terça-feira, 30 de novembro de 2010

O SITE WIKILEAKS ACABA DE VAZAR QUE SÃO PAULO,O PARAÍSO DO PSDB,ESTÁ VAZANDO POR TODOS OS LOGRADOUROS


CARLOS VEREZA , MERVAL PEREIRA , MARCELO MADUREIRA E DIOGO MAINARDI , NÃO ESTÃO NA LISTA DOS GRANDES PENSADORES GLOBAIS

OS BLOGS PROGRESSISTAS SÃO O "WIKILEAKS" DA IMPRENSA CORRUPTA,GOLPISTA E RACISTA BRASILEIRA

Da China ao Rio, 'A Arte da Guerra'

Rio - ‘Manter o estado do inimigo intacto, dominar seu o exército e forçá-lo à rendição é melhor do que esmagá-lo’, este é o princípio geral da guerra defendido pelo chinês Sun Tzu no livro a ‘A Arte da Guerra’, com primeira versão de 1927. Passados 83 anos, as autoridades de segurança do Rio agiram exatamente assim e obtiveram sucesso na retomada do Complexo do Alemão, contando inclusive com a colaboração de moradores da região.

Especialistas destacaram o planejamento e a tranquilidade na ação policial, que contou com o reforço das tropas federais. “No livro, Sun Tzu recomenda o cerco inicial ao inimigo quando se conta com vantagem de efetivo. Sob o excelente comando do secretário José Mariano Beltrame, nossos policiais cumpriram tal proposta com sucesso”, analisa Paulo Souto, ex-subsecretário de Planejamento e Integração Operacional do estado.

O equilíbrio das lideranças é apontado pelo chinês como dos principais pré-requisitos para a vitória: ‘O comandante é o equilíbrio da carruagem do estado. Se ele estiver bem-colocado, a carruagem será poderosa’, defende.

Com as prisões de alguns dos principais líderes da maior facção criminosa atuante no estado, as forças de segurança se aproximaram da máxima da excelência de Sun Tzu: ‘Dominar um batalhão, uma companhia ou uma esquadra de cinco homens é melhor do que destruí-los’, evitando assim uma guerra com tiroteios. Como recomenda os ensinamentos de ‘A Arte da Guerra’, o governante não deve se envolver nos procedimentos de guerra. “E assim agiu o governador Sérgio Cabral”, afirmou Paulo Souto.

Necessidade de dominação

Para o professor do Laboratório de Análises de Violência da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), Ignácio Cano, não há outra estratégia a ser tomada a partir de agora que não a dominação total do território.

“Acredito que o grande contingente (de homens necessários) seja a maior dificuldade para defender o extenso terreno. Nem defendia invasão ao Alemão nesse momento, mas notei grande cuidado e planejamento na ação, se comparado com a operação em 2008”, diz.


Reportagens de Adriana Cruz, Beatriz Salomão, Diogo Dias, Francisco Édson Alves, Isabel Boechat, João Noé, Leslie Leitão, Luarlindo Ernesto, Lúcio Natalício, Mahomed Saigg, Marco Antonio Canosa, Maria Inez Magalhães, Maria Mazzei, Ricardo Albuquerque e Thiago Feres

TRAFICANTES ESTÃO SENDO PRESOS UM A UM

Chefões da Cidade de Deus são capturados

Ligados ao bando do Alemão, um estava na favela e outro foi preso num imóvel em Inhaúma

Rio - Uma investigação da 32ªDP (Taquara) que desencadeou operação na Cidade de Deus, há dez dias, teve ontem seu resultado mais positivo. Dois dos principais chefes do tráfico da comunidade, que depois da implantação da UPP na favela se abrigaram nos complexos da Penha e do Alemão, acabaram presos.

Foto: Fábio Gonçalves / Agência O Dia
Militares nos acessos ao Complexo do Alemão Foto: Fábio Gonçalves / Agência O Dia

O primeiro, Julio César Soares dos Santos, o Julinho, gerente geral da localidade conhecida como Rua 15, foi preso na própria comunidade. O outro, Carlos Henrique dos Santos, o Carlinhos Cocaína, dono das bocas de fumo da parte dos Apartamentos, foi capturado pela 22ªDP (Penha) em Inhaúma.

Nesse endereço, indicado em uma ligação feita para o serviço Disque-Denúncia (2253-1177), policiais também prenderam o assaltante de bancos Wilson Caetano dos Santos, o Bomba, de 46 anos. Em 2006, ele teria participado do roubo a uma agência do HSBC no prédio da Prefeitura, na Cidade Nova. Em janeiro, atacou novamente, numa tentativa de roubar o Banco do Brasil ao lado do Ministério Público Estadual, na Avenida Marechal Câmara, no Centro do Rio.

Lucros continuam

O trabalho de quase um ano de investigações da 32ª DP na Cidade de Deus revelou que, mesmo após a instalação da UPP, as bocas de fumo continuaram bastante rentáveis, faturando cerca de R$ 1,5 milhão mensais. A prisão de Julinho da 15 ocorreu na localidade conhecida como Bariri.

“Com medo de ser preso, ele foi para a Penha. E, agora, com medo de novo, voltou pra cá, e o pegamos”, explicou o delegado João Luiz, titular da 32ªDP, que contou com apoio da UPP e de uma equipe do 14ºBPM (Bangu).

Também foram presos ontem: Marcele Otaviano, 25 anos, mulher do segurança do traficante Pezão, e um bandido conhecido apenas como Bibico, casado com a sobrinha de Mica, chefe na Chatuba.

Traficante enganou a avó

Adriano Alexandre dos Santos, 20, conhecido como Nano, foi preso ontem por policiais militares do 3º BPM (Méier), na Rua Canitá. O traficante do Morro do Juramento foi surpreendido quando tentava se passar por morador da favela. Um vídeo gravado pelo bandido há quatro meses, onde ele exibia armas, ajudou na identificação da PM.

“Fomos pegos de surpresa. Ele morava com a avó, que jamais desconfiou do envolvimento dele. Ontem, ele pediu para que eu levasse as duas filhas até ele”, disse a mãe do rapaz, Elisangela Clarimundo, 37.

Polícia mata sanguinário

Um dos mais sanguinários traficantes da Baixada Fluminense, Luis Carlos Nese José, o Di Vidro ou DVD, foi morto domingo num dos confrontos no Alemão. Ele foi reconhecido no IML por parentes.

Acusado de participação em seis homicídios, ele era o chefe do tráfico da Mangueirinha, em Caxias, e também liderava uma quadrilha de ladrões de carro, que chegava a atacar 20 motoristas por semana.

Em sinal de luto, panos pretos foram pendurados em janelas perto das favelas da Mangueirinha, Santuário e Sapo. Em represália, um carro foi queimado no bairro Olavo Bilac, em Caxias, ontem à noite. Próximo à Rua Canitá, um homem também foi encontrado morto.

Reportagens de Adriana Cruz, Beatriz Salomão, Diogo Dias, Francisco Édson Alves, Isabel Boechat, João Noé, Leslie Leitão, Luarlindo Ernesto, Lúcio Natalício, Mahomed Saigg, Marco Antonio Canosa, Maria Inez Magalhães, Maria Mazzei, Ricardo Albuquerque e Thiago Feres

INAUGURAÇÃO DE USINA HIDRELÉTRICA DE TUCURUÍ,NO PARÁ,VIRA FOFOQUINHA NA FOLHA DE SÃO PAULO.ESSA IMPRENSA CORRUPTA É TRISTE !

VIAGEM
DILMA VAI A 1ª INAUGURAÇÃO COMO ELEITA


Em sua primeira agenda conjunta desde a eleição de Dilma Rousseff, o presidente Lula e a presidente eleita inauguram usinas hidrelétricas no Pará.
Pela manhã, Lula visita as obras da usina hidrelétrica de Estreito, próxima à cidade de Imperatriz (MA). À tarde, os dois devem ir à inauguração da usina hidrelétrica de Tucuruí (PA).

LUIZ FERNANDO VIANNA

Como mostra de modo raivoso o primeiro "Tropa de Elite", há muita gente no Rio que compra pó na Rocinha à noite e faz passeata pela paz de manhã. Assim é fácil.

TODA MÍDIA , DO EXCELENTE NELSON DE SÁ

TODA MÍDIA

NELSON DE SÁ
nelsonsa@uol.com.br

Esperança 

Começam a sair os primeiros balanços, no exterior, do confronto no Rio. A "Economist" diz que as UPPs, "Pacification Police Units", conforme "se mantêm nos lugares", parecem estar levando "os moradores das favelas a dar boas-vindas à polícia, o que é novo". Mais, "estão se permitindo esperança".
Em análise, a Reuters destaca que "as cenas de guerra urbana podem representar um passo crucial, e positivo, no desenvolvimento da economia do Brasil -caso a polícia seja capaz de manter o controle das favelas antes fora do domínio da lei".
A BBC pergunta se "a operação vai trazer segurança de longo prazo aos moradores" e responde que desta vez é diferente, sublinhando as UPPs. Mas há "vozes de preocupação", caso da Anistia Internacional, que cobra mudanças no sistema judicial.

VOZ DA COMUNIDADE
Aluizio Freire/g1.globo.com
O portal G1, da Globo, entrevistou ontem Renê Silva, do jornal e perfil de Twitter que chamou a atenção nos confrontos
Ao longo do final de semana, o Blue Bus seguiu a cobertura do Voz da Comunidade, perfil de Twitter feito por adolescentes de um jornal de mesmo título, do Complexo do Alemão. Entre eles, Renê Silva, 17, e Jackson Alves, 13. E ainda no domingo, em meio à tomada do morro, entrevistou um dos jovens do "fenômeno de comunicação". Que escreveu estar "procurando informar as pessoas com notícias exclusivas e antes da imprensa geral!".
Ontem, o "Voice of the Community" foi tema de longa reportagem na BBC, enfatizando a disseminação das redes sociais.

TRIÂNGULO DOURADO
wsj.com
No "WSJ", os achados da década no Atlântico
O "Wall Street Journal" publicou "Fim da prospecção em águas profundas? Não no Brasil", do chefe da sucursal em Houston, centro da indústria de petróleo nos EUA. Escreve que o setor segue "a toda velocidade" em regiões como a Guiné, "mas em nenhum lugar isso é mais evidente que no Brasil, onde a estatal Petrobras iniciou produção num dos maiores campos descobertos em 30 anos".
Em quadro, o jornal destaca as 11 descobertas da década no Atlântico. Sete delas são operadas pela Petrobras. Duas, pela Shell.

"NYT" VS. WIKILEAKS
A cobertura de mídia do Yahoo News informou que o "New York Times" não recebeu os novos documentos do WikiLeaks, mas do "Guardian". O jornal americano vem sendo criticado pela organização. Em entrevista em julho, Julian Assange chamou o "NYT" de "pusilânime" e "antiprofissional" por abrir documentos anteriores ao governo americano -e não linkar o site do WikiLeaks.
O "NYT" confirmou que Assange decidiu não passar os documentos diretamente. No site do jornal, o editor-chefe Bill Keller respondeu, a leitores críticos do vazamento, que a edição foi feita "em consulta com o Departamento de Estado".

"WSJ" VS. WIKILEAKS
Uma semana antes da divulgação dos vazamentos, o "WSJ" foi contatado pelo WikiLeaks -e recusou. Foi o que publicou o próprio jornal de Rupert Murdoch, sob o título "Publicar vazamentos ou não publicar?". Dizendo ser "estratégia do WikiLeaks para levantar seu perfil", justifica sua decisão: "Não queríamos concordar com as precondições sem ter uma compreensão mais ampla do que os documentos continham".

Realidade
A instituição Council on Foreign Relations, dos EUA, postou análise de seu presidente, Richard Haas, destacando que "a divulgação não autorizada de documentos diplomáticos, ainda que revele pouco, pode afetar interesses vitais de segurança nacional". Já a "Foreign Policy" postou, de David Rothkopf, que o vazamento mostra "Como o mundo é realmente governado", com revelações como a extensão do financiamento saudita à Al Qaeda.

Lady Gaga
Sob o título "Pesadelo de diplomata é sonho de historiador", no "Guardian", Timothy Garton Ash escreveu o texto de maior repercussão sobre o "banquete de segredos". Ecoa por "New Yorker" etc. Encerra ironizando a "decisão estranha dos EUA de pôr toda uma biblioteca de correspondência diplomática num sistema de computador de segurança tão brilhante que um jovem de 22 anos poderia baixá-la num CD de Lady Gaga. Não é gaga?".

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

DO BLOG OS AMIGOS DO PRESIDENTE LULA

DEPOIS QUE OS HUMORISTAS FORAM LIBERADOS , MESMO NAS ELEIÇÕES,O "CASSETA E PLANETA" FECHOU AS PORTAS


"FANTÁSTICO" CORTA AGRADECIMENTO DO GOVERNADOR SERGIO CABRAL AO PRESIDENTE LULA , UMA ATITUDE MAIS DO QUE ESPERADA PELA NOSSA 'ISENTA' IMPRENSA

SOMOS 190.732.694 HABITANTES NO BRASIL

Censo aponta 190,7 milhões de brasileiros em 2010

População cresceu 12% nos últimos dez anos, segundo o IBGE.
Número de mulheres aumentou para 97.342.162.

Do G1, em São Paulo

A partir da esq., Maria Vilma Salles Garcia, coordenadora operacional do Censo; Eduardo Pereira Nunes, presidente do IBGE; e Marco Antonio Alexandre, gerente técnico do CensoNo centro da mesa, Eduardo Pereira Nunes,
presidente do IBGE (Foto: Glauco Araújo/G1)

Somos 190.732.694 pessoas em todo o Brasil. Esse é o resultado do Censo 2010 divulgado nesta segunda-feira (29) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em dez anos, o aumento da população foi de 12,3%, em números absolutos isso significa 20.933.524 pessoas. O crescimento foi inferior ao observado na década anterior. Entre 1991 e 2000, a população brasileira aumentou 15,6%.

A Região Sudeste ainda é a mais populosa do Brasil, com 80.353.724 pessoas. São Paulo é o estado mais populoso, com 41.252.160 pessoas. Já Roraima é o estado menos populoso, com 451.227 pessoas. Veja tabela no final desta reportagem com o número da população por estado.

O IBGE também divulgou a população de cada cidade do país. Clique aqui para ver a tabela (arquivo em .XLS com 1,59 MB).

A população está mais feminina. São 97.342.162 mulheres e 93.390.532 homens. As mulheres superam em mais 3,9 milhões o número de homens. Existem 95,9 homens para cada 100 mulheres. Em 2000, para cada 100 mulheres, havia 96,9 homens. Entre os municípios, o que tinha maior percentual de homens era Balbinos (SP), com 82,2%. Já o que tinha maior percentual de mulheres era Santos (SP), com 54,25%.

De acordo com o IBGE, o Censo 2010 apurou que existiam 23.760 brasileiros com mais de 100 anos. A data de referência da pesquisa é 1º de agosto. Bahia é o estado com mais centenários (3.525), seguido por São Paulo (3.146) e Minas Gerais (2.597)

Mudança no ranking
Houve mudanças no ranking dos dez municípios mais populosos do país, com Brasília, que pulou do 6º para 4º lugar e Manaus, que saiu do 9º para 7º, ganhando posições. De acordo com o IBGE, Brasília tem hoje 2.562.963 habitantes e Manaus, 1.802.525.

Belo Horizonte, Curitiba e Recife perderam posições na comparação com o censo realizado em 2000. No levantamento antigo, essas capitais ocupavam as posições de número 4, 7 e 8, respectivamente. Em 2010, passaram para as posições 6, 8 e 9.

Dezenove municípios mais que dobraram a população, desde 2000. O município que apresentou maior crescimento foi Balbinos (199,47%), em São Paulo . Há dez anos, eram 1.313 habitantes. Em 2010, o número passou para 3.932.

Na relação dos municípios que tiveram maior crescimento no número de habitantes, aparecem ainda Rio das Ostras (190,39%) , no Rio de Janeiro; e Pedra Branca do Amapari (168,72%), no Amapá .

Outros 1.520 municípios apresentaram queda no número de habitantes. Os cinco que tiveram maior redução foram: Maetinga (BA), Itaúba (MT), Severiano Melo (RN), Ribeirão do Largo (BA) e Esmeralda (RS).

Urbana e rural
A população está mais urbanizada que há 10 anos. Em 2000, 81% dos brasileiros, ou 137.953.959, viviam em áreas urbanas, agora são 84%, que representam 160.879.708.

Em 2010, entre os municípios, 67 tinham 100% de sua população vivendo em situação urbana e 775 com mais de 90% nessa situação. Por outro lado, apenas nove tinham mais de 90% de sua população vivendo em situação rural. Em 2000, entre os municípios, 56 tinham 100% de sua população vivendo em situação urbana e 523 com mais de 90% nessa situação. Por outro lado, 38 tinham mais de 90% vivendo em situação rural e o único município do país a ter 100% de sua população em situação rural era Nova Ramada (RS).

Editoria de Arte/G1

AOS POUCOS , ESTAMOS CHEGANDO

TSE: web ultrapassa jornal, revista e rádio nas eleições 2010

A televisão continua como principal fonte de informação do eleitor brasileiro. Entre as emissoras, Globo lidera

Nara Alves, iG São Paulo

A internet ultrapassou o jornal impresso, revista e rádio como principal meio de informação utilizado por eleitores para se informar sobre política e candidatos no último pleito, em outubro, de acordo com pesquisa do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Até as últimas eleições, em 2008, o uso da internet era limitado. Com a reforma eleitoral, pela primeira vez a legislação brasileira consentiu o uso de sites, blogs e redes sociais, como Orkut, Facebook e Twitter, ao longo da campanha, e até mesmo no dia da votação.

A internet, no entanto, ainda aparece em terceiro lugar como principal fonte de informação dos eleitores entrevistados, com 9,9% da preferência. Em primeiro lugar está a televisão, com 56,6% da preferência. Em segundo lugar, com 18,4%, a conversa com amigos e parentes, segundo a pesquisa do TSE.

A Rede Globo permanece na liderança entre as emissoras, com 79% dos telespectadores que se procuram o meio como fonte de informação. Em seguida aparece a Rede Record com 60,4%. O SBT teve 37,8% da audiência dos eleitores e a Rede Bandeirantes, 25,6%.

Somente 18,8% dos entrevistados disseram que debates entre os candidatos na televisão e no rádio contribuíram para a decisão. Outros 15,5% declararam que programas de candidatos na TV contribuíram para a escolha. Questionados especificamente sobre a fonte de informação utilizada para se decidir quanto ao segundo turno, 44,2% afirmaram que já estavam decididos pessoalmente.

O levantamento foi realizado com 2 mil pessoas em 24 Estados nas cinco regiões do País. Um sorteio aleatório selecionou 136 municípios dentro desse universo para entrevistar as pessoas logo após o segundo turno das eleições, entre os dias 3 e 7 de novembro. A margem de erro de 2,2% para mais ou para menos.

Os entrevistados tinham entre 16 e 70 anos, com variação de escolaridade entre a 4ª séria do ensino fundamental e o ensino superior completo. A maioria dos entrevistados – 32% - declarou ter o ensino médio completo. As informações são do TSE.

FORMATURA SERÁ EM 2014



28 de novembro de 2010

Polícia do Rio e Forças Armadas passaram no vestibular do Alemão.

soldado encontra saco de coca�na no trabalho de varredura no Complexo do Alemão.

soldado encontra saco de cocaína no trabalho de varredura no Complexo do Alemão.

–1. Ainda não se sabe se os soldados do Comando Vermelho (CV), — instalados num dos quartéis generais do tráfico de drogas—, conseguiram fugir durante a noite e a madrugada. Ou, apenas, deixaram os seus postos de resistência armada e se esconderam debaixo das camas dos vários barracos.

O certo é que a operação da invasão do morro pelas forças de ordem foi um sucesso. Passamos no vestibular e que venham as Rocinhas e quejandos.

Os representantes da sociedade, ou melhor, os nossos representantes, agentes da ordem, foram impecáveis. Mais um território recuperado, diante de uma situação de secessão. Com o controle do espaço físico comunitário já se pode falar em liberdade para os cidadãos e restabelecimento do controle social pelo Estado.

O sub-chefe do tráfico da Vila Cruzeiro, um jovem apelidado de Mister M, se rendeu antes da invasão do Complexo do Alemão para onde fugira. Com isso, mostrou como estava o clima de medo entre a bandidagem.

Quando da anterior invasão da Vila Cruzeiro, os bandidos saíram em humilhante fuga. E as forças do Estado, para evitar derramamento de sangue e uma imagem negativa do Brasil no exterior, não cometeu a ilegalidade de metralhar ou fuzilar os soldados do CV. Nesse particular, o presidente Lula deve ter respirado aliviado uma vez que não seria nada fácil, em fim de mandato, sair carimbado como conivente em massacres: em São Paulo e em face do massacre da unidade prisional do Carandiru, o governador Fleury, — que negou autorização e o secretário de segurança pública assumiu haver dado a ordem de invasão, não consegue se livrar da imagem do massacre. Não concorreu à última eleição em face de, anteriormente, não ter logrado se reeleger deputado federal.

A vitória obtida na invasão do Complexo do Alemão, – no momento estão sendo realizadas “varreduras” para busca de criminosos escondidos, de drogas armazenas e armas deixadas–, dá a certeza de que o governo do Rio pode, com apoio Federal, prosseguir nas implantações das Unidades de Polícia Pacificadoras (UPPs). O grande desafia será na Rocinha.

Pelos levantamentos, 600 membros da “confederação criminal” formada por delinqüentes das organizações CV e Amigos dos Amigos (ADA) resistiam, no Complexo do Alemão, até pouco antes da invasão. É quase certo que alguns bandidos conseguiram fugir durante a noite e madrugada, quando perceberam a iminência da invasão.

–2. O jornal Folha de S.Paulo, em primeira página, informa sobre um levantamento realizado. Na cidade do Rio de Janeiro o tráfico de drogas “empregaria” 16 mil pessoas e estas venderiam 100 toneladas de drogas por ano.

Diante dessas informações, volto ao tema do post de ontem, ou seja, a “desassociação”.

Como todos sabem, os jovens, –nas comunidades onde o crime organizado detém controles de território e social–, são atraídos pelo poder, lucro e protagonismo na comunidade. São os “soldados” da base da hierarquia.

Ora, as Unidades de Polícia Pacificadoras (UPPs) voltam-se à retomada de espaços físicos (territórios) o controle social. Em síntese, o morador recupera a cidadania, a liberdade ambulatória e as liberdades públicas. Os jovens das facções criminosas, no entanto, migram para outras áreas, na certeza de que continuarão a sobreviver do tráfico de drogas.

Não existe no projeto de UPPs previsão para instituição, por lei, da “desassociação”. Ou seja, a possibilidade de o jovem mudar de lado e ser beneficiado. Tudo condicionado ao ingresso em programas ressocializadores, de educação à legalidade democrática. Uma assistencia para mudar de vida: não estou a propor PAC para os soldados da criminalidade. O certo, é que as cadeias e presídios ficarão abarrotadass desses jovens, caso exitosa a repressão que está em curso.

Na Itália, –quando do combate às Brigadas Vermelhas e outras organizações eversivas–, percebeu-se ( e é contado no livro Le Due Guerre do magistrado Giancarlo Caseli, que é o juiz que combateu o terror e a máfia siciliana) que uma quantidade enorme de jovens, - usados como massa de manobra–, estavam presos e receberiam penas altíssimas. Então, criou-se o instituto jurídico da desassociação: dá para imaginar um jovem de 18 anos condenado à pena de 30 anos de prisão como sairá do cárcere ?

Em tempo: a Itália vivia uma normalidade democrática quando começou o movimento terrorista, cuja principal organização tinha o nome de Brigadas Vermelhos. O presidente era o socialista Sandro Pertini ( foi preso pelos fascistas ao tempo de Mussolini e dividiu a cela com o notável Antonio Gramnsci). O combate ao terrorismo deu-se, como observava o respeitado e saudoso Pertini, dentro da legalidade, sem normas ou cortes de exceção.

Para se desassociar, bastava o interessado enviar ao magistrado uma declaração de que havia deixado a organização criminosa especial a que pertencia. Aí, o jovem era colocado em liberdade e o processo criminal arquivado.

Para o sucesso das UPPs não há outra saída. Volto a afirmar: com o sucesso das operações repressivas e a difusão, pelo Estado, de um programa de desassociação (com emprego ou seguro desemprego) muitos jovens mudariam de lado. Até no meio do embate.

–3. No processo penal brasileiro, (e foi uma luta de 20 anos para se chegar a esse ponto e onde fui taxado de visionário muitas vezes) adotou-se o modelo italiano da “delação premiada” (colaboradores de Justiça).

Instalou-se na legislação o chamado “direito premial”. Com efeito, pode-se criar, também, um prêmio à dessasociação. Não é racional encher as cadeias com um “exército” de jovens, microtraficantes, e que servem à criminalidade organizada pré-mafiosa.

–4. Registro. Na Itália, ainda não se aplicou a desassociação aos casos de Máfia (só delação premiada aos “pentiti”-arrependidos).

Os candidatos à desassociação, — e que insistem numa legislação a respeito, são os “ex-chefes” mafiosos que estão em regime de cárcere duro e completamente isolados das suas organizações, ou seja, Cosa Nostra, ´Ndrangheta, Camorra, Sacra Corona Unita.

Todos estão condenados e são londas as suas penas de privasão de liberdade. Um dos interessados no instituto da desassociação é Totó Riina, sanguinário chefe dos chefes. Riina responde por 600 homicídios, como mandante e ficou foragido 23 anos, sem tirar o pé da Sicília e sem perder o governo da organização.

Para esses velhos mafiosos, por evidente, não dá para se cogitar em desassociação.

–5. PANO RÁPIDO. Com a tomada do Complexo do Alemão foi dado um passo inicial. Não podemos nos enganar e o secretário de segurança do Rio de Janeiro, com muita transparência, deixa claro que o projeto só estará pronto em 2014.

O primeiro passo, frise-se, foi seguro, dentro da legalidade. Passamos no vestibular. Uma grande alegria.

– Walter Fanganiello Maierovitch–

Cabral diz que Exército ficará no Alemão entre 3 e 7 meses, até a instalação de UPPs

RODRIGO RÖTZSCH
DO RIO

Ao chegar para a abertura do 2º Fórum Rio Cidade, em Copacabana, o governador do Rio, Sérgio Cabral (PMDB), disse que acertou com o Ministério da Defesa a permanência das Forças Armadas nos complexos de favelas do Alemão e da Penha de três a sete meses. Militares do Exército ficarão até que sejam instaladas UPPs (Unidades de Polícia Pacificadora) na região.

, mas que as questões técnicas serão resolvidas e um documento, assinado.

Com o apoio das Forças Armadas, a polícia ocupou o Complexo do Alemão praticamente sem resistência dos traficantes na manhã de domingo (28), após uma série de atentados ocorridos na cidade desde o dia 21, com 106 veículos queimados. Na quinta-feira, policiais já tinham entrado na Vila Cruzeiro, favela vizinha ao complexo.

Joel Silva-27.nov.10/Folhapress
Soldados do Exército cercam entrada do morro do Alemão, zona norte do Rio de Janeiro; veja mais imagens
Soldados do Exército cercam entrada do morro do Alemão, zona norte do Rio de Janeiro; veja mais imagens

Após a ocupação, o secretário de Segurança Pública do Rio, José Mariano Beltrame, afirmou em entrevista coletiva que a polícia vai permanecer ocupando o Complexo do Alemão, 'o coração do mal' em suas palavras.

Ele disse também que a ocupação policial irá se estender às favelas da Rocinha e do Vidigal, para onde traficantes podem ter fugido, segundo rumores. Beltrame não especificou quantos homens ficarão nas favelas do Alemão nem quando as outras duas comunidades poderiam vir a ser ocupadas.

A secretaria divulgou uma estimativa de que 20 pessoas foram presas no domingo, com a utilização de 2.700 homens das polícias Militar e Civil, além das Forças Armadas.

O balanço parcial também aponta que foram apreendidos de 50 fuzis e 40 toneladas de maconha. Não foi divulgado o número de mortos e a quantidade de cocaína apreendida.

Até as 13h de domingo, havia o registro de pelo menos 50 pessoas mortas na onda de violência que começou há uma semana. Deste total, foram 36 mortes de suspeitos registradas pela PM, 7 mortes registrados pela Polícia Civil e 7 registradas pelos hospitais públicos do Rio.

TODA MÍDIA , DO EXCELENTE NELSON DE SÁ

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NELSON DE SÁ -
nelsonsa@uol.com.br

Crise diplomática

derspiegel.de


Desta vez o WikiLeaks soltou os documentos via "Guardian", "New York Times", "Der Spiegel", "Le Monde" e "El País".
O jornal britânico foi o que deu mais criticamente, com a manchete "Vazamento de despachos dos EUA detona crise diplomática global", destacando a espionagem de diplomatas da ONU e a pressão saudita por ataque americano ao Irã.
O "NYT" foi mais contido, "Despachos vazados desvendam diplomacia dos EUA", justificando serem textos de uma "era de guerra e terrorismo" e com uma "visão franca " sobre Irã etc. Sublinha que os diplomatas tiveram ampliado seu "papel de espionagem ".



A revista alemã dá na capa (acima) a opinião americana sobre líderes como a primeira-ministra Angela Merkel, que "evita riscos e raramente é criativa". No site, "A visão do mundo por uma superpotência".
No jornal francês, "As revelações do WikiLeaks dos bastidores da diplomacia americana". No espanhol, "Os segredos da diplomacia dos EUA, a descoberto".

// "NYT" & CASA BRANCA
Segundo o próprio WikiLeaks, o "NYT" recebeu os documentos na segunda e no mesmo dia informou o conteúdo à Casa Branca, que iniciou operação para controlar danos, inclusive repassando informações a vários países. O governo britânico, depois, ameaçou "Guardian" e outros com processos. E o "Guardian" postou o material dizendo, em nota, que não soltaria "alguns despachos" devido às "leis que impõem um ônus especial sobre as publicações britânicas".
O "NYT" postou nota dizendo que, "por temerário que seja publicar este material contra objeções oficiais, seria presunçoso concluir que os americanos não têm direito de saber o que é feito em seu nome". "Le Monde" e "El País" postaram justificativas semelhantes.

// AMORIM, "PENSADOR GLOBAL"

Edel Rodriguez/foreignpolicy.com


Dividindo a capa da nova "Foreign Policy" com Bill Gates, Warren Buffett, Barack Obama, Ben Bernanke, Hillary e Bill Clinton, entre outros, o chanceler brasileiro Celso Amorim foi eleito o sexto "pensador global" pela revista americana. Seu perfil diz que foi escolhido "por transformar o Brasil em um ator global".
Com a ilustração ao lado, Amorim concede longa entrevista, a principal da edição de dezembro, à própria editora da "FP", Susan Glasser, que viajou a Brasília para falar com ele. Defende o potencial do Brasil como mediador global. A lista traz ainda, em 32º lugar, com outros três ambientalistas, Marina Silva.

foreignpolicy.com
INFLUÊNCIA
A "FP" ouviu seus eleitos para a lista de "líderes que mais influenciaram" no ano. Pela ordem, Ahmadinejad, Lula e os chineses Hu Jintao e Wen Jiabao

O DIA Sob o enunciado "O momento multipolar chegou _e não é nada como os americanos imaginaram", Parag Khanna escreve na "FP" que a "marca" de que a nova ordem mundial era de verdade foi "o dia em que o Brasil e a Turquia se juntaram" para propor um acordo nuclear com o Irã.

CRISE NOVA Também na edição, Ian Bremmer, da consultoria de estratégia Eurasia, se pergunta se "o mundo vai conseguir evitar uma nova crise". Contrasta os problemas de EUA e Europa com as "perspectivas ensolaradas" de Índia, Brasil, Turquia, "liderados pela China", e prevê "conflitos".

latintrade.com
DIFERENÇA
Visto como descartado por Dilma Rousseff no Brasil, Amorim acumula entrevistas e premiações, do espanhol "La Vanguardia" à revista americana de comércio hemisférico "Latin Trade". Na capa mais recente, semanas atrás, a "LT" elegeu o chanceler como "líder inovador do ano", justificando ser "um diplomata que faz a diferença"

OU FAZ COMO EM SÃO PAULO , ENTRA EM ACORDO COM OS TRAFICANTES. A DESESPERANÇA DESSA GENTE É DOENTIA

FERNANDO RODRIGUES

O Exército nas ruas

BRASÍLIA - Seria suicídio ficar contra a presença das Forças Armadas no Rio no atual momento. A operação de caça à bandidagem seria um fracasso completo sem o apoio de Exército, Marinha e Aeronáutica.
Há também um efeito colateral positivo. A área militar vai reconstruindo sua imagem entre os brasileiros. Depois de 21 anos de ditadura militar (1964-1985), formou-se um ranço deletério em relação a tudo que se referia (sobretudo) ao Exército. É saudável numa democracia a população reconhecer o valor das Forças Armadas.
Mas fica por aí a exaltação a respeito dessa presente operação militar no Rio. No sábado, ousei escrever sobre o quão alarmante é o fato de uma esmagadora maioria achar muito natural a presença de soldados no combate ao crime organizado. Houve uma enxurrada de protestos -dos quais sou sempre merecedor-, mas muitos acertavam o alvo sem considerar a conjuntura.
A ação de Exército, Marinha e Aeronáutica no combate ao crime organizado é para ser uma exceção. Nunca a regra. Sociedades desenvolvidas devem evitar esse tipo de ação se tornando corriqueira. As polícias é que devem ser aparelhadas e treinadas para exercer essa função. Se a segurança no Rio chegou ao conhecido nível de deterioração, a responsabilidade é dos governadores recentes e de suas políticas ineptas para o setor.
A operação atual não é a primeira. Na Eco-92, o Rio ficou calminho com o patrulhamento ostensivo do Exército. No final de 1994, as Forças Armadas já haviam participado de atividade semelhante. Os resultados sempre foram positivos.
É muito provável que daqui a alguns dias o Rio esteja pacificado. Mas sem a ação rápida do Estado para ocupar as áreas desinfestadas, em breve a maioria estará pedindo outra vez as Forças Armadas. Ao cidadão, resta torcer. Esperar que desta vez seja diferente. O histórico recente, é triste constatar, não recomenda ter grandes esperanças.

fernando.rodrigues@grupofolha.com.br

ESSE NÃO TEM JEITO , AGORA INVENTOU UMA TEORIA DE CONSPIRAÇÃO. COITADO !

FERNANDO DE BARROS E SILVA

Bandeiras de guerra

SÃO PAULO - As imagens das bandeiras do Brasil e do Rio de Janeiro hasteadas no alto do Complexo do Alemão simbolizavam, ontem, a vitória das forças policiais e militares sobre o tráfico naquele território. Sim. Mas eram, também, imagens para consumo da mídia -nacional e sobretudo a internacional.
Estão em jogo, neste momento, a competência do país para sediar a Copa de 2014 e a do Rio para receber a Olimpíada em 2016.
Na sexta, o "Le Monde" dizia: "Violência acirra as dúvidas sobre a capacidade de o Brasil organizar a Copa e os Jogos". O "The Guardian" foi mais direto: "O Brasil está tentando limpar a cidade à beira-mar antes da Copa e dos Jogos Olímpicos". Nada como um jornal britânico para nos dizer as coisas...
Com tudo o mais atrasado, a "limpeza à beira-mar" talvez seja a primeira obra de infraestrutura do país a fim de viabilizá-lo aos interesses bilionários envolvidos nos jogos esportivos globais.
Ninguém seria louco de dizer que se trata, desta vez, de uma limpeza cosmética, para inglês ver. Nunca as forças repressivas do Estado haviam enfrentado os traficantes com tanta determinação e força organizada. Organizada demais para quem foi apanhado de surpresa.
Há coisas ainda muito mal esclarecidas nisso tudo. O ministro da Justiça, Luiz Paulo Barreto, disse anteontem que não havia nenhum indício de que a ordem para incendiar a cidade havia partido de dentro dos presídios de segurança máxima. Isso, no entanto, vem sendo repetido como fato inconteste.
Outro exemplo é o do suposto bilhetinho deixado como recado num dos ônibus incendiados: "Com UPP não há Olimpíada". Você acredita que um traficante escreveria isso?
Seria muito impatriótico perguntar a quem interessaria o pânico que se instalou no Rio? E estranhar que isso tenha ocorrido logo após as eleições? São dúvidas e desconfianças que fariam bem ao jornalismo que não deve favores a Sérgio Cabral e busca a verdade.

UM HOMEM DE CORAGEM:JOSÉ JUNIOR , COORDENADOR DO GRUPO AFROREGGAE

CONFRONTO NO RIO

Criminosos já estavam arrasados, diz mediador

José Júnior fala que não queria criminoso morto em confronto

O coordenador do grupo AfroReggae já sabia que um dos chefes do tráfico no Complexo do Alemão pediu aval para matá-lo

PLÍNIO FRAGA
DO RIO

Há 17 anos na mediação de conflitos em favelas do Rio, José Júnior, 41, coordenador do Grupo AfroReggae, tentou convencer traficantes do Complexo do Alemão a deporem as armas, tendo como interlocutores lideranças que defendiam seu assassinato.
Cartas apreendidas em agosto no presídio de Catanduvas (PR), destinadas a chefes do Comando Vermelho, pediam autorização para matá-lo. A polícia acredita que os autores foram os traficantes Luciano Martiniano da Silva, o Pezão, e Fabiano Atanásio da Silva, o FB.
"Posso ser mal interpretado e é tudo o que os reacionários querem ouvir: eu não queria que os bandidos morressem. Não é um exercício de generosidade, bondade, mesmo com pessoas que tramaram contra mim e que poderiam me pegar como refém", disse ele à Folha.
Júnior diz como encontrou os traficantes: "O governo cansou os caras. Encontrei um grupo arrasado emocionalmente. Não demonstravam interesse no confronto."

Folha - Por que traficantes queriam matá-lo?
José Júnior -
O que motivou a carta foram mediações que fizemos. 99% do que a carta diz é verdade no que diz respeito ao Afroreggae. Duas pessoas ficaram muito incomodadas. Uma delas havia me ajudado a mediar muitas coisas. Até enviar a carta, foi para mim um facilitador para mediar muitos conflitos. Foi uma decepção. Não que não esperasse uma coisa dessas do crime, mas dessa pessoa. Quando vem de alguém que você tem contato, que, mesmo sendo bandido, sempre teve uma postura de não ir para o confronto, gera uma decepção muito grande. Depois disso, acontecem esses ataques. E, por eu estar como alvo, sabia que, se a carta chegasse ao Marcinho VP, líder do CV na cadeia, ele não autorizaria que me matassem. Acho que ele não autorizou esses ataques também. Foi coisa de algumas pessoas do tráfico, não de todas.

Como decidiu ir negociar a rendição?
No início, me senti desmotivado a mediar por ser alvo. Anteontem recebi recados. Foram três telefonemas perguntando se existiria possibilidade de negociação. Eu disse que só a rendição completa e total. "Não existe uma alternativa?", me perguntou um deles. Primeiro, disse que não me cabia isso. Havia falado com o Allan Turnovski [diretor de Polícia Civil]. Ele disse que a polícia garantia que não esculacharia nem mataria ninguém, se eles se entregassem sem confronto.
Os traficantes, ficou claro agora, não queriam confronto. Sempre que fui mediar, nunca tinha sido alvo. Meus amigos policiais diziam que eu não deveria ir ao Alemão. Já que havia uma bronca contra mim.
Minha ida lá foi porque os moradores me pediam o tempo todo, os traficantes me pediam também. Posso ser mal interpretado e é tudo o que os reacionários querem ouvir: eu não queria que os bandidos morressem. A verdade é essa. Não é um exercício de generosidade, bondade, mesmo com pessoas que tramaram contra mim e que poderiam me pegar como refém. Eu fui para o risco. Deixei um e-mail até para o governador dizendo que eles não tinham responsabilidade e que eu assumia o risco.

O que encontrou?
O governo cansou os caras. Inteligentemente. Encontrei um grupo arrasado emocionalmente. Eles não demonstravam interesse no confronto naquele momento. Eu disse que a polícia tinha interesse de prender todos vivos, sem confronto.
Estavam conscientes do aparato militar. Foquei muito na vida e na morte. Disse que, se eles atacassem, iriam morrer. Fui falar das alternativas que tinham: se entregar ou se entregar. Abandonar as armas. É bom deixar claro o que é esta negociação. Não propusemos nada em troca.

Quando eles disseram que não se entregariam?
Ninguém falou isso. Várias pessoas se entregaram. Os caras tentam fugir. Não deu, se entregam.


QUEM DIRIA !

RUY CASTRO

Vou à Penha

RIO DE JANEIRO - Alguns dias depois do ataque às torres do World Trade Center, a 11 de setembro de 2001, com a poeira e o medo ainda no ar, Nova York começou a sair às ruas. As pessoas voltaram aos restaurantes, lojas e teatros, a tomar sol nos parques e a andar com seu típico passo firme e acelerado. Muitas fizeram de propósito, para ajudar a devolver à cidade sua velha mística de coragem e resolução.
O dia 25 de novembro último pode ter sido o 11/9 do Rio. Foi necessária uma tragédia para unir população e autoridades contra o que, finalmente, se passou a ver como o inimigo comum. Os aplausos e os oferecimentos de água pelo carioca aos PMs que subiam os morros, os milhares de voluntários que se ofereceram para combater e o recorde de chamadas no Disque-Denúncia, informando nomes e esconderijos de traficantes, provaram isso. Vai para o museu o lema "Seja marginal, seja herói", de Helio Oiticica.
Nos primeiros dias da batalha no Rio, parte do comércio fechou, ônibus pararam, escolas não abriram, shows foram cancelados, um jogo de vôlei, adiado, e alguns eventos tiveram frequência mínima. É natural. O carioca cansou de ser espancado e ver o seu espancamento em rede e ao vivo -tudo que acontece aqui é amplificado a dimensões nacionais. É a única cidade do mundo em que os helicópteros das TVs disputam o espaço aéreo com os da polícia e em que as câmeras sobem o morro junto com os fuzis.
Pesquisas apressadas indicam que, por sua exposição nos últimos dias, o Rio perderá nos próximos meses uma quantidade significativa de turistas, domésticos e de fora. É pena, mas já aconteceu antes, e a cidade sobreviveu.
Cabe ao carioca, ele próprio, ocupar as praias, os bares, as ruas e fazer turismo no Rio. Eu, por exemplo, mesmo sem promessa a pagar, subirei à Penha assim que a pólvora baixar nos morros vizinhos -o Alemão e a Vila Cruzeiro.

É RUIM OU É BOM ?

ANÁLISE

Nas TVs, tom de engajamento e retórica sobre "refundação"

NELSON DE SÁ
COLUNISTA DA FOLHA

Ameaçada pela Record no Rio, a Globo derrubou parte da programação regular a partir de quinta, repetindo a cobertura da enchente que em 1966, em cinco dias, com Walter Clark, a estabeleceu como a TV da cidade.
Assim foi até ontem, com a tomada do Complexo do Alemão. Que foi anticlimática, sem a violência anunciada em manchetes como "A polícia dá ultimato aos criminosos no Rio: ou se entregam ou vai ocupar o morro", do "Jornal Nacional" de sábado. A falta de conflito maior não foi problema -e sua transmissão ao vivo bateu a Record por grande margem.
A cobertura global, como antes, se fundiu ao próprio Estado, em engajamento semelhante ao da Fox News no Iraque. Sua repórter chegou ao Alemão ao lado da polícia. A captura do homem condenado por matar o jornalista Tim Lopes fechou o círculo.
O discurso de refundação do Estado nas áreas retomadas foi único, da cobertura como das autoridades na transmissão. Até o "ultimato" fundiu meio e mensagem. No dizer do relações públicas da Polícia Militar, "um novo tipo de guerra, também é uma guerra midiática".
A Record não ficou atrás no engajamento, embora tenha entrado com certo atraso -e tenha anotado, aqui e ali, o temor pelas vítimas civis. Mas aí a melhor expressão estava na web, com a cobertura pelos moradores do próprio Alemão, como no perfil Voz da Comunidade.

Dilma acerta permanência de Jobim na Defesa

KENNEDY ALENCAR
VALDO CRUZ
DE BRASÍLIA

O ministro da Defesa, Nelson Jobim, continuará no posto no governo de Dilma Rousseff. A Folha apurou que Jobim recebeu e aceitou o convite da presidente eleita em reunião na sexta-feira.

Dilma e Jobim acertaram, nesse encontro, a retirada da área de aviação civil do Ministério da Defesa.

O objetivo de Dilma é remodelar o setor, abrindo o capital à iniciativa privada e acelerando a construção de aeroportos para a Copa-2014 e a Olimpíada-2016.

Como a Folha revelou ontem, será criada uma secretaria especial, provavelmente com status de ministério, para cuidar desses assuntos.

Responderão à nova pasta a Infraero, estatal que administra aeroportos, e a Anac, agência reguladora do setor.

O presidente Lula sugeriu a Dilma a manutenção de Jobim, que conduz uma reforma da política de defesa.

Para Lula, o passado de guerrilheira de Dilma precisava ser levado em conta. O presidente avalia que uma substituição nessa área poderia gerar atritos com as Forças Armadas --e que Jobim tem perfil conservador e agrada aos militares.

Tanto Lula como Dilma acham, também, que Jobim tem atuado bem nas tratativas com as Forças Armadas para dar apoio ao governo do Rio de Janeiro no combate ao crime organizado.

MAIS NOVIDADES

Dilma e seus assessores retomam hoje as negociações sobre o primeiro escalão com os partidos aliados --ontem a presidente eleita descansou em Brasília, sem agenda.

Já foram anunciados os quatro principais nomes da área econômica _Guido Mantega (Fazenda), Alexandre Tombini (BC), Miriam Belchior (Planejamento) e Luciano Coutinho (BNDES).

Antonio Palocci e Gilberto Carvalho aceitaram convite para o núcleo político _provavelmente na Casa Civil e na Secretaria Geral, respectivamente. Outro nome confirmado é José Eduardo Cardozo, quase certo na Justiça.

Alexandre Padilha, das Relações Institucionais, é outro ministro que deverá continuar em seu posto.

Lula pediu a Dilma que mantenha Fernando Haddad na Educação. A presidente eleita pretende atendê-lo.

No atual desenho do ministério de Dilma, o atual ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, comandará as Comunicações. André Barbosa, assessor especial da Casa Civil para assuntos de radiodifusão, deverá ser o secretário-executivo da pasta.

Fernando Pimentel, ex-prefeito de Belo Horizonte, também é nome certo no governo. Está cotado para a pasta da Previdência ou para a do Desenvolvimento, Indústria e Comércio.

Colaboraram GABRIELA GUERREIRO e SIMONE IGLESIAS, de Brasília

NA VERDADE , NÃO É NECESSÁRIO NENHUM "WIKILEAKS" PARA SABER DESSAS AÇÕES DOS EUA E SEUS COMPARSAS

EUA investigaram até a ONU, diz WikiLeaks

Os 250 mil papéis revelados pelo site, entre 1966 e 2010, mostram que Washington vigiou o secretário-geral, Ban Ki-moon

Documentos de teor confidencial também mostram que países árabes tramaram ataque contra o Irã

DE SÃO PAULO

Cerca de 250 mil documentos diplomáticos confidenciais do Departamento de Estado dos EUA, divulgados ontem pelo site WikiLeaks, escancaram a política externa do país entre dezembro de 1966 e fevereiro deste ano.
Espionagem do secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, ataque aéreo contra o Irã por países árabes, elo entre o governo russo e o crime organizado e dúvida sobre a saúde mental da presidente argentina Cristina Kirchner estão entre as revelações.
Com 15.365 telegramas, o Iraque é o país mais citado.
Franqueados a um pool de mídia impressa -"New York Times" (EUA), "Guardian" (Reino Unido), "El País" (Espanha), "Le Monde" (França) e "Der Spiegel" (Alemanha)-, os documentos também mostram como as embaixadas americanas foram usadas como parte de uma rede de espionagem global.
Agentes consulares de Washington ao redor do mundo foram encorajados a coletar informações confidenciais e pessoais, inclusive de países aliados, como números de cartões de crédito, dados biométricos e de DNA.
O site disse que seu servidor esteve sob ataque antes da divulgação dos dados.

IRÃ E FOGO AMIGO
Segundo os documentos, o secretário da Defesa dos EUA, Robert Gates, acredita que qualquer ataque militar ao Irã apenas adiará em três anos a obtenção, por Teerã, da bomba nuclear.
A filtragem dos documentos também revela que a ex-primeira dama dos EUA, Hillary Clinton, teve suas atividades monitoradas desde que se tornou secretária de Estado do governo Obama.
Mas há informações picantes, como a descrição das "festas selvagens" comandadas pelo premiê italiano, Silvio Berlusconi. Os relatos também mostram a profunda desconfiança que ele inspira em Washington.
Os EUA também se esforçaram para isolar diplomaticamente o presidente venezuelano, Hugo Chávez, do resto da América Latina.

REAÇÃO DOS EUA
Em comunicado, o Departamento de Defesa dos EUA condenou "a revelação imprudente de informações obtidas de modo ilegal".
Segundo seu porta-voz, Bryan Whitman, o departamento tomará medidas para evitar que isso ocorra novamente, como impedir a transferência de dados armazenados nos computadores para CD-ROMs ou memórias USB.
Mas o vazamento desses informes e seu potencial de estrago devem modificar o modo como se darão as relações diplomáticas entre os países.
Os EUA, que foram notificados do teor dos documentos antes de sua divulgação, contataram antecipadamente vários países, de modo a tentar limitar os danos. Entre eles, estavam vários da Europa e do Oriente Médio.
O vazamento de ontem constitui a terceira leva de documentos secretos dos EUA divulgados pelo WikiLeaks neste ano.
São 251.288 documentos enviados por 274 embaixadas. Destes, 145.451 tratam de política externa, 122.896, de assuntos internos dos governos, 55.211, de direitos humanos, 49.044, de condições econômicas, 28.801, de terrorismo e 6.532, do Conselho de Segurança da ONU.
Em junho, o site franqueara 90 mil informes militares sobre o Iraque e, em outubro, centenas de milhares sobre a guerra no Afeganistão. O Pentágono suspeita que quem está por trás dos vazamentos é o analista de inteligência Bradley Manning, 22.

domingo, 28 de novembro de 2010

MARCOS COIMBRA RESPONDE AOS COMENTARISTAS DA FOLHA DE SÃO PAULO DE HOJE,DIA 28/11/2010:"É o melhor caminho para que permaneçam presas aos seus erros"

Marcos Coimbra
Sociólogo e presidente do Instituto Vox Populi
marcoscoimbra.df@dabr.com.br
Votos tucanos

Agora, no momento em que as oposições precisam repensar seu rumo e discutir como serão no futuro, o pior que lhes pode acontecer é não entender a eleição que fizeram

Quando terminou o segundo turno da eleição presidencial, muita gente comemorou os resultados alcançados por Serra. Seus simpatizantes mais ardorosos, na opinião pública e na imprensa, chegaram a dizer que a derrota era quase uma vitória. Estavam tristes, mas se confortavam achando que ele e o PSDB saíam maiores da eleição.

O fundamento dessa avaliação é a comparação entre seu desempenho e o de Alckmin em 2006. Como, na eleição anterior, o candidato tucano alcançou 37 milhões de votos e nesta 43, o diagnóstico seria simples: Serra foi melhor que Alckmin.

Inversamente, o PT teria ido pior, pois Lula teve 58 milhões de votos em 2006 e Dilma “apenas” 55 milhões. Enquanto o PSDB ficou maior, o PT encolheu.

Não deixa de ser engraçado esse modo de avaliar o resultado da eleição. Parece até um jogo inventado pelo Chapeleiro Maluco: quem ganha sai diminuído, quem perde fica contente e se orgulha da “vitória moral”. Enquanto isso, na vida real, o PSDB amarga sua terceira derrota consecutiva e o PT se prepara para permanecer no poder por 12 anos ininterruptos.

A sensação de que Serra saiu vitorioso da eleição não tem, porém, fundamento. Ao contrário de vários pontos de vista seus números não foram nada bons em comparação com os de Alckmin.

A começar pelo resultado do primeiro turno. Por mais que a campanha tucana tenha ficado feliz com a passagem inesperada para o segundo turno, o fato é que Serra recebeu, em 3 de outubro, quase 7 milhões de votos a menos que Alckmin havia obtido há quatro anos. Se lembrarmos que tínhamos, então, 125 milhões de eleitores e agora 135, a perda é ainda mais expressiva.

É verdade que houve frustração na campanha Dilma quando ela não venceu no primeiro turno. Mas o certo é que ela teve 47,6 milhões de votos, mais, em números absolutos, que Lula em 2006. Para uma candidata que começava ali sua experiência eleitoral, um resultado extremamente positivo.

Foi Marina, no entanto, a maior vitoriosa. Quanto a Serra, por mais que festejasse a nova chance que recebia em função do desempenho da candidata do PV, o primeiro turno foi uma decepção face ao que Alckmin tinha conseguido.

A vantagem do governador eleito sobre o ex-candidato é especialmente visível em São Paulo. Em condições parecidas, isto é, ambos tendo deixado o governo do estado para disputar a Presidência, Alckmin teve, lá, quase 12 milhões de votos no primeiro turno, enquanto Serra, este ano, ficou com 9,5 milhões, ou seja, com 2,5 milhões a menos (sempre lembrando que o eleitorado aumentou 8% entre as duas eleições).

Mesmo no segundo turno, as comparações entre Serra e Alckmin não são sempre favoráveis ao candidato de 2010. No conjunto de estados que formam o “núcleo duro” oposicionista — São Paulo, os três da região Sul, os dois Mato Grosso — Alckmin (apesar de ter minguado entre os dois turnos) foi mais votado que Serra, se levarmos em conta o aumento do eleitorado de 2006 para cá: na soma dos seis, Alckmin teve 21 milhões de votos, proporcionalmente mais que Serra, que teve 22,1.

O que se percebe a partir desses números é que, diferentemente do que pensam alguns, Serra só foi melhor que Alckmin no cômputo final pelos votos que recebeu em Minas Gerais, no Rio de Janeiro e no Norte/Nordeste. Em Minas, por exemplo, Serra teve, no segundo turno, quase 600 mil votos a mais que Alckmin.

Mas o mais preocupante no desempenho das oposições este ano, quando se leva em conta a eleição anterior, é que Alckmin era tido como mais fraco que Serra e que ninguém duvida que Lula é mais forte que Dilma, em termos eleitorais. Ou seja: quando o candidato mais fraco enfrentou o mais forte, o desempenho do PSDB foi melhor, em muitos aspectos, que na hora em que o aparentemente forte enfrentou a marinheira de primeira viagem.

Agora, no momento em que as oposições precisam repensar seu rumo e discutir como serão no futuro, o pior que lhes pode acontecer é não entender a eleição que fizeram. Se acharem que “as coisas não foram tão mal”, que “saíram bem da eleição”, vão ficar com a impressão de que não precisam fazer mudanças profundas nas suas lideranças e no discurso. É o melhor caminho para que permaneçam presas aos erros que cometeram.

SÓ UM GOVERNO QUE SE IMPORTA COM O POVO CONSEGUE VITÓRIAS COMO AS DE LULA. VIVA O BRASIL !

A AMARGURA DE GUSTAVO FRANCO.COITADO !

OPINIÃO ELEIÇÕES 2010

Saudades do PSDB com um projeto político nítido

Associada à imagem do muro, sigla se afasta do que a levou ao poder

GUSTAVO FRANCO
ESPECIAL PARA A FOLHA

Sou filiado ao PSDB desde a campanha presidencial de Mario Covas, e fui eleitor de José Serra, como fui de Geraldo Alckmim, a despeito desses candidatos terem me deixado a impressão de que o projeto político tucano perdeu nitidez. É verdade que, como dizia Machado de Assis, "basta ser partido para não ser inteiro", e que o PSDB sempre acomodou muita diversidade, e por isso mesmo ficou associado à imagem do muro, não o de Berlim, mas o da hesitação.
Nada diferente de outras agremiações, exceto talvez das mais radicais e sectárias.
Não obstante, o PSDB, sempre considerado um "partido de quadros", como se isso o afastasse das causas populares ou da efetividade em governar, produziu ideias e ações que encantaram o país: o "choque de capitalismo", o Plano Real, a conciliação entre estabilidade e crescimento, entre políticas sociais e sustentabilidade fiscal, o combate ao corporativismo e à corrupção através da disseminação de valores como meritocracia e transparência, no contexto de uma democracia de mercado.
Era o projeto de um estado regulador e ativista, porém sem ultrapassar os limites dados pela responsabilidade fiscal, conceito que inventamos e colocamos em operação ainda que sem explorar suas últimas consequências.
A linguagem podia parecer liberal, foi esta a "acusação", descabida, é claro, mas quem se importa com o rótulo, ainda mais dado pelo adversário? A social-democracia que os tucanos traziam, e cuja expressão mais clara era a estabilidade da moeda, definia um projeto tão simples quanto inovador: num país de privilégios e igrejinhas, onde a parte "vertebrada" da sociedade estava embriagada de patrimonialismo, revolucionário era reorganizar a economia a partir de regras universais, onde a lei era a mesma para todos, e a moeda despolitizada.
É claro que estou falando do "meu PSDB", e que outros filiados podem ter ideias diferentes. Na verdade, acho que foram as outras correntes de pensamento no partido que passaram a prevalecer especialmente a partir da campanha de 2002, quando nos afastamos do Plano Real, das reformas e dos valores acima mencionados, menos por se apequenar diante da crítica, que pelas ideias do candidato que escolhemos.
O fato é que nossa candidatura em 2002 foi de oposição, em 2006 nosso candidato vestiu um casaco das estatais, e nas eleições de agora nosso candidato falou de privatização constrangido e "acusando" Lula de privatizar também (em concessões de exploração de petróleo), como quem diz que os partidos são todos iguais em vilania. E todo o resto? As bombas desmontadas, os programas sociais pioneiros, o Plano Real? FHC, nosso presidente de honra, mal foi lembrado. Com raras exceções, a campanha sequer mencionou que FHC trouxe uma inflação de 7.260% para 1,6% anuais em cerca de 4 anos, nada menos que uma cura milagrosa, cujos efeitos se fazem sentir ainda hoje.
Os que entendem de política dizem que a economia foi decisiva nessa eleição, pois bem, se assim é, estamos dentro do meu território e posso oferecer o meu diagnóstico: o PT governou, ganhou 80% de aprovação, e prometeu governar com as políticas econômicas do PSDB, mantendo religiosamente o tripé responsabilidade fiscal (superavit primário), metas de inflação e câmbio flutuante.
E o PT deriva praticamente todo o seu capital político dos sucessos na economia, a ponto de compensar sua inépcia administrativa e os escândalos. Fomos nós que introduzimos a fórmula da boa política econômica, e depois nos afastamos da nossa criação bem sucedida, apenas para ver nosso candidato resmungar sobre juros altos, desindustrialização e "populismo cambial".
Não há problemas em perder eleição, pois assim é a democracia e o futebol. Ninguém vai ganhar todas. Difícil é perder jogando um futebol que não é o nosso, ver o nosso candidato sem uma identidade partidária, que talvez tivéssemos construído com o devido debate partidário. Quem é o partido que trata da saúde, emprego, segurança, os temas vagos que estão na múltipla escolha do questionário de telemarketing que os marqueteiros mostram para a população?
Resposta: todos. E ao mesmo tempo nenhum, pois se todos são a favor da virtude, onde está a diferença? O que nos distingue deles? Será que ganhamos tantos votos por conta dessas platitudes, ou por que as pessoas sabem sobre a economia, ou sobre quem fez o que, muito mais do que se pensa?


GUSTAVO FRANCO, 54, é economista e foi presidente do Banco Central entre 97 e 99

O MAU AGOURO DE CLÓVIS ROSSI . COITADO !

CLÓVIS ROSSI

O Exército e o ovo da serpente

SÃO PAULO - Do subchefe operacional da Polícia Civil do Rio, Rodrigo Oliveira, na quinta-feira: "A comunidade [da Vila Cruzeiro] hoje pertence ao Estado".
Que bom. Mas é indispensável perguntar: não deveria ter sido sempre assim? E não só com a Vila Cruzeiro, mas com todas as comunidades espalhadas pelo Brasil.
Por não ter sido sempre assim, fertilizou-se o campo para a criminalidade, a grossa e a miúda.
Cabe também perguntar -e talvez seja a pergunta-chave- por que demorou tanto tempo para recuperar a Vila Cruzeiro se, agora, todo mundo diz que se trata de um bastião do narcotráfico?
Por que foi preciso que a bandidagem praticasse, no asfalto, cenas de guerrilha explícita para que as autoridades reagissem?
O cotidiano de medo a que vivem submetidos os brasileiros, nas grandes e médias cidades, não bastou para requisitar o auxílio das Forças Armadas. Talvez porque o medo é individual, não oferece cenas coletivas de barbárie como as que se viram nos últimos dias no Rio (e, não convém esquecer, em São Paulo anos atrás).
A omissão, para dizer o menos, das autoridades incubou o ovo da serpente. Abortá-lo agora é infinitamente mais complicado, até porque o recurso ao Exército para ajudar na invasão do Complexo do Alemão é uma confissão tácita de que a polícia, por si só, não consegue ganhar a guerra.
Até entendo o horror que muitos, esta Folha inclusive, expressam ante a hipótese de as Forças Armadas serem chamadas em auxílio da polícia. Há argumentos fortes para rejeitar a ideia.
O problema é que a alternativa parece ser a de devolver a Vila Cruzeiro aos antigos "donos". Se eles toparem ficar quietos no morro, sem o fogaréu que acenderam no asfalto, acabará sendo a acomodação de sempre. E a serpente parirá um ovo muito mais robusto lá na frente.

sábado, 27 de novembro de 2010

ASSIM COMO AS FORÇAS CERCAM E SE IMPÕEM AO TERROR DO TRÁFICO,NÓS CERCAMOS E NOS IMPOMOS A IMPRENSA CORRUPTA,GOLPISTA E RACISTA BRASILEIRA

O POVO BRASILEIRO RECUPERA SEU TERRITÓRIO NÃO SÓ NA VILA CRUZEIRO E NO COMPLEXO DO ALEMÃO,MAS,PRINCIPALMENTE,NA CONSTITUIÇÃO FEDERAL

ASSALTADO E ESPANCADO EM LONDRES , INGLATERRA

Com olho roxo após assalto, Bernie fala em agressão desnecessária
Bernie Ecclestone, com uma enorme mancha roxa em volta de seu olho direito, revelou que chegou a ficar inconciente após chutes em sua cabeça

Warm Up


Reprodução/Doug Seeburg/The Express
Bernie Ecclestone falou sobre o assalto sofrido nesta quinta-feira (25), em Londres. O dono dos direitos comerciais da F1 foi abordado na frente da sede de sua empresa e agredido por quatro homens, que levaram todos os seus pertences. Bernie afirmou que a violência foi desnecessária e que os agressores foram cruéis.

O dirigente de 80 anos estava com sua namorada, a brasileira Fabiana Flosi, que teve seus brincos arrancados à força. Bernie, com uma enorme mancha roxa em volta de seu olho direito, disse que não teve tempo de reagir ou sentir medo. Ecclestone revelou que, após chutes na cabeça, chegou a ficar inconsciente.

“Só estou sentindo isso agora. Foi uma baita pancada”, disse Ecclestone ao jornal inglês ‘Daily Express’. “Eu dirigi como sempre faço e nós tínhamos saído do carro quando, de repente, aqueles caras me abordaram”, completou o dirigente, que, ao contrário do que foi divulgado inicialmente, sofreu várias escoriações no rosto, inclusive com um olho muito roxo, resultados dos socos e chutes recebidos pelo chefão da F1.

“Eles não me disseram nada, apenas me atacaram, então não tive chance de sentir medo ou reagir. Quando eu estava no chão, eu podia ouvir Fabiana gritando por ajuda, então eu tomei um ou dois chutes na cabeça e fiquei inconsciente”, disse o dirigente.

“Quando eu voltei lá, havia sangue da minha cabeça por toda a parte, mas eu tive sorte. Eles não teriam se importado em arrancar o meu olho ou machucar minha cabeça enquanto me chutavam. Foi completamente estúpido e desnecessário. Se eles tivessem me abordado e pedido tudo o que eu tinha, eu teria dado tudo que estava em meus bolsos, minha carteira, tudo”, revelou Bernie, que acusou os meliantes de tirarem os brincos de sua namorada com violência.

PARA FERNANDO DE BARROS E SILVA E SUA POSTAGEM ABAIXO. NÃO SEJA AMARGO E DESCRENTE,TENHA FÉ NO BRASIL E NO SEU POVO MARAVILHOSO

Traficantes do Complexo do Alemão chamam mediador para iniciar negociação.

Traficantes cercados no Complexo do Alemão, conjunto de favelas localizado na zona norte do Rio, enviaram mensagens ao mediador de conflitos e coordenador do Afroreggae, José Júnior, para iniciar algum tipo de conversação antes da invasão da polícia.

José Júnior está agora no Complexo do Alemão disposto a negociar uma rendição com os traficantes para evitar o elevado número de mortes que se espera em um eventual combate.

Desde 1993, ele criou a ONG que atua na área social cultural em favelas, abrigando e empregando ex-traficantes dispostos a abandonar o crime. Os mediadores atuam para evitar confrontos que prejudiquem a vida de moradores das comunidades.

O comandante-geral da PM do Rio, coronel Mário Sérgio Duarte, disse neste sábado que a polícia vai invadir o Complexo do Alemão "a qualquer momento. Segundo o oficial, a decisão já está tomada e não há possibilidade de se voltar atrás.

"Temos toda a superioridade. Não há hipótese de os traficantes serem bem sucedidos. Eles devem se entregar, essa é a hora. Depois que entrarmos, as coisas serão complicadas", afirmou o comandante da PM.

Para conter a onda de violência iniciada em 21 de novembro no Rio, a polícia iniciou operações em diferentes morros e favelas. Com auxílio de blindados da Marinha, a polícia entrou na favela da Vila Cruzeiro, no complexo da Penha (zona norte), na quinta (22). Com a aproximação dos policiais, traficantes fugiram para uma comunidade vizinha, no Complexo do Alemão.

ELE TEM SEMPRE UMA VISÃO RUIM DO BRASIL , DO RIO , DE SÃO PAULO. POR QUE ELE NÃO VAI EMBORA DO PAÍS ?

FERNANDO DE BARROS E SILVA

Tropa da mídia

SÃO PAULO - Há um triunfalismo exorbitante na cobertura jornalística dos acontecimentos gravíssimos no Rio de Janeiro. Na sua primeira página de ontem, o jornal "O Globo" estampou, em letras garrafais: "O Dia D da guerra ao tráfico".
A comparação, ou "semelhança simbólica", entre a ocupação da Vila Cruzeiro, anteontem, e o desembarque das tropas aliadas na Normandia, impondo a derrota aos nazistas, é um despropósito, um disparate histórico, além de factual.
Vale lembrar: no dia 21 de abril de 2008, o Bope pendurou na parte mais alta da mesma Vila Cruzeiro a sua bandeira preta com a caveira no centro. A tropa de elite da polícia comemorava uma semana de ocupação na favela. Falava-se então na apreensão de "três mil sacolés de cocaína e 480 pedras de crack". Já vimos, pois, esse filme antes.
O que aconteceu desde então? As coisas agora são diferentes? Parece que sim. A começar pelo emprego de armamentos de guerra e de efetivos das Forças Armadas no cerco ao tráfico. Os bandidos também mudaram de patamar: passaram a patrocinar ações típicas da guerrilha e do terrorismo pela cidade.
Até prova em contrário, esses parecem ser sintomas do agravamento de um problema, e não da sua solução. Curiosamente, o secretário de Segurança do Rio mostra ter mais noção disso do que a mídia.
Por toda parte -TVs, jornais, internet-, há uma tendência compulsiva para transformar a realidade em enredo de "Tropa de Elite 3", o filme do acerto de contas final. A dramatização meio oficialista e meio ficcional do conflito parece se beneficiar de uma fúria coletiva e sem ressalvas dirigida aos morros, como quem diz: sobe, invade, explode, arregaça, extermina!
É quase possível ouvir no ar o lamento pela ausência de traficantes metralhados diante das câmeras. Até o momento em que escrevo, foram incendiados 99 veículos e mortas 44 pessoas. Quantas eram marginais? Quantas eram só pobres-diabos? E que diferença isso faz?

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

FORAM SÉCULOS DE ABANDONO DO POVO BRASILEIRO.NÃO ESPEREM SOLUÇÕES EM HORAS E DIAS.ESTAMOS NA LUTA POR UM BRASIL MELHOR PARA NOSSOS TATARANETOS

TODA MÍDIA , DO EXCELENTE NELSON DE SÁ

Toda Mídia

NELSON DE SÁ -
nelsonsa@uol.com.br

globo.com
Na Globo, a chegada ao Complexo do Alemão

r7.com
Na Record, a fuga da favela de Vila Cruzeiro

Guerra no ar

Como na cobertura histórica que estabeleceu a emissora no Rio, na enchente de 1966 , a Globo abriu suas câmeras ontem para a operação na favela de Vila Cruzeiro, com dois helicópteros, no final da manhã. Atravessou "RJTV" e "Hoje" e avançou até o fim da tarde, sem trégua. Segundo o Blue Bus, a audiência no final era 50% superior à habitual.
A Record também entrou com suas imagens de um helicóptero. E os portais de ambas passaram a linkar, via canais de notícias, nas manchetes. O auge na transmissão aconteceu com a expulsão das gangues para o Complexo do Alemão. Na descrição global, "dezenas, como se fossem soldados mesmo".
Fim do dia, a Folha.com postou que o perfil oficial do Bope no Twitter havia questionado as TVs pelas imagens dos helicópteros: "Um desserviço prestado pelas aeronaves da Record e da Globo".

lemonde.fr
No "Monde", um tanque se prepara para ação no Rio

// TANQUES
Pouco antes das 17h, seis dos dez "trending topics" mundiais do Twitter tratavam da operação no Rio. Entre outros, BOPE, Vila Cruzeiro e Complexo.
Na cobertura externa, a atenção foi para a entrada em cena de tanques e outros blindados. Foi o destaque dos sites dos canais de notícias BBC e Al Jazeera.
E tomou as páginas iniciais do francês "Le Monde", dos espanhóis "El País" e "El Mundo" e dos argentinos "Clarín" e "La Nación", sempre abrindo fotos dos veículos militares.
Na chamada, o "El País" afirmou ser "a batalha decisiva contra o narcotráfico". Já o britânico "Telegraph" ressaltou o uso de "táticas duras e suaves" no Rio, com Bope e as UPPs.

// O MENOR DESEMPREGO
Antes da guerra, até o meio-dia nas manchetes de UOL e outros portais, "Desemprego é o menor" da série histórica do IBGE.
Foi também o principal destaque da Reuters Brasil, anotando que São Paulo, "o Estado que mais sofreu com a crise", agora "está puxando o país". E "a mola da expansão" é a indústria.

Tranquilidade A nova "Economist" avalia a equipe econômica de Dilma Rousseff, sob o título "Muitas perguntas, algumas respostas". Em suma, como Lula em 2002, ela "tranquiliza os investidores nervosos de que vai, sim, manter a retidão fiscal e monetária".

Coordenação E o "Financial Times", no editorial "Cabeças falantes", saúda o anúncio de cortes por Guido Mantega e de autonomia por Alexandre Tombini como "os barulhos certos". Mas cobra mais "coordenação" de Dilma na política de reajustes do salário mínimo.

// OBAMA & DILMA, NÃO
No portal R7 e em outros, no final do dia, "Dilma recusa convite para visitar Obama nos EUA" antes da posse. O assessor para assuntos internacionais da Presidência, Marco Aurélio Garcia, afirmou que a presidente eleita já respondeu ao embaixador Thomas Shannon, a quem ela "disse que tem todo interesse de encontrar Obama logo depois".
Dilma estará hoje na cúpula da Unasul, ao lado de Lula, na Guiana. Segundo o "Valor", o foco do encontro é criar um "mecanismo enxuto e operacional" para reagir a golpes contra a "ordem democrática". Segundo o enviado da Associated Press, em despacho por "Washington Post" e outros, "Líderes sul-americanos vislumbram carta democrática", como guia para o bloco de 12 nações.

// WIKILEAKS E O BRASIL
Segundo a Bloomberg, o governo americano espera para o fim de semana, talvez hoje, a divulgação de "centenas de milhares" de documentos pelo site WikiLeaks, via "New York Times", "Guardian" e "Der Spiegel". Agora seriam relatórios do Departamento de Estado. O temor é que a divulgação "possa afetar negativamente as relações externas dos EUA".
Em entrevista ao "Estado de S. Paulo" há duas semanas, o fundador do WikiLeaks, Julian Assange, avisou que há documentos sobre o Brasil, desta vez: "Não posso dizer de quem se trata. Sabemos que parte da informação que temos sobre o Brasil poderia ter abalado as pretensões eleitorais de algumas pessoas".

IMPRENSA CORRUPTA , GOLPISTA E RACISTA BRASILEIRA VÊ A ASCENSÃO DOS BLOGS E CHORA COPIOSAMENTE. COITADA !

Entrevista a blogueiros não foi chapa-branca, diz "Sr. Cloaca"

BRENO COSTA
DE BRASÍLIA
BERNARDO MELLO FRANCO
DE SÃO PAULO

Convidado para o encontro do presidente Lula com blogueiros que se classificam como "progressistas", o publicitário William Barros, que se apresenta na internet como "Sr. Cloaca", afirmou que o evento "não foi uma entrevista chapa-branca".
Ele disse que o tom da conversa, marcada por elogios ao governo e ataques à imprensa, surpreendeu. "Achavam que seria chapa-branca, inclusive os leitores dos blogs. Mas não foi!"
Barros escreve no blog "Cloaca News", cujo subtítulo é "As últimas do jornalismo de esgoto". A página se dedica a defender Lula e a atacar políticos de oposição.
O tópico mais citado é "José Serra": até ontem, havia 142 posts contra o tucano. Outro alvo preferencial são os veículos de comunicação, chamados de "imprensa golpista" e "máfia midiática".
O blogueiro assessora políticos do PT-RS, mas evitou o assunto. "Não é importante, não sou famoso. Famoso é o Sr. Cloaca", disse. O site tem link para o portal do futuro governo de Tarso Genro (PT).
Animado, ele se posicionou ao lado de Lula para a foto oficial. Após o clique, deixou o Planalto gabando-se da notoriedade instantânea. "O Lula me chamou depois... "Vem cá, ô Cloaquinha!'"

PARABÉNS DILMA ROUSSEFF !

CASA BRANCA
ELEITA RECUSA CONVITE PARA IR AOS EUA


Dilma Rousseff recusou convite para se encontrar com o presidente dos EUA, Barack Obama, antes da posse, na Casa Branca. Segundo o assessor especial para assuntos internacionais da Presidência, Marco Aurélio Garcia, ela tem problemas na agenda por causa de compromissos do governo de transição.

O ÓDIO A TUDO QUE VENHA DOS AMIGOS DE LULA E DILMA , CEGOU O ARTICULISTA.ELE NÃO CONSEGUE VER NADA DE BOM NAS AÇÕES GOVERNAMENTAIS,QUAISQUER QUE SEJAM

FERNANDO DE BARROS E SILVA

Propaganda de guerra

SÃO PAULO - Já no início da madrugada de ontem, o "Jornal da Globo" procurava atualizar os números da guerra civil carioca: tantas pessoas mortas, tantos presos, pelo menos cinco carros queimados depois das oito da noite... O balanço do dia era devastador: escolas sem aula, comércio fechado, pessoas aflitas ou em pânico correndo para se refugiar em casa.
Veio então o intervalo comercial. E, com ele, a propaganda de uma empresa de blindagem de automóveis. Anunciava "proteção ao seu alcance", a partir de R$ 18.950, um precinho supostamente "popular" para os padrões do serviço.
Tratava-se de uma autêntica propaganda de guerra, do tipo "adapte seu carro aos novos tempos" de terror urbano. Não deixa de ser mais um capítulo, cruelmente irônico, de uma tradição brasileira: problemas públicos, soluções privadas.
Mas deixemos de lado a proteção fantasiosa do anúncio comercial. Há outra propaganda de guerra nas ruas. Ela parte do governo fluminense e ecoa em toda a mídia: a onda de violência e caos que tomou o Rio não passa de uma reação desordenada, um sintoma de desespero do tráfico, que começou a ser desarticulado e desalojado pelas UPPs.
Deve-se mesmo acreditar nisso?
O governador Sérgio Cabral é antes de tudo um grande marqueteiro. Diante de tudo o que estamos vendo, à luz das cenas de uma cidade conflagrada, é preciso no mínimo desconfiar do discurso do êxito da política de segurança. Sua conexão com a realidade parece bem tênue.
O uso de blindados da Marinha para ajudar a polícia a "subir o morro" certamente impressiona. Se alguém ainda hesitava em chamar isso de guerra, às favas com o pudor. A população, exausta ou aterrorizada, aprova tais operações militares.
Porém, no dia em que as Forças Armadas se envolverem no combate ao tráfico, serão inevitavelmente contaminadas por ele. Estaremos então mais próximos de um cenário colombiano de narcobarbárie ou de uma cidade, enfim, pacificada?

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

APESAR DE TER O RESULTADO PÍFIO COM 7,61% DOS VOTOS E NÃO TER SIDO ELEITO SENADOR,O "JN" , DE HOJE , O CHAMOU DE SENADOR NOS CRÉDITOS.É TRISTE

SENADOR - PE

RAUL JUNGMANN

Número: 232
Partido: PPS - PARTIDO POPULAR SOCIALISTA (23)
Coligação: PERNAMBUCO PODE MAIS
Composição da Coligação: PMDB, PPS, DEM, PMN, PSDB
Situação da Candidatura: DEFERIDO
2º SUPLENTE SENADOR: PERSIO ANTUNES DA SILVA >>
RAUL BELENS JUNGMANN PINTO
Data Nascimento
03/04/1952
Sexo
MASCULINO
Estado civil
SOLTEIRO(A)
Ocupação
DEPUTADO
Grau de Instrução
ENSINO MÉDIO COMPLETO
Nacionalidade
BRASILEIRA NATA

RAUL JUNGMANN232PPSPMDB / PPS / DEM / PMN / PSDB 599.937 7,61%

Se a idéia era lembrar a ditadura, basear a reportagem em depoimento colhido, sob tortura, não podia ser mais apropriado aos anos de chumbo.

Valorizar confissão sob tortura esvazia dignidade humana

Marcelo Semer
De São Paulo (SP)

Depois de uma longa batalha judicial, o jornal Folha de S. Paulo teve, enfim, acesso ao processo movido à época da ditadura contra Dilma Rousseff, arquivado junto ao Superior Tribunal Militar.

Pouco se tem a discutir quanto ao direito do jornal de conhecer processos que não estejam sob sigilo. É inquestionável.

A questão mais grave é o que o jornal conseguiu fazer das informações a que teve acesso. Se a idéia era lembrar a ditadura, basear a reportagem em depoimento colhido, segundo o próprio jornal, sob tortura, não podia ser mais apropriado aos anos de chumbo.

De todo o volume do processo, foi o relato de um ex-companheiro de clandestinidade de Dilma no Dops, que mereceu atenção. Mas publicar a versão de confissão sob tortura como um fato em si relevante, não deixa de ser uma forma indireta de legitimá-la. Se a informação só veio à luz pelo emprego de violências, dar publicidade a ela faz a agressão ter valido a pena.

Nos processos atuais, as provas ilícitas são simplesmente inadmissíveis. Não podem entrar nos autos e, se entrarem, devem ser retiradas.

O art. 15 da Convenção da ONU contra a Tortura, que o país subscreveu, determina que "nenhuma declaração comprovadamente obtida sob tortura possa ser admitida como prova em qualquer processo, exceto contra uma pessoa acusada de tortura como prova de que tal declaração foi dada".

O princípio é evidente: a declaração colhida sob tortura só pode servir contra o torturador, jamais contra o torturado ou qualquer um por ele delatado.

Mas é justamente o que acaba por fazer o jornal, utilizando a declaração sob tortura como base do conteúdo de uma reportagem que se volta contra o delatado. E que tenta, ainda, com uma entrevista, demonstrar o quão verdadeiro teria sido o relato do torturado.

Publicar o que se afirma ter sido a expressão de um crime (ainda que não reconhecido à época), esvazia a proteção da dignidade humana, permitindo que o depoimento sob flagelo seja tratado como instrumento legítimo de informação.

Aqui, o conteúdo é menos importante do que a forma. Dentro de um estado democrático de direito os fins não justificam os meios. Tanto uns quanto outros devem ser legítimos. Mesmo a verdade, sob tortura, é iníqua.

A essa altura, os inquisidores do passado devem estar pensando, afinal, que realizaram bem o seu trabalho. Se não tivessem torturado, essas "informações relevantes" jamais se tornariam públicas.

Método legal em séculos anteriores, a tortura sofre um gradativo processo de deslegitimação. Era consentida, depois formalmente proibida, e, finalmente, criminalizada.

Na época da ditadura, como sabemos, era utilizada à exaustão. Mas dar valor hoje à informação obtida desta forma é retomar o caminho de volta.

Ciente das fragilidades do interrogatório policial, a jurisprudência recente esvaziou o valor da confissão obtida nas delegacias de polícia. Com o direito ao silêncio, diminuíram os relatos de "confissões forçadas". Se isso ainda não é suficiente para eliminar a violência policial, e de fato não é, pelo menos o desprestígio da confissão tem sido importante para minorar torturas realizadas justamente para obtê-las.

Mas será que as proibições legais também devem alcançar a imprensa ou o direito à informação supera todos esses obstáculos? O interesse público não seria mais importante do que a dignidade do torturado?

Submeter o direito fundamental ao interesse da sociedade é o que fazem os regimes totalitários. Os direitos fundamentais são a couraça que impedem a absoluta prevalência do que se possa chamar de interesse público ou, por outros, de segurança nacional. É o fascismo que sobrepõe a nação aos indivíduos, não as democracias.

Nem a busca da verdade pode nos permitir tudo. Admitir isso significa consentir que um meio de comunicação corrompa para obter um dado relevante. Ou, no limite, execute ele mesmo a tortura, se estiver atrás de informação que repute essencial.

A democracia não é um vale-tudo. O estado de direito impõe limites.

O que a publicação mostra, todavia, é que ao contrário do que recentemente decidiu o STF, a ditadura militar ainda é um cadáver insepulto. Em nenhum momento, abrimos mão de conhecer suas verdades, em nome de uma suposta "paz social".

É certo que a validade da anistia aos torturadores ainda depende de julgamento na Corte Interamericana de Direitos Humanos. Mas o estabelecimento de comissões de verdade não.

É preciso resgatar a memória dos tempos sombrios, mas devemos fugir à tentação de fazê-lo reproduzindo ou compactuando com os vícios do autoritarismo.

Buscar a verdade por intermédio das confissões sob tortura não é investigar a ditadura. É prestar-lhe uma homenagem.


Marcelo Semer é Juiz de Direito em São Paulo. Foi presidente da Associação Juízes para a Democracia. Coordenador de "Direitos Humanos: essência do Direito do Trabalho" (LTr) e autor de "Crime Impossível" (Malheiros) e do romance "Certas Canções" (7 Letras). Responsável pelo Blog Sem Juízo