quinta-feira, 30 de setembro de 2010

STF VIRA ANTRO E CORRUPÇÃO É GRAVADA EM VIDEO . É UM LIXO SÓ !

Em vídeo, genro de ministro do STF discute Ficha Limpa com Roriz

Adriano Borges pede R$ 4,5 milhões para defender ex-governador, o que poderia tornar Ayres Britto impedido de julgar Ficha LImpa

Severino Motta e Danilo Fariello, iG Brasília

Assista ao 1º trecho do vídeo do escândalo em Brasília

O delegado da antiga coligação encabeçada por Joaquim Roriz (PSC) ao governo do Distrito Federal, Eri Varela, disse ao iG que vai ingressar nesta sexta-feira no Supremo Tribunal Federal (STF) com uma queixa-crime contra o ministro Carlos Ayres Britto, sua filha, Adriele Ayres de Britto, e seu genro, Adriano Borges. Eri Varela está de posse de uma gravação de video feita no começo do mês mostrando uma conversa entre Adriano Borges e o ex-candidato ao governo do Distrito Federal, Joaquim Roriz. Na gravação, o advogado e o então candidato discutem uma forma de interferir no resultado do julgamento que o STF faria dias depois sobre recurso que o ex-governador moveu contra sua inclusão na lei do Ficha Limpa decidida pela Justiça Eleitoral. Caso sua inclusão no Ficha Limpa fosse mantida pelos ministros do Supremo, Roriz não poderia mais ser candidato. No video, Borges e Roriz falam em honorários na casa de 4,5 milhões de reais para a missão. Eri Varela diz ainda que a representação incluirá o presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Ricardo Lewandowski, cujo nome é citado num trecho do video.

Assista ao 2º trecho do vídeo do escândalo em Brasília

Nas gravações, o genro do ministro diz que sua assinatura e o papel timbrado de seu escritório na representação feita por Roriz ao STF levariam seu sogro, Ayres Britto, a se declarar impedido. Segundo as regras vigentes, ter o genro como advogado de uma das partes é motivo bastante para que um ministro se declare impedido. Roriz dá a entender na gravação que, caso permanecesse na votação, Ayres Britto seria contrário ao seu pleito. A conversa entre os dois não prosperou. Dias depois, na madrugada de sexta-feira 24, o Supremo Tribunal Federal encerrou a sessao de votação do recurso de Roriz com um empate, 5 a 5. Ayres Britto votou contra Roriz. Diante do impasse, na manhã seguinte o candidato ao governo do Distrito Federal renunciou a favor de sua mulher, Weslian.

“[Vamos entrar com uma] Notícia-crime para o STF investigar e chegar a conclusão que se queria sobre a participação de ministro que autoriza seu genro a extorquir um cidadão de 74 anos”, disse ao iG o advogado de Roriz, Eri Varela.

A gravação, realizada no dia três de setembro, antes do julgamento do caso de Roriz no Supremo, foi feita no escritório do político, em sua residência em Brasília. De acordo com Eri, membros da coligação instalaram câmeras no local para a proteção do ex-governador, que não teria conhecimento do fato.

“Para autoproteção, nós, coligação, determinamos que o escritório dele tivesse um esquema lá. Nós colocamos a câmera e o rapaz esteve lá. Depois o governador tomou conhecimento. (...) No escritório o governador só vai ter assuntos mais reservados, algumas vezes a pessoa conversa um assunto e sai dizendo outro”, disse Eri.

Em nenhum momento do vídeo Roriz acena com a possibilidade de fechar negócio com Adriano. Durante as negociações, o advogado sugere um “pró-labore” de R$ 1,5 milhão no começo da ação e R$ 3 milhões com o “êxito”. O genro do ministro argumenta que o êxito seria tornar Ayres Britto impedido de votar no recurso de Roriz contra a Ficha Limpa.

Eri Varela disse que a notícia-crime envolverá Adriele, a filha de Britto, pois ela e Adriano formam uma banca de advogados e, nas gravações, durante a negociação do pagamento, ele diz que precisa conversar com sua sócia. Em nenhum momento do vídeo, contudo, Adriele é citada nominalmente.

Procurado pelo iG, o ministro Britto, afirmou que Adriano contou-lhe que havia conversado com Roriz sobre a possibilidade, mas diz que houve “contato, e não contrato”. Segundo o ministro, Adriano se mostrou ingênuo e está arrependido. “Não tenho nada a ver com isso (...) Adriano que responda pelo que fez”, diz o ministro.

Para Eri Varela, porém: “os dois, [que agiam] com o conhecimento do ministro. O genro (Adriano) disse que ele poderia advogar para qualquer um com exceção do Paulo Maluf”. Segundo ele, durante as negociações, Adriele e Adriano chegaram a ter seus nomes incluídos no recurso extraordinário que seria enviado ao STF. Mas, de acordo com Eri, o advogado da coligação, Eládio Carneiro, retirou os dois após o que ele taxou de “tentativa de extorsão contra Roriz” por parte de Adriano.

Adriano José Borges Silva diz ao iG, por intermédio de sua assessoria de imprensa, que se sente “profundamente chantageado” pela exposição do vídeo de sua conversa com Roriz. Ele destaca que se trata de uma tentativa de incriminá-lo e de prejudicar o ministro Ayres Britto. Segundo a assessoria, uma leitura atenta do vídeo pode mostrar que Adriano se coloca como um profissional para trabalhar nas peças jurídicas.

A assessoria do advogado também destaca que a conversa ocorreu na manhã do dia 3 de setembro, antes de o caso ser distribuído e o ministro Ayres Britto ter sido apontado como relator do processo de Roriz. Adriano preferiu não comentar os valores envolvidos na negociação com Roriz.

Eri diz que amanhã vai notificar o STF da situação como um todo. “Para o STF resolver o problema de Ayres Britto, Lewandowski e seus filhos. Para limpar por dentro o que quer limpar por fora”, disse Eri. Na gravação, quando Roriz diz ter pressa para que o STF julgue logo seu recurso, Adriano afirma, numa referência ao presidente do TSE e ministro do Supremo, Ricardo Lewandowski:

-- É importantíssima uma conversa com o Ministro Lewandowski, para ele imediatamente receber o extraordinário, porque caso contrário, vai demorar... Ele vai passar aí 3, 4, 5 dias com esse.... Ele vai ter que abrir vista para outra parte e já perde aí uma semana, uma semana e meia.

É a única referência ao ministro no vídeo. “Na fita, diz que ele tem intimidade com Lewandowski, para liberar imediatamente. Tem outras situações do Lewandowski que eu explico em petição que vou encaminhar ao Presidente [do STF]”, disse ao iG Eri Varela.

Questionado sobre o motivo de não ter apresentado a notícia-crime antes do julgamento, Eri alegou que não pretendia interferir na dinâmica do Supremo. “Nós não utilizamos em respeito ao STF e porque acreditávamos que teria um julgamento definitivo. Para não dizer que estávamos tentando ganhar no grito. Como a Corte está pacificada nós vamos representar contra o genro, a filha, Ayres e Lewandowski”.

A reportagem do iG entrou em contato com a assessoria de Lewandowski. Ela informou que o ministro não se encontrou e sequer foi procurado por Adriano Borges.

NO RIO,MARINA FOGE DE FAVELA E DIZ QUE SERRA NÃO É COMPETITIVO E PERDERIA EVENTUAL SEGUNDO TURNO. MARINA ESTÁ VERDE DE RAIVA !

Serra não é competitivo e seria derrotado em 2º turno, diz Marina

BERNARDO MELLO FRANCO
ENVIADO ESPECIAL AO RIO

A candidata do PV à Presidência, Marina Silva, afirmou nesta quinta-feira que o adversário José Serra (PSDB) não é competitivo "em hipótese alguma" e seria derrotado num eventual segundo turno contra Dilma Rousseff (PT).

Ela disse ser a única opção de "segundo turno viável" contra a petista, que lidera as pesquisas de intenção de voto e pode ser eleita já no domingo.

"Tenho certeza de que sou o segundo turno viável, aquele que é capaz de concorrer efetivamente com a candidatura que está em primeiro lugar. A candidatura do PSDB, até pelos erros que cometeu, com certeza não tem essa viabilidade", disse Marina, em entrevista num hotel na Barra da Tijuca, no Rio.

"Nós somos o segundo turno viável, que de fato tem condições de disputar para valer. Esta é a vantagem de votar Marina Silva em relação à outra candidatura [de Serra], que não é competitiva em hipótese alguma no segundo turno", acrescentou.

A senadora disse que um segundo turno entre Dilma e Serra seria uma "repetição de 2006", quando o presidente Lula (PT) venceu com facilidade o tucano Geraldo Alckmin.

"Seria uma espécie de repetição de 2006. A candidatura capaz de fazer uma disputa de igual patra igual com certeza é a minha."

A senadora cancelou a visita a uma favela e vai permanecer no hotel até a hora de se deslocar para o debate dos presidenciáveis nos estúdios da TV Globo em Jacarepaguá, na zona oeste do Rio.

O JORNAL NACIONAL CONTINUA COMO UM BALUARTE DA CORRUPÇÃO. É MUITO TRISTE !

NO BLOG OS INIMIGOS DE JOSÉ SERRA , 'CARTA CAPITAL' ENTREVISTA LULA

Se dependesse da imprensa eu teria 10% de aprovação, ou menos – e sobre o compromisso assumido pela esquerda na América Latina: A esquerda, na América Latina, fez uma opção pela democracia, e está chegando ao poder em vários países pela via da democracia. E quem dá golpe não é a esquerda. Não foi ninguém de esquerda que deu o golpe em Honduras.

SE O JN NÃO FALAR SOBRE O ESCÂNDALO DE SERRA E GILMAR MENDES , FICARÁ PROVADO A SUA CORRUPÇÃO

NO BLOG OS INIMIGOS DE JOSÉ SERRA,ELIANE CANTANHÊDE TROCA OS PÉS PELAS MÃOS.COITADA !

http://osinimigosdejoseserra.blogspot.com/2010/09/eliane-cantanhede-pensa-que-dilma-vai.html

STF MANDA GILMAR MENDES CALAR A BOCA : PARA VOTAR PRECISA OU DE UM DOCUMENTO COM FOTO OU DO TÍTULO DE ELEITOR MAIS UM DOCUMENTO OFICIAL COM FOTO



TROLOLÓ TU NÃO GANHA UMA !

CORRE UM BOATO QUE A DILMA VENCE NO 1º TURNO E VOCÊ VAI FICAR EM TERCEIRO LUGAR , ATRÁS DA MARINA . QUE POR SINAL ELA SUMIRÁ JÁ NO DIA 04 DE OUTUBRO DE 2010 E TOMARÁ SEU LUGAR NO OSTRACISMO.

O EQUADOR VIVE O SONHO DA IMPRENSA CORRUPTA,GOLPISTA E RACISTA BRASILEIRA,UM GOLPE DE ESTADO

ALCKMIN CHAMA MARINA DE "ESCADA" PARA SERRA E DIZ QUE DILMA NÃO VAI CAIR A PONTO DE NÃO IR PARA O 2º TURNO. É DE CHORAR DE TANTO RIR !

SP: Alckmin acha que Marina vai colocar Serra no 2º turno
Rose Mary de Souza
Direto de Campinas (SP)

O candidato ao governo do Estado de São Paulo pelo PSDB, Geraldo Alckmin, acredita que a presidenciável Marina Silva, do PV, vai colocar o tucano José Serra no segundo turno das eleições. "Marina vai ter uma boa votação e aí acho que teriamos a possibilidade de um segundo turno entre Dilma e Serra", comentou Alckimn ao Terra, após participar de uma entrevista ao vivo de 18 minutos na Rádio CBN Campinas no final da manhã desta terça feira (30).

Segundo a avaliação de Alckmin "Dilma já está no segundo turno". Ele acha dificil uma queda expressiva da petista que é apoiada pelo atual governo na reta final das eleições. Conforme ele, a considerar todas as pesquisas de intenção de votos, Dilma está em uma posição dificil de ser revertida.

Sendo assim, Alckmin acredita que o Partido Verde vem fazendo uma boa participação nas eleições, mas que seria muito improvável um segundo turno entre as duas candidatas mulheres, do PV e do PT. "Acho muito difícil Marina chegar no segundo turno", afirmou.

Na possibilidade de segundo turno entre o tucano e a petista, o candidato Alckmin não quis comentar sobre um apoio do PV da senadora Marina Silva à campanha de José Serra.

"A gente não pode falar isso (apoio) do PV agora . Eu seria indelicado. Eles estão trabalhando, e muito forte, para chegarem lá. Cada coisa tem seu tempo. Vamos esperar domingo e aí então vamos ver", disse.

PARA VER E OUVIR A CRISTIANA LÔBO SÓ SENDO MASOQUISTA

ELA SÓ FALA DO DEBATE DA GLOBO PARA MUDARMOS NOSSO VOTO E VOTARMOS NO CORRUPTO JOSÉ SERRA , O AMIGO DO OUTRO CORRUPTO , O GILMAR MENDES.

O HOMEM DO "CURRÍCULO EXEMPLAR" , TELEFONA PARA GILMAR MENDES PARA COMETER UM CRIME ELEITORAL,MAS A GLOBONEWS NÃO SABE DE NADA

Líder do PT: Espero que Mendes não tenha atendido Serra

Eliano Jorge


Serra, no momento em que teria telefonado para Gilmar Mendes
(foto: Rodrigo Coca/ Fotoarena/ Especial para Terra)

Líder do PT na Câmara, Cândido Vaccarezza prefere acreditar que não foi por interferência do presidenciável tucano José Serra que o ministro Gilmar Mendes interrompeu julgamento do Supremo Tribunal Federal (STF), nesta quarta-feira (29), sobre a necessidade de apresentação de dois documentos para votar em 2010.

Ele mede as palavras para não criar problemas com o STF:
- Temos muito cuidado em fazer uma guerra contra o Supremo. A esperança que tenho é que o ministro Gilmar Mendes não tenha tomado esta decisão por conta de um pedido do candidato Serra - afirmou, em conversa com Terra Magazine.

Afirmando que aguarda a conclusão do julgamento nesta quinta-feira, Vaccarezza imagina que será confirmada a permissão para que o voto possa ocorrer apenas com o título de eleitor, algo visto como favorável ao PT, por incluir a participação de pessoas mais pobres.

Leia a entrevista.

Terra Magazine - Como o PT reagiu à notícia de que o ministro Gilmar Mendes interrompeu o julgamento do Supremo Tribunal Federal após telefonema do candidato do PSDB, José Serra? O partido tomará algum providência sobre isso?
Cândido Vaccarezza -
Nós temos muito cuidado em fazer uma guerra contra o Supremo. A esperança que eu tenho é que o ministro Gilmar Mendes não tenha tomado esta decisão por conta de um pedido do candidato Serra. Acho que o ministro Gilmar Mendes vai devolver o voto dele hoje (quinta-feira, 30) e está resolvido o problema.

Há possibilidade de a votação, que estava em 7 a 0, ser modificada. Os ministros podem mudar seus votos.
Não, os votos podem ser modificados, mas vamos aguardar o voto hoje do ministro Gilmar

O senhor acredita que a votação seguirá do jeito que estava, sem interferência?
Eu acho que seguirá do jeito que estava porque o fundamental que a Constituição garante é o direito do eleitor votar.

A GLOBO E O ESTADÃO NÃO SABEM DE NADA: "Jefferson chama Serra de 'autista' e diz que tucano 'mandou mal' ao expor Mendes"

O ex-deputado federal Roberto Jefferson, presidente nacional do PTB, criticou nesta quinta-feira, pelo Twitter, o tucano José Serra por ele ter telefonado e "exposto" o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Gilmar Mendes.

"Serra expos o Ministro Gilmar Mendes de (sic) publico. Mandou mal", disse Jefferson. "As vezes penso que o Serra e altista [autista]. Só pensa em si próprio. Ruim, expos o Gilmar Mendes", reiterou.

Após receber uma ligação do candidato do PSDB, Mendes interrompeu o julgamento de um recurso do PT contra a obrigatoriedade de apresentação dos dois documentos na hora de votar.

Serra pediu que um assessor telefonasse para Mendes pouco antes das 14h, depois de participar de um encontro com representantes de servidores públicos em São Paulo. A solicitação foi testemunhada pela Folha.

No fim da tarde, Mendes pediu vista, adiando o julgamento. Sete ministros já haviam votado pela exigência de apresentação de apenas um documento com foto, descartando a necessidade do título de eleitor.

A obrigatoriedade da apresentação de dois documentos é apontada por tucanos como um fator a favor de Serra e contra sua adversária, Dilma Rousseff (PT).

A petista tem o dobro da intenção de votos de Serra entre os eleitores com menor nível de escolaridade.

O G1 NÃO SABE DE NADA E O GLOBOONLINE FALA DE TUDO MENOS DO ESCÂNDALO GILMAR MENDES E SERRA

SE A IMPRENSA BRASILEIRA NÃO FOSSE CORRUPTA , SERRA ESTARIA COM 0% NAS PESQUISAS.
DEBATE DA GLOBO , TÔ FORA !

POSTAGEM IMPERDÍVEL , NO BLOG DA DILMA

http://blogdadilma.blog.br/2010/09/40769.html

LEIAM , POR FAVOR , AS POSTAGENS DE HOJE.A FOLHA DE SÃO PAULO RESOLVEU MOSTRAR A CORRUPÇÃO DESENFREADA DE JOSÉ SERRA

SERRA TEM UM "CURRÍCULO EXEMPLAR" , DE CORRUPTO E LEVA JUNTO O JORNAL O ESTADO DE SÃO PAULO

CLIQUE NA FOTO

RELAÇÕES INCESTUOSAS , ENTRE O MINISTRO GILMAR MENDES E O CANDIDATO À PRESIDÊNCIA , JOSÉ SERRA , MARCAM A CORRUPÇÃO NO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL , DIZ A FOLHA DE SÃO PAULO.

O ESTADÃO , O GLOBO , O iG E OUTROS PORTAIS ESCONDEM A CORRUPÇÃO DE SERRA E GILMAR MENDES. É A DEMOCRACIA SELETIVA

SE FOSSE COM DILMA ROUSSEFF ESTARIA EM TODOS OS PORTAIS , JORNAIS E NOTICIÁRIOS DE TV , MAS COM O HOMEM DO "CURRÍCULO EXEMPLAR" NADA ACONTECE.

LEIAM , POR FAVOR , AS POSTAGENS DE HOJE.A FOLHA DE SÃO PAULO RESOLVEU MOSTRAR A CORRUPÇÃO DESENFREADA DE JOSÉ SERRA

Tucano usa servidores para encher comício

Em Barueri, alunos são liberados para que funcionários participassem de ato com Serra

DE SÃO PAULO

O encerramento das aulas nas escolas municipais de Barueri foi antecipado ontem em duas horas, no período da tarde, para que professores e funcionários participassem de um comício eleitoral com a presença de José Serra, candidato tucano à Presidência.
O evento estava marcado para as 18h, horário do encerramento das aulas. Anteontem os pais dos alunos foram informados, por meio de bilhetes, que os filhos seriam liberados às 16h.

SEM EXPLICAÇÃO
Não foi dada nenhuma explicação oficial aos pais, mas professores e funcionários, sob condição de anonimato, confirmaram à Folha que eles foram convocados verbalmente para o comício por seus chefes, diretores ou coordenadores das escolas.
O comício marcava o encerramento da campanha de Bruna Furlan (PSDB) a deputada federal. Bruna é filha do atual prefeito de Barueri, Rubens Furlan (PSDB), e deve ser uma das deputadas mais votadas da legenda.
O prefeito disse que não sabia da liberação dos alunos e foi irônico ao comentar o caso: "Eu convidei os funcionários que estavam de folga. Veio quem quis. Só quem está autorizado a cometer todas as mazelas do Brasil é o PT. Nós tomamos todos os cuidados", afirmou Furlan.
Serra chegou ao local do evento às 18h40. Cerca de 2.000 pessoas, a maioria de funcionários públicos municipais, o aguardavam.

JORNAL NACIONAL,'VEJA',ESTADÃO E O GLOBO ESCONDERÃO A NOTÍCIA QUE SERRA E GILMAR MENDES SÃO ACUSADOS DE CORRUPÇÃO ? COM CERTEZA , SÃO TODOS CORRUPTOS


ALÔ , GILMAR MENDES ?
SIM , MEU PRESIDENTE.
PARA A VOTAÇÃO AGORA , SE NÃO ELES VÃO GANHAR E NÓS ACHAMOS QUE O POVO BRASILEIRO É UM BANDO DE IDIOTAS E NÃO VÃO LEVAR OS DOIS DOCUMENTOS EXIGIDOS E NÓS VAMOS PARA O SEGUNDO TURNO. ATÉ A VITÓRIA !
VITÓRIA ? MEU PRESIDENTE , DEPOSITA NA MINHA CONTA A GRANA E TUDO ESTARÁ CERTO.
JÁ DEPOSITEI.
AGORA SIM , ATÉ A VITÓRIA !

ENQUANTO ISSO , GILMAR MENDES CONVERSA COM SERRA PELO TELEFONE.SERÁ QUE O JN VAI ESCONDER ?

Eleições 2010
Confusão eleitoral

Suspense sobre a validade da candidatura de Weslian Roriz, que foi questionada pelo Ministério Público, abre várias possibilidades para a disputa ao governo da capital, quase todas dependentes de julgamentos nos tribunais. Decisão final pode ficar para 2011


  • Lilian Tahan



  • As incertezas sobre as condições de elegibilidade de Weslian Roriz (PSC) abrem a possibilidade para um cenário de indefinição mesmo após as eleições. No domingo, os eleitores irão às urnas, farão uma escolha e no mesmo dia deveriam conhecer o resultado da apuração. Mas há chances de que o desfecho sobre a sucessão no Distrito Federal ocorra depois, após mais uma rodada de julgamentos nos tribunais da Justiça Eleitoral e no Supremo Tribunal Federal (STF).

    Uma das hipóteses que pode adiar o resultado das eleições é o registro da candidatura de Weslian ser negado no sábado, data marcada para o julgamento do pedido de inscrição. Se isso ocorrer, o mais provável é que a coligação agora liderada pela ex-primeira dama, que há uma semana substituiu o marido Joaquim Roriz (PSC), entre com recurso no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

    Como a legislação eleitoral determina que o candidato tem permissão para concorrer mesmo sem o registro até trânsito em julgado, Weslian poderá participar do pleito. Mas como estará concorrendo sub judice, todos os votos a ela atribuídos ficarão resguardados pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do DF, que não poderá proclamar oficialmente o resultado do pleito, segundo entendimento do Ministério Público Eleitoral.

    O desfecho sobre essa situação se daria a partir do julgamento do recurso pelo TSE. Caso o Tribunal aceitasse o registro de Weslian, então os votos seriam recalculados e o resultado, logo em seguida, anunciado. Na hipótese de a análise de um eventual recurso ocorrer depois de janeiro — o que é improvável, mas pode acontecer em um contexto cheio de situações inusitadas — aí assumiria o governo, em caráter temporário, o novo presidente da Câmara Legislativa, com posse marcada para 1º de janeiro.

    Caráter provisório
    Mas se, porventura, o julgamento do pedido de registro da ex-primeira dama não for votado no sábado, Weslian concorrerá com uma inscrição provisória. Essa hipótese é possível se entre hoje e amanhã algum partido político, coligação ou mesmo candidato resolver impugnar a postulante. A iniciativa abriria uma série de prazos processuais que em conjunto somam quase um mês. Assim, seria impossível a análise do caso de Weslian no sábado.

    Como a candidata do PSC teria registro provisório, os votos dela seriam computados normalmente e, nesse caso, diferentemente da hipótese de negativa por parte do TRE, haveria proclamação do resultado. Mas a confirmação da vitória só se daria após o julgamento do pedido de registro pelo TRE ou pelo TSE, em caso de recurso. Se a inscrição fosse negada em todas as instâncias, haveria o recálculo dos votos e a atualização do resultado.

    A projeção mais próxima da normalidade ocorreria se Weslian tiver o registro aceito no próximo sábado. Uma vez que os magistrados do TRE resolvam autorizar a inscrição para a ex-primeira dama, ela concorrerá com a identidade do marido. O nome e o número de inscrição das urnas eletrônicas serão o de Roriz. Isso porque os equipamentos foram lacrados pela Justiça Eleitoral e a essa altura do campeonato já não é mais possível a alteração.

    A ressalva, nesse cenário, é se o Ministério Público Eleitoral entrasse com recurso. Na última terça-feira, a Procuradoria Regional do DF emitiu parecer contrário ao deferimento da candidatura de Weslian. A alegação do MP é de que a coligação perdeu o prazo de 10 dias previsto na lei para fazer a troca. A data a ser considerada, sustenta o MPE, deveria ser a partir da homologação de decisão do TRE contrária a candidatura de Roriz em agosto. Mas a substituição só ocorreu na semana passada.

    Há ainda uma hipótese ainda mais inusitada. Se a soma dos votos nulos com os votos dados a Weslian Roriz for superior a 50%, poderão ser marcadas novas eleições no Distrito Federal, como analisou o Ministério Público em relação ao caso de Joaquim Roriz — quando o ex-governador ainda era candidato. A possibilidade, no entanto, dependeria de uma performance espetacular da ex-primeira dama nas urnas no domingo. Mas se o bom desempenho for o de Agnelo e ele chegar a vencer no 1º turno, a pendência judicial perderia efeito.


    O número
    Faltam
    3 dias
    para o 1º turno



    EM CASO DE VITÓRIA DE SERRA JÁ NO 1º TURNO SEU , MARQUETEIRO ASSUMIRÁ A PRESIDÊNCA DA REPÚBLICA


    Por e-mail, marqueteiro dita fala a tucano

    SÃO PAULO

    O candidato do PSDB à Presidência, José Serra, deu uma demonstração ontem do poder delegado ao marqueteiro da campanha, Luiz Gonzalez.
    Num e-mail enviado às 14h17min, Gonzalez ditou as linhas gerais da declaração de Serra para sua aparição no "Jornal Nacional", da TV Globo.
    Na mensagem, Gonzalez afirma que o "JN" registraria a reunião do candidato com funcionários públicos e recomenda uma "fala" em que Serra pregue o bom atendimento da população, com valorização do servidor e realização de concursos.
    Serra já tinha encerrado a entrevista quando recebeu, em mãos, um aparelho iPad, onde leu o e-mail de Gonzales, com as orientações de Serra. Em seguida, retomou a palavra. "Um comentário sobre essa palestra", propôs.
    Serra prometeu acabar com o uso político da máquina. "Temos que tratar bem o funcionalismo para que ele trate bem a população", disse ele.

    FOLHA DE SÃO PAULO ACUSA GILMAR MENDES DE CORRUPTO E SERRA DE CORRUPTOR

    "MEU PRESIDENTE"
    Ontem, após pedir que o assessor ligasse para o ministro, Serra recebeu um celular das mãos de um ajudante de ordens, que o informou que Mendes estava na linha.
    Ao telefone, Serra cumprimentou o interlocutor como "meu presidente". Durante a conversa, caminhou pelo auditório. Após desligar, brincou com os jornalistas: "O que estão xeretando?"
    Depois, por meio de suas assessorias, Serra e Mendes negaram a existência da conversa.
    Para tucanos, a exigência da apresentação de dois documentos pode aumentar a abstenção nas faixas de menor escolaridade.

    É MUITO TRISTE

    FOCO

    Mulher de Roriz é estrela de debate no DF, mas não sabe o que é "réplica"

    GABRIELA GUERREIRO
    JOHANNA NUBLAT

    DE BRASÍLIA

    Depois de protagonizar o debate político entre candidatos ao governo do DF e de virar hit na internet por sua polêmica performance, Weslian Roriz (PSC) disse ontem que "valeu a pena" o "sacrifício" que fez pelo marido, Joaquim Roriz (PSC).
    "Eu estou fazendo, dentro de mim, tudo o que eu posso", afirmou a candidata, que chegou a dizer que se sentiu a caminho da "forca" momentos antes do debate realizado pela TV Globo.
    Weslian assumiu a disputa há cinco dias, após o marido ter desistido da candidatura com receio de ser barrado pela Lei da Ficha Limpa.
    Foi lançada como alguém que seria "orientada" pelo marido e tem seu pleito questionado pelo Ministério Público Eleitoral como sendo "laranja" e "fraude".
    No debate, ocorrido anteontem, Weslian teve muita dificuldade em formular perguntas, confundiu-se nas respostas e disse defender a corrupção -para, em seguida, consertar a declaração.
    Segundo a Folha apurou, minutos antes do debate assessores tiveram de dar lições à candidata sobre o que eram as "réplicas e tréplicas". Ela foi o tempo todo acompanhada por dois assessores, que se comunicavam por telefone com Joaquim Roriz, instalado na sala ao lado.
    Partiu dele orientação para dizer, nas considerações finais, que ela não é candidata-laranja. "Quem vai mandar nesse governo sou eu."

    NÃO SAIU NO JN

    ANJ e OAB criticam decisão contra Datafolha no PR

    Associação de jornais diz que medida, tomada a pedido de tucano, é "censura prévia"

    DO ENVIADO ESPECIAL A CURITIBA
    DE CURITIBA
    DE SÃO PAULO

    A ANJ (Associação Nacional de Jornais) e a OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) criticaram a decisão judicial que proibiu a divulgação de pesquisas eleitorais no Paraná. A proibição foi pedida pelo candidato do PSDB ao governo, Beto Richa.
    "A ANJ considera medidas judiciais dessa natureza como censura prévia e violação ao princípio da liberdade de expressão assegurada pela Constituição", diz nota da entidade de jornais.
    "O intuito de subtrair à opinião pública informações sobre o andamento da disputa eleitoral fica evidenciada pelo fato de que as edições anteriores das mesmas pesquisas, enquanto apontaram vantagem do reclamante, não foram por ele questionadas", continua o texto.
    O presidente da OAB, Ophir Cavalcante, afirmou ontem que é "preocupante" o impedimento de publicação de pesquisas. "Quando candidatos e partidos, sob qualquer argumento, inibem a divulgação de pesquisas eleitorais estão bloqueando informação para o eleitor", disse.
    Foi a segunda vez que Richa barrou a divulgação do Datafolha, alegando irregularidades no levantamento.
    A decisão foi do juiz Nicolau Konkel Júnior, do TRE-PR (Tribunal Regional Eleitoral do Paraná). Ele disse ontem ter ficado surpreso que o Datafolha tenha, na segunda pesquisa impugnada por ele, incorrido no que ele considera as mesmas irregularidades que motivaram a proibição de outro levantamento.
    O diretor-geral do Datafolha, Mauro Paulino, contestou as críticas. Disse que "não há vício na pesquisa" e que "todas as exigências do TSE [Tribunal Superior Eleitoral] foram cumpridas".

    CLÓVIS ROSSI É O TÍPICO CLASSE MÉDIA RECLAMADOR E DESESPERANÇADO

    CLÓVIS ROSSI

    O sonho e o amontoado

    SÃO PAULO - De repente, ouço do cantor e compositor Oswaldo Montenegro, em entrevista para a TV Gazeta, uma frase que, para o meu gosto, é uma síntese quase perfeita para o momento: "Sou do tempo em que a gente sonhava junto; hoje, sonhar junto é cafona".
    Vale para as eleições brasileiras. A frieza que as cerca reflete, acho, a falta de sonhos coletivos e o predomínio do individualismo. Essa história de "pai" ou de "mãe", por exemplo, é típica de relação patriarcal, de cima para baixo, bem longe do "somos todos iguais/ braços dados ou não" daquela canção de Geraldo Vandré.
    Foi um dos hinos da resistência à ditadura.
    Por falar em ditadura, nunca esqueci de uma frase que os espanhóis usavam muito, nos anos posteriores à morte de Francisco Franco Bahamonde, o ditador que ganhou a guerra civil (1936/39) e que ficou no poder até morrer, em 1975: "Contra Franco, vivíamos melhor", dizia-se.
    Viviam melhor, apesar das perseguições, apesar da ditadura, porque sonhavam juntos e era facilmente discernível quem era mocinho, quem era bandido, conforme o lado que se escolhesse.
    As centrais sindicais espanholas que sonhavam junto com socialistas e comunistas, entre outros, lideravam ontem uma greve geral contra as reformas impostas pelos socialistas, que estão no governo e já não sonham, rendem-se ao pesadelo imposto pelos mercados.
    Lembrei de Vandré por causa da entrevista que a Globo News anunciava na semana passada e cuja exibição acabei perdendo.
    Fui buscar na internet e encontrei uma frase que remete ao início. Questionado sobre em que país vive, Vandré responde:
    "Eu até me atreveria a dizer que quem não vive no Brasil é a maioria dos brasileiros. A quase totalidade dos brasileiros não vive mais no Brasil. Vive num amontoado".

    crossi@uol.com.br

    DATAFRAUDE QUER O SEGUNDO TURNO DE QUALQUER MANEIRA,MESMO QUE SEJA A BASE DE FRAUDES. É TRISTE !

    Como a margem de erro do levantamento é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, é impossível afirmar com segurança que não haverá segundo turno.

    O INSTITUTO SE ESQUECEU , POR CONVENIÊNCIA , QUE OS VOTOS VÁLIDOS DÃO 52% À DILMA. COISA DE FRAUDADORES.

    NA NOVA PESQUISA DATAFRAUDE TODOS FICAM ESTÁVEIS , MAS DILMA SOBE 1 PONTO PERCENTUAL

    Dilma para de cair, tem 4 pontos a mais que soma dos rivais e 2º turno é incerto

    FERNANDO CANZIAN
    DE SÃO PAULO

    A candidata à Presidência da República Dilma Rousseff (PT) conseguiu estancar a tendência de perda de intenções de voto dos últimos 20 dias e mantém seu favoritismo na atual disputa eleitoral.

    Segundo pesquisa nacional do Datafolha, encomendada pela Folha e pela Rede Globo e realizada ontem e anteontem com 13.195 eleitores, Dilma oscilou positivamente um ponto em relação ao último levantamento e tem 52% dos votos válidos na projeção para o primeiro turno.

    Seu principal adversário, José Serra (PSDB), oscilou um ponto para baixo e tem hoje 31% dos votos válidos. Marina Silva (PV) também variou negativamente um ponto, e está com 15%.

    A soma dos adversários de Dilma é de 48% dos válidos. Ela precisa de 50% mais um voto para vencer domingo.

    Como a margem de erro do levantamento é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, é impossível afirmar com segurança que não haverá segundo turno.

    Considerando essa margem, Dilma pode, em seus limites, vencer com cerca de 54% dos votos válidos ou ter de enfrentar outra rodada eleitoral em 31 de outubro.

    No último levantamento do Datafolha, realizado na segunda-feira, Dilma havia perdido apoio ou oscilado negativamente em todos os estratos da população.

    Essa queda parece ter estancado. Dilma chegou a se recuperar no Sul, entre os eleitores de 35 a 59 anos e entre os que ganham entre dois e cinco salários mínimos (R$ 1.020 e R$ 2.550) --faixa em que tinha perdido mais votos no levantamento anterior.

    A petista também oscilou positivamente, dentro da margem de erro, em vários estratos da população, como entre eleitores com ensino fundamental e do Sudeste.

    MOVIMENTOS

    "Ao menos momentaneamente, Dilma parou sua tendência de perda de votos", afirma o diretor-geral do Datafolha, Mauro Paulino.

    Antes da divulgação da quebra de sigilo fiscal de tucanos e da demissão da ex-braço direito de Dilma na Casa Civil, a ex-ministra Erenice Guerra, a petista chegou a ter 57% dos votos válidos.

    Duas semanas depois dos escândalos, Dilma caiu para 51%, perdendo nacionalmente cerca de 6 milhões de votos no período. Agora, a candidata oscila positivamente para 52%.

    Na simulação de segundo turno, a petista oscilou positivamente um ponto. Passou de 52% para 53%. O tucano manteve seus 39%.

    Sobre o conhecimento do número dos candidatos, 55% acertam os algarismos e 40% admitem desconhecê-los.

    No caso de Marina, apenas 39% citam corretamente o seu número. No de Dilma, 64%; e no de Serra, 53%.

    O percentual de indecisos é de 6%, e outros 3% votarão em branco ou nulo. Plínio de Arruda Sampaio (PSOL) teve 1% das intenções dos votos. Os demais candidatos, juntos, não atingiram 1%.

    A margem de erro da pesquisa Datafolha, feita nos dias 28 e 29 deste mês, é de dois pontos para mais ou para menos. Foram ouvidos 13.195 eleitores em 480 municípios.

    O número do registro no Tribunal Superior Eleitoral é o 33119/2010.

    FALOU , FALOU E NÃO DISSE NADA

    RENATA LO PRETE

    Feitiço do tempo


    Dilma, embora num patamar superior ao de Lula em 2002, entrará no debate com peso maior sobre os ombros

    AINDA QUE diferentes institutos confiram a Dilma Rousseff intenção de voto suficiente para se eleger neste domingo, o estreitamento da vantagem da petista sobre os adversários, detectado pelo Datafolha, introduziu na disputa uma dose de imprevisibilidade que faz crescer as expectativas em relação ao último debate entre os candidatos, hoje na Rede Globo.
    Debates, mesmo os de audiência expressiva, não definem o curso de uma eleição, mas podem, eventualmente, catalisar reações em processamento no eleitorado.
    Olhando em retrospecto, encontram-se semelhanças entre o evento desta noite e o realizado pela emissora em 2002. Dilma, como Lula oito anos atrás, chega com chance de vitória no primeiro turno. José Serra, agora como então, luta para forçar a segunda etapa, algo ameaçado pelo crescimento do terceiro colocado -o lugar hoje ocupado no grid por Marina Silva era de Anthony Garotinho, que chegou a se aproximar do tucano ainda mais perigosamente do que a senadora verde.
    Há outras coincidências, pequenas porém significativas. Consulta ao noticiário da época revela que Serra já sofria tanto com o ar-condicionado do estúdio quanto com o assunto Fernando Henrique Cardoso, a ponto de ouvir de Garotinho: "O senhor diz "não sou candidato do governo FHC, sou candidato do governo José Serra". Uma abstração, porque o governo José Serra não existe e nem vai existir".
    E Antonio Palocci, um Ministério da Fazenda e um caseiro depois, novamente desempenha na campanha presidencial do PT o papel de "consigliere", tão indispensável quanto o marqueteiro ao lado da candidata nos intervalos do programa. Existem, no entanto, diferenças importantes. No caso de Lula, a perspectiva de liquidar a fatura dali a três dias se baseava em números menos robustos que os de Dilma, mas inscritos numa curva ascendente. Podia dar.
    Podia não dar. No final, quase deu, e esse resultado não foi lido como derrota.
    Além disso, com a artilharia toda voltada para o candidato da situação (mais do que Garotinho, havia Ciro Gomes para bater em Serra), Lula conseguiu pairar acima de todos, permitindo-se até elogiar o programa anti-Aids implantado pelo tucano quando ministro da Saúde. Nas atuais condições de temperatura e pressão, é difícil imaginar qualquer troca de amabilidades.
    Dilma, embora num patamar de intenção de voto superior ao de Lula no dia do debate, entrará no ar com peso maior sobre os ombros. Como a vitória no primeiro turno era considerada, até poucos dias atrás, líquida e certa, a eventual frustração da expectativa será mais difícil de digerir.
    Quanto a Serra, sua situação, números à parte, é bem diferente da de 2002. Ali havia futuro político depois da derrota para Lula, desde sempre considerada o resultado natural da eleição. Desta vez, não, e ainda menos se o jogo terminar no dia 3.
    Para completar, tanto Dilma quanto Serra serão obrigados a preservar Marina no debate, ao menos até certo ponto, com vistas ao eventual segundo turno. Isso permitirá a ela tentar mostrar que está no páreo.
    Por fim, uma diferença no formato do programa. Em 2002, ao final de cada ciclo pergunta-resposta-réplica-tréplica, o mediador, William Bonner, tinha a opção de dirigir ao candidato uma questão complementar, de modo a elucidar dúvidas e/ou buscar alguma concretude no festival de promessas e autoelogios.
    Já no segundo turno daquele ano, as assessorias tentaram matar a questão complementar. Desde 2006, vetam-na de saída.
    Como se vê, a aversão dos candidatos a perguntas feitas -e refeitas- por jornalistas é suprapartidária. Está aí um problema que a reforma política não vai resolver.

    RENATA LO PRETE é editora do Painel

    quarta-feira, 29 de setembro de 2010

    A RAINHA DA "MASSA CHEIROSA" DIZ QUE SERRA DESAGREGA ATÉ O DATAFRAUDE

    "Sucessão geracional"

    A eleição ainda nem acabou, e o Datafolha reabre a possibilidade de haver segundo turno, mas Aécio Neves já fala como líder do que seria, digamos, a nova oposição que vem por aí, caso se confirme a vitória de Dilma Rousseff.

    Aécio tem razão quando diagnostica uma "sucessão geracional" no PSDB. Fernando Henrique é o venerável do partido, José Serra enterra o sonho presidencial, Tasso Jereissati demonstra um certo cansaço político, Mário Covas, Franco Montoro e José Richa morreram. A fila anda.

    Agora, é a vez dos "jovens" Geraldo Alckmin, que deve vencer no primeiro turno em São Paulo, Beto Richa, mesmo perdendo no Paraná, e o próprio Aécio, que vai ter uma das principais vitórias desta eleição, irá disputar a presidência do Senado e assumir quase que naturalmente a liderança tucana. Ele é o político mais hábil e de maior potencial de sua geração.

    O problema é como será esse tal PSDB renovado e como será essa tal de oposição aos frangalhos, com o DEM e o PPS a caminho do ocaso. A grande vantagem de Aécio é que ele não tem fronteiras, tem abertura e diálogo com todos. A grande desvantagem é que talvez isso seja excessivamente suave diante do jogo bruto de um lulismo sem limites, com a perspectiva de se instalar por 20 anos no Planalto e disposto a se entranhar eternamente pela máquina pública, inclusive com seus Waldomiros e Erenices.

    A primeira disputa tucana pós-eleição poderá ser entre Alckmin, por São Paulo, e Aécio, por Minas. Os dois não são de radicalizações e é possível que se entendam, atraindo juntos os aliados e ex-correligionários que foram ficando pelo caminho, a começar de Ciro Gomes, que pode trazer uma banda do PSB anti-Eduardo Campos, e de César e Rodrigo Maia, que vão precisar de uma bóia para o naufrágio do DEM. Isso fortaleceria o "novo PSDB" no Rio e no Nordeste.

    A dúvida é quanto a liderança de José Serra, que tem passado, uma bonita história, é um homem público respeitado pela direita, pela esquerda e pelo centro e era, de fato, o candidato natural para a eleição de 2010. Mas... tem um temperamento incompatível com verdadeiros líderes. Políticos agregam, Serra desagrega. Políticos compõem, Serra rompe.

    Passada a eleição, Dilma e Serra vão ter de conversar. Mas é bastante possível que o principal canal da oposição com um eventual governo Dilma seja Aécio. Para o governo, ótimo. Para a oposição, um perigo. É aí que se vai saber exatamente até que ponto Aécio é oposição, confirmando até que ponto eram verdadeiros os "boatos" de que há tempos ele é um amigável interlocutor dele.

    Quanto à ida de Aécio para o PMDB, não faz o menor sentido. Logo agora, que o PSDB está caindo de maduro no colo dele?

    Eliane Cantanhêde

    Eliane Cantanhêde é colunista da Folha, desde 1997, e comenta governos, política interna e externa, defesa, área social e comportamento. Foi colunista do Jornal do Brasil e do Estado de S. Paulo, além de diretora de redação das sucursais de O Globo, Gazeta Mercantil e da própria Folha em Brasília.

    ÁLVARO DIAS DIZ QUE FOI TRAÍDO PELO PSDB DE SERRA. IMAGINEM ESSE PARTIDO COMANDANDO O BRASIL

    "Fui traído pelo meu partido", diz Alvaro Dias ao iG

    Quase vice de Serra, senador diz ao iG que ataques do próprio PSDB o levaram a apoiar o irmão, do PDT, contra Beto Richa no Paraná

    Nara Alves, iG São Paulo

    O senador Alvaro Dias (PSDB-PR) afirmou em visita ao iG nesta quarta-feira que foi traído pelo próprio partido em seu Estado, o Paraná. "Eu fui traído desde o primeiro momento no Paraná pelo meu partido. (...) Não só eu. O candidato à Presidência da República (José Serra) também", disse. Segundo ele, essa "traição" fez com que se sentisse "desobrigado" a apoiar o candidato do PSDB ao governo do Paraná, Beto Richa."Houve uma traição ao compromisso assumido e isso desestruturou o que poderia ser o maior palanque pró-Serra, com forças que acabaram se confrontando", explicou.

    Quase vice de Serra, o senador declarou seu apoio ao irmão Osmar Dias (PDT), principal rival de Beto Richa no Estado, e afirmou que além da questão familiar, seu posicionamento contrário ao tucano é uma questão de "princípios éticos". "Figuras desprovidas de certos valores como dignidade não podem receber meu apoio. (Beto Richa) tem uma gestão que eu não aprovo com relação a certos comportamentos e, sobretudo, essa facilidade com que se desrespeita compromissos", disse. Segundo Alvaro Dias, sua decisão de ajudar o irmão, indo contra o próprio PSDB, foi motivada pelas "agressões despropositadas" de Richa a Osmar Dias. "Declarei meu voto, o voto do ser humano, que tem família, e que vota no irmão", afirmou.

    Com a decisão controversa, Álvaro Dias se colocou em uma situação delicada, especialmente no caso de derrota da candidatura do irmão, apoiado pelo PT. Isso porque com Beto Richa no poder no Estado, o senador estaria isolado dentro da legenda. "O que me conforta mais nessa decisão é que é o melhor para o Estado", disse.

    O senador negou que tenha traído o PSDB. "Tenho sido leal, tenho me colocado à disposição de Serra em todos os momentos. (...) Eu desde o primeiro momento tenho estado ao lado de Serra, mesmo com essa situação desagradável de ter sido indicado a vice", disse. Álvaro Dias garante que, se Serra for para o segundo turno contra a candidata petista à Presidência, Dilma Rousseff, estará ao lado do tucano para "reunir lideranças dispersas em torno de seu projeto".

    Para ele, no segundo turno "não há tempo para articulação política" e, por isso, é importante investir na comunicação. O senador diz acreditar na vitória de Serra na eventual segunda etapa "já que os projetos pessoais estão eliminados, os interesses eleitorais locais estão realizados, solucionados para o bem ou para o mal".

    Leia os principais trechos da entrevista de Alvaro Dias ao iG:

    Senador fala sobre apoio a irmão

    iG: O senhor chegou a ser confirmado vice de Serra e voltou atrás por causa do seu irmão. Agora, Osmar Dias tem uma disputa difícil no Paraná. Valeu a pena?

    Alvaro Dias: Eu iniciei o processo eleitoral do Estado dizendo que ficaria distanciado da disputa pelo governo porque tinha um irmão concorrendo contra o meu partido. Seria difícil entender eu trabalhando para derrotar meu próprio irmão. E seria difícil entender eu trabalhando para derrotar meu próprio partido. Foi uma conjuntura inusitada e eu acabei anunciando que se não ocorresse nenhum fato inusitado preponderante eu ficaria distante do processo eleitoral no Estado. Depois, há poucos dias, o candidato do meu partido passou a agredir despropositadamente o meu irmão. Obviamente, não pude ficar, diante da injustiça que se praticava contra um irmão, eu não poderia ficar numa postura de neutralidade. Então, declarei o meu voto. O que me conforta mais nessa decisão é que é o melhor para o Estado.

    Álvaro Dias critica gestão de Beto Richa

    iG: Então a questão familiar se sobrepôs a questão partidária?

    Alvaro Dias: Foi a questão familiar aliada a princípios éticos. Eu sinceramente não tenho coragem de apoiar no Estado aquilo que eu condeno no plano nacional. As figuras que são desprovidas de certos valores que implicam em ter dignidade não podem receber meu apoio sob pena de eu estar agindo de forma incoerente e pouco transparente e, sobretudo, insincera.

    iG: Quando o senhor fala em falta de ética, está se referindo ao Beto Richa, que é do PSDB, o seu partido.

    Alvaro Dias: Exatamente. É um comportamento sem nenhuma razão de ser na campanha e uma gestão que eu não aprovo com relação a certos comportamentos e, sobretudo, essa facilidade com que se desrespeita compromissos.

    Fui traído pelo PSDB, diz Álvaro Dias

    iG: Mas o senhor teme sair dessa eleição como traidor?

    Alvaro Dias: Ao contrário. Eu é que fui traído desde o primeiro momento no Paraná, pelo meu partido. Não pelo meu partido, mas por pessoas que comandam o partido. Aliás, não só eu. O candidato à Presidência da República... Ainda ontem tivemos o debate no Paraná e o único candidato que não citou o nome do candidato à presidente foi o do PSDB. Os demais todos citaram. O do PSDB ignora a existência do projeto maior, que é um projeto prioritário para o País, desde o primeiro momento. É evidente que isso me desobrigou de apoiá-lo. Se não há solidariedade ao candidato à Presidência por parte do candidato no Estado, por que haveria eu de apoiá-lo diante de todos os fatos já conhecidos?

    iG: O PSDB já entrou na campanha desarticulado dessa forma?

    Alvaro Dias: No Estado, sim. O candidato (Beto Richa) disse que foi "convocado" e que, por isso, deixou a prefeitura (de Curitiba) depois de um ano e três meses de mandato. Mas não foi bem assim porque houve uma prorrogação do diretório com o compromisso de que o candidato seria escolhido de acordo com pesquisas. As pesquisas me davam vantagem, mas não foram respeitadas. Quando essas pesquisas vieram ao conhecimento, simplesmente se reuniu a Executiva (do partido) e deliberou que elas não teriam nenhum valor para a escolha do candidato. Houve uma traição ao compromisso assumido e isso desestruturou uma aliança que poderia ser fortíssima no Paraná em favor da candidatura Serra. Certamente teríamos o maior palanque do Brasil pró-Serra, com a junção de forças que acabaram se confrontando agora na campanha Estadual.

    iG: Em uma entrevista, Serra afirmou que nunca fez "passa-moleque", se referindo a tropeços na campanha, incluindo a escolha do vice. Eu pergunto: o senhor fez "passa-moleque" no Serra?

    Alvaro Dias: Não, não foi a mim que ele se referiu. Eu estou desde o início, mesmo sendo preterido para vice - não fui eu que me retirei da posição, eu fui retirado na madrugada e aceitei. Eu tenho estado ao lado dele (Serra) mesmo com essa circunstância desagradável de ter sido indicado a vice e não ter permanecido. Tenho sido leal, tenho me colocado à disposição em todos os momentos. Acho o Serra disparado o mais bem preparado dos nossos candidatos.

    iG: Num eventual segundo turno, como o PSDB poderá unir as lideranças locais?

    Alvaro Dias: No segundo turno essa união ocorre de forma natural e espontânea. Não há muito tempo para articulação política. É uma campanha de comunicação. Além de catalizar a opinião pública, vai reunir lideranças dispersas em torno de seu projeto. Para a oposição é muito importante essa adesão no segundo turno já que os projetos pessoais estão eliminados. Os eventuais interesses eleitorais localizados estão realizados para o bem ou para o mal. É humano que a ambição pessoal acabe prevalecendo. Agora no segundo turno isso acaba. Então, podemos reaglutinar as forças oposicionistas.

    NO BRASIL EXISTE MINISTRO DO STF NA OPOSIÇÃO. É MOLE ? GILMAR MENDES PEDE VISTAS APÓS 6 MINISTROS VOTAREM "SIM" PARA 1 DOCUMENTO DE VOTAÇÃO.É TRISTE !

    Após maioria votar contra 2º documento, STF suspende julgamento

    Gilmar Mendes pediu vistas depois de seis ministros acompanharem a relatora Ellen Gracie, que votou por apenas documento com foto

    Severino Motta, iG Brasília

    O ministro Gilmar Mendes pediu vistas na Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) apresentada pelo PT que visava derrubar a necessidade da apresentação do título de eleitor e de um documento oficial com foto na hora de votar. Com isso, o julgamento, que já contava com sete votos favoráveis à apresentação de um único documento com fotografia ficará interrompido.

    Se Mendes não trouxer a matéria de volta ao plenário nesta quinta-feira a obrigatoriedade será mantida. O ministro, contudo, disse aos colegas que vai tentar voltar com os autos para a sessão de amanhã.

    Antes do pedido de vistas a maioria dos ministros havia entendido que a apresentação de um único documento oficial com foto era o necessário para votar. Quem iniciou a interpretação foi a relatora do caso, Ellen Gracie, que foi acompanhada pelos ministros Dias Toffoli, Marco Aurélio Mello, Carlos Ayres Britto, Ricardo Lewandowski, Joaquim Barbosa e Cármem Lúcia. Antes, ministros votaram por arquivamento de recurso de ex-governador do Distrito Federal Joaquim Roriz (PSC) e adiaram decisão de Ficha Limpa para depois das eleições.

    Segundo a ministra Ellen Gracie, o eleitor precisa somente da apresentação de um documento oficial com foto para exercer o direito de voto. “A presença do título, que é praxe, não é tão indispensável como o documento com fotografia. Cada urna conhece seus eleitores. Cada uma tem no máximo 400 eleitores. Se outra pessoa tentar votar ali não será possível. O caderno de voto também contém dados de identificação dos eleitores, com data de nascimento e filiação”.

    SERRA QUER QUE VOCÊ SE APOSENTE AOS 75 ANOS DE IDADE

    Serra sinaliza mudanças na idade para aposentadoria se eleito

    Maurício Savarese
    Do UOL Eleições
    Em São Paulo
    • José Serra se encontrou nesta quarta-feira (29), em São Paulo, com representantes da Fonacate Diante de uma plateia de funcionários públicos, o candidato do PSDB à Presidência da República, José Serra, afirmou nesta quarta-feira (29) que, se eleito, tem a intenção de promover uma reforma da Previdência, baseada na idade dos contribuintes. O tucano indicou também a necessidade de uma reforma tributária" em fatias, para não unir dez grupos diferentes contra o projeto".

    "Eu, particularmente, toda a questão previdenciária eu quero refazer no Brasil de maneira realista, que funcione", disse o presidenciável. "Eu prefiro mexer muito mais na idade do que na remuneração. Essa é uma questão importante, mas há algo que temos de examinar com a abertura, para fazer uma coisa séria. Do contrário, nós ficamos com um pé em cada canoa nessa matéria".

    Mais tarde, questionado por jornalistas, o ex-governador de São Paulo afirmou que seus comentários sobre o assunto foram "apenas ênfase", e que é favorável à aposentadoria integral para funcionários públicos. "[Mas] também não precisam se aposentar com 40 e poucos anos", afirmou.

    Atualmente, homens têm direito à aposentadoria integral se comprovarem 35 anos de contribuição previdenciária, contra 30 anos das mulheres. Para se aposentar por idade, homens e mulheres precisam ter, respectivamente, 65 e 60 anos - para os trabalhadores rurais são necessários 60 anos completos para homens e 55 para mulheres.

    O tucano, segundo colocado nas pesquisas de intenção de voto, não defendeu nenhuma idade específica para promover mudanças na Previdência se for eleito. "Tem que examinar as leis", disse ele, que se comprometeu a ter "diálogo com as entidades para formular mais eficiente". O encontro foi promovido pelo Fonacate (Fórum Nacional Permanente de Carreiras Típicas de Estado).

    Reforma tributária

    Serra, que tenta forçar um segundo turno com a líder nas pesquisas, Dilma Rousseff (PT), acusou o governo federal de não compreender as relações entre o Congresso e as mudanças na legislação tributária, o que impediria um modelo mais eficiente no Brasil. Ele afirmou ainda que a adversária não conseguiria ter profundidade para discutir o assunto.

    Em seguida, afirmou ser "quem mais entende" da relação entre Congresso e mudanças na legislação. "Nessa reforma tem que pegar um objetivo de cada vez para que os adversários não se somem", afirmou.

    O candidato do PSDB cancelou dois eventos a que compareceria nesta quarta-feira no Estado: uma visita à cidade de São José dos Campos e outra a Osasco. No início da noite ele fará uma caminhada em Barueri, na região metropolitana da capital paulista, e termina o dia com um ato de campanha na Mooca, bairro onde nasceu na zona leste de São Paulo.

    Reservas externas chegarão a US$ 300 bilhões, dizem economistas

    Reservas externas chegarão a US$ 300 bilhões, dizem economistas

    Atuação do governo para tentar evitar uma valorização ainda maior do real contribui para acumulação de capital

    Aline Cury Zampieri, iG São Paulo

    O sucesso da maior capitalização do mundo, a oferta de ações da Petrobras, contribuirá para que as reservas internacionais atinjam brevemente a cifra dos US$ 300 bilhões, elevando a posição do Brasil na classificação mundial de detentores de moedas estrangeiras.

    O relatório do Banco Central (BC) mostra que as reservas internacionais do Brasil subiram nada menos que US$ 12 bilhões em setembro, para US$ 273,8 bilhões na segunda-feira, o dado mais recente disponível.

    “Acredito que as reservas cheguem em breve a US$ 300 bilhões”, diz Cristiano Souza, economista do grupo Santander Brasil. Quando atingir esse patamar, a reserva internacional brasileira será a sétima maior do mundo, atrás de China (US$ 2,4 trilhões), Japão (US$ 1 trilhão), Zona do Euro (US$ 715 bilhões), Rússia (US$ 461 bilhões), Arábia Saudita (US$ 410 bilhões) e Taiwan (US$ 372 bilhões). O Brasil superaria a Índia (US$ 287 bilhões) e Coreia do Sul (US$ 286 bilhões).

    A acumulação de reservas está relacionada à entrada de capital estrangeiro para a compra de ações da Petrobras. “O BC prometeu comprar esses recursos adicionais”, diz Souza, do Santander.

    Economistas dizem que, apesar de a liquidação da oferta estar marcada para esta quarta-feira, o mercado já vinha registrando ingresso de dólares acima da média nas últimas duas semanas.

    “Muitos investidores entraram antes no Brasil em investimentos de renda fixa, para depois trocar pelas ações da Petrobras”, diz Arthur Carvalho, economista-chefe da Ativa Corretora. Em suas contas, US$ 10 bilhões adicionais relativos à Petrobras vão para a conta de capital do País. O volume representa um excedente de 20% em relação à conta do mês.

    O economista conta que, para fazer frente a essa entrada de peso, o governo atuou fortemente para tentar diluir esse efeito. “O volume de compras de reservas internacionais do BC subiu absurdamente nas últimas semanas”, diz Carvalho.

    Efeito no câmbio

    Tanto o ministro da Fazenda, Guido Mantega, quanto o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, vêm dando declarações reiteradas na imprensa de que o governo agirá para conter uma alta ainda maior do real. Segundo o colunista do iG Guilherme Barros, a próxima cartada deve ser a elevação do IOF sobre capital estrangeiro após as eleições. Hoje, o IOF é de 2% sobre os investimentos que entram no país, e a intenção é dobrá-la.

    Com essa atuação do governo, os economistas acreditam que o encerramento da capitalização da Petrobras não deve ter grandes efeitos na cotação do dólar até o fim deste ano. Por ter sido a maior chamada de capital da história, a operação fez com que muitos economistas traçassem cenários “antes de Petrobras e depois de Petrobras” para o câmbio em 2010. Muitos acreditavam em queda mais forte do dólar no momento de entrada dos recursos da oferta, e alta mais significativa após a enxurrada de novos recursos.

    Mas a atuação do governo federal diminuiu os efeitos da entrada de dólares da operação, e as perspectivas tanto para a economia global quanto para o mercado de capitais estão fazendo com que os especialistas prevejam um cenário mais estável para o câmbio até dezembro. Já há, por exemplo, quem espere dólar a R$ 1,70 para o fim do ano, ou seja, a mesma cotação do momento. Nesta terça-feira, a moeda norte-americana fechou em queda de 0,06% sobre o real, cotada em R$ 1,7094 para venda.

    Sem espaço para muita mudança

    Apesar da luta do governo para evitar uma alta ainda maior do real sobre o dólar, os economistas dizem não ver muito espaço para desvalorização da moeda brasileira até dezembro. Pesquisa mensal da Federação Brasileira de Bancos (Febraban) divulgada em meados de setembro já indicava uma tendência de queda nas projeções para o final do ano, de R$ 1,80 para R$ 1,78, mas algumas casas já estão prevendo menos.

    O Santander projeta R$ 1,80, mas o Banco Fator já trabalha com uma faixa entre R$ 1,70 e R$ 1,75, e a Ativa Corretora espera R$ 1,70. Souza, do Santander, diz que os Bancos Centrais do mundo estão elevando a liquidez dos mercados, o que ajuda o capital a circular. Além disso, ele lembra que o dólar vem perdendo força não apenas em relação ao real, mas também sobre outras moedas, como o euro.

    E esse cenário desfavorável em relação à moeda norte-americana ainda encontra um Brasil com boas expectativas de crescimento e que oferece retorno acima da média. Vale lembrar que a taxa nacional de juros, a Selic, ainda é uma das maiores do mundo, a 10,75%. “Há um apetite enorme por ativos do Brasil”, diz Carvalho. “Não acredito que essa situação mude no curto prazo.”

    A melhoria do mercado de capitais local também entra nessa conta. José Francisco de Lima Gonçalves, economista-chefe do Banco Fator, ressalta que o fim da capitalização da Petrobras abrirá espaço para a emissão de ações de empresas que estão na fila da Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Os estrangeiros têm levado cerca de 70% dos lançamentos iniciais de ações em Bolsa.

    Outro fator de entrada de dólares será o aumento da dívida das empresas. Com o mercado internacional se recuperando da crise, as companhias encontram empréstimos de prazo mais longo e custo mais baixo, e acabam desengavetando projetos.

    NÃO FIQUE COM VERGONHA,PODE SE EMOCIONAR.NO CORAÇÃO DE DILMA CORRE O SANGUE DO POVO BRASILEIRO.O RESTO É DATAFRAUDE E MARCO ANTONIO VILLA

    CLIQUE NAS IMAGENS E VEJA QUE AS MULHERES ACHAM ESQUISITO O SERRA JUNTO AO POVO




    DATAFRAUDE FICA FALANDO SOZINHO , NEM O SERRA GOSTA DELE. É TRISTE !

    NA PESQUISA CENSUS DILMA TAMBÉM VENCE NO 1º TURNO E TODO MUNDO GOSTA DE LULA MENOS MARCO ANTONIO VILLA.É DE CHORAR DE TANTO RIR !

    Dilma com 47,5% e Serra com 25,6%, aponta Sensus

    Marina Silva (PV) aparece com 11,6% na sondagem.
    Cenário indica ainda eleição da petista em primeiro turno.

    Eduardo Bresciani

    Do G1, em Brasília

    Pesquisa realizada pelo instituto Sensus por encomenda da Confederação Nacional de Transportes (CNT) divulgada nesta quarta-feira (29) aponta a candidata do PT, Dilma Rousseff, na liderança com 47,5% e o candidato do PSDB, José Serra, com 25,6%. Marina Silva é a terceira com 11,6%. Com estes números, a petista venceria em primeiro turno.

    A pesquisa mostra ainda que 3,6% dos entrevistados pretendem votar em branco ou nulo, enquanto 9,5% não responderam em quem votariam.

    A pesquisa foi realizada entre os dias 26 e 28 de setembro. Foram entrevistadas 2 mil pessoas em 136 municípios. A margem de erro é de 2,2%. O registro no TSE tem o número 33.103/2010.

    No levantamento divulgado nesta quarta, os demais candidatos não atingem 1%. Plínio de Arruda Sampaio (PSOL) e Zé Maria (PSTU) tem 0,6% cada, Levy Fidelix (PRTB) tem 0,4%, Eymael (PSDC) ficou com 0,3% e Rui Costa Pimenta (PCO) e Ivan Pinheiro (PCB) tem 0,1% cada.

    Segundo o levantamento atual, Dilma alcançaria 54,7% dos votos válidos. Para ser eleito em primeiro turno, o candidato precisa ultrapassar 50% dos votos válidos. José Serra tem 29,5% de votos válidos e Marina Silva 13,3%.

    Na pesquisa espontânea, em que não são indicados aos entrevistados os nomes dos candidatos, Dilma aparece com 42,9%, Serra com 23,2% e Marina com 10,5%.

    No cenário de segundo turno verificado pelo instituto, Dilma venceria Serra por 53,9% a 34,5%. A diferença é menor do que na pesquisa anterior, quando a petista tinha 55,5% e o tucano 32,9%.

    A pesquisa mostra que 74,1% dos entrevistados acreditam que Dilma vencerá a eleição, contra 13,4% de Serra e 2% de Marina. O levantamento aponta ainda que 70,7% dos eleitores dizem ter definido seu voto para presidente. Dos entrevistados, 91,2% disseram que irão comparecer para votar, enquanto 5,5% disseram que talvez irão, 2,5% pretendem se abster e 0,8% não responderam.

    O levantamento aponta ainda que grande parte dos eleitores conhecem a exigência de se levar dois documentos para votar. Foram 81,2% os que responderam desta forma, enquanto 11,1% acreditam ser possível votar só com um documento com foto e 4,5% julgam ser possível votar só com o título de eleitor. Somam 3,2% os que não responderam.

    A pesquisa traz também números sobre rejeição dos candidatos. Foram 42% os que disseram não votar em Marina Silva, enquanto 40,2% disseram não votar em Serra e 32,6% em Dilma.

    O levantamento aponta ainda que 69,8% dos entrevistados tem assistido ao horário eleitoral gratuito. Somente 13,2% não ouviram falar nem tiveram conhecimento do horário eleitoral. A propaganda de Dilma é a melhor avaliada pelos pesquisados. São 52,3% dos que assistiram aos programas que consideram a petista a melhor, enquanto 32% preferiram os comerciais do tucano e 13% os de Marina.

    No levantamento anterior, realizada entre 10 e 12 de setembro, Dilma tinha 50,5%, José Serra 26,4% e Marina Silva 8,9%.

    Governo Lula
    A avaliação do governo Luiz Inácio Lula da Silva também foi medida pelo instituto. A administração atingiu recorde de aprovação, com 79,4% de avaliação ótima ou boa. Para 15,9% o governo é regular, enquanto para 4% a administração atual é negativa.

    No caso do presidente Lula, sua atuação é aprovada por 80,7% dos entrevistados. São 16,4% os que desaprovam e 3% não responderam.


    O melhor aproveitamento do tempo de TV e dos programas justifica essa queda de Serra e a subida de Dilma e Marina."

    Em comparação com a última pesquisa CNI/Ibope, divulgada em junho, no começo da propaganda eleitoral na TV e no rádio, Dilma subiu 12% e Marina 6%. Serra foi o único a registrar queda 5%. Para o diretor operacional da CNI, Rafael Lucchesi, a propaganda eleitoral influenciou no resultado: "O melhor aproveitamento do tempo de TV e dos programas justifica essa queda de Serra e a subida de Dilma e Marina."

    DATAFRAUDE AFUNDA NA MENTIRA . IBOPE : DILMA VENCE NO 1º TURNO. 50% CONTRA 27% DE SERRA E 13% DE MARINA

    Ibope: Dilma 50% X 41% de todos os outros

    petista ganharia no 1º turno se eleição fosse hoje

    Pesquisa realizada pelo Ibope sob encomenda da CNI (Confederação Nacional da Indústria) nos dias 25 a 27 de setembro indica que Dilma Rousseff (PT) está com 50% contra 41% de todos os seus adversários somados. Se a eleição fosse hoje, a petista venceria no primeiro turno.

    Para ganhar no primeiro turno é necessário ter, pelo menos, 50% mais 1 de todos os votos válidos (os dados apenas aos candidatos, descontados os brancos e os nulos).

    A pesquisa Ibope dá 27% para José Serra (PSDB). A candidata Marina Silva (PV) aparece com 13%. Os outros candidatos nanicos somados têm 1%. Há também 4% de brancos e nulos e 4% de indecisos.

    Essa pesquisa Ibope foi realizada ao longo de 3 dias (25, 26 e 27). Não pode ser comparada com a pesquisa Datafolha, realizada apenas no dia 27 e que deu Dilma com 46%, Serra com 28% e Marina com 14%.

    Ainda assim, o levantamento do Ibope (com 3.010 entrevistas e margem de erro máxima de 2 pontos percentuais) é um indicador de que o desfecho da eleição continua pendendo mais para o lado de Dilma Rousseff. Por esse levantamento, a chance de a petista ganhar no primeiro turno está dada como fora da margem de erro.

    MARCOS COIMBRA ESTÁ IMPERDÍVEL , NO BLOG OS INIMIGOS DE JOSÉ SERRA

    Só um romantismo quase pueril acreditaria que é possível governar assim. Mas é tão arraigada a fantasia a respeito das “pessoas de bem que mudam o mundo da política” que muita gente, especialmente na classe média metropolitana, se seduz por ela. O “povão”, mais realista, olha isso tudo com descrença.

    http://osinimigosdejoseserra.blogspot.com/2010/09/marcos-coimbra-marinaperguntada-sobre.html

    SÓ PARA CORROBORAR COM MARCOS COIMBRA

    CONSUMO

    BANQUETE À BRASILEIRA

    Animados com o incremento da renda, os trabalhadores diversificam os produtos que fazem parte de sua dieta. Consultoria identifica expansão de 10% no número de produtos adquiridos, com destaque para as classes D e E



  • Luciano Pires
    Victor Martins

    Fotos: Edílson Rodrigues/CB/D.A Press
    A técnica em radiologia Marta Paiva comemora a melhora na alimentação proporcionada pelo salário maior: “Antigamente, era impossível comprar frutas especiais, como ameixa ou kiwi”

    Itens como iogurte, lasanha congelada, sorvete e chocolate se tornaram comuns na vida do militar Wesley Veiga

    Em um ano de forte recuperação econômica, o colorido das prateleiras tem seduzido o consumidor a gastar como nunca com comida. A alta generalizada da renda abriu caminho para lançamentos e todo tipo de novidades. Produtos mais nutritivos, práticos, personalizados no tamanho e no gosto, além da linha saudável, estão entre as preferências do brasileiro, que, eventualmente, nem se incomoda tanto em pagar um pouco a mais para rechear a despensa. A mudança no padrão de consumo de quem come em restaurante ou cozinha em casa já é percebida pela indústria e pelo varejo.

    Itens que mais pesam no orçamento doméstico, os alimentos puxaram as compras de bens não duráveis no primeiro trimestre do ano. Pesquisa da Kantar Worldpanel, consultoria especializada em consumo e que monitora semanalmente 8,2 mil domicílios, identificou uma expansão de 10% em número de produtos adquiridos e de 16% em valor. Conforme o levantamento, as classes D e E foram as que mais se empolgaram ao encher o carrinho e ao esvaziar os bolsos.

    Outra pesquisa, realizada pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) em parceria com o Ibope, mapeou os novos hábitos das pessoas. O estudo descobriu que produtos clássicos da dieta nacional continuam imbatíveis, mas identificou também que a grande maioria das pessoas não abre mão da praticidade na hora do almoço ou do jantar. “O consumidor está em busca de um alimento prático, que ele consiga comer no trabalho ou no caminho para chegar lá. E, mesmo em casa, ele prefere comodidade. Por isso, os congelados e as porções individuais estão tão em alta”, diz Antônio Carlos Costa, gerente de Agronegócio da Fiesp.

    Entre os produtos que mais despertam o interesse dos clientes que frequentam os supermercados, estão os iogurtes, as bolachas e biscoitos e os sucos prontos. O desejo de colocá-los no carrinho passa por critérios que vão do preço e do valor nutricional até o tempo de preparo e as calorias contidas na porção. Um dado curioso da pesquisa da Fiesp revelou, no entanto, que, quando o assunto é arroz, feijão e café, o brasileiro é conservador. “A marca exerce maior influência no caso do consumo desses itens. Os consumidores são muito fiéis. Principalmente nas classes menos favorecidas, prefere-se errar no supérfluo, mas não no que é básico”, reforça Costa. No estudo da Fiesp, 1.500 pessoas foram entrevistadas em nove capitais, incluindo Brasília.

    Chamariz
    Sempre atenta à gôndola, a servidora pública Luana Maciel, 35 anos, diz que a grande oferta de produtos funciona como um chamariz. Olhando para os últimos 10 anos, ela reconhece que compra mais e que coloca na sacola produtos que vão muito além do básico. “Hoje, a variedade permite que eu troque os produtos tradicionais pelos light ou por outros alimentos mais funcionais”, explica.

    Para a técnica em radiologia Marta Paiva, 38 anos, ganhar melhor foi fundamental para ampliar o menu. “Antigamente, era impossível comprar frutas especiais, como ameixa ou kiwi. Hoje, uma vez por semana levo esses produtos para casa, para dar ao meu bebê de um ano”, comemora. Mas não foram só os alimentos saudáveis que estrearam na lista de compras do brasileiro. O militar Wesley Veiga, 19 anos, assegura que iogurtes, pizzas e lasanhas congeladas, sorvetes e chocolates especiais deixaram de ser eventuais. “Eles se tornaram comuns, tanto na minha casa como na de todos os brasileiros”, afirma.

    Passada a crise mundial, as empresas de alimentos e bebidas calculam crescer entre 5% e 6% neste ano — a média histórica é de 2%. Em faturamento, os números são ainda mais promissores: as companhias vão movimentar R$ 310 bilhões. O gerente de Economia e Estatística da Associação Brasileira da Indústria da Alimentação (Abia), Amílcar Lacerda, destaca o amadurecimento do mercado interno e a disposição do consumidor em gastar. “É como se as pessoas estivessem mudando de classe social”, lembra. Bebidas e laticínios são os carros-chefes de 2010, segundo Lacerda. Outra alavanca é a capacidade das companhias de se adaptar ao público-alvo. “Cresce cada vez mais a produção de itens adequados ao clima e ao padrão de renda das regiões”, justifica.


    O consumidor está em busca de um alimento prático. Mesmo em casa, ele prefere comodidade”
    Antônio Carlos Costa, gerente de Agronegócio da Fiesp



    Recorde em grãos

    Preços sem grandes oscilações, maior oferta de produtos e famílias com a geladeira cheia. Essa situação confortável só foi possível, entre outras coisas, graças ao crescimento da produção de grãos, que será recorde neste ano. A última estimativa divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) prevê a colheita de 148 milhões de toneladas — resultado 10,5% superior ao de 2009 e 1,4% maior do que a safra mais volumosa da história brasileira, quando o país encerrou o ano agrícola de 2008 com 146 milhões de toneladas.

    Enquanto a produção avança, a área plantada encolhe, o que indica ganhos de produtividade. Os agricultores estão colhendo mais em uma quantidade menor de terra. Em 2010, a estimativa é que as plantações ocupem 46,7 milhões de hectares — 1,2% aquém do utilizado no ano passado. Para o consumidor, safras recordes significam elevação na oferta de alimentos e preços mais baixos. Tanta fartura também resulta em inflação sob controle.

    Em meio a tanto otimismo, só o feijão destoa. Na comparação entre julho e agosto, a quantidade do grão a ser colhida recuou 2%. A expectativa de analistas é que, se a situação não se reverter, o preço do produto pode passar de R$ 3,70 o quilo para R$ 10. No campo, a saca do feijão carioca disparou 175% até setembro. Nos últimos 30 dias, a alta foi de 100%. (VM)
  • EM 5 (CINCO) DIAS VEREMOS QUEM ESTAVA CERTO , NÓS OU O MARCO ANTONIO VILLA. SIMPLES ASSIM !

    MARCO ANTONIO VILLA

    Marolinha vermelha


    Campanha sem ideologia é o que sempre quis o governo; caso ocorra segundo turno, o artifício deverá ter vida curta

    A SOBERBA faz mal a política. A eleição não está decidida. A onda vermelha, parece, não passou de uma marolinha.
    A avidez dos apoiadores, que já estavam dividindo os cargos do futuro governo, foi contida. A comemoração da vitória, antes do apito final do juiz, pode explicar a violência dos ataques à liberdade de imprensa e à oposição em geral.
    É importante para o país uma discussão de programas e propostas. Até o momento, a campanha ficou resumida ao protagonismo de Lula e às graves denúncias envolvendo ministros e aliados do governo. É preciso muito mais que isso.
    Os debates entre os presidenciáveis foram inúteis. Viraram monólogos. O enfrentamento democrático entre candidatos acabou se transformando numa repetição enfadonha de promessas, recheadas de números, sem sentido algum.
    Ninguém aguenta mais debates que não são debates, onde as grandes questões nacionais são ignoradas. Até os ataques aos adversários são mal elaborados. O cronômetro, indicando que o tempo para a resposta do candidato está terminando, é o melhor aliado do telespectador.
    O desinteresse popular é evidente. A ausência de política empobreceu a eleição. A repetição das velhas fórmulas esgotou a paciência do eleitor.
    A falsa euforia do corpo a corpo nas ruas, que serve simplesmente para obter imagens para a TV, é a melhor representação de uma campanha pobre de ideias e recheada de marketing vazio.
    Para a estratégia do governo é essencial despolitizar a eleição. Transforma-la em um plebiscito. As diferenças políticas devem ser diluídas.
    Daí que não causa estranheza a aliança oficial combinar o apoio do empresariado, com os beneficiados pelos programas assistencialistas e os dirigentes sindicais amarelos.
    Nesse coquetel infernal deve ser acrescentado o apoio dos oligarcas estaduais. Barbalho, Sarney, Calheiros e Collor servem para obter votos nos burgos podres. Mas é o típico apoio envergonhado: nos grandes centros seriam hostilizados.
    Uma campanha sem ideologia sempre foi o desejo do governo. Até este momento conseguiu o seu intento. Caso ocorra um segundo turno, o artifício deverá ter vida curta.
    A polarização, com a apresentação de dois projetos para o país, é tudo o que Lula não quer. Os candidatos terão tempos iguais na televisão. E nos debates o confronto será inevitável.
    A oposição vai ter um teste de fogo. Terá de apresentar um programa de governo. Mostrar unidade e combatividade. E realizar algo que tinha esquecido nos últimos tempos: fazer política.

    MARCO ANTONIO VILLA é professor do Departamento de Ciências Sociais da UFSCar