sexta-feira, 31 de dezembro de 2010
P.S. HOJE ESTÁ SENDO UM DIA ESPECIAL,"BATI UM GRANDE PAPO" COM DANIEL PEARL, PELO TELEFONE.ELE ESTÁ EM BRASÍLIA E AMANHÃ VAI A POSSE DE DILMA
PRETENDO COPIAR TODAS AS FOTOS DO BLOG DA DILMA.
ATÉ EU , UM IMBECIL , VI O ERRO DA ITÁLIA PENSANDO QUE PODERIA INFLUENCIAR O BRASIL COM AMEAÇAS. A DIPLOMACIA ITALIANA É INCOMPETENTE
Lula decide não extraditar o italiano Cesare Battisti
AMANHÃ , COM A GRAÇA DE DEUS , DILMA PRESIDENTE DO BRASIL. AMÉM !
Dilma herda conquistas de Lula com desafio de superá-lo
Um operário, uma mulher. Pela segunda vez, a democracia brasileira, outrora violentada, hoje vibrante, inova com felicidade. No sábado, 1º de janeiro, o ex-metalúrgico Luís Inácio Lula da Silva cederá sua poltrona a sua sucessora, Dilma Rousseff, a ex-guerrilheira que se tornou economista e tecnocrata, eleita há dois meses a primeira mulher presidente do Brasil.
Dilma, como todos a chamam, chega ao cargo supremo em um contexto bem mais invejável que o de 2002. Não tem necessidade, como então, de acalmar os meios empresariais que o sindicalista barbudo ainda assustava, apesar de suas promessas tranquilizadoras. Graças ao pragmatismo de Lula, nunca desmentido em oito anos, os capitais hoje afluem à Bolsa de São Paulo, para se investir ou especular.
A nova presidente se beneficia da herança de seu antecessor. Uma democracia consolidada, livre da inflação, com uma riqueza multiplicada pelo aumento da cotação das matérias-primas. Crescimento, emprego, consumo, moeda: os grandes indicadores do Brasil estão com sinal verde. Principalmente com um fabuloso tesouro petrolífero que dorme ao largo de suas costas.
Ao realismo econômico acrescenta-se uma relativa ousadia social. Graças ao ambiente de dinamismo e a uma série de ajudas familiares, 15 milhões de brasileiros nos últimos oito anos escaparam do desemprego, integraram a economia formal e deixaram de ser pobres ou muito pobres. Eles se uniram ao crescente exército das classes médias, ávidas por possuir, consumir e viver melhor.
Como todo empreendimento inacabado, o de Lula inclui sua parte sombria, onde Dilma Rousseff enfrentará seus maiores desafios. A educação continua medíocre e desigual. O sistema de saúde funciona em duas velocidades. A violência e a insegurança gangrenam as metrópoles. A corrupção e o nepotismo corroem a vida pública em um país onde a política é muitas vezes vista como um simples meio de enriquecer. As infraestruturas exigem um rápido desenvolvimento para enfrentar principalmente o desafio da Copa do Mundo de Futebol em 2014 e os Jogos Olímpicos em 2016.
Lula deixa para a nova presidente um país escutado e respeitado na arena internacional. O Brasil tornou-se um ator maior, que atrai muitos elogios e já algumas críticas, por exemplo sobre sua aproximação do regime de Teerã. Nesse campo, Dilma começou a fazer ouvir sua diferença, exprimindo com força sua preocupação pelos direitos humanos, em particular os das mulheres, no Irã e em outros lugares.
Rousseff deve seu destino glorioso ao apoio inflexível de seu mentor, do qual ela não possui nem o carisma nem os dons de tribuno, realmente ímpares. Ela terá sem dúvida intenção de emancipar-se aos poucos dessa tutela benfazeja. Professor de otimismo, Lula inflamou o moral da nação. Essa confiança coletiva beneficia sua protegida. Mais de quatro em cada cinco brasileiros preveem que Dilma governará tão bem quanto ou melhor que o presidente mais popular da história do Brasil. Cabe a ela não os decepcionar.
O LEGADO DO PARTIDO MAIS CORRUPTO DA FACE DA TERRA , O DEMOCRATAS , PARA O DISTRITO FEDERAL
| Juliana Boechat |
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AGNELO QUEIROZ RECEBE A "HERANÇA MALDITA" DE ARRUDA E AGORA TEM QUE RESOLVER TUDO EM 1 DIA
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DAQUI A OITO ANOS ELE VOLTA , PARA DESESPERO DA IMPRENSA CORRUPTA BRASILEIRA
| » Renata Mariz |
| » Tiago Pariz |
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O TABLÓIDE CORRUPTO CORREIO BRAZILIENSE,QUE ADORA ARRUDA E RORIZ,SÓ FAZ REPORTAGENS NESSE NÍVEL QUANDO SE TRATA DE LULA .É TRISTE !
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quinta-feira, 30 de dezembro de 2010
ESSA É A IMPRENSA CORRUPTA , GOLPISTA E RACISTA BRASILEIRA
DE BRASÍLIA
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou ontem em Salvador que a imprensa deveria pedir desculpas por, de acordo com ele, ter publicado que o programa habitacional Minha Casa, Minha Vida não atingiria a meta de contratação de 1 milhão de casas, anunciada hoje pela Caixa Econômica Federal.
"Aqueles que escreveram esta semana que a gente não ia entregar 1 milhão de casas, por favor, peçam desculpas e reescreveram a matéria de vocês. Não é feio pedir desculpa, feio é persistir no erro e na ignorância", afirmou o presidente.
A propaganda do Minha Casa Minha Vida previa não a contratação, mas a construção de 1 milhão de casas no governo Lula. "A meta é ambiciosa: construir um milhão de habitações, priorizando famílias com renda de até 3 salários mínimos", diz por exemplo cartilha da Caixa.
Anteontem, o ministro Franklin Martins (Comunicação Social) também voltou a criticar a imprensa. Para ele, os jornais não têm "muita boa vontade com o governo".
"Quando as pessoas foram percebendo que a vida delas estava melhorando, mesmo com os jornais dizendo que estava piorando, [...] foram acreditando um pouco menos na imprensa, e [foram] acreditando um pouco mais no presidente", afirmou.
TÁ DANDO DÓ DA FOLHA DE SÃO PAULO !
Moacyr Lopes Junior/Folhapress![]() |
BERNARDO MELLO FRANCO
DE SÃO PAULO
O presidente Lula terá que esperar pelo menos um dia para descansar após entregar a faixa a Dilma Rousseff.
Depois da maratona da posse em Brasília, ele será recebido com uma festa popular em São Bernardo do Campo, ainda na noite de sábado.
Com aval da prefeitura petista, dirigentes do partido vão interromper o trânsito para montar um palanque em frente ao prédio dele, na avenida Prestes Maia.
A promessa é de uma celebração longe do protocolo e, como reza o bordão carnavalesco, sem hora para acabar.
"Queremos uma festa bem povão", diz o presidente municipal do PT, Wanderley Salatiel. "Vamos carregar o Lula nos braços. Vai ser como ele gosta: sem frescura."
Ontem, faixas convocavam a população a tomar a rua a partir de 19h -a chegada do já ex-presidente é prevista para uma hora depois.
Os petistas chamaram a Orquestra de Viola Caipira de São Bernardo e o cantor sertanejo Sérgio Reis para animar a militância. Mas a grande expectativa é por um discurso de Lula, o primeiro depois de deixar o poder.
"Não vamos abrir mão, mesmo que ele esteja cansado", anima-se Salatiel. "E conhecendo o Lula, você acha que ele não vai querer falar?"
O PT não informou quanto custará a festa. O plano é fazer um evento ainda maior no 1º de Maio, no Paço Municipal -cenário das greves lideradas pelo ex-metalúrgico.
Segundo pesquisa CNT/ Sensus, ele deixa o cargo com aprovação de 83%, mesmo índice apurado em novembro pelo Datafolha.
Dos entrevistados, 69% acham que o governo Dilma será ótimo ou bom. Mas só 25% acreditam que ela indicou seu ministério -para 27,5%, a escolha foi de Lula.
ARTICULISTA ESTRANGEIRO ELOGIA LULA E DESEJA SORTE PARA DILMA,OS ARTICULISTAS BRASILEIROS QUEREM QUE OS DOIS MORRAM. É TRISTE !
Começos
Depois de dois mandatos como presidente, Luiz Inácio Lula da Silva deixa o posto com grandes realizações a seu crédito. Dilma Rousseff, que o sucederá, está ansiosa por aceitar o legado de Lula.
Neste caso não é questão de aceitar uma "herança maldita". Lula lega uma "herança bendita", fato que apenas seus mais recalcitrantes críticos deixam de reconhecer.
O Brasil teve sorte em contar com Lula. Não é apenas questão de o país ter se beneficiado de circunstâncias internacionais favoráveis. Na verdade, as condições internacionais estiveram longe de ideais para o Brasil, e foram ainda piores para o restante do mundo, desde que eclodiu a crise financeira mundial de 2008.
Em última análise, os líderes políticos constroem os seus próprios destinos.
Lula deixou sua marca de maneira muito pessoal. Sucedê-lo será difícil. Pouquíssimos líderes mundiais contam com a poderosa combinação de qualidades que Lula ofereceu ao seu governo: experiência de vida no Nordeste e no Sudeste; origens trabalhadoras e experiência no piso da fábrica, no sindicalismo e na organização política; três fracassos eleitorais sucessivos antes do sucesso -e virtualmente nenhum deles reteve ao longo do processo o seu bom humor e a capacidade de falar a língua do povo.
As estatísticas falam por si. Duas delas são especialmente reveladoras. Enquanto o desemprego nos Estados Unidos era de 9,8% em novembro de 2010, no Brasil o índice foi de 5,7%, o mais baixo desde 2002. E 71% dos brasileiros aprovam o ataque de Lula à pobreza. Há problemas, claro.
Significa pouco dizer que Lula causa "inveja e ciumeira" aos Estados Unidos. O presidente eleito, na sua primeira entrevista ao "Washington Post", já usou uma linguagem menos preconceituosa.
Dilma Rousseff lembrou ao PT que um partido político que elegeu um operário e, em seguida, uma mulher "deposita um grande desafio em nossos ombros".
Ela não tem a experiência de vida de Lula, isso é certo.
Mas a presidente Rousseff levará para a Presidência uma postura forte, experiência administrativa e longo envolvimento no centro do governo Lula.
Dilma talvez tenha pago mais caro que Lula por sua oposição à ditadura militar.
Manterá alguns dos ministros mais experientes do predecessor. Desfrutará, pelo menos por enquanto, de amplo apoio político. Sua agenda de governo inevitavelmente envolverá grandes empreitadas internacionais, com destaque para os preparativos da Copa do Mundo e da Olimpíada.
Ao assumir, desejamos tudo de bom a ela e ao Brasil.
KENNETH MAXWELL escreve às quintas-feiras nesta coluna.
Tradução de PAULO MIGLIACCI
A RAINHA DA "MASSA CHEIROSA" QUER ELOGIAR LULA , MAS SE PERDE NO ÓDIO E NÃO CONSEGUE. TÁ DANDO DÓ !
Lula encerra a década como um dos homens mais importantes do mundo
ELIANE CANTANHÊDE
COLUNISTA DA FOLHA
O migrante nordestino, metalúrgico e líder sindicalista Luiz Inácio Lula da Silva é reconhecidamente um dos homens mais importantes da primeira década deste século, não apenas no Brasil, mas no mundo.
A história registrará que, durante o seu governo, o Brasil pulou vários degraus em importância internacional, ganhou em pujança econômica e recuperou a autoestima interna.
Mas, retrospectivamente, sem o calor do momento e sem o peso do marketing, a história tenderá também a reequilibrar de forma mais justa a importância de Lula e de seu antecessor, Fernando Henrique Cardoso.
| Antonio Lacerda-17dez.10/Efe |
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| O presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao lado do colega boliviano Evo Morales; ele se tranformou em líder no cenário mundial |
Hoje, Lula é quase um Deus, enquanto FHC é tratado como um quase fiasco. A balança ficará mais bem ajustada quando recuperada a realidade de que os dois governos fazem parte de um único processo.
Há uma relação de causa e efeito nesse ciclo virtuoso, que começa com a estabilidade da economia e desemboca na inclusão de 27 milhões de brasileiros.
Com seu imenso carisma, sua vibrante biografia e sua decantada capacidade de comunicação com pobres e ricos, letrados ou não, Lula transformou os êxitos de FHC em "herança maldita" e potencializou os seus próprios acertos.
Valeu-se da intuição e inteligência, mas também da avalanche de dinheiro que favoreceu não só o Brasil e a sua popularidade, mas outros países e a de outros governantes da América Latina.
É como se fizesse o governo de FHC, mas com dinheiro e um olhar mais focado no social. Seu grande programa de chegada, o "Fome Zero", não existia. Mas aproveitou bem a estabilidade da economia, o Bolsa Família, o sólido sistema bancário e deu saltos de qualidade.
Multiplicou os recursos para as famílias de baixa renda e ampliou o crédito das classes médias baixas, sem mexer um milímetro nos ganhos de capital. Nunca os bancos lucraram tanto, mas a carga tributária é considerada a 14ª mais alta do mundo. Ou seja: redistribuiu renda, mas não do capital para o trabalho.
Lula também acobertou o aparelhamento do Estado, principalmente das estatais, como Petrobras, Banco do Brasil e Correios, sob um impulso mais de líder sindicalista do que de estadista.
E o ponto baixo dos seus oito anos se equipara no plano interno e externo: o descaso com as questões de princípio. Ele tinha "gordura" para gastar, mas não quis usar sua imensa popularidade para investir em ética, bandeira antes tão cara ao PT. Preferiu não arriscar.
| Felipe Dana-28out.10/AP |
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| Lula suja as mãos de petróleo durante visita à Petrobras; hoje ele é quase um Deus, mas o mito deve cair com o tempo |
Lula fechou os olhos para escândalos como o "mensalão" (compra de votos de aliados) e "aloprados" (que pagavam a peso de ouro dossiês contra adversários).
Garantiu sobrevida a oligarquias que mantêm Estados inteiros em condições medievais. Compôs alegremente com o que há de pior na política. Foi indulgente até com governador que usa dinheiro público para ir de jatinho passar carnaval na Europa até com a sogra.
No plano externo, Lula ironizou a resistência às ditaduras do Irã e de Cuba, cometendo gafes imperdoáveis para qualquer outro presidente, mas assimiláveis quando se trata de Lula. Exemplo: comparar a luta da oposição iraniana a "chororô de derrotados" e os presos políticos cubanos a presos comuns brasileiros.
Lula entra para a história como um dos mais importantes presidentes do Brasil e um dos líderes mais amados da década no mundo. Mas, fora do poder, uma avaliação mais fria, menos emocional, poderá mostrá-lo ainda um grande líder, mas igualmente um mito que cai na real.
CARLOS HEITOR CONY SE COMOVE COM DISCURSO DE LULA
O desafio
RIO DE JANEIRO - Participei, mais ou menos por acaso, de um debate com outros jornalistas tendo como tema a retrospectiva do ano que acaba. Nenhuma novidade nisso. Todos os anos, antes mesmo de haver imprensa, desocupados de vários feitios e intenções faziam o mesmo, como se fossem árbitros da história, o "Petronius arbiter" dos romanos.
Os assuntos foram inevitavelmente pautados pela repercussão dos próprios fatos: a eleição de Dilma, o resgate dos mineiros do Chile, a Copa do Mundo da África do Sul, o Complexo do Alemão, os terremotos, as inundações, a doença do Zé Alencar, os cem anos de Noel Rosa.
Extrair uma conclusão de tudo isso, se o ano foi bom ou mau, além de difícil é inútil. Pessoalmente, acredito que 2010 não deixará rastro no tempo, nem mesmo se o considerarmos como o fim da Era Lula.
Feitas as contas, entre os prós e contras, o saldo será favorável a ele, apesar das muitas porradas que levou, sobretudo da mídia e de alguns cobras avulsos da sociedade. Eu próprio malhei-o repetidas vezes e creio que com razão, mas sem ódio, até mesmo com razoável simpatia. Ele é realmente o cara, capaz de mergulhos inesperados entre o certo e o errado. Sua atuação na última campanha eleitoral foi um dos baixos de sua carreira presidencial, que teve pontos altos, sobretudo no que se refere à sua comunicação. Bem verdade que houve uma exposição quase obscena de sua imagem, sobretudo nesta reta final de seu governo.
Mas sua biografia, seu jeitão e seu suor de povo farão dele um dos grandes presidentes deste país, apesar das pisadas de bola que deu com certo exagero. Ouvi seu último discurso em Recife e fiquei comovido. Lula será um desafio para os historiadores, que terão de explicar os seus foras e o seu sucesso.
OS EUA ATACARAM O IRAQUE , O AFEGANISTÃO , O VIETNAM , O CAMBOJA , O...OU A...,MAS O ARTICULISTA SE CALA
Tropas brasileiras deveriam deixar o Haiti
MARK WEISBROT
O Brasil deveria começar a defender os direitos humanos pelo lugar em que exerce a maior influência, que, hoje, são as tropas da ONU no Haiti |
A declaração da presidente eleita Dilma Rousseff, neste mês, de que fará o Brasil se opor às violações dos direitos humanos no Irã foi recebida aqui em Washington com certa animação. É evidente que o Departamento de Estado não enxerga essas coisas sob uma perspectiva humanitária, mas utiliza os direitos humanos como arma política para promover o ódio contra os alvos de sua preferência.
Mesmo assim, a politização dos direitos humanos por parte de Washington não é motivo para um país como o Brasil se abster de defender os direitos humanos em todo o mundo, de maneira movida por princípios, e não política.
Mas também o Brasil deveria começar pelo lugar em que exerce a maior influência; no momento, esse lugar é o Haiti, onde o Brasil chefia a missão militar da ONU (a Minustah) que ocupa o Haiti.
Essa missão teve legitimidade questionável desde o início, quando foi enviada ao Haiti depois de o governo democraticamente eleito do presidente Jean-Bertrand Aristide ter sido derrubado em um golpe de Estado em 2004.
O golpe foi resultado direto dos esforços dos EUA para derrubar o governo de Aristide. Membros do governo constitucional foram postos na prisão e milhares dos partidários do governo foram mortos.
A Minustah desenvolveu uma reputação de brutalidade e violações dos direitos humanos, que incluem a invasão de um dos maiores bairros pobres do Haiti, em julho de 2005, deixando dezenas de civis mortos ou feridos.
Neste mês, o Haiti promoveu eleições presidenciais, financiadas pelos Estados Unidos, das quais o maior partido político foi excluído.
Foi o equivalente a promover uma eleição no Brasil sem permitir a participação do PT ou do PSDB. As eleições também foram maculadas por fraudes e pela ampla exclusão de eleitores.
Basicamente, a Minustah veio tomar o lugar, como força repressora, do odiado Exército haitiano, que o presidente Aristide aboliu. Washington não permite que haja democracia no Haiti, porque os haitianos inevitavelmente escolheriam um governo de esquerda.
Telegramas divulgados recentemente pelo WikiLeaks ilustram que o objetivo de Washington é manter o controle sobre o governo do Haiti e, especialmente, sobre suas relações exteriores.
Por que o Brasil deveria participar da negação de direitos humanos e democráticos básicos do Haiti? E, para agravar a situação ainda mais, a Minustah provocou uma epidemia de cólera que já matou 2.400 pessoas e contaminou mais de 109 mil, provavelmente devido à negligência criminosa e grosseira de despejar dejetos humanos no rio Artibonite. Milhares de haitianos foram às ruas para exigir que as tropas da Minustah deixem o país.
A Minustah custa mais de US$ 500 milhões por ano, sendo que a ONU não consegue levantar nem um terço desse valor para combater a epidemia que a própria missão causou. E agora ainda pede aumento dos recursos para a Minustah, para além de US$ 850 milhões.
Organizações e líderes políticos progressistas, incluindo a maior confederação sindical -a CUT-, o MST e líderes políticos do PT, como Markus Sokol, pediram que o Brasil retire suas tropas do Haiti.
Dilma deveria dar ouvidos à sua base e à população do Haiti, que não pediu esse exército de ocupação, que não tem razão legítima para estar lá.
Como afirmou a CUT, o Brasil deveria "enviar médicos e engenheiros, não tropas de ocupação".
Tradução de CLARA ALLAIN
MARK WEISBROT é codiretor do Centro de Pesquisas Econômicas e Políticas ( www.cepr.net ), em Washington, e presidente da Just Foreign Policy ( www.justforeignpolicy.org ).
ASSIM É FÁCIL GOVERNAR
Documentos dos EUA revelados pelo WikiLeaks descrevem Xi Jinping como alguém sem "motivações ideológicas"
Vice-presidente deverá suceder mandatário da China, Hu Jintao, em 2 anos; Xi, 65, descende de líder revolucionário
Jason Lee - 27.dez.2010/Reuters![]() |
DE SÃO PAULO
O provável futuro dirigente máximo da China, Xi Jinping, é "extremamente ambicioso" e "autêntico elitista" e não tem "motivações ideológicas", segundo descrição de papéis diplomáticos dos EUA revelados pelo WikiLeaks.
Os relatos constam de 11 documentos da embaixada americana em Pequim, datados do período entre 2007 e 2009, divulgados pelo jornal "El País". Eles são atribuídos a um antigo amigo de Xi, que é chamado "O Professor".
Xi, 57, atual vice-presidente chinês, foi nomeado em outubro vice-presidente da Comissão Militar Central. O cargo o credencia a suceder Hu Jintao, o atual dirigente máximo, no início de 2013.
No final de 2012, já deve substituir Hu na liderança do Partido Comunista Chinês.
Xi é um integrante do grupo chamado de "príncipes" do regime, filhos da primeira geração de revolucionários e que, por isso, se consideram os "legítimos herdeiros" dos seus feitos e creem "merecer governar a China".
Xi é filho de Xi Zhongxun, preso na Revolução Cultural, reabilitado nos anos 1970 e membro do Politburo -o segundo órgão mais importante do regime chinês- nos 80.
Segundo "O Professor", ele próprio e o vice-presidente cresceram juntos em um restrito círculo de Pequim, descrito como "a minissociedade baseada na divisão de classes mais estrita já constituída" -a despeito da retórica em contrário do regime.
Desde cedo, ainda segundo o relato atribuído ao "Professor", o provável futuro líder "decidiu sobreviver sendo mais vermelho que os vermelhos" e resolveu entrar para o PC ainda durante o período de detenção de seu pai.
Licenciado em "marxismo aplicado", Xi, nas palavras da fonte, sempre "teve muito claro seu objetivo" de ascender na hierarquia do partido.
Com esse fim, foi para o interior do país, "único meio de chegar ao poder central", tornando-se governador da província de Fujian e secretário do PC em Zhejiang e Xangai.
No ano passado, já como vice-presidente, veio ao Brasil para firmar empréstimo de US$ 10 bilhões à Petrobras.
O PARTIDO
"O Professor", segundo os documentos, ainda descreve o PC chinês como uma empresa em que seus diretores têm tanto mais poder quanto mais "ações" eles possuem.
Na analogia, Hu seria o CEO da companhia, cuja voz tem mais peso que a dos demais em processo colegiado de tomada de decisões. Em geral as ações do PC seriam decididas por "consenso".
quarta-feira, 29 de dezembro de 2010
Popularidade de Lula é recorde mundial, diz CNT/Sensus

Do UOL Notícias
Em Brasília
A popularidade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que encerra oito anos de governo com 87% de aprovação, é a maior do mundo, afirmou nesta quarta-feira (29) o presidente da Confederação Nacional do Transporte (CNT), Clésio Andrade.
Segundo Andrade, Lula está à frente da ex-presidente chilena Michelle Bachelet, que tinha 84% de aprovação quando deixou o governo, e do ex-mandatário uruguaio Tabaré Vázquez, que teve 80% ao final do mandato.
O presidente da CNT também comparou o desempenho de Lula com líderes mundiais históricos, entre os quais o primeiro presidente negro da África do Sul, Nelson Mandela (82% de aprovação), o ex-presidente dos EUA, Franklin Delano Roosevelt (66%), e o general francês Charles De Gaulle (55%).
Andrade não especificou a fonte dos dados mundiais divulgados por ele nem se a metodologia dos outros países é comparável à da CNT/Sensus.
Fernando Henrique Cardoso (PSDB), antecessor de Lula, tinha 26% de aprovação após dois mandatos, segundo levantamento da CNT/Sensus de 2001.
Levantamento
A avaliação da popularidade de Lula divulgada hoje é resultado da 110ª edição da pesquisa CNT/Sensus, para a qual foram entrevistadas duas mil pessoas, em 136 municípios de 24 estados, entre os dias 23 e 27 de dezembro de 2010. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais para mais ou para menos.
Segundo o levantamento, a aprovação do desempenho pessoal do presidente está em 87%, contra 80,7% da pesquisa anterior. Cerca de 10,7% dos entrevistados desaprovam o presidente e 2,4% não responderam.
A pesquisa da CNT/Sensus traz também a opinião dos entrevistados em relação à situação de emprego, renda mensal, saúde, educação e segurança pública nos últimos seis meses e as expectativas a respeito dos mesmos temas para o próximo semestre.
LEITURA IMPERDÍVEL ! BRILHANTE !
De Roosevelt@edu para Lula@gov
Parabéns presidente, se o Brasil é uma Belíndia, o senhor levou 13 milhões para a Bélgica |
CARO LULA, Há oito anos, quando o senhor foi eleito presidente do Brasil, eu lhe mandei uma mensagem torcendo pelo seu sucesso e lembrando-lhe a essência do meu êxito.
Governei os Estados Unidos de 1933 a 1945, ganhei a maior guerra de nossa história, mas de Franklin Roosevelt ficou a lembrança de um presidente que mudou a vida do seu povo, criando uma América onde ninguém ficasse de fora.
O mundo aprendeu que ou haveria capitalismo para todos ou não haveria para ninguém. O senhor fez o mesmo no Brasil. Para quem dizia que seu país era uma Belíndia, o senhor tirou da Índia brasileira o equivalente à população de toda uma Bélgica.
Entre 2003 e 2009, o número de pobres passou de 30,4 milhões para 17 milhões. O desemprego caiu a níveis históricos, e pela primeira vez em muitos anos a maioria dos trabalhadores está no mercado formal. O crédito chegou a casas onde a pobreza era um estigma financeiro. Os plutocratas do seu país compreenderam que o acesso dos pobres aos instrumentos do capitalismo é a garantia de sua longevidade.
De tudo o que o senhor conseguiu, o que mais me comove é o resultado desse programa chamado ProUni, que coloca nas universidades jovens de famílias pobres com bom desempenho escolar. Eu fiz coisa parecida, abrindo o ensino superior para os soldados que voltavam da guerra.
Em cinco anos, o seu programa atendeu 540 mil jovens. O meu matriculou 2,2 milhões entre 1944 e 1949. Inicialmente, pensávamos apenas em proteger os veteranos da guerra. Trinta anos depois, verificou-se que a GI Bill foi um dos fatores determinantes para o surgimento de uma nova classe média.
Quando o Juscelino Kubitschek me contou que a oposição foi à Suprema Corte para destruir seu programa, percebi que o Padre Eterno fez pelo senhor o que fez por mim: presenteou-nos com uma oposição que assegura nosso lugar na história.
Antes de lhe escrever jantei com Getúlio Vargas, JK e Ernesto Geisel. Em graus variáveis, os três torciam pelo seu sucesso. Getúlio e JK invejaram sua capacidade de sobreviver ao mandato e eleger a sucessora.
Já o Geisel teme que esse sucesso traga um risco. Com a experiência de quem foi escolhido pelo antecessor (um general introvertido chamado Médici) e escolheu o sucessor (outro general, não sei se Figueiredo é o nome dele ou do cavalo que monta), pede que lhe avise: cuidado com a turma da copa e cozinha. É de lá que saem as intrigas. Um deles brigou por causa de uma irrelevância na Previdência do Rio Grande do Sul.
Parte de seu sucesso o senhor deve ao professor Cardoso. Não faz bem à sua biografia negar-lhe o crédito. Estive com Ruth, mulher dele, mas não posso contar o que ela me disse a respeito da última campanha eleitoral brasileira.
Senhor Silva, repito o que escrevi em 2002. Pouco temos em comum, eu vim de Harvard e de uma família que já havia dado aos Estados Unidos um presidente (que por pouco não morreu na floresta brasileira). O senhor veio de lugar nenhum. Dizem que fui o traidor da minha classe. Felicito-o por não ter traído a sua.
Despeço-me registrando que a admiração de Eleanor, minha mulher, pelo senhor é muito maior do que a minha.
Parabéns,
Franklin Roosevelt
PARABÉNS BRIZOLA NETO , VOCÊ MERECE
O deputado federal Carlos Daudt Brizola, conhecido como Brizola Neto (PDT), foi anunciado ontem como secretário do Trabalho e Renda para o segundo mandato de Sérgio Cabral (PMDB) à frente do governo do Rio.
Brizola Neto, 32, não conseguiu se reeleger para a Câmara dos Deputados na eleição de outubro. Ele é herdeiro político do avô, Leonel Brizola (1922-2004), que governou o Rio por dois mandatos.
O futuro secretário mantém um blog chamado "Tijolaço", no qual faz duras críticas à imprensa por um suposto viés antiesquerda.
Brizola Neto substituirá Ronald Ázaro, do PSC, que vai para a recém-criada Secretaria do Turismo.
Cabral contemplou o PDT com mais uma secretaria. O deputado estadual eleito Felipe Peixoto chefiará Desenvolvimento Regional.
Com as nomeações, Cabral assegura o apoio da bancada do PDT, que será a mais numerosa da Assembleia Legislativa a partir de 2011.
Com o apresentador de TV Wagner Montes puxando votos, o partido elegeu 11 dos 70 integrantes da Casa.
Em seu blog, Brizola Neto disse no dia 14 que estava se licenciando da Câmara para tratar um ceratocone (doença degenerativa do olho), "que compromete muito severamente minha visão".
A Folha não conseguiu falar com Brizola Neto para saber se o problema poderia comprometer seu trabalho.
O LEGADO DO MARAVILHOSO , ESPETACULAR , FABULOSO E QUERIDO PRESIDENTE DA REPÚBLICA LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA
Um mês depois
RIO DE JANEIRO - E, por falar nas melhores notícias de 2010, a Vila Cruzeiro, a Penha e o Complexo do Alemão, apenas um mês depois de ocupados pelo bem, já fazem parte do Rio válido, civil e republicano. Têm comércio aberto nas horas de praxe, não as que o poder paralelo determinava, e seus mercadinhos hoje vendem feijão, macarrão, legumes -não só da clara e da escura. Empresas regulares fazem entregas de celulares, TVs e cosméticos em motos e carros legalizados, não roubados.
Um mês depois, o Alemão tem cinema com projetor 3D, ar condicionado, isolamento acústico, bombonnière e até poltronas para deficientes e obesos -sendo que, até então, como as outras favelas do Rio, nunca tivera cinema. O teleférico, já "inaugurado" por Lula, começa a funcionar em março e terá painel em homenagem a Cartola. Vêm aí uma delegacia, uma quadra poliesportiva, uma creche e um centro de inclusão digital. A Comlurb, limpeza urbana do Rio, promete passar todo dia. É como ser cidadão, fazer parte do mapa.
O povo voltou a subir a escadaria da igreja da Penha: 15 mil pessoas, só nos últimos 15 dias, incluindo gente que não ia lá havia 40 anos. Não será surpresa se, a partir de 2011, a festa da Penha, em outubro, voltar a ser um polo da música popular, como foi até fins da década de 20, maior até do que o Carnaval.
Mas o melhor, por enquanto, é o que a Vila Cruzeiro, a Penha e o Alemão não têm mais: medo. Nem o medo de andar pelos becos e ruas a qualquer hora, nem o de ter de presenciar cenas de violência e fazer de conta que não viu, ou o de ter a casa ou a laje ocupada como bunker. E, principalmente, o medo de denunciar -neste fim de semana, um figurão da droga, foragido, voltou ao Alemão e foi capturado por indicações de moradores.
É cedo para tanto otimismo? Talvez. Mas pergunte aos interessados diretos -os que moram lá.
FERNANDO DE BARROS E SILVA CAPITULA FRENTE AO PODEROSO LULA
Lula, democrata
SÃO PAULO - Faltam três dias para o fim da era Lula. O saldo da sua passagem pela Presidência é francamente positivo. Lula fez bem ao Brasil. Isso vale em especial para o que mais importa: o país hoje percebe melhor as suas desigualdades e a necessidade de combatê-las.
Se na área social houve avanço inequívoco (e se a consolidação da estabilidade com crescimento econômico foi outra grande conquista), o legado político de Lula é bem mais controverso. Já escrevi aqui, em mais de uma ocasião, sobre a capitulação do PT ao que existe de mais atrasado na política brasileira.
Em nome da governabilidade, ou usando-a como pretexto, o lulo-petismo sucumbiu às velhas formas de corrupção, fisiologia e compadrio que um dia teve a pretensão de combater ou reformar. Isso é verdade, mas não esgota a questão.
Lula deixa a Presidência com mais de 80% de aprovação popular. E deixa porque recusou a tentação do terceiro mandato. Hoje isso parece trivial, assunto velho, pão amanhecido. Mas o respeito às regras do jogo e a aposta na democracia é o que de melhor Lula legou ao país em termos de cultura política.
Anteontem, na sua última coletiva, Lula disse: "Acredito muito na democracia e acredito na necessidade de alternância. Você pega o terceiro e quer o quarto. Aí você pega o quarto e por que não o quinto? Em vez de criar uma democracia, está criando uma ditadurazinha".
Basta pensar em Hugo Chávez para perceber que diferença isso faz. Não se trata de tomar obrigação por virtude, mas imagine que retrocesso não seria se o primeiro presidente operário do Brasil decidisse virar a mesa para se manter no poder. É óbvio que Lula, ao agir como deve, também zela pela imagem que vai legar ao mundo e à história. Uma figura como ele está condenada a ser escrava da sua biografia.
Virou um lugar-comum aproximar, pela importância histórica, Lula de Getúlio Vargas. Mas é sempre bom lembrar que Vargas foi um ditador. Lula é um democrata.
ALÉM DE QUERER OS RECURSOS SÓ PARA A FOLHA DE SÃO PAULO E AFINS,O ARTICULISTA MENTE DIZENDO QUE OS BLOGS RECEBEM DINHEIRO DO GOVERNO. TÁ DANDO DÓ !
Bomba-relógio
BRASÍLIA - É um sofisma o argumento usado pelo governo -e petistas em geral- a respeito da pulverização das verbas de publicidade. Eis a lógica: se a propaganda existe, então é melhor dividir o dinheiro entre o maior número possível de veículos de comunicação.
Quando Lula assumiu o Planalto, 499 jornais, revistas, TVs, rádios, portais e sites de internet, entre outros, recebiam verbas publicitárias federais. Hoje, oito anos depois, o número aumentou para 8.094. Um salto de 1.522%.
O raciocínio chapa-branca se sustenta no fato de Lula ter mantido os gastos no mesmo patamar do governo tucano de Fernando Henrique Cardoso: um pouco acima de R$ 1 bilhão por ano, descontados os custos com publicidade legal (balanços), produção dos comerciais e patrocínio.
Ou seja, sem ampliar os gastos, Lula "democratizou" (sic) o dinheiro entre mais veículos. Fez algo positivo, certo? Errado. Uma parte não fecha nessa conta. Trata-se da pergunta não respondida: por que o governo federal precisa, por exemplo, gastar R$ 20 milhões na atual campanha cujo slogan é "estamos vivendo o Brasil de todos"?
Nesta semana, TVs de várias partes do país também veicularam um comercial enaltecendo o Banco da Amazônia. Essa instituição federal tem as funções de uma agência de desenvolvimento. Não há razão para fazer propaganda.
Na oposição, Lula e o PT cansaram de malhar os gastos publicitários do PSDB. Uma vez no Planalto, aderiam à estratégia de maneira mais sofisticada. Milhares de rádios e blogs pelo país agora recebem de R$ 1.000 a R$ 3.000 por mês. Se um presidente ousar cortar tal despesa terá de encarar as imprecações incessantes dessa turba.
Publicidade estatal às vezes é uma forma de censura indireta. Vira um vício. Receber R$ 1.000 por mês no interior é uma benção. Lula criou uma bomba-relógio quase impossível de ser desarmada.
fernando.rodrigues@grupofolha.com.br
LULA DÁ LIÇÃO NA IMPRENSA CORRUPTA BRASILEIRA
Presidente elogia a distribuição de verba publicitária do governo
DO ENVIADO ESPECIAL A IPOJUCA (PE) - O presidente Lula defendeu ontem a política de distribuição das verbas publicitárias do seu governo, que elevou de 499 para 8.094 os órgãos de comunicação beneficiados com recursos federais.
"Resolvemos socializar o dinheiro do governo, levando condições para que a rádio menor, do interior, pudesse receber dez centavos daquilo que as rádios nacionais recebiam antes de eu chegar no governo", discursou ele no complexo industrial e portuário de Suape (a 60 km de Recife).
Lula disse que a reportagem de ontem da Folha sobre o assunto o "encheu de orgulho", apesar de não saber se "queriam fazer uma crítica ou apenas constatar".
Segundo o presidente, a sua política de distribuição das verbas descentralizou recursos que, "antigamente", eram distribuídos "entre meia dúzia que se autointitulavam a imprensa nacional".
"E ainda dizem que nós seríamos uma ameaça à liberdade de imprensa", afirmou.
SÃO BERNARDO
O Palácio do Planalto confirmou que Lula voltará a São Bernardo do Campo no sábado, após a transmitir o cargo à sucessora, Dilma Rousseff. A viagem será num avião da FAB (Força Aérea Brasileira).
O PT local prepara uma festa. Um caminhão de som já foi encomendado para o evento, "no caso de o presidente querer discursar".
A festa de boas vindas deverá ocorrer em frente ao edifício de Lula, que fica próximo à região central da cidade. Uma festa maior poderá ser programada após o período de descanso de Lula, segundo o partido.
TÁ BOM , MAS PODE SER RUIM.É TRISTE !
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Apagão profissional
Aquecimento da economia expõe carência de formação de mão de obra, que precisa ser sanada para sustentar ritmo de crescimento do PIB
A redução do desemprego a 5,7% da PEA (População Economicamente Ativa) evidenciou um dos principais obstáculos à manutenção do crescimento sustentado do país: a carência aguda de mão de obra qualificada.
Antes as dificuldades se concentravam nos cargos de direção e nas funções de nível superior, pois só 11% dos brasileiros têm diploma universitário, contra 28% nos países mais desenvolvidos. Hoje porém faltam técnicos de nível médio e até trabalhadores com ensino fundamental.
Em consequência desse quadro, muitas empresas têm encontrado dificuldades de ampliar a produção na escala planejada ou se veem forçadas a alocar parte de sua equipe no treinamento intensivo -e nem sempre bem-sucedido- de novos funcionários.
Problemas dessa ordem não são novos na história do Brasil. Tanto assim que motivaram o presidente Nilo Peçanha a instituir, já em 1909, as Escolas de Aprendizes Artífices. A iniciativa, contudo, não gerou os resultados esperados. Na realidade o ensino profissionalizante só ganhou corpo em escala nacional na era Vargas, com a criação de escolas técnicas sustentadas por contribuições do próprio empresariado. Essas sim se revelaram capazes de preparar os trabalhadores para o exercício de funções que a escola pública de uma maneira geral desprezava.
Um novo passo foi dado com a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, de 1961, que estabeleceu a equivalência dos cursos técnicos ao secundário, o que permitia que alunos oriundos do ensino profissionalizante pudessem pleitear ingresso nas faculdades.
Esse avanço, contudo, acabou sendo minado pela ditadura militar que, ao tentar generalizar a profissionalização para todo o ensino médio a partir de 1971, provocou uma queda na qualidade do ensino das redes municipais e estaduais -que não estavam preparadas para oferecer essa formação nem tinham recebido a infraestrutura necessária para tanto.
Nos anos 90, pôde o ensino profissionalizante retomar sua expansão em bases mais sólidas. Não seria justo acusar os atuais governantes de descaso nessa área. O governo federal inaugurou 214 escolas de educação profissional de 2007 a 2010 e aumentou o número de matrículas de 140 mil para 348 mil. No mesmo período, o governo paulista criou 23 Fatecs (faculdades de tecnologia) e 72 Etecs (escolas técnicas). São iniciativas meritórias, sem dúvida. Mas ainda é pouco -como a própria situação do mercado de trabalho o demonstra.
Não basta ampliar a rede física voltada à formação técnica: também é necessário superar a habitual rigidez do setor público e atualizar os conteúdos ministrados. Quantas escolas ainda mantêm cursos para ensinar profissões em vias de extinção?
Os economistas clássicos consideravam que a produção exige três fatores: terra, trabalho e capital. Por muito tempo o país sofreu com a escassez de capitais. Não é possível que, ao solucionar esse problema, venha a ter sua expansão travada pela falta de trabalhadores preparados.
A CULPA É DO PT . É TRISTE !
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Do virtual ao real
Ainda que de modestas proporções, duas manifestações contra o aumento salarial para deputados e senadores, ocorridas anteontem, fecham 2010 num espírito avesso às complacências de rotina. Em Brasília, um grupo de estudantes bloqueou o trânsito na Esplanada dos Ministérios, invadindo a rampa do Palácio do Planalto; houve confronto com a polícia. Em São Paulo, cerca de cem manifestantes ocuparam uma faixa da avenida Paulista, dispersando-se sem violência.
Há nesses protestos componentes mais significativos do que faz supor sua pequena expressão numérica. Foi ampla, como se sabe, a indignação contra o reajuste salarial de quase 62%, autoconcedido pelos parlamentares.
A inconformidade não se limitou, contudo, aos dias imediatamente posteriores à votação. Propagou-se em ondas sucessivas, pela internet, e as manifestações desta segunda-feira vieram, sem dúvida, refletir esse processo.
Se no passado era visível a presença de partidos políticos (a começar pelo próprio PT) em movimentos desse tipo, a disposição para organizar protestos de rua reduziu-se hoje em dia, num clima em que as célebres organizações da sociedade civil amolecem num caldo de governismo e cooptação.
Ao mesmo tempo, pulverizaram-se os focos de inconformismo e contestação. Mecanismos de ativismo virtual, como abaixo-assinados e comunidades em sites de relacionamento, surgem para canalizar protestos dispersos.
Sendo hoje incerto o seu poder efetivo, ao menos alimentam a esperança de que, no futuro, não seja tão fácil à empáfia das autoridades jogar com o fato consumado. Vale lembrar que a Lei da Ficha Limpa constituiu fenômeno ao qual, de início, se atribuíam poucas chances de sucesso.
Novas formas de mobilização, aos poucos, articulam-se na sociedade. Se ainda são pequenos ou duvidosos os seus resultados, não será demasiado irrealista desejar que no futuro ganhem em intensidade e abrangência.
PETROBRAS MUDA O NOME DO CAMPO DE PETRÓLEO TUPI QUE PASSA A SE CHAMAR "CAMPO LULA".4% ESTÃO DE DÁ DÓ !
Petrobras batiza Tupi de Lula e anuncia reservas de 8,3 bi no bloco BM-S-11
CIRILO JUNIOR
PEDRO SOARES
DO RIO
A área de Tupi teve sua comercialidade declarada nesta quarta-feira pela Petrobras e os sócios Galp e BG. O novo campo será denominado Lula, e tem reservas estimadas em 6,5 bilhões de barris de petróleo e gás recuperáveis. Tupi era o nome provisório da área descoberta. Após a declaração de comercialidade, os campos recebem nomes de espécies da fauna marinha.
A área vizinha de Iracema também foi certificada. Batizada de Cernambi, tem 1,8 bilhão de barris de óleo e gás. Os campos de Lula e Cernambi fazem parte do bloco BM-S-11, e juntos, somam reservas de 8,3 bilhões de barris de óleo equivalente (petróleo e gás).
Quando um consórcio declara comercialidade, ele anuncia que a produção naquele campo é viável em escala comercial. Depois da declaração de comercialidade, as reservas do campo são integradas ao portfólio da companhia.
O BM-S-11 começou a ser perfurado em outubro de 2006. A área de Tupi foi a primeira grande descoberta do pré-sal. Anunciada no final de 2007, foi a partir dela que o governo identificou o grande potencial da nova fronteira exploratória brasileira. Desde então, os leilões na camada pré-sal foram suspensos e um novo marco regulatório para o setor foi desenvolvido, e sancionado na semana passada pelo presidente Lula.
A Petrobras tem 65% do consórcio, sendo a operadora do bloco. A britânica BG tem 25%, com os 10% restante a cargo da portuguesa Galp.
PRODUÇÃO
A Petrobras anunciou na última segunda-feira (27) que a sua produção de petróleo subiu 4,7% em novembro, para 2.030.924 barris/dia, na comparação com outubro. O número corresponde ainda a um aumento de 2% na comparação com o mesmo mês do ano passado. Esse resultado sinaliza uma produção sustentável acima de 2 milhões de barris diários, marca atingida por poucas empresas de petróleo no mundo.
O crescimento do volume extraído, segundo a estatal, se deve à normalização dos níveis de produção de dez plataformas da Bacia de Campos que estavam em manutenção periódica no mês anterior.
Além disso, o início de produção do Piloto de Tupi, no pré-sal da Bacia de Santos, no final do mês de outubro e a entrada de mais um poço produtor na plataforma P-40, no campo de Marlim Sul, na Bacia de Campos, também contribuíram.
Considerados também os campos no exterior, a produção total de petróleo e gás natural da Petrobras atingiu a média diária de 2.620.347 barris de óleo equivalente diários em outubro. O volume indica um aumento de 2,5% sobre o mesmo mês de 2009 e de 3,4% em relação à produção global da Petrobras no mês anterior, quando foram produzidos 2.534.274 barris diários.
Lei permite bloqueio de fundo de Dantas
Cerca de US$ 500 mi do Opportunity estão nos EUA, e Brasil já procurou autoridades para congelar o valor
FLÁVIO FERREIRA
DE SÃO PAULO
ANDREA MURTA
DE WASHINGTON
Uma lei aprovada pelo governo dos Estados Unidos levou as autoridades brasileiras a buscar novamente o bloqueio de cerca de US$ 500 milhões do grupo Opportunity, do banqueiro Daniel Dantas, que estão depositados em instituições financeiras no território americano.
Segundo a Folha apurou, o governo do Brasil já contatou as autoridades americanas para viabilizar o congelamento de recursos que estão no fundo de investimento Opportunity Fund e na Tiger Eye, uma conta de Dantas e a da irmã dele, Veronica.
Em 2009, o montante foi bloqueado pelos EUA por conta do processo da Operação Satiagraha, mas em agosto de 2010 uma corte de apelação do distrito de Columbia liberou o valor.
Para o órgão da Justiça americana, o congelamento só poderia ocorrer se houvesse uma decisão definitiva do Judiciário brasileiro contra os titulares do dinheiro.
Apresentado como lei de combate à corrupção internacional, o novo texto legal dos EUA derruba essa tese jurídica e permite os bloqueios com ações em andamento.
A tramitação da emenda à lei processual penal americana no Congresso foi extraordinariamente curta.
O texto foi apresentado no último dia 2 no Senado pelo democrata Sheldon Whitehouse (Rhode Island) e pelo republicano John Cornyn (Texas) e foi aprovado por unanimidade no dia 14.
Na Câmara dos Representantes (deputados), a proposta chegou no dia 15, foi debatida por apenas 40 minutos e aprovada no dia 16. O presidente Barack Obama sancionou o texto no dia 22.
A emenda corrigiu uma discrepância entre duas decisões anteriores nos EUA.
Em 2000, o Congresso passou a Lei de Reforma de Confisco de Bens Civis, que autorizava cortes federais a ajudar investigações internacionais bloqueando bens localizados nos EUA de pessoas julgadas em outros países.
Mas em 2010 a Justiça federal interpretou a lei como válida apenas após decisão final do Judiciário do país de origem da investigação.
Nos últimos meses, milhões de dólares identificados por outras nações como suspeitos escaparam de congelamentos nos EUA devido a essa interpretação.
Com a emenda aprovada agora, tribunais poderão determinar a restrição de bens antes de decisões definitivas.
O Secretário Nacional de Justiça, Pedro Abramovay, afirmou que o governo brasileiro já havia feito um alerta internacional sobre necessidade de alterar as regras sobre bloqueios nos EUA.
"A decisão da corte de Columbia poderia afetar todo o sistema de cooperação internacional, se fosse seguida por outros países", disse.
Para Ricardo Saadi, diretor do Departamento de Recuperação de Ativos e Cooperação Jurídica Internacional, a lei "permite tirar os recursos financeiros das organizações criminosas, o que diminui muito o poder de fogo delas".
PARA MARCOS COIMBRA , ME CLASSIFICO NOS QUE ACHAM QUE TUDO FOI UMA MARAVILHA NO GOVERNO LULA
| Sociólogo e presidente do Instituto Vox Populi |
| marcoscoimbra.df@dabr.com.br |
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COMBATE À FOME É A PEDRA FUNDAMENTAL DO GOVERNO LULA
| Alana Rizzo |
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VIVA AS MARAVILHOSAS MULHERES BRASILEIRAS !
| Leandro Kleber |
| Especial para o Correio |
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