sábado, 30 de abril de 2011

"TEM MUITA COISA CERTA POR AÍ"

DILMA MANDA OEA ÀS FAVAS

Dilma retalia OEA por Belo Monte e suspende recursos

País deixará Comissão de Direitos Humanos e não vai repassar US$ 800 mil em resposta a pedido de suspensão de obras Brasil já havia suspendido indicação de Paulo Vanucchi para comissão e convocado representante na OEA 
NATUZA NERY DE BRASÍLIA

O governo brasileiro decidiu jogar duro com a Comissão Interamericana de Direitos Humanos da OEA (Organização dos Estados Americanos): deixará o órgão a partir de 2012 e suspendeu, por ordem presidente Dilma Rousseff, o repasse de verba à entidade previsto para este ano, de US$ 800 mil.

A reação do Brasil veio após a comissão pedir, em abril, a interrupção das obras de Belo Monte. O órgão alegou irregularidades no processo de licenciamento ambiental da hidrelétrica de Belo Monte, atendendo a uma medida cautelar de entidades indígenas que questionaram o empreendimento.

Como reação à época, a diplomacia brasileira usou termos fortes e pouco usuais. Chamou a decisão de "precipitada e injustificável" e alegou não ter tido tempo suficiente para se defender.

Irritada com o que considerou interferência indevida, Dilma quis mostrar um posicionamento ainda mais duro: convocou de volta ao país o representante do Brasil na OEA, embaixador Ruy Casaes. Ele, até agora, ainda não recebeu autorização para retomar seu posto em Washington, tampouco sabe quando o terá.

A comissão integra o sistema interamericano de direitos humanos nas Américas. Embora ligada à OEA, é um órgão formalmente independente; não representa países, embora a indicação venha deles. Seus sete membros, entre eles o brasileiro Paulo Sérgio Pinheiro, são eleitos por assembleia-geral.

O Brasil havia apresentado o nome de Paulo Vanucchi, ex-ministro da Secretaria de Direitos Humanos no governo Lula, para substituir Pinheiro a partir de janeiro de 2012. A indicação, porém, acabou suspensa em caráter irrevogável.

A relação pode piorar ainda mais. Isso porque a comissão passou a analisar uma nova reclamação de ONGs, que contestam obras no Rio para a Copa-2014 e Olimpíada-2016, eventos caros a Dilma. Quando soube do novo processo, Dilma mandou um recado às lideranças do órgão: se isso for levado adiante, levará o caso à própria OEA, dando contornos de crise real ao caso.

No caso de Belo Monte, o Brasil argumenta que a CIDH concedeu apenas 28 dias para que o governo se explicasse, quando o prazo médio de solicitações semelhantes supera a marca de 100 dias.

Nessa semana, o governo enviou à entidade um relatório de 52 páginas explicando sua atuação no empreendimento junto às comunidades locais. Disse ter ouvido as comunidades indígenas da região e que está atento aos efeitos sociais e ambientais da iniciativa.

O TABLÓIDE CORRUPTO CORREIO BRAZILIENSE ESTÁ SEMPRE PRONTO A FAZER JUÍZO DE VALOR CONTRA O PT , MAS NÃO DIZ UMA PALAVRA SOBRE ARRUDA , PAULO OCTÁVIO E OS RORIZ

NOSSO PAÍS PRECISA URGENTEMENTE DE UMA OPOSIÇÃO COM VALORES DEMOCRÁTICOS QUE BUSQUE OUTROS CAMINHOS E OS APRESENTE AOS ELEITORES , UMA OPOSIÇÃO QUE MOSTRE OS ERROS DA SITUAÇÃO E QUE NÃO SE ALINHE AOS INTERESSES ECONÔMICO-FINANCEIROS DA IMPRENSA BRASILEIRA.

O BRASIL MERECE UMA OPOSIÇÃO À ALTURA DE SUA IMPORTÂNCIA,NINGUÉM AGUENTA MAIS OPINIÕES SELETIVAS DA IMPRENSA CORRUPTA,GOLPISTA E ULTRA RACISTA BRASILEIRA

PARTIDOS


PT decide "beatificar" Delúbio

Tesoureiro do PT nos tempos do mensalão é refiliado com 60 votos favoráveis e 15 contrários

Ivan Iunes

Denise Rothenburg

Monica Zarattini/Agência Estado
Delúbio volta cinco anos depois de ter admitido prática de caixa dois em campanhas eleitorais

Um dos últimos personagens do escândalo do mensalão ainda no ostracismo político foi resgatado ontem pelos petistas. Ex-tesoureiro do PT à época do caso, Delúbio Soares foi reabilitado pelo partido na noite de ontem, durante reunião do Diretório Nacional da legenda. Os delegados petistas decidiram aceitar o pedido de refiliação do político, cinco anos depois de ele ter admitido a prática de caixa dois durante as campanhas eleitorais de 2002 e 2004. Com o ex-deputado José Dirceu e o ex-presidente petista à época do mensalão, José Genoino, na plateia, a volta de Delúbio foi aprovada por 60 votos favoráveis, 15 contrários e duas abstenções.
Depois de cumprir o purgatório político pós-escândalo, Delúbio apresentou uma carta pedindo o perdão do partido na quinta-feira. A solicitação foi votada após o lobby de três petistas favoráveis ao ex-militante: Ricardo Berzoini (SP), um dos responsáveis por encaminhar a expulsão de Delúbio na crise do mensalão; o ex-deputado federal Virgílio Guimarães (MG) e Bruno Maranhão, que se tornou célebre por liderar uma invasão do Movimento de Libertação dos Sem Terra à Câmara, em 2006.
A principal corrente petista, formada pelas tendências Construindo um Novo Brasil, PT de Luta e de Massas e Novos Rumos, pavimentou o retorno do ex-tesoureiro. A corrente responde por quase 60% dos votos do Diretório Nacional, que tem 84 membros. Outra tendência que apoiou a reabilitação foi a Movimento PT, que tem 10 cadeiras no colegiado.

Dentro da política petista, as correntes mais à esquerda, como a Democracia Socialista e a Militância Socialista, se opuseram ao retorno. Tendência influente, a Mensagem ao Partido, do governador do Rio Grande do Sul, Tarso Genro, se dividiu. Discutido a portas fechadas, o tema ainda causa constrangimento à maior parte dos petistas. O próprio presidente eleito da legenda, o deputado estadual Rui Falcão (PT-SP), preferiu tergiversar sobre o retorno do ex-tesoureiro. “Não acho que seja vantagem nem uma desvantagem”, declarou.
Tempo

Aprovada ontem, a volta de Delúbio era dada como certa desde a quinta-feira, quando ele foi recebido em jantar na casa da senadora Marta Suplicy. “Eu mesma votei contra o Delúbio no passado. Mas, agora, o tempo passou e os erros que ele cometeu, o sofrimento e a execração pública já foram uma punição suficiente”, afirmou Marta. Assessor Especial da Presidência, Marco Aurélio Garcia fez coro. “Não acho que o Delúbio seja uma pessoa corrupta. Não fez nada em benefício próprio. Houve gestão temerária que trouxe enormes prejuízos. Mas o tempo passou.”

Presidente de honra do partido, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva evitou o encontro do diretório nacional do PT, mesmo estando em Brasília. Chegou-se a especular a participação dele no encontro como sinal de apreço a José Eduardo Dutra. Lula, porém, preferiu não comparecer — e evitar o desgaste com a volta de Delúbio. Em ocasiões anteriores, ele defendeu o retorno do ex-tesoureiro, sob argumento de que não existiria prisão perpétua no Brasil.

PETROBRAS DESTRÓI A PETROBRAX

PETRÓLEO

Petrobras prevê investir US$ 73 bi no pré-sal de Santos


DA REUTERS - A Petrobras informou ontem que a previsão dos investimentos para o desenvolvimento dos projetos do pré-sal da bacia de Santos até 2015 é de US$ 73 bilhões, sendo que 74% desse total será aportado diretamente pela estatal.
A reavaliação do Plansal, plano instituído em 2008 para coordenar os investimentos nos reservatórios gigantes da bacia de Santos, foi feita em reunião do conselho de administração da estatal.
Segundo o novo plano, em 2015 a área do pré-sal de Santos estará produzindo 613 mil barris diários de petróleo, referente à fatia da Petrobras nos campos, volume que representa um acréscimo de 108 mil barris diários em relação ao plano anterior.

Falta apenas combinar com as classes médias paulistanas, que cultivam com muito gosto o antipetismo

FERNANDO DE BARROS E SILVA

PT e anti-PT em São Paulo


SÃO PAULO - Conquistar a prefeitura paulistana no ano que vem talvez seja o principal objetivo estratégico do PT. A eleição do deputado estadual Rui Falcão para a presidência do partido reforça isso.
Reforça também a tendência de que o candidato petista seja um nome já conhecido e testado em outras eleições. Pela ordem: Aloizio Mercadante ou Marta Suplicy. A rejeição à ex-prefeita e o "sacrifício" do ministro da Ciência e Tecnologia -que aceitou concorrer contra Alckmin depois que a operação Ciro Gomes naufragou- o colocam em vantagem na disputa interna.
O ministro da Educação, Fernando Haddad, nome preferido por Lula, é visto quase como um estrangeiro pelo PT de São Paulo -alheio às preocupações e à rotina do partido. Ninguém que tem Lula como padrinho é carta fora do baralho, mas, no que depender da máquina petista, Haddad não vai emplacar.
São Paulo (a cidade e, mais ainda, o Estado) é o calcanhar de Aquiles dos petistas. Luiza Erundina venceu em 1988, quando a eleição se decidia num único turno. E, Marta, 12 anos depois, derrotou Maluf no pleito de 2000, quando a classe média, que hoje lhe é refratária, reagiu à ruína administrativa e moral da gestão Celso Pitta.
Na ocasião, o PT se beneficiou do declínio do malufismo em São Paulo, mas não teve força para conter o avanço do tucanato nas classes médias. Marta perdeu para Serra em 2004 e para Kassab em 2008.
O prefeito está bastante desgastado, mas ninguém com juízo acha que vá terminar sua gestão escorraçado, como Pitta. Os tucanos também vivem uma grande crise e começam a sentir os efeitos da chamada "fadiga de material", mas seria uma ingenuidade acreditar que terão o destino do malufismo.
Ainda assim, a guerra entre Alckmin e Kassab e a fragilização de Serra no PSDB dão ao PT uma perspectiva maior de poder na cidade. Falta apenas combinar com as classes médias paulistanas, que cultivam com muito gosto o antipetismo.

ESPERO QUE UM DIA ISSO SE TORNE VERDADE

Editoriaiseditoriais@uol.com.br
Instâncias demais

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Cezar Peluso, trabalha para marcar sua gestão com uma mudança profunda no rito processual na Justiça.
A ideia é dar validade imediata a sentenças de segunda instância, proferidas pelos Tribunais de Justiça estaduais. Os recursos às cortes mais altas, que entulham o Superior Tribunal de Justiça e o próprio STF, não mais suspenderiam as decisões tomadas pelos TJs.
A proposta, de tão controversa, pede um exame muito atento.
A mudança já encontra apoio no Congresso, na forma de proposta de emenda constitucional apresentada pelo senador Ricardo Ferraço (PMDB-ES). Se aprovada, as sentenças de segunda instância ganhariam validade imediata. STF e STJ ainda poderiam revê-las, mas as ações recursivas não teriam efeito suspensivo.
Há razoabilidade na proposta do ministro Peluso. São inegáveis os excessos processuais na Justiça. A proliferação de recursos a torna não só morosa como, muitas vezes, incapaz de decidir.
Como assinala o presidente do Supremo, o Brasil é um dos poucos países a contar com quatro instâncias decisórias no Judiciário. Além dos TJs, cabem recursos ao STJ (terceira instância) e, mesmo com decisão contrária dessa Corte Superior, ao STF (quarta).
São raros os casos de revisões de sentença nessas instâncias. O objetivo de grande parte dos recursos é protelar o julgamento e confiar nos prazos de prescrição.
A própria realidade da Justiça brasileira, porém, impõe apreciar com cautela um projeto de reforma idealmente correto, como o de Peluso. Tribunais estaduais estão mais sujeitos a pressões de ordem política e econômica do que as Cortes Superiores. A louvável busca por eficácia e celeridade pode provocar o efeito adverso de cercear o direito de defesa e deixar os cidadãos mais expostos aos desígnios de governantes e poderosos.
Não é o Judiciário que queremos, mas o que temos. Começar a reformá-lo, com prudência, demanda soluções intermediárias.
É preciso consolidar o papel de Corte Constitucional do STF e limitar de modo radical a possibilidade de recursos a ele. Ficaria mantida, contudo, a necessidade de pronunciamento do STJ para chegar a uma decisão definitiva.
Seria, na prática, o fim da quarta instância, essa excentricidade judicial tão brasileira.

SÃO PAULO SÓ VAI BEM NA REDE GLOBO , MAS A VERDADE SEMPRE VEM À TONA

Ao contrário de dado oficial, latrocínios cresceram na cidade

Sem contabilizar sete casos, governo divulgou que capital paulista teve uma queda de 12% de roubo seguido de morte

Em um dos casos, morte de vítima é relatada no boletim de ocorrência, mas aparece só como roubo em estatística


ANDRÉ CARAMANTE
DE SÃO PAULO

Ao contrário do que anunciou o governo de São Paulo no dia 15 deste mês, os latrocínios (roubos seguidos de morte) na capital paulista subiram ao menos 16%. A gestão Geraldo Alckmin (PSDB) havia apontado queda de 12% desse tipo de crime.
O chefe da Polícia Civil, delegado Marcos Carneiro Lima, admitiu ontem existir uma falha a ser corrigida nos registros de boletins de ocorrência para evitar distorções.
Segundo a divulgação da Secretaria da Segurança Pública, a cidade de São Paulo teve 22 latrocínios no 1º trimestre deste ano contra 25 no 1º trimestre do ano passado.
Porém, ao menos sete latrocínios ocorridos neste ano ficaram de fora da contabilidade oficial. A maior parte foi registrada só como "roubo".
Com a inclusão dos casos não computados, os latrocínios subiram de 22 para 29 (30 vítimas, pois um caso teve dois mortos) só na capital.
A inclusão dos casos muda também a estatística no Estado. Agora, registra um aumento de 12%, e não de 2,5%, como divulgado.
O latrocínio contra o pizzaiolo José Arteiro Morais, 43, na Vila Nova Cachoeirinha, zona norte, em 2 de março, é narrado com detalhes pelo delegado Thiago Reis no BO n.º 2.028/ 2011, do 72º DP.
"O autor do delito pediu dinheiro para a vítima e, após ela ter falado que não tinha, o autor ordenou que a vítima se ajoelhasse, momento este que desferiu-lhe um tiro no rosto, não levando nenhum pertence da vítima (sic)". Esse caso constava como "roubo" na estatística.
Ao consultar as estatísticas sobre latrocínios na área do 72º DP, na página da Segurança Pública na internet, o número divulgado é zero.
O mesmo ocorreu no caso do estudante de publicidade Nicholas Marins Prado, 20, morto com um tiro na cabeça por um ladrão que roubou seu carro na Vila Mariana, em 4 de março. A estatística oficial da delegacia da área, o 36º DP, onde o crime segue sem solução, aponta só um latrocínio no 1º trimestre deste ano, o de um homem atacado ao sair de um banco.

Aeroportos terão "prefeito" para cuidar de problemas do dia a dia

Aeroportos terão "prefeito" para cuidar de problemas do dia a dia

Cada uma das 66 unidades da Infraero terá um administrador que gerenciará todos os órgãos

Nome será indicado pelo governo; plano deve começar pelos aeroportos de Brasília, Guarulhos e Viracopos


NATUZA NERY
VALDO CRUZ

DE BRASÍLIA

O governo decidiu criar uma autoridade aeroportuária para gerenciar os aeroportos do país e vai instalar em cada uma das 66 unidades da Infraero uma espécie de "prefeitura" para resolver problemas que afetam a vida de passageiros, como filas de atendimento e superlotação.
O objetivo é fazer a gestão entre todos os órgãos envolvidos na operação dos aeroportos: Polícia Federal, Receita Federal, Anac (Agência Nacional de Aviação Civil); Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), Departamento de Controle do Espaço Aéreo, além da própria Infraero. Hoje, essas entidades quase não se comunicam.
Esses "prefeitos" serão representantes da Secretaria de Aviação Civil, ministério recém-criado pela presidente Dilma para resolver os gargalos de infraestrutura da aviação comercial brasileira.
Após a esperada concessão parcial ou total de aeroportos para a iniciativa privada, as concessionárias também farão parte desse grupo. A indicação dos "prefeitos" deve começar pelos principais aeroportos: Guarulhos (SP), Juscelino Kubitschek (DF) e Viracopos (SP). O ministro-chefe da Casa Civil, Antonio Palocci, afirmou que o Executivo iria passar a empresas privadas a construção de novos terminais em cada uma dessas unidades.
Dilma espera o relatório de viabilidade dos três empreendimentos para decidir que tipo de licitação adotar. Depois deles, decidirá o que fazer com os aeroportos de Confins (MG) e Galeão (RJ). Não há definição se serão concedidos ao setor privado.
Por enquanto, Dilma já autorizou sua equipe a repassar para a iniciativa privada a concessão das áreas comerciais de novos terminais, o que inclui a administração das lojas e, em alguns casos, da logística de carga.
Em Guarulhos, os estudos do governo indicam que a concessão é viável repassando ao vencedor apenas as áreas comerciais do terceiro terminal. Em outros aeroportos ainda não há segurança de que só esse tipo de serviço tornaria o negócio viável.
Nesses casos, o governo vai estudar se repassa também a operação dos terminais, os serviços aeroportuários, como cobrança de taxa de embarque, de espaços destinados às aéreas.
Enquanto o governo não decide os modelos, a maioria dos empresários está apreensiva com a falta de definição. Segundo a Folha apurou, o empresariado considera que o assunto está sendo tratado apenas por técnicos da área econômica sem nenhum conhecimento do setor aéreo.

SERÁ UM GRANDE PARTIDO , NO EXATO SIGNIFICADO DA PALAVRA "PARTIDO"

FERNANDO RODRIGUES

Outra fusão: PSD & DEM


BRASÍLIA - Pode parecer esdrúxulo. E é. Mas na micropolítica nos salões do Congresso essa é uma hipótese recorrente: a eventual aquisição hostil do DEM pelo PSD (partido novo de Gilberto Kassab).
Seria o sonho dourado dos neokassabistas. Resolveriam assim o problema incontornável de uma legenda nova nascer sem tempo de TV. A agremiação só terá amplo acesso ao horário eleitoral depois de conseguir uma bancada de deputados federais em 2014. Até lá, terá de se conformar com segundos à la "meu nome é Enéas".
A bruxaria é complexa. Funcionaria mais ou menos com a seguinte lógica política e cronológica:
1) Desidratação do DEM: dezenas de filiados continuarão a deixar, nas próximas semanas, o partido que um dia foi Arena, PDS e PFL.
2) Formalização do PSD: enquanto isso, Kassab consolidará uma bancada de deputados, senadores e governadores muito superior à do DEM pré-derrocada.
3) Infiltração: kassabistas continuam entrincheirados dentro do DEM. Esses anfíbios pretendem influir na convenção nacional marcada para 27 de setembro, quando os demistas escolhem uma nova direção nacional. Antes, farão ataques especulativos nos encontros demistas estaduais (20 de agosto) e municipais (16 de julho).
4) Aquisição hostil: em setembro, depauperado, sem bancadas relevantes no Congresso e nos Estados, o DEM será forçado a fazer uma fusão para sobreviver em eleições futuras. O PSD recém-criado se apresentará para fazer o negócio, mimetizando o cenário em que uma empresa compra a outra em estado falimentar. Ocorre uma fusão. Nasce uma nova agremiação com uma denominação ainda a ser escolhida -até porque o nome PSD está inviabilizado judicialmente.
Qual a chance desse enredo rocambolesco se tornar realidade? É pequena ou impossível de aferir. Mas a história é cada vez mais contada e ouvida aqui em Brasília.

fernando.rodrigues@grupofolha.com.br

sexta-feira, 29 de abril de 2011

COM AS MENTIRAS PRÉ-ELEIÇÃO DA "OPOSIÇÃO SEM RUMO" E DA IMPRENSA CORRUPTA BRASILEIRA INDO POR ÁGUA ABAIXO,DILMA ROUSSEFF ASSUME O SEGUNDO MANDATO EM 2015.TÁ DANDO PENA DA IMPRENSA BRASILEIRA E SEUS ASSECLAS

FOLHA DE SÃO PAULO TRANSFORMA SEU "MAIS PREPARADO" EM ZUMBI.NADA COMO UM DIA DEPOIS DO OUTRO

FERNANDO DE BARROS E SILVA

Zumbis da oposição


SÃO PAULO - Gilberto Kassab acaba de criar a Secretaria Especial de Articulação de Grandes Eventos. É a 29ª da prefeitura. Marta Suplicy e José Serra governaram com 21.
A caminho do PSD, o ex-tucano Walter Feldman assumiu a pomposa pasta. Vai despachar de Londres, onde acompanhará os preparativos da Olimpíada de 2012. Será, sem dúvida, muito útil para a Olimpíada de 2016 no... Rio de Janeiro.
Este é um exemplo menor de como a máquina municipal foi posta a serviço dos interesses do partido de Kassab. É também mais um capítulo da guerra civil na oposição.
Os ataques de Kassab não fariam tanto estrago no ninho tucano se Alckmin e seus aliados, por sua vez, não estivessem agindo de olho no retrovisor, movidos por óbvio espírito de vingança.
É notável a vocação dos tucanos para destruir o próprio legado (a começar do que fizeram com FHC). Transmitem sucessivamente a ideia de que não há nada mais importante que suas brigas internas.
De maneira ainda mais determinada do que Serra havia feito com seu grupo, Alckmin está dando aval ao estrangulamento do serrismo no partido. O ressentimento da turma de Pinda está em marcha.
Na melhor das hipóteses, Alckmin se fixará como líder regional de um partido provinciano. O PSDB -com suas aspirações cosmopolitas e o desejo de ser a locomotiva da modernização brasileira- acabou. E Serra, que não é apenas vítima, mas ator desse desmanche, se vê hoje dividido: tentar sobreviver entre os despojos de um PSDB que lhe é cada vez mais hostil ou buscar uma alternativa no PSD de Kassab?
Não é uma decisão simples. Em termos práticos, o PSD é um ajuntamento de zumbis. Gente que desistiu de fazer oposição e quer se aproveitar do lusco-fusco ideológico do país para tirar algum proveito à sombra da hegemonia petista.
Mas, emparedado por Aécio Neves no país e agora por Alckmin em São Paulo, Serra, de certa forma, já é um zumbi no PSDB.

O COLUNISTA,EM CRISE,SE DEBATE ENTRE CRITICAR O PSDB E ABOMINAR O PT.ASSIM COMO A "OPOSIÇÃO SEM RUMO" ELE AFUNDA EM SUAS PRÓPRIAS PALAVRAS E AOS POUCOS VAI PERDENDO AR NUMA MORTE POLÍTICA QUE SE APROXIMA

Nas entrelinhas


Enquanto corre a suave melodia, a maior preocupação dos passageiros da nau tucana parece ser arrumar lugar em algum bote salva-vidas

Por Alon Feuerwerker

alonfeuerwerker.df@dabr.com.br

Músicos de Titanic

A guerra civil no PSDB é resultado da tensão entre a necessidade da ruptura e a ausência de mecanismos minimamente democráticos para fazer esse ajuste de contas pela via pacífica.
A ruptura parece necessária porque as três últimas eleições presidenciais evidenciaram o limite da ação política dos tucanos.
O partido vem sofrendo derrotas consecutivas por uma razão singela: a maioria da população brasileira tem hoje reservas à passagem do PSDB pelo Palácio do Planalto.

Nas duas eleições mais recentes, ficou evidente também que o governo de Luiz Inácio Lula da Silva deixa bem para trás o de Fernando Henrique Cardoso no juízo do eleitor. Não se trata aqui de discutir justiças e injustiças. São os fatos da vida.

Ainda que de vez em quando ressurja a tese fantástica de que o eleitor avalia mal o governo FHC porque não lhe explicaram suficientemente como foi bom.

A “necessidade de resgatar a herança de FHC” é um fraseado encontradiço nas lutas internas do PSDB, mas a vida prática tem sido diferente.

O ex-presidente não se dispõe a lutar por um mandato. E os candidatos majoritários do PSDB — inclusive quem no interregno canta as glórias do período de 1995 a 2002 — ignoram-no quando chega a hora de pedir voto ao povão.

O maior problema do PSDB não é a luta de facções. É ela transcorrer sem que o distinto público consiga enxergar uma mísera ideia quando olha para os embates.

Pois o eleitor não tem a legenda em baixo conceito, tanto que lhe deu o comando de vários estados. Só não está convencido de que deve reconduzi-la a Brasília.

O único esboço de ideia até agora veio do próprio FHC, no já célebre (ainda que não pelas razões planejadas) texto na revista Interesse Nacional. Mas a FHC e a seu artigo parecem estar reservando o papel de músicos de convés de Titanic.

Enquanto corre a suave melodia, a maior preocupação dos passageiros da nau tucana perece ser arrumar lugar em algum bote salva-vidas.

É possível que o PSDB sobreviva bem, quantitativamente. Tem capital político e uma hora a carnificina vai acabar.
O problema do PSDB é outro. A ausência de massa crítica programática arrasta-o para a vala comum aos partidos brasileiros: além de desejarem o poder, não se sabe bem para que mais servem.
Por esse caminho, o PSDB ameaça abrir espaço para a despolarização da nossa política, dominada nas duas últimas décadas pela dualidade tucano-petista. A tese de que a política tem horror ao vácuo continua valendo.

Despolarização que pode vir a ser também um incômodo para o PT. Bem ou mal, o partido de Lula terá emplacado em 2014 doze anos de poder federal com base num argumento poderoso. Ou você vota no PT ou vai ter a volta ao passado.

O mundo organizado dessa maneira é conveniente para o PT, pois, seguidamente, três em cinco eleitores demonstram preferir a primeira opção.
Mas, e se a alternativa não puder ser caracterizada dessa maneira?
Um mundo bipolar é sempre mais simples de administrar. Que o digam os Estados Unidos. Venceram e comemoraram a vitória na Guerra Fria, apenas para constatar depois que manter a hegemonia na nova situação tinha se tornado tarefa bem mais complexa.
O que ele diria

O que impede um aeroporto estatal de alcançar eficiência e rentabilidade? Só a deficiência de planejamento e gestão.

Aeroporto não enfrenta concorrência, é monopólio. E de consumo obrigatório. Se um aeroporto é ruim, isso não vai levar o passageiro a descer em outra cidade e percorrer a distância adicional, digamos, de ônibus.
Então é planejar e executar. Mas parece que não foi feito.
Por que não foi feito é um mistério. O PT está no governo há quase uma década, já se sabe há muito tempo que o Brasil vai sediar uma Copa do Mundo, mas só agora o Planalto decidiu mexer-se.

Deixou a situação chegar ao ponto crítico para depois agir. Esperou um contexto em que a sociedade lhe daria quase carta branca para resolver o impasse.

Se o PT estivesse na oposição certamente acusaria o governo de ter sucateado os aeroportos para entregá-los a preço de banana aos capitalistas privados.

Ou até de graça, conforme a coisa for feita.

É o que o PT diria.

O BRASIL DE LULA E DILMA

Desemprego no DF em março é o menor em 19 anos



Nos últimos 12 meses, número de jovens desocupados caiu 9,3%

A taxa de desemprego no Distrito Federal em março chegou a 13,4%, a mais baixa para o mês desde 1992, quando a Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED) começou a ser realizada. Em março de 2010, o índice ficou em 14,7%. O recorde histórico foi favorável às faixas etárias mais jovens. Nos últimos 12 meses, a desocupação entre pessoas de 16 a 24 caiu 9,3% e de 25 a 39 anos, reduziu 9%. Conforme a previsão da Companhia de Planejamento (Codeplan) e do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), que coordenaram a pesquisa, o nível de desemprego aumentou em relação a fevereiro, quando marcou 12,7%.

“É natural o aumento do desemprego no primeiro trimestre do ano, mas a taxa que temos hoje ainda é recorde histórico como a mais baixa para o mês de março desde 1992”, avaliou o supervisor regional do Dieese, Clóvis Scherer.

Scherer acredita que fatores sazonais influenciaram no resultado do levantamento. “Aqui no Distrito Federal as principais atividades industriais são a gráfica, que esteve muito aquecida devido às eleições e desde o fim do ano desaqueceu, a alimentícia e a da construção civil, que nessa época do ano desaceleram devido às chuvas”, analisou.

“Associado a todos os fatores internos está o cenário internacional, que tende a ter nos próximos meses o mercado de trabalho em desaceleração”, acrescentou o diretor de Gestão de Informações da Codeplan, Júlio Miragaya. “Mesmo assim, a pesquisa aponta o aumento na formalização do mercado de trabalho, com mais empregados que possuem carteira assinada e menos trabalhadores informais”, observa.

“A tendência de formalização do trabalho é muito importante, porque melhora a qualidade do emprego”, concorda Scherer.

Miragaya chama atenção para um outro aspecto da PED: nos últimos 12 meses, o setor privado gerou 29 mil empregos com carteira assinada no Distrito Federal. No mesmo período, diminuiu em 5 mil o número de trabalhos sem carteira assinada e em 28 mil o número de autônomos. “Isso demonstra a migração dos trabalhadores sem carteira de trabalho para vagas com carteira assinada. Já no caso dos autônomos, o número pode representar a adesão aos programas voltados aos empreendedores individuais e microempreendedores”, avaliou.

Aumento na renda e menos tempo desempregado
O levantamento indica ainda que, em fevereiro, o rendimento médio real da população ocupada do DF subiu 5,9% em relação ao mesmo mês do ano passado, passando de R$ 1.927 para R$ 2.041. Já o dos assalariados cresceu 2,9%, de R$ 2.166 para R$ 2.229. No entanto, de 1º de janeiro a 28 de fevereiro deste ano, o rendimento médio real dos ocupados reduziu 3,1%, e dos assalariados, 3,8%. Para o supervisor do Dieese, esses índices são explicados “pela redução de empregos com remuneração mais alta e pelo aumento dos empregos com remuneração mais baixa. Mesmo assim, a riqueza em circulação no Distrito Federal se mantém bem maior que a inflação do período”.

O tempo que as pessoas passam procurando vagas no mercado de trabalho também reduziu. “Em março de 2010, os desempregados levavam, em média, 51 semanas até voltarem ao mercado. Agora, levam 45 semanas. Ainda é muito tempo, mas a expectativa é de que diminua aos poucos”, comemorou Miragaya.

LEITURA OBRIGATÓRIA PARA O "JORNAL ANTINACIONAL"

EDUCAÇÃO


Aposta nos cursos técnicos

Governo lança programa de estímulo à capacitação profissional de jovens, beneficiários do Bolsa Família e desempregados. A intenção é oferecer 8 milhões de bolsas de estudo em três anos

» Leandro Kleber




Roberto Stuckert Filho/PR


Segundo a presidente Dilma Rousseff, a iniciativa dará oportunidade de qualificação às "pessoas que começaram a trabalhar muito cedo"

A presidente Dilma Rousseff anunciou ontem a criação do Programa Nacional de Acesso à Escola Técnica (Pronatec), uma de suas promessas de campanha. O objetivo é expandir a oferta de cursos de educação profissional técnica e de formação inicial e continuada de trabalhadores. Com o programa, o governo promete inaugurar 200 escolas técnicas em todo o país e oferecer 8 milhões de bolsas até 2014. Neste ano, R$ 1 bilhão deverá ser disponibilizado à iniciativa, sendo R$ 700 milhões destinados a bolsas de estudos para estudantes e trabalhadores e R$ 300 milhões para financiamento estudantil. Beneficiários do Bolsa Família receberão bolsas integrais para realizarem cursos e os contemplados pelo seguro-desemprego serão capacitados por meio do Sistema S (Senai, Senac, entre outros) e em redes públicas, capacitação. O BNDES colocará R$ 3,5 bilhões à disposição de empresas interessadas em patrocinar cursos profissionalizantes.

Para ser efetivamente criado, porém, o Pronatec ainda precisa ser aprovado no Congresso Nacional, que recebeu ontem do Planalto o projeto de lei, em regime de urgência, de lançamento do programa. O valor das bolsas varia de acordo com o curso e, em alguns casos, será permitido custear, a partir de agora, gastos com alimentação e transporte, reivindicação antiga de quem já recebe o benefício. Os bolsistas também poderão usar o Fundo de Financiamento ao Estudante do Ensino Superior (Fies), só disponível até então para graduandos.

Além disso, o governo pretende ampliar os cursos profissionalizantes a distância, que beneficiam hoje 29 mil alunos em 19 estados. “O problema do Brasil é a oferta. Temos uma rede pequena de oferta de educação profissional, muito aquém das necessidades de formação em comparação com qualquer país do mundo. Nós só temos 1 milhão de matrículas em cursos técnicos”, afirmou Fernando Haddad, ministro da Educação. Ele também avalia que os cursos oferecidos aos estudantes de nível médio vão estimular os alunos a concluírem a escola, já que as capacitações ocorrerão no turno oposto ao da formação tradicional. “Muitas vezes, os estudantes veem o ensino médio como um pedágio para se chegar à próxima etapa”, lembrou.
Já a presidente Dilma garantiu que a educação técnica será um dos desafios do governo até o fim do mandato. “O que o ProUni (Programa Universidade para Todos) fez com a educação superior queremos que aconteça no ensino profissional. As pessoas que começaram a trabalhar muito cedo e não tiveram oportunidades de se qualificar terão oportunidade agora. E, com o crescimento do país, há trabalhadores que precisam urgentemente se qualificar”, afirmou Dilma.

Investimento R$ 1 bilhão

Previsão do dinheiro que será destinado, neste ano, ao Programa Nacional de Acesso à Escola Técnica

quinta-feira, 28 de abril de 2011

O SENADOR AÉCIO NEVES AINDA NÃO EXPLICOU O MOTIVO DE TER TANTOS CARROS NA RÁDIO QUE ELE É SÓCIO , MAS QUE POR LEI NÃO PODE SER.AGORA , ENSINAR O QUE ELE NÃO SABE É SUA ESPECIALIDADE.É TRISTE !

Aécio critica açodamentoUm dia depois do anúncio da concessão dos maiores aeroportos do país à iniciativa privada, o senador Aécio Neves (PSDB-MG) atacou o atraso do governo ao encontrar alternativa para as deficiências da estrutura aeroportuária brasileira. “Especialistas do setor dizem que nós teremos, infelizmente, pela omissão ao longo dos últimos oito anos nessa questão aeroportuária, um verdadeiro caos em 2014”, afirmou. O parlamentar relatou que, à época em que governava Minas Gerais, apresentou proposta de concessão do Aeroporto de Confins, mas não obteve uma resposta positiva. “O governo sempre foi muito refratário a essa posição. Agora, com a iminência dos grandes eventos, toma uma decisão açodada, no caminho correto, mas açodada.”

PARA ELIANE CANTANHÊDE:SE A DIRETORA DA PRF FOSSE PRESA POR ASSALTO A MÃO ARMADA,NEM MESMO ASSIM AÉCIO PODERIA DIRIGIR BÊBADO E COM A CNH VENCIDA.NÃO DEBOCHE DE NOSSA INTELIGÊNCIA !

PSDB SE FUNDE COM OS DEMÔNIOS PARA AMPLIAR SUA BASE NO INFERNO

O PSDB É AQUELE PARTIDO QUE QUER VER O FRACASSO DA COPA 2014 E NÃO MEXE UMA PALHA PARA FAZER O ESTÁDIO EM SÃO PAULO.ELE E A IMPRENSA CORRUPTA BRASILEIRA SÃO CONTRA O "POVÃO"

EU ESPERO , DO FUNDO DO MEU CORAÇÃO , QUE O PSDB SE EXPLODA

A arenização do PSDB

D. SILVANO, G. NATALINI, J. POLICE NETO, J. GADELHA, R. TEIXEIRA e S. SANTOS



O PSDB mudou: mais do que destruir a sua concepção original, o partido adota caminhos que abominava e considerava nocivos ao país




Uma das primeiras frases do programa de fundação do PSDB assinala: "Se muitos de nós decidimos deixar as agremiações a que pertencíamos, e com as quais nos identificamos ao longo de toda uma trajetória de lutas, é porque fatos graves nos convenceram da impossibilidade de continuar defendendo de maneira consequente aquilo em que acreditamos, dentro do atual quadro partidário".
A frase é a definição básica de um partido que não pretendia -ou não deveria- ser um simplório agrupamento voltado à conquista e à manutenção do poder, mas uma forja de ideias preocupada em melhorar efetivamente a vida dos cidadãos do país.
Assim como os fundadores do PSDB perceberam, há 23 anos, a arenização da grande frente democrática que foi o MDB/PMDB, o cenário atual nos remete à síntese do compromisso firmado na fundação do partido, em 1988, um tempo em que se acreditava que "as palavras de um programa nada valem se não forem acompanhadas de ação".
A arenização do PSDB paulista tem grande similaridade com a arenização do PMDB. Diagnosticavam à época os tucanos fundadores: "Receoso de enfrentar suas divergências internas, (o PMDB) deixou de tomar posição ou mesmo de debater as políticas de governo a que deveria dar sustentação". Tudo muito parecido com o que ocorre hoje com o PSDB paulistano.
A crise que culminou com o afastamento de metade da bancada de vereadores de São Paulo começa em uma mistificação formulada em 2008 por uma facção do PSDB.
À época, a maioria dos vereadores defendeu um programa construído e executado majoritariamente pelo PSDB. Mas aquela facção acreditava que o mais importante era uma candidatura própria, (mal) sustentada por um programa elaborado pelo marqueteiro de plantão. O eleitorado rechaçou essa visão pobre da política.
De lá para cá, se o PSDB tivesse sido capaz de aprofundar o debate interno, a unidade partidária fundada em princípios teria sido restaurada. Mas aquela mesma facção preferiu invocar agora, sem disfarces, uma postura de vingança, que, em recente reunião do diretório municipal, chegou a pregar ameaças de violência física contra seus oponentes, cuja tese fora vitoriosa no ano de 2008.
O PSDB mudou. Mais do que destruir sua concepção original, o partido agora adota caminhos que antes abominava e considerava nocivos ao país. Perde a credibilidade como defensor da democracia -já que nem sequer consegue praticá-la dentro de casa- e do debate político, visto que sugere resolver divergências de seus parlamentares "a peixeiradas".
Essa realidade distorcida queima as caravelas, derruba todas as pontes que poderiam levar a uma elevada discussão política e de ideais. Para os que ainda acreditam no ideário expresso no programa de 1988, tornou-se impossível conviver com a arenização tucana.
A substituição do debate político pelo facciosismo pessoal leva à pura intransigência, como diz o ex-presidente do diretório municipal e condutor do processo sucessório municipal, José Reis Lobo: "O que houve foi mesmo intolerância e incompreensão de um pessoal que sempre faz política com raiva, movido por espírito belicoso, de revanche, de vingança, e que nunca cede aos apelos da razão".
Este é um caminho inexorável de perdas. Que efeito esse conjunto de coisas terá sobre o cidadão-eleitor, a quem cabe legitimar os princípios que regem nossas ações?
Engana-se quem acredita que a frágil cantilena de belas palavras será capaz de seduzir a todos e impor uma embriaguez coletiva. O cidadão que cala é o mesmo que se afasta em busca de um novo ideal político, mais coerente e menos recheado de vaidades.


DALTON SILVANO, GILBERTO NATALINI, JUSCELINO GADELHA, RICARDO TEIXEIRA, SOUZA SANTO e JOSÉ POLICE NETO são vereadores da cidade de São Paulo que acabam de deixar o PSDB. Police Neto é também o atual presidente da Câmara Municipal de São Paulo.

VAI-SE A IMPRENSA HONESTA E FICAM SÓ AS MANIPULADORAS CORRUPTAS

BASEADO EM TÍTULO DA FOLHA DE SÃO PAULO:

ELIANE CANTANHÊDE:
Vai-se o Conselho de Ética, ficam só as raposas

ESTÁ MAIS DO QUE CORRETO , A VIDA DA PRESIDENTA É PRIORIDADE NACIONAL. SE FOSSE O OBAMA NEM LÁ ELES ESTARIAM

Protesto em frente ao Planalto mobiliza até atiradores de elite


Sergio Lima/Folhapress
Atiradores observam ato do telhado do Planalto; no detalhe, arma usada por policiais

BRENO COSTA
MÁRCIO FALCÃO

DE BRASÍLIA

A Presidência da República autorizou que três atiradores de elite da Polícia Militar acompanhassem, do terraço do Palácio do Planalto, uma manifestação de um grupo de 30 pessoas que utilizavam buzinas para protestar.
O protesto chamou a atenção da PM depois que três dos manifestantes, ligados à Anese (Associação Nacional dos Ex-Soldados Especializados), subiram no mastro da bandeira nacional, com 100 metros de altura.
O trio, que reivindica reincorporação à Aeronáutica, chegou ainda de madrugada e permaneceu no mastro até por volta das 17h.
A descida aconteceu cerca de meia hora depois da chegada dos atiradores da PM ao Palácio do Planalto.
A Presidência afirmou que os atiradores não estavam armados e que portavam lunetas. Porém, o comandante do Departamento Operacional da PM, coronel Alberto Pinto, confirmou que eles estavam com fuzis e que as lunetas estavam acopladas às armas usadas no terraço.
A manutenção da área ao redor do pavilhão nacional é de responsabilidade do governo do Distrito Federal. Por essa razão, a PM, e não a PF, foi acionada para negociar a descida dos manifestantes.

"TIME TÁTICO"
Segundo o coronel Alberto Pinto, os atiradores foram chamados porque fazem parte do chamado "time tático" da PM, convocado para auxiliar na negociação.
O grupo que protesta em frente ao Planalto desde a última segunda tem incomodado a presidente.
Desde terça, a presidente não vai ao Planalto e tem recebido ministros apenas no Palácio da Alvorada, residência oficial.
A Presidência não deu uma justificativa oficial para a decisão de Dilma, mas a Folha apurou que o buzinaço contribuiu para a mudança na rotina presidencial.

A HERANÇA DOS DEMÔNIOS PARA O GOVERNO DE AGNELO QUEIROZ , DO PT

TRANSPORTE


Nova licitação para o VLT

Governo do DF decide não contestar decisão judicial que considerou ilegal contrato firmado com consórcio na gestão passada. Ideia é fazer outra concorrência pública para concluir o sistema antes da Copa de 2014

Juliana Boechat




Elio Rizzo/Esp.CB/D.A Press - 20/1/11



Obras do VLT estão paradas no fim da W3 Sul devido aos questionamentos jurídicos. Vagões chegaram a ser apresentados aos brasilienses





O Governo do Distrito Federal fará uma nova licitação para retomar as obras do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT). Na última terça-feira, o juiz da 7ª Vara de Fazenda Pública do DF, José Eustáquio de Castro Teixeira, determinou que o Executivo abra outra concorrência para finalizar a construção do sistema de transporte público, que circulará entre o Aeroporto JK e o fim da Asa Norte. Na decisão, o magistrado aceita as acusações do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) em relação a possíveis fraudes no contrato firmado entre a Companhia do Metropolitano (Metrô-DF) e as empresas Dalcon Engenharia Ltda., Altran/TCBR Tecnologia e Consultoria Brasileira S/A, em 2007. O atual governo não contestará a decisão judicial e realizará um novo processo licitatório de maneira “rápida, transparente e técnica”.



Segundo a denúncia, o então presidente do Metrô, José Gaspar de Souza, teria vínculos pessoais com as contratadas desde 2002. Naquele ano, a prefeitura de Curitiba admitiu o mesmo consórcio para elaborar o projeto básico de engenharia de um sistema de transporte de alta capacidade — o VLT era uma das alternativas mais cotadas. Na época funcionário da Altran/TCBR, José Gaspar se tornou o coordenador-geral do grupo. Em junho de 2006, ele deixou o cargo para compor a equipe do ex-governador do Distrito Federal José Roberto Arruda (sem partido) como presidente do Metrô. Em 2007, a antiga contratante de José Gaspar participou da concorrência para a construção do VLT na capital federal. Segundo o juiz, a vencedora — Dalcon — simulou uma disputa com a única concorrente e antiga consorciada — a Altran/TCBR. “E pior: de tudo há prova documental”, relata José Eustáquio, na decisão.



Pressa

Ainda de acordo com José Eustáquio, a fraude foi cometida sem parece jurídico do Metrô ou autorização formal do Governo do Distrito Federal. “O então diretor do Metrô não agiu com impessoalidade ao idealizar, realizar e ultimar a concorrência para a elaboração do plano básico de implantação do VLT em Brasília. Ele também não observou o princípio constitucional da moralidade no ato de administrador público”, criticou o magistrado. Ao fim, ele determinou que o atual governo realize um novo processo licitatório dentro dos limites da lei, “como deveria ser de regra”. Em nota divulgada na noite de ontem, o GDF se comprometeu a abrir uma nova concorrência e quer que as obras fiquem prontas antes da Copa do Mundo de 2014.



“A decisão judicial veio em tempo de licitarmos a obra e termos o VLT pronto para os jogos da Copa de 2014”, afirmou o governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz (PT). “Defendemos uma solução técnica baseada no veículo leve, pois pode proporcionar uma mudança cultural, privilegiando o transporte coletivo em detrimento do individual. Porém nosso governo sempre defendeu que isso fosse feito com respaldo legal e transparência. É o que será feito agora”, completou Agnelo.



O projeto do VLT está previsto no Plano Diretor de Transporte Urbano (PDTU) aprovado este mês pela Câmara Legislativa. A expectativa é que os vagões atraiam pessoas que, atualmente, utilizam o transporte particular para se deslocar até o Plano Piloto. “A decisão tomada permite um novo ponto de partida para que saia do papel o recém-aprovado PDTU e que brasilienses e turistas sejam atendidos pelo VLT, afastando quaisquer suspeitas que rondavam o contrato feito pelo governo anterior”, destacou o vice-governador do Distrito Federal, Tadeu Filippelli, em nota oficial.








Gustavo Moreno/CB/D.A Press - 8/9/09

REDESENHO DO ESTADO É DE CHORAR ! O PSDB CONTINUA A FALAR BOBAGEM.NÃO ESQUEÇAM DO "ESTADO MÍNIMO" DO TROLOLÓ

Gestão pública


Eficiência do governo em discussão

» Diego Abreu



Marcelo Ferreira/CB/D.A Press




Governador Anastasia e o ministro Gilmar Mendes: "redesenho" do Estado



Com críticas ao modo cultural brasileiro de gerir a coisa pública, o governador de Minas Gerais, Antonio Anastasia (PSDB), iniciou sua apresentação, ontem, na palestra de abertura do Seminário Internacional Direito e Administração Pública. O evento, coordenado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes, reúne personalidades do meio jurídico e tem como principal objetivo o debate dos desafios atuais da administração pública, com ênfase na interface entre direito e gestão.



Anastasia falou sobre a meritocracia e os acordos de resultado. Citou experiências internacionais de sucesso e relatou iniciativas adotadas em Minas, desde a primeira gestão do ex-governador Aécio Neves (PSDB), iniciada em 2003, da qual Anastasia foi secretário. No estado, há estratégias de promoções de servidores e pagamento de gratificações com base no desempenho.



O governador alertou para a necessidade de uma transformação do serviço público. “Não precisamos inventar. Temos que nos adaptar. As receitas estão nas experiências internacionais”, disse. “Acredito que ninguém está feliz com os serviços públicos prestados nos três níveis de governo. Ainda temos indicadores muito ruins, exatamente porque não colocamos a gestão como prioridade”, completou.



Nepotismo

Para o ministro Gilmar Mendes, chegou a hora de se fazer um “redesenho” do Estado. Ele citou a súmula vinculante do nepotismo como uma das ações pioneiras de modernização das gestões. O mecanismo, editado pelo STF em agosto de 2008, proibiu a contratação de parentes nos Três Poderes. “É necessário que haja eficiência no serviço público para que se tenha um Estado social eficiente”, afirmou.



Nesse sentido, Anastasia sugere uma mudança na concepção de que servidores não podem ser avaliados. “A avaliação é imprescindível para termos meritocracia”, disse. Ele pretende adotar um ranking para estimular os órgãos públicos em Minas. “Todos os órgãos querem ficar em primeiro e nenhum quer ser o último”, observou. O presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), Benjamin Zymler, também participou do evento, para tratar, assim como especialistas de Chile, EUA, Portugal e Alemanha. O seminário termina hoje.

ELIANE CANTANHÊDE RESOLVEU O PROBLEMA DE AÉCIO NEVES,A DIRETORA DA PRF NÃO TEM MORAL PARA MULTÁ-LO.É PENSAR QUE SOMOS MUITO BURROS ! É DEBOCHAR DA NOSSA INTELIGÊNCIA !

ELIANE CANTANHÊDE
Título: raposas ou galinheiro?


BRASÍLIA - "O Congresso faz parte da sua história. Mudou para Você, Mudou para o Brasil", diz a campanha anunciada ontem pela equipe de Criação e Marketing do Senado Federal para "aproximar o cidadão à atividade legislativa".
Já na internet, a campanha badala avanços aprovados pela Casa: adoção, licença-maternidade, proteção à infância e segurança no trânsito (homenagem a Aécio?).
Tudo muito bom, tudo muito bem, não fosse a falta de oportunidade, que derruba qualquer peça de marketing. Não é que a campanha para aproximar o cidadão do Senado foi anunciada dois dias depois de Roberto Requião arrancar o gravador de um repórter e no dia em que João Alberto foi eleito presidente do novo Conselho de Ética?
Encarregado de apurar acusações de falta de decoro de senadores, o Conselho ficou do jeitinho que José Sarney gosta. A começar do presidente, João Alberto (MA), tão inexpressivo quanto conveniente ao conterrâneo Sarney, alvo de 11 processos no órgão em 2010.
A lista de membros é engraçada, se é possível ver alguma graça na tragédia: Renan Calheiros renunciou à presidência do Senado após denúncias, Romero Jucá saiu da Previdência por não explicar o inexplicável, Valdir Raupp responde a processo na Justiça, Gim Argelo é investigado em inquérito que está no Supremo, e vai por aí afora.
A legitimidade que eles têm para analisar, julgar e eventualmente condenar algum colega é a mesma que a diretora-geral da Polícia Rodoviária Federal, Maria Alice Nascimento Souza, tem para multar e prender quem quer que seja por faltas no trânsito. Com 27 pontos na carteira, ela se fingiu de desentendida. Só devolveu a habilitação depois de tudo parar na TV e vai ter de fazer cursinho de reciclagem.
É assim que o Conselho de Ética segue a sina das velhas e saudosas CPIs. Ele e elas vão, e as raposas ficam. Evidentemente, tomando conta do galinheiro.

elianec@uol.com.br

quarta-feira, 27 de abril de 2011

"São vítimas de intolerância racial, assédio moral e sexual”

BRASÍLIA – Mais de 70% das trabalhadoras domésticas brasileiras não têm carteira assinada, informou a ministra da Secretaria de Políticas para as Mulheres, Iriny Lopes. O dado faz parte de um relatório sobre esse tipo de atividade que será divulgado pela secretaria na tarde de hoje, Dia Nacional das Trabalhadoras Domésticas. O estudo mostra que a maior parte da categoria ainda não tem os direitos trabalhistas reconhecidos na prática.
Segundo a ministra, o emprego doméstico está entre as principais ocupações das mulheres brasileiras. “Hoje existem no país cerca de 7 milhões de empregados domésticos, dos quais 95% são mulheres. Mais de 70% não têm carteira assinada, não recebem o salário minimo, além disso são vítimas de intolerância racial, assédio moral e sexual”, disse.
Ela destacou que a maioria das trabalhadoras domésticas é negra. “Vivemos os resquícios da cultura escravocrata de não querer reconhecer esse trabalho”, afirmou em entrevista ao programa Revista Brasil, da Rádio Nacional.
Para Iriny, é importante discutir com o Congresso Nacional a necessidade de alterar o Artigo 7º da Constituição, a fim de equiparar os direitos das trabalhadoras domésticas aos de outras categorias. “É preciso garantir a essa categoria os mesmos direitos dos demais trabalhadores”, defendeu.
A ministra também considera fundamental oferecer politicas públicas de qualificação profissional e valorização das pessoas, assim como de combate ao analfabetismo, que ainda é comum entre as trabalhadoras domésticas. Segundo Iriny, se tiverem acesso a cursos de qualificação, elas terão mais condições de disputar outras vagas no mercado de trabalho, pois, de acordo com o estudo da secretaria, há principalmente entre as jovens o desejo de mudar de profissão.
Além disso, a ministra destacou que é preciso conscientizar a sociedade sobre o valor desse tipo de atividade. “É preciso haver uma mudança de postura para que as mulheres que garantem o funcionamento das casas sejam tratadas com dignidade.”

UM PARTIDO QUE COLOCOU NA PRESIDÊNCIA UM RAPAZINHO INCOMPETENTE COMO ESTE,FICOU NO LIMITE DA IRRESPONSABILIDADE

SERRA É RUIM , ALCKMIN TAMBÉM , MAS OS PAULISTAS CONTINUAM VOTANDO NELES.NEM FREUD EXPLICA !

ELIO GASPARI

Alckmin "matou" as aulas de inglês




Nem a turma do Taliban conseguiu fazer no Afeganistão o estrago que o tucano fez em São Paulo

O REPÓRTER FÁBIO Takahashi revelou que os estudantes da rede pública de São Paulo estão sem acesso às bolsas que lhes permitiam cursar na rede privada aulas extras de idiomas estrangeiros, sobretudo de inglês. No ano passado, esse programa beneficiou 80,8 mil estudantes.
Com isso, o governador Geraldo Alckmin conquistou um título. Foi o único governante que suspendeu um programa de estímulo ao aprendizado de idiomas estrangeiros.
É provável que coisa parecida ocorra nas áreas do Afeganistão dominadas pelo Taliban, mas nem o mulá Omar conseguiu prejudicar tanta gente.
Os educatecas de Alckmin justificam a iniciativa informando que o programa será substituído em pouco tempo por outro, maior e melhor. Tudo bem, mas não dizem quanto tempo (e lá se foram quase dois meses do ano letivo), muito menos como será o programa.
Uma coisa é certa, os educatecas recebem seus salários em dia, mas desde março a garotada paulista está sem acesso ao programa extracurricular que lhes reforça o aprendizado de idiomas.
A revelação adquire uma dimensão especial quando se sabe que há pouco o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso divulgou uma encíclica intitulada "O papel da oposição", pedindo que seu partido (e de Alckmin) se volte para as demandas de milhões de brasileiros que melhoraram de vida.
Aprender inglês, ou outro idioma, é uma das prioridades de milhões de jovens nascidos num país diferente daquele em que o governador paulista se formou como médico e chegou a candidato a presidente da República em 2006.
Derrotado, foi para um curso em Harvard e contou: "Eu e a Lu estamos aprendendo computador, internet, falar inglês".
Na China, há 100 milhões de pessoas aprendendo inglês. Não é preciso ir tão longe: a Prefeitura do Rio de Janeiro ampliou o ensino do idioma na rede municipal e no ano passado beneficiou 180 mil crianças. Neste ano serão 240 mil.
A ideia de que se pode simplesmente suspender um programa que atendera 80,8 mil jovens da rede pública é produto da demofobia. Coisa de quem não se preocupa com as consequências de seus atos quando eles atingem o andar de baixo.
Nem todo tucano é demófobo (até porque o programa paulista nasceu no tucanato), nem todo demófobo é tucano, mas se o PSDB não se livrar do véu que lhe embaça a visão do andar de baixo, caminhará na estrada que levou o DEM-PFL-PDS-Arena à inanição.
Às vezes a demofobia se manifesta agressivamente, como ocorreu em junho de 2006, na administração Claudio Lembo, do PFL, quando o governo paulista suspendeu o desconto decimal para os passageiros do metrô.
Em outros casos, ela deixa de fazer o que pode ser feito e as consequências só são percebidas quando os outros tomam a iniciativa. Dois êxitos de políticas petistas de alcance social, a criação do ProUni e do crédito consignado, poderiam ter acontecido durante o tucanato.
O que fazer com os educatecas paulistas? Em novembro passado, o prefeito de Nova York, Michael Bloomberg, entregou a rede escolar da cidade a Cathie Black, presidente da empresa de comunicações Hearst. Ela fez poucas e boas, chegando a dizer que a superlotação das escolas poderia ser resolvida por meio do controle da natalidade. Há duas semanas, Bloomberg mandou-a embora.

terça-feira, 26 de abril de 2011

NOS TEMPOS DE FHC , SERRA , PSDB E DEM , UM CANDELABRO E UM BALCÃO RESOLVIAM OS PROBLEMAS DE ENERGIA E DOS AEROPORTOS.É DE CHORAR !

NESSE TEMPO EU AINDA TRABALHAVA E VIAJAVA MUITO A SERVIÇO , NUNCA O AVIÃO SAÍA NA HORA CERTA , MUITAS VEZES OS ATRASOS CHEGAVAM A 2(DUAS) HORAS , MAS O "JORNAL NACIONAL" NUNCA DISSE UMA PALAVRA A RESPEITO.
É A IMPRENSA CORRUPTA , GOLPISTA E ULTRA RACISTA FAZENDO O SEU TRABALHO DE ESCAMOTEAR A VERDADE.

ESSE É O BRASIL DE LULA E DILMA:" Consumo de energia cresce 4,8% no 1º trimestre, diz EPE".SEM USINAS NUCLEARES E HIDRELÉTRICAS COMO BELO MONTE,COMO SUPRIR A DEMANDA ?

DA REUTERS
Consumo de energia cresce 4,8% no 1º trimestre, diz EPE
A dinâmica do crescimento do consumo de energia elétrica no Brasil nos primeiros três meses do ano foi superior à do período que antecedeu a crise financeira em 2008, apesar da desaceleração apurada em março decorrente, entre outros fatores, do feriado de Carnaval.
Segundo dados divulgados nesta terça-feira pela EPE (Empresa de Pesquisa Energética), no primeiro trimestre o consumo nacional de energia totalizou 107.231 gigawatts-hora (GWh), o que significa um crescimento de 4,8% ante os mesmos meses de 2010.
No mês passado, o aumento foi de 2,8% ante março de 2010, chegando a 36.154 GWh.
"As principais classes de consumo revelaram queda no nível de crescimento na comparação com os dois primeiros meses do ano, fato já esperado por conta do menor número de dias úteis devido à ocorrência do Carnaval", disse a EPE, em nota.
O consumo industrial de energia apresentou avanço de 4,5% no primeiro trimestre do ano. Enquanto o Sudeste foi o destaque positivo no período --com incremento de 6,7% no consumo por conta de avanços em todos os Estados da região--, o Nordeste teve retração de 5,4% pelo fechamento de uma fábrica de alumínio na Bahia e o apagão registrado na região em fevereiro.
O desempenho negativo no Nordeste também desacelerou o crescimento do consumo de energia das indústrias em março. O avanço no mês passado foi de 2,6%, enquanto a região recuou 3,7%.
Em fevereiro, o consumo industrial já havia mostrado forte desaceleração, crescendo 1,8% ante o mesmo mês de 2010.
RESIDENCIAL
Se a região Nordeste foi uma das responsáveis pela desaceleração do consumo industrial no primeiro trimestre, o mesmo não aconteceu com o consumo residencial: segundo a EPE, as residências consumiram 5,3% mais energia em relação aos três primeiros meses do ano passado.
"A exemplo do verificado ao longo de 2010, o Nordeste segue liderando a expansão nesta classe em termos percentuais (6,1%), devido, por um lado, à expansão e ao maior uso do estoque de eletrodomésticos nos domicílios, consequência do aumento da renda e da oferta de crédito a pessoas físicas. Por outro lado, houve um maior número de ligações nesta região", disse a empresa.
Entre março de 2010 e março deste ano, cerca de 2 milhões de novos consumidores residenciais foram conectados à rede, dos quais aproximadamente 40%, ou 764 mil, foram no Nordeste.
Especificamente no mês de março, o consumo residencial de energia cresceu 3,8% em relação ao mesmo período do ano passado.
O consumo comercial e de serviços subiu 6,1% no primeiro trimestre na comparação anual e cresceu 3,5% em março ante o mesmo mês de 2010. No mês passado, o efeito-calendário e as chuvas intensas fizeram com que as regiões Norte e Nordeste mostrassem desempenho fraco, o que afetou a média nacional.

SERRA ESTÁ COM A AGENDA CHEIA , SÃO TANTAS AULAS QUE ELE TEM MINISTRADO QUE DEVE ESTAR PASSANDO FOME.E O "JORNAL NACIONAL" NÃO SABE DE NADA

POR FALAR EM "JORNAL NACIONAL" , O EDITOR ESTÁ PREOCUPADÍSSIMO COM A CNH DA DIRETORA DA PRF , MAS DO SENADOR DO SEU PARTIDO ELE NÃO FALA UMA LINHA SEQUER.
O NOME DISSO É :

CORRUPÇÃO

A IMPRENSA CORRUPTA , GOLPISTA E ULTRA RACISTA BRASILEIRA É INCAPAZ DE FAZER UMA REPORTAGEM QUE MEREÇA SER LIDA.SÃO BABOSEIRAS , POLITICAGENS E ANÁLISES MACULADAS PELO INTERESSE PRÓPRIO.É TRISTE !

NO DISTRITO FEDERAL COMEÇOU A SER CONSTRUÍDO HÁ UM ANO ATRÁS O VEÍCULO LEVE SOBRE TRILHOS,MAS CHEGOU A JUSTIÇA COM SUA CELERIDADE PAROU TUDO E A SOLUÇÃO FICA PARA O SÉCULO XXX.É TRISTE!

ESSA OBRA SERIA PARA A COPA 2014 , MAS A BUROCRACIA VAI LIBERAR SUA CONSTRUÇÃO PARA ALGUMA COPA NO SÉCULO XXX.

CORREIO BRAZILIENSE AFINAL , TÁ RUIM OU TÁ BOM ?

CUSTO DE VIDA
Inflação, o maior desafio de Dilma
Preocupada, a presidente diz que o governo não se curvará à escalada dos preços. Mercado já vê alta de 6,34%

COMÉRCIO ESPERA ALTA DE 10% E CORREIO BRAZILIENSE SE CONTRADIZ.GRANDE NOVIDADE !

Comércio espera alta de 10%


A duas semanas da segunda data mais importante do ano para o segmento, shoppings e lojas de rua projetam crescimento nas vendas de presentes como flores, perfumes, joias, cosméticos, roupas e eletrodomésticos

» Diego Amorim



Fotos: Rafael Ohana/CB/D.A Press



Para a vendedora Eleusa Francisca da Silva, bijuterias devem fazer sucesso este ano



A duas semanas do Dias das Mães, o comércio de Brasília está pronto para a segunda maior temporada de compras do ano, atrás apenas do Natal. Nos shoppings e nas lojas de rua, anúncios nas vitrines lembram que chegou a hora de começar a pensar no presente. O movimento, porém, como de costume, se intensifica somente nas vésperas de 8 de maio, o segundo domingo do mês. Apesar de a previsão oficial ainda não ter sido divulgada, a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Distrito Federal (Fecomércio-DF) estima uma alta de 10% no faturamento, na comparação com 2010.

Floriculturas, perfumarias, joalherias, lojas de roupas, cosméticos e eletrodomésticos são os segmentos que mais se dão bem com o Dia das Mães. “Os índices mais elevados de inflação não têm afetado o consumo. Os números locais mostram que a economia continua aquecida”, afirmou o presidente da Fecomércio-DF, Adelmir Santana. Nos dias que antecedem a homenagem às mães, shoppings devem funcionar em horário especial.

O Sindicato do Comércio Varejista do DF (Sindivarejista-DF) acredita que as vendas crescerão em torno de 8% este ano. “A Páscoa surpreendeu todo mundo. A gente espera que o Dia das Mães aqueça ainda mais o comércio”, disse o presidente em exercício da entidade, Edson de Castro. Ele lembra que, geralmente, as mães ganham mais de um presente, o que ajuda a aumentar o movimento. “A economia continua em alta, o desemprego vem diminuindo no DF e a estabilidade do funcionalismo público sempre é garantia de bons resultados.” Em maio do ano passado, incluindo o Dia das Mães, as vendas cresceram 4,7%, segundo dados da Fecomércio.

As projeções sempre são otimistas. Mesmo sem a necessidade — na maioria dos casos — de contratações temporárias, as lojas põem os vendedores de prontidão. Treinamentos específicos são feitos para tentar convencer os clientes de que, para a mãe, vale desembolsar um pouco mais do que o previsto. Os estoques estão reforçados e novos produtos ainda vão chegar.




Ray Nonata, gerente de uma loja de sapatos e roupas: expectativa de dobrar o faturamento

Presentes

Em uma loja de sapatos, bolsas e acessórios femininos de um dos mais tradicionais shoppings da cidade, filhos e maridos já aproveitam para escolher o presente livres do esperado tumulto de última hora. “Esperamos pelo menos dobrar o faturamento em relação ao ano passado”, conta a gerente da loja, Ray Nonata. Para alcançar a meta, ela diz que as 12 funcionárias estão preparadas. “Vamos vender bastante”, aposta. Um sapato varia entre R$ 99 e R$ 400 na loja. O conjunto com a bolsa sai, em média, por R$ 830. “Para a mãe, eles querem levar o melhor.”

Há seis anos como vendedora em uma loja de presentes, Eleusa Francisca da Silva afirma que, independentemente do preço, é difícil alguém passar o Dia das Mães sem comprar alguma coisa.

O movimento faz o salário dela do mês dobrar com a quantidade de comissões. “A gente sempre espera mais. Estamos com esperança de que este ano será ainda melhor”, afirma. Segundo ela, as bijuterias, por exemplo, têm saído mais do que artigos de decoração.
“As mães mudaram de perfil e isso influencia no presente: elas estão mais jovens, mais despojadas.” Os corredores dos shoppings provavelmente ficarão mais cheios após o quinto dia útil do mês, quando o pagamento dos trabalhadores estarão na conta.

Bares e restaurantes

Além do comércio, bares e restaurantes aguardam com expectativa a data comemorativa. A dica para quem quiser escapar das filas de espera na porta dos estabelecimentos é chegar antes do meio-dia ou, de preferência, tentar reservar mesas com antecedência. Para atrair as famílias, restaurantes oferecem bebidas e sobremesas de graça para as mães e distribuem rosas e mensagens.

SERRA É CAPAZ DE DESAGREGAR UM CONVENTO DE FREIRAS CARMELITAS.É TRISTE !

O silêncio do ex-governador sobre a crise tem alarmado tucanos. Serra não falou sobre a debandada de tucanos do partido em São Paulo.

SENADORA ESTÁ AFLITA PARA FALAR COM A PRESIDENTA DILMA

ENTREVISTA KÁTIA ABREU

"Eu estou aflita para conversar com a presidente"

DE SAÍDA DO DEM PARA O PSD, SENADORA DIZ QUE SERÁ "PARCEIRA" DE DILMA EM QUESTÕES COMO A REFORMA PREVIDENCIÁRIA E INFRAESTRUTURA


Eduardo Anizelli - 8.nov.2010/Folhapress
A senadora Kátia Abreu, em São Paulo

SILVIO NAVARRO
VERA MAGALHÃES

DE SÃO PAULO

"Eu tenho tanto pra lhe falar...". É entoando versos de Roberto Carlos que a senadora Kátia Abreu (TO), 49, de saída do DEM para fundar o PSD, responde se tem interesse em conversar com a presidente Dilma Rousseff.
Apesar disso, ela nega que a nova sigla -da qual pode ser presidente nacional- vá integrar a base dilmista.
Caberá à futura direção, diz, estabelecer os princípios doutrinários.
Mas admite que, com filiados de tão diferentes origens, a legenda terá de ter "tolerância com o intolerável" -para, em seguida, explicar que isso não se estende a questões éticas.
Leia a seguir trechos da entrevista concedida ontem à Folha, em São Paulo.


 

Folha - O PSD já nasce como um partido médio. A fonte é só a desidratação do DEM?
Kátia Abreu -
Para nossa surpresa, tem gente de todos os partidos, inclusive da base, sinal de que há uma insatisfação nos partidos. Quando o Kassab iniciou dizendo que ia fundir com algum partido, creio que ele imaginava que teríamos de 12 a 15 deputados. Vamos chegar a mais de 40. Agora eles é que vão querer fundir com a gente.

Como conciliar pessoas de origem tão diversa?
Nós vamos ter que ter tolerância com o intolerável, no sentido programático. Aceitar que pessoas votem de forma diferente nas mesmas questões. Votar a favor, por exemplo, de aumento de impostos, para mim é intolerável. Mas pode ter gente no partido que pense diferente.
Não gostaria de dar uma resposta taxativa porque não tenho a incumbência de responder pelo partido. Primeiro precisamos eleger um presidente, ter uma fundamentação doutrinária, mas respeitando as diferenças e prioridades de cada um.

O PSD vai integrar a base do governo Dilma?
Não, nisso eu serei resistência. Porque não quero trocar favores, quero lutar por princípios democraticamente. Trocar princípios por ministérios, isso não.

Mas a sra. aceitaria sentar para debater com a presidente?
Eu estou aflita por isso! Sou presidente da CNA, preciso falar muito com ela! [canta Roberto Carlos] Estou aflita para falar da nova política agrícola para o país. Preciso falar com ela.

O prefeito Gilberto Kassab disse que o PSD não será um partido de centro, de esquerda, de direita. Como é isso?
Pelo que eu conheço dele, estava dizendo que será um período conturbado até 2014, quando passaremos uma régua devido às eleições.

Onde vão buscar militância?
Na classe média.

Vai sobrar classe média para todo mundo?
Eu disse isso antes do Fernando Henrique Cardoso e do Lula. São 100 milhões de pessoas. Tem que ter foco em quem está sem defesa, totalmente desprotegida.

E qual é o discurso do partido para atrair essa classe média?
A defesa dela como consumidor e contribuinte. A tributação brasileira não está sobre a renda, está sobre o consumo do sal, do feijão, da manteiga. E quem é que está contribuindo mais? Se a classe média é metade do país...

Redução da carga tributária já não é bandeira do DEM?
Não é a carga simplesmente. Imagine se tivéssemos essa carga e todos pudessem ser atendidos pelo SUS. A carga é nociva quando mal utilizada. Estamos com um rombo na Previdência e o Orçamento, engessado. É aplicação melhor do tributo.


Como avalia esse início de governo Dilma?Falta mais clareza. Compreendo que não é fácil cortar gasto público. Ela não tem alternativa sem uma reforma previdenciária e sem uma reforma política.

Há clima para aprová-las?
Eu sou parceira número um dela [Dilma], ajudo nisso. Posso até relatar, se ela quiser. Ela precisa dar sinais. Os sinais que ela deu em relação à política externa e aos direitos humanos eu aplaudo.
Mas o ônus virá nos cortes. Ela diz que não vai cortar nem no PAC nem nos programas sociais. Quero que ela diga onde é. Se quiser que os parlamentares abram mão de 100% das emendas, sou a primeira a assinar.

Como o PSD fará sem tempo de TV nem Fundo Partidário?
Candidato bom consegue tempo de TV com coligação. Se não tem tempo, é porque é inviável. Quanto ao financiamento, a gente vai levando. E podemos arrumar parcerias na iniciativa privada.

Para 2014, o que a sra. espera?
Dilma é candidata à reeleição, se estiver bem -e vou torcer para que esteja-, ou Lula poderá retornar. Na oposição é Aécio ou Serra. Mas acho que vai surgir uma força dentro da própria base. O PSB tem nomes, o Eduardo Campos [governador de Pernambuco], o Cid Gomes [governador do Ceará].

E o PMDB?
Acho que se escravizou na vice, vai repetir a dose.

TODA MÍDIA , DO EXCELENTE NELSON DE SÁ

TODA MÍDIA
NELSON DE SÁ
nelsonsa@uol.com.br

Acesse o Brasil


cnbc.com
Com dois âncoras no país, o CNBC transmitia ontem do vão do Masp, na avenida Paulista

O canal de notícias CNBC, o maior em finanças nos EUA e "ao redor do mundo", dedica a semana toda a reportagens especiais sob o enunciado geral "Access Brazil". Para abrir a cobertura, "Conforme cresce a economia, cresce também sua ambição global". Ouve analistas de Council on Foreign Relations, Brookings e Council of the Americas e relata o avanço em órgãos como G20, FMI e Banco Mundial. "O Brasil agora é um daqueles na sala", diz Shannon O'Neill, do CFR.
Outra reportagem de ontem avisa aos interessados que a "inflação crescente dificulta crescimento".

ELA CHORA E PEDE A VOLTA DA "MASSA CHEIROSA" PORQUE NÃO AGUENTA MAIS O CHEIRO DO "POVÃO"

ELIANE CANTANHÊDE
A obsessão dos 20 anos


BRASÍLIA - Ao desafiar e vencer os principais líderes e partidos nas primeiras eleições diretas pós-ditadura, em 1989, Fernando Collor sonhou quixotescamente, montado no efêmero PRN e empurrado por PC Farias, ficar 20 anos no poder.
Collor caiu do cavalo, o PRN virou pó, e PC Farias acabou fuzilado em circunstâncias de folhetim.
Ao capitalizar o Plano Real, se eleger em 1994 e se reeleger em 1998, Fernando Henrique considerou friamente as chances de manter a ampla aliança em torno do PSDB e a articulação de Sérgio Motta para 20 anos tucanos no poder.
FHC não se esforçou nem seria capaz de fazer o sucessor. Sérgio Motta explodiu o coração em sua ânsia de abarcar o mundo, e o PSDB navega como o Titanic.
Agora, ainda inebriado pela popularidade recorde e sentindo-se seguro com Dilma na cadeira de presidente, Luiz Inácio Lula da Silva repete -não por acaso na TV do Trabalhador, do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC- a velha ideia de José Dirceu de garantir 20 anos de poder ao PT. Segundo Lula, "tempo necessário para mudar definitivamente a cara do Brasil".
Cada qual teve o seu Sancho Pança para operar a vaidade, a ambição desmedida e o falso senso de realidade. A diferença é que Lula transpôs da vida para a política seu raro instinto de sobrevivência. Quando sua reeleição e a imagem do PT tremelicaram em 2006, jogou os excessos ao mar sem sequer estender uma boia para Dirceu.
Destacou Dilma, renovou crenças, discursos, amizades e alianças e sobretudo não poupou esforços, marketing, recursos e instrumentos públicos até o ponto de pregar os 20 anos de poder justo agora, com a oposição se desmilinguindo.
Lula poderia falar em 25, 30 ou, quem sabe, nos 42 de Gaddafi na Líbia. Preferiu os cabalísticos 20, mas nem precisava tanto. Em muito menos, não só a cara do Brasil mudou, mas também a do PT e a da própria família Silva.

elianec@uol.com.br

A REFORMA TEM QUE SER FEITA NA CABEÇA DOS POLÍTICOS E VAI DEPENDER DE NÓS MESMOS

FERNANDO DE BARROS E SILVA
A reforma como ela é


SÃO PAULO - Debates sobre reforma política no Brasil são recorrentes e tediosos. O tema costuma surgir, de maneira sazonal, no início dos mandatos presidenciais, e só interessa a políticos e cientistas sociais. Em geral não acontece nada.
Apresentada quase sempre como solução meio mágica para vícios do sistema político ou como antídoto à roubalheira sistêmica, a reforma no mais das vezes não passa de embromação. É isso o que parece estar em curso mais uma vez.
Não que inexistam coisas passíveis de mudança. Há, sim, uma pauta de melhoramentos possíveis, e já seria um bom começo se não fosse vista como panaceia: fortalecer os partidos, aproximar o eleitor do eleito (no caso dos legislativos), baratear as eleições e desprivatizar as campanhas, por exemplo.
O Congresso instalou duas comissões dedicadas à reforma política -uma na Câmara, outra no Senado. Operam de modo independente, a partir de agendas e interesses diversos. Em tese, teriam de se entender um dia. Na prática, protagonizam duas farsas. Acumulam-se as evidências de que nada substantivo ou relevante será aprovado.
Mais do que isso: enquanto gastamos papel, tinta, saliva, tempo (e dinheiro público) discutindo uma ficção, há uma "reforma" (ou antirreforma) comendo solta na vida real. O novo PSD é a face mais visível dela e da desconexão entre discurso e prática política no país.
Sintoma do desmanche da oposição, o partido de Gilberto Kassab coroa o clichê (verdadeiro) da geleia geral brasileira. Adesista, anfíbio, sem nenhuma ideia na cabeça e muita coceira nas mãos, o PSD escarnece da ilusão de que os partidos têm identidade programática e o jogo político se organiza segundo afinidades e contrastes ideológicos.
Dilma, ao assumir, prometeu reformar a política. Com o tíquete de acesso ao transatlântico governista no bolso e figuras carimbadas da direita na bagagem, Kassab acena à reforma com um tchauzinho e mostra a todos a vida como ela é.

segunda-feira, 25 de abril de 2011

A ISENÇÃO

Anônimo disse...

Caro aposentado,

No geral gosto de seus posts, mas...

Se voce quisesse, poderia também escrever várias páginas sobre as lambanças de petistas e as barbaras corrupções no ambito do governo e polítcos do PT, cujas ilicitudes são ignoradas pela imprensa cooptada pelo PT (comprada com dinheiro público - patrocinios fajutos), fazendoesta papel análogo àquela que habitualmente vemos ser chamada aqui de PIG. Acho que os erros devem ser denunciados não importa em que lado estejam. Na medida que voce denuncia um lado e ignora o outro, suas críticas perdem credibilidade, pois denuncia adesismo e comprometimento com um dos lados, e carece da isenção necessária.

Sorry, mas minha crítica tem o pretencioso objetivo de ser util.
25 de abril de 2011 12:21
Excluir


Blogger APOSENTADO INVOCADO 1 disse...




Caro Anônimo ,
Meu blog não tem a isenção necessária e nunca vai ter.
Aqui só se fala mal da imprensa corrupta brasileira e da "oposição sem rumo".
O outro lado , que é o caso do PT , Dilma e Lula está sempre certo , mas se você quiser ler artigos e reportagens isentas leia a Folha de São Paulo , O Estadão , O Globo , A Veja e nunca perca o "Jornal Nacional". Essas publicações e esse jornal televisivo são um primor de isenção.
Atenciosamente
Helio
25 de abril de 2011 13:02
P.S. Não esqueça de ler o Correio Braziliense.

domingo, 24 de abril de 2011

AO JUNTARMOS TUDO QUE O "JN" NÃO NOTICIOU,O ATAQUE ÀS MULHERES POR CAIO BLINDER,O RACISMO DE BOLSONARO, AÉCIO NEVES DIRIGINDO EMBRIAGADO COM A CARTEIRA VENCIDA,O NÃO RECONHECIMENTO DO FILHO POR FHC,AS OBRAS DO PAC E AS FALCATRUAS DE SERRA E QUADRILHA,CHEGAMOS À CONCLUSÃO QUE TRATA-SE DE UM NOTICIÁRIO CORRUPTO E ANTIBRASILEIRO

ESSE É O PENSAMENTO DA JORNALISTA,ESPERO QUE NÃO SEJA DE TODOS,DENISE ROTHENBURG,DO FAMIGERADO CORREIO BRAZILIENSE.É DE CHORAR !

E venhamos e convenhamos: um governo sem oposição para nós, jornalistas, é muito chato. Na campanha de 2010, os oposicionistas inicialmente acharam que iriam derrotar Dilma com o programa eleitoral de Serra. Depois, avaliaram que, nos debates, ela não sobreviveria. Agora, consideram que o governo irá à bancarrota rapidinho. Esquecem que, ao contrário do que tem feito a oposição, Dilma estuda os assuntos. Está na hora da turma que sobrou no PSDB, no DEM, no PPS colocar a mão na massa. Se não for por nada, pelo menos para deixar nós, jornalistas, com mais notícias. Fica aqui, desde já, o meu mais sincero agradecimento.

NA VERDADE ELA QUERIA NÃO SÓ COM "MAIS" NOTÍCIAS , MAS , PRINCIPALMENTE , COM "MÁS" NOTÍCIAS.
É TUDO MUITO TRISTE !

ALÉM DE ELOGIAR FHC,A COLUNISTA BRINCA COM O POVO BRASILEIRO EM NOME DE SUA PROFISSÃO DE JORNALISTA,OU SEJA,ELA É MAIS IMPORTANTE DO QUE O PROGRESSO DE NOSSA NAÇÃO.É MUITO TRISTE !

Nas entrelinhas


As palavras-chave do artigo de FHC foram inovação, estratégia e estudo. Coisas que não vemos na oposição de hoje, perdida na briga fratricida entre José Serra e Aécio Neves

por Denise Rothenburg

deniserothenburg.df@dabr.com.br
Quem vai pôr a mão na massa?

É impressionante a repercussão do artigo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso publicado no dia 12. Todo o mundo político falou dele. E sabe por quê? Porque ele tem razão em vários pontos. O principal deles: oposição tem que ser oposição. O óbvio do óbvio. Mas, no Brasil, isso não acontece.

Ser oposição dá trabalho. O sujeito tem que ficar atento a todos os passos do Poder Executivo, estudar os assuntos, convocar entrevistas que muitas vezes não vão dar Ibope e ver suas emendas ao Orçamento praticamente engavetadas. Pedir CPIs que não serão instaladas, pedir explicações que virão pela metade e muitas vezes a imprensa não terá espaço ou provas para publicar. Enfim, a vida é dura.

Nos oito anos do governo Lula, muitos oposicionistas não fizeram esse trabalho — e, ainda assim, ficaram sem as verbas federais. Só houve um ânimo durante o mensalão, em 2005. Alguns tucanos me fizeram lembrar os tempos em que José Dirceu, Aloizio Mercadante, Luiz Gushiken — na linha de frente, com outros bravos políticos, como Mário Covas — brilhavam nas CPIs que investigaram o governo Collor e os anões do Orçamento.

Passada essa fase, a oposição voltou a patinar. E, com a eleição de Dilma Rousseff — e as perspectivas de um novo governo que até o momento vai bem —, muitos cansaram de esperar pelo dia em que voltarão a andar de carro oficial pela via eleitoral.

Daí, a criação do PSD pelo prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab — o único fato político de peso dessa largada do governo Dilma. Com ele, veio o desmanche do DEM e o movimento que agora ameaça levar a borda do PSDB. Ninguém está a caminho do PSD por causa da liderança de Kassab. O grupo expressivo de políticos segue o prefeito mais pelo medo de enfrentar as eleições de 2012 com a tarja de oposicionista do que por qualquer outra coisa.

A maioria dos seguidores de Kassab teme ser dizimada em 2012 — o ano em que, diz a profecia, o mundo acaba. Pelo menos, na oposição, esse receio é grande. E alguns revolveram construir seus abrigos em outras áreas que não o DEM, o PSDB ou o PPS, que não para de expulsar seus integrantes que buscam uma conversinha mais alentada com Kassab e Cia.
O partido de Kassab surge como um neo-PMDB, em que cabe de tudo — quem é a favor do governo, quem é contra, mas nem tanto. O PSD se prepara para ocupar o lugar que já foi de Michel Temer e de José Sarney — hoje mais alinhados com o governo e sem jeito de sair. Temer é vice-presidente da República, não pode se rebelar contra o seu governo. E Sarney precisa dos petistas para concluir sua carreira política com a chave de ouro da experiência erguida e com menos problemas no plenário da Casa.

Enquanto isso, na sala de FH…

A oposição vai tentar segurar os mandatos. Afinal, a conquista deles foi suada diante da hegemonia do governo federal. Mas, como bem disse FHC, oposição tem que, acima de tudo, estudar os temas. Ele citou vários assuntos no seu artigo, embora as reportagens tenham centrado fogo na conquista da classe média como o objetivo.

A lição mais valiosa que fica para seu partido é a aplicação que seus correligionários devem ter daqui para frente. As palavras-chave foram inovação, estratégia e estudo. Coisas que não vemos na oposição de hoje, perdida na briga fratricida entre José Serra e Aécio Neves, que leva muitos a pular do barco e FHC a construir um longo tratado para ver se a tucanada acorda.

E venhamos e convenhamos: um governo sem oposição para nós, jornalistas, é muito chato. Na campanha de 2010, os oposicionistas inicialmente acharam que iriam derrotar Dilma com o programa eleitoral de Serra. Depois, avaliaram que, nos debates, ela não sobreviveria. Agora, consideram que o governo irá à bancarrota rapidinho. Esquecem que, ao contrário do que tem feito a oposição, Dilma estuda os assuntos. Está na hora da turma que sobrou no PSDB, no DEM, no PPS colocar a mão na massa. Se não for por nada, pelo menos para deixar nós, jornalistas, com mais notícias. Fica aqui, desde já, o meu mais sincero agradecimento.

NÃO SAIRÁ NO "JORNAL NACIONAL" NEM QUE O NOTICIÁRIO DURASSE MIL ANOS,PORQUE A VERDADE PASSA LONGE DA TV GLOBO

O povão e a rejeição às mudanças

Ricardo Matsukawa/Terra
   Fernando Henrique tratou o chamado povãoem artigo publicado pela revista Interesse Nacional
Fernando Henrique tratou o chamado "povão"em artigo publicado pela revista Interesse Nacional
Francisco Viana
De São Paulo

Não tenho dúvidas de que no futuro Fernando Henrique Cardoso, ex-presidente da República, não merecerá dos historiadores mais do que uma nota de pé de página. Todos os que ignoram o povo seguem a mesma trilha. Portanto, não estou fazendo um exercício metafísico de futurologia, mas registrando uma tendência facilmente constatável. Se havia dúvidas quanto a este destino inexorável, estas foram dissipadas pela forma com que Fernando Henrique tratou o chamado "povão"- palavra horrível e politicamente incorretíssima pois o que existe é o cidadão ou o povo, no sentido amplo - em artigo publicado pela revista Interesse Nacional.
Como se trata de uma nota de pé de página na história, não merece continuar os comentários. O que precisa ser discutido é outra coisa: há no Brasil uma tendência da direita tentar parecer esquerda ou progressista. Isto vem desde os tempos da ditadura quando múltiplos personagens, inclusive Antonio Carlos Magalhães, notório sustentáculo dos militares, se colocaram contra o regime e a favor da democratização. Na realidade, compreenderam mal o Brasil. Ou, o que é mais correto, tentaram dar uma nova aparência à velha essência conservadora. Autoritária, mesmo. Tentaram agir como os antigos pitagóricos. Ambicionavam um mundo ordenado por eles, um governo de eleitos, os ditos sábios ou mais preparados, distantes do povo, aquilo que vulgarmente se chama de povão.
Pensavam num governo hierarquizado. Com claro distanciamento aristocrático da sociedade, imaginavam que se sairiam muito bem. Tudo ficaria em seus lugares, como números e dali não sairiam. Estátuas sociais imóveis. A conformação (provisória) dessa hipótese veio de duas formas: a primeira, com a eleição de Collor, a segunda com a destituição deste da presidência. Parecia ir tudo muito bem, quando Lula se elegeu e mostrou, claramente, que o governo dos "aristóis", os aristocratas, tinha fôlego curto. E realmente teve. Prevaleceu uma alternativa muito mais real, muito mais em movimento, muito mais testada pela prática e não por uma visão de teoria. O ordenamento matemático do mundo não deu certo. Prevaleceu o processo de multiplicidade de ações e visões de mundo.
Por isso, paira a questão: que democracia iremos ter? Que democracia desejamos construir? Uma democracia que inclua amplas massas? Tudo indica que sim. A sociedade está em conflito com as empresas, com o Estado, com a visão tradicional da política. A sociedade quer participar de verdade. E, nesse sentido, abre espaços. Portanto, a sociedade diz não ao governo pitágorico - aqueles filósofos antigos que viam a matemática, isto é o ordenamento, como a ciência primeira e inquestionável - sempre trouxe prejuízos, e imensuráveis, ao pais. A grande massa a ser incluída é consequência dessa autêntica catástrofe. Foi a forma trágica que a sociedade encontrou para contestar o cientificismo social da direita.
A exclusão da esquerda do processo político foi, por outro lado, uma dessas conseqüências. Dramática, coberta de sangue, um sangue que a direita não limpará jamais e que a nova direita tenta esquecer, fazer de conta que não existe ou não existiu. Muitos tucanos sempre se declararam de esquerda, mas quando a realidade impôs que tirassem ou mantivessem as máscaras, penderam a direita, defendo uma democracia não participativa. Viraram as costas às mudanças, às reformas. O próprio tucano busca afirmar que derrotou Lula duas vezes. Na realidade, a questão é outra: por duas vezes venceu a ilusão, mercadejada amplamente, na disputa com a realidade. É a realidade é o que se afirma hoje: a participação da sociedade.
Claro, é uma participação ainda incipiente. Fosse diferente, não teríamos uma autêntica guerra contra os governos e as empresas privadas para fazer prevalecer direitos, para organizar as relações entre a infra-estrutura e a super- estrutura social ( ou seja, o fazer novo, democrático, e uma concepção antiga do fazer). A realidade é que o cidadão - o dito povão, porque povão para os "aristóis" são todos, incluindo as classes medias - ainda se encontra bastante desprotegido e sem meios para ocupar o seu lugar.
A justiça é lenta, cara e de difícil acesso, por exemplo. Se discute e se muda quase nada a economia política, a infra-estrutura é precária e ainda vivemos muito em função do consumo. Em resumo, uma vida ainda medíocre - no sentido original do termo de mediana, de baixa qualidade. Mas, há liberdade e não há esse sentido vulgar do governo dos eleitos, como se a sociedade fosse uma matemática, com seus números, sua cientificidade organizacional e suas hierarquias, começando dos melhores, os mais sofisticados, para os mais simples. Como se existisse o UM, todo poderoso, a determinar regras, princípios, atitudes, enfim, o que fazer e o que não fazer.
Esse tipo de postura é pura nota de pé de página na história. Puro quase nada, sem nenhum demérito para as notas de pé de páginas que acrescentam informações, diferentemente das notas de pé de página política que traduzem a carência de virtù, ou seja, a incapacidade para mudar o destino. Portanto, é preciso olhar de muito perto o discurso tucano e ver, por exemplo, que a critica a inflação é uma critica meramente retórica. Não mobiliza a sociedade, mantém a sociedade distante dos acontecimentos, tal como imaginava Dom Pedro I. Não é uma atitude democrática, mas uma atitude aristocrática. Pitagórica na essência, sem novidade na história brasileira. Uma repetição de um Brasil imóvel, contra um Brasil que se recria e se revela móvel, determinado a se superar e criar uma grande democracia social.

Francisco Viana é jornalista, mestre em filosofia política pela PUC-SP, consultor de empresas e autor do livro Hermes, a divina arte da comunicação. É diretor da Consultoria Hermes Comunicação estratégica (e-mail: viana@hermescomunicacao.com.br)

UPPs abrigam circuito gastronômico

UPPs abrigam circuito gastronômico

Contando só com a divulgação boca a boca, 8 restaurantes em favelas pacificadas do Rio garantem comida farta e boa, a partir de R$ 7

    Bruno Boghossian e Felipe Werneck - O Estado de S.Paulo
    RIO
    Tasso Marcelo/AE
    Tasso Marcelo/AE
    Família. Katty conta com a ajuda da filha e da prima

    Os donos não têm Twitter nem Facebook: o esquema de divulgação funciona no boca a boca. Em oito restaurantes em favelas que receberam Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) visitados pelo Estado, havia comida farta e barata - coisa rara no Rio - e, em alguns casos, direito a vista panorâmica. A comida é para matar a fome, sem frescura. Paga-se a partir de R$ 7 para comer um prato honesto e bem temperado.
    Nenhum letreiro identifica o estabelecimento simples onde é servido o baião de dois mais famoso da Ladeira dos Tabajaras, em Copacabana. Quem quiser experimentar a comida do cearense Romero Alves Moreira precisa procurar o menu escrito a giz em uma lousa pendurada na parede, do lado de fora, e pedir informações sobre o Altas Horas nas ruas estreitas do morro - sem se assustar com indicações do tipo "na frente da próxima lata de lixo do lado esquerdo".
    O dono trabalhou por mais de dez anos em restaurantes de Ipanema antes de começar a se dedicar ao próprio negócio, aberto em 2009 - antes da chegada da UPP. "A pacificação não fez aumentar o público, então mantenho essa estrutura simples."
    A clientela é formada principalmente por moradores e funcionários das concessionárias de serviços públicos. Por R$ 8 a R$ 12, eles escolhem entre pratos como peito de frango, contrafilé, frango ao molho pardo, peixe com pirão ou costela de boi.
    Cada pedido vem acompanhado do famoso baião de dois da casa ou de porções fartas de arroz, feijão, farofa, macarrão e salada. "Esse é um dos poucos restaurantes daqui que funcionam para o almoço e para o jantar", anuncia Moreira. Os talheres chegam embrulhados em guardanapos e o molho de pimenta da casa é servido em garrafas de vidro usadas, conservando os rótulos de vodca.
    Vista para o mar. A ortografia está errada na placa que anuncia, no Pavão-Pavãozinho, em Copacabana, a "Penção do Biu", apelido do também cearense Francisco Rodrigues, de 47 anos, há 31 no Rio. Lá, as opções são costela de boi, carré, contrafilé, bife de fígado e peito de frango, acompanhados de arroz, feijão, batata frita, farofa e salada. O lugar fica na parte baixa da favela, mas é possível ver um naco das Ilhas Cagarras e do mar de Ipanema. O prato feito custa R$ 7 e a refeição completa sai por R$ 8. "Antes, era só morador. Agora está vindo gringo. Mas eles não dão gorjeta", comenta o garçom Antônio Alves de Brito, de 18 anos.
    Mais acima, na estação do elevador Plano Inclinado do Pavão-Pavãozinho, fica a Pensão Bela Vista. Foi preciso subir a pé porque o elevador não estava funcionando. No trajeto, é forte o cheiro de esgoto, que corre ao ar livre. Mas lá de cima o visual é o principal atrativo, com destaque para o Forte de Copacabana. "A maior parte da clientela é da comunidade, mas já veio até gente da Bélgica", conta Jailto dos Santos, de 35 anos, conhecido como Chevette. Ele abriu o bar em 2009. O esquema é self-service, por R$ 13 o kg. "Às vezes tem um forró, quando a polícia deixa."
    Ana Maria dos Santos, a Katty, de 49 anos, vendia quentinhas e lanches até abrir uma pensão no Morro da Providência, no centro, após a chegada da UPP. O lugar tem nove funcionários (seis parentes) e cobra R$ 8 pelo prato. "Pretendo ampliar, já está muito apertado", diz a pernambucana. É o primeiro estabelecimento do morro a aceitar cartões de débito.
    No Bar Cheiro Bom, no Dona Marta, em Botafogo, a cozinheira é Alcina Gonçalves, de 70 anos. O prato feito custa R$ 7. "É raro turista comer aqui. Eles só tiram foto, não compram nem uma bala."
    Guia. Diretor de um documentário sobre UPPs financiado pelo governo do Estado, Sérgio Bloch comeu tanto em favelas durante as filmagens que teve a ideia de fazer o Guia Carioca da Gastronomia de Rua, que lista os restaurantes das comunidades. "O turismo hoje em favela é como o de quem vai a museu. Se o turista parar e comer, beber uma caipirinha, pode haver mais integração", conta. "Valorizar a comida é um caminho, mas alguns restaurantes precisam de uma geral", diz o cineasta.
    O capitão Glauco Schorcht, comandante da UPP do Morro da Providência, diz que um acordo com o Serviço Social da Indústria (Sesi) vai qualificar 60 moradores. "Temos uma cozinha industrial na sede da UPP. Eles vão aprender aqui."