especial para o UOL Notícias
Em Belo Horizonte
O ex-governador de Minas Gerais Aécio Neves cobrou neste sábado (26) unidade do DEM com o projeto eleitoral da oposição e disse confiar em que o aliado não deverá desembarcar da campanha de José Serra à sucessão presidencial em razão de a legenda ter sido preterida na indicação do vice na chapa tucana.
O senador Álvaro Dias (PSDB-PR) foi o indicado para compor com o ex-governador paulista, o que deflagrou uma crise entre as duas legendas, já que o DEM tinha como certa a indicação de um nome do partido para o posto ofertado a Dias.
Questionado se o momento era o menos favorável de o aliado ameaçar retaliação após Serra ter sido suplantando por Dilma Rousseff, candidata do PT ao Planalto, na última pesquisa CNI/Ibope, Aécio disse compreender a postura do partido aliado na busca por tentar encaixar um nome na chapa tucana, mas relembrou compromisso assumido pelo DEM com o projeto tucano.
“É importante agora darmos um tempo, respeitar as opiniões que sejam divergentes, mas sempre tendo como norte a nossa unidade, que é o instrumento mais vigoroso que nós temos para chegar à vitória”. Para ele, os dois partidos devem chegar a um consenso “nos próximos dias”. O ex-governador participou nesta tarde de convenção estadual do PPS, na capital mineira.
Ele disse ainda respeitar a decisão do partido ao escolher o senador Álvaro Dias, a quem classificou “atuante”, e que Serra saberá “construir a unidade em torno do seu nome”.
Em seguida, o tucano participou da convenção estadual do DEM e disse que as duas siglas, em Minas Gerais, são como “irmãos siameses”, ao elogiar o suporte dado pela sigla durante sua gestão.
"O que aproxima o DEM do PSDB é a nossa visão de país, o nosso compromisso com os avanços, com governo que privilegia a meritocracia e, não, o aparelhamento da máquina pública. Nós temos muita identidade e é isso que vai prevalecer. É natural que no momento que surjam nomes, descontentem a ou b, mas eu tenho muita confiança que a liderança do (ex)-governador Serra prevalecerá e nós vamos estar juntos com o Democratas", afirmou antes de entrar no local.
Para interlocutores próximos, no entanto, Aécio Neves teria dito que o clima entre PSDB e DEM no cenário nacional estaria muito “confuso’ nesse momento e manifestou preocupação com o momento tenso entre os dois partidos. O tucano fecha a agenda de participação em convenções deste sábado na Câmara Municipal de Belo Horizonte, onde participa de evento do PDT. Neste domingo, ele participa da convenção estadual do PSDB.
PIADA DA TARDE: PSDB DÁ A ÁLVARO DIAS MISSÃO DE VIRAR VOTOS. ERA PRECISO BATER O BOLO ONDE TEM FERMENTO,ELE TEM POTENCIAL INSTANTÂNEO DE 500 MIL VOTOS
Na noite de quinta-feira, José Serra foi ao aniversário da filha, Verônica, na casa dela, no Morumbi. Àquela altura, o nome de Álvaro Dias estava amadurecido como candidato a vice e a missão do presidente do PSDB, Sérgio Guerra (foto), era conversar com os presidentes dos partidos aliados. “Era preciso bater o bolo onde tem fermento. Álvaro tem potencial instantâneo de virar pelo menos 500 mil votos”, calcula um aliado que defendia a escolha do paranaense, em vez de uma mulher, para fazer frente a Dilma Rousseff e Marina Silva. Para o tucano, era arriscado lançar uma candidata com pouca consistência eleitoral ou de um Estado pouco expressivo. Depois de optarem por Álvaro Dias, os tucanos contavam com a reação inconformada do DEM e com a concordância do PTB e do PPS. Só não previam a indiscrição de Roberto Jefferson, que anunciou a escolha no Twitter.
IMPERDÍVEL,NO BLOG OS INIMIGOS DE JOSÉ SERRA.RICARDO KOTSCHO
http://osinimigosdejoseserra.blogspot.com/2010/06/alvaro-ja-estaria-sendo-chamado-de-vice.html
ÁLVARO DIAS
Em 2003, no começo do governo Lula, reivindicou uma embaixada na Europa e, como não foi atendido, tornou-se um dos mais ferozes opositores no Senado, com grande visibilidade no “Jornal Nacional”, onde aparece quase todo dia com sua voz de locutor de FM. Mas, se este fosse um critério, o da visibilidade na TV, a chapa William Bonner-Fátima Bernardes seria imbatível…
O PAC , QUE NÃO EXISTE , INAUGURA 152 APARTAMENTOS NO RIO DE JANEIRO,TOTALIZANDO 568 JÁ ENTREGUES
JB Online
RIO - O Governo do Estado inaugura nesta segunda-feira, às 11h, 152 apartamentos construídos no antigo terreno da Embratel, em Manguinhos, de um total de 480 unidades habitacionais que estão sendo erguidas no local pela Empresa de Obras Públicas do Estado do Rio de Janeiro (EMOP), por meio do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).
As unidades inauguradas pertencem aos blocos 10, 11, 12 e 13, que consistem em prédios de quatro pavimentos, com apartamentos de sala, dois quartos, cozinha, banheiro e varanda, totalizando 36,85 metros quadrados. Os apartamentos do térreo, com 41,80 metros quadrados, serão destinados a portadores de necessidades especiais. A área do condomínio será totalmente urbanizada, com praça, equipamentos esportivos e ciclovia.
O terreno do condomínio, na Avenida Leopoldo Bulhões, se integrará ao Centro Cívico de Manguinhos, onde foram construídos diversos equipamentos sociais, após a elevação da linha férrea, obra que será inaugurada até dezembro. Abaixo da linha férrea, será criado um grande parque urbano, com ciclovias, quiosques, quadras esportivas e pistas de skate, entre outros.
O PAC já entregou 416 apartamentos no terreno da antiga Divisão de Suprimentos do Exército (DSup), onde foi criado o Centro Cívico. As outras 328 unidades da Embratel têm o término de execução previsto para outubro.
Como técnico, Dunga repete início da caminhada do tetra em 94
Portal Terra
JOHANNESBURGO - Dunga levantou a taça como capitão da Seleção Brasileira no tetracampeonato mundial em 1994. Como técnico, tem a chance de levantar de novo na África do Sul. A trajetória para conquistar o objetivo começou da mesma forma que 16 anos atrás.
No empate sem gols com Portugal, a Seleção perdeu a chance de terminar a primeira fase com 100% de aproveitamento. No Mundial dos Estados Unidos, aconteceu a mesma coisa. No último teste, igualdade por 1 a 1 com a Suécia, outra equipe europeia, e saldo de duas vitórias e um empate.
O adversário do segundo jogo em 2010 foi a Costa do Marfim, badalada seleção africana. O Brasil venceu com facilidade por 3 a 1, assim como derrotou Camarões, melhor time do continente em 1994, por 3 a 0.
A única diferença das campanhas na primeira fase está no primeiro confronto de cada torneio. Os brasileiros derrotaram a Coreia do Norte por 2 a 1 em Johannesburgo. Na caminhada do tetra, a Rússia foi superada por 2 a 0 na estreia.
As semelhanças entre as duas trajetórias voltam a aparecer na fase do mata-mata. A equipe de Kaká, Robinho e Luís Fabiano encara o Chile nas oitavas de final nesta segunda-feira. Em 1994, o adversário foi os Estados Unidos, outra seleção das Américas, que perdeu por 1 a 0 jogando em casa, em Los Angeles.
Se passar pelo Chile, o Brasil deve encarar nas quartas de final a Holanda, que foi a rival da Seleção na mesma etapa do torneio há 16 anos. Com gols de Romário, Bebeto e Branco, a Seleção venceu por 3 a 2 em partida emocionante. Os holandeses são os favoritos na partida contra a Eslováquia também na próxima segunda.
As coincidências não estão apenas no chaveamento das seleções e nos resultados das duas Copas do Mundo. O estilo de jogo também é parecido. Dunga montou um time que não costuma dar espetáculo, mas atinge seus principais objetivos. Assim, já conquistou a Copa América e a Copa das Confederações. E espera conquistar pela segunda vez a Copa do Mundo.
A COPA DO MUNDO AINDA NÃO ACABOU,MAS O IDIOTA JÁ SENTENCIOU:"Mesmo com o título, a frustração vai permanecer"
Ricardo Allan
ricardoallan.df@dabr.com.br
Jânio Quadros não era uma pessoa fácil. Certa vez, quando comandava a cidade de São Paulo, ofendeu os repórteres que cobriam os assuntos da prefeitura. “Saiam daqui, seus cachorros!”, vociferou contra os jornalistas que tentavam entrar no elevador para acompanhá-lo. Contrariado, seu assessor de imprensa argumentou que aquela não era a maneira correta de tratar os meios de comunicação. Aparentando arrependimento, Jânio convocou os ofendidos para pedir desculpas. Todos reunidos no gabinete, o prefeito disse, com ar contrito: “Eu me excedi. Cometi uma injustiça. Uma injustiça com os cachorros”.
Verdadeira ou não, a história entrou para o anedotário político brasileiro. Ela me veio à lembrança quando o presidente da Associação Brasileira de Imprensa (ABI), Maurício Azêdo, reagiu aos impropérios do técnico da Seleção nacional de futebol contra o repórter Alex Escobar, da TV Globo. “Dunga é um primata”, sentenciou. Como os seres humanos também são parte dessa ordem de mamíferos, imagino que o colega se referia aos macacos. Fiquei me perguntando o que fizeram nossos primos chimpanzés e babuínos para ser objeto de tal comparação.
Esse bípede que dirige a Seleção está em estado de beligerância constante. Vive de mal com o mundo. Sente-se ameaçado por monstros inexistentes. Vê perseguição onde só existe indiferença. Dunga não merece a importância que às vezes lhe dão. Depois da Copa do Mundo, se não ganhar, volta ao anonimato. Seus constantes apelos emocionais aos “símbolos da pátria” denotam falta de imaginação. Parafraseando o escritor britânico Samuel Johnson (1709-1784), que Dunga deve confundir com fabricante de produtos para bebês, o patriotismo é o último refúgio dos pobres de espírito.
Os jornais deveriam boicotar Dunga, assim como ele faz com o futebol. Seu amontoado de jogadores é muito ruim. Avança, mas sem agradar aos minimamente exigentes. Dos torneios mundiais a que assisti, desde 1978, é o pior time, empatado com o de 2006. A atuação de ontem foi inqualificável. Diante da fraqueza dos concorrentes, pode até triunfar. Mas um combinado dos clubes cariocas treinado por Joel Santana não teria dificuldade para chegar à final. Mesmo com o título, a frustração vai permanecer — o estilo brasileiro, vencedor em 1958, 1962, 1970 e 2002 (mais ou menos) e ausente em 1994, ainda não entrou em campo. Viva a burocracia.
IMPRENSA CORRUPTA BRASILEIRA CAI NA REAL E DESCOBRE QUE LULA PODE MUITO MAIS
Associação com Lula impulsiona avanço de Dilma
Intenção de voto na petista subiu 20 pontos porcentuais em 3 meses entre os que se dizem dispostos a eleger um candidato apoiado pelo presidente
A última pesquisa CNI/Ibope mostra que, em três meses, a intenção de voto na petista Dilma Rousseff subiu 20 pontos porcentuais no eleitorado "lulista" – formado pelos que se dizem dispostos a eleger um candidato apoiado pelo presidente.

Os lulistas são aproximadamente metade da população – 53% em março e 48% em junho, segundo o Ibope. Nesse contingente, Dilma tinha 50% das intenções de voto há três meses, e agora concentra 70%.
O avanço ajuda a explicar o crescimento da preferência pela petista no eleitorado total. Desde março, ela subiu 7 pontos porcentuais, para 40%, e ultrapassou o tucano José Serra, que tem 35%.
A candidata ainda tem a explorar um "filão" de 30% de lulistas que demonstram preferência por outros candidatos ou não sabem em quem votar, por desinformação ou incoerência. Esse grupo forma cerca de 11% do eleitorado total.
O grau de desinformação ou incoerência cai à medida que sobe a escolaridade. Apenas 9% dos lulistas com curso superior não se definiram por Dilma. Entre os que estudaram até a quarta série do ensino fundamental, o índice chega a 37%.
Oposição. Assim como Serra tem eleitores entre os simpatizantes do presidente, Dilma tem eleitores nos segmentos não-lulistas da população, mas neles perde por larga margem para o candidato do PSDB.
Como era de se esperar, o tucano lidera entre os que preferem votar em um candidato de oposição a Lula, com 75%. Dilma aparece com apenas 3%, atrás da candidata do PV, Marina Silva, com 15%. Esse grupo, porém, representa apenas 10% do eleitorado total.
Um contingente mais expressivo, de 37% da população, é o que afirma que não levará em conta a posição do presidente na hora de votar. Nesse grupo, Serra vence Dilma por 54% a 14%. Marina aparece com o mesmo porcentual da petista.
Regiões. Os lulistas se distribuem de forma desigual pelo País. Na Região Nordeste, eles são 67% da população. No Sul, apenas 31%. As duas regiões são, respectivamente, os principais redutos eleitorais de Dilma e Serra.
A petista tem 17 pontos de vantagem entre os nordestinos (47% a 30%). É no Nordeste que ela tem também sua menor taxa de rejeição (16%). Entre os sulistas, o tucano lidera por 42% a 34%. Apenas 22% dos moradores do Sul dizem que não votariam de jeito nenhum no tucano.
Na divisão do eleitorado por renda, há mais brasileiros que se dizem influenciados por Lula entre os mais pobres. Eles são 62% dos que têm renda familiar de até um salário mínimo e 56% dos que ganham de um a dois salários.
Os lulistas na faixa de renda mais baixa são também os mais desinformados a respeito da opção do presidente na eleição: 40% deles não sabem que Dilma é apoiada por ele.
Diferenças de gênero também aparecem ao se analisar a composição do eleitorado que pretende seguir a orientação de Lula nas urnas. Entre os lulistas homens, 76% já se definiram por Dilma; entre as mulheres, o índice baixa para 65%.
Avaliação do governo. Dilma tem 49% das intenções de voto entre os eleitores que consideram o governo Lula ótimo ou bom e apenas 4% entre os que avaliam a administração como péssima. Já Serra tem 31% e 50% nos dois segmentos, respectivamente.
Tomando-se como universo apenas os eleitores da candidata do PT à Presidência, a aprovação ao governo é de 93%. Entre os que pretendem votar em Serra, 66% consideram o governo ótimo ou bom.
Do total da população, 75% têm avaliação positiva sobre a gestão e 85% aprovam o desempenho pessoal do presidente. No Nordeste, a aprovação a Lula chega a 90%. No Sul, esse índice é de 80%.
A ATUAÇÃO DO TABLÓIDE CORREIO BRAZILIENSE ONDE TODAS AS NOTÍCIAS SÃO TRANSFORMADAS EM RUINS E A MISTURA DE FUTEBOL COM ECONOMIA
Petrobras garante que não há plano B
Estatal divulga desmentido sobre alteração no projeto de cessão onerosa aprovado pelo Congresso. Confusão aumenta a sensação de insegurança entre investidores
| Arquivo/Petrobras |
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| Fábrica de dúvidas: para analistas, o momento é de observação. Quem tem ações deve segurá-las e quem não tem deve esperar para comprar |
As notícias desencontradas sobre os processos de capitalização da Petrobras e de partilha do resultado da exploração da camada pré-sal causaram sensação de insegurança nos investidores. Primeiro, a capitalização foi adiada de julho para setembro. Depois, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, causou arrepios ao mencionar um plano alternativo para a cessão onerosa, que obrigou a empresa a divulgar ontem um desmentido sobre qualquer mudança no projeto aprovado pelo Congresso Nacional em 10 de junho e que ainda depende da sanção do presidente da República.
No comunicado, a companhia informou que, embora as duas operações (cessão onerosa e capitalização) façam parte do mesmo projeto, são juridicamente distintas. “A primeira refere-se a um contrato comercial entre a Petrobras e a União Federal, enquanto a segunda é uma operação societária que resulta no aumento do capital social da companhia.” Esclareceu também que o ministro Mantega se referiu apenas a um possível plano B para a “eventual impossibilidade de se realizar a cessão onerosa e não para a capitalização”. A operação de capitalização poderá chegar a US$ 80 bilhões de dólares, dos quais 32% pertencerão ao governo.
Dúvida
“O mercado já começa a duvidar se a capitalização vai mesmo ocorrer em ano eleitoral, embora a Petrobras tenha tentado desfazer boatos e sinalizar que vai tirar rentabilidade do pré-sal”, suspeitou Sérgio Quintella, diretor da Valore Investimentos Personalizados. Para ele, o investidor deve ficar atento e não tomar qualquer decisão antes de saber em que preço virão a mercado as ações depois da cessão onerosa e quanto a Petrobras terá de pagar para o governo, ou seja, qual será o valor dos 5 bilhões de barris de óleo equivalente (boe) devidos à União.
“Enfim, quem tem o papel segure e quem não tem ainda espere um pouco para comprar, mesmo em se tratando dessa que promete ser pode ser a maior oferta pública de ações do mundo”, recomendou Quintella. Um outro analista destacou que os acionistas ficaram tensos. Tiveram a impressão de que tanto o governo como a Petrobras queriam levar a cessão onerosa a toque de caixa.
A Petrobras havia contratado a consultoria DeGolyer & MacNaughton para calcular o preço a ser pago à União pelo barril do pré-sal. No entanto, a lei da capitalização exigia um segundo laudo independente, a ser feito pela Agência Nacional do Petróleo (ANP). O órgão regulador contratou, então, a Gaffney, Cline & Associates, que deverá concluir o trabalho até o fim de agosto. Segundo analistas do mercado financeiro, o valor do barril deverá se situar entre US$ 5 e US$ 6,5.
Futebol fraco, bolsa em alta
Sem notícias relevantes no exterior e com as atenções dos investidores voltadas para o desempenho medíocre da seleção brasileira na Copa do Mundo, o Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo, encerrou a sessão de ontem com alta de 1,39%, aos 64.823 pontos. A bolsa brasileira se descolou da de Nova Iorque, que registrou leve queda de 0,09%. O comportamento tímido do mercado norte-americano foi atribuído às expectativa com relação ao encontro dos países do G-20 neste fim de semana, em Toronto, Canadá.
Sustentaram a alta na BM&FBovespa as ações da Petrobras e da Cia. Vale do Rio Doce, que subiram, ambas, 1,6%. “Não foi nada demais, apenas simples correção depois de um período de queda. O preço está muito bom, tendo em vista que, apenas este ano, as Petrobras ON (ações com direito a voto) desabaram 22,12% ”, assinalou Rossano Oltramari, analista-chefe da XP Investimentos. Pesquisa da empresa de consultoria Economática mostrou que a Petrobras acumula prejuízo de US$ 52.940 bilhões em valor de mercado e é a companhia que mais perde valor em bolsa este ano.
O dólar comercial, ao contrário, fechou cotado a R$ 1,779, em queda de 0,5%. A moeda brasileira vem se valorizando, apesar das habituais intervenções do Banco Central, retirando dólar do mercado. “Olhemos para o lado bom: os investidores não estão em busca de dólar no momento porque tem entrado muito dinheiro no país. Essa entrada maciça pode ser entendida como um voto de confiança na estabilidade econômica do Brasil”, disse Oltramari. (VB)
MAIOR PREÇO DESDE 2005
O Ministério do Comércio da China, um antigo oponente do iuan mais forte, entrou em acordo ontem com o fim da vinculação da moeda ao dólar norte-americano. O órgão ressaltou, porém, que a taxa de câmbio chinesa subirá apenas gradualmente. O ministério resistia à valorização do iuan, argumentando que isso causaria a bancarrota de muitas empresas voltadas para a exportação. Desde que o governo da China decidiu mudar a política cambial, o iuan subiu 0,5% ante o dólar, atingindo o maior nível desde 2005, ainda que os ganhos tenham sido controlados por grandes bancos estatais.
ROBERTO SILVA DO SITE DEFESA BR.O BRASIL AVANÇA EM TECNOLOGIA DE DEFESA
Protótipo do Míssil A-Darter Entra em Fase de Teste de Voo
Mídia : Valor
Data : 25/06/2010
Protótipo do míssil A-Darter entra em fase de teste de voo
Defesa: Brasil e África do Sul estão investindo US$ 130 milhões no projeto
Virgínia Silveira – de São José dos Campos
O novo míssil A-Darter, que está sendo desenvolvido em cooperação entre as Forças Aéreas do Brasil e da África do Sul e envolve a participação de empresas dos dois países, entrou na fase de ensaios em voo dos protótipos.
Os testes acontecem no Campo de Provas de Overberg, na África do Sul. O início da produção está previsto para 2013 e poderá ser feito em ambos os países.
O investimento conjunto para o desenvolvimento do projeto, segundo a FAB, é de US$ 130 milhões, sendo US$ 53 milhões do Brasil. O governo brasileiro investirá ainda na capacitação da indústria nacional e em transferência de tecnologia, algo em torno de US$ 109 milhões.
Os recursos são financiados em parte pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep).
Desde 2007, uma equipe de 19 militares da FAB, entre engenheiros das áreas de sistemas, Aeronáutica, mecânica e eletrônica, permanece na África do Sul para participar do programa.
Outros 27 profissionais brasileiros das empresas Mectron, Avibrás e Opto Eletrônica também participam do projeto, que está sendo desenvolvido nas instalações da empresa sul africana Denel Dynamics.
O A-Darter é um míssil de combate ar-ar de quinta geração e curto alcance, que será integrado aos caças F-5 da FAB e nos futuros caças do programa F-X2. O míssil também já está sendo testado nos novos caças Gripen da SAAF (South African Air Force).
A SAAF comprou 26 Gripen, sendo que 15 já foram entregues. A previsão da FAB é de que o A-Darter esteja pronto para iniciar sua operação em 2014. O míssil será co-produzido no Brasil pela Mectron.
O presidente da Avibrás, Sami Hassuani, disse que existe a estimativa inicial de exportação entre 100 e 200 unidades do míssil, que tem como competidores equipamentos similares dos EUA, Rússia e Israel.
Para Hassuani, o programa A-Darter é uma oportunidade das indústrias brasileiras desenvolverem tecnologia de quinta geração nessa área e de tornarem-se independentes, pois trata-se de segmento sujeito a permanentes embargos por parte dos países detentores da tecnologia de mísseis.
De acordo com apresentação feita pelo Ministério da Defesa, no fim de 2009, sobre Programas Mobilizadores em Áreas Estratégicas, no contexto da Política de Desenvolvimento Produtivo (PDP) do governo federal, o projeto tinha concluído 75% do seu desenvolvimento, incluindo os protótipos, lote piloto e a sua certificação.
A próxima etapa seria a industrialização do míssil, que terá uma versão brasileira, mas intercambiável com o equipamento produzido na África do Sul.
A primeira fase de desenvolvimento do míssil pelo Brasil incluiu a absorção de tecnologia até chegar ao nível dos sul africanos, que já estavam mais à frente no desenvolvimento do projeto.
A fase seguinte, que já foi iniciada, consiste na reprodução dos sistemas do míssil no Brasil e na adequação industrial do projeto para o desenvolvimento de uma versão brasileira, adaptada às necessidades da FAB.
“O programa do A-Darter é semelhante ao AMX (desenvolvimento de um caça entre Brasil e Itália, com a participação das empresas italianas Alenia e Aermacchi e da Embraer). A diferença é que no A-Darter os dois países terão autonomia para fazer o míssil completo”, explica o presidente da Avibrás. A empresa é a responsável pelo desenvolvimento do motor do míssil.
Segundo a Aeronáutica, a principal vantagem do projeto A-Darter para as empresas brasileiras é que ele dá a chance delas participarem do mercado mundial de exportação de um produto restrito e de alta tecnologia.
“Abre-se ao parque industrial brasileiro a chance de vender produtos comparáveis aos disponíveis nos países desenvolvidos e que permanece inacessível à maioria das Forças Armadas do mundo”.
Com o programa do míssil, segundo a FAB, o Brasil terá ainda ganhos de conhecimento em tecnologias de detecção infra-vermelho, redes neurais no apoio à decisão, simulação de ambientes dinâmicos, óptica de alta precisão, controle e navegação, entre outras.
“As empresas nacionais são responsáveis pela reprodução de subsistemas do míssil e para isso têm acesso aos dados do projeto e recebem capacitação para serem fornecedoras”, informou a FAB.
Projeto abre oportunidades para brasileiras absorverem tecnologia
A Opto Eletrônica, especializada em óptronica de precisão, é responsável pelo desenvolvimento do sistema seeker (cabeça de busca infravermelha) do A-Darter, que funciona como olho do míssil. O sistema foi testado no início do ano e, segundo especialistas que acompanham o projeto, seu desempenho foi acima do esperado.
“Assim como a Denel Dynamics, estamos trabalhando no desenvolvimento de uma solução tecnológica autônoma, de forma que o Brasil não dependa de componentes estrangeiros para produzir seu míssil”, diz o diretor de Pesquisa e Desenvolvimento e um dos fundadores da Opto Eletrônica, Mário Stefani.
No Brasil, 25 técnicos e engenheiros da Opto Eletrônica trabalham no projeto do A-Darter e outros quatro estão envolvidos com o programa binacional na África do Sul. Stefani destaca que o custo de desenvolvimento do míssil representa um terço dos custos históricos de programas similares em outros países.
Para a empresa, segundo ele, a parceria com a Denel Dynamics é mais ampla e vai além do míssil A-Darter. “Fornecemos peças para outros projetos da Denel.”
A experiência da Opto Eletrônica na área de mísseis começou com o fornecimento de lentes, espelhos e espoleta de proximidade para o míssil MAA-1 Piranha, MAA-1B (mísseis ar-ar, de quarta geração) e do míssil anti-radiação MAR-1, produzidos pela Mectron e que hoje equipam os aviões da Força Aérea Brasileira (FAB). A Opto Eletrônica também fornece sistemas para o míssil anti-tanque MSS 1.2, vendido para o Exército e Marinha do Brasil.
Criada em 2004, a divisão aeroespacial e de defesa da Opto Eletrônica respondeu por 40% da receita da empresa no ano passado. A Opto Eletrônica também atua no programa espacial brasileiro, com o fornecimento de câmeras imageadoras de média e alta resolução para o satélite CBERS, de observação da Terra, que o Brasil desenvolve em parceria com a China. (VS)
Nosso Comentário:
O essencial é que o A-Darter será integrado aos nossos futuros caças Rafale, já está sendo testado hoje nos novos Gripen da SAAF e deverá estar operacional na FAB em 2014, sendo co-produzido no Brasil pela Mectron.
Com a fase de absorção de tecnologia concluída, o Brasil já iniciou a reprodução dos sistemas do míssil aqui e a adequação industrial do projeto, visando chegar a uma versão brasileira adaptada às necessidades da FAB.
O país terá autonomia para fazer o míssil completo e partir para novos desenvolvimentos, podendo vir a tornar-se independente neste campo em alguns anos, inclusive em componentes vitais dos mísseis.

Roberto Silva
DEFESA BR










