segunda-feira, 31 de outubro de 2011

PSDB e imprensa corrupta dizem que os aeroportos precisam melhorar , mas não conseguem administrar uma linha de metrô. Não "Veja" no "JN" !

Secretário de Transportes de SP diz que linha 4 tem "situação mais caótica" do metrô, mas dá nota 7,5

Janaina Garcia
Do UOL Notícias
Em São Paulo


Desorganização do metrô de São Paulo prejudica usuários

Foto 38 de 49 - Usuários se apertam para tentar embarcar em trem da linha 1-azul, na estação Sé, sentido Jabaquara, na manhã de sexta-feira (28). Desorganização "rouba" até 30% do tempo de viagem do usuário de metrô em São Paulo Mais Rodrigo Paiva/UOL
Anunciada como a “linha da integração”, a linha 4-amarela do metrô de São Paulo até ajuda o usuário a poupar tempo em comparação ao percurso que seria feito de carro ou ônibus. Ainda assim, uma coleção de problemas de fluxo e transferência de passageiros também fez a via ser classificada pelo próprio governo de São Paulo em uma pouco atrativa “situação mais caótica” dentro do sistema metroviário.

Não "Veja" no "Jornal Nacional":Dívida total do governo brasileiro é a menor em 64 anos, diz BC

Portal Terra 
Luciana Cobucci
A dívida líquida total do governo atingiu, em setembro, saldo de R$ 1,4 trilhão, o equivalente a 37,2% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro - a soma de todas as economias produzidas no país. É o menor valor em relação ao PIB já registrado, segundo informou nesta segunda-feira o Banco Central (BC). A série histórica da autoridade monetária começa em 1947.
O superávit primário do governo federal (a economia feita para pagar os juros da dívida pública) atingiu R$ 8,1 bilhões em setembro.
O esforço fiscal, no entanto, não foi suficiente para pagar os juros da dívida de setembro, que ficou em R$ 17,2 bilhões. Assim, o déficit nominal - receita menos despesas - ficou em R$ 9,1 bilhões.
A meta para a economia do governo federal no ano é de R$ 127,9 bi. De janeiro a setembro, o governo já economizou R$ 104,6 bilhões, equivalente a 81,8% da meta para 2011.O governo central - Tesouro Nacional, Banco Central e Previdência Social - economizou, em setembro, R$ 5,4 bilhões.
Os governos estaduais e municipais foram responsáveis por um superávit de R$ 2,2 bilhões. Já as empresas estatais tiveram déficit de R$ 46 milhões.

Cuidado senador Aécio Neves !

Nem precisa assoprar
Governo federal defende mudanças na lei que prevê punição penal para quem dirigir sob efeito de álcool. Para provar que o motorista está embriagado, a autoridade de trânsito poderá usar bafômetros passivos, além de vídeos, fotos e exames assinados por médicos.

Alana Rizzo


Blitz da PM no Sudoeste, na última quinta-feira: bafômetro passivo pode ser adotado (Antonio Cunha/Esp. CB/D.A Press)
Blitz da PM no Sudoeste, na última quinta-feira: bafômetro passivo pode ser adotado

Três anos após a sanção da lei seca pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o governo federal quer endurecer a punição penal para quem bebe e dirige. A proposta, defendida pelo Ministério da Justiça, retoma o texto anterior do Código Brasileiro de Trânsito (CBT) e não condiciona a ação penal ao exame de sangue ou ao resultado do bafômetro. Possibilita ainda o aumento da pena nos crimes de trânsito e para quem estiver dirigindo sob o efeito de álcool próximo a escolas e hospitais, por exemplo. As modificações na legislação estão sendo feitas no Projeto de Lei nº 6101/2009, em análise pela Comissão de Viação e Transporte, da Câmara dos Deputados. O texto final deve ser fechado em duas semanas, segundo o relator, deputado federal Geraldo Simões (PT-BA).

O substitutivo do governo é uma alternativa ao impasse criado pela lei seca, aprovada em 2008 no Congresso, que aumentou a responsabilização administrativa, mas enfraqueceu as punições penais. Isso porque, pela Constituição, ninguém é obrigado a produzir prova contra si mesmo, podendo inclusive se recusar a fazer o teste do bafômetro ou o exame de sangue. Em reportagem publicada ontem, o Correio revelou dados inéditos mostrando que quase 80% dos motoristas flagrados em blitzes de trânsito no Distrito Federal com sinais de embriaguez se recusaram a assoprar o bafômetro (leia matéria nesta página).

A proposta em tramitação altera o artigo 306 do Código de Trânsito e não exige como prova a concentração de álcool por litro de sangue. O agente de trânsito poderá usar outros indícios para comprovar a embriaguez do motorista que coloca em risco a vida de outras pessoas ou mesmo do patrimônio. Isso deve aumentar a utilização do etilômetro passivo, instrumento que mede o álcool no ar e que já foi adotado pela Polícia Militar de São Paulo nas blitzes da lei seca.

O equipamento, que está em fase de testes, tem o formato de um bastão, no qual uma lâmpada (led) indica pela cor o estado de alcoolemia da pessoa e é visto com bons olhos pelas autoridades por dificultar que o motorista escape da punição. Mas também poderão ser usados como provas vídeos e fotos dos motoristas embriagados, garrafas e latas de bebidas alcoólicas recolhidas dentro do veículo e o exame clínico feito por um médico. A nova lei não deve especificar o que pode ser considerado prova e caberá ao juiz analisar o material apresentado. A proposta é viabilizar o enquadramento penal daqueles que provocam acidentes com vítimas e não apenas a punição administrativa, como vem acontecendo.

“Essa proposta é um avanço, porque acaba com a sensação de impunidade nos acidentes de trânsito. Da forma que está hoje, não tem punição penal, que é a prisão, para essas pessoas”, afirma o deputado federal Geraldo Simões (PT-BA). “Como a pessoa não pode produzir provas contra si mesmo e por isso se recusa a fazer o teste (do bafômetro), nós queremos exigir o mínimo de rigor na lei.” De acordo com o relator, a ideia é reunir todas as propostas que apresentam mudanças no Código de Trânsito e apensar em um único projeto. Simões apresentou relatório com as alterações na última quarta-feira e a matéria voltará a ser discutida na próxima reunião da comissão, em 9 de novembro.

Mais rigor
O governo federal, por intermédio do Ministério da Justiça, defende as mudanças. “Estamos dialogando com o relator para corrigir imperfeições que impedem a punição efetiva daqueles que dirigem embriagados e colocam em risco a vida de terceiros e do patrimônio. Queremos alcançar uma proposta que garanta uma punição efetiva”, afirma o secretário de Assuntos Legislativos do Ministério da Justiça, Marivaldo Pereira.

O governo trabalha ainda para alterar outros artigos da legislação. Entre eles, o que permitirá ao juiz agravar a pena em crimes de trânsito de quem estava dirigindo sob o efeito de álcool e outras drogas e colocou em risco a vida de alguém. Também está previsto o aumento de um terço da pena se o motorista estiver dirigindo embriagado próximo à escola, hospitais ou outros locais de grande movimentação ou transportando menores de 14 anos ou maiores de 60 anos. E ainda se estiver no exercício da profissão transportando passageiros ou carga.

Para o colunista , o câncer de Lula é um factóide eleitoral. É de chorar !



VINICIUS MOTA

O câncer fortalece o mito

SÃO PAULO - Do sigilo à publicidade total, cada nação lida a seu modo com as doenças graves que afetam as lideranças políticas.
Um célebre exemplo do primeiro caso é François Mitterrand, o socialista que presidiu a França de 1981 a 1995. Só dias após a sua morte de câncer na próstata, em janeiro de 1996, a imprensa revelou que a doença fora diagnosticada logo depois de sua primeira posse.
Boletins médicos fajutos esconderam a moléstia por dez anos. Houvesse sido divulgada no início da trajetória de Mitterrand, a história francesa do final do século 20 possivelmente teria tomado curso diferente.
A divulgação manipulada do estado de saúde prevalece com o líder venezuelano Hugo Chávez. O conhecimento público de seu câncer o favorece na reeleição do ano que vem. Mas um mistério ainda envolve a gravidade da doença, talvez porque sua veiculação dispararia a sucessão de um líder egocêntrico demais para deixar herdeiros.
No Brasil, o calvário de Tancredo Neves -no qual o despiste era tática usual de médicos e políticos- parece ter encerrado a era da semipublicidade. A exposição das patologias de Mário Covas, José Alencar e Dilma Rousseff dá prova disso.
A empatia com o convalescente, despertada por esses episódios, supera os questionamentos que possam provocar. Aqui não há, em contraste com os EUA, a percepção de que um líder doente mina a capacidade do partido de manter-se no poder ao longo do tempo.
Partidos ainda fazem pouca diferença no Brasil, como atesta o vulto majestoso da imagem de Lula, do mito de Lula, sobre o PT. É esse mito, por sinal, que a notícia do câncer em sua laringe vem fortalecer.
Um tumor aparentemente tratável, como se informa e deseja, a três anos da eleição presidencial ajuda a empurrar as expectativas de alternância no poder para o final desta década -que apenas se inicia.

vinimota@uol.com.br

A honestidade do PSDB é a mesma da rede Globo , com o seu "JN" , "JG" e o jornal "O Globo" , ou seja , não existe

Editoriais

editoriais@uol.com.br

Barracão na Assembleia

Confirmou-se na semana passada a frase infame do presidente da Assembleia Legislativa do Estado, o tucano Barros Munhoz, para quem "CPI, no Brasil, só vocês da imprensa acreditam".
Não apenas foi sepultada a possibilidade de Comissão Parlamentar de Inquérito, como também, por cinco votos a dois, o Conselho de Ética da Casa abandonou definitivamente as investigações sobre um possível esquema de vendas de emendas no orçamento estadual, denunciado pelo deputado Roque Barbiere (PTB).
Foram ignoradas, assim, as evidências que apontavam, por exemplo, a ação de deputados na construção de barracões sem finalidade discernível, em cidades nas quais não contavam com nenhum eleitor.
Obras de pequeno porte (com custos de até R$ 150 mil) multiplicaram-se pelo Estado graças ao patrocínio de parlamentares governistas, certamente estimulados pelo fato de que, nesses casos, são especialmente frouxas as regras da licitação pública.
Inegavelmente, o mecanismo das Comissões Parlamentares de Inquérito desgastou-se no plano da política nacional. Há inúmeros exemplos de CPIs que se encerraram sem resultados concretos.
A presença do Ministério Público garante, sem dúvida, que o escândalo das emendas continue a ser investigado, com cuidados técnicos e jurídicos os quais, como se sabe, CPIs não adotam.
Nem por isso seria correto considerar supérflua qualquer Comissão Parlamentar de Inquérito ou qualquer iniciativa de um Conselho de Ética parlamentar. Mesmo quando predomina a teatralidade do espetáculo político, e até por isso mesmo, as atenções da opinião pública reverberam e potencializam o papel fiscalizador da instituição.
É precisamente o que tem faltado à Assembleia Legislativa de São Paulo -que há décadas estagna no corporativismo e no puro assentimento ao governador de plantão.
Vale lembrar que, em meio ao escândalo, o governador Geraldo Alckmin (PSDB) prometeu disponibilizar ao público o histórico das emendas parlamentares ao orçamento, desde 2007. Até agora a promessa não foi cumprida.
Encerradas as investigações do escândalo na Assembleia paulista, com a bênção de seu presidente e a omissão do governador, dá-se novo passo no constante declínio político do Legislativo paulista. Ei-lo cada vez mais próximo de tornar-se, como os objetos de tantas emendas suspeitas, um barracão sem finalidade definida.

Mais uma guerra no forno

Ação na Síria causará 'terremoto', diz Assad

Em rara entrevista, ditador diz que eventual intervenção militar de países ocidentais vai gerar 'dez Afeganistões'

Segundo a Otan, porém, a possibilidade de uma zona de exclusão aérea no país, como ocorreu na Líbia, é muito baixa


Ibraheem Abu Mustafa/Reuters

Militantes da Jihad Islâmica no funeral de colegas em Gaza; conflito matou 11 na região

DAS AGÊNCIAS DE NOTÍCIAS

O ditador da Síria, Bashar Assad, subiu o tom e advertiu ontem que uma eventual intervenção das potências ocidentais em seu país poderá transformar a região em "dez Afeganistões".
Pressionado por sua violenta repressão aos protestos que tomaram conta do país nos últimos sete meses, Assad afirmou ao jornal britânico "Sunday Telegraph", em rara entrevista, que "um terremoto" vai varrer o Oriente Médio se houver alguma ação contra a Síria.
Foram as declarações mais severas do ditador sírio até agora. "Neste momento, a Síria é o ponto central da região; é a falha geológica. Se você mexer no terreno, vai causar um terremoto", disse. "Você quer ver outro Afeganistão, ou dez Afeganistões?"
Os protestos contra o governo sírio começaram com a Primavera Árabe, que derrubou autocratas na Tunísia, no Egito e na Líbia. Segundo a ONU, a repressão de Assad contra manifestantes deixou mais de 3.000 mortos desde março. Ativistas dizem que as forças sírias mataram mais de 50 civis nas últimas 48 horas. Ontem, autoridades da Otan (aliança militar ocidental) afirmaram que é muito pouco provável o estabelecimento de uma zona de exclusão aérea na Síria, semelhante à que foi implantada na Líbia, porque uma intervenção em território sírio não obteve consenso internacional nem apoio regional.
Por enquanto, os EUA e seus aliados têm mostrado pouca disposição em intervir, mas propuseram uma resolução na ONU para impor sanções contra o regime. China, Rússia e Brasil se opuseram.
Os países ocidentais "definitivamente vão aumentar a pressão", disse Assad. "Mas a Síria é diferente do Egito, da Tunísia e do Iêmen em todos os aspectos. A história é diferente, a política é diferente."
Ao contrário de Gaddafi, Assad tem vários aliados na região. Um conflito na Síria poderia desencadear turbulência mais ampla no Oriente Médio, envolvendo Irã e Israel. A Síria é o maior aliado do Irã e tem ligações com o Hizbollah, do Líbano, e o Hamas, que controla Gaza.

Não tem nada de errado , é assim mesmo quanto mais investimentos muito mais para despesas correntes. Já dei várias vezes o exemplo da construção de um hospital

Só 9% da alta da arrecadação é usada para investimentos

Nos últimos 15 anos, maior parte dos recursos extras cobriu gastos e salários públicos

A cada R$ 100 a mais na receita, R$ 8,6 foram para escolas, hospitais e obras, por exemplo, no período de 1995 a 2010

ÉRICA FRAGA
DE SÃO PAULO

Uma fatia pequena do aumento expressivo da carga tributária ocorrido desde meados da década de 90 se traduziu em novos investimentos públicos no Brasil.
De cada R$ 100 a mais em impostos arrecadados entre 1995 e 2010, apenas R$ 8,6 foram direcionados para elevar investimentos feitos pelo governo, como construção de escolas e hospitais, ampliação de portos e aeroportos e melhorias em estradas. A conta é do economista Alexandre Schwartsman, ex-diretor do Banco Central.
A elevação significativa da carga tributária nos últimos anos serviu principalmente para sustentar o aumento dos gastos correntes do governo, que incluem benefícios sociais e salários de funcionários públicos. "Nós aumentamos a carga tributária para gastar mais", afirma Schwartsman.
Os investimentos da chamada administração direta (incluindo governos federal, estaduais e municipais) cresceram R$ 56,9 bilhões entre 1995 e 2010, descontada a inflação. Esse aumento equivale a 8,6% dos R$ 661,6 bilhões a mais arrecadados. "O governo está tomando muitos recursos sob a forma de impostos e retribuindo muito pouco em investimentos", diz o economista Marcelo Moura, do Insper.
Moura ressalta que, em 2010, quase metade das despesas do governo federal foi direcionada a gastos sociais (como os programas de transferências de renda e a previdência social). Outros 25% cobriram gastos com servidores públicos e 6,8% se converteram em investimentos.
Segundo especialistas, essa divisão de gastos reflete, em parte, o fato de que a Constituição de 1988 amarrou parcela significativa do gasto público a despesas sociais, incluindo o regime de aposentadorias.
O foco na área social aumentou com os programas de transferência de renda adotados no governo FHC e ampliados na gestão Lula. Segundo o economista Mansueto Almeida, do IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), nesse contexto, a política de valorização do salário mínimo -a qual muitos gastos estão atrelados- tem contribuído para elevar despesas do governo. "Isso acaba limitando o espaço para aumentar investimentos", afirma Almeida.
No segundo mandato de Lula, houve uma recuperação do investimento público. Segundo estimativas do economista Sergio Gobetti, secretário-adjunto de política econômica do Ministério da Fazenda, os investimentos da administração direta passaram de 1,66% do PIB em 2005 para 2,86% em 2010.
Mas, em 2011, os investimentos públicos voltaram a ser reduzidos para aumentar a fatia de recursos economizados para pagar juros da dívida (superávit primário).
Segundo especialistas, a estrutura do gasto público brasileiro limita o crescimento econômico do país. Schwartsman ressalta que é necessário aumentar o nível de investimentos -principalmente em infraestrutura para elevar a capacidade da economia se expandir sem que haja pressões extras sobre a inflação.
O difícil, segundo especialistas, é encontrar espaço para investir mais. Uma aposta do governo, segundo a Folha apurou, é que o aumento da renda do setor público com petróleo e mineração -em consequência de maior produção e possíveis ajustes de tributação - venha a ser usado para aumentar investimentos. Outra solução seria mudar a fórmula de reajuste do salário mínimo de forma a garantir aumentos acima da inflação, mas evitar situações como a de 2012, quando a elevação prevista é de aproximadamente 14%.
Isso ajudaria a limitar o crescimento dos gastos correntes do governo. Mas analistas e técnicos da equipe econômica acreditam que essa solução é inviável no curto prazo porque acarretaria um custo político grande.

Amorim 'relança' cooperação com Bolívia

Amorim 'relança' cooperação com Bolívia

Objetivo de visita é colaboração militar para monitorar fronteira; 80% da cocaína que entra no Brasil vem do país vizinho

Inclusão dos EUA em acordo para monitorar o cultivo da folha de coca é descartada, por desconfiança boliviana

FLÁVIA MARREIRO
DE CARACAS

O ministro Celso Amorim faz hoje sua primeira visita à Bolívia como titular da Defesa com agenda centrada na segurança da fronteira -especialmente monitoramento do tráfico aéreo- e no combate ao narcotráfico.
A visita de Amorim, que assumiu a pasta em agosto, tem o objetivo de enviar uma mensagem política.
Na avaliação de Brasília, é preciso "relançar" a cooperação militar bilateral após os últimos anos de distanciamento, provocados, entre outros elementos, pela maior proximidade da Bolívia com Cuba e Venezuela.
O ministro terá reuniões com seu colega da Defesa, Rubén Saavedra, e com o chanceler David Choquehuanca. Encontro com o presidente Evo Morales ainda não foi confirmado.
O Brasil deseja aprofundar o intercâmbio de inteligência militar e tornar eficaz o frágil monitoramento da fronteira, gargalo no combate ao narcotráfico, com uso compartilhado de radares e veículos aéreos não tripulados.
De acordo com a Polícia Federal, mais de 80% da cocaína que entra no Brasil é proveniente da Bolívia.

CONVÊNIO ANTIDROGAS
Nas próximas semanas, o governo brasileiro espera assinar com a Bolívia convênio antidrogas para monitorar o cultivo de folha de coca, cuja negociação, no âmbito do Ministério da Justiça, se arrasta desde junho passado.
A ideia de fazer um acordo tripartite, com a inclusão dos EUA, foi abandonada. Agora serão dois acordos bilaterais.
O Brasil tentava há anos incluir os americanos em um pacto trilateral e lutava contra a desconfiança da Bolívia, que acusava os EUA de usarem o combate às drogas para interferir politicamente.
O governo brasileiro diz que o "espírito" de cooperação tripartite foi mantido e que a divisão em dois documentos bilaterais se deve a questões técnico-jurídicas.

Não "Veja" no "Jornal Nacional"

Insatisfação mundial Protestos de rua contra o socorro de governos ao sistema financeiro e os cortes de programas sociais avançam na Europa e nos EUA, puxados por redes sociais. Manifestantes chegam hoje à França para pressionar os líderes do G-20

Sílvio Ribas
Publicação: 31/10/2011 02:00

A vida imita a arteA máscara usada pelo personagem de quadrinhos inspirado no revolucionário inglês Guy Fawkes e popularizada pelo filme V de Vingança se tornou símbolo das manifestações. Imagem do anarquista alia o anonimato individual com coesão popular (Ben Stansall/AFP - 16/10/11)
A vida imita a arte
A máscara usada pelo personagem de quadrinhos inspirado no revolucionário inglês Guy Fawkes e popularizada pelo filme V de Vingança se tornou símbolo das manifestações. Imagem do anarquista alia o anonimato individual com coesão popular

A reunião, esta semana, dos líderes do G-20 — grupo das 20 maiores economias do planeta —em Cannes, litoral sul da França, é o próximo alvo da crescente onda internacional de protestos contra os impactos sociais da crise econômica. De hoje até a próxima sexta-feira, encerramento da cúpula, dezenas de organizações civis independentes e partidos políticos prometem realizar série de eventos.

O destaque dessa programação divulgada por redes sociais na internet, como Facebook e Twitter, será uma “grande manifestação internacional”, amanhã, em Nice, cidade vizinha a Cannes, na qual são aguardados pelo menos 15 mil manifestantes, segundo os organizadores. O aeorporto local é onde a maioria das comitivas dos governantes deverá desembarcar.

A ONG francesa Associação pela Taxação das Transações Financeiras (Attac) informa que manifestantes chegarão de diversos pontos do país e do exterior, sobretudo da Itália e da Espanha. Um grupo que se preparava para realizar marcha até Atenas decidiu fazer escala em Nice, justamente para coincidir com a ação contra o G20, que reunirá seus líderes nos dias 3 e 4.

Apesar das concentrações de rua já terem se tornado uma tradição nas cúpulas do G-20, dominadas por um fortíssimo esquema de segurança para isolar chefes de governo e Estado, os deste ano são resultantes de outro contexto, sustentados pelos indignados com as taxas recordes de desemprego, sobretudo nos Estados Unidos, e as perdas de benefícios sociais históricos, mais sentidos na Europa.

Esses movimentos populares vêm se replicando desde 17 de setembro, com a deflagração do Ocupe Wall Street, em Nova York, protesto organizado contra o socorro ao setor financeiro e que se espalhou por diversas cidades norte-americanas e inspirou outro igual em Londres. Antes da escalada que já chegou a Berlim e a Hong Kong, milhares de estudantes, grevistas e simpatizantes faziam passeatas e acampamentos na Espanha e na França. O retrato mais violento está na Grécia, protagonista da crise fiscal europeia e já pressionada por metas de austeridade.

Segundo cálculos da Organização Internacional do Trabalho (OIT), as turbulências já desempregaram mais de 200 milhões de pessoas desde 2008, sobretudo nos EUA, onde as desigualdades sociais disparam — desde 1979, enquanto a renda do 1% mais rico da população saltou 250%, a dos 20% mais o pobres cresceu apenas 18%. No geral, o que mais assusta é a falta de perspectivas de recuperação econômica. “Prognósticos que apontam uma década perdida na Europa amplia o desalento dos jovens”, comentou um diplomata europeu ao Correio.

Carlos Zarco Mera, diretor da Oxfam, agência humanitária britânica com representação no Brasil e em outros 14 países, defende uma análise mais ampla da crise e a constituição de um fundo internacional para combater a pobreza e mudanças climáticas. “Uma em cada sete pessoas no mundo passa fome, e a situação da economia global vai agravar esse quadro”, sublinhou.

Iara Pietrocovsky, da Rede Brasil sobre Instituições Financeiras Multilaterais, afirma que sua entidade não considera o G-20 uma instância legítima para deliberar sobre a agenda mundial, mas reconhece que o grupo acaba tendo imenso poder de influência. Ela cobra ainda mais transparência sobre as posições defendidas pelo Brasil nesses espaços.

 (John Moore/AFP - 29/10/11)


 (Ben Stansall - 22/10/11)


Gestado em blogs, o movimento Ocupe Wall Street se alastra pelos Estados Unidos, como em Denver (E), além de inspirar manifestaçõs em Londres (C) e se juntar às de Tessalônica, segunda maior cidade grega  (Sakis Mitrolidis/AFP - 28/10/11)
Gestado em blogs, o movimento Ocupe Wall Street se alastra pelos Estados Unidos, como em Denver (E), além de inspirar manifestaçõs em Londres (C) e se juntar às de Tessalônica, segunda maior cidade grega

Brasil vai propor que ONU controle uso da força militar

Brasil vai propor que ONU controle uso da força militar

Chanceler Antonio Patriota apresentará texto que pede fiscalização de intervenções pelo Conselho de Segurança

'Responsabilidade ao proteger' foi citada por Dilma; para ministro, operações armadas têm de ser monitoradas

ISABEL FLECK
ENVIADA ESPECIAL A BRASÍLIA

Até o fim do ano, o Brasil levará às Nações Unidas uma proposta de monitoramento de intervenções militares. O documento -em preparação pelo Itamaraty- poderá ser apresentado como um projeto de resolução ao Conselho de Segurança ou levado à Assembleia Geral.
A ideia é colocar no papel o conceito de "responsabilidade ao proteger", citado pela presidente Dilma Rousseff em seu discurso na Assembleia Geral da ONU e em declarações sobre Líbia e Síria.
Segundo o chanceler Antonio Patriota, o Brasil vai propor que o uso da força militar seja fiscalizado pela comunidade internacional -preferencialmente pelo Conselho de Segurança.
"Se há intervenção, é obrigação da comunidade internacional provocar o mínimo de violência e de instabilidade", disse Patriota à Folha. "Não se pode dar um cheque em branco e não monitorar o que está acontecendo."
É uma referência ao caso da Líbia, onde a intervenção da Otan (aliança militar ocidental) teria extrapolado a resolução 1.973 do Conselho de Segurança, na qual se apoiou.
O texto autoriza os Estados-membros a tomarem "as medidas necessárias" para proteger civis. Porém operações de destruição de instalações do regime de Muammar Gaddafi e o ataque que permitiu sua morte nas mãos dos rebeldes levantam dúvidas sobre o objetivo da ação.
O exemplo da Líbia foi usado por países do grupo Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) para justificar o veto ou a abstenção na votação de uma resolução contra o regime sírio.

AVANÇO
Para Patriota, o Brasil vai propor um avanço no conceito de "responsabilidade de proteger", norma incluída no texto final da Conferência Mundial da ONU em 2005 e que foi base para recentes resoluções do Conselho.
Sob esse conceito, cada país é responsável por proteger seu povo. Se não puder conter genocídio, crimes de guerra e étnicos, deve ter o apoio da comunidade internacional, que pode contribuir com uma intervenção diplomática. Em último caso, a ação militar deve ser adotada.
"O uso da força pode disseminar outros sintomas, levar a mais violência do que aquela que você evitaria", disse. O texto deve reforçar que "a prevenção e a via diplomática devem sempre ser privilegiadas".
A receptividade do texto foi testada pelo governo na última cúpula do Ibas, há duas semanas. Segundo o Itamaraty, ela foi bem recebida por Índia e África do Sul, também membros não permanentes do Conselho de Segurança. A China, membro permanente, também teria interesse.
O Brasil ainda decidirá em que fórum da ONU apresentará o texto. Essa deve ser a última atuação do país no Conselho de Segurança, já que seu mandato de membro não permanente acaba em 31 de dezembro.

domingo, 30 de outubro de 2011

Aécio Neves muito ocupado trabalhando pelo Brasil. É o passado no presente , sempre foi assim para essa gente da "elite" , um governo para poucos. O povão merece aposentadoria pequena e muitos anos de trabalho e aumentar salário mínimo traz inflação. Vivi isso durante 56 anos da minha vida , mas Lula nos libertou

Júlia e Hamylton Padilha (ele, empresário do petróleo) deram festa do “Dia das Bruxas“, com grande produção, em São Conrado, nessa sexta-feira (28/10), numa noite de pressão. Uma baiana desavisada, conterrânea do anfitrião, comentava: “O casal quase destruiu o apartamento para esta noite”, ao ver a incrível decoração. Imagina! – o último andar do prédio é coletivo dos moradores, para festas mesmo.
A noite foi incrível e animada: muita gente conhecida: de Aécio Neves a Germana Gerdau. O senador, aliás, muito comportado, com a namorada, Letícia Weber, não quis fotos: “Hoje estou fantasiado de homem invisível”, avisou. Os fotógrafos, claro, não insistiram. Letícia disse não ter entendido a boataria de que o romance havia chegado ao fim; aparentemente, segue a toda. Quanto aos anfitriões, quase ficam entediados com tantos elogios: até as unhas dos garçons eram pintadas de negro, só pra dar uma ideia dos detalhes. Para subir no queijo? Só bruxinhas lindas – eram várias. Quanto ao sorteio de uma Rio-Paris-Rio, de classe executiva, Denise Malta foi a eleita. Acharam a escolha justa, mas é fato que havia fantasias incríveis.

Tem gente que consegue envergonhar até colunista da Folha de São Paulo

gilberto dimenstein

O câncer de Lula me envergonhou

DE SÃO PAULO
Senti um misto de vergonha e enjoo ao receber centenas de comentários de leitores para a minha coluna sobre o câncer de Lula. Fossem apenas algumas dezenas, não me daria o trabalho de comentar. O fato é que foi uma enxurrada de ataques desrespeitosos, desumanos, raivosos, mostrando prazer com a tragédia de um ser humano. Pode sinalizar algo mais profundo.
Centenas de e-mails pediam que Lula não se tratasse num hospital de elite, mas no SUS para supostamente mostrar solidariedade com os mais pobres. É de uma tolice sem tamanho. O que provoca tanto ódio de uma minoria?
Lula teve muitos problemas --e merece ser criticado por muitas coisas, a começar por uma conivência com a corrupção. Mas não foi um ditador, manteve as regras democráticas e a economia crescendo, investiu como nunca no social.
No caso de seu câncer, tratou a doença com extrema transparência e altivez. É um caso, portanto, em que todos deveriam se sentir incomodados com a tragédia alheia.
Minha suspeita é que a interatividade democrática da internet é, de um lado um avanço do jornalismo e, de outro, uma porta direta com o esgoto de ressentimento e da ignorância.
Isso significa quem um dos nossos papéis como jornalistas é educar os e-leitores a se comportar com um mínimo de decência.
Gilberto Dimenstein Gilberto Dimenstein, 54, integra o Conselho Editorial da Folha e vive nos Estados Unidos, onde foi convidado para desenvolver em Harvard projeto de comunicação para a cidadania.

Para levar a maioria da população às manifestações anticorrupção, não basta mostrar que ela existe, denunciá-la. É preciso convencê-la de que alguém a quer, gosta dela, a defende. Que haja a “pró-corrupção”.

Marcos Coimbra Sociólogo e presidente do Instituto Vox Populi

 


Manifestar-se contra a corrupção

“Para levar a maioria da população às manifestações anticorrupção, não basta mostrar que ela existe, denunciá-la. É preciso convencê-la de que alguém a quer, gosta dela, a defende”



A palavra manifestar tem uma etimologia curiosa, que pode nos ajudar a entender por que determinados temas fazem com que as pessoas se manifestem, enquanto outras não.

Como muitas do português, ela vem do latim, e sofreu poucas modificações na sua evolução. Não é difícil imaginar sua proveniência: manufestare, composta pelo substantivo manus (mão) e o verbo festare (cortar, separar), presente em defendere (afastar, repelir) e offendere (machucar, ferir). Originariamente, queria dizer pegar com as mãos.

Desde a Roma Antiga, manifesto — manifestus, em latim — é sinônimo de claro, evidente, provado, palpável. O elemento festus, que aparece também em infestus (hostil, inimigo), nada tem a ver com a palavra homófona, que quer dizer festa, feliz. Essa provem da raiz indo-europeia dhes, de sentido religioso, de onde vem fanum (templo) e feria (dia de repouso cerimonial).

Subjacente à ideia de manifestar-se, está, portanto, a de evidenciar-se por meio da ruptura, dar-se a conhecer pela diferença. Provocar a atenção dos outros, mostrando não ser igual.

Ir para a rua dançar no carnaval, seguindo um trio elétrico, não é, portanto, uma manifestação, mesmo que atraia a curiosidade alheia. Nem acompanhar seu time do coração quando ele desfila pela cidade depois de vencer um campeonato. Nos dois casos, o que há é apenas festejar.

Na política, manifestar-se envolve uma tomada de posição. É dizer sim a alguma coisa. Consequentemente, não a outras. E querer fazer com que alguém ouça o recado.

Sem adversários, sem aqueles a quem o não é direcionado, é impossível afirmar. Não se toma posição sem contraposição. A quem atrairíamos, a quem convenceríamos, se ninguém está do outro lado? Se todos estão de acordo?

Alguém vai para a rua manifestar-se a favor do Brasil? Só se aparecer algo que o ameace. Se “interesses externos”, por exemplo, colocarem o país em risco. Se houver alguém que o deprecie, o humilhe.

Seria possível uma manifestação a favor da incompetência no serviço público? Que houvesse gente que fosse acampar na frente do Congresso, na Cinelândia ou na Praça da Sé, para mostrar que está do lado de funcionários despreparados, preguiçosos ou mal-educados? É porque isso não faz sentido que essa manifestação nunca existiria.

Há quem se pergunte por que os brasileiros (salvo pequenas minorias) não se manifestam contra a corrupção. Por que, apesar das perorações dos principais veículos de comunicação, a maioria das pessoas não se motiva a participar das manifestações que, vez por outra, são convocadas.

A resposta é simples. Quase ninguém se manifesta contra porque ninguém se manifesta a favor. Não há atenção a ser ganha, não há alguém a ser convencido, catequizado.

Para levar a maioria da população às manifestações anticorrupção, não basta mostrar que ela existe, denunciá-la. É preciso convencê-la de que alguém a quer, gosta dela, a defende. Que haja a “pró-corrupção”.

Quando a oposição ao governo Dilma, seja política, seja a que é feita por alguns veículos de comunicação, mostra, por exemplo, que cinco ministros saíram em meio a denúncias de corrupção, não faz mais que o esperado. Mas não é suficiente para provocar a indignação das pessoas.

A razão é que elas não acreditam que Dilma estivesse de acordo com o que, aparentemente, seus ex-ministros tinham feito. Tanto não estava, que os demitiu.

Indignar-se contra quem? Manifestar-se contra os corruptos? Mas quem os defende? Salvo o Justo Veríssimo, nem o mais ladrão dos larápios.

Nos últimos 20 anos, tivemos dois presidentes que enfrentaram graves turbulências provocadas por denúncias de corrupção. Um sofreu impeachment, o outro se reelegeu no ano seguinte e se tornou a maior liderança popular de nossa história.

A vasta maioria da população se convenceu de que Collor era culpado pela corrupção em seu governo e se beneficiava pessoalmente dela. No mensalão, apenas uma minoria pensava assim de Lula.

Collor enfrentou manifestações, caras pintadas e camisas pretas porque as pessoas temeram que o sistema político não fizesse nada se elas ficassem caladas. Não houve uma só contra Lula.

A população brasileira rejeita completamente a corrupção. É lenda que vote em quem “rouba, mas faz”. E se manifesta quando tem certeza da responsabilidade de alguém.

Não há manifestações contra Dilma porque as pessoas não a veem como adversária. Para elas, a presidente é uma aliada.

Até a Folha deu destaque a doença do presidente , mas O Globo tem mais ódio

Lula tem câncer na laringe e vai passar por quimioterapia
Eduardo Anizelli/Folhapress
O ex-presidente Lula deixa o hospital às 20h16 de ontem

O jornal O Globo conseguiu não colocar a notícia da doença do presidente Lula como assunto de destaque na primeira página. Se isso não é corrupção e ódio eu não sei o que é


Para O Globo notícia importante foram o prêmio fajuto no Emmy da Tv entregue pelos patrões por terem sido os mais capachos do mundo inteiro e a compra escandalosa da eleição do escritor de um livro só para imortal da ABL.
O Globo foi escolhido para ser a ponta de lança dos ataques da organização Globo contra as forças populares que venceram democraticamente as eleições.
É triste!

Brasil deve ser neste ano a 6ª maior economia mundial

Brasil deve ser neste ano a 6ª maior economia mundial

Consultorias e FMI estimam que país vai ultrapassar o PIB do Reino Unido

Economia brasileira pode superar todos os europeus até 2020; crise nos desenvolvidos justifica o novo ranking


Daniel Marenco - 23.fev.2011/Folhapress

SÍMBOLO DA EXPANSÃO: Vista de Suape (Pernambuco); crescimento do país fará o porto receber investimento de R$ 24 bilhões, principalmente do setor privado, até 2014

ÉRICA FRAGA
DE SÃO PAULO

A crise dos países desenvolvidos ajudará o Brasil a ganhar posições com mais rapidez no ranking de maiores economias do mundo. Em 2011, o Produto Interno Bruto brasileiro medido em dólares deverá ultrapassar o do Reino Unido, segundo projeções do Fundo Monetário Internacional e das consultorias EIU (Economist Intelligence Unit) e BMI (Business Monitor International).
A estimativa mais recente, da EIU, prevê que o PIB do Brasil alcance US$ 2,44 trilhões, ante US$ 2,41 trilhões do PIB britânico. Com isso, o Brasil passará a ocupar a posição -inédita desde, pelo menos, 1980- de sexta maior economia do mundo. Em 2010, ao deixar a Itália para trás, o país já havia alcançado o sétimo lugar.
Como a economia brasileira cresce em ritmo menor que a de outros emergentes asiáticos, em 2013, o país deverá perder a sexta posição para a Índia. Mas voltará a recuperá-la em 2014, ano da Copa do Mundo, ao ultrapassar a França, segundo a EIU.
Até o fim da década, o PIB brasileiro se tornará maior do que o de qualquer país europeu, de acordo com projeções da EIU. Depois de passar Reino Unido e França, a economia brasileira deverá deixar a alemã para trás em 2020.
"O fato de que a economia brasileira ultrapassa as de países desenvolvidos reflete os efeitos da entrada de grandes segmentos pobres da população na classe média", afirma Robert Wood, analista sênior da EIU. Segundo Wood, isso ajuda a impulsionar o consumo doméstico.
A tendência de ascensão dos emergentes já era esperada por especialistas há anos, mas tem ganhado velocidade devido à crise global. Quando o banco Goldman Sachs inventou o acrônimo Brics (que se refere a Brasil, Rússia, Índia e China) em 2003, previa que a economia brasileira ultrapassaria a italiana por volta de 2025 e deixaria os PIBs francês e britânico para trás a partir de 2035.
Desde então, não só a expansão da economia brasileira ganhou fôlego - em grande medida, a reboque do apetite chinês por commodities - como também o crescimento de nações desenvolvidas afundou desde 2008.
Embora a EIU tenha reduzido recentemente as projeções de crescimento do Brasil para 3% e 3,5%, respectivamente, em 2011 e 2012, sua expectativa de expansão do Reino Unido é de apenas 0,7% em ambos os anos.
Segundo especialistas, a principal consequência para o Brasil de galgar lugares no ranking das maiores economias é consolidar uma posição de maior relevância no cenário político mundial.
"O Brasil tende a ganhar maior voz em fóruns internacionais, e é importante que se prepare de forma adequada para assumir esse papel", afirma o economista Rogério Sobreira, da Ebape/FGV.

Enquanto isso . o Brasil cresce , apesar de ter que contar com os empresários estrangeiros porque os nacionais só reclamam:Fronteira agrícola recebe R$ 50 bilhões

Fronteira agrícola recebe R$ 50 bilhões

Agroindústria transforma a Matopiba -Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia- em novo polo de investimentos

Valor do hectare, de até R$ 5.000, se mostra competitivo em relação a locais tradicionais de produção agropecuária

VENCESLAU BORLINA FILHO
DE SÃO PAULO

A valorização da terra no Sul e no Sudeste do país criou fronteiras agrícolas e transformou os Estados do Maranhão, do Tocantins, do Piauí e da Bahia -região conhecida como Matopiba- nos novos polos para investimento das agroindústrias.
Levantamento da Folha com base nos dados das quatro secretarias estaduais de Agricultura aponta ao menos R$ 50 bilhões em empreendimentos em andamento ou já anunciados pelas empresas. O Maranhão é o recordista, com R$ 30 bilhões. O Estado destaca-se pelo aumento na produção de arroz, feijão, algodão, milho e soja. Nos últimos seis anos, a área plantada aumentou 12,4%.
"Crescemos porque temos área para expansão agrícola e o valor do hectare de terra ainda é vantajoso em relação aos demais Estados, entre R$ 3.000 e R$ 5.000", disse o secretário-adjunto de Agricultura maranhense, Raimundo Coelho de Sousa. Para atrair empresas, o governo do Maranhão também montou um programa de incentivo à agroindústria e investe na conclusão do Terminal de Grãos do Maranhão, em São Luís, para escoamento marítimo da produção.

DIVERSIFICAÇÃO
No Tocantins, os investimentos de processadoras de soja, usinas de álcool, silvicultores e fruticultores, aliados aos aportes do governo em irrigação, somam R$ 5 bilhões. No centro do Estado, em Pedro Afonso, o hectare de terra custa R$ 5.000. No caso da Bahia, a diversidade agrícola tem atraído agroindústrias e R$ 10 bilhões em investimentos.
No Estado, as empresas produzem vinhos e espumantes, sucos, "snacks" de banana e produtos extraídos da soja e do coco. Entre os investimentos, o de maior destaque é do grupo chinês Chong Qing Grain, que prevê injetar R$ 4 bilhões na construção de um complexo industrial no município de Barreiras, região oeste do Estado, para processamento e escoamento da soja.
"O investimento da agroindústria é prioridade para o nosso Estado porque passamos muitos anos sem ter uma indústria de suco, enquanto éramos o segundo maior produtor de laranja do país", disse o secretário estadual de Agricultura, Eduardo Salles. A Bahia também adotou uma lei de incentivo à agroindústria. As isenções no ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) chegam a 80% de acordo com o porte do empreendimento e a quantidade de empregos que poderá gerar.
O Piauí calcula R$ 5 bilhões em investimentos. O Estado tem 6 milhões de hectares disponíveis para o cultivo. "Queremos empresas ligadas ao cultivo de algodão, milho e soja", disse o secretário da Agricultura, Rubem Nunes Martins.

Propaganda eleitoral gratuita feita pela Folha de São Paulo para seu amigo do PSDB

PERFIL JOSÉ ANÍBAL

O TUCANO TEIMOSO

Dono de temperamento difícil, José Aníbal se recusa a abandonar a corrida à prefeitura e se torna o principal entrave a uma aliança com o PSD de Gilberto Kassab

Marisa Cauduro/Folhapress

O secretário José aníbal, em entrevista no seu apartamento em São Paulo

DANIELA LIMA
DE SÃO PAULO

Em 2004, o tucano José Aníbal quis ser prefeito de São Paulo. Em 2006, governador. Em 2010, o alvo era o Senado. Em cada uma dessas eleições, ele deixou suas ambições de lado e apoiou outro nome do seu partido, o PSDB.
A última desistência foi sacramentada na tarde do dia 3 de maio do ano passado, quando Aníbal despachou um amigo para o apartamento em que Geraldo Alckmin discutia os preparativos para o lançamento de sua campanha ao governo estadual.
O emissário comunicou que Aníbal abriria mão de concorrer ao Senado em favor de Aloysio Nunes, braço direito do ex-governador José Serra, em nome da "unidade" dos tucanos paulistas.
Muita gente temia na época que os aliados de Serra boicotassem a campanha de Alckmin ao governo se Aníbal insistisse em disputar com Aloysio a vaga no Senado, expondo publicamente as divisões existentes no partido.
Aníbal virou secretário estadual de Energia com a eleição de Alckmin e agora se prepara para tentar de novo. Ele quer ser prefeito de São Paulo e se recusa a retirar seu nome da disputa antes da prévia convocada pelo PSDB para escolher seu candidato.
A votação está prevista para janeiro e Aníbal acredita ter maioria suficiente para vencer seus rivais no partido, o secretário de Cultura, Andrea Matarazzo, o de Meio Ambiente, Bruno Covas, e o deputado Ricardo Trípoli.
Há ainda Serra, uma espécie de adversário virtual. Ele é considerado um dos poucos nomes capazes de unir os tucanos e o grupo do prefeito Gilberto Kassab (PSD) na eleição. Serra nega ter interesse na disputa, mas é visto como alternativa nos dois partidos.
Muitos políticos vêem a aliança de tucanos e kassabistas como a única maneira de impedir que o PT volte a controlar a Prefeitura de São Paulo, mas Aníbal avisou aos mais próximos que desta vez não abrirá mão de sua candidatura nem se isso for necessário para viabilizar a união.
Aníbal gosta de dizer que abandonou seus planos nas eleições anteriores por ser "homem de partido". Mas até aliados dizem que seu gênio difícil também é parte do problema. "Ele faz política como um elefante numa sala de cristais", afirma um amigo.

MATEMÁTICA
Filho de um rico comerciante cearense e uma descendente de espanhóis, Aníbal nasceu em Guajará-Mirim (RO). Ao dez anos, deixou a cidade para estudar no Rio. Recebia mesada, mas ampliava seu dinheiro vendendo aos amigos jogos de lençóis e outros artigos que a mãe lhe mandava em excesso.
Ele entrou na política pela porta do movimento estudantil em Minas Gerais, para onde se mudou em 1966.
Foi lá que conheceu a presidente Dilma Rousseff, com quem mantém contato até hoje.
Em entrevista à Folha no ano passado, ela lembrou que Aníbal era fraco em matemática e isso contribuiu para aproximá-los. "Fui estudar com ele, na minha casa, todos os dias", disse Dilma.
Os dois foram militantes da Organização Revolucionária Marxista Política Operária, a Polop, um dos grupos de esquerda que combateram a ditadura militar (1964-1985).
Ele afirma que nunca participou de ações armadas, mas admite ter escondido armas para os companheiros e ter emprestado para o grupo um Fusca verde abacate que ganhara de presente do pai.
O secretário diz manter boa relação com Dilma. Em entrevista à Folha na quinta-feira, Aníbal citou pelo menos quatro vezes a presidente. Mas ele nega ter precisado de sua ajuda com a matemática.
Ao participar recentemente de um evento oficial em São Paulo, Dilma fez questão de mencionar o nome do antigo companheiro ao discursar. Aníbal foi o único secretário de Alckmin que citou.
Aníbal partiu para o exílio em 1973, com o endurecimento do regime militar, e viveu no Chile e na França. Voltou com a anistia, em 1979, e estabeleceu-se em São Paulo.
Participou da fundação do PT, mas saiu do partido após cerca de um ano. Pouco depois, foi para o PMDB, a convite de Mário Covas. Uma década mais tarde, seguiu Covas e o grupo que saiu para criar o PSDB.
Aníbal elegeu-se deputado federal pelo PSDB e foi líder do governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso durante seu primeiro mandato, quando garantiu a aprovação das reformas constitucionais propostas pelo governo e da emenda que permitiu a reeleição de FHC em 1998.
A atuação no Congresso fez aumentar a fama de difícil de Aníbal e levou os desafetos a chamá-lo de "José Inábil", apelido que até hoje o incomoda. "Fui líder do governo e da bancada e presidente do PSDB. Acha que sou inábil?"

PUNHAL
O secretário é do tipo caseiro, que gosta de receber os amigos no espaçoso apartamento em que vive no bairro de Higienópolis, no centro de São Paulo. Ele adora livros, música clássica, MPB e jazz.
"Ele cozinha divinamente bem. Peixes amazônicos são sua especialidade", diz a psicanalista Anna Verônica Mautner, que deu aulas para a mulher de Aníbal, Edna, e tornou-se amiga da família.
"Eu me aproximei muito deles depois do que houve com o Ulisses", explica.
Ulisses foi o primeiro filho de Aníbal. Ele morreu afogado em 1998, aos 16 anos de idade. "É uma coisa da qual você nunca se recupera", diz o secretário, apontando a barriga antes de continuar. "É um punhal aqui, que não sai e todo dia dá uma pontada."
Na batalha para garantir seu lugar na corrida à prefeitura, Aníbal conseguiu uma vitória quinta-feira.
Aliado aos outros três pré-candidatos tucanos, arrancou da direção do partido um compromisso para antecipar a prévia para o fim de janeiro de 2012.
Os entusiastas da aliança com Kassab queriam adiar até março. Isso daria tempo para Serra entrar na disputa, mas prejudicaria Aníbal e os outros pré-candidatos, menos conhecidos dos eleitores.
Aníbal se comporta como se a eleição municipal fosse amanhã. Na sexta-feira, mandou um assessor ligar para transmitir um recado. "Ele quer avisar que gosta de música clássica, mas também vai ao forró e curte sertanejo."

Deixei o PSDB porque Serra me perseguia, diz Chalita

Deixei o PSDB porque Serra me perseguia, diz Chalita

Pré-candidato do PMDB à Prefeitura de São Paulo afirma que sua candidatura não será moeda de troca para acordo com o PT

VERA MAGALHÃES
BERNARDO MELLO FRANCO
DE SÃO PAULO

O pré-candidato do PMDB à Prefeitura de São Paulo, Gabriel Chalita, diz que foi "perseguido" pelo ex-governador José Serra e que, por isso, trocou o PSDB pelo PSB.
Sempre conciliador, Chalita adota um tom mais duro quando vai se referir ao tucano, a quem atribui um suposto "retrocesso" nas políticas educacionais no Estado.
"Senti que não havia mais espaço no PSDB para continuar o trabalho que eu estava desenvolvendo. Me senti perseguido por ele [Serra] e não queria apoiá-lo para a Presidência da República. Fui absolutamente autêntico e verdadeiro", declarou.
Ele atribui a suposta perseguição ao fato de ter apoiado Geraldo Alckmin na disputa interna pela candidatura à Presidência, em 2006.
"Todo o projeto educacional que a gente construiu em São Paulo, que era sólido, o Serra acabou com isso. Começou a perseguir professores, as greves voltaram, e eu ficava incomodado com isso."
O peemedebista reconhece que "é ruim" trocar de partido com tanta frequência: em três anos, ele passou por PSDB, PSB e PMDB. Mas diz que está feliz na nova sigla e assegura que sua pré-candidatura não será moeda de troca do partido numa negociação com o PT de Lula e Dilma.
"São dois partidos que fazem parte de uma aliança nacional, comungam dos mesmos ideais, mas não há como pedir que o PMDB, que é o maior partido do Brasil, não tenha candidato na maior cidade do Brasil", afirmou.
Para ele, o partido vive um novo momento: "No congresso do PMDB os dois destaques fomos o prefeito do Rio, Eduardo Paes, e eu. Não vão puxar meu tapete", afirma.
Chalita também descartou a possibilidade de contar com o apoio velado do ex-governador Geraldo Alckmin, de quem foi secretário de Educação no governo passado.
"Esse não é o perfil dele. Sinto que ele gosta de mim, tem carinho por mim. Eu também gosto dele, tenho muito carinho por ele. Mas na última eleição para governador eu não o apoiei", afirmou.
Sobre o perfil semelhante ao do ministro Fernando Haddad (PT), Chalita diz que nenhum deles pode ser "monotemático" e só falar de educação. "Tanto ele quanto eu vamos ter de apresentar um programa para São Paulo. E aí o eleitor vai diferenciar."

Tribunais de Contas são comandados por suspeitos em ações

Tribunais de Contas são comandados por suspeitos em ações

Três presidentes de TCEs deixaram seus cargos; em sete Estados, chefes dos órgãos são alvos de questionamentos

Para cientista político, conselheiros escolhidos pelo Legislativo têm dificuldade de julgar as contas de forma isenta

FELIPE BÄCHTOLD
DE PORTO ALEGRE
CÍNTIA ACAYABA
DE SÃO PAULO

Reduto de ex-políticos semiaposentados, Tribunais de Contas dos Estados são presididos por suspeitos envolvidos em operações da Polícia Federal e réus em processos que tramitam na Justiça.
Três presidentes desses órgãos de fiscalização tiveram que deixar seus cargos nos últimos meses por suspeitas de irregularidades. Em ao menos sete Estados, o atual comando do órgão também é alvo de questionamentos.
A Procuradoria-Geral da República assinou há duas semanas o pedido de afastamento do presidente do TCE do Rio de Janeiro, Jonas Lopes de Carvalho, ao denunciá-lo por suspeita de envolvimento em irregularidades apuradas na Operação Pasárgada, da Polícia Federal.
Dezesseis prefeitos foram presos na ação, de 2008, que apurava facilitação de benefícios a municípios.
A cúpula do TCE de Minas também foi alvo de suspeitas na mesma operação. Uma autorização do Superior Tribunal de Justiça permitiu à polícia ouvir o presidente Antônio Carlos de Andrada e outros membros. A investigação ainda não está concluída.
A mesma corte mandou afastar há um mês o então presidente do TCE de Roraima, Marcus Hollanda, que virou réu em uma ação penal ligada à Operação Gafanhoto, da PF. Quem assumiu o cargo dele foi Essen Pinheiro, que também é réu em outro processo no STJ.
No Acre, o chefe do TCE responde a processo por peculato. No Amapá, a PF fez ação de busca e apreensão na casa do presidente em maio. Os presidentes no Ceará e no Espírito Santo acabaram deixando seus cargos.
Criados para fiscalizar e julgar ações dos governantes nos Estados, os TCEs se tornaram atrativos para nomeações políticas. A maior parte dos integrantes é escolhida pelo Legislativo, o que garante presença de ex-deputados.
O cargo tem status vitalício e salário de desembargador.
O cientista político Bruno Speck, que fez estudo sobre os TCEs na Unicamp, diz que "alguém indicado pelo governador vai ter dificuldade de julgar de forma isenta as contas do governo."

OUTRO LADO
A direção dos TCEs alvos de processos na Justiça negaram irregularidades.
Em Minas, a defesa do chefe do órgão disse que não há vínculo da instituição com suspeitas levantadas contra dirigentes do TCE-RJ.
A defesa do presidente do tribunal do Rio afirmou que não há provas contra ele. No Amapá, o advogado Paulo Martins disse que o presidente Regildo Salomão nunca foi considerado suspeito. Em Mato Grosso, a defesa do presidente do TCE conseguiu inocentá-lo em primeira instância, mas há recurso. Os demais não responderam ou não foram localizados.

Outro Enem é tese estapafúrdia, diz Haddad

Outro Enem é tese estapafúrdia, diz Haddad

Ministro, que na sexta-feira evitou a imprensa, falou durante evento do PT com pré-candidatos à Prefeitura de SP

MEC tem até amanhã para se posicionar sobre a anulação parcial ou total do exame, pedida pelo Ministério Público

NATÁLIA CANCIAN
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

O ministro da Educação Fernando Haddad descartou ontem a possibilidade do cancelamento de todas as provas do Enem, como pede a Procuradoria no Ceará.
"Eu não tenho notícia nenhuma de uma tese estapafúrdia como essa", afirmou à Folha na tarde de ontem, durante um evento com pré-candidatos à prefeitura de São Paulo no Itaim Paulista, na zona leste da capital.
A Justiça Federal no Ceará deu até amanhã para o Inep (órgão do MEC responsável pelo Enem) se manifestar sobre pedido do Ministério Público Federal, que quer a suspensão do exame nacional no país ou a anulação das questões vazadas em colégio de Fortaleza, Ceará.
Para Haddad, há apenas duas possibilidades em discussão: a anulação das 14 questões que foram apresentadas a alunos do colégio Christus e a reaplicação do exame para esses alunos.
O MEC prefere a segunda por considerar que o problema se restringiu "a um grupo pequeno em universo de 4 milhões de candidatos".
"Reaplique-se a prova. Não há necessidade de anular as questões", disse Haddad.

VAZAMENTO
O problema no Enem 2011 veio a público depois que alunos do colégio Christus escreveram em redes sociais que um simulado da escola antecipava questões iguais às aplicadas no exame nacional.
Além das 14 questões, pelo menos uma outra também já era conhecida por alunos de Minas Gerais.
Sobre esse caso, o ministro nega que tenha havido vazamento. "Foi feita análise técnica daquela suspeita e ela não se confirmou", disse.
Segundo o ministro, a decisão não cabe ao MEC, mas à Justiça.
Hoje Haddad continua em São Paulo em eventos relativos à sua pré-candidatura.

sábado, 29 de outubro de 2011

#ForçaLula: "Lula, guerreiro, do povo brasileiro"

O câncer que ataca o presidente Lula não é consequência de cigarro e sim dos ataques impiedosos , mentirosos , cheios de ódio , da imprensa corrupta , golpista e racista brasileira. São esses canalhas que o perseguem desde sempre por não admitirem sua liderança e seu trabalho diuturno em prol do povão. São os Williams , as Elianes , as Doras , as Mirians , os Reinaldos e toda essa gente que nunca gostou do Brasil e do seu povo. Essa gente que se vendeu por 30 moedas e que se tornou capacho dos inimigos da pátria brasileira. Lula vencerá mais essa como já venceu tantas outras batalhas. Só que desta vez ele terá o apoio de 96 % da nação. Viva Lula , nosso eterno presidente !

Nós estamos ao seu lado presidente Lula , o "Nosso Guia"

A imprensa brasileira e a "oposição sem rumo" torcem contra Lula,são muitas rezas para ele morrer. A luta desse homem para mudar o país onde o povão começou a ser gente lhe trouxe essa doença. Estou triste presidente,mas confiante em sua recuperação. Que Deus o proteja,Amém !

A Folha lançou o programa Folhaleaks, um canal na Folha.com (folhaleaks.folha.com.br) para receber informações e documentos que possam merecer uma investigação jornalística , portanto estou enviando uma informação de que os jornalistas Carlos Eduardo Lins da Silva e Fernando Rodrigues , ambos da Folha e o jornalista William Waack , da Globo , estão sendo acusados pelo site Wikileaks.org de fazerem parte de uma rede de espionagem pró-estadunidense no Brasil e estão enviando informações confidenciais sobre o nosso país para a embaixada dos EUA. Informo , também , que o "JN" e os jornais Folha de São Paulo e Estadão estão escondendo a notícia. Espero que essa informação seja de valia para o engradecimento de nossa democracia e a total isenção da imprensa brasileira

A Folha lançou o programa Folhaleaks, um canal na Folha.com (folhaleaks.folha.com.br) para receber informações e documentos que possam merecer uma investigação jornalística.

Correio Braziliense faz propaganda eleitoral pró-PSDB

Uma saída para a crise no ninho tucano
Dividido internamente, o PSDB traça plano de reestruturação. Meta é se fortalecer até 2014

Guilherme Amado



Sérgio Guerra anunciou estrutura de comunicação reforçada e aproximação à classe média (Adauto Cruz/CB/D.A Press - 10/6/10)
Sérgio Guerra anunciou estrutura de comunicação reforçada e aproximação à classe média

O encolhimento gradativo do PSDB — a bancada na Câmara dos Deputados foi rebaixada à quarta colocação pelo novato PSD — e a disputa fratricida do partido em São Paulo geraram uma reação de emergência para estancar o encolhimento. O presidente da legenda, deputado Sérgio Guerra, detalhou os próximos passos da reestruturação interna do partido, que busca traçar novos rumos e melhorar a comunicação entre os tucanos e o eleitorado. O anúncio feito por Guerra teve o objetivo de apaziguar a disputa interna do PSDB paulista, turbinada por críticas do grupo do ex-governador José Serra, que se considera alijado das discussões partidárias. Já em curso, a renovação tucana pretende não perder prefeituras nas eleições de 2012 e tentar chegar a 2014 com uma base capaz de alavancar o retorno ao Palácio do Planalto.

A estratégia foi traçada sobre pesquisas do partido, que analisaram a imagem dos tucanos e os rumos a serem seguidos. Uma das missões foi a de resgatar bandeiras históricas, como o legado do ex-presidente Fernando Henrique. Outra tarefa é se reaproximar dos jovens e de setores mais amplos do que a tradicional classe média que votou com os tucanos nos últimos pleitos. Visto como um calcanhar de aquiles tucano, a comunicação do partido está investindo nas redes sociais, no rádio e na televisão, meios com capacidade de chegar a um público mais amplo.

Sérgio Guerra também anunciou para breve, como parte do esforço de reaproximação com o eleitorado, um recadastramento nacional de filiados. A ideia é de que o processo comece nas cidades escolhidas pelos diretórios regionais. Por trás desse movimento, está uma orientação dada no início do ano por Fernando Henrique, de que a sigla deveria se reconciliar com parcelas maiores do eleitorado. “Esse processo já está em curso, com mudanças na área institucional em diversos setores, como, por exemplo, o secretariado sindical, que foi criado este ano”, disse Guerra, acrescentando que já existem núcleos sindicais do partido em 14 estados. Serão criadas ainda uma secretaria social, outra política e uma terceira econômica.

Sindicalistas

No calendário tucano, dois eventos prometem agilizar as mudanças. O primeiro será em 7 de novembro, no Rio de Janeiro, quando ocorre o encontro nacional do Instituto Teotônio Vilella. Gustavo Franco e Edmar Bacha, dois economistas do tucanato, dividirão o palco com os principais nomes do partido. Em dezembro, estão marcados um evento com sindicalistas, em Pernambuco, e outro exclusivo para a juventude, em Goiânia.

A mobilização de candidaturas para 2012 terá foco nas 80 maiores cidades do país, onde se espera que haja segundo turno, e que representam 36% da população. “Sairemos das eleições de 2012 com cerca de mil prefeitos eleitos”, apostou Guerra.

Adotando um discurso conciliador, o líder do partido na Câmara, deputado Duarte Nogueira, disse que os princípios que guiam a renovação tucana também nasceram internamente. “Isso é um desdobramento da oitiva das várias instâncias do partido, tanto as que têm cargos públicos quanto as lideranças internas”, explicou. Nogueira ressaltou a importância de o PSDB ficar atento às novas formas de comunicação. “Esses adventos frutos da transformação tecnológica são velozes e nós temos que ficar atentos a isso, para falarmos com toda a sociedade”, defendeu o líder da sigla.

Ontem no "JN" e no "Jornal da Globo" , William Bonner e William Waack , coincidentemente ambos com nomes estrangeiros , usaram gravatas com as cores azul , vermelho e branco , representando seu país de origem , os EUA

PSDB , um partido sem rumo

Crítica de senador causa mal-estar no PSDB

Aloysio cobra publicamente reformulação do partido, e presidente da sigla divulga nota para rebater questionamentos

Pano de fundo da crise é a disputa interna já pela candidatura à Presidência em 2014, que divide a legenda

VERA MAGALHÃES

DE SÃO PAULO

MÁRCIO FALCÃO
DE BRASÍLIA

O PSDB viveu ontem mais um capítulo da disputa entre grupos internos. O senador Aloysio Nunes Ferreira (SP) criticou publicamente o comando da legenda. O presidente do partido, Sérgio Guerra (PE), divulgou nota para rebater as acusações.
Em uma série de postagens no Twitter, Aloysio condenou a falta de organização do partido: "A quantas anda a tão alardeada reorganização do partido?" E vaticinou:
"Dessa forma, sem trabalhar direito hoje, sem formular propostas, sem organizar o partido, sem uma oposição firme agora, 2014 já era".
Guerra minimizou os ataques. Mas divulgou uma nota rebatendo as críticas de Aloysio ponto a ponto.
O texto diz que a restruturação está caminhando com ações de mobilização, que já estão sendo preparadas as candidaturas para as eleições municipais e que há uma atuação forte da oposição no Congresso, inclusive em relação aos temas polêmicos.
Não é a primeira vez que Aloysio usa redes sociais para lavar roupa suja. Há cerca de um mês, ele protestou por ter sido excluído da propaganda na TV do PSDB-SP.
O pano de fundo é a disputa interna pela candidatura à Presidência em 2014. O grupo de José Serra, ao qual Aloysio é ligado, se sente alijado das decisões da cúpula.
Uma das quedas de braço recentes se deu por conta da propaganda partidária.
Aliados de Serra pressionaram a cúpula da legenda para que ele aparecesse na TV com tempo idêntico ao do senador Aécio Neves (MG). Os dois são virtuais pré-candidatos à Presidência.
Além disso, a cúpula nacional do partido trabalha contra a possibilidade de aliança do PSDB com o PSD de Gilberto Kassab em 2012.
Em conversa com o governador Geraldo Alckmin, Guerra disse que o PSDB não deveria abrir mão da cabeça da chapa na capital.
A interferência em SP irritou aliados de Serra, que é defensor da aliança em torno do vice-governador Guilherme Afif Domingos (PSD), com um tucano na vaga de vice.
Interlocutores de Alckmin dizem que a opinião da cúpula nacional será irrelevante para definir se a aliança em São Paulo sairá ou não, e lembram que o próprio governador não aceita essa ideia.
Mas a ala do partido ligada a Sérgio Guerra vê nessa interferência o estopim da nova grita da ala serrista.
A Folha procurou ontem tanto o senador Aloysio Nunes quanto Serra, mas nenhum deles retornou as ligações para falar sobre a crise.

Vale a leitura , mas é tanta informação contraditória que fica difícil chegar a uma conclusão

Apoio do brasileiro à democracia diminui, revela levantamento

Pesquisa feita por ONG chilena mostra que queda no índice do país é maior do que média latino-americana

Estudo também mostra que a reeleição é vista com bons olhos na América Latina, com aprovação de até 77%

SYLVIA COLOMBO

DE BUENOS AIRES

O índice de apoio dos brasileiros à democracia diminuiu nove pontos percentuais de 2010 para 2011. O dado é da 16ª edição da pesquisa Latinobarómetro, divulgada ontem em Santiago.
Realizado anualmente, o levantamento é feito pela ONG chilena Corporación Latinobarómetro, em 18 países da América Latina.
A queda do apoio à democracia no Brasil (de 54% para 45%) é mais acentuada do que a média da região, que caiu de 61% para 58%, após quatro anos de aumento.
A presidente do instituto, a economista Marta Lagos, atribui o fato principalmente ao impacto da crise econômica mundial nos países pesquisados. Sobre a queda do índice brasileiro, Lagos acredita ter relação com a mudança de governo.
"O combate de Dilma contra a corrupção expõe um problema político. Além disso, há uma distinção do discurso dela em relação ao de Lula. Enquanto ele dizia que combateria os problemas do povo, ela diz que combaterá os problemas da política."
Os números, porém, não são negativos quando a pergunta é sobre a aprovação dos governos.
O presidente mais bem avaliado da América Latina é o colombiano Juan Manuel Santos (75%), seguido de Dilma (67%) e do equatoriano Rafael Corrêa (64%).
O chileno Sebastián Piñera destoa com seu fraquíssimo desempenho, tendo apenas 28% de aprovação.
No ano passado, o campeão havia sido o ex-presidente Lula, com 86%.
A reeleição também mostrou estar em alta na região, com altos índices de aprovação, encabeçados por Argentina (77%), Brasil (72%) e Uruguai (69%).
"Houve uma excelente aceitação de líderes ou projetos que começaram na década passada, isso explica o desejo da população de que estes continuem, é o caso do kirchnerismo na Argentina, e dos governos do PT e da Frente Amplia no Brasil e no Uruguai", diz Lagos.
O Brasil lidera o ranking daqueles cuja população acha que a sua situação econômica pessoal será "muito melhor" no futuro, com 64% apostando nessa hipótese.
Porém, quando a pergunta é mais genérica sobre a satisfação com a vida, os que saem na frente são os costa-riquenhos, com 88% da população "muito ou bastante satisfeita".
"A Costa Rica tem uma das democracias mais estáveis da região, ao lado do Uruguai. A combinação de elementos favoráveis ali é grande, por mais que isso possa surpreender a alguns", diz Lagos.
Uruguai e Costa Rica lideram o ranking que indica os países cujos habitantes mais se consideram democráticos. Neste, o Brasil está em 10ª . Ambos também são os que mais rechaçam a ideia de um governo militar.
Nesse quesito, o Brasil novamente fica em 10ª.
Dilma aparece bem na "avaliação de líderes estrangeiros" -em segundo lugar, depois do presidente dos EUA, Barack Obama. "Há algo notável em Dilma e em Cristina Kirchner, ambas passam uma imagem de liderança forte que talvez hoje nenhum presidente homem tenha na América Latina."

Patriota rebate as críticas feitas pelo embaixador dos EUA

DIPLOMACIA

Patriota rebate as críticas feitas pelo embaixador dos EUA

DA ENVIADA A BRASÍLIA - O ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, rebateu ontem a crítica feita pelo embaixador dos Estados Unidos no Brasil, Thomas Shannon, sobre as recentes abstenções do país em resoluções contra a Líbia e a Síria no Conselho de Segurança da ONU.
Em entrevista à Folha e ao UOL nesta semana, Shannon disse que o Brasil precisava parar de se abster e passar a atuar mais no Conselho.
Segundo Patriota, o que trava o Conselho de Segurança não são abstenções, mas sim os vetos -em uma referência indireta aos Estados Unidos, que deverão vetar o pedido de reconhecimento do Estado da Palestina como membro pleno das Nações Unidas, o que o Brasil apoia.
"A abstenção não paralisa a atuação do Conselho de Segurança, ela pode ser uma maneira de sinalizar uma posição ou até preservar o espaço diplomático. O que paralisa a atuação do Conselho é o veto", disse. (ISABEL FLECK)

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Tenho vergonha da imprensa brasileira , uma instituição corrupta que ofende a inteligência do povo brasileiro ao tentar esconder a verdade e , principalmente , um organismo que nunca defendeu o Brasil , mostrando-se capacho , ao longo de séculos , dos países centrais. Um órgão que sempre se pautou por agasalhar golpes contra a democracia ao longo de toda a história do Brasil. Tenho vergonha dos empregados da imprensa que se transformaram em espiões contra a nossa pátria. Tenho vergonha desse silêncio ensurdecedor da tão falante imprensa brasileira quando ela é acusada. É triste !

Acusado de espionagem mostra desenvoltura em entrevista com pretenso chefe

http://uolpolitica.blog.uol.com.br/

Entrevista: Thomas Shannon, embaixador dos EUA no Brasil

Onde estão os parlamentares do PT que não dizem nada sobre a constatação de espiões dos EUA na imprensa brasileira ? V.Exas vão se calar ?

Como já é do conhecimento de toda a nação e faz muito tempo , a imprensa brasileira além de se constituir um partido de oposição aos governos do PT está cheia de espiões e traidores da pátria. Escondidos em suas redações , os repórteres que não concordam entregar o Brasil sofrem perseguições e ameaças se disserem a verdade. A rede Globo que vive ganhando prêmio nos EUA é a mais apátrida e a mais corrupta ombreando com a editora Abril , que publica a revista esgoto "Veja". Não esperem nenhuma informação nessas instituições a não ser o silêncio comprometedor

Parabéns "Nosso Guia" , não só os twitteiros , mas também os blogueiros desejam felicidade e breve regresso

Quando a acusação é contra a imprensa brasileira,ela reage assim:"A acusação de que William Waack é um espião é um total absurdo". E acabou o assunto,ponto final. Mas se fosse um deputado ou senador do PT seria um escândalo nacional. É o combate seletivo à corrupção. É triste !

"Nosso Guia" , parabéns pelo seu aniversário

Tive uma idéia , o governo federal faria contratos com a editora abril , rede globo , estadão e todos os outros órgãos da imprensa brasileira para que assumissem o governo do Brasil e nomeassem os ministros e funcionários públicos e , principalmente , gerenciassem o Tesouro Nacional

Notinha escondida na Folha. Nem pensem em ver no "Jornal Nacional" porque lá só tem matéria contra os governos do PT: "Americanos soltos pelo Irã agradecem pela ajuda brasileira"

Americanos soltos pelo Irã agradecem pela ajuda brasileira

Itamaraty intercedeu por jovens que, sob suspeita de espionagem por Teerã, ficaram 781 dias detidos

LUCIANA COELHO
DE WASHINGTON

Familiares dos americanos Shane Bauer e Josh Fattal, que passaram mais de dois anos presos no Irã sob acusação de espionagem, foram ontem à Embaixada do Brasil em Washington agradecer pela ação do país na negociação com Teerã, em setembro.
"Shane, Josh e nós todos estamos muito gratos ao Brasil por sua ajuda", afirmou Cindy Hickey, mãe de Bauer.
Para Alex Fattal, irmão de Josh, o papel do país foi "espetacular". "Sempre que havia uma oportunidade de levantar o caso em um terceiro país, ou de falar ao Irã em uma reunião sobre direitos humanos, eles faziam", afirmou a jornalistas brasileiros.
Alex, que fala português e trabalhou no Brasil, disse à Folha que recorreu ao governo por meio do cineasta João Moreira Salles, seu amigo.
Autor do documentário "Entreatos", com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Salles o pôs em contato com o assessor de Assuntos Internacionais do Planalto, Marco Aurélio Garcia. Paralelamente, Alex buscou a embaixada em Washington.
Fattal e Bauer foram libertados em setembro último, após gestões dos governos do Brasil e da Turquia endossadas pelos EUA.
A campanha, que culminou numa fiança de US$ 500 mil por prisioneiro, 781 dias após sua detenção, envolveu os presidentes da Venezuela, Hugo Chávez, do Iraque, Jalal Talabani, e o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon.
Os dois rapazes, que têm 29 anos, foram presos com a também americana Sarah Shourd após cruzarem a fronteira do Irã quando faziam uma caminhada no noroeste do Iraque. Sarah foi libertada um ano antes.
Os dois agora exortam Teerã a libertar o advogado que os defendeu, o iraniano Masoud Shafiei.

Quando o "JN" esconde as notícias de corrupção do PSDB , ele passa a ser corrupto

O combate seletivo do PSDB e gangue à corrupção

Assembleia de SP encerra caso das emendas

Conselho de Ética deixa investigação para o Ministério Público sem ouvir deputados e testemunhas envolvidos

Operação para liquidar apuração foi articulada por aliado do deputado que acusa os colegas de negociar indicações

RODRIGO VIZEU
DE SÃO PAULO

A Assembleia Legislativa de São Paulo enterrou ontem as investigações do suposto esquema de venda de emendas denunciado pelo deputado Roque Barbiere (PTB).
O Conselho de Ética deixou a apuração a cargo apenas do Ministério Público Estadual. Foram cinco votos pelo fim do caso, todos de deputados da base aliada do governo estadual, contra dois do PT.
A Assembleia abriu mão de investigar mesmo sob protestos de movimentos sociais e após o pivô do escândalo enfim citar um nome -o deputado Dilmo dos Santos (PV).
Em discurso na quarta-feira, Barbiere disse que entregará à Promotoria deputados envolvidos, mas adiantou suspeitas sobre Dilmo.
"Esse já assumo- o membro do Conselho de Ética José Dilmo [sic] mandou para a minha região sete emendas para fazer barracões."
Barbiere ressaltou que as indicações foram de R$ 150 mil, teto em que ocorre forma mais simples de licitação, na qual se convida pelo menos três empresas.
O petebista citou reportagens da Folha sobre indicação de Dilmo para Lourdes (SP). Autoridades envolvidas com a obra, licitada pela prefeitura, não souberam definir sua utilidade. Barbiere disse que isso mostra que a verba "foi oferecida por alguém".
"Estou pasmo. Não tem nada que possa me comprometer", defendeu-se Dilmo.
Apesar das declarações, o Conselho de Ética não ouviu Dilmo. Os deputados também ignoraram outras frentes de investigação (veja quadro).
Entre o pouco ocorrido no conselho estão depoimentos escritos de Barbiere, que não deu nomes, e do secretário de Meio Ambiente, Bruno Covas (PSDB), que relatou uma oferta de propina, mas depois disse que falava em hipótese.
A operação para encerrar o caso foi chefiada pelo líder do PTB, Campos Machado, aliado de Barbiere. Seus interlocutores disseram que ele atuou para controlar a verborragia do amigo e evitar que o caso atingisse o governo, que libera as emendas.
"Propus remeter o que tem para o Ministério Público. Se não tem nada, é outro problema", disse Campos, que defende que só a Promotoria tem meios para investigar.
O conselho se reunirá de novo para votar parecer que vai para a Promotoria. Defensores do envio alegam que o caso pode retornar ao conselho se algo for encontrado.
O petista João Rillo chamou a decisão de "pizza". "Peço que não se esqueça orégano e azeite português." O PT tem 30 apoios para uma CPI, entre eles o de Barbiere. Faltam duas assinaturas.
O promotor Carlos Cardoso quer ouvir na próxima semana Barbiere e Major Olímpio (PDT), que revelou uma testemunha do esquema.

Colaborou FLÁVIO FERREIRA, de São Paulo

O combate seletivo à corrupção

HÉLIO SCHWARTSMAN

A porteira da corrupção

SÃO PAULO - Orlando Silva foi o quinto ministro a cair por suspeita de irregularidades. E muito provavelmente virão o sexto e o sétimo. A corrupção, que já está, em algum grau, inscrita na natureza humana, encontra no Brasil um sistema político que a favorece, a tal da porteira fechada de que falam os jornais.
Como mostra Jerome Barkow, no clássico "The Adapted Mind", três traços psicológicos -busca por status, nepotismo e capacidade de formar alianças- estão na origem da política partidária e da corrupção.
Indivíduos buscam sempre as melhores condições de vida para si e para seus filhos. Com o advento da agricultura, tornou-se possível gerar riquezas que podiam ser transmitidas a familiares. Para fazê-lo, porém, era preciso conseguir a ajuda de não parentes. E aqui vale citar Barkow: "Se essa análise é correta, pais se punham a estabelecer trocas sociais com outras pessoas, na verdade organizando uma conspiração política para garantir que seus filhos e os de seus parceiros obtivessem posições de poder".
As sociedades se sofisticaram e desenvolvemos uma cultura protorrepublicana que nos faz condenar nepotismo e corrupção. O problema com a cultura é que ela nem sempre consegue sobrepor-se a nossos pendores mais primitivos. Precisa de uma ajudinha das instituições, e é aí que o Brasil emperra.
Um dos principais focos de problemas aqui são as indicações para cargos políticos, que possibilitam esquemas como o do PC do B. Segundo estudo da OCDE, os postos de livre nomeação na esfera federal no Brasil chegam a 22 mil, contra 7 mil nos EUA e 780 na Holanda.
Assim, apenas reduzir de milhares para centenas esses cargos já representaria uma revolução administrativa (o funcionário concursado é mais competente que o apadrinhado) e política (governo e partidos teriam de negociar outro modo de formar maiorias). Não acaba com a corrupção, mas seria uma bela faxina.

Governo estuda ficha limpa para servidor , que deverá se apresentar a revista "Veja" para análise

Governo estuda ficha limpa para servidor

DIMMI AMORA
DE BRASÍLIA

O ministro da CGU (Controladoria-Geral da União), Jorge Hage, disse ontem que está em discussão a implantação de um regulamento que obrigue os nomeados para cargos no governo a ter ficha limpa, nos moldes da lei aprovada no ano passado.
Segundo Hage, essa é uma das medidas em estudo no governo para aumentar a transparência, mas não tem data para ser apresentada à presidente Dilma. A Lei da Ficha Limpa impede que condenados em julgamentos por mais de um juiz possam disputar eleições.
A CGU é o órgão responsável pelo controle interno e pelo combate à corrupção no governo. Outra medida em discussão, segundo seu presidente, é a regulamentação de decreto que criou restrições a convênios com ONGs.
Segundo Hage, o governo vai especificar como devem ser feitos os chamamentos públicos das entidades. Ele disse que o processo acontecia sem critérios e, em muitos casos, ONGs de reconhecida capacidade não conseguiam se qualificar para prestar serviços ao governo.
Os anúncios foram feitos na apresentação do relatório da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico sobre a administração pública.
Pedido pelo pelo governo, o trabalho mostrou que o Brasil melhorou no combate à corrupção, mas que é preciso avanços na prevenção.

Inflação do aluguel desacelera em outubro, mostra FGV No ano, o índice acumula alta de 4,70% e, em 12 meses, de 6,95%. Variação de preços no atacado e varejo também perdeu força

Agora ex-PM ataca Aldo Rebelo. A imprensa brasileira tomou conta do governo Dilma Rousseff

Policial cita irmão de Aldo em suposto esquema no Esporte

Segundo delator, parente de ministro foi quem indicou responsável por arrecadação de dinheiro desviado

Apolinário diz que não tem poder para fazer indicações na pasta e que vai entrar na Justiça contra Ferreira

FERNANDO MELLO
MARIA CLARA CABRAL
DE BRASÍLIA

Em depoimento de mais de oito horas à Polícia Federal na semana passada, o policial militar João Dias Ferreira envolveu Apolinário Rebelo, vice-presidente do PC do B-DF e irmão do deputado Aldo Rebelo (PC do B-SP), no suposto esquema de desvios no Ministério do Esporte.
O policial, que denunciou um suposto esquema de corrupção na pasta, disse que foi Apolinário quem indicou a pessoa que atuava como "responsável pela arrecadação" do dinheiro obtido pelo suposto esquema.
Segundo o delator, essa pessoa é Fredo Ebling, que foi chefe de gabinete de Aldo na presidência da Câmara dos Deputados e atualmente trabalha na liderança do PC do B. Ebling não retornou aos contatos da Folha.
Apolinário nega as acusações do delator. Disse que não tem poder para fazer indicações no ministério e afirmou que pretende entrar na Justiça contra o policial.
Apolinário foi diretor de esporte estudantil do ministério por dois anos e meio. No cargo, trabalhou em projetos especiais do Programa Segundo Tempo, principal alvo das acusações.
Em 2010, ele deixou o ministério para disputar a eleição para deputado distrital. Com 3.788 votos, consegui apenas a vaga de suplente.
No depoimento, o delator citou duas etapas do esquema. Na primeira, de "captação de recursos", Ebling seria ajudado pelo presidente de uma ONG, por um treinador de futebol e por um ex-funcionário do ministério.
O policial disse que chegou a ser procurado por Ebling para participar de "captação e distribuição" da verba, mas disse que não aceitou. O delator não apresentou provas.
A segunda etapa seria a distribuição dos valores. Foi nessa fase que uma testemunha disse ter presenciado a entrega de malote de dinheiro ao motorista de Orlando Silva, que nega.

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

William Waack , o espião trapalhão

 

Wikileaks: William Waack, da Globo, é citado três vezes como informante dos EUA

Jornal do Brasil 
Jorge Lourenço
O jornalista William Waack, da Rede Globo, se tornou um dos assuntos mais discutidos no Twitter nesta quinta-feira graças a supostos documentos da Wikileaks que o apontariam como informante do governo americano. Apesar de vagas e desencontradas, algumas informações são verdadeiras. O Informe JB  entrou em contato com a jornalista Natalia Viana, responsável pela Wikileaks no Brasil, que confirmou a história. Waack é citado não apenas uma, mas três vezes como informante da Casa Branca. Dois dos documentos que o citam são considerados "confidenciais".
Consulta sobre as eleições
Um dos arquivos é sobre a visita de um porta-aviões dos Estados Unidos em maio de 2008. Na ocasião, a Embaixada Americana classificou como positiva a repercussão na mídia do evento, citando William Waack diretamente por ter ajudado a mostrar o lado positivo das relações do Brasil com os Estados Unidos em reportagens para o jornal "O Globo". Os outros dois documentos são sobre informações repassadas por Waack a representantes americanos sobre as eleições presidenciais do ano passado.


Documento relata reunião na qual Waack dá detalhes sobre os presidenciáveis em fevereiro
Documento relata reunião na qual Waack dá detalhes sobre os presidenciáveis em fevereiro
Dilma incoerente
O jornalista da Rede Globo reportou aos americanos em fevereiro de 2010 que um fórum econômico em São Paulo deixou as seguintes impressões sobre os possíveis candidatos à presidência: Ciro Gomes era o mais preparado, Serra era "claramente competente" e Dilma era... incoerente.


William Waack errou previsão sobre união de Aécio Neves com José Serra
William Waack errou previsão sobre união de Aécio Neves com José Serra
Bola fora
Em agosto de 2009, novamente Waack manteve contatos com funcionários americanos, mas passou uma informação errada. Ele apontou que Serra e Aécio Neves já haviam selado a paz para uma candidatura a presidente e vice, respectivamente, no ano seguinte. A profecia, como todos sabem, não se confirmou. Aécio tentou encabeçar a candidatura tucana à presidência, mas acabou tentando o Senado por Minas Gerais.

A corrupção no Brasil vai acabar , rapidamente , assim que o PSDB voltar ao poder junto com a sua aliada carnal , a imprensa brasileira. A própria presidenta da ANJ já manifestou seu apoio a atual oposição e futura situação

Imprensa já ataca novo ministro do esporte Aldo Rebelo. Vai cair quando ? Amanhã sai a "Veja" , a nova presidenta do Brasil , aguardemos

Novo ministro recebeu doações de dois patrocinadores da CBF, como a bancada da bola

Ex-inimigo de Ricardo Teixeira, o novo ministro do Esporte recebeu doações de dois patrocinadores da CBF em sua última campanha para se eleger deputado federal, em 2010.
Como o blog mostrou na última terça, o membro do PC do B paulista recebeu R$ 30 mil da Fratelli Vita Bebidas. A empresa pertence a AmBev, que patrocina a seleção brasileira com o Guaraná Antarctica. Do Banco Itaú, outro patrocinador da CBF, Aldo recebeu R$ 50 mil.
As duas empresas contribuíram para uma lista grande de candidatos, abraçando todas as correntes políticas. Nos dois casos, há candidatos da bancada da bola beneficiados. E Aldo Rebelo, que se aproximou da CBF nos útlimos anos, recebeu as mesmas quantias dadas aos amigos de Ricardo Teixeira candidatos a uma vaga na Câmara.
Cartolas e alguns colegas de Aldo hoje o consideram também um integrante da bancada da bola, que tem os deputados federais José Rocha (PR-BA) e Darcísio Perondi (PMDB-RS) e o senador  Delcidio Amaral (PT-RS) como alguns de seus representantes.
A Fratelli Vitta dou R$ 30 mil também para Rocha e para Perondi, assim como fez com Aldo. Ligado ao Vitória, o baiano é aliado histórico de Teixeira. Já o gaúcho é irmão de Emídio Perondi, ex-presidente da Federação do Rio Grande do Sul e ex-vice da CBF.
Perondi e Delcídio, outro antigo amigo da CBF, também aparecem na lista de doadores do Banco Itaú. Perondi recebeu os mesmos R$ 50 mil dados para Aldo. E Delcídio levou R$ 300 mil. As doações para Perondi e Delcídio foram feitas no mesmo dia, 13 de agosto de 2010. Aldo recebeu em 29 de setembro.
É curioso lembrar que como presidente da CPI da CBF/Nike o atual ministro examinava com lupa doações da CBF e de seus patrocinadores para candidatos.
Sua aproximação com Teixeira foi intermediada por Mustafá Contursi, ex-presidente do Palmeiras, time de coração do comunista.
Numa das festas de encerramento do Brasileirão, vi e ouvi cartolas se divertindo com a presença do deputado. “Vejam quem está tomando o uísque do Ricardo. É o Aldo”, disse um dos dirigentes, notando o início da paz entre ex-caçador e caça.
Agora, no comando do ministério, Aldo estará envolvido em ao menos uma questão crucial para um dos patrocinadores da CBF, da Fifa e de sua campanha: a venda de cerveja nos estádios. A InBev é dona da Budweiser, cerveja oficial da Copa.

Eliane Cantanhêde , feliz da vida , debocha

ELIANE CANTANHÊDE

Quem será o próximo?

BRASÍLIA - Na manchete do UOL, Orlando Silva dizia que não ia pedir demissão coisa nenhuma. No Planalto, o ministro pau para toda obra Gilberto Carvalho anunciava simultaneamente que ele já era.
Foi assim, sob enorme constrangimento, que Orlando Silva finalmente caiu do Ministério do Esporte. Ele lutou o quanto pôde, expôs-se três vezes à humilhação no Congresso, julgou-se protegido por Dilma e respaldado pelo PC do B. Foi o último a jogar a toalha. Quando olhou em volta, estava sozinho.
Com a queda do sexto ministro no primeiro ano de governo, cinco deles herdados de Lula e cinco enrolados com denúncias de irregularidades, Dilma consegue, provavelmente, um recorde internacional. Fosse o regime parlamentarista, o gabinete inteiro já teria caído -talvez até ela própria, se primeira-ministra.
Vão-se os ministros, ficam os dedos dos partidos nos ministérios. Mas Dilma, é verdade, tenta acabar com os "feudos" e a tal "porteira fechada". Livrar-se dos "partidos aliados" ela não vai, menos ainda do PC do B, o verniz de esquerda que ainda resta. Mas deve -e pode- reduzir a margem de risco e de desvios.
É mais difícil haver desvios quando as indicações políticas são mescladas com as técnicas. E mais fácil se um partido toma conta da pasta inteira, fazendo caixa de campanha e se autoprotegendo.
A reforma ministerial vai se fazendo aos borbotões sem esperar janeiro de 2012, quando Dilma esperava, aí sim, fazer uma faxina na equipe herdada (ou imposta) por Lula e, enfim, montar o próprio governo. Até lá, porém, ainda há tempo suficiente para novos e suculentos escândalos, novas e constrangedoras quedas.
A pergunta que não quer calar em Brasília é: quem, e quando, será o próximo a entrar no foco e a cair sob denúncias? É sinal de que, no mínimo, Dilma errou a mão ao nomear boa parte da sua equipe (Ih! É melhor nem lembrar de Erenice Guerra...)

elianec@uol.com.br

Folha debocha

QUEM SERÁ O PRÓXIMO?

Com a reforma ministerial agendada, já há data para novas trocas na Esplanada, mas até lá outras baixas são possíveis

DE BRASÍLIA
DE SÃO PAULO


A pergunta que abre esta página é inevitável diante das baixas em série no primeiro ano do governo Dilma.
Sua média só é superada por Itamar Franco (1992-94), que, em dez meses, perdeu sete ministros atingidos por acusações de corrupção, desentendimentos políticos e por outras razões.
Já há data marcada para novas despedidas na Esplanada. Em fevereiro, no máximo, a presidente deve trocar parte de sua equipe.
Ainda não se sabe a extensão das mudanças, mas Dilma tende a usar a reforma ministerial para rebalancear o poder dos partidos que integram o governo.
Avalia que há legendas ocupando pastas incompatíveis com seu tamanho no Congresso, como o próprio PC do B de Orlando Silva.
Também devem sair ministros que planejam se candidatar em 2012, como Fernando Haddad, que sonha ser prefeito de São Paulo pelo PT.
E os que já enfrentaram turbulências, mas conseguiram se segurar, como Ana de Holanda (Cultura) e Mário Negromonte (Cidades).
Até fevereiro, porém, pouca gente no governo ousaria afirmar que não ocorrerão novas quedas.