sábado, 31 de dezembro de 2011

FELIZ ANO-NOVO PARA TODOS OS MEUS LEITORES !


2012 desponta e com ele chega a CPI da Privataria da Tucanalha. Nós, os blog sujos, financiados pelo governo federal-eles dizem isso porque não entendem de amor à pátria-juramos, em nome de Deus, que iremos lutar até a morte contra José Serra, a imprensa corrupta brasileira, vamos destruir o "Jornal Nacional" e, principalmente, vamos instaurar a CPI da Privataria da Tucanalha, nem que seja a última coisa que iremos fazer na vida. Viva o Brasil !

Assinado: Helio de Souza Borba

Esta semana mandei uma informação para a Folhaleaks avisando sobre o livro A Privataria Tucana, aguardo resposta até hoje. A Folha nos esnoba, pensa que somos um bando de idiotas, mas nós somos os que vão mudar o Brasil, apesar da Folha e sua gangue corrupta


Amanhã é 2012 e me sinto revigorado para escrever contra essa "elite" de merda que por muito pouco destruiu nossa pátria. Mas graças a Lula estamos dando a volta por cima. Até quando teremos que aguentar esses canalhas das Organizações Globo, do Grupo Estado, do Grupo Abril, dos diários associados, enfim toda essa maldita gangue que nos escravizou durante séculos e que fingiu que nos libertou em 1888. Essa gente racista, corrupta e ladra vai sentir o peso do povo. Vem aí, a Privataria da Tucanalha

Nenhuma instituição séria e incorruptível daria um título de "imortal", como fez a Academia Brasileira de Letras, com Merval Pereira. A ABL manchou o nome de Machado de Assis jogando-o na lama. Tenho vergonha dessa gente, que se vendeu por trinta dinheiros!

O jornal Correio Braziliense começa 2012 exatamente como termina 2011, sem uma palavra de esperança ou de alegria. O periódico transmite suas frustrações de ter perdido Roriz, a mulher do Roriz, Paulo Octávio e José Roberto Arruda. É triste !

Dilma cumpre promessa de campanha e luta contra o fim da miséria no Brasil

Bolsa Família tem aumento recorde no 1º ano de Dilma
Desembolso com o programa chega a R$ 17 bi, e famílias atendidas, a 13,3 mi
Incremento faz parte de política do governo federal de erradicar a pobreza extrema no Brasil até 2014
JOÃO CARLOS MAGALHÃES
DE BRASÍLIA
Turbinado pelo plano federal para erradicar a pobreza extrema, o gasto com o Bolsa Família teve no primeiro ano da presidente Dilma Rousseff seu maior aumento nominal desde sua criação e bateu um novo recorde.
O desembolso com o programa chegou a R$ 17,1 bilhões, contando o dinheiro usado na transferência de recursos e em sua gestão -
R$ 3,2 bilhões a mais do que no ano passado.
Se descontada a inflação, o aumento foi de 15,7%, o segundo maior crescimento real desde que o programa começou a ser executado, em 2004, perdendo apenas para a evolução entre 2005 e 2006.
O número de famílias que recebem dinheiro por meio do Bolsa Família também cresceu e chegou a 13,3 milhões, outro recorde.
JOVENS
O desembolso com o programa cresce ano a ano desde que começou a ser executado, em 2004. Mas a ampliação deste ano tem a ver com a retórica oficial de tentar acabar com a miséria extrema até 2014.
O programa intensificou seu foco em jovens, que representam 4 em cada 10 dos 16,2 milhões de brasileiros miseráveis -de acordo com critério estabelecido pelo governo, é miserável quem ganha até R$ 70 por mês.
O montante transferido a famílias com adolescentes recebeu reajustes de até 45% e foi ampliado: o limite dos chamados benefícios variáveis, que era de três filhos com até 15 anos, subiu para cinco filhos.
Com a segunda medida, ao menos 1,3 milhão de novos beneficiários foram incluídos no Bolsa Família. Além disso, as mulheres grávidas e as que amamentam bebês de até seis meses passaram a ter direito ao benefício.
As mudanças do Bolsa Família são parte das medidas do Brasil sem Miséria, que se estrutura em outros dois eixos além da transferência de renda: melhoria do acesso a serviços públicos e inclusão produtiva -que visa encaixar os extremamente pobres no mercado de trabalho.
Balanço dos primeiros seis meses do plano divulgado neste mês indicou que algumas de suas metas já foram batidas, como a de incluir potenciais beneficiários em programas sociais do governo.
Mas um dos principais pontos do plano, o estabelecimento de um programa de microcrédito aos extremamente pobres, ainda não saiu do papel.
O Ministério de Desenvolvimento Social diz que discute com bancos uma metodologia para a concessão de crédito. O objetivo é criar um formato no qual os bancos orientem o público.

Embraer vence concorrência internacional, vende 20 Super Tucano para os EUA e tem pedido para mais 35

Compra dos EUA pode chegar a 55 aviões
Primeiro contrato com Defesa americana prevê entrega de 20 aviões Super Tucano; expectativa é que chegue a US$ 1 bi
Consórcio com gigante Lockheed Martin, do F16, foi derrotado; Embraer considera negócio 'grande vitrine'
AGNALDO BRITO
PATRÍCIA CAMPOS MELLO
de são paulo
A Força Aérea dos Estados Unidos anunciou ontem a compra de 20 aviões modelo A-29 Super Tucano fabricados pela Embraer. É o primeiro contrato da brasileira com a Defesa americana.
O valor do negócio é de US$ 355 milhões, o que inclui o fornecimento das aeronaves e do pacote de serviços, como treinamento de mecânicos e pilotos responsáveis pela operação do avião.
Segundo Luiz Carlos Aguiar, presidente da Embraer Defesa e Segurança, a companhia mantém expectativas de vender mais 35 aviões, o que pode elevar o contrato à cifra de US$ 950 milhões.
Como impõem as regras de compras governamentais nos Estados Unidos, a Embraer teve de se associar a uma empresa local, a Sierra Nevada Corporation. Além disso, a companhia terá uma unidade fabril em solo americano.
Aguiar informa que os equipamentos serão montados numa fábrica na cidade de Jacksonville, na Flórida.
Pelo contrato, a Embraer terá 60 meses para entregar esse primeiro lote, prazo que começa a contar já em janeiro de 2012. O primeiro avião terá de ser entregue em 2013.
Segundo o executivo da Embraer, a unidade de São José dos Campos, no Vale do Paraíba (SP), ainda será responsável por produzir grande parte do avião. A montagem final será feita nos EUA.
Na área de defesa da Embraer, trabalham hoje 1.436 pessoas e a previsão é que o número seja ampliado para atender ao novo contrato.
Com esse pedido, a Embraer alcança 200 encomendas do modelo Super Tucano (desenvolvido pela FAB em 1995 e exportado para vários países do mundo). Apenas 40 precisam ainda ser entregues (o que inclui o pedido da Força Aérea americana).
A Embraer disse que o negócio será "uma grande vitrine". "Esse é o primeiro contrato com a Força Aérea dos EUA. Esse é um item sensível no maior mercado de defesa do mundo. Muitos países vão olhar isso", disse Aguiar.
A empresa brasileira disputou com uma concorrente americana, a Hawker Beechcraft, empresa que se associou à fabricante do F-16, a Lockheed Martin -a mesma que participa da disputa no Brasil para o fornecimento dos caças para a FAB (Força Aérea Brasileira).
O contrato, em negociação há um ano, gerou resistências, principalmente entre congressistas do Kansas, Estado-sede da Hawker. Pedidos de investigação internacional para apurar eventual subsídio do Brasil à Embraer chegou a ser cogitado.
A avaliação é que um contrato dessa magnitude (em momento de crise econômica) e um setor tão sensível não podem chegar às mãos de uma empresa estrangeira.
Além disso, uma investigação sobre violação da Lei Anticorrupção sobre a Embraer feita pela SEC (que fiscaliza o mercado de capitais) chegou a ser apontada como eventual impedimento.
Aguiar, da Embraer, disse que em nenhum momento questões relacionadas ao mercado da aviação executiva foram usados pelo governo dos EUA. "Eles conseguem separar as coisas", disse. Hoje, o mercado de defesa da Embraer representa 14% da receita da empresa, sem incluir o novo contrato.

Sai chuchu e entra salmão no cálculo da inflação

Sai chuchu e entra salmão no cálculo da inflação
São Paulo perde peso na definição do principal índice de preços do país
IBGE incorpora novos hábitos de consumo no IPCA; mudança provoca revisões da inflação, todas elas para baixo
MARIANA CARNEIRO
de são paulo
A partir de segunda-feira, o preço do chuchu não será mais monitorado pelo IBGE para calcular a inflação oficial do país. Tampouco as mensalidades dos supletivos e o preço da autoescola.
O IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), usado pelo governo para determinar a meta de inflação, começa o ano de cara nova, o que provocará também mudanças no resultado da inflação.
Quando foi anunciada, no fim de novembro, a nova estrutura do IPCA provocou uma onda de revisões das estimativas para a inflação em 2012. Todas para baixo.
O banco Itaú, por exemplo, cortou de 5,75% para 5,25% a inflação prevista para o ano que vem, só devido à mudança nesse retrato.
Ainda de acordo com o banco, com a alteração, já em março a inflação em 12 meses deverá voltar ao patamar dos 5%, o que não é visto desde janeiro de 2011. Até novembro, a inflação está em 6,64%.
A atualização do IPCA pretende refletir novos hábitos de consumo do brasileiro.
Itens que estão com preços em alta acabaram perdendo importância no cálculo. Educação e serviço de empregada doméstica, que subiram no último ano 8% e 11% respectivamente, encolheram.
Já produtos com preços em baixa ganharam importância, como eletroeletrônicos e automóveis, que nos últimos 12 meses ficaram 3,95% e 2,69% mais baratos.
Entre 2008 e 2009, o IBGE verificou que as famílias estão gastando menos com empregada doméstica. Por outro lado, passaram a consumir mais salmão, DVDs e celulares com internet.
Desde 1979, o índice que mede a inflação mudou cinco vezes. Há 30 anos, o IBGE monitorava o preço da lenha, há 20 anos, havia itens como ozonizador e videocassete.
Na inflação de 2012, serão monitorados os preços de 365 itens. Antes, eram 384. Desde 2006, o IBGE concentra esforços em produtos presentes na maior parte das casas do país. Daí a saída do chope e do bacalhau do índice de preços, com consumo mais localizado em algumas capitais.
SÃO PAULO ENCOLHE
Mudanças também ocorrem regionalmente. A dispersão da atividade e da renda para outras cidades fez encolher a participação de São Paulo na inflação nacional.
A maior cidade do país é ainda a mais importante, mas sua contribuição para o índice de preços nacional recuou de 33% para 31%. Há 15 anos, sua fatia era 36%.
Rio de Janeiro, Porto Alegre e Fortaleza também perderam peso. As demais sete capitais onde há coleta de informações ganharam peso, com destaque para Recife (de 4,1% para 5,05%) e Goiânia (de 3,7% para 4,4%).

Sai de baixo que a Justiça brasileira vem aí !

TJ-SP fez pagamentos ilegais a 118 juízes
Após ação do CNJ, tribunal determinou a devolução em 2011 de pagamentos de folgas feitos em 2009 e 2010
Corte não comentou os repasses; pagamento ocorreu por meio da conversão de folgas em dias de licença-prêmio
FLÁVIO FERREIRA
de são paulo
O Tribunal de Justiça de São Paulo fez pagamentos ilegais a 118 juízes que somaram cerca de R$ 1 milhão nos anos de 2009 e 2010.
As verbas resultaram de uma conversão indevida de dias de folga, que não podem ser pagos em dinheiro, em dias de licença-prêmio, que podem ser indenizadas.
Após a abertura de um processo sobre o caso no CNJ (Conselho Nacional de Justiça), o próprio TJ anulou os pagamentos e determinou a devolução dos valores a partir de fevereiro deste ano.
As folgas foram obtidas pelos juízes por trabalhos em plantões ou na Justiça Eleitoral, por exemplo. Devem ser obrigatoriamente gozadas em dias de descanso.
Já as licenças-prêmio são um benefício pela assiduidade. A cada cinco anos de trabalho, os servidores têm direito a 90 dias de licença-prêmio, que podem ser convertidos em dinheiro.
Os pagamentos indevidos aos magistrados variaram de cerca de R$ 700 a R$ 62 mil.
Segundo a lei, a devolução dos valores deve ser parcelada e não pode superar R$ 2 mil por mês, o equivalente a 10% dos salários dos juízes.
A ilegalidade foi apontada ao CNJ pela Assojuris (Associação dos Servidores do Poder Judiciário de São Paulo) em fevereiro de 2010.
Em sua primeira manifestação no processo do CNJ, o tribunal negou os pagamentos. Porém, em petição enviada ao conselho em março, o TJ afirmou:"Diante de verificação mais aprofundada, constatou-se a existência de alguns pleitos atendidos e pagamentos efetuados".
Em abril, o conselho determinou a notificação dos magistrados beneficiados para que eles se manifestassem.
Porém, em outubro de 2010, o tribunal enviou ofício ao CNJ informando que o caso já havia sido julgado internamente pelo Conselho Superior da Magistratura, órgão da cúpula da corte paulista.
O colegiado do TJ determinou que os juízes restituíssem os valores por meio de desconto em folha de pagamento ou compensação com créditos ainda não quitados, a partir de fevereiro. O conselho, então, arquivou o caso.
Juízes ouvidos pela Folha confirmaram descontos em seus vencimentos para a devolução das verbas.
Procurada pela reportagem, a assessoria do TJ informou que não comentaria os pagamentos porque o caso é relativo a gestões passadas e que, por conta do recesso, não foi possível consultar o processo sobre o tema.
No começo deste mês, após o início de uma inspeção do CNJ, o tribunal determinou a anulação de licenças-prêmio pagas por conta de períodos em que desembargadores trabalharam como advogados. O CNJ ainda apurou supostos pagamentos de auxílio-moradia de forma privilegiada.

Cesar Maia tenta ser vereador. Coitado, dá pena!

Cesar Maia usa vídeo de autoajuda para explicar candidatura
Ex-prefeito do Rio se compara a uma águia para falar da decisão de concorrer a vereador ITALO NOGUEIRA
DO RIO
Muitos analistas políticos se surpreenderam com a decisão do ex-prefeito do Rio Cesar Maia (DEM) de tentar em 2012 uma vaga como vereador da cidade que governou por três mandatos. Após candidaturas frustradas ao governo estadual e ao Senado, isso foi considerado uma derrota política.
Em seu "ex-blog" -mala direta que envia a assinantes- ontem, porém, Maia revelou sua inspiração. Divulgou um vídeo de autoajuda, com mensagem religiosa, para justificar sua escolha.
Baseado na vida das águias -"um dos animais mais majestosos que Deus foi capaz de criar", segundo o vídeo-, o ex-prefeito indica que a Câmara será um "dolorido processo de renovação".
O filme de quase cinco minutos mostra que a ave, após anos de caça, passa a ser incapaz de capturar as presas.
"Na metade da sua vida, [a águia] tem que tomar uma séria e difícil decisão. Nessa idade, suas unhas estão compridas e flexíveis, não permitindo mais que ela agarre com facilidade às presas (...). O seu bico alongado e pontiagudo, se curva. Suas penas, envelhecidas e pesadas pela gordura do tempo, dificultam o seu voo", diz o narrador.
Para superar as dificuldades, diz o vídeo, as águias se isolam em penhascos no alto de montanhas. Destroem o próprio bico, aguardam um novo nascer e, com ele, renovam as penas e as garras.
Em seguida, o narrador faz uma analogia da história da ave com percalços da vida humana: "Em nossas vidas, por muitas vezes temos que nos resguardar por algum tempo para começar um difícil processo de renovação".
Procurado para comentar o vídeo, ele não respondeu até a conclusão desta edição.
A intenção em 2012 é ser um puxador de votos para a bancada do DEM se fortalecer na Câmara. O candidato da sigla à prefeitura do Rio será o filho de Maia, o deputado federal Rodrigo Maia.

Lula e Dilma têm razão e o mico ficou com os colunistas que tratam de economia no Brasil

Paul Krugman
Keynes estava certo
O teste tem vindo de países europeus como Grécia e Irlanda, que tiveram que impor austeridade fiscal
"O momento de expansão, e não de retração, é a hora certa para o Tesouro Nacional ser austero."
Foi o que disse John Maynard Keynes em 1937, quando o BC americano estava a ponto de provar que Keynes estava certo ao tentar equilibrar o orçamento cedo demais, fazendo a economia americana entrar em profunda recessão.
Um governo que adota política de cortes numa economia em depressão faz a queda ser pior; a austeridade deve esperar até que a recuperação esteja bem encaminhada.
Infelizmente, no fim de 2010 e início de 2011, políticos e governantes em muitas partes do ocidente acreditavam que sabiam mais, e que nós deveríamos focar em deficits e não em empregos, ainda que nossas economias tivessem acabado de se recuperar da depressão pós-crise financeira. Agindo de forma anti-keynesiana, acabaram provando que Keynes estava certo mais uma vez.
Ao declarar que a economia keynesiana foi vingada, estou indo contra o saber convencional. Especialmente em Washington, a incapacidade do pacote de estímulos de Obama de gerar grande número de empregos é geralmente vista como prova de que gastos governamentais não conseguem produzir empregos.
Mas aqueles de nós que fizeram as contas corretamente perceberam desde o início que a Lei de Recuperação e Reinvestimento de 2009 era restrita demais, dada a profundidade da queda. E também previmos o consequente retrocesso político.
Portanto, o verdadeiro teste para a economia keynesiana não veio dos tépidos esforços do governo americano para impulsionar a economia, que foram largamente contrabalançados por cortes em níveis estaduais e municipais.
O teste tem vindo de países europeus como a Grécia e a Irlanda, que tiveram que impor severa austeridade fiscal como condição para receber empréstimos de emergência -e têm sofrido perdas econômicas do mesmo nível da Grande Depressão. Isso não deveria acontecer, segundo a ideologia que domina grande parte do nosso discurso político.
Em março passado, a parte republicana do Comitê Econômico Conjunto do Congresso divulgou relatório que ridicularizava as preocupações de que cortes em um momento de queda poderiam piorar a situação, argumentando que os cortes aumentariam a confiança de consumidores e de mercados, e isso sim poderia levar a um crescimento mais rápido, não mais lento.
A insistência em cortes imediatos continuou dominando o cenário político, com efeitos maléficos sobre a economia. É verdade que não houve novas grandes medidas de austeridade do governo federal, mas vimos muita austeridade "passiva" à medida que o pacote de estímulos de Obama saiu de cena e governos estaduais e municipais sem liquidez continuaram fazendo cortes.
Você poderia argumentar que Irlanda e Grécia não tinham escolha quanto à imposição de austeridade a não ser fazê-lo ou declararem-se inadimplentes e deixar o euro.
Mas outra lição de 2011 foi que os EUA tinham e têm uma escolha; Washington pode estar obcecado com a questão do deficit, mas os mercados financeiros estão, sim, sinalizando que nós deveríamos tomar mais empréstimos.

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Não percam, hoje, na Retrospectiva 2011, na Rede Globo de Televisão: "O dia que a casa caiu"


Procura-se


Como dizem seus amigos, quando a coisa fede José Serra some e a imprensa corrupta, golpista, ultra racista e ladra brasileira, o esconde. A corrupta queria essa dupla na presidência da república. É muita corrupção!


A imprensa brasileira não tem credibilidade e foi sepultada definitivamente no episódio da análise, que não houve, do livro "A Privataria Tucana", de Amaury Ribeiro Jr. A omissão do "Jornal Nacional" foi emblemática

Repórter quando trata de assunto militar só fala bobagem

Exército vai adotar fuzil desenvolvido no Brasil
Tipo substitui belga usado desde 1964 LUIS KAWAGUTI
DE SÃO PAULO
O Exército começará em 2012 a substituir seus fuzis FAL pelo modelo IA2, desenvolvido e fabricado no Brasil. A nova arma deve também equipar a Marinha, a Aeronáutica e as polícias militar e civil, além de ser exportado.
O FAL, de fabricação belga, é usado desde 1964, e boa parte das cerca de 150 mil unidades está velha e defasada.
"Em vez de substituir [os fuzis] por outros FAL, seria melhor ter uma arma mais moderna", disse o general Sinclair Mayer, chefe do Departamento de Ciência e Tecnologia do Exército.
A opção mais barata seria comprar lotes de fuzis importados, como o americano AR-15 ou o russo Kalashnikov. Mas o Exército optou por desenvolver tecnologia própria, para não depender de suprimentos estrangeiros.
A Indústria de Material Bélico do Brasil, que fabrica tanto o FAL como o IA2, não divulga o valor do novo fuzil. Só diz que ele terá preço competitivo. Segundo Mayer, a indústria tem capacidade para produzir até 30 mil fuzis por ano em sua fábrica em Minas, mas o ritmo da substituição dependerá da verba liberada pelo Ministério da Defesa.

Alberto Goldman, do PSDB, não gostou do governo Lula e nem está gostando do governo Dilma, ele prefere José Serra, "o mais preparado". Vem aí, a CPI da Privataria da Tucanalha!

 Alberto Goldman
O primeiro ano de Dilma: governo medíocre
Não existe austeridade nem eficiência possíveis quando nacos do Estado são entregues a partidos para serem usados como agências arrecadadoras
O primeiro ano de governo de Dilma Rousseff -o nono de Lula, seu antecessor e mentor- caracterizou-se pelo desperdício do capital político obtido por ela com a vitória eleitoral de 2010: foi amorfo e insípido.
Dilma foi eleita presidente mas se contenta com o papel de atriz coadjuvante -escalada para refletir o brilho do ator principal e diretor do enredo- e de síndica do condomínio político constituído por Lula.
Os condôminos, começando pelas múltiplas facções do Partido dos Trabalhadores, não admitem abrir mão dos cargos e verbas federais, cujo rateio é a razão de ser da sua participação no governo. Nas suas disputas pelos nacos do poder não existem quaisquer preocupações sobre o futuro do país.
A presidente pode, parcimoniosamente, restabelecer uma civilidade básica no trato com as lideranças e com os partidos de oposição. Passar disso, porém, e mexer nos fundamentos do sistema de poder lulista-petista, nem sinal.
É o sistema de poder criado que deve ser avaliado, mais do que o desempenho da presidente. Mas o balanço é negativo para ambos, e preocupante para o país -principalmente para os que precisam e querem ganhar a vida honestamente.
Nenhum presidente, no passado, recorreu ao loteamento político da máquina estatal na extensão e com a desfaçatez de Lula. O efeito mais visível do clientelismo turbinado por ele foi a sucessão de escândalos no primeiro ano de Dilma.
O espetáculo da corrupção impune enoja a opinião pública, desmoraliza as instituições, paralisa a administração pública, desvia recursos necessários para atender demandas da sociedade e desafia as pretensas intenções moralizadoras da própria presidente, que troca os ministros que se demitem quando já não aguentam mais a pressão da opinião pública, mas não muda a regra de rateio dos ministérios.
Não há austeridade nem eficiência possíveis quando pedaços do Estado são entregues a partidos e facções políticas para serem usados como agências arrecadadoras.
As contas e indicadores de desempenho da máquina federal, da Funasa à Petrobras, registram o avanço dessa forma perversa de privatização do patrimônio público nestes nove anos. Ninguém entregou mais o Estado brasileiro ao apetite desmedido de sua base política do que Lula e Dilma Rousseff.
A perversão não se limita à máquina estatal. Escândalos recentes puseram em evidência o aparelhamento de entidades da sociedade civil como comitês eleitorais e canais de desvio de dinheiro público por grupos políticos instalados nos ministérios. A tal ponto que não se consegue mais distinguir quais as entidades sérias, quais as simples picaretagens.
Refém de uma base na qual políticos, sindicalistas, donos de ONGs e amigos empresários se acotovelam diante dos guichês pagadores da União, o governo custa a desacelerar a disparada insustentável dos seus gastos, adia investimentos essenciais e infla a dívida pública.
Além disso, não consegue eliminar os gargalos de infraestrutura que freiam o investimento produtivo e deixa passar a janela de oportunidade aberta pela emergência da Ásia, sem avançar com as reformas estruturais que qualificariam o Brasil como mais do que um mero exportador de produtos primários.
Sobre esse pano de fundo, o balanço do primeiro ano de governo da presidente Dilma, o nono de Lula, registra uma constrangedora sucessão de fracassos. Ao mesmo tempo, o quadro econômico internacional e o quadro nacional se mostram extremamente preocupantes.
Pode ser diferente. Basta que a presidente tome em suas mãos, imediatamente, as rédeas do poder, como lhe cabe por decisão popular, constituindo um governo que se submeta somente aos interesses do nosso país.

ALBERTO GOLDMAN, 74, engenheiro civil, é vice-presidente da Executiva nacional do PSDB. Foi governador do Estado de São Paulo (2010), deputado federal, ministro dos Transportes (governo Itamar Franco) e secretário da Administração do Estado de São Paulo (governo Quércia).

Leitura obrigatória para Alberto Goldman, está no mesmo jornal que você destilou seu ódio. Vem aí, a CPI da Privataria da Tucanalha!

Luiz Guilherme Piva
O espanto na política e na economia
Desde FHC, a permanência de políticas econômicas e a continuidade de alianças têm sido a norma; Lula seguiu tal caminho, que Dilma mantém
Quando começaram a cair ministros, muitos analistas predisseram que uma crise abalaria o governo Dilma. Uma parte começou a temer que a saída de Antonio Palocci da Casa Civil desse espaço a aumento de gastos. Outra acrescentou que a desconsideração com partidos aliados, sobretudo o PMDB, trincaria o apoio do Executivo no Legislativo, comprometendo a estabilidade.
Depois, quando o Banco Central iniciou a redução da Selic, surgiram analistas que denunciavam a "irresponsabilidade", causada pelos "interesses populistas" do governo. Vislumbraram inflação e desorganização da economia, além de fim da credibilidade do Banco Central.
Pois bem. Já caíram sete ministros. O Banco Central voltou a reduzir a taxa de juros e indica que seguirá reduzindo-a. E não ocorreu o que os analistas acima temiam ou previam. Por que se errou tanto?
Há algumas possibilidades de respostas. Uma delas é que de fato houve erro - sincero e isento. Não mais do que isso. Outra, que houve uma dose de torcida. Não menos do que isso. Ainda outra, que o apego a modelos econômicos e políticos às vezes atrapalha.
Mas há mais uma hipótese. Predomina no instrumental de muitos analistas o quadro econômico e político que o Brasil viveu de 1984 a 1994 (com extensões parciais até hoje). Não é de se estranhar. Antes disso, por quase uma geração, a ditadura era o cenário, e nele a análise econômica e política era assunto de iniciados que desvendavam códigos secretos. Não havia como analisar a superfície.
Quando veio a "vida política normal", por uma série de circunstâncias, as crises se encavalaram. O cotidiano ficou turbulento. E o (re)advento da análise política e econômica foi, justificadamente, marcado pelo espanto.
No campo econômico, o sobressalto dos pacotes, as fugas de capital, as crises cambiais, a hiperinflação, a recessão e as oscilações de ativos - "disparando" ou "despencando" nas manchetes.
No campo político, a fragilidade das bases governistas: nos governos Sarney e Collor, a instabilidade era a norma. Mudanças de lado, formação e desmanche de partidos e alianças e primado dos grandes escândalos. Ocorre que, também por várias circunstâncias, muita coisa mudou até hoje, embora aparentando mais perenidade que ruptura.
Desde o governo FHC, a permanência de políticas econômicas (com variações, e sem falar de mérito) e a continuidade de alianças políticas têm sido a norma. O governo Lula avançou nesses caminhos, que Dilma mantém.
Porém, muitos analistas ainda estão vendo, a todo momento, tudo disparar, despencar, esgarçar, balançar e cair. A ponto de ver a normalidade das alianças e a definição de diretrizes econômicas de maior alcance como excrescências em relação aos esperados eventos fantásticos de cada dia.
Não garanto que não acertem em algum momento, mais adiante. Mas acho que o espanto não está na ordem do dia.

Projeto São Francisco e a imprensa corrupta, golpista, ultra racista e ladra brasileira

Notícias

Projeto São Francisco: como estão as obras hoje?

1 - O Projeto de Integração do Rio São Francisco foi divido em dois canais de aproximação e mais 14 lotes de obras. Oito lotes já apresentam ritmo adequado de obra: os canais de aproximação; o lote 3, em Salgueiro (PE); o lote 6, em Mauriti (CE); lote 8, em Salgueiro (PE); o lote 11, em Custódia (PE); o lote 12, em Sertânia (PE); o lote 14, em São José de Piranhas (PB). Os lotes 9 e 13, em Floresta (PE) estão em ritmo lento, mas deverão ter seus trabalhos normalizados em fevereiro de 2012.  Ainda em fevereiro, o Ministério da Integração Nacional espera concluir o processo licitatório do lote 5, que prevê a construção de cinco barragens no eixo norte.  O aviso de licitação do edital do lote 5  já foi publicado no Diário Oficial da União.

2 - Ocorre que em alguns lotes, as obras estão momentaneamente paralisadas em razão da decisão de não aditar os contratos além dos 25% previstos em lei. Esta decisão determinou a revisão dos contratos vigentes, levantamentos de campo para a promoção de rescisões parciais dos atuais contratos e a preparação de novas licitações – obras complementares- que serão lançadas a público nas próximas semanas.

3 - Ao todo, cinco lotes estão paralisados. Os lotes 1 e 2, em Cabrobó (PE) e o lote 10, em Custódia (PE) serão retomados em janeiro de 2012 e os contratos do lote 4, em Verdejante (PE) e do lote 7, em São José de Piranhas (PB) estão sendo rescindidos. Os trechos de obras que faltam ser feitos serão licitados novamente em janeiro/fevereiro do próximo ano. O reinício das obras desses lotes 4 e 7 dependerá do andamento dessas novas licitações.

4 - O Projeto São Francisco emprega, atualmente, 3.900 trabalhadores. A expectativa do Ministério é empregar mais 2 mil trabalhadores e alcançar até julho de 2012, seis mil contratados. O lote 6 , em Mauriti (CE), possui o maior número de empregados, com mais de mil trabalhadores contratados.

5 - O Projeto São Francisco faz parte do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) do governo federal e está orçado em R$ 6,8 bilhões.  Já foram pagos R$ 2,7 bilhões até o mês de novembro e empenhados R$ 3,8 bilhões. Neste ano de 2011, o Ministério investiu R$ 564 milhões. A obra beneficiará uma população estimada de 12 milhões de habitantes, além de gerar emprego e de promover a inclusão social.

6 - Fiscais do Ministério da Integração Nacional identificaram 500 metros de rachaduras, fissuras e descolamento de placas de concreto em três trechos de canais do Projeto de Integração do Rio São Francisco. Estas falhas serão refeitas, sem custo adicional para os cofres públicos, conforme previsto em contrato. Isto aconteceu porque o sistema de drenagem não estava concluído e com as chuvas a saída do dreno interno ficou obstruído, causando a sub-pressão (de baixo para cima) das placas de concreto.

7 - É importante ressaltar que o Ministério estornou, em março deste ano, o montante de R$ 89,1 mil da fatura correspondente a este serviço. Não há nenhum risco de prejuízo para o Ministério, pois todos os serviços possuem garantia contratual e serão reparados pelas empresas. O Ministério da Integração não pagará, em hipótese alguma, o mesmo serviço em duplicidade.

8 - O Ministério da Integração Nacional já investiu R$ 170 milhões em questões ambientais, resultantes da execução parcial de 38 programas básicos ambientais e dezenas de condicionantes determinadas pelo IBAMA quando da concessão da licença de instalação. Os R$ 180 milhões adicionais se referem a uma estimativa de custos com a conclusão dos programas ambientais e condicionantes já estabelecidas, além de algumas outras que virão quando da renovação da licença.

9 - Essas condicionantes e os programas ambientais perfazem o maior conjunto de ações direcionadas ao entendimento do meio ambiente e à investigação do bioma da caatinga já empreendido no país, que, inclusive, já geraram produtos admiráveis no contexto ambiental, da fauna e da flora do semiárido. Além disso, compreende ações de saneamento urbano em municípios por onde passarão as águas do rio São Francisco, além de iniciativas sócio-econômicas junto a populações e comunidades indígenas impactadas pelas obras.

10 - O Projeto São Francisco faz parte do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e está orçado em R$ 6,8 bilhões. O Eixo Leste já conta com 71% de execução das obras e tem 287 km de extensão. Ele levará água para os estados de Pernambuco e Paraíba. O Eixo Norte, com 426 km, está com 46% das obras concluídas e beneficiará áreas dos Estados de Pernambuco, Paraíba, Ceará e Rio Grande do Norte.

Na época do governo de FHC, Serra e gangue tinham mais de 15 milhões de crianças trabalhando como escravos e enquanto isso, a tucanalha roubava a nação

Editoriais
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Infância perdida
Com 1 milhão de crianças trabalhando, o país precisa tomar medidas para cumprir a meta de erradicar essa atividade até o fim da década Dados do Censo tabulados pela Folha indicam que 1 milhão de crianças ainda trabalham no Brasil. Na região Norte, onde a presença do poder público é mais rarefeita, a proporção é de uma em cada dez -bem mais alta que a média nacional, de 6,2%.
Note-se que o trabalho infantil nem sempre ocorre em fábricas ou empresas, onde é mais fácil caracterizar a exploração e coibi-la. Não raro, verifica-se em situações ligadas à atividade familiar. É frequente na agricultura e na pecuária -em geral na companhia dos pais- ou nos pequenos negócios, em tarefas como limpeza ou venda no balcão.
Em empresas formais, a presença de crianças na produção tende a desaparecer. Não apenas em consequência da fiscalização, mas do temor de que denúncias sobre irregularidades nessa área causem prejuízos à imagem de marcas e produtos.
Na modalidade familiar, o quadro mostra-se mais complexo, pois o trabalho infantil inscreve-se numa espécie de tradição cultural, que resiste à mudança. Os próprios pais -muitas vezes com baixo grau de instrução e, eles próprios, ex-trabalhadores infantis- desconhecem a lei ou não compreendem os motivos da proibição.
O trabalho feito por crianças é deletério sob vários aspectos, a começar pela privação do tempo livre da infância, importante para um desenvolvimento saudável. Além disso, interfere no aprendizado escolar, aumenta os riscos de problemas de saúde e reduz as chances de um emprego melhor na vida adulta.
Na última década, o trabalho infantil caiu de 6,6% para 6,2% no país. É possível, entretanto, segundo técnicos do IBGE, que os dados referentes a 2000 estejam subestimados, o que ainda não se verificou com precisão. Os progressos, seja como for, terão sido pífios ou nulos, deixando o Brasil em dificuldades para cumprir o compromisso de erradicar esse tipo de atividade até o final da década.
A tarefa não é simples, mas o governo federal precisa intensificar a fiscalização na tentativa de ao menos se aproximar da meta.
Um caminho, como sugere a coordenação do programa contra o trabalho infantil da OIT (Organização Internacional do Trabalho), seria elevar a pressão sobre os municípios e cobrar das prefeituras um papel mais ativo no controle.
Outra possibilidade é utilizar o mapa do Bolsa Família para alcançar as populações rurais carentes, que tendem, mais do que as urbanas, a envolver os filhos na geração de renda. Para conceder o auxílio, o governo exige uma série de condições dos beneficiados -da matrícula escolar à vacinação obrigatória dos filhos. Poderia usar o controle que já é realizado sobre esses itens para tentar identificar casos de trabalho infantil.

Gustavo Patu, está com raiva dos aposentados. Talvez ele tenha lido este blog

Gustavo Patu
Muito além dos aposentos
BRASÍLIA - Brasileiros sexagenários ou mais idosos são cerca de um décimo da população do país atualmente. Em 20 anos, se as projeções dos demógrafos estiverem corretas, essa proporção vai dobrar.
Os aposentados, há um bom tempo, tornaram obsoleto o estereótipo de frágeis velhinhos de pijama -recolhidos a seus aposentos, conforme o antigo sentido da palavra.
Eles podem esperar por décadas de vida pela frente. Pelas estatísticas, a expectativa de sobrevida dos que chegaram aos 60 está em torno dos 20 anos, mas essa é apenas uma média que não revela o horizonte de possibilidades em expansão.
Graças à seguridade oficial, estão mais protegidos da pobreza e da miséria que os demais. Isso significa, em tese ao menos, mais acesso à informação e aos serviços públicos.
É o típico perfil de quem vai ambicionar mais direitos de cidadão. Se ainda não são, eles caminham para ser uma das mais importantes forças políticas do quadro nacional.
Parlamentares e sindicalistas já investem mais tempo e energia nesse filão. Ganha força o lobby para que seja definida política permanente de aumentos acima da inflação para todas as aposentadorias e as pensões, a exemplo do que é feito com os benefícios previdenciários equivalentes ao salário mínimo.
Um pleito não precisa ser majoritário para prosperar na democracia: uma minoria entusiasmada basta, se não houver oposição convicta e organizada. E poucos se animam a questionar ganhos que acabarão sendo de todos os que tiverem o privilégio de viver até lá.
Não há vantagem a ser concedida aos inativos que não tenha de ser paga pelos ativos; aposentados e pensionistas já consomem um quarto da arrecadação de impostos; há carências mais urgentes em saúde, educação e infraestrutura.
Mas ninguém disse que a democracia só lida com demandas economicamente razoáveis.
gustavo.patu@grupofolha.com.br

Depois de décadas de governos corruptos no Rio de Janeiro e de nenhuma providência do governo maldito de FHC, do PSDB, Lula agiu, financiou e colocou tropas federais para acabar com a baderna. Mas a Folha não reconhece nada de bom dos governos do PT. O editor que não entende patavina de segurança quer ensinar o que não sabe e nunca ouviu falar. Vem aí, a CPI da Privataria da Tucanalha !

Editoriais
editoriais@uol.com.br
Exército e polícia
Um jovem de 15 anos foi morto durante aparente troca de tiros entre criminosos e militares do Exército, na favela do Caracol, na zona norte do Rio. Pela versão oficial, a vítima encontrava-se em companhia de dois suspeitos, que teriam atacado uma patrulha a tiros.
Já moradores do local afirmam que não houve confronto e que o adolescente estava a poucos metros de sua casa quando foi atingido.
Foi aberto processo administrativo para apurar o caso.
O episódio é mais uma evidência dos riscos a que se expõe o Exército ao desempenhar papel de polícia nos complexos de favelas do Alemão e da Penha. Se de início a presença da força se anunciava temerária, o quadro só se agravou com a prorrogação do prazo da missão.
A tomada desses complexos, em novembro de 2010, foi comemorada como um marco da reconquista de territórios dominados por traficantes na capital fluminense.
A operação foi realizada, entretanto, em condições improvisadas. Precipitada por ataques de criminosos, a ocupação não seguiu o roteiro bem-sucedido de outras ações similares. Com dificuldades para instalar UPPs (Unidades de Polícia Pacificadora) naqueles complexos e manter o controle territorial, o governo do Estado decidiu recorrer ao apoio do Exército.
A presença militar, defensável naquelas circunstâncias, deveria ter sido encerrada em outubro -quando as UPPs estariam instaladas. As autoridades, entretanto, não cumpriram o anunciado e obtiveram a extensão do prazo até junho de 2012.
Não se desconhecem as dificuldades inerentes à pacificação dessas áreas, mas já transcorreu tempo suficiente para que se providenciasse uma solução definitiva.
Ao exercer papel de polícia em contato permanente com o tráfico, o Exército corre o risco de ser contaminado pela corrupção e de cometer abusos contra a população. O recurso às Forças Armadas em missões desse tipo deve submeter-se às prescrições constitucionais e ser o mais breve possível.
Como esta Folha tem defendido, é preciso que a Força Nacional de Segurança Pública, composta, sobretudo, por policiais estaduais, funcione como uma espécie de Polícia Militar da Federação.
A corporação já existe, mas precisa ser treinada, bem equipada e estar pronta para agir em situações de emergência, como a verificada no Rio. A prioridade do Exército e das Forças Armadas é zelar pela segurança nacional.

Agora o PIB não interessa. Comparar a formação do Reino Unido, com mais de mil anos, com um país que até o ano de 2002, já no século XXI, era comandado por uma "elite" escravagista não tem sentido nenhum. Se hoje estamos melhor é graças ao Lula e à Dilma. Se dependêssemos da ajuda da imprensa brasileira eu estaria no pelourinho

Hélio Schwartsman
Brasil potência
SÃO PAULO - A notícia de que o Brasil desbancará o Reino Unido do posto de sexta potência do planeta diz mais sobre as nossas mentes do que sobre a situação da economia de cada uma dessas nações.
Para começar, o conceito utilizado, o valor do PIB, reflete mais o tamanho da população do que a riqueza de seus habitantes. Em quinto lugar na lista de países mais populosos, o Brasil, com 192 milhões de pessoas, detém o sexto PIB -o que significa que estamos um pouco mais pobres do que "deveríamos". Já o Reino Unido, com 63 milhões, o 22º na lista dos mais povoados, exibe a sétima economia -bom para eles, mesmo porque desenvolvimento não é um jogo de soma zero, no qual, para um país ganhar, outro precisa perder.
Se quiséssemos avaliar a riqueza propriamente dita, uma medida mais adequada seria o PIB "per capita", critério em que o Brasil, com US$ 8.300 por habitante por ano, despenca para a 63ª posição. Os britânicos, com US$ 43.700, ficam em 20º lugar.
Perceber esses mecanismos não exige mais do que noções rudimentares de matemática. O interessante é que, mesmo cientes de que o título de "sexta potência" é um engodo, não deixamos de experimentar um lampejo de satisfação quando lemos no jornal que desbancamos o Império-onde-o-sol-nunca-se-põe. Por quê?
Seres humanos são incapazes até mesmo de pensar sem mobilizar emoções, preferências e outras manifestações inconscientes do cérebro primitivo, as quais influenciam sutil ou descaradamente decisões juízos que acreditamos racionais.
Basta um pequeno viés, como a vontade de que os brasileiros sejam mais ricos ou o desejo de vingança contra as políticas imperialistas britânicas, para que o cérebro se deixe seduzir pela notícia da "sexta potência" e lhe atribua veracidade e relevância. Cair nessa armadilha tem algo de delirante, mas é bem mais fácil do que parece. Na verdade, resistir a esses impulsos é que exige esforço.
helio@uol.com.br

Brasileiro em NY gasta R$ 773 ao dia, o dobro da média

Brasileiro em NY gasta R$ 773 ao dia, o dobro da média
Média do gasto de turistas de todas as nacionalidades é de R$ 384; brasileiros são os que mais dispendem
Turista do Brasil gosta de shows, de peças e de museus, segundo órgão oficial de turismo da cidade norte-americana
VERENA FORNETTI
DE NOVA YORK
Os brasileiros que visitam Nova York gastam, por dia, duas vezes o valor que os turistas costumam desembolsar nas visitas à cidade, segundo o NYC & Company, órgão oficial para o marketing do turismo na cidade.
O gasto diário médio dos brasileiros foi de US$ 415 (R$ 773) em 2010. A média dos visitantes de todas as nacionalidades no mesmo período foi US$ 206 (R$ 384).
Os brasileiros foram no ano passado os que mais gastaram na cidade, ultrapassando britânicos (nacionalidade que mais visita Nova York), australianos e canadenses.
No ranking anterior, que se referia a 2009, os brasileiros sequer apareciam entre os cinco primeiros lugares no ranking de gastos.
Para o órgão, brasileiros são mais propensos a gastar com shows, peças e musicais que a média dos visitantes na cidade, além de terem mais disposição para visitar galerias e museus.
O número de turistas vindos do Brasil também cresce: depois de uma disparada de 77% em 2010 na comparação com 2009, neste ano o órgão espera um incremento de 11% em relação ao ano passado.
"Os brasileiros são grandes gastadores. Compras e jantares são as atividades preferidas", diz Christopher Heywood, vice-presidente de comunicação do órgão.
Nas lojas na região central de Manhattan, é comum encontrar vendedores que falam português. Na tradicional liquidação do dia 26 de dezembro na Macy's, famosa loja de departamento, os brasileiros eram um dos grupos mais presentes.
Segundo o órgão de turismo, a tendência é que o número de brasileiros passeando em Nova York continue avançando.
Em Nova York, os turistas brasileiros têm em média 40 anos, permanecem 6,7 noites, viajam a lazer e se hospedam em hotéis.
De acordo com o último dado disponível, houve avanço de 28% no número de visitantes brasileiros nos EUA de janeiro a setembro deste ano em relação ao mesmo período de 2010.

É de chorar ! Dá uma pena danada !

Marina Silva
Ela tem a força
As palavras sempre foram os melhores presentes que recebi.
Nos períodos de festas e confraternizações, em que somos plasmados pelos desejos de melhores dias, nem sempre nos damos conta de que, com os presentes que afetuosamente damos e recebemos, ali - onde sem tocar e ver, na forma de um apurado sabor, provado pelo ouvido, e não pela boca, materializado em acústica, e não palpável, como nos apetece- está a palavra. Sempre apta a produzir luz e trevas, tristeza e alegria, atenção e indiferença.
Que não nos engane o mundo das imagens digitais, das TVs de última geração -três dimensões- e dos tantos efeitos especiais. O que nos constitui são as palavras. Elas é que são semente, elas é que dão fruto.
Sempre cultivei enorme fascínio pela palavra, dita ou escrita, sussurrada ou cantada, rústica ou erudita, de multidões ou de poucas vozes.
Hoje, reafirmo que as palavras foram mesmo meus melhores presentes. Ainda que em afiadas lâminas e pontiagudas setas, elas jamais deixaram de ser, para mim, as melhores instrutoras de meu trilhar persistente.
Nunca esquecerei a voz embargada de meu pai balbuciando as palavras que me autorizaram, aos 16 anos, a ir para a capital de meu Acre, cuidar da saúde e estudar. Presente dado e chancelado na forma de uma arriscada autorização que, hoje sei, foi para mim uma espécie de passaporte diplomático para a realização de meus sonhos.
Como esquecer os sofisticados presentes que recebi, nas palavras não ditas, de meu tio mateiro, sábio homem, talhado na arte de escutar o silêncio?
Como entender meu gosto pela oratória sem a veia poética de minha avó e mãe de parto, que recitava para mim as cantorias de martelo de seu agreste sertão cearense, em pequenas amostras do poder evocado pela palavra, na força criativa e criadora do verbo que comanda toda a ação?
Encantava-me particularmente quando ela recitava o anúncio feito pelo repentista anfitrião, da peleja entre Inácio da Catingueira e o letrado Romano, grande estudioso das coisas do sertão. Quanta riqueza! Linguagem oral e literária fundindo-se para gerar uma cultura de resistência, beleza, poesia e valentia.
O anúncio da peleja entre os dois cantadores era feito com a força e a magnitude típicas de um duelo cósmico, entre presença e vazio, caos e organização: "Hoje aqui tem que se ver, Relâmpagos de caracol, Os nevoeiros parar, Dar eclipse no sol, As águas do mar secar E eu pescar baleia de anzol."
Tudo isso porque dois repentistas iam disputar com palavras as grandezas do sertão.
Palavras escritas, silenciadas ou ditas são a nossas mais firmes superfícies de sustentação. Feliz 2012.

O destino do PT é consertar os erros dos outros


Agnelo prepara um novo ciclo em 2012
Após encontrar uma máquina pública desmontada e a cidade em grave crise política, governador pretende aprofundar no próximo ano as reformas na administração. Além de melhorar a área de saúde, o plano é ampliar investimentos e estimular a economia do DF

» Josemar Gimenez
» Ana Maria Campos



Existe um setor que trabalha para que Brasília continue no atraso. Fizeram um ataque vil, covarde, torpe à minha família. Até tentaram envolver a minha mãe. É um grupo criminoso que não tem limites  (Fotos: Breno Fortes/CB/D.A Press)
Existe um setor que trabalha para que Brasília continue no atraso. Fizeram um ataque vil, covarde, torpe à minha família. Até tentaram envolver a minha mãe. É um grupo criminoso que não tem limites

O governador Agnelo Queiroz (PT) sabe que 2012 será o ano mais importante de sua gestão. Em 2011, o petista assumiu o Palácio do Buriti depois de uma crise política sem precedentes. Ninguém tem dúvidas de que ele herdou uma situação caótica. A descontinuidade de programas provocada pela sucessão de quatro governadores e os reflexos da instabilidade política transformaram o Governo do Distrito Federal numa máquina com dificuldades extremas.

A fase do lamento, no entanto, passou. Depois de um ano de trabalho, agora é a hora de começar a apresentar os primeiros resultados. Nas palavras do próprio Agnelo: 2012 é tempo de entregar o “produto” prometido na campanha. O governador sente a cobrança das responsabilidades que tem pela frente, como expõe nesta entrevista ao Correio. “2012 será o nosso ano”, afirma em tom otimista.

Agnelo promete muito. Garante que a verdadeira revolução na saúde pública vai, enfim, ocorrer. Jura que os índices de violência serão reduzidos drasticamente. Anuncia programa novo na área social, pelo qual oferecerá café da manhã a alunos carentes da rede pública de ensino do DF. Afirma que vai trabalhar pela regularização dos condomínios, um desafio pela complexidade do tema. A cara do governo em 2012, segundo o governador, será baseada num tripé: choque de governo para as políticas sociais; incentivo ao desenvolvimento econômico; e captação de recursos internacionais para criação de empregos.

O segundo ano do mandato é fundamental por dois motivos. Depois de tanta turbulência, a população exige normalidade institucional, ação, agilidade. Fazer a administração funcionar também é vital para que Brasília esteja apta a sediar jogos do calendário internacional de futebol. Em 2013, a capital vai abrir a Copa das Confederações, uma vitrine para o planeta. No ano seguinte, o DF vai receber sete partidas da Copa do Mundo. Eventual despreparo será computado na biografia do petista.

Enquanto faz planos, Agnelo tenta sair de uma crise que envolve seu nome em irregularidades do passado. Ele faz questão de ressaltar que não há, até o momento, nada que desabone sua passagem como chefe do Executivo no DF.  As denúncias, ele atribui a inimigos. Gente que estaria ávida para voltar a ter influência nos contratos públicos. Os ataques à família, conta, foram o pior momento de 2011.

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

O desrespeito da imprensa corrupta é total quando se trata do PT, diz a repórter:"ministro ficou nervosinho". Quanto ao Serra, ninguém sabe, ninguém viu. Vem aí, a CPI da Privataria da Tucanalha.


Ministro se irrita com jornalistas em restaurante em Brasília


Anna Ramalho
Ministro ficou nervosinho
Foi tenso o almoço do ministro do Desenvolvimento e queridinho de Dilma RousseffFernando Pimentel, nesta quinta-feira.
O ministro e um amigo almoçavam no Fred's, que faz o melhor picadinho de Brasília, quando perceberam que uma mesa próxima estava cheia de jornalistas.
Os mesmos que, no último mês, foram rechaçados pelo ministro na tentativa de ouvi-lo sobre sua misteriosa consultoria privada.

Ministro Fernando Pimentel
Ministro Fernando Pimentel
Observando de esguelha o movimento da mesa durante todo o almoço, o ministro só relaxou quando a turma deixou o restaurante sem se dirigir a ele.
Mas um amigo desta coluna que estava na mesa da imprensa não deixou de observar que o ministro dividia com o amigo meia garrafa do chileno La Joya Reserva, que custa módicos R$ 40. Adequado nesses tempos que recomendam pouca ostentação.
Mas, como Sua Excelência comanda a pasta do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, bem que poderia ter preferido um tinto nacional, né, não?

O STF deseja um feliz ano-novo aos brasileiros


Em mensagem de ano-novo, Dilma evoca sonho, coragem e ousadia


Caros leitores, na empolgação errei a grafia da palavra "MANSÃO" que é a correta, desculpem pelo erro "MANÇÃO". Apesar de tudo, o espírito da postagem continua o mesmo

VOCÊS QUEREM A VERDADE ? POIS AÍ VAI: O LIVRO "A PRIVATARIA TUCANA", DE AMAURY RIBEIRO JR., COLOCOU O PARTIDO DA IMPRENSA CORRUPTA NA DEFENSIVA. ELA VINHA ATACANDO A COPA 2014, AS OLIMPÍADAS 2016, OS MINISTROS DE DILMA E DE REPENTE TOMARAM UM SAFANÃO NO MEIO DAS FUÇAS, SE PERDERAM COM A OMISSÃO E ESTÃO NAS CORDAS APANHANDO DOS BLOGS SUJOS. PARA COMPLETAR O DESESPERO, VEM AÍ A CPI DA PRIVATARIA DA TUCANALHA. O BICHO VAI PEGAR, MAS NÃO SERÁ MAIS NOS MORROS CONTRA TRAFICANTES, SERÁ NO ASFALTO E NAS MANSÕES DOS CORRUPTOS DA PRIVATIZAÇÃO DA TUCANALHA!

Folha leu o livro "A Privataria Tucana", de Amaury Ribeiro Jr.,que mostra os crimes de Serra e gangue e, paulista que é e estando ao lado do "mais preparado", esculhamba com Aécio Neves. Diz o colunista: "Blá-blá-blá mineiro"

Rogério Gentile
Blá-blá-blá mineiro
SÃO PAULO - Já está virando regra. É só o fim de ano se aproximar que o senador mineiro Aécio Neves repete o mantra de que é necessário "refundar o PSDB".
A primeira vez foi em 2010, logo após a eleição da presidente Dilma Rousseff. Ansioso para herdar a posição de José Serra no partido, Aécio disse que o PSDB deveria refazer e atualizar seu programa para "recuperar sua identidade".
Como isso não ocorreu e, aparentemente, não surgiu outra ideia para tirar a sigla da letargia pós-FHC, Aécio voltou à carga às vésperas deste Natal, acrescentando apenas que o PSDB precisa "andar de cabeça erguida, discutindo as grandes questões nacionais e propondo uma nova agenda para o Brasil".
Blá-blá-blá à parte, Aécio encerra 2011 sem ter conseguido se firmar como a principal referência da oposição no país. Teve dificuldades para se movimentar em um Senado dominado amplamente pelos aliados do governo, não apresentou nenhuma proposta de repercussão, tampouco soube se desemaranhar da briguinha partidária com Serra.
Sem conseguir se impor politicamente, precisou dar declarações à imprensa lembrando que está à disposição do partido para disputar a próxima eleição presidencial.
Faltando tanto tempo assim e, sobretudo por se tratar de um político mineiro, neto de Tancredo Neves, soou muito mais como se ele tivesse algum receio de ser esquecido.
Aécio tem demonstrado confiar em um futuro racha na base do governo para viabilizar-se para 2014. Cultiva boas relações com o PSB do governador Eduardo Campos (PE) e o PSD do prefeito Gilberto Kassab (SP) por entender que, se Dilma perder parte de sua popularidade até a eleição, os partidos poderão apoiá-lo.
Mas política não se faz apenas na base da calculadora. Se o senador não conseguir se mexer no Congresso e no PSDB, corre o risco de chegar sem fôlego à sucessão presidencial.

A imprensa brasileira precisa rezar mais contra o Brasil porque tá tomando de lavada

IGP-M, que reajusta aluguéis, fecha o ano com alta de 5,10%

Índice teve queda de 0,12% em dezembro

O Globo, com agências
RIO — A inflação medida pelo Índice Geral de Preços-Mercado (IGP-M) deu trégua no fim de ano, com queda de 0,12% em dezembro. O índice é utilizado para reajustar a maioria dos contratos de aluguel. Assim, o IGP-M fechou o ano de 2011 com alta de 5,10%, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV), nesta quinta-feira.
O indicador sofreu forte desaceleração desde o resultado de dezembro de 2010, quando fechou o ano com alta acumulada de 11,32%.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/imoveis/igp-que-reajusta-alugueis-fecha-ano-com-alta-de-510-3531028#ixzz1hvvp81PX
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Para os ministros do STF, que não sabem se o "Ficha Limpa" vale ou não vale, ou vai virar "Ficha Suja"

Correio Braziliense fica com o "mico" do "caosaéreo". Dá uma pena!

Aeroviários aceitam 6,5%
Sindicato nacional deve assinar hoje acordo com empresas aéreas, pondo fim ao risco de greve nos aeroportos neste fim de ano

» Gustavo Henrique Braga



Às vésperas do Natal, funcionários tomaram o terminal de Brasília: patrões consideram atitude oportunista  (Marcelo Ferreira/CB/D.A Press)
Às vésperas do Natal, funcionários tomaram o terminal de Brasília: patrões consideram atitude oportunista

Após mais de três meses de negociações, companhias de aviação e aeroviários chegaram a um entendimento, colocando fim à ameaça de greve no setor durante as festas de fim de ano. A confirmação oficial deve ser feita hoje, quando se encerrarão as assembleias do Sindicato Nacional dos Aeroviários, para só então ser assinado o acerto formal. A Federação Nacional dos Trabalhadores em Aviação Civil (Fentac) informou que três sindicatos fecharam ontem o acordo coletivo: o de Pernambuco, o do Rio Grande do Sul e o de Guarulhos. Eles terão os salários corrigidos em 6,5%, além de um aumento de 10% para os diferentes pisos da categoria.

A proposta, que deve ser aceita por todos os sindicatos ainda hoje, é a mesma que já havia sido assinada, há uma semana, pelos aeronautas. Na última segunda-feira, o Ministério do Trabalho chegou a mediar uma reunião entre empresas e trabalhadores e, na ocasião, os sindicatos se comprometeram a levar às assembleias a proposta de 6,5% de reajuste e estabelecimento de um piso de R$ 1,1 mil para as empresas com maior capacidade de pagamento. Procurado pelo Correio, o Sindicato Nacional das Empresas Aeroviárias (Snea) informou que só irá se pronunciar após a assinatura do acordo. O Sindicato Nacional dos Aeroviários não atendeu as ligações.

Nos aeroportos, o clima foi de tranquilidade ontem. Dados da Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) mostram que, até às 17h, o índice de voos atrasados no país ficou em 7,9%, número considerado aceitável pela estatal. Em Brasília, essa parcela foi menor: 5,1%. Já no aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro, o índice ficou em 12,3% e, em Guarulhos, em 10,3%. Há uma semana, os aeroviários de cinco aeroportos, entre eles o de Brasília, cruzaram os braços por 24 horas em protesto contra as empresas. Apesar do tumulto, os terminais operaram sem problemas naquele dia.

O movimento foi enfraquecido depois de uma decisão do Tribunal Superior do Trabalho (TST) para que, ao menos, 80% dos funcionários permanecessem operando no fim de ano. Inicialmente, a categoria cobrava um reajuste de 10%. No decorrer das negociações, decidiu baixar esse percentual para 7% até finalmente aceitar a proposta de 6,5% generalizado e 10% para os pisos.

Desde o ano passado, quando o índice de atrasos nos voos passou dos 40% no fim de dezembro, as empresas aéreas criticam o período do ano em que cai a data-base de aeronautas e aeroviários. O motivo é que, invariavelmente, os movimentos grevistas ocorrem exatamente no período de pico nos aeroportos, atitude considerada oportunista pelos patrões. Apesar das tentativas, por enquanto não há sinalização da Justiça do trabalho ou dos sindicatos para uma mudança.

Índice que reajusta aluguel tem deflação. Tá dando pena da imprensa corrupta que esconde as notícias das vitórias de Dilma Rousseff !

Não ia dar certo, deu, mas não dará e o governo não tem plano fiscal e tudo seria melhor se o povo brasileiro não fosse enganado por Lula e tivesse votado em José Serra. Vem aí, a CPI da Privataria da Tucanalha

Vinicius Torres Freire
Governo poupou, mercado errou
Governo vai fazer superavit prometido em 2011, mas gasta mal e não tem plano fiscal para o longo prazo
Uma estimativa muito errada dos economistas neste ano dava conta de que o governo federal não entregaria o superavit primário que prometeu. Economistas de consultorias e bancos diziam que Dilma Rousseff e Guido Mantega não poupariam parte da receita de tributos o bastante para chegar a 3,1% do PIB (somadas as contribuições de estatais, Estados e municípios).
Lembre-se sempre de que poupança se trata aqui: despesa menos receita afora gastos com juros. Pago o custo da dívida pública, o setor público brasileiro deve ficar com deficit de uns 2,5% do PIB.
Chegar a 3,1% ou 3,2% do PIB de "poupança" era importante porque: 1) Assim o governo daria alguma contribuição à contenção da "demanda", de consumo e de investimento, em ano de inflação ascendente; 2) O governo daria um lustro na imagem de país "fiscalmente responsável". Isto é, de um governo com as contas mais ou menos em ordem, pelo menos no curto prazo.
Recorde-se que neste ano, num documento da cúpula do G20 de novembro, se dizia coisa dessa espécie sobre o Brasil, durante décadas um país que nem sabia quanto gastava, noutros períodos em moratória, quase sempre tido como risco de crédito muito alto: "Alemanha, Austrália, Brasil, Canadá, China, Coreia e Indonésia, onde as finanças públicas continuam relativamente sólidas...".
Na verdade, o Brasil ainda tem um problema fiscal (de gastos públicos) enorme. Além de despesas ineficientes e mal controladas, temos deficit e dívida demais.
Quanto é "demais"? Nossa dívida não é menor que as euro-americanas e japonesa? É. Mas seu custo financeiro gira em torno de 11%, 12% ao ano (se considerada a taxa "básica" de juros, a Selic. O custo "implícito", real, no caixa, da dívida, roda em torno dos 15% ao ano).
É juro alto demais para a nossa dívida; e também a dívida é alta demais para o nosso crédito na praça.
Isto posto, nossa situação ao menos tem melhorado, aos pouquinhos. Mas com quantos pouquinhos se faz uma canoa fiscal sólida? Considere-se a situação deste ano.
A despesa deve crescer em torno de 3,5%, nas contas do economista Maurício Oreng, do Itaú, em relatório de ontem sobre o balanço fiscal. Ainda é um ritmo um pouco maior que o do PIB, mas se trata de quase um milagre no Brasil. No ano passado, o gasto subiu quase 9%.
Quais foram os santos do milagre? Neste ano não houve reajuste de salário de servidor -houve quase apenas aumento vegetativo da folha. É uma raridade. Mas o talho maior ocorreu no investimento do governo "em obras", que deve cair mais de 8% neste ano. Como de costume, o ajuste fiscal é de baixa qualidade: menos corte em despesa de custeio, mais em investimento.
Ainda assim, o governo fez um esforço considerável para conter as despesas de manutenção da máquina, esforço que vai ser difícil de repetir no ano que vem (e, no caso do investimento, é quase inviável manter a seca deste ano).
Qual o resumo da ópera? Não é mais possível fazer esses ajustes na boca do caixa. Não são duradouros, criam ineficiências, desarranjos na administração e, ainda pior, no investimento. É preciso mudar o padrão do gasto e o seu controle. Para tanto, é preciso um plano de longo prazo. Não temos.
vinit@uol.com.br

Só os estrangeiros conseguem analisar o Brasil com isenção, mas o nosso amigo precisa saber que antes dos governos do PT nós éramos a 13ª economia do planeta e a péssima educação formal do país foi o legado da "elite" brasileira. Agora estamos recuperando o tempo perdido e vamos conseguir

Kenneth Maxwell
Perspectivas
O Brasil recebeu uma espécie de beneplácito para terminar 2011. O Centre for Economics and Business Research (CEBR), uma organização londrina de pesquisa, informou que o Reino Unido agora é a sétima maior economia do planeta, atrás do Brasil.
O CEBR prevê que o Reino Unido, em breve, será superado por Rússia e Índia. No momento, as maiores economias mundiais são, pela ordem, Estados Unidos, China, Japão, Alemanha, França e Brasil.
O ministro da Fazenda, Guido Mantega, mencionou com satisfação, no site de seu ministério, o relatório do CEBR. No início de dezembro, ele recebeu em Brasília a diretora-executiva do FMI, Christine Lagarde, com o seguinte comentário: "Para nós, é uma grande satisfação que, dessa vez, o FMI não tenha vindo ao Brasil para trazer dinheiro, como no passado, e sim para solicitar que emprestemos dinheiro aos países desenvolvidos".
O relatório do CEBR, na verdade, confirmou a previsão anterior do FMI, de que o Brasil seria a quinta maior economia mundial em 2016.
A população brasileira é três vezes maior que a do Reino Unido e, portanto, sua renda per capita é equivalente a um terço da britânica. Mas a classe média brasileira está crescendo. A economia do país continua, em larga medida, voltada ao mercado interno, o que oferece algum lastro contra as flutuações extremas da economia internacional. E essa posição favorável é reforçada por poderosas companhias estatais, banco de desenvolvimento nacional e fundos de pensão do setor público brasileiro, bem como pelo vigor do setor privado.
Mas há preocupações. Entre elas, os preços voláteis das commodities nos mercados internacionais, o risco de inflação e as taxas de juros reais muito elevadas. A mais grave delas, porém, refere-se à educação. A falta de profissionais qualificados no setor de alta tecnologia é um sério obstáculo ao crescimento futuro.
A associação setorial Brasscom estima que haja um deficit de 45 mil profissionais no setor de tecnologia de comunicações. Só 33 mil formandos devem ingressar no mercado em 2014, quando 78 mil seriam necessários. O problema é agravado pela baixa qualidade do ensino básico de matemática e pelo alto índice de abandono de cursos. Infelizmente, remediar tais deficiências não é prioridade do governo.
Douglas McWilliams, presidente do CEBR, disse ao jornal "Financial Times" que "o Brasil derrotou os países europeus nos campos de futebol, mas derrotá-los economicamente representa um novo fenômeno". Para consolidar esses avanços econômicos, será preciso um esforço mais urgente e sustentado em longo prazo para melhorar a educação, especialmente o ensino básico, sobretudo na área de ciências.
KENNETH MAXWELL escreve às quintas-feiras nesta coluna.
Tradução de PAULO MIGLIACCI

Foi bom, mas não irá se repetir. É triste!

Arrecadação faz governo atingir meta de superávit
Cenário deste ano não deve se repetir em 2012 DE BRASÍLIA
O setor público cumpriu, até novembro, 99% da economia para o pagamento de juros da dívida estabelecida como meta para 2011, informou ontem o Banco Central.
O cumprimento da meta de R$ 127,9 bilhões deste ano para o chamado superavit primário não era dado como certo no início de 2011. Foi possível graças a uma forte arrecadação, que surpreendeu o mercado, e à contenção de investimentos pelo governo.
As condições deste ano, contudo, não tendem a se repetir no ano que vem.
Em 2012, além de eleições municipais, quando os governos são estimulados a elevar despesas para eleger candidatos, haverá gastos federais extras de R$ 23 bilhões com o aumento real previsto para o salário mínimo.
Neste ano, os juros incidentes sobre a dívida foram os mais elevados desde pelo menos 2001.
De janeiro a novembro, os juros incidentes sobre a dívida pública somaram o equivalente a 5,72% do PIB, maior valor da série histórica.

Copiado do blog os amigos do presidente Lula. O STF está de parabéns !

Baixaria histórica

Não seria de bom tom que o senador corrupto fizesse caretas durante a posse.Essa careta do filho de Jarbas  é uma forma direta e sincera de homenagear o povo paraense que votou no senador corrupto


Em 5 de abril de 2000, Jader Barbalho (PMDB-PA) protagonizou um dos duelos mais marcantes já registrados no plenário do Senado ao entrar em guerra aberta com Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA), que morreu em 20 de julho de 2007. Diante de uma plateia de parlamentares em constrangido silêncio, os dois trocaram insultos na tribuna, em um espetáculo transmitido ao vivo pela TV Senado.

No ápice de uma tensão que já se arrastava por semanas, ACM comunicou que entregaria à Mesa Diretora da Casa um dossiê contra Jader, que reagiu de pronto. Em um discurso, desfiou as passagens menos abonadoras da vida política do senador baiano. Chamou-o de "corrupto". ACM retrucou: "Vossa Excelência é um ladrão", disse a Jader. A contenda refletia o embate entre os dois partidos, PMDB e PFL, pelo direito de exibir as credenciais de aliado preferencial do governo de Fernando Henrique Cardoso.

Nenhum dos dois sairia ileso do confronto. ACM renunciou ao cargo para evitar ser cassado por conta do escândalo envolvendo a violação do sigilo do painel eletrônico no Senado, durante a votação do processo de cassação do então senador Luiz Estevão.

Meses depois era o senador peemedebista que deixava o Senado pela porta dos fundos, também buscando escapar de um processo de cassação. Acabou fulminado pela avalanche de denúncias em torno do desvio de recursos do Banco do Estado do Pará (Banpará) e de irregularidades com financiamentos da Superintendência de Desenvolvimento da Amazônia (Sudam).

O PT não se esforça nem para instaurar a CPI da Privataria da Tucanalha

Valdo Cruz
Meu governo
BRASÍLIA - Dilma Rousseff termina seu primeiro ano de mandato repetindo, em seus discursos, uma expressão que incomoda, e muito, o mundo petista: "meu governo".
Por mais de uma vez, testemunhei gente do PT, do primeiro escalão à militância, torcendo o nariz quando ela soltava, durante solenidades, o tal pronome possessivo.
Numa das ocasiões, bem me lembro do comentário de um petista ao lado: "Como assim, meu governo? É nosso governo, nós é que a elegemos, a Dilma deveria reconhecer isso".
A reclamação reflete, na verdade, certo desapontamento dos petistas em relação ao estilo de governar da presidente. Eles imaginavam que teriam mais poder no governo dilmista do que tiveram no de Lula.
Recordo uma conversa com um cardeal petista, meio que comemorando o que considerava uma etapa próspera para o partido: "O Lula é muito maior do que o PT, não precisava da gente. A Dilma é uma neófita na política, vai precisar, e muito, do nosso apoio e será mais dependente do partido".
Pois bem, Dilma, em vários momentos de seu primeiro ano de mandato, deu demonstrações de que tinha planejado outro roteiro para seu governo. Assim o fez quando decidiu trocar a cúpula palaciana depois da queda de Antonio Palocci. O PT não só não foi ouvido como foi surpreendido pelas escolhas de Dilma. Episódios semelhantes ocorreram ao longo de todo o ano.
O que acabou acontecendo, pelo menos até aqui, é que o PT teve de se acostumar ao estilo Dilma, frustrando os planos de seus líderes e de outros aliados, como o PMDB -que também imaginava mandar bem mais no governo atual.
O fato é que Dilma deve sua eleição, basicamente, a seu mentor, Lula. Não se sente compromissada com boa parte do mundo político. O risco é surgir, pela frente, uma baita crise -política ou econômica- que a atinja diretamente. Aí, terá que, diríamos, compartilhar mais.

Foi bom, mas não se deveu ao esforço e a produção, diz Vinicius Mota aborrecido com a sexta economia do mundo. A Folha tem sempre uma explicação para denegrir tudo do Brasil de Lula e Dilma. Tá dando pena !

Inflação ajuda Brasil a superar PIB britânico
Preços em alta e valorização do real em relação ao dólar contribuíram mais para crescimento do que aumento da produção
Economia brasileira teria levado mais tempo para se tornar a sexta do mundo se preços não tivessem subido tanto
VINICIUS MOTA
SECRETÁRIO DE REDAÇÃO
O Brasil vai se tornar a sexta maior economia mundial por três motivos, em ordem de importância: inflação, alta da produção doméstica e valorização do real.
De cada US$ 100 adicionados ao valor do PIB nos últimos dez anos, US$ 68 decorrem da soma do primeiro e do terceiro fator -variação de preços internos e câmbio. A alta física do produto responde pelos US$ 32 restantes.
No mesmo período, a trajetória do Reino Unido, a ser ultrapassado pelo Brasil, foi bem diferente. A elevação da produção física foi responsável por 67% da alta do valor do PIB em dólares. Inflação e variação cambial explicam 33% do resultado.
De 2001 a 2011 -tomando a projeção do FMI para este ano-, o PIB brasileiro em dólares (PIB "nominal", no jargão) aumentou 355% (multiplicou-se por 4,5). Já o PIB real, sem os efeitos dos preços e do câmbio, cresceu 46%.
Daí se conclui que, não fossem a inflação mais alta e os ganhos do real diante do dólar, o Brasil iria demorar muito mais tempo para ultrapassar a economia britânica.
O objetivo de medir o PIB é chegar a uma cifra que expresse o volume produzido por um país em certo período. Simplificando, o desafio é exprimir a quantidade de carros, edifícios, geladeiras etc. fabricados num ano.
O resultado pode ser comparado aos de períodos anteriores e então se sabe se o PIB, o volume da produção, caiu ou cresceu -e quanto.
Convém expressar o PIB numa unidade de conta comum, dinheiro corrente, desde que se tome cuidado com os efeitos da inflação.
Suponha o leitor que o faturamento da indústria aeronáutica, num exemplo meramente ilustrativo, subiu de R$ 100 bilhões para R$ 110 bilhões de um ano para o seguinte. Este último valor, acusando alta de 10%, vai compor o PIB nominal brasileiro.
Mas digamos que a quantidade de aviões produzidos tenha ficado igual nesse período -e tudo o que houve foi alta de preços. Então a contribuição do setor aeronáutico para a variação real do PIB terá sido zero.
No Brasil, que apresenta inflação mais alta se comparado a países desenvolvidos, a discrepância entre crescimento nominal do PIB e sua alta real costuma ser grande.
Em 2009, o PIB real brasileiro caiu 0,3%, enquanto o nominal cresceu 6,8%. Em 2010, o real aumentou 7,5%, contra 16,4% do nominal.
Quando a tarefa é expressar em dólares esse PIB nominal -a fim de comparar o desempenho de várias nações-, surge a dificuldade adicional da taxa de câmbio.
Tome-se de novo o exemplo dos aviões, agora supondo que R$ 1 valia US$ 1 no primeiro ano e US$ 1,10 no segundo. Como foi visto, o PIB nominal em reais daquele setor aumentou de R$ 100 bilhões para R$ 110 bilhões só em virtude da inflação.
Coloque-se na conta o efeito da valorização do real, e o resultado será o PIB nominal em dólares passando de US$ 100 bilhões para US$ 121 bilhões de um ano para outro, alta de 21%. Isso a despeito de a variação real da produção de aviões ter sido nula.
Esse duplo efeito, da inflação e do câmbio, foi acentuado nos últimos anos. O IBGE mostra que a inflação embutida no cálculo do PIB -chamada de "deflator implícito"- teve alta de 138% entre 2001 e 2010. No mesmo período, tomando-se a cotação média anual, o real valorizou-se 25% em relação ao dólar.
Em outros períodos da história, inflação e desvalorização cambial caminhavam juntas, uma alimentando a outra. Se a inflação elevava o PIB nominal, a desvalorização o podava na hora de convertê-lo em dólares.
Esse padrão se alterou na década passada, porque o Brasil passou a acumular superávits expressivos no comércio e nas finanças internacionais -em razão sobretudo da alta na cotação de produtos, como minério de ferro e comida, que o país exporta em abundância.
Esse fato inverteu as regras do jogo, alimentou a valorização do real e ajudou a conter a inflação -mas não a ponto de impedir que, pelo efeito da alta moderada dos preços, o poder de compra internacional do Brasil aumentasse substancialmente.

Justiça à brasileira

Juízes receberam benefício por anos em que eram advogados
Pagamento de licenças-prêmio em tribunal de SP é investigado pelo CNJ
Dois juízes receberam benefício de 450 dias referente ao tempo em que advogaram; eles não se manifestaram
FLÁVIO FERREIRA
DE SÃO PAULO
O Tribunal de Justiça de São Paulo concedeu a 22 desembargadores licenças-prêmio referentes a períodos em que eles trabalharam como advogados, anteriores ao ingresso no serviço público.
Em dois casos, o benefício referente ao período em que atuaram por conta própria chegou a um ano e três meses -ou 450 dias.
O pagamento das licenças-prêmio está sob investigação do CNJ (Conselho Nacional de Justiça) e foi anulado pelo próprio tribunal um dia depois de o conselho iniciar uma devassa na folha de pagamento da corte paulista, no último dia 5.
A atuação do CNJ divide o mundo jurídico desde que o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Marco Aurélio Mello concedeu liminar impedindo que o conselho abra por iniciativa própria investigação contra juízes (leia entrevistas na pág A8).
A corte possui 353 desembargadores e, segundo a lei, um quinto de seus membros deve ter origem na advocacia ou no Ministério Público.
São os pagamentos feitos a parte dos desembargadores que entraram no tribunal pela cota reservada aos advogados que agora estão sendo analisados pelo CNJ.
A licença-prêmio é um benefício concedido a todos os servidores. A cada cinco anos de trabalho, eles têm direito a três meses de licença.
O tribunal pode converter a licença em pagamento em dinheiro. Cada 30 dias do benefício corresponde a um salário -o dos desembargadores é de R$ 24 mil.
As concessões sob análise começaram a ser pagas em julho de 2010, na gestão do desembargador Antonio Carlos Viana Santos, morto em janeiro, e continuaram sob a administração do atual presidente, José Roberto Bedran.
As maiores licenças-prêmio referentes ao período de exercício da advocacia (450 dias) foram concedidas aos desembargadores José Reynaldo Peixoto de Souza e Hugo Crepaldi Neto.
O cálculo do benefício para Souza teve como marco inicial o ano de 1976, quando atuava como advogado. Ele só ingressou no tribunal 25 anos depois, em 2001.
A licença-prêmio de Crepaldi Neto foi contada de 1983 a 2010, quando ele foi escolhido para compor o tribunal.
Segundo o presidente da Associação Paulista de Magistrados, Paulo Dimas de Bellis Mascaretti, o pagamento tem como base uma interpretação da Loman (Lei Orgânica da Magistratura).
A lei permite que magistrados contem, para fins de aposentadoria, até 15 anos do tempo em que atuaram como advogados. Porém, a Loman não trata da licença-prêmio.
O TJ-SP deverá julgar o caso após o recesso de janeiro.
A corte também é investigada pelo CNJ por supostos pagamentos de verbas relativas a auxílio moradia de forma privilegiada. O conselho apura ainda possíveis casos de enriquecimento ilícito.

Como cidadão me sinto ofendido. Para proteger quem?

'Tarifa contra importado tem efeito nefasto'
Presidente da Alpargatas, que produz Havaianas e Topper, ataca protecionismo do governo e despreparo da indústria
Para Márcio Utsch, importação controla inflação e consumidor já compara preços daqui com o exterior

Luiza Sigulem/Folhapress
O presidente da gigante Alpargatas, Márcio Utsch
O presidente da gigante Alpargatas, Márcio Utsch
MARIANA BARBOSA
DE SÃO PAULO
A adoção de barreiras tarifárias para proteger a indústria nacional dos importados chineses vai gerar um efeito "nefasto".
Quem diz é Márcio Utsch, 53, presidente da Alpargatas, maior empresa de calçados e artigos esportivos do país em receita líquida (R$ 2,2 bilhões em 2010), dona de Havaianas e Topper e importadora de Mizuno e Timberland.
"Enquanto a indústria internacional investe e se moderniza, a nacional não está preparada para viver sem proteção", diz.
Voz dissonante no meio empresarial, o executivo critica a adoção, no ano passado, de uma tarifa antidumping de US$ 13,85 para proteger o calçado nacional de importados asiáticos.
"Quem paga a conta do protecionismo são os consumidores."
Antidumping
É um disparate. O consumidor tem acesso à internet. Ele compara com os preços lá de fora e acha que a gente aqui é ladrão. Já temos 35% de imposto de importação no calçado e colocamos mais a tarifa antidumping.
A quantidade de artigos esportivos trazidos pelas pessoas em viagens internacionais é absurda. Mas o governo não vê que está transferindo receita para o exterior.
Brasil x Itália
Tem finalidade quando há um dumping. No caso de calçados não percebo. Quando foi feito o antidumping se comparou a indústria brasileira com a italiana.
Como comparar o preço brasileiro com o da Itália? A gente é parecido em quê? Talvez na beleza das mulheres, no charme do país. Mas em empresa de calçado não dá para comparar.
Contrabando
A barreira à importação estimula o contrabando. Se a tarifa de importação fosse normal, a diferença seria tão pequena que não valeria a pena fazer contrabando.
Carroças
Quando tínhamos proteção ao carro brasileiro tínhamos as famosas carroças. O que aconteceu? A gente abriu a importação e a indústria não quebrou. Lembra da Cobra, indústria de computador? O Brasil não tinha computador. E aí abriu o mercado e deu no que deu: computador barato. Telefonia, a mesma coisa.
IPI para carro importado
Como cidadão me sinto ofendido. Para proteger quem? As multinacionais delas mesmas? Solta as amarras, deixa eles entrarem aqui. Reduzir o imposto é anti-inflacionário, faz o país crescer.
Quando você cria proteção, as indústrias investem menos e ficam atrofiadas. O efeito é nefasto. Você tem que criar filhos expondo-os aos anticorpos. Se você fica dentro de uma bolha, qualquer espirro vira pneumonia.

Um nome sem peça de reposição

Clóvis Rossi
Um nome sem peça de reposição
Teorias conspiratórias são ridículas, mas o risco de um vazio de governabilidade sem Cristina Kirchner é real
Quando cobria a agonia do presidente Tancredo Neves no Incor, em 1985, fui procurado por um cidadão que exibia dezenas de credenciais e cartões de visita, disposto a provar que o presidente havia sido alvejado com uma arma chamada Uirapuru, que disparava vírus e conseguia driblar eventuais obstáculos entre ela e o alvo.
Foi apenas uma entre mil teorias conspiratórias que apareceram à época. Doenças de governantes são território livre para o surgimento desse tipo de teses.
Não me espanta, pois, que a sucessão de tumores malignos que afetaram presidentes e um ex-presidente nos últimos meses tenha dado margem a um cúmulo de rumores nas redes sociais, ainda mais que todos os atingidos são personalidades de esquerda ou do que se pode chamar de esquerda no mundo contemporâneo.
Era também de esperar que Hugo Chávez surgisse com a teoria de que a CIA anda disparando cânceres contra os "anti-imperialistas" da região. Seria no mínimo ineficaz porque governantes de esquerda se tratam nos melhores hospitais que a burguesia construiu e equipou, exceto o próprio Chávez, que preferiu entregar-se aos cubanos.
Como sou o inimigo número 1 das teorias conspiratórias, abandono esses devaneios, sem dúvida mais populares, digamos assim, para cuidar da realidade. Ou seja, das previsíveis consequências do câncer da presidente Cristina Fernández de Kirchner.
É óbvio que tudo dependerá da evolução da doença e do tratamento. Se for positiva, aumentará ainda mais o já elevado cacife político e popular da presidente.
Basta lembrar que ela recuperou o prestígio, até então em queda, a partir do momento em que houve disseminada percepção de que seu marido Néstor morrera porque se descuidara da saúde em nome da causa. O que é até verdade, goste-se ou não da causa. É natural, portanto, que uma Cristina vencedora do câncer ganhe pontos com o público pelo mesmo motivo, como já o indica a carta de apoio à "morocha" (a morena presidente) de Hebe de Bonafini, das Madres de Plaza de Mayo.
Essa é a parte fácil de prever. Assustadora é a hipótese inversa, a de problemas que afetem a capacidade de governar de Cristina.
O sociólogo Ricardo Sidicaro, pesquisador do Conicet (Conselho Nacional de Investigações Científicas e Técnicas), definiu o governo dos Kirchner, em artigo para a revista "Nueva Sociedad", como "governo de líder sem partido". Logo, se o governo que já não tem partido ficar também sem líder, a Argentina estará com um sério problema de governabilidade.
Já o também sociólogo Julio Burdman, em texto para o site "Infolatam", lembra que, no modelo presidencialista latino-americano, "o presidente é o verdadeiro receptor dos votos e, como tal, é quem encarna as demandas, os planos de governo e o espírito das épocas políticas". O "kirchnerismo", com Néstor ou com Cristina, é isso e não tem peça de reposição.
Por fim, cabe lembrar que o casal foi o responsável por tirar a Argentina do poço (político, econômico e social) em que mergulhara até o ano 2001. Não é pouco, o que só aumenta o tamanho do problema no caso de doença séria.
crossi@uol.com.br

Mercado distorcido

Editoriais
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Mercado distorcido
Fim do subsídio ao etanol nos EUA ressalta desajustes no setor de combustíveis do Brasil, que precisa ser repensado pelo governo
No ano que vem, o governo dos Estados Unidos deixará de subsidiar o preço do etanol, conforme decidiu o Congresso daquele país. Tratava-se de demanda antiga das empresas brasileiras. Apesar de positivo, o fim do subsídio encontra a indústria brasileira do setor em grande desarranjo.
Depois de 2009, o álcool combustível tornou-se escasso no país. A crise e a seca de crédito degradaram a situação de endividamento dos produtores. Além disso, trocas de comando nas empresas, resultado de fusões e aquisições, parecem ter conturbado o planejamento da produção nos canaviais, que não foram renovados nem aprimorados nos últimos três anos. O clima não ajudou, tampouco a tributação, confusa e excessiva.
Em consequência, declinaram a produção e a produtividade. A tonelagem de cana moída caiu mais de 10%. Há usinas ociosas. Não se vê investimento que possa tornar confortável o crescimento da frota de veículos "flex".
O Brasil passou a importar etanol dos Estados Unidos, mercado que, em tese, seria aberto ao produto brasileiro quando caísse o subsídio protecionista. No ano que vem, as autoridades americanas preveem o consumo de 50 bilhões de litros de álcool combustível, o equivalente a dois anos e meio de produção brasileira.
Subsídios brasileiros ao financiamento da estocagem, além de outras medidas reguladoras, devem evitar nova alta dos preços do etanol no mercado interno. Ainda assim, o custo do produto nacional para exportação vai superar o do etanol e o da gasolina nos EUA.
A depender da taxa de câmbio e de outros fatores, pode tornar-se interessante comprar ainda mais álcool norte-americano.
As empresas se queixam das intervenções estatais. Além da crítica contumaz aos impostos, lamentam que o governo, na prática, tabele o valor da gasolina, tornando o álcool menos competitivo. Afirmam ainda que, mesmo alto, o preço atual do álcool não cobre o custo de ampliar a produção.
O governo, de fato, intervém no mercado de combustíveis a fim de controlar a inflação. Regula a proporção de álcool na gasolina e subsidia a estocagem do produto. Na prática, controla os preços da gasolina e obriga a Petrobras a importá-la. O preço dos combustíveis está, portanto, distorcido.
Porém liberalizar esse mercado de maneira súbita não é garantia de melhora na formação de preços e na alocação de capital produtivo. O mais provável é que os desajustes se agravem.
Essa gama de problemas indica que é preciso repensar o setor e os incentivos estratégicos à produção de combustíveis no Brasil. O fim do subsídio americano põe a nu as falhas tanto do governo como do setor privado no que diz respeito ao abastecimento de veículos.

Democracia é a brasileira

Claudia Antunes
Ocidente, Oriente
RIO DE JANEIRO - Os EUA e boa parte dos países da União Europeia são democracias consolidadas, com razoável independência judiciária, liberdade de expressão e eleições regulares (embora a burocracia não eleita europeia tenha poder demais e o sistema de votação americano seja pouco transparente e sujeito a abuso econômico).
A China é uma ditadura de partido único, que ameaça e encarcera críticos do monopólio do PC e controla todos os meios de comunicação (embora os debates nas redes sociais chinesas sejam mais virulentos do que se esperaria nessas circunstâncias).
Nos EUA e na Europa, milhares foram às ruas contra o arrocho econômico, pedindo que os bancos e os mais ricos arcassem com o ônus da crise, ou ao menos que seus custos fossem mais bem repartidos. Não conseguiram nada. A população esperneia e até troca o governo, mas o campo de ação da política encolheu.
Na China, a população assumiu o comando da pequena Wukan, na Província de Cantão, e expulsou as autoridades, acusadas de enriquecer com o dinheiro de terras comuns desapropriadas. A notícia se propagou e Pequim cedeu aos rebelados, assim como tinha feito em agosto, quando fechou uma petroquímica poluidora que era alvo de manifestantes na metrópole de Dalian.
No Ocidente desenvolvido, a gestão da economia impõe limites à vontade popular. Na China emergente, o regime teme que a contestação se espalhe e tenta preservar o controle cedendo a reivindicações localizadas.
São frequentes deste lado do mundo as advertências sobre uma suposta atração exercida pelo modelo chinês, de capitalismo de Estado com autoritarismo. É um alarme exagerado, quando se vê que os próprios chineses não se contentam com ele e reclamam voz e direitos.
Em vez de forjar um "perigo amarelo", o Ocidente faria melhor se cuidasse do próprio deficit democrático.

Irã

EUA resistirão a fechamento de estreito
Governo iraniano ameaçou bloquear estreito de Hormuz, no golfo Pérsico, se sanções contra exportações de petróleo forem aprovadas
1/3 do petróleo que é comercializado por via marítima atravessa a região; fechar seria fácil, afirma iraniano
DAS AGÊNCIAS DE NOTÍCIAS
Os EUA disseram que não tolerarão nenhuma ameaça por parte do Irã de fechamento do estreito de Hormuz, por onde passam diariamente, em média, 14 navios petroleiros com capacidade para até 2 milhões de barris -o que equivale a um terço do comércio mundial de petróleo por via marítima.
Nos últimos dias, o governo iraniano ameaçou fechar o estreito no golfo Pérsico, depois que americanos e europeus passaram a considerar novas sanções contra as exportações de petróleo do país como uma forma de represália ao programa nuclear iraniano.
Na terça, o vice-presidente iraniano, Mohammad Reza Rahimi, afirmou que, se as sanções forem aprovadas, "nenhuma gota de petróleo transitará pelo estreito".
Ontem, Habibollah Sayyari, comandante da Marinha iraniana, que faz exercícios na área desde o último sábado, disse que fechar o estreito de Hormuz para petroleiros seria "mais fácil que beber um copo de água".
Um porta-voz do Pentágono, George Little, declarou que "nenhuma perturbação do tráfego marítimo no estreito de Hormuz será tolerada".
A Quinta Frota dos Estados Unidos, com base no Bahrein, afirmou por comunicado que "qualquer um que ameace perturbar a liberdade de navegação em um estreito internacional está fora da comunidade das nações".
O porta-voz do Ministério de Relações Exteriores da França, Bernard Valero, pediu em nota que as autoridades iranianas "respeitem a lei internacional e, em particular, a liberdade de navegação em águas internacionais e estreitos".