segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

POSTAGEM SÓ PARA IRRITAR O "JORNAL NACIONAL"


CLIQUE NA FOTO DOS DOIS PRESIDENTES RINDO.
DIZEM QUE ELES VÃO SE REVESAR NA PRESIDÊNCIA DO BRASIL DE OITO EM OITO ANOS , ATÉ OS 80 ANOS DE CADA UM.
TREMEI "JORNAL NACIONAL"!

APESAR DOS DEMÔNIOS , PSDB , PPS , RORIZ , ARRUDA , ROSSO E CORREIO BRAZILIENSE. O HOMEM QUE FEZ TUDO ISSO FOI CASSADO PELA DITADURA. É TRISTE !

Astronautas da ISS divulgam foto de Brasília vista da estação espacial



Os astronautas da Estação Espacial Internacional (ISS) divulgaram nesta segunda-feira, 31/1, uma foto tirada no dia 8 de janeiro da capital brasileira, Brasília, durante a noite. Segundo a legenda da imagem, a cidade é
Os astronautas da Estação Espacial Internacional (ISS) divulgaram nesta segunda-feira, 31/1, uma foto tirada no dia 8 de janeiro da capital brasileira, Brasília, durante a noite. Segundo a legenda da imagem, a cidade é "inconfundível da órbita da Terra"

HOJE À NOITE ESTAREI NO "JORNAL NACIONAL" PARA COMUNICAR QUE VOU DOAR OS VALORES RECEBIDOS DA MINHA APOSENTADORIA PARA OS POBRES DO BRASIL.É TRISTE !


O PSDB ESTÁ MAIS LONGE DO POVO DO QUE O DIABO DA CRUZ.VEJAM OS EX-FUTUROS PRESIDENTE E VICE DO BRASIL. TÁ DANDO PENA !




O SONHO DO "JORNAL NACIONAL" É TRANSFORMAR O BRASIL NO BBB E NOS FAZER DE MARIONETES.O BONINHO,'JOGADOR DE OVO NOS TRANSEUNTES' SERIA NOSSO PRESIDENTE


COITADOS !

ATENÇÃO IMPRENSA CORRUPTA , GOLPISTA E ULTRA RACISTA BRASILEIRA , CHORE À VONTADE.A VITÓRIA É NOSSA !


AO VER DILMA E CRISTINA SE ABRAÇANDO,ME LEMBRO DO HOMEM DO "CURRÍCULO EXEMPLAR" QUE QUERIA ACABAR COM O MERCOSUL E ATACAR A BOLÍVIA.COITADO !




OPERA MUNDI:“Se o Lula a apoiou, ela deve ser boa, porque ele é sensacional”, diz o taxista argentino Edgar Benitez

Com visita de Dilma, argentinos lembram Lula e apostam em maior integração

Basta entrar em táxi em Buenos Aires e soltar algumas palavras em “portunhol” para começar a escutar uma série de perguntas referentes ao Brasil do argentino à frente do volante. As primeiras delas costumam ser sobre a beleza do país, pelo menos uma viagem a Florianópolis – destino preferido de grande parte – e sobre o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Lula é admirado por muitos argentinos, apoiadores ou não da atual administração de seu próprio país, liderada por Cristina Kirchner. Apesar dos laços cada vez mais estreitos entre o Brasil e a Argentina e a proximidade entre seus governantes nos últimos anos, é comum escutar frases como “ah, se tivéssemos um presidente como este!”.

Luciana Taddeo/Opera Mundi

“Se o Lula a apoiou, ela deve ser boa, porque ele é sensacional”, diz o taxista Edgar Benitez

Hoje a presidente Dilma Rousseff visita a Argentina e Opera Mundi saiu às ruas de Buenos Aires para perguntar a opinião dos portenhos sobre a nova chefe de Estado brasileira e a escolha da Argentina como primeiro destino da agenda internacional de seu mandato recém iniciado.

Para o advogado Javier Rojas, ferrenho crítico do atual governo argentino, Dilma parece “uma mulher trabalhadora”. Segundo ele, a nova presidente brasileira “não tem nem 10% do carisma” de seu sucessor. “Mas espero que ela cumpra um bom mandato, assim o Lula poderá voltar em quatro anos”, afirmou.

Já a jornaleira Fabíola Fernandez, quando questionada sobre Dilma, responde: “Só te digo uma coisa: eu amo o Lula. A história dele me emociona. Era uma pessoa pobre, que foi evoluindo aos poucos, que tinha uma mãe visionária e que sempre fala dela. Tenho certeza de que é um grande homem. Como Dilma foi indicada por ele, vamos recebê-la muito bem”, garantiu.

Tomando um mate ao lado da filha e da esposa, o vendedor Juan Erro avalia o significado da escolha da Argentina como primeiro destino de Dilma: “Isso demonstra a importância do nosso país para o Brasil. Lula é hoje a principal referência e líder da América Latina”. Para ele, as expectativas quanto à relação bilateral são grandes: “Como sucessora, acredito que Dilma continuará as políticas de Lula, mantendo e melhorando cada vez mais a relação com a Argentina”, opinou.

“Ela vem? Se chama Dilma, né?”, perguntou o taxista Edgar Benitez, que confessou não saber da visita da brasileira. O argentino, no entanto, é otimista quanto à capacidade da nova presidente: “Se o Lula a apoiou, ela deve ser boa, porque ele é sensacional.”

Já o casal Anahí Studer e Federico Tártara, que aproveitava o domingo para ler jornal na praça, afirma que a relação entre a Argentina e Brasil não é uma novidade. “Sempre soubemos da necessidade de maior integração. A diferença é que agora existe boa vontade das classes políticas dos dois lados”, afirmou Federico. “Esta visita da presidente brasileira, além de ser uma honra e um orgulho, é um claro sinal deste movimento para o maior fortalecimento das relações comerciais, culturais, sociais e políticas.”

Luciana Taddeo/Opera Mundi

Para Studer e Tártara, apesar do idioma, a tendência é de mais integração entre Brasil e Argentina

Militantes do movimento Juventude Peronista, os namorados admitem que a visita de Dilma “é um momento histórico”. “Estamos muito contentes em recebê-la, nos gera muitas expectativas principalmente em relação às políticas de direitos humanos no Brasil”, afirmou Anahí, recordando que a Argentina finalmente está julgando os militares acusados de crimes de lesa-humanidade durante a ditadura militar argentina. “Esperamos que isso vire uma tendência no Brasil e em outros países da América Latina”, disse.

Quanto a um suposto desequilíbrio entre o poder econômico brasileiro e o de outros países da região, a estudante de direito disse que “após o freio, promovido pela Unasul, ao golpe de estado no Equador, a discussão central já não é mais que país tem mais poder econômico. A discussão agora na Argentina gira em torno de uma América latina unida, o que beneficiaria a todos”.

Integração cultural

Para Tártara, um ponto que merece mais atenção é o da integração cultural. “Ainda falta que os argentinos conheçam mais sobre o Brasil e os brasileiros sobre a Argentina. Mas estamos avançando neste processo”. O jornalista relembra o show do cantor Gilberto Gil, nas comemorações do bicentenário do país: “Foi um momento importantíssimo. Poder aproveitar um show assim é uma conquista cultural, mas também política, porque demonstra esta irmandade”.

Tártara afirmou que gosta das músicas de Chico Buarque e menciona as diferentes visitas de Caetano Veloso às casas de show do país. Em maio do ano passado, Caetano cantou para uma multidão de 45 mil pessoas em uma praça de Buenos Aires, que mantiveram silêncio respeitável e acompanharam as poucas músicas que podiam acompanhar em português.

O jornalista cita também o acesso ao cinema brasileiro, cada vez mais presente no país. “Filmes como Cidade de Deus, Tropa de Elite e aquele das prisões.... Carandiru, são vendidos em qualquer banca de jornal. Apesar da diferença de idiomas, que às vezes é um impedimento, parece que a tendência é que haja cada vez mais integração neste sentido”, avaliou.


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APOSENTADO TEM MAIS CAPACIDADE DO QUE O "MAIS PREPARADO", O "CHOQUE DE GESTÃO" E O "DEM/PSDB/PMDB/PTN/PTB/PQP/EU QUERO É ME ARRUMAR" KASSAB,JUNTOS

VIVA O RIO DE JANEIRO !

UPP é inaugurada no Engenho Novo

Rio - A Polícia Militar inaugurou na manhã desta segunda-feira a 14ª Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) da cidade, no Morro São João, no Engenho Novo, Zona Norte do Rio. Com um efetivo de 200 PMs - sendo 35 mulheres, o maior número em comparação a outros postos -, ela atenderá ainda aos moradores do Morro do Matriz e do Morro do Quieto, beneficiando cerca de seis mil moradores dessas comunidades.

Foto: Divulgação
O governador Sérgio Cabral é recebido pelas crianças da comunidade do Morro São João ao chegar para a inauguração da 14ª UPP Foto: Divulgação

O comando desta unidade ficará a cargo do Capitão Bruno Xavier, 31 anos. Nascido e criado nas proximidades da comunidade, o oficial - que há 11 anos está na corporação - já foi subcomandante do Grupamento de Policiamento em Estádios (GEPE) e atuou nos Batalhões da Tijuca (6ºBPM) e de Rocha Miranda (9ºBPM).

Próximas unidades

Presente à cerimônia de inauguração, o governador Sérgio Cabral disse que a instalação da UPP vai agora facilitar a chegada de serviços básicos aos moradores do local, como saúde, saneamento, educação e iluminação pública. Ele garantiu que o projeto irá continuar, com a instalação de mais unidades em todas as áreas críticas do Rio até o fim de 2014.

Foto: Severino Silva / Agência O Dia
Crianças cercam Cabral e pedem autógrafos ao governador Foto: Severino Silva / Agência O Dia

"Não é só esta região que ganha com a implantação de uma UPP, mas sim toda a Zona Norte, que tem tudo para crescer economicamente ainda mais. A unidade traz tranquilidade para os moradores e para quem trabalha nesta área", afirmou Cabral.

UPP no São Carlos

De acordo com o coronel Robson Rodrigues, comandante das UPPs, as favelas do Morro de São Carlos, no Estácio, na Zona Norte, serão as próximas a receber uma UPP.

Foto: Divulgação
Cabral cumprimenta algumas das 35 policiais lotadas na 14ª UPP instalada pelo Governo do Estado Foto: Divulgação

Na última segunda-feira, dia 24, um confronto entre traficantes do Morro de São Carlos e policiais civis destruiu cinco janelas em dois andares diferentes do prédio da Prefeitura do Rio. Os tiros atingiram ainda um helicóptero da Rede Globo que sobrevoava o local. Cerca de 150 agentes realizaram operações nos morros do Zinco e do Querosene, no Estácio, e da Mineira, no Catumbi.

De acordo com a Polícia Civil, o objetivo da ação foi o combater o tráfico de drogas e levantar dados para a futura instalação de uma UPP. Um homem, que teria ligações com a venda de entorpecentes, foi atingido na cabeça e encaminhado para tratamento. Quatro bandidos ficaram feridos e um traficante foi preso com uma escopeta. Aproximadamente 300 kg de maconha, um fuzil e uma pistola foram apreendidos.

Treze bairros beneficiados

De acordo com Secretaria de Segurança Pública, a pacificação do Engenho Novo atingirá indiretamente 12 mil pessoas, entre moradores e comerciantes, nos bairros da Abolição, Cachambi, Encantado, Engenho de Dentro, Engenho Novo, Jacaré, Lins de Vasconcelos, Riachuelo, Rocha, Sampaio, São Francisco Xavier, Água Santa e Todos os Santos.

A ação no Engenho Novo constitui a segunda etapa da parte final de pacificação da Zona Norte - a primeira foi concluída com a instalação, no dia 30 de novembro, da UPP do Morro do Macacos, em Vila Isabel. A Secretaria de Segurança Pública informou que uma terceira fase será necessária para que o programa chegue nos Morros do Encontro e da Cachoeirinha, já no Lins de Vasconcelos.

Foto: Severino Silva / Agência O Dia
O Capitão Bruno Xavier, comandante da UPP de São João, saúda o governador Sérgio Cabral Foto: Divulgação

Santa Teresa

Na útima terça-feira, dia 25, o governador Sérgio Cabral anunciou que todas as comunidades da região de Santa Teresa, no Centro, receberão UPPs. Segundo Cabral, nos próximos dias, homens do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope), do Batalhão de Choque e de outras unidades irão reconquistar o território na área.

UPPs

O Rio já conta com 13 UPPs instaladas e uma em processo de instação. As unidades já funcionam no Andaraí, Batan, Borel, Chapéu Mangueira/Babilônia, Cidade de Deus, Formiga, Macacos, Pavão-Pavãozinho/Cantagalo, Providência, Salgueiro, Santa Marta, Tabajaras/Cabritos e Turano.

COM TANTA MISÉRIA E DESCASO COM O POVO BRASILEIRO,DURANTE OS 500 ANOS DE PODER DA "ELITE",COMO PODEMOS PENSAR EM NEOLIBERALISMO E "ESTADO MÍNIMO" ?

NINGUÉM QUER O "MAIS PREPARADO"

Alckmin quer decisão coletiva no PSDB

Governador participou de evento de moda


DE SÃO PAULO

O governador Geraldo Alckmin (PSDB) disse ontem, durante visita à São Paulo Fashion Week, no shopping Iguatemi, que a disputa pela presidência nacional do partido deverá ser resolvida sem "personalismo".
Alckmin afirmou que primeiro é preciso definir as composições dos diretórios municipais e estaduais do PSDB, em março e abril, para depois debater sobre o comando central da legenda, que terá eleição em maio.
Indagado sobre o embate nos bastidores entre o ex-governador José Serra e o senador Sérgio Guerra pela direção do partido, Alckmin disse: "nós somos parlamentaristas. No parlamentarismo não tem esse personalismo, as decisões são coletivas".
Ontem, após o desfile da marca Iódice, o tucano foi indagado sobre qual dois postulantes à presidência do partido estaria "mais na moda". Alckmin afirmou que "os dois estão "in"".
O governador chegou atrasado ao desfile, 40 minutos depois da primeira-dama Lu Alckmin e da filha dele, que conferiram a apresentação.

RODRIGO MAIA DESTRÓI O DEM , ASSIM COMO SEU PAI QUASE DESTRUIU O RIO DE JANEIRO

Kassab admite usar mudança de regra para sair do DEM

Manobra de Rodrigo Maia para reduzir poder de conselho presidido pelo prefeito de SP pode ser argumento jurídico


Segundo o presidente nacional do DEM, Kassab "quer implodir o DEM para fazer uma fusão com o PMDB"

CATIA SEABRA
ENVIADA ESPECIAL A BRASÍLIA

À espera de uma janela para sua filiação ao PMDB, o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, admitiu ontem que poderá usar uma adulteração do estatuto partidário como justificativa jurídica para sua saída do DEM.
Pela estratégia, o prefeito se valerá de uma manobra que o presidente nacional do DEM e hoje adversário político, Rodrigo Maia (RJ), aplicou para reduzir seu espaço dentro do partido.
Em dezembro de 2007, como publicou a revista "Veja", Maia alterou artigo do estatuto que conferia ao conselho político do DEM poder de "decidir" sobre coligações e "indicar" candidatos a presidente e vice.
Sob o argumento de que "o artigo era ilegal" - já que "o conselho é consultivo e não pode deliberar no lugar das convenções" -Maia trocou "decidir" por "recomendar" e "indicar" por "propor".
Como é presidente do conselho, Kassab pode alegar que foi prejudicado pela mudança. O prefeito admitiu ontem que "essa é uma das hipóteses, caso decida mesmo mudar de partido".
Guardado como trunfo pelos aliados de Kassab há pelo menos seis meses, o documento veio à tona às vésperas da eleição do novo líder do DEM na Câmara.
"Kassab quer implodir o DEM para fazer uma fusão com o PMDB", acusou Maia.
Embora possa funcionar para Kassab, a estratégia não contempla os deputados que o apoiam. Recém-eleitos, podem perder o mandato por desrespeito à fidelidade.

BRECHA LEGAL
Para garantir a saída de seu grupo, Kassab torce pela aprovação de uma brecha legal para troca de partidos.
O líder do governo na Câmara, Cândido Vaccarezza (PT-SP), disse que a chamada janela "será necessariamente discutida durante o debate da nova lei eleitoral". "Será até setembro, dentro do contexto da reforma política", disse o líder do PT na Câmara, Paulo Teixeira (SP).
Para Lincoln Portela (MG), líder do PR, "não se pode ter uma fidelidade ad eternum".
Fechada a janela, Kassab tem duas outras alternativas: a criação de um novo partido político. Nesse caso, qualquer parlamentar poderia deixar seu partido para a fundação de uma nova sigla.
Recém-criado, o novo partido seria fundido ao PMDB. Além do tempo consumido para a fundação, uma nova sigla nasce sem tempo de TV. Outra hipótese seria a fusão do DEM com outra sigla, liberando seus parlamentares da exigência de fidelidade.

ENQUANTO SERRA PASSOU O FIM DE ANO EM PARIS E FHC JÁ MORA LÁ , LULA MOSTRA SEU AMOR AO POVO BRASILEIRO

Lula faz discurso e maratona de entrevistas em jogo do Corinthians

Ex-presidente ganhou carteirinha de torcedor, placa comemorativa e foi a todas as cabines de rádio, mas só falou de futebol

Ricardo Galhardo, iG São Paulo



Embora tenha dito que desde o dia 1º de janeiro é um “cidadão comum”, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ainda enfrenta uma rotina de autoridade. Neste domingo, ao acompanhar a partida entre São Bernardo e Corinthians no estádio 1º de Maio, em São Bernardo, Lula fez uma via sacra de entrevistas a emissoras de rádio que transmitiam o jogo, recebeu homenagens como na época em que governava o Brasil e até discursou.

Lula tentou ser neutro, mas acabou demonstrando que torcia para o Corinthians
Foto: AE

Lula tentou ser neutro, mas acabou demonstrando que torcia para o Corinthians


Além disso, Lula confirmou que participará do Fórum Social Mundial que acontece entre os dias 6 e 11 de fevereiro em Dacar, no Senegal. Será o primeiro compromisso internacional do ex-presidente.

Lula chegou ao antigo estádio da Vila Euclides, onde comandou as históricas assembléias dos metalúrgicos do ABC nas décadas de 70 e de 80, acompanhado pelo prefeito de São Bernardo (e também ex-metalúrgico), Luiz Marinho (PT), e da ex-primeira-dama Marisa Letícia. O casal vestia uma camisa feita especialmente para a ocasião metade com as cores do São Bernardo e a outra metade com o alvo e negro do Corinthians.

“Embora seja corintiano há muito tempo hoje vou torcer por um empate”, disse o ex-presidente.

Quando a bola começou a rolar, no entanto, o coração corintiano bateu mais forte. Lula acompanhava sentado as investidas do time da casa mas se levantou no primeiro contra-ataque do Corinthians.

Depois que o São Bernardo abriu o placar, passou a ver o jogo em pé, com semblante de preocupação, e não escondeu a alegria quando Danilo empatou o jogo no final do primeiro tempo.No segundo tempo, a situação se repetiu até chegar ao empate em 2 x 2.

Antes do início da partida, Lula foi a estrela da cerimônia de reinauguração do estádio. A prefeitura investiu R$ 11 milhões para adequar a estrutura às normas da Federação Paulista de Futebol e viabilizar o primeiro time da cidade a disputar a primeira divisão do Campeonato Paulista. O investimento foi aprovado pela população por meio do Orçamento Participativo.

Lula recebeu da direção do São Bernardo o primeiro título de sócio-torcedor do clube, de Marinho uma placa comemorativa e fez um rápido discurso com ênfase na paz nos estádios de futebol. “Espero que este estádio, onde já nasceu um presidente da República, dê mais uma demonstração: que é possível assistir a uma partida de futebol sem uma briga, sem uma discussão”, disse ele.

Como o sistema de som do estádio é fraco, a fala foi abafada pela balbúrdia da torcida. Ao contrário das assembléias históricas, quando os metalúrgicos que ficavam na frente do palanque repetiam para os demais as orientações de Lula, neste domingo a maior parte dos ouvintes se contentou com a batucada que vinha das arquibancadas.

Ironicamente o discurso terminou com uma vaia. Os apupos, no entanto, eram para o time do Corinthians, que entrou em campo para fazer o reconhecimento do gramado exatamente no momento em que Lula terminou de discursar.

Antes de subir ao camarote das autoridades Lula fez uma maratona de entrevistas às emissoras de rádio. Solicito, foi de cabine em cabine e respondeu as perguntas, a maioria sobre futebol, além de rememorar fatos ocorridos no estádio durante as greves de 30 anos atrás. O ex-presidente não falou sobre política.

É TUDO MUITO TRISTE !

Brasil não leva Oscar se "Lixo" ganhar

Estatueta de "Lixo Extraordinário", que usou dinheiro público nacional, ficará longe do país caso o filme vença


Para produtor britânico, que pode levar o prêmio para a casa, filme sobre trabalho de Vik Muniz é "brasileiríssimo"

Fred Hayes - 30.jan.2010/Getty Images
O produtor Angus Aynsley e a diretora Lucy Walker recebem prêmio em Sundance, em 2010

FERNANDA EZABELLA
DE LOS ANGELES

Metade do filme foi feito com dinheiro público brasileiro, rodado em solo brasileiro, com equipe brasileira e sobre um artista brasileiro. Ainda assim, se "Lixo Extraordinário" ganhar o Oscar de melhor documentário no próximo dia 27, a estatueta deve ir para longe do Brasil.
Na sexta, a Academia de Cinema dos EUA incluiu o nome da empresa de Fernando Meirelles, a O2 Filmes, nos créditos do longa no site do Oscar, ao lado da produtora britânica Almega Projects.
Porém os nomes dos indicados continuam iguais: dois britânicos, a diretora Lucy Walker e o produtor Angus Aynsley, idealizador do projeto e colecionador de arte.
"Lixo Extraordinário" segue o trabalho de Vik Muniz no maior aterro sanitário da América Latina, no Rio.
Meirelles e Andrea Barata Ribeiro, da O2, ficaram "surpresos" pela ausência da produtora nos créditos, mas não ficou claro se eles se manifestavam também por um lugar nas indicações.
"Conversei com Angus Aynsley nesta manhã [quinta], ele confirmou a O2 como coprodutora. Faremos as mudanças em nossos arquivos", disse a coordenadora de prêmios da Academia, Torene Svitil, explicando que só duas pessoas, produtor e/ou diretor, podem ser indicadas. "Os únicos indicados são os dois listados no site."
Aynsley e Ribeiro afirmam que o erro foi da distribuidora americana, Arthouse Films, que, por sua vez, apenas comentou: "Todo mundo assinou os formulários", disse uma assessora.
O próprio Aynsley afirma que o filme é "brasileiríssimo". "Muito engraçado acharem que é britânico. Os britânicos acham que o filme é brasileiro", diz, por e-mail. "Somos todos refugiados do mundo maravilhoso do cinema internacional."
A direção também foi bem dividida. De acordo com os produtores locais, Walker filmou apenas uma pequena parte em Nova York e a primeira ida de Muniz ao aterro.
Ela abandonou o projeto para se dedicar ao documentário "Countdown to Zero", sobre armas nucleares, e voltou ao final para montar.
O diretor brasileiro João Jardim fez seis meses de filmagens, achou personagens e gravou em Londres. Há também uma terceira diretora, Karen Harley. Os dois são codiretores do filme.
"Apesar de termos produzido o filme, nunca a encontrei [Walker] nem falei com ela", disse Meirelles.
"A codireção foi contratual e estava já prevista. Não houve má fé de nenhum dos lados", explicou Ribeiro.
A reportagem trocou mais de dez e-mails com o assessor de Walker, mas a diretora se recusou a dar entrevista.
Aynsley conheceu Muniz em 2003, quando o artista fez retratos de chocolate de seus filhos. O britânico fez um curta sobre o artista em 2006. Depois, chamou Walker para filmar um longa, em 2007.
A parceria com a O2 veio no mesmo ano, em maio, quando Aynsley conheceu Ribeiro em Cannes.

domingo, 30 de janeiro de 2011

PRA ANIMAR O DOMINGO

Festas na laje em favelas com UPP fazem sucesso entre turistas no Rio

Imóvel no Santa Marta tem teto retrátil acionada por controle remoto.
Convite para réveillon no Pavão-Pavãozinho custou R$250.

Tássia Thum Do G1 RJ

Cercada pelo Cristo Redentor, Pão de Açúcar e as famosas praias da Zona Sul do Rio, as lajes nas favelas beneficiadas pelas Unidades de Polícia Pacificadora (UPP) se tornaram palcos de rodas de samba e de confraternizações regadas a churrasco, feijoada, cerveja e caipirinha. Os espaços, alguns até com teto retrátil, foram reformados e viraram fonte de renda para os moradores, que abriram neste verão a parte mais cobiçada de suas casas a turistas e cariocas.

No Santa Marta, laje de DJ tem teto retrátil acionado por controle remotoNo Santa Marta, laje de DJ tem teto retrátil acionado por controle remoto (Foto: Tássia Thum/G1)

O DJ e guia turístico Thiago Firmino, de 29 anos, investiu junto com o irmão mais de R$ 7 mil para a reforma do “lajão”, como apelidou o espaço em cima de sua casa no Morro Santa Marta, em Botafogo. O local tem 90 metros quadrados e já abrigou desde shows de forró a festas infantis com pula-pula.

Thiago Firmino aluga o espaço para festas infantis com pula-pula e para bandas de forró e pagodeThiago Firmino aluga o espaço para festas infantis
com pula-pula e para bandas de forró e pagode
(Foto: Tássia Thum/G1)

Ele explica que o aluguel do espaço custa R$ 300 para seis horas de evento. Mas, caso o cliente opte pelos serviços de DJ, iluminação, mesas, cadeiras e churrasqueiras, o preço sobe para R$ 750. Para fugir do calor de 40 graus, Thiago disponibiliza mangueiras e chuveirinhos para refrescar os convidados.

“A festa aqui tem a cara mesmo de laje, com pagode, funk, muita comida e clima família. Os nossos eventos geralmente vão até as 2h para não incomodar os moradores. Já fizemos eventos para artistas, como a Martinália, e também para turistas estrangeiros”, comenta Thiago.

Teto Solar na laje
A laje de Thiago chama a atenção por ficar aos pés do Cristo Redentor e pelo inusitado “teto solar”. Com um toque no controle remoto, a laje abre e fecha para ficar ao gosto do cliente.

“Se tiver muito quente, é só abrir a laje para a galera pegar sol. Mas, depois se o tempo mudar, ventar ou chover, não tem problema, é só fechar o teto”, demonstra o rapaz.

Réveillon na laje
Os becos e vielas do Pavão-Pavãozinho, comunidade na divisa entre Copacabana e Ipanema, reservam uma laje com o visual para as praias mais famosas da cidade, além do Pão de Açúcar e do Forte de Copacabana. Até o Cristo Redentor aparece na laje pintado num painel grafitado.

Laje no Pavão-Pavãozinho reúne gringos e cariocas no réveillonLaje no Pavão-Pavãozinho reúne gringos e cariocas no réveillon (Foto: Tássia Thum/G1)

A dona do espaço é a simpática aposentada Azelina Viana dos Santos, de 77 anos. A laje fica no quarto andar de sua casa e virou ponto turístico. Há dois anos, ela realiza em sua laje um réveillon para turistas e convidados com preços a R$ 250. A proprietária conta que a ideia da festa da virada surgiu do professor da Fundação Getúlio Vargas, Daniel Plá.

“A minha filha trabalhava numa ONG aqui na comunidade e, durante uma reunião, ela conheceu o Daniel, que ficou encantado com a vista daqui. Desde então, ele em parceria com agências de turismo junta um grupo, a maioria de gringos, para a festa”.

Dona Azelina agradece pelo visual que contempla as praias de Copacabana e IpanemaDona Azelina agradece pelo visual que contempla
praias de Copacabana e Ipanema
(Foto: Tássia Thum/G1)

Azelina já até aprendeu a dizer Feliz Ano Novo em inglês. Com o inconfundível “Happy New Year”, ela recebe até 30 estrangeiros na noite de 31 de dezembro. O cardápio da ceia mistura salgadinhos, champanhe, cerveja, frutas e sobremesas. Com o verão, a laje virou um atrativo e ela pensa em novos eventos no local.

“Teve um ano que nós fizemos um ensaio de carnaval com a escola de samba Alegria da Zona Sul e estamos pensando em outras festas para o verão. Se a proposta for boa, alugo a minha laje para o povo”, diz a aposentada.

Café da manhã para hóspedes na laje

Valdinei serve café da manhão aos hóspedes em sua lajeValdinei serve café da manhão aos hóspedes em
sua laje (Foto: Divulgação/Favela Inn)

No Chapeú Mangeira, no Leme, uma das melhores vistas para a praia é da laje de Valdinei Medina, proprietário de um hostel na favela. Ele aproveita o espaço de 72 metros quadrados para servir o café da manhã aos hóspedes e para aulas de samba e pagode a turistas.

Valdinei explica que sua laje tem churrasqueira, chuveiros para driblar o calor, e banheiros. Ele conta que, até o carnaval, a agenda de eventos na laje está lotada.

“Aqui costumo fazer os eventos para um grupo fechado, se as pessoas quiserem posso fazer serviço de Buffet, churrasco, caipirinha, tudo ao gosto do cliente”, revela o empresário.

MARCOS COIMBRA:"OS PRIMEIROS 30 DIAS"

Marcos Coimbra
Sociólogo e presidente do Instituto Vox Populi
marcoscoimbra.df@dabr.com.br
Os primeiros 30 dias

Dilma está dando à ideia de continuidade um conteúdo inesperado. Tudo que fez até agora mostra que, mantendo seu espírito, ela vai além da continuidade mecânica, em que as coisas ficam congeladas, imutáveis

Faz sentido avaliar o primeiro mês de um governo? É possível tirar alguma conclusão de apenas 30 dias de trabalho?

Pela nossa experiência, esse começo pode ou não ser relevante. Às vezes, nele já são perceptíveis as principais características que o governo terá. Em outras, as coisas mudam tanto pelo caminho que ninguém nem se lembra do início.

O balanço deste começo de governo Dilma é claramente positivo. Ela confirma o que se esperava que faria de bom e surpreende de maneira sempre favorável. Até seus desafetos ficam com dificuldade de criticá-la.

Todos tinham a expectativa de que seu governo fosse de continuidade, mesmo quem não a desejava. Havia sido esse o compromisso que ela e Lula assumiram antes e durante a campanha, e não honrá-lo depois da eleição seria uma quebra de palavra.

A permanência de vários ministros e a ausência de anúncios bombásticos de novas políticas nunca foram problemas para a presidenta e seu governo. Apesar da incompreensão de parte de nossa “grande imprensa”, era isso que a opinião pública esperava que fizesse. Surpresa seria se ela se recusasse a continuar a trabalhar com seus antigos colegas de ministério e se achasse que era preciso começar do zero nas políticas de governo (algo que nem Serra faria se tivesse ganho).

Mas Dilma está dando à ideia de continuidade um conteúdo inesperado. Tudo que fez até agora mostra que, mantendo seu espírito, ela vai além da continuidade mecânica, em que as coisas ficam congeladas, imutáveis. Como se não pudessem ser melhoradas.

Veja-se o caso da educação, que andou na berlinda nas últimas semanas, em função das confusões do SiSU. Aparentemente, nela teríamos uma continuidade ortodoxa, pois permaneceu o ministro e foi mantida a política.

Mas o que vemos é que Dilma está fazendo, na educação, uma continuidade que se poderia chamar crítica. O ministro lá está, a política não mudou, mas, ao mesmo tempo, muita coisa ficou diferente.

Os problemas do SiSU não foram maiores que outros parecidos, na educação ou em outras áreas. Mas é possível que o MEC nunca tenha sido tão cobrado quanto neste mês de janeiro. A razão é que, no Planalto, estava alguém que não se satisfez com a explicação de que o ocorrido era “normal”.

Esse tipo de continuidade tem alguns pré-requisitos. Em primeiro lugar, exige uma instância acima dos ministros capaz de acompanhar o que cada um faz, em base cotidiana. Em segundo, que esteja disposta a intervir celeremente, antes que os problemas aumentem. Em terceiro, que tenha autoridade e energia para consertar equívocos e demitir responsáveis.

Tudo isso aconteceu no MEC em apenas 30 dias, prazo no qual, no passado recente, nada teria acontecido, pois todos (presidente, ministro e equipe) estariam ainda “tomando pé das coisas”. Ninguém cobraria de ninguém o que Dilma cobrou de Fernando Haddad e do ex-presidente do Inep (defenestrado por causa das antigas trapalhadas no Enem e das novas no SiSU).

No episódio, temos o lado bom da continuidade (pois o fato do ministro ter permanecido tornou mais fácil a solução) e um estilo próprio de levá-la a cabo. Dilma continua com parte da equipe e o estoque de programas que herdou de Lula, aprovados pela quase unanimidade do país. Mas os dirige à sua maneira, corrigindo rumos e trocando pessoas sempre que achar necessário (e vai achar mesmo, pois se mantém informada sobre aquilo que o governo faz).

Há quem se queixe de que Dilma está “confinada” no Planalto, que só se preocupa com reuniões internas, relatórios e em sabatinar auxiliares. Que é “séria demais” e que dá pouca atenção à imprensa e ao lado festivo da Presidência.

Nada disso é problema para a opinião pública. Quem votou nela não a imaginava igual a Lula no comportamento pessoal. Quem não, apenas quer que ela trabalhe.

São apenas 30 dias, mas marcaram um bom começo.

APESAR DE ELOGIAR DILMA , O TABLÓIDE TENTA DIZER QUE LULA ESTAVA ERRADO.TÁ DANDO PENA !

Novo governo
Rigidez e discrição, o estilo de Dilma
Primeiros 30 dias da petista à frente do Planalto enfatizam o valor da fidelidade dos comandados, a divisão da máquina estatal para cobrar resultados dos ministros e a tentativa de qualificar a gestão pública
Tiago Pariz
Cadu Gomes/CB/D.A Press - 20/1/11
Dilma diante dos ministros na primeira reunião de sua gestão: cobrança de unidade nos discursos
A presidente Dilma Rousseff termina o primeiro mês no comando da República demonstrando preferência por atuar internamente, dividindo o governo em áreas e colocando quase como uma obsessão a melhoria da qualidade do gasto público. Ao mesmo tempo, se mostrou rígida na exigência de fidelidade dos comandados. Até por isso, nos primeiros dias ela tomou a decisão de demitir um ministro levando em conta exatamente este último quesito.

O alvo da fúria de Dilma na primeira segunda-feira do governo foi o general José Elito Siqueira, ministro do Gabinete de Segurança Institucional, que tinha dito, no dia de sua posse, que a existência de desaparecidos políticos durante a ditadura não deveria ser motivo de vergonha, mas tratada como um “fato histórico”. A presidente, que foi presa e torturada pelo regime militar (1964-1985), informou que os dias de Elito haviam acabado no governo. Uma comissão de militares, capitaneada pelo ministro da Defesa, Nelson Jobim, teve de ser formada às pressas para dissuadir Dilma. “Foi difícil convencê-la”, disse um personagem envolvido no episódio.

O recado que chegou a Elito foi o seguinte: “A mulher vai te demitir. É bom você ir lá pedir desculpas e se explicar para ver se ela aceita”. A contragosto, Dilma topou recebê-lo. O general entrou no gabinete do terceiro andar cabisbaixo e com a desculpa ensaiada. O ministro sobreviveu, mas o mesmo destino não teve Pedro Abramovay, ex-secretário Nacional Antidrogas do Ministério da Justiça. A demissão passou pela presidente e foi acertada com o titular da Justiça, José Eduardo Cardozo.

Contundência
Os dois casos irritaram a presidente, mas estão longe de terem ditado o ritmo do Planalto, que foi dado pela obsessão de melhorar a qualidade da gestão da máquina pública. Dilma dividiu o governo em quatro áreas: desenvolvimento econômico, infraestrutura, erradicação da miséria e direitos e cidadania. E quer resultados. Um exemplo é a contundência com que afirmou que obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) não serão cortadas. Repetiu a negativa três vezes em entrevista no Rio de Janeiro. “Não é nada surpreendente que a melhoria da gestão seja a principal meta dela. A trajetória da Dilma foi construída assim. É o perfil dela”, afirmou o presidente do PT, José Eduardo Dutra.

Para reduzir despesas desnecessárias, ela determinou aos ministros parcimônia com o cartão corporativo e com o uso de aeronaves da Força Aérea Brasileira (FAB). E pediu a Miriam Belchior que repassasse a ordem aos colegas: “Avaliem o orçamento e hierarquizem as ações”, num esforço para garantir que obras em andamento não sejam interrompidas. Dilma não quer ver frustradas suas promessas de campanha —por exemplo, 2 milhões de moradias, através do Minha Casa Minha Vida, e as 500 Unidades de Pronto Atendimento (Upas).

Clausura
O desastre climático na região serrana do Rio de Janeiro e a seca dos municípios da Região Sul fizeram a presidente mudar sua rotina enclausurada no Planalto e formar uma força tarefa para apresentar soluções. Novamente como parte da obsessão dela de mostrar que o governo é eficaz em suas ações.

Dilma prefere ficar distante dos holofotes, o que acabou refletindo em sua agenda. Em janeiro de 2003, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva teve mais encontros com governadores e parlamentares. Lula recebeu no Planalto titulares de vários estados. Dilma, por enquanto, teve duas reuniões com chefes do executivo local: Antonio Anastasia (Minas Gerais) e Marcelo Déda (Sergipe). Outro detalhe que chama a atenção é que quase todos os dias constam “despachos internos” na sua programação, que não trazem detalhes. Nos primeiros 30 dias da era Lula, os despachos internos eram exceção.

A presidente não gosta de ver assuntos do governo sendo tratados pela imprensa. Por isso, determinou aos subordinados: “Divergências são resolvidas internamente”, num recado sobre a briga pelo segundo escalão. O estilo serviu, primeiro, para apaziguar ânimos na disputa entre o deputado Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN) e o ministro da Saúde, Alexandre Padilha e, agora, para amenizar a briga pela Presidência de Furnas, que coloca em lados opostos o PT e o PMDB do Rio de Janeiro.

Colaborou Leandro Kleber, especial para o Correio


Decisões sem alarde

Obcecada pela melhoria da gestão pública, Dilma tomou decisões importantes nesse primeiro mês de governo

Desastre no Rio de Janeiro
O governo editou medida provisória liberando R$ 780 milhões. Do total, R$ 80 milhões serão enviados direto para o Dnit, órgão responsável pela recuperação das rodovias. Os recursos têm como objetivo ajudar os estados afligidos por enchentes. Além disso, repassou R$ 100 milhões ao governo fluminense e às prefeituras dos municípios atingidos.

Defesa Civil e alimentos
A presidente anunciou que serão investidos R$ 600 milhões para a estruturação da Defesa Civil nos municípios vulneráveis a desastres ambientais. Foram enviadas 44 toneladas de alimentos para Teresópolis, Petrópolis, Nova Friburgo e Areal. Além disso, os municípios receberam sete toneladas de medicamentos e insumos.

Seca e irrigação
A presidente anunciou que municípios afetados pela seca no Rio Grande do Sul terão obras de irrigação parecida com as já feitas pelo governo no sertão Nordeste.

Divisão estratégica
Para poder fazer cobranças mais efetivas por resultados, a presidente dividiu o governo em quatro áreas e atribuiu a um ministro a responsabilidade por cada uma delas. O ministro da Fazenda, Guido Mantega, responderá por desenvolvimento econômico. A titular do Planejamento, Miriam Belchior, ficou com infraestrutura. O ministro da Secretaria-Geral, Gilberto Carvalho, com direitos e cidadania. E Tereza Campelo, do Ministério de Desenvolvimento Social, com combate à pobreza.

Combate à pobreza
A primeira ação foi na principal promessa de campanha de Dilma. A presidente determinou que os ministros se esforcem para erradicar a pobreza extrema até o fim de sua gestão.

Salário mínimo
Dilma decidiu elevar para R$ 545 e determinou o início das negociações com as centrais sindicais. Apesar de haver uma proposta do governo de reajustar a tabela do Imposto de Renda em 4,5%, ela quer fazer essa discussão desvinculada do mínimo.

Demissão de subordinados
Logo nos primeiros dias, decidiu demitir o general José Elito, ministro do Gabinete de Segurança Institucional, mas voltou atrás por apelo de militares. Quem acabou perdendo o posto no governo foi Pedro Abramovay, da Secretaria Nacional Antidrogas, ligada ao Ministério da Justiça.


Porta-vozes e escudeiros

A presidente Dilma Rousseff impôs um ritmo discreto no Palácio e tem usado três ministros como porta-vozes: os titulares da Casa Civil, Antônio Palocci; do Planejamento, Miriam Belchior; e da Secretaria-Geral, Gilberto Carvalho. São os mensageiros de recados para Congresso, Judiciário, movimentos sociais, além de passarem de determinações aos colegas de governo.

O chefe da Casa Civil se consolidou como principal assessor. Está presente em praticamente todas as reuniões. É olhos e ouvidos de Dilma e atuou de maneira decisiva para contornar problemas com nomeações para o segundo escalão.

Palocci também quer refletir a discrição da presidente. Para não entrar na disputa de varejo, da política diária, o ministro da Casa Civil definiu que só dará entrevistas sobre grandes temas ou decisões. Ele quer evitar que sua palavra torne-se corriqueira e sem peso.

Carvalho assumiu o papel de escudeiro para canalizar insatisfações e vocalizar as orientações de Dilma com sindicalistas. Foi ele quem conduziu a negociação sobre o salário mínimo. O ministro da Secretaria-Geral chegou a brincar que a presidente teve de fazer uma aula com Lula para saber como lidar com os representantes dos trabalhadores.

A ministra do Planejamento encarnou a coordenadora de governo e passou a acompanhar Dilma e repassar ordens aos colegas. Ela esteve ao lado da presidente nas recentes viagens ao Rio de Janeiro. E passou ordens aos ministros sobre contingenciamento orçamentário.

Maleabilidade
Apesar da imagem de gerentona, quem se reuniu com Dilma nesse primeiro mês encontrou uma presidente afável e simpática, mais maleável. O presidente do PT afirmou não ser verdadeira a visão de mulher durona que se cristalizou durante a época em que ela ficou à frente da Casa Civil e na campanha. “Sempre contestei essa imagem. E não acho que houve mudança de comportamento”, afirmou, reconhecendo que na campanha eleitoral Dilma ganhou mais ginga. “É claro que depois da eleição, como tem que lidar com mais políticos, os interlocutores passam a descobrir esse lado mais afável dela”, emendou o presidente petista.

Ainda assim, as determinações enfáticas da presidente deixaram alguns ministros com medo de dar entrevistas e expor opiniões. Até agora só conversas informais com jornalistas. Os que partiram para declarações públicas envolveram-se em polêmicas, como no caso do salário mínimo, que colocou Guido Mantega, da Fazenda, na contramão de colegas. O presidente do PT classificou de naturais as palavras mais comedidas dos ministros. “O projeto é de continuidade. Não precisa de exposição e presença midiática”, disse Dutra.


Milhagem contida
O então presidente Lula também foi ao exterior mais vezes do que Dilma no início de seu mandato. A presidente chega amanhã à Argentina, em sua primeira missão oficial fora do país. Lula, nos primeiros 30 dias de mandato, foi ao Equador, à Alemanha e à França cumprir agenda externa.

SOBRE SANTO ANTÔNIO DO DESCOBERTO , A REPORTAGEM DO "JORNAL NACIONAL" CHAMOU O POVO , QUE APANHAVA DA POLÍCIA , DE ARRUACEIRO

NEM UMA SÓ LINHA INFORMA O NOME DO GOVERNADOR DESSE ESTADO,TRATA-SE DE MARCONI PERILLO , DO PSDB.O GOVERNADOR ESTÁ SE LIXANDO PARA O POVO DESSA CIDADE

Santo Antônio do Descoberto
À espera de um milagre
A cidade que leva o nome do padroeiro dos pobres viu explodir, na última semana, uma revolta popular que cobrou melhorias nos precários serviços básicos. A reportagem a seguir mostra os vários dramas vividos pelos moradores ao longo de 24 horas
SAULO ARAÚJO
Fotos: Kleber Lima/CB/D.A Press
O gesseiro Valmir Pereira da Silva morou em Santo Antônio do Descoberto durante 28 anos, até a última quarta-feira: desiludido com as condições do município, decidiu se mudar para Samambaia

Há quase três décadas, o gesseiro Valmir Pereira da Silva, 54 anos, decidiu trocar um barraco no Núcleo Bandeirante por uma casa espaçosa em Santo Antônio do Descoberto, município goiano situado a 45 quilômetros de Brasília. Na época, o trabalhador apostava que as terras vizinhas à capital iriam ter, em pouco tempo, uma grande valorização. Acreditava ver a cidade ser ocupada por grandes indústrias, faculdades de renome e comércio forte. No entanto, tudo o que o paulista de Campinas idealizou não passou de uma expectativa frustrada. Desiludido com a região, na última quarta-feira ele resolveu se mudar para Samambaia. Ao fazer um balanço dos 28 anos em que morou numa das localidades mais pobres do Entorno, sobraram reclamações. “Infelizmente, não dá mais para viver numa cidade que não tem segurança, o hospital mais parece um matadouro, as ruas são intransitáveis e o prefeito é um corrupto”, dispara. A situação de Santo Antônio do Descoberto dá início à série Radiografia do Entorno, na qual serão traçados os perfis das cidades que circundam o Distrito Federal. Amanhã, será a vez de Águas Lindas de Goiás.


O desabafo de Valmir reflete o pensamento de quase todos os 63 mil moradores da cidade, que cobram do poder público a melhoria dos serviços prestados, como coleta de lixo, transporte, saúde, educação e segurança.

A inércia da administração local despertou a fúria da comunidade na última segunda-feira, quando cerca de 2,5 mil pessoas fecharam as vias, enfrentaram a polícia, apedrejaram seis ônibus e atearam fogo em um. A reivindicação também pedia a saída do prefeito, David Leite. Alvo de três denúncias de improbidade administrativa ajuizadas pelo Ministério Público de Goiás (MPGO) — sendo que duas delas pedem o seu afastamento —, Leite se mantém no poder graças ao amplo apoio da Câmara dos Vereadores. Entre as denúncias a que responde, está o desvio de R$ 2 milhões do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb), que deveria ser usado para o pagamento de professores e melhorias das escolas do município.


Desapontados com a política na cidade que carrega o nome do padroeiro dos pobres, os mais humildes se apegam à fé para ver o lugar onde vivem tomar um rumo diferente. Como a dona de casa Luzia Paula da Silva, 33 anos, devota de Santo Antônio. “A gente pede ao nosso santo porque os políticos nunca fazem nada. A verdade é que só um milagre para fazer nossa cidade melhorar”, disse.


O grito de socorro da comunidade chamou a atenção dos governos de Goiás e do DF, que anunciaram ações integradas para tirar Santo Antônio do Descoberto do fundo do poço. Mas enquanto as promessas não saem do papel, a dura rotina no município com ares de interior continua a mesma. A reportagem do Correio, ao longo de 24 horas, registrou os desafios de quem vive num lugar esquecido pelos governantes e onde os obstáculos começam muito antes de o dia clarear.

Saldo do confronto

O conflito em praça pública que envolveu 90 policiais e cerca de 2,5 mil moradores deixou um saldo de oito feridos e quatro detidos, seis ônibus apedrejados e um incendiado. Os prédios da prefeitura e da Câmara dos Vereadores também tiveram as vidraças quebradas. Devido ao clima tenso na cidade, o comércio, escolas e transporte público não funcionaram.

» Personagens do conflito

O padre e a cobradora

A manifestação que parou a cidade de Santo Antônio do Descoberto, na última segunda-feira, teve personagens marcantes. Um deles foi o padre Marcelo Vieira Júnior, 33 anos, (foto) que em meio aos tiros disparados pelos policiais e paus lançados pelos moradores, abriu a porta da Igrejinha de Santo Antônio e refugiou centenas de pessoas que participavam do protesto. O pároco se colocou à frente da tropa de choque e usou de sua autoridade religiosa para impedir que os agentes invadissem o templo. “Na hora, só pensei em defender meu povo. Não poderia assistir, sem fazer nada, trabalhadores, crianças e até deficientes apanhando como se fossem bandidos”, ressaltou Marcelo. O padre ainda teve papel fundamental para decretar o fim da batalha em praça pública. Ele negociou a paz pessoalmente com o comandante da operação.


Já a cobradora Fernanda Leonardo de Jesus, 44 anos, não apanhou da polícia, nem mesmo ateou fogo em pneus nos acessos da cidade. Na verdade, ela nem sabia do protesto, quando viu o ônibus em que estava ser incendiado por um grupo de passageiros revoltados com a falência do transporte público no município. Ainda nervosa, Fernanda lembrou os momentos de tensão até conseguir deixar o veículo em segurança. “Nós tentamos passar pela ponte, mas as pessoas tinham colocado fogo. O motorista voltou para a garagem e alguns passageiros já começaram a exigir o dinheiro do bilhete de volta. Disse a eles para ter paciência, mas alguns me ameaçaram e já começaram a pegar o dinheiro no caixa. Foi quando eu vi um homem espalhando gasolina dentro do ônibus. Fiquei desesperada, pensei que ia morrer queimada, porque ninguém deixava eu descer. Consegui sair com as pernas tremendo e, logo em seguida, o ônibus começou a queimar. Vai ser muito difícil esquecer esse dia”, relembrou Fernanda.

ASSIM COMO NO EGITO,A IMPRENSA CORRUPTA BRASILEIRA IMAGINA PODER OMITIR AS NOTÍCIAS CONTRA SEUS ALIADOS E ATACAR OS SEUS DESAFETOS PARA TODO O SEMPRE

O MUNDO SE TRANSFORMA APESAR DAS VONTADES DOS DOMINADORES DE PLANTÃO.
A IMPRENSA CORRUPTA , GOLPISTA E ULTRA RACISTA BRASILEIRA IMAGINA SER POSSÍVEL ESCAMOTEAR A VERDADE "AD AETERNUM" , MAS ISSO NÃO É POSSÍVEL E A VITÓRIA DE DILMA É UM BELO EXEMPLO.
A IMPRENSA CORRUPTA , GOLPISTA E ULTRA RACISTA BRASILEIRA VOLTA SUAS BATERIAS CONTRA DILMA E TENTA DESCONSTRUIR LULA. É UMA LUTA INGLÓRIA DESSA INSTITUIÇÃO QUE PENSA SER POSSÍVEL MANIPULAR O POVO BRASILEIRO COMO FAZIA NO SÉCULO PASSADO.
TÁ DANDO PENA !

O MELHOR DE TUDO ISSO SENHOR ARTICULISTA É QUE DILMA SUCEDEU LULA E NÃO JOSÉ SERRA.NESSE CASO,VOCÊ ESTARIA ELOGIANDO O "MAIS PREPARADO".É TRISTE !

OPINIÃO

Lula, Dilma, Seinfeld e o fantasma de George Carlin


LUIZ GUILHERME PIVA
ESPECIAL PARA A FOLHA

Talvez o fantasma de George Carlin -na forma como foi apresentado por Jerry Seinfeld- venha a se insinuar nas análises que se façam sobre o governo de Dilma Rousseff por um bom tempo. Talvez também venha a acompanhar a presidente. Mas creio que tenderá a ser de forma predominantemente negativa no caso das análises e poderá ser motivadora ou aterradora no caso de Dilma.
Pode ser que você conheça o George Carlin. Eu não. Só por meio do artigo do Seinfeld, publicado em 2008 por ocasião da morte do primeiro, a quem o criador da melhor série que já vi chama de "brilhante", "um monstro" do humor. No artigo, Seinfeld diz que ele próprio e todos os comediantes que conhece, ao criar algum número ou piada, tiveram sempre que ouvir: "Carlin já fez isso".
Dilma terá que ouvir: "Lula já fez isso" ou "Lula não fez isso" ou "Lula não faria ou faria dessa ou daquela forma".
O peso e a importância de Lula na história recente do Brasil e a popularidade com que deixou a Presidência o manterão como referência para qualquer outro presidente.
No caso dos analistas, tem predominado a leitura de que, se Dilma faz algo diferente de Lula, está dando "bons sinais". Se o repete, está errando. No primeiro caso, enfatiza-se sua discrição; no segundo, critica-se a política do salário mínimo. A toada deverá seguir sendo essa.
Já a presidente poderá se complicar se vir as coisas dessa forma -se ficar se cobrando sempre se deve ou não deve fazer o que Lula fez.
Virará ela a fantasma, ausente, penada. Lula assumirá a cena, de pé no palco, vivo e comandando a plateia. Se, diferentemente disso, fizer de Lula a referência para que, como diz Seinfeld de Carlin, seu "brilhantismo gere dezenas de grandes comediantes", uma vez que todos estes tiveram que usar as criações de Carlin para lapidar, inventar, transformar e também repetir sem perder a identidade -então Dilma terá assumido seu lugar. Como Seinfeld. Um fecho original para este texto seria dizer que é tal o peso de Lula que, por mais bem-sucedido que seja o governo de Dilma, quando ele terminar e ela for para casa, com, sei lá, 80% de popularidade, elegendo seu sucessor, terá ainda que ouvir: "Lula já fez isso". Mas não é. Seinfeld já fez isso no artigo dele.

LUIZ GUILHERME PIVA é diretor da LCA Consultores. Publicou "Ladrilhadores e Semeadores" (ed. 34) e "A Miséria da Economia e da Política" (Manole).

O ARTICULISTA , ESTUPEFATO COM DILMA , DESANDA A ESCREVER UMA FICÇÃO NA TENTATIVA CAÓTICA DE INVENTAR FATOS

Na estreia, Dilma é "negativo" de Lula

Presidente segue no primeiro mês roteiro do publicitário João Santana e impõe estilo oposto ao do antecessor


Mudança é calculada para construir imagem própria, diz ministro; presidente limita falas e aparições públicas

BERNARDO MELLO FRANCO
DE SÃO PAULO

Ele escalou palanques, visitou quatro países e levou seus ministros em caravana para ver a miséria de perto. Ela limitou as aparições públicas, se trancou no gabinete em Brasília e mandou os auxiliares fazerem o mesmo.
No primeiro mês de governo, Dilma Rousseff seguiu roteiro bem diferente do que marcou a estreia de Luiz Inácio Lula da Silva, em 2003.
Boa parte das mudanças é orientada pelo publicitário João Santana, que fez a campanha da presidente e continua a atuar nos bastidores para ajudá-la a construir "imagem própria" no poder.
Lula começou produzindo grande fatos em série. Com dez dias no cargo, encheu um avião com 30 ministros e secretários e visitou favelas em três Estados, numa espécie de tour da pobreza.
Buscou holofotes em dois fóruns mundiais: o Social de Porto Alegre, onde discursou para 70 mil militantes de esquerda, e o Econômico de Davos, seu batismo perante a banca internacional.
Encerrou o mês com sete discursos, quatro países visitados e um anúncio de impacto: o lançamento do Fome Zero, no dia 30.
Numa espécie de negativo do antecessor, Dilma priorizou reuniões fechadas, evitou viagens e impôs um estilo mais discreto e tecnocrático.
Até hoje, só fez dois discursos, e sobre assuntos externos ao governo: uma homenagem a José Alencar e outra às vítimas do Holocausto.
Cortou viagens de campo, à exceção da visita a áreas atingidas por enchentes no Rio, e ordenou que os auxiliares fiquem mais em Brasília. Vai ao exterior pela primeira vez amanhã, dia 31, quando pousa na Argentina.
Um ministro que participou dos dois governos, e que pediu para não ser identificado, conta que a diferença de estilos não acontece por acaso. Segundo este auxiliar, Dilma investe numa imagem própria, para evitar comparações com Lula.
Citando frase de João Santana, o ministro diz que a ideia é fazer com que Dilma "ocupe o espaço imaginário de uma rainha".
Mesmo sem vínculo formal com o governo, o marqueteiro tem conversado constantemente com a presidente e já foi escalado para aconselhar vários ministros.
Dilma fez outras mudanças, como o veto a divergências públicas entre subordinados -Lula deixava o circo queimar antes de intervir.
Também deixou claro que não vai tolerar erros ou "rebeldias". Em 20 dias, caíram Abelardo Bayma (Ibama), Joaquim Soares Neto (Inep) e Pedro Abramovay (Secretaria Nacional Antidrogas).
Lula fritava os subordinados até o limite e adiou as primeiras demissões de ministros por 12 meses. Na Esplanada, ninguém acredita que Dilma vai esperar tanto.

TÁ DANDO PENA DA ELIANE CANTANHÊDE,TUDO QUE ELA ESCREVE É TENTANDO TRAZER UM CLIMA DE CAOS E DIFICULDADES PARA DILMA E PARA ATACAR LULA.COITADA !

ELIANE CANTANHÊDE

Uma presidente, vários incêndios


BRASÍLIA - Dilma Rousseff enfrenta nesta semana sua primeira viagem internacional, a reabertura do Congresso e o reinício do Supremo, tudo com a crise no Egito -ou seria no mundo árabe?
Na Argentina, Dilma acertará com Cristina Kirchner a construção de um reator nuclear bilateral para fins civis e terá momentos de grande simbologia ao se encontrar com as Mães da Praça de Maio, dias depois de comparar vítimas de ditaduras a vítimas do Holocausto. Ou seja: vai sinalizar que seu governo dará passos firmes para investigar crimes do regime militar.
No Congresso, onde o salário mínimo será seu grande teste, o problema não são as oposições, desunidas e desnutridas, mas sim os próprios aliados, também desunidos, mas muito bem alimentados e ainda assim famintos. A guerra PT-PMDB foi devidamente resumida pelo peemedebista Eduardo Cunha: "Quem com ferro fere com ferro será ferido". Leia-se: é guerra!
No Supremo, a grande questão em pauta é a extradição ou não do ex-terrorista Cesare Battisti para a Itália. Lula disse não, mas parte dos ministros considera que o tratado Brasil-Itália não dá poderes discricionários aos presidentes.
Por esse entendimento, o Supremo é quem decide, e a Lula cabia apenas dizer quando e como Battisti seria entregue. O primeiro-ministro Silvio Berlusconi (sim, esse mesmo) não dá tanta bola para o assunto, mas o presidente Giorgio Napolitano mantém a pressão.
E a cúpula América do Sul-países árabes vem aí, dia 16, em Lima, com as ditaduras árabes tremendo nas bases e o Brasil tentando fingir que não tem nada a ver com isso. Ou seja, em cima do muro. Até lá, pode ser compelido -até pela comunidade internacional- a descer para o lado de Mubarak ou da oposição. E lá se vai a cúpula peruana.
Viver não é fácil. Governar é pior ainda. Mas Dilma sabia muito bem onde estava se metendo. Ou melhor, onde Lula a estava metendo.

elianec@uol.com.br

FOLHA: O EXCELENTE GOVERNO TUCANO FEZ MUITO,APESAR DO POVO SUJO DE SÃO PAULO

Editoriais

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Sobre o Tietê


Obras para aumentar a calha do rio não são suficientes e novo plano para equacionar o problema das cheias ainda vai demorar mais de um ano


Como uma avenida engarrafada porque há mais carros do que sua capacidade de escoá-los, o Tietê não comporta a água que recebe. Mais de uma vez neste verão já transbordou o rio cantado por Mário de Andrade (1893-1945), que mencionava, em célebre poema, a água "turrona paulista, que sobe e se espraia, levando as auroras represadas para o peito dos sofrimentos dos homens".
Desde a década de 80, o governo paulista tenta minorar o problema por meio do rebaixamento da calha do rio, da construção de piscinões e de medidas como a recuperação das várzeas e a criação de parques. Desnecessário dizer que o esforço foi insuficiente.
Depois de quase 20 anos, as obras de ampliação da calha ficaram prontas em 2006. A primeira etapa aumentou a profundidade e a largura do rio num percurso de 16 quilômetros. A segunda, entregue pelo governo tucano com a promessa de debelar as enchentes nas marginais, atingiu outros 24 quilômetros.
O problema é que a capacidade do Tietê, mesmo após essas intervenções, que consumiram quase R$ 2 bilhões, está aquém da quantidade de água que o rio recebe. Ainda que estivesse livre do acúmulo de lixo, terra e areia no leito -e não está-, o Tietê poderia escoar cerca de 1.100 m3 por segundo. De acordo com estimativa de um especialista, o volume que chega ao rio em época de chuvas é de cerca de 1.750 m3. A diferença transborda para as pistas construídas nas antigas várzeas.
A um custo de R$ 64 milhões, o governo retirou 1 milhão de metros cúbicos de material do Tietê em 2010 -20% era lixo jogado pela população. Mas resta muito a fazer. Se o cronograma for mantido e se cumprida a promessa de dobrar esse volume durante os próximos dois anos, o rio estará desassoreado apenas em 2013.
Em 1998, um plano de macrodrenagem previu a construção de 134 piscinões até 2020, dos quais menos de 50 saíram do papel até agora. É pouco, apesar da capacidade de armazenar mais de 8 milhões de metros cúbicos de água -em torno de 50% do total previsto no plano. E, com a falta de terrenos disponíveis, o governo encontra obstáculos para instalar novos reservatórios.
Iniciativas como a lei municipal das "piscininhas" e a criação de parques são bem-vindas, mas representam apenas uma pequena parte da solução.
Para piorar o quadro, o plano de 13 anos atrás está superado. A expansão da região metropolitana de São Paulo levou a um aumento da impermeabilização do solo -o que se traduz em mais água correndo para o rio. Tenta-se, dessa forma, equacionar um problema de hoje com dados de ontem.
Por isso, o governo estadual abriu licitação para um novo plano de macrodrenagem. Mas deverá levar ao menos um ano e meio até que os estudos se concluam. Somente então será possível um diagnóstico preciso da situação e a elaboração de um projeto à altura das necessidades.
Até lá, resta ao paulistano torcer para que as chuvas sejam clementes e conviver com as enchentes, já tão conhecidas quanto o viaduto do Chá e o Anhangabaú.

DIANTE DOS GOVERNOS DO PSDB QUE NADA FAZEM,SE DILMA CONSEGUIR 1/8 DO PROMETIDO SERÁ UMA GRANDE VITÓRIA

Atrasos e cortes ameaçam obras propostas por Dilma

Ajuste fiscal e restos a pagar praticamente inviabilizam novos investimentos em 2011


GUSTAVO PATU
DE BRASÍLIA

Atrasos herdados da administração anterior e a necessidade de cortar investimentos para equilibrar as contas do governo ameaçam algumas das principais promessas da campanha eleitoral da presidente Dilma Rousseff.
Manter em dia o cronograma de realizações significa construir, só neste ano, 3.288 quadras esportivas em escolas, 1.695 creches, 723 postos de policiamento comunitário, 2.174 Unidades Básicas de Saúde e 125 Unidades de Pronto Atendimento, além de centenas de milhares de moradias subsidiadas para a população de baixa renda.
As metas constam do planejamento oficial que embasou a elaboração do Orçamento deste ano -até hoje não sancionado pelo Planalto, o que reduz a virtualmente zero a possibilidade de liberar dinheiro público para novos projetos.
Fora os compromissos de apelo popular mais imediato, há ainda R$ 7 bilhões destinados a novas obras em rodovias, ferrovias, portos, irrigação e saneamento, igualmente incluídas na segunda etapa do Programa de Aceleração do Crescimento, batizada de PAC 2.
Completar um mês sem iniciar investimentos é usual para um começo de administração, mesmo no caso de um governo de continuidade. A equipe econômica, porém, já prepara o terreno para uma demora maior.
É preciso combinar dois objetivos: o fiscal -bloquear despesas e elevar os recursos para o abatimento da dívida pública, desde 2009 abaixo do prometido- e o gerencial -encerrar a lista de obras e projetos prioritários inacabados, grande parte deles coordenados pela própria Dilma nos tempos de ministra-chefe da Casa Civil.
Em um cenário de recursos escassos, as obras já em curso ganham primazia, como já indicaram a Fazenda e o Planejamento. Mais delicado politicamente seria citar pelo nome os candidatos a serem preteridos.
O exemplo de maiores proporções é o da segunda etapa do programa habitacional Minha Casa, Minha Vida, que pretende viablizar a construção e a aquisição de 2 milhões de casas e apartamentos até 2014.
Há R$ 12,7 bilhões autorizados no Orçamento de 2011 para a iniciativa, de longe o maior volume destinado a um programa de caráter não permanente nem obrigatório.
Mas, ainda que escape dos cortes a serem anunciados até março, a verba terá de acomodar também R$ 9,5 bilhões em despesas que ficaram por ser executadas da primeira etapa do Minha Casa -na qual as moradias efetivamente concluídas não chegaram a um quarto do 1 milhão contratado no papel.
O mesmo acontece com as novas Unidades de Pronto Atendimento, os prontos-socorros 24 horas que estrelaram a plataforma petista para a saúde. Os recursos reservados para iniciar as 500 UPAs programadas até 2014 terão de disputar espaço com a conclusão das outras 500 que deveriam ter sido entregues até 2010.
Pelos dados do Ministério da Saúde, apenas 91 UPAs estavam em funcionamento até o início de dezembro.
Sintomaticamente, a bancada governista no Congresso ajudou a promover, sem alarde, um corte de 15% nos recursos para as UPAs e a construção de postos UBS (Unidades Básicas de Saúde) durante a tramitação do projeto de lei orçamentária.
Maior ainda, de quase 35%, foi a redução da verba para a construção e adequação de quadras esportivas nas escolas de ensino médio, ação também classificada como prioritária, incluída no PAC 2 e repetida na campanha eleitoral.
Outro complicador é que todas essas metas -incluindo a construção de creches e de postos de policiamento- dependem da participação de governos estaduais ou prefeituras para elaboração de projetos, cessão de terrenos e custeio das unidades.

sábado, 29 de janeiro de 2011

NEOLIBERALISMO: 'É o nosso futuro em jogo', diz estudante britânico em protesto contra aumento nas universidades

http://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/internacional/2011/01/29/e-o-nosso-futuro-em-jogo-diz-estudante-britanico-em-protesto-contra-aumento-nas-universidades.jhtm

SOU ECONOMISTA E LEIO TANTO O SITE DO CORECON-RJ , QUANTO O "JORNAL DOS ECONOMISTAS"

LULA NÃO É TÉCNICO , ELE TEM UMA VISÃO GERAL AGUÇADA E VOLTADA PARA O SOCIAL . O TÉCNICO EXISTE PARA EXECUTAR , MAS A NASCENTE VEM DO BOM POLÍTICO COM A VISÃO DE FUTURO FOCADA NA MELHORIA DE VIDA DO POVO BRASILEIRO.

ACESSEM O SITE ABAIXO E LEIAM:

http://www.corecon-rj.org.br/

O PROGRESSO DO BRASIL SEMPRE ESTEVE NA QUEBRA DOS PARADIGMAS ECONÔMICO-FINANCEIROS



GETÚLIO VARGAS E , PRINCIPALMENTE , JUSCELINO KUBITSCHEK QUEBRARAM A NORMA DE QUE NÃO FAZ PORQUE NÃO TEM E NÃO TEM PORQUE NÃO FAZ.
LULA CHEGOU ARRASANDO COM OS PARADIGMAS , AUMENTOU O SALÁRIO MÍNIMO E FEZ UMA LEI PARA MANTÊ-LO SUSTENTÁVEL AO LONGO DO TEMPO , REDISTRIBUIU A RENDA COM OS PROGRAMAS SOCIAIS , SENDO O MAIS MARCANTE O BOLSA-FAMÍLIA.
LULA FEZ RESSURGIR A AUTO-ESTIMA DO POVO BRASILEIRO MOSTRANDO QUE NÃO SOMOS CIDADÃOS DE SEGUNDA CLASSE E , FUNDAMENTALMENTE , COM O CRESCIMENTO DO PODER AQUISITIVO DA POPULAÇÃO , AUMENTANDO A CLASSE MÉDIA.
LULA MELHOROU O ACESSO A EDUCAÇÃO , A SAÚDE , A MORADIA E , APESAR DE TUDO , FOI QUEM MAIS LUTOU PELA SEGURANÇA LEVANDO O ESTADO À MILHARES DE PESSOAS.
É ÓBVIO , SÃO TANTOS OS PROBLEMAS LEGADOS PELA "ELITE" , QUE NOS GOVERNOU DURANTE SÉCULOS , QUE AS SOLUÇÕES NÃO SÃO FÁCEIS E SÓ ATRAVÉS DE UM PROCESSO LONGO E DE MUITO TRABALHO O BRASIL CONSEGUIRÁ REVERTER ESSA "HERANÇA MALDITA".
A RAZÃO DE TUDO ISSO QUE ESCREVI É QUE A PRESIDENTA DILMA , NO MEU MODO DE VER , DEVE CONTINUAR A OBRA DE LULA. A IMPRENSA E OS TÉCNICOS SÓ SABEM REPETIR A MESMA LADAINHA SECULAR QUE ESTAGNOU O BRASIL.
O "JORNAL NACIONAL" , DE ONTEM , DISSE QUE DEVEMOS GASTAR O QUE TEMOS E DEU AQUELE EXEMPLO 'BATIDO' DA FAMÍLIA QUE SÓ COMPRA O QUE PODE SUAS FINANÇAS. TENHO UMA NOTÍCIA , NEM SEMPRE ISSO É VÁLIDO E NO CASO DE EMPRESAS E , PRINCIPALMENTE , PAÍSES É UM ERRO FATAL.
A GLOBO POR ACASO NÃO TEM DÍVIDAS ?
A GLOBO MUITAS VEZES TEM DE RECORRER A EMPRÉSTIMOS PARA PAGAR DÍVIDAS E ISSO NÃO É UMA PERGUNTA É UMA AFIRMAÇÃO.
O GOVERNO DE PAÍSES EMERGENTES OU SUBDESENVOLVIDOS É O INDUTOR DA ECONOMIA , SEJA COM COMPRAS DE BENS OU SERVIÇOS , SEJA COM EMPRÉSTIMOS ÀS EMPRESAS. VIDE BNDES !
OS EUA DEVEM 'ATÉ AS CALÇAS' , MAS CONTINUAM COM GASTOS INSUPORTÁVEIS DE GUERRAS E MAIS GUERRAS , ALÉM DE SUSTENTAR PAÍSES DO ORIENTE MÉDIO COM AJUDA MILITAR.
OS EUA TÊM UMA DESPESA DESCOMUNAL COM SUAS AGÊNCIAS , CIA , FBI , ANTIDROGA , ETC.
SUAS FORÇAS ARMADAS SÃO DIARIAMENTE ATUALIZADAS COM MAIS E MAIS MEIOS DE COMBATE.
DE ONDE VÊM TANTOS RECURSOS ? DE LUGAR NENHUM . DIZEM QUE OS OUTROS PAÍSES QUE APLICAM NO TESOURO NACIONAL DOS EUA FINANCIAM TUDO ISSO , MAS É MUITO POUCO PARA QUEM TEM SÓ NO MINISTÉRIO DA DEFESA UM ORÇAMENTO DE QUASE 1(UM) TRILHÃO DE DÓLARES.
ELES , SIMPLESMENTE , EMITEM DINHEIRO E PRONTO. TODOS ACEITAM O DÓLAR , ESTÁ TUDO RESOLVIDO.
NOS EUA OS FUNDAMENTOS DA ECONOMIA QUE ELES EXPORTARAM NUNCA FORAM APLICADOS .
PORTANTO , NÃO ADIANTA A PRESIDENTA DILMA LEVAR SEU GOVERNO APENAS TECNICAMENTE E OUVINDO OS SÁBIOS ECONOMISTAS BRASILEIROS E SEUS PARES NA IMPRENSA CORRUPTA DE NOSSO PAÍS.
LULA 'DEU UMA BANANA' PARA TODOS ELES E , POR ISSO , FEZ UM GOVERNO QUE TERMINOU COM 96% DE APROVAÇÃO , DEIXANDO UMA "HERANÇA BENDITA" PARA O POVO BRASILEIRO.
REFLITA BEM , PRESIDENTA DILMA !

PRESIDENTE LULA É HOMENAGEADO E O POVO CORRE PARA RECEBÊ-LO.A IMPRENSA CORRUPTA BRASILEIRA CHORA !




Lula recebe mais homenagem e diz que 'quanto menos falar, melhor'


Sem atividades até março, ex-presidente disse querer ‘reencarnar como cidadão brasileiro’

Denise Motta, iG Minas Gerais

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou na manhã deste sábado (29) que “precisa desencarnar da Presidência da República”. Questionado se pretendia no futuro voltar ao cargo de presidente, respondeu que vai “reencarnar como cidadão brasileiro”. De acordo com ele, “quanto menos falar, será melhor para todo mundo”. Hoje, Lula recebeu a medalha Ari Barroso, na cidade de Ubá, a 290 quilômetros de Belo Horizonte (MG). Ontem ele foi agraciado com o título de doutor honoris causa, concedido pela Universidade Federal de Viçosa (UFV), e participou como paraninfo de formatura de centenas de universitários.

“Eu, na verdade, não quero ter atividade até março, vou esperar o Carnaval. O governo Dilma está montando o seu time e eu preciso desencarnar da Presidência. Então, quanto mais quieto eu ficar, quanto menos eu falar, melhor para todos nós”, discursou para dezenas de pessoas no aeroporto de Ubá, local onde recebeu a medalha Ari Barroso das mãos do prefeito Vadinho Baião (PT).


O ex-presidente abraçou, beijou, posou para fotos e deu autógrafos. Em rápido discurso, falou de sua alegria em estar na cidade onde nasceram filhos do ex-vice-presidente José Alencar. Ao receber a medalha, brincou: “Isso é até começar a olimpíada. Vai ter uma coisa da terceira idade para a gente ganhar medalha”. O ex-presidente recebeu do prefeito uma cesta com produtos tipicamente mineiros, incluindo doce de manga e cachaça. Ao ser orientado a entregar uma caixa de doce para Alencar, brincou novamente: “Isso vai depender da fome que eu estiver no avião”.

A medalha Ari Barroso, por ocasião do centenário de nascimento do compositor ubaense, foi entregue a diversas personalidades, das mais variadas regiões, em 2003, entre elas o ator Mauro Mendonça, nascido em Ubá, o governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral (PMDB) e o ex-vice de Lula, José Alencar.


Na sexta-feira à noite (28), Lula jantou no espaço chamado Casa dos Prefeitos, na UFV. No cardápio, feijão tropeiro e pururuca. Como sobremesa, doce de leite e goiabada cascão. No jantar restrito, na presença de representantes da UFV, Viçosa e Ubá, o ex-presidente disse que já teve mais de 100 indicações para receber o título de doutor honoris causa, vindas de diversas partes do mundo. Também no jantar Lula pediu que a entrega da medalha Ari Barroso fosse adiantada em uma hora, pois iria acordar às 7 horas e seguir por terra de Viçosa a Ubá. De ontem para hoje, ele pernoitou no hotel Alfa.

NINGUÉM AGUENTA MAIS A CORRUPÇÃO DO "JORNAL NACIONAL".AS NOTÍCIAS SÃO ESCAMOTEADAS E A EDIÇÃO É CENSURA PURA

PARA COMPROVAR A POSTAGEM ABAIXO,LEMBREM-SE DOS ESCÂNDALOS PROMOVIDOS PELO 'JN' PORQUE LULA PASSOU ALGUNS DIAS EM UM QUARTEL DO EXÉRCITO

E O PASSAPORTE ESPECIAL DOS FILHOS DE LULA , MAS QUANDO É SOBRE O PSDB , SENADOR ÁLVARO DIAS E OUTROS AMIGOS DO CORRUPTO JORNAL , NÃO SE FALA DE MANEIRA CLARA E FICA TUDO ESCONDIDO DENTRO DE UMA MISCELÂNEA QUE NEM OS APRESENTADORES SABEM EXPLICAR.
ESSA GENTE NÃO TEM PUDOR.

FARRA DE APOSENTADORIA DO PSDB É ESCONDIDA PELO CORRUPTO "JORNAL NACIONAL"

Procurador tenta cassar pensão de tucano

Ministério Público pede cancelamento da aposentadoria vitalícia que Alvaro Dias recebe desde novembro de 2010


Senador diz que não vai recorrer à Justiça para manter seu benefício e reafirma que pretendia doar o dinheiro recebido

JEAN-PHILIP STRUCK
DE CURITIBA

A Procuradoria-Geral do Paraná pediu ontem o cancelamento da aposentadoria vitalícia de R$ 24 mil que o ex-governador e senador Alvaro Dias (PSDB) recebe desde novembro do ano passado.
Para a Procuradoria, o direito de requerer a aposentadoria de ex-governador prescreveu: Dias foi governador de 1987 a 1991 e pediu o benefício em outubro de 2010.
No mesmo parecer, o órgão considerou que o pedido do tucano para receber pagamentos retroativos equivalentes a cinco anos de aposentadoria -o que custaria R$ 1,4 milhão- fere a Lei de Responsabilidade Fiscal.
O parecer da Procuradoria foi encaminhado à Secretaria da Administração e Previdência, responsável pelas aposentadorias de ex-governadores, que vai decidir se acata suas conclusões.
Dias solicitou a aposentadoria em outubro de 2010. Na semana passada, ele afirmou que doou cerca de R$ 36 mil para uma creche de Curitiba.
Dias apresentou recibos da doação e afirmou que pretendia doar todos os pagamentos da sua aposentadoria a entidades filantrópicas.
O pedido feito em outubro só foi revelado na segunda quinzena de janeiro. Segundo a Procuradoria, o pagamento foi autorizado pelo então governador Orlando Pessuti (PMDB) dois dias antes de ele deixar o governo.
Dias havia defendido sua aposentadoria afirmando que esperou quase 20 anos para fazer o pedido e que, "quando era a exceção, e não recebia, não era notícia".
O tucano disse que não pretende contestar judicialmentem nenhuma decisão que acabe com sua aposentadoria: "Voltei a ser exceção".
Ele disse que, se tiver de devolver o que já recebeu, vai "pagar do próprio bolso", já que doou o dinheiro.
Além de Dias, outros nove ex-governadores do Paraná recebem a aposentadoria. Quatro viúvas de ex-governadores, incluindo a mãe do atual governador, Beto Richa (PSDB), também recebem cerca de R$ 24 mil por mês.

DILMA FAZ PRIMEIRA VIAGEM INTERNACIONAL PARA ARGENTINA E ESPERA OBAMA,NO BRASIL,EM MARÇO

Brasil e Argentina terão reator conjunto

Visita de Dilma ao país vizinho terá parceria nuclear como resultado


Presidente brasileira inicia na segunda-feira sua primeira visita internacional desde que assumiu o cargo

DO RIO
DE BRASÍLIA

Brasil e Argentina assinarão nesta segunda, na visita a Buenos Aires da presidente Dilma Rousseff, um acordo para a construção de dois reatores nucleares de pesquisa. O projeto intensifica a cooperação na área de engenharia nuclear.
Com fins pacíficos, o reator servirá para testes científicos e produção de elementos usados na medicina. Como explicou o subsecretário-geral de América do Sul do Itamaraty, Antonio Simões, ele não pode ser usado para enriquecimento de urânio.
O acordo será entre a CNEN (Comissão Nacional de Energia Nuclear) e sua contraparte argentina, a CNEA. O país vizinho tem mais experiência na área, uma vez que já fabrica reatores na estatal Invap. Feito o projeto, cada país o usará para a construção do seu próprio reator -o brasileiro pode vir a ser fabricado pela Invap.
O Brasil quer ser autossuficiente na produção de isótopos usados em exames de imagem e no tratamento de doenças como câncer.
Segundo Simões, o reator deve levar cinco anos para ser construído. A CNEN estima os custos em R$ 850 milhões. "A indústria nuclear não é barata, mas é agregadora", disse o diplomata.

NÃO DAR AS COSTAS
Em uma fala que relembrou as críticas que seu antecessor fazia aos governos passados, Dilma afirmou ontem que o Brasil não "vira mais as costas" para a Argentina para olhar apenas para a Europa e EUA.
O país vizinho é considerado pelo governo um aliado vital na América do Sul e uma das prioridades na política externa brasileira. Tanto que foi escolhido como destino da primeira viagem internacional da presidente como chefe de Estado.
"A Argentina é esse parceiro para o qual, no passado, o Brasil dava as costas e olhava só para a Europa e para os Estados Unidos. Hoje, sem ser em detrimento da Europa e dos Estados Unidos, a gente tem de perceber que o desenvolvimento do nosso país implica necessariamente em nós fortalecermos o desenvolvimento da região", disse ela, em Porto Alegre.
Os temas a serem tratados entre Dilma e a presidente da Argentina, Cristina Kirchner, na segunda-feira, vão desde as relações comerciais entre os dois países até acordos nas áreas de energia e social.
Além da cooperação nuclear, serão assinados acordos para construção da Usina Hidrelétrica de Garabi.
(CLAUDIA ANTUNES, JULIANA ROCHA E ANA FLOR)